Informação

Airbus A320 supera Boeing 737 e se torna o avião comercial mais vendido da história

A disputa entre Airbus e Boeing, que marca a indústria da aviação há décadas, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (7). Os modelos da família A320 ultrapassaram o tradicional Boeing 737, tornando-se o avião comercial mais vendido da história, segundo dados da consultoria britânica Cirium.

O marco foi alcançado com a entrega de um A320neo para a companhia aérea saudita Flynas, considerado o 12.260º avião produzido da série lançada em 1988.

Rivalidade histórica no mercado aéreo

Até agora, o Boeing 737, que começou a voar 20 anos antes do A320, reinava como líder absoluto de vendas. Ambos são modelos de corredor único, amplamente utilizados em rotas de curta e média distância, com capacidade para cerca de 150 passageiros.

Apesar do feito, Airbus e Boeing ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a troca de liderança.

Inovação e crescimento do A320

Quando foi anunciado em 1981, o projeto do Airbus A320 foi recebido com desconfiança. Na época, o 737 dominava o mercado e a proposta europeia de adotar o sistema fly-by-wire — comandos elétricos transmitidos por joystick — foi considerada ousada.
O modelo, no entanto, tornou-se um sucesso, garantindo a sobrevivência da Airbus, fundada em 1969 como consórcio europeu.

Com o tempo, a família A320 se expandiu para quatro versões: A318, A319, A320 e A321. Em 2016, a linha ganhou a geração neo, mais eficiente em combustível. Hoje, o A321 concentra 70% dos pedidos, especialmente em rotas transoceânicas.

Mercado global e presença no Brasil

Atualmente, 375 companhias aéreas operam a família A320. A maior frota é da American Airlines, com 486 aviões. Na América Latina, a Latam possui 286 unidades e a Azul, 59. Já no Brasil, a Gol continua fiel ao Boeing 737, com cerca de 140 aeronaves.

A maior demanda vem da Ásia, em especial da China e da Índia, onde o crescimento do tráfego aéreo tem impulsionado a recuperação global do setor pós-pandemia.

Boeing enfrenta turbulências com o 737 Max

A Boeing sofreu forte impacto após os acidentes envolvendo o 737 Max em 2018 e 2019, que resultaram em 346 mortes. Problemas de projeto e falhas no treinamento de pilotos levaram à paralisação mundial da frota por 20 meses, abalando a reputação da fabricante.

Apesar das dificuldades, a empresa busca retomar o equilíbrio, contando com contratos militares bilionários e apoio do governo dos EUA em negociações internacionais.

Airbus lidera entregas globais

Em 2024, a Airbus entregou 766 aviões, contra 348 da Boeing, consolidando sua liderança. O mercado continua dominado pelo duopólio, mas novos concorrentes começam a ganhar espaço, como a Comac, da China. A Embraer mantém posição de destaque no segmento de aviões regionais, abaixo da categoria de A320 e 737.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jon Nazca

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook