Comércio Exterior, Evento, Importação, Informação, Logística, Tecnologia

Blue Route destaca papel dos dados e da tecnologia no futuro do comércio exterior 

Enquanto o debate público ainda gira em torno de reformas, burocracias e gargalos logísticos, uma revolução silenciosa já está em curso nas fronteiras brasileiras: o uso intensivo de dados na aduana. Mais do que uma tendência, trata-se de um movimento estratégico que está redefinindo o papel da tecnologia no controle aduaneiro e nas operações internacionais. 

À frente dessa discussão, a Blue Route vem se consolidando como uma das principais vozes no Brasil por uma aduana mais digital, integrada e orientada por inteligência de dados. Durante o Global Trade Summit 2025, realizado em Balneário Camboriú, a CEO da empresa, Beatriz Grance Rinn, mediou um painel decisivo sobre o tema “O uso intensivo de dados na evolução do comércio exterior e a sua aplicabilidade na gestão coordenada de fronteiras”, reunindo representantes da Receita Federal, da iniciativa privada e especialistas em tecnologia para o setor. 

Gestão coordenada de fronteiras é um tema complexo”, afirmou Beatriz. “A gente entende que o maior desafio é a comunicação. Não adianta o Brasil estar evoluindo, avançando, se o comércio exterior depende de outro país. A carga vai chegar na fronteira e vai parar.” 

Ao abordar os custos e impactos práticos do processo aduaneiro, Beatriz foi direta: Hoje, até 15% do custo dos bens comercializados pode estar relacionado às passagens de fronteira.” E complementou com um exemplo real: “Aqui no Brasil todo o processo foi super rápido. Mas ao chegar na fronteira você precisa parar e comprar um bilhete, uma passagem e, do outro lado, fazer tudo manualmente. Tem lugares que ainda usam planilhas.” 

Essa realidade fragmentada é um obstáculo para o avanço da gestão coordenada de fronteiras, conceito que envolve interoperabilidade entre sistemas, integração regional, cooperação internacional e adoção de ferramentas tecnológicas como APIs. “Isso tudo depende de acordos internacionais, comunicação, infraestrutura, vontade política, financiamentos…  São muitas camadas. Todos os anos há uma agenda sendo trabalhada para alcançar esse objetivo”, explicou Beatriz. 

Discussão mundial 

Para Beatriz o futuro do comércio exterior será moldado por quem for capaz de processar dados com mais agilidade, inteligência e estratégia. “Na parte tecnológica, o Brasil está na vanguarda. Somos referência internacional. Mas, vamos ter que puxar os outros países, senão não vamos conseguir alcançar o tão falado avanço na facilitação do comércio exterior,” enfatizou.  

Esse mesmo posicionamento foi reforçado durante a Conferência Regional da Organização Mundial de Aduanas (OMA) para as Américas e o Caribe, realizada nos dias 5 e 6 de maio, em San Salvador, El Salvador. Lá, a CEO da Blue Route foi moderadora de um painel que discutiu o papel da tecnologia no fortalecimento das aduanas da região. “Eu perguntei para eles: ‘Qual o maior desafio que a América Latina enfrenta para alcançar uma aduana integrada e sustentável?’ E a resposta foi clara: infraestrutura, tecnologia e conectividade. A conclusão foi direta: o avanço coletivo só será possível se os países mais estruturados liderarem esse processo de integração e inovação. 

As discussões demonstraram que o uso intensivo de dados na aduana é urgente — e precisa sair das plenárias para o centro da estratégia de empresas e governos. Transformar as fronteiras brasileiras em espaços mais inteligentes e conectados é o próximo passo para destravar o potencial do país no comércio internacional. E a Blue Route segue posicionada como uma das protagonistas desse caminho. 

Sobre a Blue Route 

A Blue Route é uma empresa especializada em transformação digital aplicada ao comércio exterior. Com solução tecnológica de ponta para a gestão do catálogo de produtos, está preparada para os desafios do Novo Processo de Importação, por meio da utilização e trabalho com dados, inteligência e inovação. Sempre com foco na melhoria contínua. 

Texto: Daiana Brocardo 

Fotos: Giovana Santos 

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