Internacional

Trump anuncia escolta da Marinha dos EUA a petroleiros no Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que a Marinha dos EUA irá escoltar petroleiros e navios comerciais que atravessarem o Estreito de Ormuz, em meio ao bloqueio anunciado pelo Guarda Revolucionária do Irã.

A decisão ocorre após o Irã declarar o fechamento da rota marítima na segunda-feira (2) e ameaçar atacar embarcações que desrespeitarem a determinação.

Seguro contra riscos e garantias ao comércio marítimo

Trump também informou que determinou à Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) a oferta de seguro contra riscos políticos e garantias de segurança financeira para operações comerciais no Golfo Pérsico.

Em publicação na rede Truth Social, o presidente declarou que os Estados Unidos assegurarão o livre fluxo de energia global, independentemente do cenário. Segundo ele, novas medidas poderão ser adotadas.

O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o comércio internacional, já que cerca de 20% de todo o petróleo mundial transportado por via marítima passa pela região, além de volumes expressivos de gás natural.

Conflito pressiona mercado de petróleo e gás

A escalada do conflito no Oriente Médio elevou a tensão nos mercados de energia. O risco à produção e exportação de hidrocarbonetos impulsionou os preços do petróleo e do gás natural.

O barril do tipo Brent crude encerrou o dia com alta de 4,71%, cotado a US$ 81,40, após superar momentaneamente a marca de US$ 85 — patamar não visto desde julho de 2024.

Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, fechou a sessão a US$ 74,56, com avanço de 4,67%.

Catar suspende produção após ataque

O Catar anunciou a suspensão da fabricação de produtos como polímeros, metanol e alumínio, após interromper a produção de gás natural liquefeito (GNL). A decisão foi tomada depois de um ataque iraniano atingir instalações energéticas no país.

O cenário amplia as preocupações sobre o abastecimento global de energia e reforça a instabilidade na região.

FONTE: Carta Capital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Saul Loeb/AFP

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