Comércio Exterior, Tecnologia

Tendências globais 2026: como a tecnologia está transformando o comércio exterior

Nos últimos anos, o comércio exterior deixou de ser apenas uma operação logística para se tornar um ambiente altamente tecnológico, data driven e orientado à eficiência. Em 2025, o setor vive uma aceleração histórica: inteligência artificial generativa, automação aduaneira e integração digital entre empresas e governos estão redefinindo o fluxo global de mercadorias e informações. Diante desse cenário, o que esperar para 2026?

Documentos passam a ser gerados automaticamente, cadeias de suprimento são monitoradas em tempo real e a previsibilidade se torna o principal diferencial competitivo. Em um cenário onde velocidade, precisão e integração de dados são essenciais, a pergunta que surge é: como as empresas brasileiras podem se preparar para esse novo comércio exterior?

Para aprofundar essa discussão, o ReConecta News conversou com Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência, atuando de forma estratégica na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos.

À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que unem expertise técnica a tecnologias de ponta, como Inteligência Artificial, Big Data e automação digital, transformando dados em decisões estratégicas e potencializando resultados internacionais. Com domínio de seis idiomas (inglês, espanhol, mandarim, italiano, francês e português), ela conduz negociações multinacionais com fluidez e alto nível técnico, sendo reconhecida por antecipar tendências e traduzir complexidade em estratégias práticas. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador para empresas brasileiras que desejam conquistar o mundo. 

A seguir, você confere a entrevista completa:

1. Quais as principais tendências globais no comércio exterior em 2026?

MARIANA – O comércio internacional passa por uma transformação estrutural com a incorporação de inteligência artificial generativa, blockchain e plataformas de integração digital entre exportadores, despachantes e autoridades aduaneiras. Cadeias de suprimento tornam-se mais transparentes e preditivas, com sistemas que antecipam gargalos logísticos, otimizam câmbio e reduzem custos operacionais. A digitalização total da documentação, aliada à automação de compliance, cria um ecossistema global onde a velocidade da informação é o principal ativo competitivo.

2. Como a IA generativa está transformando o setor?

MARIANA – A IA generativa permite simular cenários de exportação, gerar documentos aduaneiros e criar relatórios financeiros e contratuais com base em padrões históricos e normativos. Além disso, ela oferece capacidade preditiva para variação cambial, riscos de mercado e comportamento de demanda global. O desafio está na validação técnica dessas informações, exigindo profissionais com domínio das normas internacionais, parametrização de sistemas e capacidade de interpretar resultados de modelos complexos.

3. Quais países estão liderando essa transformação?

MARIANA – China, Singapura e Estados Unidos lideram a integração de IA no comércio exterior, com sistemas aduaneiros autônomos e baseados em machine learning. Singapura, por exemplo, opera um modelo de despacho digital com verificação automática de origem e classificação tarifária. O Brasil avança nesse sentido por meio do Portal Único de Comércio Exterior, mas ainda enfrenta defasagem tecnológica em integração de dados e padronização entre órgãos fiscalizadores.

4. O que as empresas brasileiras precisam fazer para acompanhar esse movimento?

MARIANA – É indispensável investir em consultorias especializadas que unam conhecimento técnico de comércio exterior e experiência em automação digital. A adequação de processos internos, parametrização de sistemas ERP e integração com APIs governamentais são passos críticos para reduzir custos e aumentar previsibilidade operacional. Além disso, profissionais devem compreender profundamente regimes aduaneiros e tributários para aplicar a tecnologia com segurança jurídica.

5. Há risco de substituição de profissionais pela IA?

MARIANA – A IA não elimina profissionais, mas redefine suas funções. O analista de comércio exterior torna-se um gestor de dados e estratégias, responsável por interpretar insights gerados por sistemas inteligentes. O conhecimento técnico em normas, tarifas, regimes fiscais e tratados comerciais continua essencial, mas agora precisa ser aliado a competências em ciência de dados e gestão de automação.

6. Como a automação aduaneira está evoluindo?

MARIANA – A automação aduaneira está consolidando-se com o uso de big data, reconhecimento de padrões e integração digital entre exportadores e órgãos públicos. O Portal Único, por exemplo, passa a utilizar validação automática de documentos e interoperabilidade com sistemas de logística e transporte. Isso reduz tempo de despacho e aumenta a rastreabilidade das operações, mas exige adequação tecnológica e capacitação contínua dos profissionais envolvidos.

7. Qual a importância da atualização profissional nesse cenário?

MARIANA – Manter-se atualizado é uma questão de sobrevivência estratégica. O domínio de normas internacionais, ferramentas digitais e novas regulamentações é indispensável para garantir eficiência operacional e evitar sanções. Consultorias experientes atuam como catalisadoras desse processo, orientando empresas na interpretação das mudanças e na implementação de soluções tecnológicas seguras e escaláveis.

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Tecnologia, Big Data e o Futuro do Comércio Internacional: entrevista com a especialista Mariana Tomelin

Com mais de 15 anos de atuação no comércio exterior, Mariana Pires Tomelin é referência quando o assunto é internacionalização de empresas. À frente da Exon Trade Business Intelligence, ela lidera projetos que integram inteligência comercial, análise de dados e tecnologia de ponta, como Inteligência Artificial e Big Data, para ampliar o desempenho de empresas brasileiras em mercados globais. Com domínio de seis idiomas e uma abordagem estratégica, Mariana atua em negociações multiculturais e apoia indústrias a se posicionarem de forma sólida e competitiva fora do Brasil.

Nesta entrevista, a especialista compartilha sua visão sobre as transformações tecnológicas no comércio internacional, os desafios enfrentados por empresas iniciantes na exportação e os caminhos para a inovação no setor. Confira:

Como a tecnologia tem transformado o comércio internacional?

MARIANA – A transformação digital trouxe automação de processos aduaneiros, rastreabilidade logística em tempo real e plataformas de integração entre fornecedores, compradores e agentes logísticos. Hoje, é possível exportar com mais segurança, velocidade e inteligência.

Qual o papel do Big Data no comércio exterior?

MARIANA – O Big Data possibilita decisões baseadas em dados concretos: desde a identificação de mercados potenciais até a análise de concorrência, preços praticados e comportamento de consumo global. Com ferramentas avançadas, é possível traçar estratégias muito mais eficazes.

Quais tecnologias emergentes você considera aliadas das empresas que querem se posicionar globalmente?

MARIANA – Inteligência Artificial, blockchain, automação aduaneira, plataformas de e-commerce B2B e ERPs integrados são essenciais. Essas ferramentas otimizam custos, aumentam a segurança jurídica e ampliam o alcance comercial das empresas.

Qual a importância do comércio internacional para as empresas atualmente?

MARIANA – O comércio internacional é uma alavanca estratégica para o crescimento das empresas. Ele permite acesso a novos mercados, maior escala de produção, diversificação de receitas e redução de dependência do mercado interno. Para muitas empresas, internacionalizar-se deixou de ser uma opção e se tornou uma necessidade.

Como a exportação contribui para a solidez e longevidade das empresas?

MARIANA – Exportar é uma forma de gerar receita em moeda forte, diluir riscos e aumentar a competitividade. Além disso, empresas exportadoras tendem a investir mais em inovação, qualidade e eficiência, o que as torna mais resilientes em momentos de crise.

Por que diversificar mercados é uma estratégia tão relevante no comércio exterior?

MARIANA – A diversificação reduz a exposição a riscos geopolíticos, variações cambiais e mudanças regulatórias. Atuar em diferentes regiões permite equilibrar sazonalidades e adaptar produtos a múltiplos perfis de consumo.

Por que é fundamental que a empresa se posicione estrategicamente no mercado internacional?

MARIANA – O posicionamento define como a marca será percebida globalmente. Uma empresa bem posicionada comunica seus diferenciais, valores e capacidade produtiva de forma coerente e confiável, o que impacta diretamente na atração de clientes e parceiros comerciais.

Como consultorias especializadas podem acelerar o processo de internacionalização?

MARIANA – Consultorias estratégicas conhecem os atalhos legais, logísticos e comerciais para cada país. Elas ajudam a evitar erros caros, planejar com eficiência, reduzir custos tributários e abrir portas por meio de uma rede de contatos qualificada.

O quanto é importante entender a legislação internacional e os trâmites burocráticos?

MARIANA – O desconhecimento legal é um dos principais fatores que inviabilizam ou tornam uma operação internacional deficitária. Conhecer as normas, tanto do país de origem quanto de destino, garante segurança jurídica, redução de riscos e maior agilidade no processo.

Quais são os principais erros cometidos por empresas iniciantes no comércio exterior?

MARIANA – Entre os erros mais comuns estão: subestimar os custos logísticos, não adequar o produto ao mercado-alvo, negligenciar barreiras não-tarifárias, não buscar apoio técnico e trabalhar sem contratos bem elaborados.

Que papel o planejamento estratégico desempenha no sucesso da exportação?

MARIANA – O planejamento permite antecipar riscos, organizar processos, preparar equipes e construir metas realistas. Sem planejamento, a exportação pode virar um esforço isolado e insustentável.

Como as micro e pequenas empresas podem começar a exportar com segurança?

MARIANA – Elas devem buscar capacitação, participar de programas de incentivo à exportação, estudar o mercado-alvo e começar com operações-piloto. Hoje, há muitas plataformas e órgãos de apoio à disposição.

A atuação internacional exige adaptação dos produtos ou serviços?

MARIANA – Em muitos casos, sim. Pode ser necessária a adaptação de embalagem, rótulos, certificações técnicas e até mesmo do posicionamento da marca. Essa adaptação demonstra respeito ao mercado local e aumenta a aceitação do produto.

Como lidar com as exigências documentais do comércio exterior?

MARIANA – É essencial montar um checklist robusto e manter uma comunicação fluida entre os departamentos envolvidos. Ter apoio de um despachante aduaneiro e sistemas integrados de gestão documental é um grande diferencial.

O que mudou no comércio exterior nos últimos 5 anos?

MARIANA – Houve avanços expressivos na digitalização dos processos, maior exigência de sustentabilidade, aumento da volatilidade geopolítica e uma crescente demanda por rastreabilidade e transparência.

Quais habilidades você considera essenciais para um profissional da área?

MARIANA – Visão estratégica, capacidade de negociação, conhecimento técnico em legislação e logística, domínio de idiomas, familiaridade com tecnologia e sensibilidade cultural são indispensáveis.

Como você enxerga o papel do Brasil no comércio exterior nos próximos anos?

MARIANA – O Brasil tem potencial para ser protagonista, especialmente com alimentos, minérios, energia limpa e biotecnologia. Para isso, é preciso investir em infraestrutura, acordos comerciais e redução da burocracia.

Que conselhos você daria para quem deseja construir carreira em comércio exterior?

MARIANA – Busque conhecimento prático, aprenda com erros, esteja sempre atualizado e desenvolva uma mentalidade global. O profissional dessa área precisa ser curioso, resiliente e conectado com as mudanças do mundo.

Há espaço para inovação no comércio exterior?

MARIANA – Muito. Desde soluções logísticas inteligentes até plataformas de matchmaking internacional, passando por fintechs de câmbio e crédito. O setor ainda tem muito a evoluir com apoio de tecnologia.

Qual mensagem você deixa para as empresas brasileiras que ainda não exportam?

MARIANA – A internacionalização pode parecer desafiadora, mas é perfeitamente viável com planejamento, orientação e coragem. O Brasil tem produtos e talentos de altíssimo nível; com a preparação adequada é possível diversificar mercados e trazer inúmeros benefícios para a empresa e para a sociedade.

Sobre a especialista:

Mariana Pires Tomelin é especialista em Comércio Exterior e fundadora da Exon Trade Business Intelligence. Com atuação estratégica em projetos de internacionalização, Mariana tem como missão tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador. Seu trabalho une experiência técnica, visão de futuro e fluência cultural, transformando dados e desafios em estratégias de expansão global para empresas brasileiras.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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Tecnologia e Estratégia: a Revolução da Inteligência Artificial e do Big Data no Comércio Exterior

O comércio exterior vive uma revolução silenciosa, mas profunda, movida por tecnologias emergentes como a Inteligência Artificial (IA) e o Big Data. Em um cenário global altamente dinâmico, essas ferramentas vêm transformando a forma como as empresas se posicionam internacionalmente, passando da intuição à tomada de decisões baseadas em dados concretos.

Segundo a especialista em Comércio Exterior Mariana Pires Tomelin, o uso dessas tecnologias deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade estratégica. “A IA permite analisar grandes volumes de informações em tempo real, identificar padrões de comportamento de consumo, antecipar variações de demanda e até sugerir mercados com maior potencial de aceitação para um determinado produto”, afirma.

Com mais de 15 anos de experiência na internacionalização de indústrias e à frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana destaca que sistemas inteligentes também ajudam a prever riscos cambiais, automatizar classificações fiscais, sugerir rotas logísticas mais eficientes e garantir o cumprimento de regulamentações locais. “O resultado é a redução de custos e o aumento da eficiência operacional”, explica.

Já o Big Data oferece uma leitura ampla e profunda do mercado internacional, permitindo acompanhar o comportamento de concorrentes, identificar tendências de preço e reconhecer oportunidades em mercados ainda pouco explorados. “A combinação entre volume, velocidade e variedade dos dados gera uma inteligência de mercado muito mais sofisticada, tornando possível a tomada de decisões com menor margem de erro”, reforça.

No entanto, Mariana alerta: é fundamental que as empresas tenham profissionais capacitados não apenas nas práticas técnicas do comércio exterior, mas também com fluência digital e capacidade de interpretar os dados. “Mais do que dominar leis e tratados, o novo profissional da área precisa ter um pensamento estratégico orientado por dados”, afirma.

Com domínio de seis idiomas e atuação em negociações multiculturais, Mariana é referência na aplicação de business intelligence internacional. Sua missão é clara: “Tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador para empresas brasileiras que desejam conquistar o mundo.”

Para ela, a integração entre tecnologia e inteligência humana é o caminho para uma atuação internacional mais competitiva e alinhada às exigências de um mercado globalizado. “Investir em IA e Big Data é investir na longevidade e na relevância da empresa no cenário internacional do presente e do futuro”, conclui.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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Inteligência Artificial e Big Data ganham papel estratégico no comércio exterior, aponta especialista

A digitalização dos processos e o uso inteligente de dados vêm redesenhando o cenário global do comércio exterior. Tecnologias como Inteligência Artificial (IA) e Big Data não são mais apenas tendências — tornaram-se ferramentas essenciais para empresas que desejam competir de forma eficiente, inovadora e sustentável no mercado internacional.

Quem afirma isso é a especialista em Comércio Exterior Mariana Pires Tomelin, com mais de 15 anos de experiência em internacionalização de indústrias e soluções voltadas à inserção em mercados globais. “A Inteligência Artificial permite processar uma quantidade imensa de dados em poucos segundos, identificar comportamentos de mercado, antecipar cenários econômicos e adaptar estratégias comerciais com precisão”, explica Mariana.

Segundo ela, ferramentas baseadas em algoritmos já são capazes de sugerir os melhores destinos para exportações, calcular custos logísticos de forma dinâmica e prever barreiras regulatórias que poderiam comprometer uma operação internacional.

O uso do Big Data, por sua vez, amplia o alcance estratégico das empresas. “Ao cruzar informações de múltiplas fontes, é possível descobrir novos nichos, ajustar preços de forma competitiva e monitorar, em tempo real, as movimentações dos concorrentes”, destaca. Essa visão macro fortalece o planejamento e reduz a incerteza nas decisões comerciais.

No entanto, Mariana faz um alerta: “Para extrair valor real dessas tecnologias, é fundamental que o conhecimento técnico em comércio exterior caminhe junto com a habilidade de lidar com sistemas e plataformas digitais”. Para ela, a qualificação da equipe se torna tão importante quanto a própria tecnologia.

À frente da consultoria Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que unem tecnologia de ponta e expertise técnica para transformar dados em decisões estratégicas. Seu trabalho está voltado à estruturação de operações internacionais eficientes, sustentáveis e personalizadas, com foco em inteligência comercial, compliance aduaneiro e estruturação tributária orientada por dados.

Multilíngue — com fluência em seis idiomas —, ela também se destaca pela atuação em negociações multiculturais e ambientes corporativos globais. Reconhecida por sua mentalidade visionária, Mariana é referência na aplicação de business intelligence internacional.

Para ela, o recado é claro: “Adotar soluções baseadas em IA e Big Data não é mais uma vantagem competitiva — é uma exigência do mercado atual. Empresas que desejam crescer, inovar e se manter relevantes no cenário internacional devem enxergar essas tecnologias como aliadas estratégicas para aumentar sua inteligência comercial e acelerar sua inserção global com segurança e assertividade.”

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Como a tecnologia está redefinindo o comércio exterior: da digitalização aduaneira à inteligência artificial

A transformação digital no comércio exterior já não é mais apenas uma vantagem competitiva — é um requisito para sobreviver e prosperar no mercado internacional. Tecnologias como Big Data, inteligência artificial, blockchain e automação estão remodelando processos, otimizando custos e ampliando as possibilidades de atuação global para empresas de todos os portes. Entender como essas ferramentas impactam o setor é essencial para quem deseja manter relevância em um cenário cada vez mais dinâmico e tecnológico.

Para aprofundar essa discussão, o ReConecta News conversou com Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência, atuando de forma estratégica na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos. À frente da Exon Trade Business Intelligence, lidera projetos de consultoria que unem expertise técnica com tecnologias de ponta, como Inteligência Artificial e Big Data, para transformar dados em decisões estratégicas e impulsionar a performance internacional de seus clientes.

Seu trabalho é voltado à estruturação de operações internacionais eficientes, sustentáveis e personalizadas, integrando análises de mercado, compliance aduaneiro, estruturação tributária e inteligência comercial orientada por dados. Com domínio de seis idiomas — inglês, espanhol, mandarim, italiano, francês e português —, Mariana atua com fluidez em negociações multiculturais e ambientes corporativos globais.

Reconhecida por sua mentalidade visionária e por antecipar tendências, Mariana é referência na aplicação de business intelligence internacional, transformando desafios logísticos e comerciais em oportunidades reais de crescimento. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador para empresas brasileiras que desejam conquistar o mundo.

De que forma a tecnologia tem transformado a operação das empresas no comércio exterior?

Mariana – A tecnologia tem revolucionado o comércio exterior ao automatizar processos, reduzir erros operacionais e aumentar a eficiência logística e aduaneira. Sistemas de gestão integrada (ERP), plataformas de despacho digital, inteligência artificial para classificação fiscal, rastreamento via IoT e digitalização de documentos permitem que uma exportação ou importação que antes levava semanas, hoje seja conduzida com mais agilidade e segurança. O tempo que antes era consumido por trâmites manuais é agora redirecionado para estratégias de expansão e relacionamento comercial.

Como o uso de Big Data pode influenciar a tomada de decisão no comércio internacional?

Mariana – O Big Data é um divisor de águas. Através dele, é possível mapear o comportamento de compra global, identificar tendências emergentes, analisar volumes, preços praticados por concorrentes, rotas logísticas mais econômicas e padrões alfandegários por país. As empresas que conseguem transformar dados em inteligência competitiva têm uma vantagem enorme: negociam melhor, alocam recursos de forma mais estratégica e entram em mercados com maior taxa de sucesso. A tecnologia de dados virou um verdadeiro radar comercial.

De que maneira a inteligência artificial pode apoiar a competitividade de empresas exportadoras?

Mariana – A inteligência artificial atua desde a previsão de demanda até a otimização fiscal e logística. Algoritmos podem recomendar mercados com maior probabilidade de sucesso para um produto específico, simular cenários com base em variações cambiais e sugerir ajustes na precificação para manter margens de lucro em mercados voláteis. Além disso, chatbots multilíngues, motores de recomendação e análise automatizada de contratos internacionais são aplicações reais que trazem ganho de escala e excelência operacional.

Como a digitalização dos processos aduaneiros tem impactado o setor de comércio exterior?

Mariana – A digitalização trouxe um ganho incalculável de tempo e transparência. Plataformas como o Portal Único do Comércio Exterior, junto a certificados digitais, blockchain para rastreabilidade de origem e sistemas de compliance automatizado, permitem operações mais fluidas e menos sujeitas a penalidades. A burocracia, embora ainda presente, se tornou mais previsível e menos onerosa com a digitalização, permitindo que até empresas de menor porte ingressem com mais confiança no mercado global.

Quais tecnologias emergentes devem moldar o futuro do comércio internacional nos próximos anos?

Mariana – Tecnologias como blockchain para autenticação de documentos, gêmeos digitais para simulação logística, inteligência artificial para análise preditiva de mercado, e realidade aumentada para apresentações de produtos à distância estão no radar do comércio internacional. Além disso, plataformas de integração global que conectam fornecedores, distribuidores, agentes de carga e aduanas em tempo real tendem a formar uma nova arquitetura digital do comércio mundial, tornando o setor mais colaborativo, rastreável e escalável. O futuro do comércio exterior será tecnológico ou simplesmente não será competitivo.

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Inovação, Mercado de trabalho, Tecnologia

De engenheiros ambientes a especialistas em big data: saiba quais profissões devem crescer até 2030

A nova era do trabalho já começou. Conheça as profissões que vão liderar a transformação digital e sustentável até 2030.

Enquanto algumas profissões desaparecem com o avanço da tecnologia, outras surgem e crescem a uma velocidade impressionante. O mercado de trabalho está se reconfigurando, impulsionado por macrotendências como a transição digital, a demanda por sustentabilidade, os avanços em inteligência artificial e a transformação energética.

Segundo o The Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, até 2030, serão criados cerca de 170 milhões de novos empregos em todo o mundo. A seguir, você confere as profissões que devem ganhar mais espaço e relevância nos próximos anos, e o que está por trás de cada uma delas.

1. ESPECIALISTAS EM BIG DATA

Com volumes crescentes de dados sendo gerados diariamente, as empresas precisam de especialistas capazes de organizar, interpretar e transformar essas informações em vantagem estratégica.

2. ENGENHEIROS DE FINTECH

A revolução nos serviços financeiros — impulsionada por blockchain, criptomoedas e pagamentos digitais — está criando demanda por profissionais que aliem tecnologia e finanças de forma inovadora.

3. ESPECIALISTAS EM IA E MACHINE LEARNING

Eles estão por trás dos sistemas inteligentes que aprendem, analisam padrões e tomam decisões com base em dados. Seja em marketing, saúde, finanças ou indústria, sua atuação é cada vez mais central.

4. DESENVOLVEDORES DE SOFTWARE E APLICATIVOS

A digitalização dos negócios e da vida cotidiana continua abrindo espaço para quem cria as ferramentas digitais que usamos no dia a dia — de apps a sistemas corporativos complexos.

5. ESPECIALISTAS EM GESTÃO DE SEGURANÇA

Com o aumento das ameaças digitais e o uso massivo de dados sensíveis, cresce a necessidade de profissionais focados em proteger sistemas, informações e operações.

6. ESPECIALISTAS EM DATA WAREHOUSING

São os responsáveis por armazenar e organizar grandes volumes de dados de forma eficiente e acessível. Eles tornam possível a análise inteligente e a tomada de decisão baseada em dados.

7. ESPECIALISTAS EM VEÍCULOS AUTÔNOMOS E ELÉTRICOS

A mobilidade do futuro já está em teste — e precisa de engenheiros, designers e programadores preparados para lidar com sensores, automação e sustentabilidade.

8. DESIGNERS DE UI E UX

À medida que a experiência digital se torna o principal ponto de contato entre marcas e pessoas, cresce a busca por profissionais que projetam interfaces intuitivas e experiências fluidas.

9. MOTORISTAS DE CAMINHONETES LEVES OU SERVIÇOS DE ENTREGA

Apesar do avanço da automação, a última milha da logística segue dependendo de pessoas. Com o boom do e-commerce, esse setor continua contratando — especialmente em áreas urbanas.

10. ESPECIALISTAS EM INTERNET DAS COISAS (IOT)

Dispositivos conectados estão invadindo casas, fábricas, hospitais e cidades. Profissionais de IoT projetam, instalam e mantêm essa infraestrutura inteligente.

11. ANALISTAS E CIENTISTAS DE DADOS

Eles interpretam grandes volumes de dados para descobrir tendências, padrões e oportunidades de negócio. Estão no centro da transformação orientada por dados.

12. ENGENHEIROS AMBIENTAIS

A busca por soluções sustentáveis para produção, consumo e descarte está acelerando. Engenheiros ambientais são chave para criar processos mais limpos e eficientes.

13. ANALISTAS DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO

Com o aumento de ataques cibernéticos e vazamentos de dados, esses profissionais são essenciais para proteger ativos digitais e garantir a continuidade das operações.

14. ENGENHEIRO DE DEVOPS

Eles integram as equipes de desenvolvimento e operação de software, garantindo entregas mais rápidas, eficientes e seguras. São vitais para empresas digitais em ritmo acelerado.

15. ENGENHEIROS DE ENERGIA RENOVÁVEL

A transição energética global cria enorme demanda por especialistas em fontes limpas, como solar, eólica e hidrogênio. É uma das profissões mais promissoras da década.

POR QUE IMPORTA?

Essas novas profissões são a resposta direta aos desafios e oportunidades que o mundo atual impõe. Saber onde estão surgindo novas demandas permite planejar melhor uma transição de carreira, desenvolver habilidades relevantes e ocupar os espaços que o futuro já está abrindo hoje. 

No fim das contas, o futuro do trabalho não é sobre o que está acabando, é sobre o que está começando.

Fonte: StartSe

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Informação, Tecnologia

Indústria 4.0: Como o Big Data impacta o chão de fábrica

Quando o assunto é uso de dados, se a Tecnologia da Informação e a Tecnologia Operacional não estiverem alinhadas e integradas, sua empresa não terá destaque, correndo o risco de ficar para trás.

Big Data é um dos termos mais utilizados no mundo corporativo hoje em dia. E não é para menos: a coleta e análise de dados é algo fundamental para uma empresa operar com o máximo de sua capacidade produtiva.

O conceito na prática prevê a utilização de tecnologias que automatizem o processamento de grandes quantidades de informações, sempre com alto desempenho.

Esses dados podem vir de várias fontes: cadastros de clientes, análises de mercado, redes sociais, dados compartilhados por smartphones e até as boas e velhas pesquisas.

Com isso em mãos, uma empresa pode criar processos internos mais eficazes, reduzir custos, repensar estratégias e criar novos produtos e soluções para oferecer a seus clientes, se necessário. Além disso tudo, a big data pode ser uma das maiores aliadas da análise preditiva: ao identificar certos padrões em seus dados, uma companhia pode se antecipar às mudanças de mercado, driblando possíveis crises e tendo uma vantagem estratégica sobre suas concorrentes.

Como o volume de informações é muito grande, e o próprio setor industrial está o tempo todo mudando e evoluindo, é importante que haja uma convergência entre TI (Tecnologia da Informação) e OT (Operational technology ou Tecnologia Operacional em português) dentro das empresas.

COMO FAZER A CONVERGÊNCIA ENTRE TI E OT

Este talvez seja o cerne da Indústria 4.0: como a Tecnologia da informação e a Tecnologia Operacional passam a trabalhar juntas, por meio de uma interface que possibilite a integração entre elas.

Antigamente, a OT era controlada de forma local, pelos operadores de máquinas. Eles tinham o conhecimento técnico e algumas ferramentas para extrair dados de maquinários e linhas de produção, mas tudo era muito compartimentalizado: não havia uma nuvem conectada à internet para unificar os dados e permitir uma análise à distância.

A convergência de TI e OT chega justamente para, por meio de sistemas inteligentes, permitir que a OT seja monitorada e controlada pela TI. Algumas empresas já perceberam essa movimentação e começaram a criar estratégias e ferramentas para auxiliar nesse cenário, como é o caso de muitas startups, com as quais já trabalhei e que estão revolucionando o setor de dados industriais.

TECNOLOGIA A SERVIÇO DA INDÚSTRIA

A grande sacada dessas empresas é levar o conceito de Big Data para o “chão de fábrica” por meio da convergência de tecnologias que expliquei acima. Elas desenvolveram uma plataforma de inteligência artificial exclusiva para o ambiente industrial, que coleta e analisa dados de diversas fontes e permite que gestores e especialistas possam acompanhar, em tempo real, as condições de produção de suas máquinas, linhas de montagem e fábricas.

Utilizando uma combinação de sensores com um software próprio (normalmente plataformas SaaS), podem ser mensurados, por exemplo, índices de temperatura, pressão, umidade, vibração e outros elementos que podem estar comprometendo a produtividade de maquinários e linhas de produção.

Os dados coletados passam pelo Data Pipeline, onde conteúdos não estruturados e desordenados são convertidos em dados contextualizados em tempo real. Este processo otimiza a obtenção de insights que podem ser colocados em prática com agilidade.

E não para por aí: a própria plataforma aplica algoritmos de machine learning e análise avançada de dados para identificar problemas e anormalidades dentro do processo, podendo sugerir ações operacionais estratégicas sob medida para o problema identificado.

QUEM SE BENEFICIA COM ESSA TECNOLOGIA?

Por meio dos dados obtidos, diversos profissionais podem ter mais assertividade em suas funções. O Diretor Industrial, por exemplo, pode acompanhar KPIs e métricas padronizadas para comparar plantas e divisões, o que ajuda a implementar melhores práticas.

Já o Gerente de Planta é capaz de ver, em tempo real, as condições de todas as máquinas do chão de fábrica, podendo resolver problemas, antecipar ações e tomar decisões imediatas melhor embasadas.

O Operador de Máquina, por sua vez, trabalha com mais segurança, pois consegue avaliar em tempo real as condições do equipamento que está operando. Por fim, os gestores e analistas de dados contam com dados limpos e confiáveis para executarem planejamentos e traçarem objetivos estratégicos.

Entendeu agora porque a Big Data e os conceitos tecnológicos da Indústria 4.0 são tão importantes até mesmo no “chão de fábrica”? Se as empresas e gestores olharem de outra forma para essa questão, terão resultados ainda mais positivos.

O que você acha que ainda impede as empresas de fazer essa convergência?

Fonte: StartSe

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