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Alerta de incêndio na COP30 provoca evacuação de milhares de participantes em Belém

Um alerta de incêndio levou milhares de participantes da COP30, em Belém (PA), a deixarem os pavilhões onde ocorre a conferência nesta tarde. Testemunhas relataram gritos de “fogo” enquanto equipes de segurança atuavam rapidamente.

Ação imediata de bombeiros e seguranças
Bombeiros e seguranças correram para dentro dos pavilhões com extintores, orientando todos a abandonar o local. No lado de fora, era possível ver fumaça na área próxima às estruturas.

Conferência segue até o fim da semana
A 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que reúne autoridades e especialistas desde 10 de novembro, tem encerramento previsto para sexta-feira.

FONTE: Greensavers
TEXTO: Redação
IMAGEM: Raimundo Pacco/COP30.

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Sustentabilidade

Silvio Costa Filho destaca protagonismo do Brasil na descarbonização e transição energética durante a COP30

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) participou, nesta segunda-feira (10), da abertura do Espaço do Desenvolvimento, promovido pelo Sistema Transporte — formado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), SEST SENAT e Instituto de Transporte e Logística (ITL) — em parceria com o MPor e o Ministério dos Transportes, na Green Zone da COP30, em Belém (PA). O evento reuniu autoridades, representantes do setor produtivo e organismos internacionais para discutir os desafios e oportunidades da transição energética e da descarbonização do transporte, com foco na integração entre políticas públicas, inovação logística e sustentabilidade.

Durante seu discurso, o ministro Silvio Costa Filho destacou o papel estratégico do Brasil na redução de emissões e na promoção de uma infraestrutura verde e eficiente. Ele enfatizou que a integração dos modais portuário e hidroviário à agenda climática global é essencial para o desenvolvimento sustentável do país. “O Brasil tem condições de liderar a transição energética do transporte mundial, unindo sustentabilidade, eficiência e geração de empregos verdes”, afirmou. O ministro adiantou que o MPor apresentará novas iniciativas de modernização e descarbonização ao longo da conferência, reforçando o alinhamento do governo federal com as metas climáticas internacionais.

Silvio Costa Filho também ressaltou a importância da presença do MPor na COP30 como demonstração do compromisso do governo com uma agenda integrada entre transporte, portos e meio ambiente. Segundo ele, o estande da CNT busca promover debates sobre combustíveis sustentáveis, como o SAF (Sustainable Aviation Fuel), uma das principais apostas do setor para reduzir as emissões na aviação. O ministro elogiou ainda a parceria institucional entre o governo federal e o Sistema Transporte, reconhecendo a contribuição da CNT para o desenvolvimento econômico do país. “A CNT é uma parceira fundamental da agenda de desenvolvimento do Brasil. Ninguém pode contar a história do nosso crescimento econômico sem mencionar o papel da Confederação Nacional do Transporte”, destacou.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, também participou da cerimônia e enfatizou o simbolismo da Rota COP30, iniciativa que percorreu o trajeto até Belém por via rodoviária. A ação, segundo ele, é um marco para a descarbonização do transporte, demonstrando que é possível aliar eficiência logística, responsabilidade ambiental e cooperação público-privada.

O presidente da CNT, Vander Costa, destacou que o Brasil possui um legado consolidado na busca pela eficiência energética e pela redução das emissões no transporte. Ele relembrou programas históricos como o Proálcool, criado em 1975, e o Proconve, iniciado em 1986, reforçando que o país já dispõe de soluções eficazes que podem ser ampliadas. Para Costa, a renovação de frotas é essencial para acelerar a descarbonização no transporte de cargas e passageiros. “Não há necessidade de inventar a roda. O Brasil já tem soluções”, afirmou.

Instalado na Green Zone da COP30, o Espaço do Desenvolvimento é coordenado pelo Sistema Transporte, com apoio do MPor e do Ministério dos Transportes. O local funciona como ponto de encontro entre governo, setor privado e sociedade civil, promovendo painéis técnicos sobre mobilidade verde, inovação tecnológica e finanças sustentáveis. A programação inclui ainda parcerias com o Pacto Global da ONU e atividades que valorizam a cultura amazônica e a economia de baixo carbono.

A parceria entre o Ministério de Portos e Aeroportos, o Ministério dos Transportes e o Sistema Transporte reforça o compromisso do governo em acelerar soluções sustentáveis e consolidar o protagonismo do Brasil nas discussões internacionais sobre clima, logística e desenvolvimento econômico.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima

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Sustentabilidade

COP30 em Belém discute financiamento climático, transição energética e adaptação às mudanças do clima

A partir desta segunda-feira (10), Belém assume o papel de capital mundial das discussões sobre mudanças climáticas. A cidade sedia a COP30, a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), que segue até 21 de novembro.

Pela primeira vez, o evento acontece na Amazônia, bioma com a maior biodiversidade do planeta e essencial para o equilíbrio climático global. O desafio é recolocar o tema da crise climática no centro das prioridades internacionais.

Delegações de 194 países e da União Europeia participam das negociações. A expectativa é que Belém receba mais de 50 mil visitantes, entre diplomatas, cientistas, representantes de governos, movimentos sociais e organizações da sociedade civil.

Lula cobra ações práticas e financiamento para transição

Durante a Cúpula do Clima, também realizada em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que esta deve ser “a COP da verdade”. Ele reforçou a urgência de garantir financiamento internacional para acelerar a transição energética e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.

Segundo Márcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima, a fala de Lula foi essencial para recolocar o debate sobre o fim dos combustíveis fósseis. “O presidente quer um roteiro concreto para essa transição — quais países começam, em quanto tempo e com quanto financiamento. Esse recado foi fundamental”, afirmou.

Dados da plataforma Climate Watch apontam que o uso de petróleo e carvão representa 75% das emissões globais de gases do efeito estufa, seguido pela agricultura (11,7%), processos industriais (4%) e desmatamento (2,7%).

Conjuntura global desafia avanços climáticos

Apesar dos alertas, o cenário internacional continua desafiador. Guerras, tensões políticas e o retorno de posturas negacionistas — como a saída temporária dos Estados Unidos do Acordo de Paris — atrasam o progresso.

Apenas 80 países atualizaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), compromissos criados há dez anos para reduzir emissões. Juntas, essas metas cobrem 64% das emissões globais. No entanto, grandes emissores como a Índia ainda não apresentaram novas metas.

Para Astrini, a falta de novas promessas representa “um dos pontos mais negativos da conferência”.

Adaptação, transição e balanço global: os eixos da COP30

Três grandes temas guiam as negociações da COP30: adaptação climática, transição justa e o Balanço Global do Acordo de Paris (GST).

A adaptação busca definir indicadores que ajudem países a se preparar para eventos climáticos extremos, como tempestades e secas prolongadas. Já a transição justa deve ganhar um programa oficial com diretrizes para proteger trabalhadores e comunidades afetados pela descarbonização da economia.

O Balanço Global, iniciado na COP28 em Dubai, tem o objetivo de medir o progresso e orientar ações concretas contra o aquecimento global.

Financiamento climático é o maior impasse

O financiamento climático continua sendo o ponto mais sensível das negociações. Segundo Astrini, os países ricos ainda não cumpriram as promessas de investir em soluções sustentáveis para as nações em desenvolvimento. “O dinheiro nunca apareceu, e isso gerou uma crise de confiança”, criticou.

Para tentar destravar o impasse, foi apresentado o plano “Mapa do Caminho de Baku a Belém”, que prevê US$ 1,3 trilhão por ano em investimentos climáticos.

O Brasil lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), com mais de US$ 5,5 bilhões prometidos para a preservação de florestas em 70 países. Ao menos 20% dos recursos devem ir para comunidades tradicionais e povos indígenas.

Sociedade civil marca presença histórica

Com forte mobilização, a sociedade civil promete protagonismo inédito na COP30. Além da Zona Azul, restrita a negociadores, a Zona Verde, no Parque da Cidade, será aberta ao público e reunirá projetos de tecnologia, inovação e sustentabilidade.

A conferência deve registrar a maior participação indígena da história, com mais de 3 mil representantes. Para Dinamam Tuxá, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), é essencial que os acordos sejam cumpridos e que os povos tradicionais participem “de igual para igual” nas decisões.

Na Cúpula dos Povos, marcada para quarta-feira (12) na UFPA, movimentos sociais, quilombolas e ribeirinhos de mais de 60 países discutirão uma transição climática justa. Uma barqueata no Rio Guamá e uma grande marcha no sábado (15) devem marcar os atos públicos.

“Clima não é assunto só de ambientalista. Ele está no preço do café, na conta de luz e no prato de comida”, resume Márcio Astrini.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Agricultores franceses criticam Macron por apoio ao acordo entre União Europeia e Mercosul

Declaração do presidente na COP30, em Belém, é vista como ameaça à soberania agrícola da França e gera forte reação do setor rural.

Macron sinaliza apoio ao Mercosul e irrita agricultores franceses

A fala de Emmanuel Macron durante a COP30, realizada em Belém (PA), provocou forte repercussão na França. Ao afirmar estar “bastante positivo” em relação ao acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, o presidente francês foi acusado por representantes do agronegócio de trair os interesses do campo e comprometer o modelo produtivo nacional.

Durante o encontro de chefes de Estado que antecedeu a conferência climática, Macron destacou que permanece “vigilante” e atento aos interesses franceses, mas a aproximação com o Mercosul foi vista como um gesto político de abertura que desagradou profundamente o setor agrícola.

Setor rural fala em “ruptura total” com o governo

Arnaud Rousseau, presidente da FNSEA, principal sindicato agrícola da França, reagiu de forma contundente. Segundo ele, a postura do presidente representa “uma ruptura total com a agricultura francesa”.

“Não deixaremos que nosso modelo, nossos empregos e nossa soberania sejam liquidados”, afirmou Rousseau, convocando os eurodeputados franceses a se oporem à ratificação do tratado. O líder sindical prometeu ainda uma mobilização nacional contra o acordo, que, em sua visão, sacrificaria a produção agrícola francesa em nome de uma globalização sem regras.

Governo tenta conter danos políticos

A ministra da Agricultura, Annie Genevard, tentou minimizar o impacto das declarações de Macron. Segundo ela, “os limites deste acordo na França são conhecidos desde o início” e, apesar de alguns avanços nas negociações, “a conta ainda não fecha”.

A posição francesa sobre o acordo UE-Mercosul tem oscilado ao longo dos últimos anos. Em fevereiro de 2025, durante o Salão da Agricultura de Paris, Macron havia classificado o tratado como “um texto ruim”. Desde então, a Comissão Europeia anunciou cláusulas de salvaguarda para proteger setores sensíveis, especialmente o agroalimentar, o que teria influenciado a mudança de tom do presidente.

O que está em jogo no acordo UE-Mercosul

Negociado há mais de duas décadas, o acordo entre União Europeia e Mercosul busca reduzir tarifas comerciais e ampliar o acesso mútuo aos mercados. Para a UE, o tratado abriria espaço para exportações de automóveis, máquinas e bebidas alcoólicas. Já os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai — poderiam expandir suas vendas de carne bovina, açúcar, arroz e mel no continente europeu.

A França tem sido uma das maiores opositoras do texto desde 2019, alegando riscos ambientais e concorrência desleal. A pressão de sindicatos agrícolas, ambientalistas e parlamentares tem travado a aprovação do acordo, que depende da ratificação pelos parlamentos nacionais dos países europeus.

A volta do tema ao centro do debate geopolítico

Com a fala de Macron em Belém, o acordo UE-Mercosul volta ao centro das discussões econômicas e diplomáticas. O episódio reacendeu tensões internas na França e reforçou o sentimento de resistência entre os agricultores, que veem na abertura comercial uma ameaça direta à sobrevivência do modelo produtivo francês.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS – Stephane Mahe / RFI

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Sustentabilidade

COP30 em Belém: tudo sobre a conferência do clima da ONU no Brasil

A cidade de Belém (PA) será palco da COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, entre os dias 10 e 21 de novembro. O evento reunirá líderes mundiais, especialistas e movimentos sociais para discutir ações de combate à crise climática e estratégias para redução de gases de efeito estufa.

Desde 1995, a COP (Conferência das Partes) ocorre anualmente, com cada edição sediada em um país diferente. Em 2025, o Brasil será o anfitrião do encontro, que retorna à Amazônia 30 anos após a criação do fórum climático.

O objetivo da COP30

O principal propósito da conferência é limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C até o fim do século, conforme acordado no Acordo de Paris de 2015. Além disso, a COP30 busca acelerar políticas sustentáveis, incentivar o financiamento climático e fortalecer o compromisso dos países com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, firmada em 1992.

O embaixador André Lago, atual presidente da COP30 e secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty, destaca a importância da conferência:
“É um processo contínuo de aperfeiçoamento, orientado pela ciência e pela cooperação entre os países. As COPs evoluem conforme cresce o entendimento científico e econômico sobre o impacto das mudanças climáticas.”

Quem participa da COP30

A conferência deve reunir cerca de 50 mil participantes, incluindo delegados de 198 países, negociadores, jornalistas e 15 mil representantes da sociedade civil. Antes da abertura oficial, entre 6 e 7 de novembro, ocorre a Cúpula de Chefes de Estado, onde os líderes mundiais alinham compromissos políticos e o tom das negociações.

Estrutura do evento: zona azul e zona verde

A programação da COP30 será dividida em dois espaços.
A zona azul concentrará as negociações oficiais, com presença de delegações, chefes de Estado e imprensa credenciada.
Já a zona verde receberá organizações civis, instituições públicas e privadas e debates abertos sobre soluções climáticas.

Desde 2021, as conferências adotam a Agenda de Ação, que amplia a participação de setores privados, governos locais e comunidades científicas, promovendo discussões sobre inovação e sustentabilidade. Segundo André Lago, essa dinâmica “traz um novo fôlego às COPs, mostrando que já existem respostas concretas e soluções tecnológicas para diversos desafios”.

Mobilização social e propostas ambientais

Durante os dias de evento, movimentos sociais e ONGs apresentarão propostas de enfrentamento à emergência climática, cobrando o cumprimento de metas ambientais.
Entre as organizações envolvidas está o Observatório do Clima, cuja especialista Stela Herschmann ressalta que o processo avança, mas de forma mais lenta que o necessário.
“As COPs têm um papel importante, mas a velocidade das decisões ainda não acompanha a urgência da crise climática. A ciência já mostrou o caminho; agora é preciso agir com a rapidez e o corte que ela exige”, afirma.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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