Economia

Ibovespa renova fôlego e se aproxima de recorde histórico com alta de 1,35%

O Ibovespa retomou o movimento de valorização nesta quinta-feira (19) e avançou 1,35%, encerrando o pregão aos 188.534,42 pontos — ganho de 2.518,11 pontos após três sessões consecutivas de queda. O resultado mantém o principal índice da bolsa brasileira muito próximo do maior fechamento da história, registrado em 11 de fevereiro, quando atingiu 189.699,12 pontos.

O desempenho reforça a percepção de mercado doméstico aquecido, sustentado por fundamentos e por fluxo consistente de capital estrangeiro.

O giro financeiro do dia somou R$ 29,10 bilhões, com máxima de 188.687,12 pontos e mínima de 185.927,99 pontos.

Dólar cai e juros futuros avançam

No câmbio, o dólar comercial recuou 0,25%, fechando cotado a R$ 5,227. Já os juros futuros (DIs) subiram ao longo de toda a curva, refletindo discussões sobre o custo do crédito e seus impactos na atividade econômica.

O cenário misto indica que, apesar do otimismo na renda variável, o mercado segue atento às condições financeiras e à política monetária.

Petrobras e petróleo impulsionam o índice

Entre os destaques do pregão, o avanço superior a 2% do petróleo no mercado internacional, em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, favoreceu as ações do setor de energia.

A Petrobras acompanhou a alta da commodity e contribuiu para sustentar o índice. As ações preferenciais (PETR4) subiram 1,67%. Já a PRIO (PRIO3) avançou 2,14%.

O peso relevante das petroleiras na carteira teórica do Ibovespa ampliou o impacto positivo da valorização do petróleo sobre o desempenho geral da bolsa.

Bancos sobem e fluxo estrangeiro fortalece a bolsa

As ações dos grandes bancos também registraram ganhos expressivos, reforçando o movimento de alta das chamadas blue chips.

O Banco do Brasil avançou 2,48%, o Bradesco subiu 2,01%, o Itaú Unibanco ganhou 1,17% e o Santander Brasil encerrou com valorização de 1,28%. A B3 também teve desempenho positivo, com alta de 0,80%.

Analistas apontam que o fluxo estrangeiro segue como um dos principais vetores de sustentação do mercado brasileiro, direcionando recursos especialmente para empresas de grande liquidez e relevância no índice.

A Vale, que havia recuado com força na sessão anterior, conseguiu reverter perdas e fechou com leve alta de 0,20%, reforçando o caráter disseminado da valorização.

IBC-Br sinaliza economia resiliente

No campo doméstico, investidores repercutiram o resultado do IBC-Br de dezembro, indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

O índice apontou retração de 0,2% na comparação mensal, desempenho melhor do que o esperado por parte do mercado. A leitura predominante foi de que a economia brasileira mantém resiliência, mesmo em ambiente de condições financeiras mais restritivas.

A composição dos dados, segundo economistas, sugere desaceleração em setores ligados a consumo e renda, mas sem comprometer de forma significativa o ritmo geral da atividade.

Exterior cauteloso e atenção ao PCE

Enquanto a bolsa brasileira operou em alta, os principais índices de Wall Street encerraram o dia em queda, pressionados pelo risco geopolítico e pela expectativa em torno do PCE (índice de preços de consumo pessoal), referência para o Federal Reserve na definição da política monetária.

Mesmo diante do ambiente externo mais volátil, o mercado brasileiro demonstrou apetite por risco, apoiado na combinação de petróleo em alta, bancos fortes, dólar em queda e indicadores domésticos relativamente favoráveis.

O fechamento mantém o Ibovespa próximo das máximas históricas e reforça a narrativa de início de ano positivo para a bolsa brasileira.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brasil 247

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Economia

Bancos perdem quase R$ 42 bi em valor de mercado com temor de Lei Magnitsky

Movimento se dá após decisão de Dino que gera impasse sobre o cumprimento das sanções econômicas a Moraes pelas instituições financeiras

Cinco dos principais bancos do Brasil totalizaram perdas de R$ 41,98 bilhões em valor de mercado no pregão de terça-feira (19), impactados pelos receios de punições caso cumpram a Lei Magnitsky.

As ações derreteram depois da decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino de que leis ou decisões judiciais estrangeiras só podem ser cumpridas no Brasil caso sejam validadas pela Justiça brasileira.

O parecer alarmou o mercado por sinalizar que poderia haver punição aos bancos que cumprirem a determinação da Lei Magnitsky aplicada pela Casa Branca a Alexandre de Moraes que, entre outras proibições, restringe as movimentações financeiras do ministro pelas instituições financeiras.

Segundo levantamento feito por Einar Rivero, CEO da Elos Ayta Consultoria, os cinco bancos que foram mais afetados pela tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos no pregão da véspera foram Itaú Unibanco, BTG, Bradesco, Banco do Brasil e Santander. Veja abaixo:

Além dos bancos, ao ampliar o leque para todas as empresas listadas na B3, as perdas totalizaram R$ 88,44 bilhões em um único dia.

Impasse

Dino esclareceu por meio de novo despacho nesta terça-feira (19) que a regra que impede a aplicação de leis e decisões judiciais estrangeiras no Brasil não é válida para tribunais internacionais dos quais o país é signatário.

Isso significa que a validação da Justiça brasileira é exigida somente para leis e decisões tomadas por tribunais estrangeiros comuns. Ou seja, decisões de Cortes das quais o Brasil faz parte, como a Corte Interamericana de Direitos Humanos ou a Corte Internacional de Justiça (Haia), não serão afetadas.

Ainda assim, a decisão trouxe questionamentos sobre as consequências negativas para empresas brasileiras que operam nos Estados Unidos — como os bancos.

Ricardo Inglez de Souza, especialista em comércio internacional e direito econômico, alertou em entrevista ao WW para os possíveis impactos nas atividades comerciais internacionais.

Para o especialista, as empresas brasileiras se encontram em uma situação complexa: se cumprirem a decisão do STF, podem sofrer consequências nos Estados Unidos, o que impactaria suas atividades internacionais. Por outro lado, se seguirem as restrições impostas pelo governo americano, estariam descumprindo uma decisão da justiça brasileira.

O especialista ressalta que essa situação pode gerar uma crise que afetará principalmente o mercado financeiro brasileiro e outras empresas com operações internacionais, e o impacto pode ser especialmente significativo para companhias que mantêm relações comerciais regulares com os Estados Unidos.

Fonte: CNN Brasil

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Agronegócio

Inadimplência no agronegócio pressiona bancos e expõe riscos de endividamento

O setor bancário brasileiro enfrenta um aumento expressivo da inadimplência no agronegócio. O problema ocorre mesmo diante de projeções otimistas para a safra de 2025, com colheita recorde de milho e alta relevante na produção de soja. A combinação de endividamento elevado, queda no preço das commodities e mudanças regulatórias acendeu um sinal de alerta para as instituições financeiras.

Banco do Brasil sente maior impacto

Com participação de quase 50% no crédito ao agronegócio, o Banco do Brasil é o mais afetado. A inadimplência disparou, chegando a 3,94% em 2025, contra 0,96% no fim de 2023. A carteira do banco soma R$ 404,9 bilhões, com cerca de 20 mil clientes em atraso, dos quais 74% nunca haviam deixado de pagar antes de 2023.

Segundo a presidente do BB, Tarciana Medeiros, o número de recuperações judiciais também preocupa. “Recuperação judicial é para quem precisa, vamos combater litigância abusiva”, afirmou, criticando escritórios de advocacia que, segundo ela, incentivam produtores a recorrerem a esse mecanismo de forma predatória.

Recuperações judiciais em alta

Após decisão do STF em 2020, grandes produtores rurais passaram a poder solicitar recuperação judicial (RJ) como pessoa física. Desde então, os casos se multiplicaram. Dados da Serasa Experian apontam que os pedidos de RJ no setor chegaram a 389 apenas no primeiro trimestre de 2025, um crescimento de 44,6% em relação ao mesmo período de 2024.

O diretor de agro da empresa, Marcelo Pimenta, avalia que o ambiente se deteriorou: “Muitos produtores enfrentam custos altos, prazos longos para receber, maior exigência de garantias e dificuldades na rolagem de dívidas”.

Trump agrava a instabilidade

Outro fator que ameaça os produtores é o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil, que pode reduzir a competitividade das exportações e afetar diretamente a receita do setor.

Bancos privados adotam cautela

Nos bancos privados, a avaliação é de que o ciclo atual do agronegócio é o mais desafiador dos últimos anos.

  • O CEO do Santander, Mario Leão, destacou: “Estamos possivelmente vivendo o momento mais duro do ciclo do agro, mas em algum momento isso vai voltar”.
  • No Itaú, Milton Maluhy Filho afirmou que a carteira diversificada da instituição reduziu o impacto: “Isso é consequência de uma gestão de portfólio muito ativa, feita de forma cuidadosa, com boas garantias”.
  • Já o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, reforçou que a situação está sob controle: “O agro do Brasil é o mais competitivo do mundo, o mais produtivo em todas as culturas”.

Desafios para crédito e Plano Safra

Entre as cooperativas, o Sicredi também admite crescimento da inadimplência e aumento de pedidos de RJ, embora com variação regional. O governo, por sua vez, anunciou o Plano Safra 25/26, de R$ 594,4 bilhões — um reajuste de apenas 1,69% em relação ao ciclo anterior, abaixo da inflação do período.

Para especialistas, juros altos, menor subsídio e instabilidade fiscal elevam o risco de novos calotes. O diretor de agro do Santander, Carlos Aguiar, resume: “Vai ser um ano difícil”.

BB muda estratégia de cobrança

Diante do cenário, o Banco do Brasil endureceu sua política. O vice-presidente financeiro da instituição, Geovanne Tobias, destacou que a postura mudou: “O banco era conhecido por não executar garantias, que gostava de tomar um cafezinho com o cliente e evitar estresse na relação, mas agora isso está mudando”.

A instituição tem trocado garantias para modalidades mais rápidas de execução, além de ampliar a judicialização dos casos.

Fonte: Brasil 247

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Economia, Gestão, Informação, Investimento, Negócios, Notícias, Tributação

Aprovação de revisão de gastos alivia pressão sobre moeda brasileira

Política fiscal conteve prêmios de risco durante semana de intervenções do Banco Central

Os preços dos ativos brasileiros na semana passada destacaram a sensibilidade dos agentes financeiros à política fiscal do país. Apesar da intervenção do Banco Central na taxa de câmbio para tentar conter disfunções, o estresse não se dissipou facilmente. A flexibilização do prêmio de risco para o real brasileiro e outros ativos só foi vista após a aprovação parlamentar de uma abordagem mais austera para as finanças públicas com a aprovação de um pacote de revisão de gastos, juntamente com sinais de que o governo está disposto a discutir novas medidas para direcionar a dívida pública para um caminho mais sustentável.

O primeiro sinal veio na terça-feira, quando o presidente da Câmara, Arthur Lira, anunciou que os projetos do pacote fiscal seriam colocados em votação, o que ajudou a acalmar os mercados e afastou os ativos locais dos piores momentos do dia. Naquele momento, mesmo após as intervenções do Banco Central no mercado de câmbio com vendas de dólares no mercado à vista, a taxa de câmbio atingiu o pico de R$ 6,20 por dólar, mas encerrou a sessão com apenas 0,02% de alta, negociada a R$ 6,0956. A volatilidade da moeda também foi agravada pela escassez de dólares no mercado à vista, comum nesta época do ano.

Na quarta-feira, com indícios de que o pacote fiscal seria diluído, os ativos domésticos voltaram a sofrer, e a taxa de câmbio atingiu R$ 6,26 no final da sessão. No dia seguinte, quinta-feira, o Banco Central realizou sua maior intervenção diária no mercado de câmbio à vista, injetando R$ 8 bilhões, com um leilão de venda de US$ 5 bilhões anunciado pela autoridade monetária após a taxa de câmbio disparar para R$ 6,30 no pico do dia. Somente depois disso a dinâmica da moeda viu um alívio significativo, auxiliada pela aprovação dos projetos de lei do pacote fiscal na Câmara.

Na sexta-feira, um vídeo do presidente Lula sugerindo a possibilidade de novas medidas fiscais se necessário foi bem recebido, levando a taxa de câmbio a aprofundar suas perdas e encerrar a sessão em R$ 6,0719, uma queda de 0,81%. Isso ressalta a sensibilidade do mercado de câmbio à trajetória da dívida pública e às discussões fiscais.

“Como ainda estamos diante de um ano fiscal relativamente complicado em 2025 e possivelmente em 2026, isso nos dá a sensação de que ainda podemos ver alta incerteza fiscal e, portanto, continuaremos tentando entender como ela será reduzida por meio de novas ações anunciadas pelo Executivo e aprovadas pelo Congresso”, disse Mauricio Une, chefe de estratégia macro para a América do Sul do Rabobank, cuja previsão aponta para a taxa de câmbio em R$ 5,94 por dólar até o fim do ano que vem.

“Tivemos um vídeo do presidente que sugere que podemos ver o anúncio de novas medidas, mas ainda é muito cedo para entender quais seriam essas medidas e como elas poderiam reduzir a incerteza fiscal e ajudar o arcabouço fiscal entre 2025 e 2026”, disse ele.

Nesse sentido, economistas do Santander liderados por Ana Paula Vescovi, ex-secretária do Tesouro, escreveram que o comportamento recente do real brasileiro “serve como exemplo das limitações das análises cambiais que consideram apenas diferenciais de juros”. Segundo o banco, há dois regimes distintos: “Em momentos de piora da percepção do risco Brasil, a correlação se torna positiva; e a alta dos juros atrai fluxos de moeda e fortalece o real frente ao dólar quando acompanhada de menor incerteza”.

O Santander observa que o “choque” de alta de 300 pontos-base na taxa Selic sinalizada pela autoridade monetária na semana passada foi acompanhado de depreciação do real devido à ausência de sinais de que a postura fiscal mudaria. “Alguns modelos sugerem uma taxa de câmbio excessivamente alta, mas o ciclo vicioso entre políticas econômicas, que pode ser exacerbado no ano que vem, nos leva a revisar as projeções”, dizem os profissionais. O Santander agora espera que a taxa de câmbio atinja R$ 6,10 por dólar até o fim deste ano e R$ 6,00 até o fim de 2025.

FONTE: Valor Econômico
https://valorinternational.globo.com/economy/news/2024/12/23/approval-of-spending-review-eases-pressure-on-brazilian-currency.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=valorinternational

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Economia, Informação, Investimento, Mercado Internacional, Negócios, Notícias, Tributação

Dólar abre o dia em alta e opera acima dos R$ 6 nesta segunda

O dólar iniciou o mês de dezembro em alta nesta segunda-feira (02), com o mercado brasileiro ainda repercutindo o cenário fiscal do país e aguardando a divulgação de novos dados econômicos ao longo da semana.

O principal destaque será a divulgação do PIB do Brasil referente ao terceiro trimestre, mas a agenda também inclui números importantes sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos. Esses dados, tanto no Brasil quanto no exterior, são acompanhados com atenção, pois podem fornecer novas pistas sobre os próximos movimentos dos bancos centrais de ambos os países em relação às taxas de juros.

Enquanto isso, o Ibovespa, a bolsa de valores brasileira (B3), operava em queda. Às 10h30, o dólar subia 0,65%, sendo negociado a R$ 6,0369. Na última sexta-feira, a moeda registrou uma alta de 0,19%, fechando a R$ 6,0005, no maior patamar nominal desde o lançamento do Plano Real.

Durante o dia, o dólar alcançou R$ 6,1156. Com esse desempenho, acumulou alta de 3,21% na semana, 3,79% no mês e 23,66% no ano.

Fonte: Gazeta Brasil

Dólar abre o dia em alta e opera acima dos R$ 6 nesta segunda

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Comércio Exterior, Gestão, Logística, Mercado Internacional, Negócios

Nova Rotina de Pagamentos Impulsiona Eficiência no Comércio Exterior Brasileiro

Com a implementação do Novo Processo de Importação (NPI), uma nova rotina de pagamentos está sendo estabelecida, reforçando a segurança, eficiência e modernização no comércio exterior brasileiro.

Atualmente, importadores autorizam seus representantes a efetuar o pagamento dos tributos por meio da rede bancária, utilizando o Portal Único do Comércio Exterior (Pucomex). Com o novo processo, essa rotina será ainda mais segura e ágil, integrando protocolos modernos que permitem a constituição do crédito tributário diretamente nos sistemas da Receita Federal. Isso simplificará etapas e trará vantagens significativas, como o reconhecimento imediato dos créditos tributários, a compensação de créditos pagos a maior, e a simplificação na gestão de direitos creditórios.

Preparação das Instituições Bancárias

Desde o início da implementação do NPI e a migração para a Declaração Única de Importação (DUIMP), a Receita Federal tem mantido diálogo constante com órgãos públicos e instituições privadas, especialmente os bancos, para assegurar a integração dos seus sistemas às novas funcionalidades previstas para outubro de 2024.

Quanto à nova rotina de pagamentos, quatro das cinco principais instituições bancárias (Banco do Brasil, Citibank, Itaú e Santander) já estão prontas para o novo processo de importação, restando apenas o Banco Bradesco finalizar sua preparação. Esses cinco bancos representam, atualmente, cerca de 99% dos pagamentos de tributos incidentes sobre o registro de declarações de importação. Além dessas instituições, a Caixa Econômica Federal já se integrou à nova solução e está disponível no Pucomex.

A Receita Federal segue alertando os demais bancos e instituições sobre a importância da adequação de seus sistemas, mantendo-se disponível para suporte durante essa transição.

A implementação do Novo Processo de Importação, com a nova rotina de pagamentos, marca um avanço significativo, proporcionando maior agilidade, segurança e eficiência ao comércio exterior brasileiro.

Finanças, Impostos e Gestão Pública

Nova Rotina de Pagamentos Impulsiona Eficiência no Comércio Exterior Brasileiro — Receita Federal (www.gov.br)

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