Comércio

Comércio exterior de Brusque movimenta US$ 500 milhões em 2025, mas fecha ano com déficit

O comércio exterior de Brusque registrou movimentação próxima de US$ 500 milhões entre janeiro e dezembro de 2025. No período, o município exportou US$ 72,8 milhões e importou US$ 420,9 milhões, resultando em um déficit na balança comercial de US$ 348,2 milhões.

Os dados indicam que a cidade gastou significativamente mais com compras internacionais do que arrecadou com vendas ao exterior ao longo do ano.

Exportações e importações apresentam crescimento

Na comparação com 2024, Brusque ampliou suas exportações em 3,4% e as importações em 4,2%, sinalizando crescimento moderado nas operações internacionais.

No cenário estadual, as exportações do município representam 0,5% do total de Santa Catarina. Em nível nacional, a participação é de 0,02%.

Já nas importações, Brusque responde por 1,2% do volume catarinense e 0,1% do total registrado no Brasil.

Argentina lidera entre destinos das exportações

A Argentina foi o principal mercado para os produtos brusquenses em 2025, concentrando 15,5% das vendas externas.

Na sequência aparecem o México, com 12,4%, e o Paraguai, responsável por 7,4%.

China domina nas importações

Do lado das compras internacionais, a China permanece como principal fornecedora, respondendo por quase 60% das importações realizadas pelo município.

Em seguida estão a Índia, com 8,6%, e a Coreia do Sul, com 4,8%. Os três países já lideravam o ranking em 2024.

Máquinas lideram exportações; têxteis predominam nas importações

Entre os principais itens exportados estão produtos da categoria “Máquinas e aparelhos”, que representam pouco mais de 50% das vendas externas. Dentro desse grupo, destacam-se:

  • Componentes mecânicos como veios de transmissão, engrenagens e eixos (32,4%);
  • Equipamentos para interrupção e proteção de circuitos elétricos (25,4%).

Na sequência aparece a categoria “Matérias têxteis e suas obras”, incluindo tecidos de malha e artigos para cama, mesa e cozinha.

Já nas importações, predominam as matérias-primas têxteis. Fios de filamentos sintéticos correspondem a 11,3% do total importado, enquanto fios de fibras sintéticas descontínuas representam 7%. A categoria “Máquinas e aparelhos” aparece logo depois no ranking.

Avaliação do setor empresarial

A Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá mantém o Núcleo Comex, grupo voltado ao acompanhamento do comércio internacional. O núcleo é coordenado por Fabrício Zen, da Mercantile Importação LTDA.

Segundo avaliação do grupo, os dois últimos anos foram marcados por adaptação das empresas locais a um cenário global desafiador, mas com oportunidades estratégicas.

O desempenho positivo das exportações foi impulsionado por segmentos industriais de maior valor agregado, como o de materiais elétricos. Ao mesmo tempo, as importações seguem aquecidas para garantir o fornecimento de insumos à indústria, especialmente ao tradicional setor têxtil de Brusque.

Para o núcleo, o volume de operações confirma que o município permanece integrado às cadeias globais de produção, tanto como exportador quanto como importador, reforçando a relevância do comércio exterior para a competitividade regional.

FONTE: O Município
TEXTO: Redação
IMAGEM: Márcio Marassati/O Município

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