Internacional

Retrospectiva 2025: Santa Catarina entra no clube do milhão na aviação internacional

O setor aéreo catarinense ingressou em 2025 num seleto grupo em que apenas membros com um excelente desempenho podem fazer parte: o grupo dos estados com mais de 1 milhão de passageiros internacionais. A marca foi atingida no mês de outubro e dessa forma Santa Catarina passou a ser um dos únicos três estados do país (junto com São Paulo e Rio de Janeiro) com esse desempenho. Até este final de ano, as projeções indicam que o Floripa Airport deve alcançar 1,2 milhão de passageiros, um crescimento que chega a 580% se comparado a 2022, ano de recuperação do pós-pandemia.

“A gestão privada competente nos aeroportos de Santa Catarina, aliada agora a uma política pública sólida por parte do estado, encurtou a distância de Santa Catarina com o mundo. Nos enche de orgulho poder dizer que já somos o terceiro maior destino internacional do Brasil”, afirma Beto Martins, secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de SC (SPAF).

Os números foram consolidados após uma excelente temporada de verão, com um número recorde de 211,6 mil passageiros internacionais só no mês de janeiro. Neste mês também foram registrados outros dois recordes. Em 19 de janeiro, o aeroporto de Florianópolis teve o maior movimento da história, com 20,4 mil passageiros e em 25 de janeiro, recorde de decolagens de voos internacionais em um único dia, com 32 decolagens.

Mas se o desempenho internacional chamou a atenção, o governador Jorginho Mello, não esqueceu das questões internas, buscando inovar e dar exemplo ao país. Ao longo do ano foi instituído o GT da Aviação Regional, que preparou as bases para a elaboração do Programa VOA + SC. Após aprovação da Assembleia Legislativa, a expectativa é que entre em operação ainda em 2026, conectando os aeroportos locais e regionais do interior do Estado com a capital Florianópolis, e conexões com todo o país e mundo.

Os investimentos realizados pela SPAF nestes aeroportos regionais ultrapassaram mais de R$ 54 milhões. Ao longo de 2025 foram anunciados recursos para os aeroportos de Blumenau, Caçador, Concórdia, Correia Pinto, Dionísio Cerqueira, Forquilhinha, Lages, Pinhalzinho, Rio do Sul/Lontras, Rio Negrinho, São Joaquim, São Miguel do Oeste, Três Barras, Videira e Xanxerê.

O governador e a SPAF também atuaram na vinda da GOL para o Aeroporto de Correia Pinto e ampliação da LATAM no Aeroporto de Jaguaruna, que em 2025 foi entregue oficialmente para a iniciativa privada, na primeira Parceria Público-Privada (PPP) da história do Estado, garantido mais de R$ 70 milhões de investimentos nos próximos 30 anos.

Portos

No setor portuário, o Governo de Santa Catarina liderou outra ação inovadora, com uma PPP, com R$ 324 milhões de investimentos, para a dragagem e o aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga. O governador Jorginho Mello participou da assinatura do contrato entre os portos de São Francisco do Sul e Itapoá. A proposta foi caracterizada por dois aspectos inéditos e inovadores. Pela primeira vez no Brasil, um porto público firmou parceria com um porto privado para a realização de uma obra desta natureza. Além disso, parte dos sedimentos retirados do mar estão sendo destinados ao engordamento da praia, em Itapoá.

Ferrovias

Outro movimento inédito marcou o setor ferroviário em 2025. Os governadores dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul assinaram uma Carta Manifesto, em defesa da infraestrutura ferroviária da Região Sul e da retomada do protagonismo logístico no contexto do desenvolvimento nacional. Os governadores também criaram uma Comissão Interestadual para Assuntos Ferroviários da Malha Sul, com o objetivo de representar, de forma integrada, os interesses dos quatro estados nas discussões sobre os projetos ferroviários que atravessam seus territórios, especialmente no tocante à Malha Sul.

Nesta área, a SPAF também apresentou a Lei de Ferrovias, a primeira da história de SC, que criou o Sistema Ferroviário de Santa Catarina, dando legitimidade para o Governo do Estado tratar o tema, como poder conceder trechos à iniciativa privada, por exemplo.

Aquaviário

No ano de 2025 a SPAF teve ainda suas atribuições ampliadas, absorvendo em sua estrutura a Gerência de Transportes Aquaviários, que antes estava na Secretaria de Infraestrutura. Em pouco tempo de atuação, a SPAF publicou o Termo de Compromisso (TC) que regulamenta serviços públicos de transporte aquaviário intermunicipal de passageiros no Rio Itajaí–Açu, entre os municípios de de Itajaí e Navegantes, o mais movimentado do Estado. A secretaria também passou a discutir com os municípios investimentos em estruturas de travessias intermunicipais.

“Tivemos mais um ano de muitas realizações e entregas, com toda a equipe da secretaria trabalhando para cumprir o plano de governo do governador Jorginho Mello, e indo além, criando oportunidades e soluções que surgiram a partir do diálogo com a sociedade, como foi o caso do Programa VOA + SC. Fechamos bem 2025, mas 2026 promete ainda mais”, conclui o secretário Beto Martins.

FONTE: Secretaria de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonatã Rocha/Roberto Zacarias/Ricardo Wolffwnbüttel/Arquivo/Secom GOVSC

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Aeroportos

Aeroporto de Guarulhos anuncia novo plano de investimentos de R$ 2,5 bilhões até 2029

O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, terá um novo ciclo de investimentos estimado em R$ 2,5 bilhões até 2029. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (11) pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a GRU Airport, concessionária responsável pela administração do terminal. O objetivo é ampliar a capacidade operacional, reforçar a segurança aeroportuária, melhorar a experiência dos passageiros e preparar o principal aeroporto do país para o crescimento da demanda nacional e internacional.

Segundo a Anac, Guarulhos responde por 15% da movimentação aérea do país e concentra 29% do fluxo de passageiros internacionais. Para o ministro Silvio Costa Filho, o terminal é um pilar estratégico da aviação brasileira. Ele afirmou que o setor vive seu melhor momento em mais de dez anos e que o pacote de obras corrige a falta de investimentos estruturantes registrados nos anos anteriores.

Aportes privados e fortalecimento do setor aéreo

O ministro destacou que os investimentos privados mobilizados pelo programa Investe+ Aeroportos e pela Portaria 93 somam cerca de R$ 1,8 bilhão. Somados ao plano anunciado pela concessionária, os aportes ultrapassam R$ 4 bilhões. Costa Filho reforçou que as obras consolidam Guarulhos como um dos principais hubs do hemisfério sul, com impacto direto na geração de empregos e renda. “Cada turista que chega ao Brasil movimenta a economia e cria novas oportunidades”, disse.

Durante o evento, o diretor-presidente da GRU Airport, Osvaldo Garcia, afirmou que este é o maior volume de investimentos desde a inauguração do aeroporto, há mais de 40 anos. Mais de 25 intervenções estão previstas, incluindo a expansão de terminais, modernização do sistema de bagagens, obras em pistas e pátios e o retrofit do Terminal 2. Ele também citou a renovação da frota de ônibus e a atualização da rede elétrica, ambas alinhadas a padrões internacionais de eficiência.

Infraestrutura, segurança e modernização

A repactuação do contrato de concessão, aprovada pelo TCU em outubro de 2024, permitiu retomar obras essenciais e estendeu o contrato até novembro de 2033. Esse novo marco regulatório deu impulso ao Programa AmpliAr, responsável pelo leilão de 13 aeroportos no Nordeste e na Amazônia Legal, com previsão de R$ 730 milhões em investimentos para ampliar a aviação regional.

Entre as melhorias previstas para Guarulhos estão a ampliação da Delegacia da Polícia Federal, a instalação de novos scanners corporais, leitores faciais, 98 equipamentos de raio-x e 16 unidades EDS Standard 3, que elevam o padrão de segurança do terminal. O plano inclui também a expansão de áreas de embarque, melhorias em pátios e pistas de táxi e a implementação de tecnologias avançadas para monitoramento e resposta a emergências.

Guarulhos reforça posição como hub global

Com o conjunto de obras e modernizações, o Governo Federal afirma que o aeroporto seguirá operando com eficiência, segurança e qualidade compatíveis com sua importância estratégica. As intervenções também consolidam Guarulhos como um dos principais hubs globais da aviação e fortalecem o papel do Brasil no fluxo internacional de passageiros.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Sustentabilidade

Petrobras inicia produção nacional de SAF e realiza primeira entrega do biocombustível de aviação

A Petrobras realizou, na sexta-feira (5), a primeira entrega de combustível sustentável de aviação (SAF) totalmente produzido no Brasil. Foram enviados 3 mil m³ do biocombustível às distribuidoras que atuam no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão (RJ) — volume equivalente a aproximadamente um dia de consumo dos aeroportos fluminenses.

Brasil entra na rota mundial de produção de SAF

A companhia tornou-se a primeira do país a fabricar o produto integralmente em território nacional, atendendo às normas de sustentabilidade definidas pela ICAO (International Civil Aviation Organization). O SAF, capaz de substituir o querosene de aviação (QAV) sem ajustes nas aeronaves ou no sistema de abastecimento, é considerado uma alternativa imediata para reduzir as emissões de carbono do setor aéreo.

SAF da Petrobras reforça metas de descarbonização

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que o biocombustível obtido por coprocessamento no parque de refino atende rigorosos padrões internacionais e fortalece o compromisso da aviação com a descarbonização.

Ela afirmou que o produto é competitivo e contribui para que o mercado nacional avance no cumprimento do CORSIA, programa global de redução de emissões em voos internacionais. Segundo ela, o movimento antecipa demandas que em breve serão obrigatórias para o setor.

Setor aéreo terá obrigação de usar SAF a partir de 2027

De acordo com a Petrobras, a produção antecipada do combustível sustentável de aviação é estratégica diante das futuras exigências regulatórias. A partir de 2027, companhias aéreas brasileiras deverão utilizar o SAF em voos internacionais conforme as regras do CORSIA e, gradualmente, incorporá-lo também às operações domésticas pela Lei do Combustível do Futuro.

O biocombustível possui menor intensidade de carbono, já que combina matéria-prima de origem vegetal ao querosene mineral durante o processamento.

Matérias-primas e certificações ampliam competitividade

Atualmente, a Petrobras está certificada para usar óleo técnico de milho (TCO) — um resíduo industrial — ou óleo de soja como insumos renováveis. A parcela vegetal pode reduzir em até 87% as emissões líquidas de CO₂. O resultado final é quimicamente igual ao combustível tradicional, porém com parte sustentável.

Expansão da produção em refinarias pelo país

A primeira remessa foi produzida na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, já autorizada pela ANP a empregar até 1,2% de matéria-prima renovável na rota de coprocessamento.

A Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP), também já concluiu testes para produzir o biocombustível. A expectativa é que, até 2026, a Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, e a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, iniciem a produção e comercialização do SAF.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Ueslei Marcelino

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Notícias

Voo mais longo do mundo: Qantas prepara rota de 22 horas com cabine de luxo e viagem direta à Londres

A Qantas está prestes a transformar o conceito de voos ultralongos. A companhia encomendou 12 Airbus A350-1000ULR, modelo de alcance ultralongo, para operar viagens diretas entre a Austrália e cidades como Londres e Nova York, em um único trajeto de até 22 horas.
A estratégia busca encurtar em até quatro horas o tempo total de viagem em comparação com rotas com conexões e elevar o padrão de conforto, oferecendo mais espaço, tecnologia e serviços voltados ao bem-estar durante quase um dia inteiro no ar.

A350-1000ULR: a aeronave projetada para cruzar o planeta

O novo avião da Airbus recebeu um tanque adicional de 20 mil litros de combustível, combinado a motores eficientes e aerodinâmica aprimorada. O conjunto permite operar o voo comercial mais longo do mundo sem escalas, superando os cerca de 18 horas da atual rota recordista da Singapore Airlines.
Segundo a Qantas, o avião terá autonomia suficiente para conectar diretamente a Austrália a Londres e Nova York, elevando o patamar das operações ultralongas.

Projeto Sunrise: por que voar 22 horas seguidas

O investimento integra o Projeto Sunrise, iniciativa que pretende estabelecer voos diretos da Austrália para grandes centros globais. Em vários trechos, passageiros poderão até assistir ao nascer do sol duas vezes, devido à diferença de fuso horário.
Mesmo com a longa duração, a Qantas argumenta que eliminar escalas reduz filas, deslocamentos e longas esperas em aeroportos, tornando a jornada mais fluida e confortável. A estreia comercial está prevista para o primeiro semestre de 2027.

Cabine redesenhada: menos assentos, mais conforto

Para suportar viagens tão longas, a Qantas limitará a capacidade do A350-1000ULR a 238 passageiros, bem abaixo do padrão do modelo. O objetivo é ampliar áreas comuns e aprimorar a ergonomia em todas as classes. A aeronave terá quatro categorias: primeira classe, executiva, econômica premium e econômica.

Primeira classe: suíte privativa com cama e TV de 32”

O grande destaque da cabine é a nova primeira classe, criada para funcionar como um mini quarto de hotel no ar. Cada uma das seis suítes conta com:

  • Quarto privativo com poltrona e cama separada
  • TV de 32 polegadas
  • Seis compartimentos de armazenamento
  • Guarda-roupa individual
  • Área dedicada para refeições e trabalho
    A proposta é permitir sono de qualidade, privacidade e ergonomia durante toda a viagem.

Classe executiva com cama de 2 metros

A classe executiva oferece poltronas amplas que, totalmente reclinadas, formam uma cama de cerca de 2 metros. Entre os recursos também estão:

  • Tela de 18”
  • Mesa espaçosa
  • Carregador sem fio
  • Compartimentos pessoais
  • Painéis para aumentar a privacidade

Econômica premium e econômica otimizadas

Na econômica premium, os passageiros contarão com:

  • Apoios de cabeça e pernas
  • Tela individual de 13,3”
  • Porta-luvas pessoal
    Já a classe econômica, com 140 assentos, terá:
  • Apoio de cabeça ajustável
  • Mais espaço para as pernas
  • Tela individual de 13,3”
    A companhia reforça que o foco é entregar ergonomia e pequenos confortos essenciais para quem encara o voo mais longo do mundo.

Zona de bem-estar e Wi-Fi a bordo

Um dos diferenciais será a zona de bem-estar, localizada no centro da aeronave. O espaço permitirá alongamentos, hidratação e pequenos lanches, reduzindo a sensação de confinamento.
Além disso, haverá Wi-Fi durante todo o trajeto, possibilitando trabalho, mensagens e streaming.

Iluminação e refeições pensadas para reduzir o jet lag

A Qantas trabalhou com especialistas em sono para ajustar luz, temperatura e horários de refeições ao ritmo biológico dos passageiros. A iluminação da cabine mudará ao longo do voo para simular ciclos naturais de dia e noite, ajudando a minimizar os efeitos do jet lag após quase 22 horas de viagem.

Montagem em Toulouse e estreia em 2027

A Airbus já iniciou a montagem da primeira unidade em Toulouse, incluindo fuselagem, asas e trem de pouso. Após instalação dos sistemas, acabamento interno, testes e voos de certificação, a aeronave deverá ser entregue dentro do cronograma que prevê início das operações em 2027.
Com 12 aeronaves encomendadas, a Qantas pretende criar uma malha de voos ultralongos conectando diretamente a Austrália a mercados estratégicos na Europa e nos Estados Unidos.

O que muda para passageiros entre Austrália, Europa e EUA

As novas rotas diretas devem reduzir significativamente o tempo de viagem e eliminar conexões desgastantes. Para quem viaja a negócios, isso significa deslocamentos mais previsíveis. Para turistas, representa uma experiência mais simples e confortável: embarcar na Austrália e chegar diretamente à Europa ou aos EUA.
A aposta da Qantas combina conforto, tecnologia, bem-estar e serviços inteligentes, criando um novo padrão para viagens de longa distância.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Click Petróleo e Gás

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Indústria

Gecex aprova medidas para fortalecer a indústria nacional e acelerar a transição energética

O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), ligado à Câmara de Comércio Exterior (Camex), aprovou, na 231ª reunião ordinária realizada nesta quinta-feira (27/11), um conjunto de ações voltadas a proteger a indústria nacional, ampliar a competitividade e incentivar a transição energética, especialmente no setor aéreo. Entre as deliberações, está a prorrogação, por até cinco anos, do direito antidumping aplicado a pneumáticos para motocicletas importados de China, Tailândia e Vietnã. O colegiado também definiu a continuidade das medidas antidumping para alto-falantes automotivos e revogou o direito provisório sobre fios de náilon, por razões de interesse público.

Redução tarifária para reduzir desabastecimentos
Com foco no estímulo à produção regional, o Gecex aprovou 17 pedidos brasileiros no mecanismo de desabastecimento, reduzindo tarifas de itens essenciais à indústria, como tintas para impressão, fibras têxteis de alta tenacidade e componentes eletrônicos. A medida busca garantir acesso mais competitivo a insumos estratégicos e apoiar a cadeia produtiva nacional em setores altamente dependentes de importação.

FGE terá nova modalidade para apoiar setor aéreo
Um dos avanços mais significativos da reunião foi a aprovação de um novo modelo de cobertura do Fundo de Garantia às Exportações (FGE), criado para viabilizar operações de financiamento destinadas à compra de querosene de aviação (QAV) por companhias aéreas brasileiras. A proposta foi construída com participação dos ministérios integrantes da Camex, da Secretaria Nacional de Aviação Civil e da ABEAR (Associação Brasileira das Empresas Aéreas).

A nova modalidade exige contrapartidas voltadas ao fortalecimento do mercado de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) no país. As empresas poderão cumprir a exigência de três formas: adquirindo SAF produzido no Brasil, investindo em plantas nacionais de produção do combustível ou realizando aportes no Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico (FNDIT), que apoia projetos voltados ao SAF.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jim Watson/AFP

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Aeroportos

Brasil supera 100 milhões de passageiros e registra novo avanço na aviação civil

O Brasil ultrapassou a marca de 106,8 milhões de passageiros transportados entre janeiro e outubro de 2025, segundo levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) com base nos dados da Anac. O número supera o patamar de 100 milhões de viajantes um mês antes do registrado em 2024, sinalizando um ritmo mais acelerado de crescimento no setor aéreo.

No acumulado do ano, o volume total — somando voos domésticos e internacionais — é 9,5% maior que o observado no mesmo período do ano passado.

O ministro Silvio Costa Filho destacou o movimento como reflexo direto da expansão da aviação civil brasileira. Segundo ele, a demanda crescente demonstra o impacto positivo dos investimentos em infraestrutura aeroportuária, da regionalização de terminais e da ampliação de oportunidades de viagem no país.

Resultados históricos em outubro
O mês de outubro trouxe recordes importantes. No mercado doméstico, foram registrados 9 milhões de passageiros, o melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica, em 2000. Pela primeira vez, o fluxo de viajantes para voos nacionais ultrapassou essa marca, representando um avanço de 9,1% em relação ao mesmo período de 2024.

Foi também o oitavo mês consecutivo — desde março — em que o segmento doméstico atingiu o melhor resultado mensal quando comparado com os anos anteriores, reforçando a tendência de recuperação e crescimento constante.

Daniel Longo, secretário Nacional de Aviação Civil, avaliou que os números colocam o Brasil em posição de destaque entre os países latino-americanos. Ele afirmou que o país possui o maior mercado doméstico de passageiros da América do Sul e Caribe e é o que apresenta a expansão mais consistente pós-pandemia, reflexo de políticas públicas mais eficientes e da melhora dos indicadores econômicos.

Segmento internacional também quebra recorde
Em outubro, o mercado internacional registrou seu melhor desempenho da história: 2,3 milhões de passageiros, alta de 9,3% em comparação ao ano anterior. No acumulado de janeiro a outubro, já são 23,5 milhões de viajantes embarcando para o exterior ou chegando ao Brasil por via aérea.

Aeroportos mais movimentados do Brasil
Os principais aeroportos do país, considerando embarques e desembarques nacionais e internacionais até outubro, foram:
Guarulhos – 38,2 milhões
Congonhas – 19,7 milhões
Galeão – 14,2 milhões
Brasília – 13,4 milhões
Confins – 10,7 milhões
Campinas – 10,6 milhões
Recife – 8 milhões
Salvador – 6,4 milhões
Porto Alegre – 5,8 milhões
Santos Dumont – 4,9 milhões

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Informação

Anac simplifica autorização de drones para operações de baixo risco

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou nesta sexta-feira (21) a Instrução Suplementar nº 94-004 (IS E94-004), que cria um procedimento alternativo — e opcional — para autorizar projetos de drones utilizados em operações classificadas como SAIL I ou II, conforme a metodologia internacional SORA (avaliação específica de risco operacional).

As mudanças serão detalhadas em um webinário no dia 1º de dezembro, às 14h, no qual a agência deve explicar o novo processo e esclarecer dúvidas dos operadores e fabricantes.

Procedimento mais simples para fabricantes
Pelas regras anteriores da IS E94-001, o processo de autorização exigia diversas etapas, incluindo Plano de Trabalho, entrega de múltiplos relatórios técnicos, realização de ensaios e acompanhamento presencial dos testes pela Anac. Somente após a aprovação de todas as etapas o projeto podia ser autorizado.

Com a nova instrução, fabricantes cujas operações se encaixem nos níveis de risco SAIL I ou II poderão optar por um fluxo mais simples. A IS E94-004 tem caráter declaratório: o regulado envia toda a documentação prevista na norma, a Anac faz o aceite e, na sequência, emite a aprovação do modelo — processo mais rápido e menos burocrático em comparação ao procedimento anterior.

Processos em andamento podem migrar de norma
Requerentes que já têm pedidos em análise podem escolher entre continuar seguindo a IS E94-001 ou migrar para a IS E94-004. A mudança deve ser registrada diretamente no processo em andamento no sistema SEI.

FONTE: Anac
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Tavares/Agência Brasília

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Aeroportos

Aeroportos de Joinville e Navegantes passam para controle do grupo mexicano ASUR em negócio de R$ 5 bilhões

Os aeroportos de Joinville e Navegantes terão novo controlador após a Motiva — antiga CCR — anunciar a venda de todas as suas operações aeroportuárias no Brasil ao grupo mexicano Aeroportuario del Sureste (ASUR). O acordo, avaliado em R$ 5 bilhões, inclui os 17 aeroportos administrados pela companhia em nove estados, entre eles Confins (MG) e São Luís (MA).

Segundo a Motiva, a operação está alinhada ao seu Plano Estratégico, que busca destravar valor, simplificar o portfólio e permitir foco em crescimento “rentável e seletivo” nos segmentos de rodovias pedagiadas e ferrovias, áreas nas quais a empresa seguirá atuando mesmo após a venda da subsidiária aeroportuária CPC.

ASUR expande presença e se aproxima da liderança nas Américas

A compradora, o grupo ASUR, já controla 16 aeroportos nas Américas, incluindo o Aeroporto de Cancún, no México, e o Aeroporto Internacional de Medellín, na Colômbia. Com a aquisição do portfólio da Motiva — responsável por mais de 45 milhões de passageiros por ano —, a companhia deve fortalecer sua posição entre as maiores operadoras aeroportuárias do continente. Em 2024, a ASUR registrou 71 milhões de passageiros.

Governo vê transação como sinal de confiança no Brasil

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o investimento bilionário de uma operadora internacional demonstra confiança no potencial de crescimento da aviação brasileira.

“A chegada de um player mexicano amplia as relações comerciais entre Brasil e México e fortalece o turismo de negócios e lazer entre os dois países. Estamos falando da maior transação aeroportuária em curso no mundo”, afirmou o ministro.

Ele também destacou que a operação deve estimular a ampliação de voos internacionais e impulsionar o turismo entre os dois países.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Valente, GOVSC, Divulgação

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Aeroportos

Aquisição da Motiva no Brasil: grupo mexicano compra operação de 17 aeroportos

O Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), por meio da subsidiária Aeropuerto de Cancún, anunciou a compra da operação da Motiva (antiga CCR) no Brasil. O acordo, comunicado ao ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, envolve 17 aeroportos distribuídos em nove estados brasileiros, incluindo os terminais de Confins (MG) e São Luís (MA). A transação, avaliada em R$ 5 bilhões, também contempla ativos em outros países da América Latina.

Reconhecido pela ampla experiência em gestão aeroportuária, o grupo mexicano já administra nove aeroportos no México e outros sete em diferentes países latino-americanos.

Ministro destaca confiança no mercado brasileiro
Ao comentar a negociação, Silvio Costa Filho afirmou que a entrada de um operador internacional reforça os laços comerciais entre Brasil e México e fortalece o turismo de lazer e negócios. Para ele, a compra representa “a maior transação aeroportuária em curso no mundo” e demonstra a confiança no crescimento da aviação brasileira.

O ministro lembrou ainda que a pasta trabalha para ampliar novas concessões e que o setor vive o maior ciclo de investimentos da história recente. Nos últimos dois anos e meio do governo Lula, cerca de 30 milhões de passageiros foram incorporados ao transporte aéreo nacional, impulsionados pela expansão econômica e pelo turismo no país.

Brasil e México podem se tornar hubs estratégicos
Durante o anúncio, o ministro ressaltou o potencial de aumento no número de voos entre os dois países. Pela localização geográfica — o Brasil ao sul e o México ao norte da América Latina — ambos podem funcionar como hubs aeroportuários, conectando Estados Unidos, América do Sul e outros destinos internacionais.

Setor aeroportuário ganha novo dinamismo
A chegada de um novo operador estrangeiro traz mais diversidade ao setor no Brasil. Segundo o ministro, a aquisição evidencia a atratividade do mercado de transporte aéreo, valorizando ativos nacionais e abrindo espaço para novos negócios em outros aeroportos.

Entre janeiro e setembro deste ano, foram registrados 1.375 voos entre Brasil e México, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. O fluxo de passageiros também cresceu: 253 mil viajantes, aumento de 15,4%.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aeroporto Confins/Divulgação

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Sustentabilidade

BNDES amplia apoio ao combustível sustentável para aviação e navegação

A transição para energias renováveis avança em diversas frentes, impulsionada pela necessidade global de reduzir emissões. Tecnologias como energia eólica, solar e o etanol brasileiro já atingiram maturidade comercial. Outras alternativas, porém, seguem como grandes desafios, entre elas o combustível sustentável de aviação (SAF).

Segundo a consultoria Market and Markets, o mercado global de SAF, hoje estimado em US$ 2,06 bilhões, deve saltar para US$ 25,62 bilhões nos próximos cinco anos, refletindo a crescente demanda por soluções de descarbonização no setor aéreo.

Aviação e navegação sob pressão ambiental

O transporte aéreo é essencial para a economia, mas responde por parcela significativa das emissões globais. A navegação, responsável por mais de 80% do comércio internacional, segue o mesmo caminho. Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a pressão global por emissões menores representa também uma oportunidade estratégica para o Brasil.

O diretor de Desenvolvimento Produtivo do BNDES, José Luis Gordon, destaca que aviação e navegação concentram cerca de 5% das emissões mundiais. No transporte como um todo, 20% da poluição vem desses modais. O uso de combustíveis renováveis e derivados de biomassa, resíduos e matérias-primas limpas pode reduzir essas emissões em mais de 90%. O Brasil, afirma ele, reúne condições para liderar essa transição graças ao histórico de desenvolvimento em biocombustíveis.

Papel estratégico do BNDES

Fiel à sua missão desde os anos 1950, o BNDES passou a intensificar sua atuação na agenda ambiental. Após décadas impulsionando indústria, exportações, privatizações e pequenos negócios, a instituição agora dedica parte significativa de seus esforços ao avanço da infraestrutura verde.

Chamada pública mobiliza o setor

Em 2024, o BNDES e a Finep lançaram uma chamada pública para seleção de planos de negócios voltados a combustíveis sustentáveis para aviação e navegação. A iniciativa disponibilizou R$ 6 bilhões em recursos conjuntos para empresas produtoras ou desenvolvedoras de tecnologias limpas.

O edital recebeu 76 propostas, somando potencial de R$ 167 bilhões em investimentos. Do total, 43 projetos focavam em SAF e representaram R$ 120 bilhões, enquanto 33 tinham como objetivo combustíveis marítimos, especialmente o e-metanol, somando R$ 47 bilhões. Após análise, 42 propostas foram enquadradas, prevendo R$ 133 bilhões em investimentos futuros.

Para Gordon, a iniciativa permite acelerar decisões, integrar instrumentos financeiros e incentivar fusões de projetos complementares. Ele destaca ainda o impacto econômico: a cadeia da bioenergia pode gerar até seis vezes mais empregos do que a indústria do petróleo, considerando a quantidade de energia produzida.

Brasil na dianteira da bioenergia

Para Evaristo Pinheiro, presidente da Refina Brasil, o país tem potencial para liderar o mercado global de biocombustíveis, não apenas para consumo interno. Segundo ele, o setor já nasce competitivo e internacionalizado, mas depende de três pilares: reconhecimento internacional da qualidade dos produtos, avanços na regulamentação doméstica e acesso a financiamentos competitivos.

Pinheiro afirma que o apoio do BNDES tem sido decisivo e defende que o país mantenha senso de urgência para assegurar protagonismo no setor.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Stock

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