Comércio, Negócios

Com a faca e o queijo na mão: bilionária catarinense Aurora mira queijos nobres com Gran Mestri

Com consumo de leite instável nos últimos anos, setor aposta em nichos gourmet e na valorização da origem dos produtos para sair da “commodity”

A concorrência entre as grandes cooperativas do Sul do país não está só na carne ou leite. Também passou a ser uma disputa por espaço na gôndola de queijos especiais, um nicho que cresce com a gourmetização da mesa brasileira, mas que ainda exige escala e distribuição.

A Aurora Coop, terceira maior agroindústria de proteína animal do Brasil, está adquirindo a também catarinense Gran Mestri, especializada na produção de queijos nobres como parmesão, grana padano e gorgonzola. A informação é do jornal Valor Econômico.

Procuradas, as empresas não comentaram a negociação.

À EXAME, fontes a par do negócio afirmaram que o comunicado sobre o assunto deve ser feito ainda no início desta semana pela cooperativa. A transação já estaria em diligência final.

A aquisição é estratégica para a Aurora, que vem ampliando sua atuação no mercado lácteo.

Com uma receita líquida de 22,8 bilhões de reais em 2024 e um sistema verticalizado que inclui produção de leite, a cooperativa agora busca agregar valor ao portfólio. A entrada no mercado de queijos finos é uma tentativa de reposicionamento em categorias mais rentáveis e menos comoditizadas.

Recentemente, a Aurora foi reconhecida pela consultoria Deloitte como uma das empresas com melhor gestão do país. Saiba mais aqui: O que aprender com as empresas mais bem geridas do Brasil? Veja a lista

Quem é a Gran Mestri

Fundada em 2002, em Guaraciaba, cidade catarinense localizada praticamente na divisa com a Argentina, a Gran Mestri atua em toda a cadeia de produção de queijos, da captação de leite à maturação.

O portfólio inclui grana padano, parmesão, provolone, montanhês, gorgonzola, além de requeijão e manteiga. A empresa tem distribuição nacional e atende tanto o varejo quanto o canal de food service, voltado a bares e restaurantes.

A aquisição também insere a Aurora numa disputa mais direta com outras cooperativas do Sul, como a Frimesa e a Tirol, que têm investido em laticínios e derivados com maior valor agregado.

A região concentra não só a produção, mas também o consumo de queijos especiais, impulsionado por hábitos alimentares herdados da colonização europeia.

Fonte: Exame

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Internacional, Mercado Internacional

Aurora inaugura representação em Xangai

Unidade aberta nesta segunda tem estrutura de escritório comercial; em 2024, a cooperativa respondeu por 21,6% das exportações nacionais de carne suína

A Aurora Coop, sediada em Chapecó, inaugura nesta segunda-feira (19/05) sua primeira unidade na China. Sediado em Xangai, o escritório comercial estará focado, inicialmente, nos negócios envolvendo carne de suínos e de aves com a China. Em segundo momento, ampliará o atendimento para Hong Kong, Vietnã e outros países do sudeste asiático.

Segundo a empresa, o primeiro objetivo é qualificar as vendas, por estar mais próximo aos clientes, dando atendimento diferenciado para, com o passar do tempo, poder incrementar os volumes.

Mesmo respondendo por 21,6% das exportações brasileiras de carne suína e por 8,4% das de carne de frango, a Aurora teve em 2024 apenas 36,4% de suas receitas vindas do mercado externo.

“Crescer no mercado mundial é prioridade de nossa planificação estratégica”, enfatiza o presidente da cooperativa, Neivor Canton. Um primeiro movimento nesta direção foi a inauguração da unidade corporativa comercial de exportação, na cidade portuária de Itajaí.

Tarifas

O mercado chinês é atendido por muitos exportadores, como Estados Unidos, Espanha, Alemanha e França. Os EUA são grandes exportadores e competidores no cenário das exportações de carnes de suínos e de aves para a China, mas a empresa ressalta que este protagonismo pode mudar em razão da nova política de tarifa imposta pelo presidente Donald Trump, gerando boas oportunidades para os exportadores brasileiros.

Fonte: FIESC

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Comércio Exterior, Economia, Industria, Informação, Mercado Internacional

Aurora projeta novo avanço nas receitas em 2025

Em 2024, receita da cresceu 14% e sobras somaram R$ 880 milhões

A queda nos custos com grãos e a demanda externa levaram a Cooperativa Central Aurora Alimentos a uma melhora importante nos resultados no ano passado, após o prejuízo de 2023. E para este ano, a expectativa é de novo avanço. A Aurora projeta alta de 10,5% na receita operacional, impulsionada mais uma vez pelas exportações e também por investimentos de R$ 1 bilhão, já em curso, para ampliar a capacidade de produção.

No ano que passou, a receita operacional da Aurora, terceiro maior frigorífico de aves e suínos do país, alcançou R$ 24,9 bilhões, alta de 14,2% em relação a 2023, enquanto a receita líquida cresceu 13,5%, para R$ 22,8 bilhões. Com isso, a cooperativa central contabilizou R$ 880,5 milhões em sobras — o equivalente ao lucro nas cooperativas. Em 2023, o resultado havia sido um prejuízo de R$ 137 milhões.

“O ano de 2023 foi aquele em que o custo de produção não podia ser recuperado no preço do produto. A conta não fechava, e esse quadro se alterou em 2024”, disse o presidente da Aurora, Neivor Canton em entrevista ao Valor.

Segundo ele, a queda nos preços dos insumos usados na ração animal, como milho e farelo de soja, reduziu as despesas de produção de aves e suínos, melhorando as margens da indústria.

“Mas a principal razão dos bons resultados do ano passado vamos creditar ao mercado externo, que remunerou de forma mais adequada o nosso produto”, avaliou Canton.

A receita operacional bruta proveniente das exportações cresceu 23,7% em 2024, totalizando R$ 9,1 bilhões. Já as receitas no mercado brasileiro somaram R$ 15,7 bilhões, alta de 10%.

Atualmente os principais importadores de frango da Aurora são Japão e os países do Oriente Médio, além de vários outros mercados menores. China, Japão, Estados Unidos, Canadá, México e Filipinas são os importadores mais relevantes de carne suína.

Na avaliação do presidente da Aurora, o mercado externo deve continuar favorável este ano. Em janeiro, por exemplo, as exportações das carnes suína e de frango do Brasil foram recordes para o mês, indicando a força da demanda que vem pela frente.

Atenta a isso, a cooperativa central vem investindo em melhorias e no aumento da capacidade de produção de suas fábricas nos últimos anos. Em 2025, serão investidos R$ 1 bilhão em várias frentes, mas especialmente na unidade de suínos de São Gabriel do Oeste (MS) e no abatedouro de aves de Tapejara (RS).

“Em Tapejara, estamos adequando a unidade para poder processar o frango griller (galeto), que é muito desejado no Oriente Médio”, afirmou Canton. O aporte para essa operação está estimado em R$ 134,7 milhões. O investimento total em São Gabriel do Oeste é de R$ 289,5 milhões, teve início no ano passado e ainda restam

R$ 136,3 milhões para serem aplicados até o fim de 2026.

“No fim do primeiro semestre [deste ano] ou início de segundo já teremos comércio vindo da ampliação nessas unidades”, estimou o presidente da Aurora.

Também de olho na demanda que vem do exterior, a Aurora está dando seu primeiro passo no processo de internacionalização e deve abrir este ano seu primeiro escritório comercial fora do Brasil. A cidade escolhida é Xangai, na China, país que é destino de 19% das exportações da Aurora e maior comprador de carnes do Brasil.

De acordo com Canton, “a Aurora Coop Shanghai será inaugurada ao final do primeiro semestre de 2025”.

Para o mercado interno, onde ficam quase 65% da produção da cooperativa, Canton projeta um reajuste de preços no portfólio neste ano. Isso porque já houve um acréscimo nos preços dos grãos usados na ração animal.

“As margens de hoje ainda são positivas, apesar do custo maior, [mas] os preços [dos produtos] estão defasados e vamos precisar repassar o custo ao longo do ano”, afirmou ele.

Ainda assim, ele avalia que a demanda doméstica deve seguir firme. A percepção de Canton é de que o frango tem sido a proteína mais lembrada pelos consumidores nos momentos em que é preciso substituir a compra de carnes mais caras por mais baratas, o que gera uma demanda adicional.

E se houver um espaço deixado pela carne bovina no mercado, em função da alta de preços do boi, o direcionamento dessa demanda para o frango deve vir “quase que de imediato”, projetou Neivor Canton.

FONTE: Globo Rural
Aurora projeta novo avanço nas receitas em 2025

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