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Helicóptero autônomo da Marinha britânica realiza voo inaugural em meio a tensões no Atlântico Norte

A Marinha Real Britânica anunciou nesta sexta-feira (16) a conclusão do voo inaugural de seu primeiro helicóptero totalmente autônomo de tamanho real. Batizada de Proteus, a aeronave foi desenvolvida para atuar em missões de alto risco, como o rastreamento de submarinos, reforçando a vigilância naval em um cenário de crescente instabilidade no Atlântico Norte.

Segundo a Marinha, o helicóptero completou com sucesso uma série inicial de testes, demonstrando a viabilidade operacional da tecnologia sem a necessidade de tripulação a bordo.

Tecnologia militar avança após guerra na Ucrânia

O anúncio ocorre em um contexto de reconfiguração do setor de defesa europeu, intensificada desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022. Desde então, países da Europa têm ampliado investimentos em defesa, acelerado programas de inovação militar e revisado suas estratégias de segurança.

O desenvolvimento de sistemas autônomos militares, como o Proteus, faz parte desse movimento, ao reduzir riscos humanos e ampliar a capacidade de operação em ambientes hostis.

Vigilância estratégica no Norte do Atlântico

As tensões na região também envolvem interesses estratégicos de outras potências. Os Estados Unidos demonstraram interesse em ampliar sua presença na Groenlândia, com o objetivo de fortalecer o monitoramento das rotas marítimas utilizadas por navios e submarinos russos. A área entre a Groenlândia, a Islândia e o Reino Unido é considerada um ponto-chave para a segurança marítima internacional.

A Rússia, por sua vez, nega que represente ameaça direta à região e classifica como infundadas as alegações de risco envolvendo Moscou e Pequim.

Proteus reforça operações de alto risco

De acordo com a Marinha britânica, o helicóptero autônomo Proteus foi submetido a uma rotina inicial de testes de voo, validando seus sistemas de navegação e controle. A expectativa é que a aeronave amplie as capacidades de guerra antissubmarino, reconhecimento e apoio a operações navais, sem expor tripulações a situações extremas.

O projeto representa um passo relevante na incorporação de tecnologias autônomas às forças armadas do Reino Unido.

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FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  MOD Handout/Reuters

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Internacional

EUA apreendem petroleiro russo ligado à Venezuela após perseguição no Atlântico

Os Estados Unidos realizaram, na madrugada desta quarta-feira (7), a apreensão de dois petroleiros em operações separadas em águas internacionais do Atlântico Norte e do Caribe. Uma das embarcações, o petroleiro russo Marinera, anteriormente chamado de Bella 1, é apontada por autoridades americanas como ligada à Venezuela e vinha sendo monitorada há semanas antes da interceptação.

Operação no Atlântico Norte teve apoio internacional

De acordo com o Comando Europeu das Forças Armadas dos EUA, o navio M/V Bella 1 foi interceptado no Atlântico Norte em cumprimento a um mandado expedido por um tribunal federal norte-americano. A ação contou com o acompanhamento do USCGC Munro, da Guarda Costeira dos Estados Unidos, além de suporte naval e aéreo do Reino Unido.

Informações divulgadas pela agência Reuters indicam que a embarcação chegou a receber escolta de navios e submarinos russos e obteve autorização para operar sob bandeira da Rússia em 24 de dezembro. Em comunicado, o Ministério da Defesa britânico afirmou que o apoio à operação foi “fundamental” e destacou o “histórico nefasto” do navio.

Governo britânico cita evasão de sanções

Em nota oficial, o governo do Reino Unido afirmou que o petroleiro integra um eixo russo-iraniano de evasão de sanções, responsável por financiar conflitos e ampliar instabilidades internacionais. Segundo a declaração, esse tipo de operação contribui para o prolongamento de crises do Oriente Médio à Ucrânia.

Rússia contesta apreensão e cita direito marítimo

A Rússia reagiu à ação e acusou os Estados Unidos de violar o direito marítimo internacional. O Ministério dos Transportes russo afirmou que a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982, garante a liberdade de navegação em alto-mar e proíbe o uso da força contra embarcações devidamente registradas sob jurisdição estrangeira.

“Frota fantasma” e ligação com a Venezuela

Segundo o governo norte-americano, os dois navios apreendidos faziam parte de uma chamada “frota fantasma”, utilizada para burlar sanções internacionais. As autoridades afirmam que ambas as embarcações haviam atracado recentemente na Venezuela ou estavam a caminho do país.

A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, afirmou que as ações foram conduzidas de forma “meticulosamente coordenada” pela Guarda Costeira. Ela relatou que o Bella 1 tentou escapar da fiscalização por semanas, chegando a trocar de bandeira e a pintar um novo nome no casco durante a perseguição.

Segundo navio foi interceptado no Caribe

A segunda embarcação, identificada como MC Sophia, foi abordada no Mar do Caribe. O navio navegava sob bandeira do Panamá e havia deixado águas venezuelanas no início de janeiro. De acordo com autoridades americanas, o petroleiro integrava um esquema de transporte de petróleo venezuelano para a China, operando em “modo escuro”, com o transponder desligado para dificultar o rastreamento.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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