Trafico

Portugal apreende submarino com quase 9 toneladas de cocaína no Atlântico

As autoridades de Portugal apreenderam quase nove toneladas de cocaína escondidas em uma embarcação semissubmersível, conhecida como submarino do narcotráfico, interceptada no oceano Atlântico, próximo ao arquipélago dos Açores. A ação foi divulgada nesta segunda-feira, 26, pela Polícia Judiciária, e já é considerada a maior apreensão da droga registrada no país.

Segundo a investigação, o caso evidencia o uso crescente do Atlântico como rota estratégica do tráfico internacional, ligando a América Latina à Europa.

Tripulação estrangeira foi presa durante a operação

No momento da interceptação, quatro pessoas estavam a bordo do semissubmersível: três colombianos e um venezuelano, todos detidos pelas autoridades portuguesas. A embarcação havia partido da América Latina e foi localizada a cerca de 400 quilômetros dos Açores.

A operação contou com a atuação conjunta da Polícia Judiciária, da Marinha Portuguesa e da Força Aérea, além do apoio das autoridades dos Estados Unidos e do Reino Unido, reforçando a dimensão internacional da ação.

Operação Adamastor enfrentou mau tempo no alto-mar

Batizada de Operação Adamastor, a ação ocorreu sob condições meteorológicas adversas, o que dificultou a abordagem. Durante a intervenção, o submarino acabou afundando, provocando a perda de 35 dos cerca de 300 fardos de droga transportados.

Mesmo com a perda parcial da carga, o volume recuperado foi suficiente para estabelecer um recorde histórico e representa um dos maiores golpes recentes contra o narcotráfico transatlântico.

Cooperação internacional foi decisiva, diz Polícia Judiciária

Em nota oficial, a Polícia Judiciária ressaltou que o sucesso da operação só foi possível graças à cooperação internacional no combate ao crime organizado. A corporação destacou o papel do Centro de Análise e Operações Marítimas – Narcóticos (MAOC-N), sediado em Lisboa, responsável por articular esforços entre países europeus e parceiros como os Estados Unidos, no monitoramento de rotas marítimas suspeitas.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: FORCA AEREA PORTUGUESA/AFP

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Agronegócio, Economia, Informação, Mercado Internacional, Navegação, Negócios

Por que o canal do Panamá voltou a ser destaque na imprensa mundial?

Hidrovia que interliga os oceanos Pacífico e Atlântico é importante para economia

O Canal do Panamá, uma via artificial com 77,1 km de extensão, foi construído em 1914. As obras foram iniciadas pelos franceses e finalizadas pelos americanos uma década depois.

Idealizado para reduzir o tempo de viagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico, o canal evitava a perigosa rota do Cabo Horn, no extremo sul da América do Sul, que incluía a travessia pela passagem de Drake ou pelo estreito de Magalhães. Atualmente, a travessia pelo canal leva cerca de 20 horas.

Ao longo de sua história, o canal foi administrado por colombianos, franceses e estadunidenses. Em 1977, foi assinado o Tratado Torrijos-Carter, que estabeleceu o controle conjunto das operações entre os Estados Unidos e o Panamá. Somente em 1999 a hidrovia passou a ser administrada exclusivamente pelo governo panamenho.

A última medição oficial, realizada em 2008, apontou que 309,6 milhões de toneladas foram movimentadas no canal, com cerca de 815 mil embarcações passando por ali. Desde que assumiu sua gestão, o Panamá implementou diversas melhorias na infraestrutura do canal.

Recentemente, o Canal do Panamá voltou a ser destaque na imprensa mundial devido a declarações do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele sugeriu a possibilidade de retomar o controle das operações do canal, chegando a mencionar o uso de força militar. Trump alega que a China estaria exercendo influência sobre as operações locais.

Para entender melhor o contexto e a importância do canal no comércio global, conversei com Jackson Campos, especialista em comércio exterior, que esclareceu os desafios e as implicações desse momento.

Jackson Campos, especialista em comércio exteriorFoto cedida : Jackson Campos

Mundo Agro: Qual a importância do canal do Panamá?

Jackson Campos: Desde que foi inaugurado há mais de 100 anos, o canal do Panamá une os oceanos Atlântico e Pacífico em um complexo sistema de eclusas, que permitem que os navios economizem 20 mil km de viagem, permitindo que navios de todos os tipos cheguem rapidamente de um lado a outro.

Mundo Agro: Antes desse canal, como era feita a comercialização de toda carga? Após a criação do canal, agilizou o processo e barateou os custos?

Jackson Campos: Antes do canal havia duas formas de chegar de um lado a outro: dando a volta pelo hemisfério sul ou transbordando a carga entre o Atlântico e Pacífico através da terra no Panamá, atravessando de carros de boi os quase 80 km de extensão, o que levava dias. A inauguração o processo ficou muito ágil (menos de 10 horas por embarcação) e ajudou muitos os Estados Unidos com seus navios de guerra na Segunda Guerra Mundial.

Mundo Agro: Por que os EUA querem voltar a controlar esse canal estratégico? Isso será bom?

Jackson Campos: Segundo o presidente eleito Donald Trump, o Panamá (responsável pelo canal desde 1999) cobra taxas (tarifas) absurdas dos passantes. O valor do pedágio é calculado com base no valor da carga transportada. O custo médio da passagem de um navio fica em torno de US$ 250 mil (podendo chegar a US$ 400 mil, dependendo do tamanho da embarcação), ou, ainda, um custo médio de US$ 8,73 por tonelada de carga movimentada. Não há como saber que, com os Estados Unidos assumindo o canal, qual será o custo cobrado por eles. Contudo, provavelmente a estratégia seria privilegiar cargas para ou dos Estados Unidos e cobrar a diferença de outros países. Mesmo o pedágio sendo pago por navio e não por carga, o que tornaria essa teoria fraca, já que os navios dificilmente possuem bandeira americana.

FONTE: Noticia R7
Por que o canal do Panamá voltou a ser destaque na imprensa mundial? – Noticias R7

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