Informação

Itajaí está entre as dez cidades do Brasil que mais arrecadam tributos

Os 100 municípios que mais recolhem tributos no Brasil respondem por 77,6% de toda a arrecadação nacional, embora concentrem apenas 36,4% da população do país. Entre eles, destaca-se Itajaí, que aparece entre os dez maiores arrecadadores, com R$ 27,1 bilhões em tributos, impulsionada principalmente pela atividade portuária, industrial e logística.

Os dados têm como base informações da Receita Federal referentes a 2024 e consideram os valores atribuídos a cada município. O levantamento ressalta que esses montantes não representam necessariamente os recursos efetivamente recebidos nos cofres públicos locais.

Juntas, essas cidades somaram mais de R$ 1,9 trilhão em impostos no ano.

Os 10 municípios que mais arrecadaram em 2024

  1. São Paulo (SP): R$ 581,2 bilhões
  2. Rio de Janeiro (RJ): R$ 306,9 bilhões
  3. Brasília (DF): R$ 180,1 bilhões
  4. Belo Horizonte (MG): R$ 54,7 bilhões
  5. Osasco (SP): R$ 50,2 bilhões
  6. Curitiba (PR): R$ 44,5 bilhões
  7. Barueri (SP): R$ 36,5 bilhões
  8. Porto Alegre (RS): R$ 33,7 bilhões
  9. Itajaí (SC): R$ 27,1 bilhões
  10. Campinas (SP): R$ 26 bilhões

Indústria e comércio explicam força do Sul e Sudeste

Segundo o presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), João Eloi Olenike, a predominância das regiões Sul e Sudeste está associada à forte presença de polos industriais, comerciais e de serviços.

De acordo com o executivo, há municípios com população relativamente menor que registram elevada arrecadação tributária justamente pela concentração de empresas e atividades econômicas. Ele destaca ainda que regiões com forte atuação no turismo, por exemplo, ainda não alcançam o mesmo patamar de recolhimento observado no eixo Sul-Sudeste.

Entre os municípios com destaque industrial e comercial estão Jundiaí, Sorocaba, Caxias do Sul, Joinville, Itajaí, Porto Alegre, Curitiba, Osasco, Barueri e Campinas.

Arrecadação per capita: Barueri lidera

No critério de arrecadação per capita, o primeiro lugar ficou com Barueri (SP), que registrou R$ 110,4 mil por habitante em 2024.

Apesar de liderar o ranking geral, São Paulo aparece apenas na 12ª colocação nesse indicador, com R$ 48.854,61 por pessoa — atrás de municípios como Itajaí, Osasco e Brasília.

Reforma tributária pode alterar o ranking

A implementação da reforma tributária deve provocar mudanças no mapa da arrecadação municipal.

Atualmente, o modelo brasileiro prioriza a cobrança de impostos na origem, ou seja, no local onde os bens são produzidos — o que beneficia cidades com grande parque industrial e comercial.

Com as novas regras, a tributação passará gradualmente a ocorrer no destino, onde o consumo acontece. A expectativa é que municípios mais populosos ganhem espaço no ranking ao longo dos próximos anos.

Segundo Olenike, regiões do Norte e do Nordeste podem ser beneficiadas, já que hoje compram mais produtos de outras regiões do que vendem.

Distribuição regional dos 100 maiores arrecadadores

A concentração também é evidente na divisão regional:

Sudeste (53 municípios)
São Paulo: 36
Minas Gerais: 9
Espírito Santo: 4
Rio de Janeiro: 4

Sul (26 municípios)
Santa Catarina: 12
Rio Grande do Sul: 7
Paraná: 7

Nordeste (12 municípios)
Bahia: 3
Pernambuco: 2
Ceará, Maranhão, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí: 1 cada

Centro-Oeste (6 municípios)
Goiás: 3
Distrito Federal: 1
Mato Grosso: 1
Mato Grosso do Sul: 1

Brasília se destaca na região Centro-Oeste pela concentração de tributos, impulsionada pela estrutura administrativa federal.

Norte (3 municípios)
Amazonas: 1
Pará: 1
Rondônia: 1

O levantamento evidencia como a distribuição da arrecadação de impostos no Brasil permanece altamente concentrada em grandes centros econômicos.

30 municípios com maior arrecadação

30 municípios com maior arrecadação per capita

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Economia

Itajaí segue líder no retorno do ICMS em Santa Catarina para 2026, aponta Secretaria da Fazenda

O município de Itajaí continuará no topo do ranking de retorno do ICMS em Santa Catarina no próximo ano. De acordo com os dados oficiais divulgados pela Secretaria de Estado da Fazenda, a cidade registra, pelo terceiro ano consecutivo, a maior participação no repasse do imposto entre os municípios catarinenses.

Segundo reportagem publicada pelo portal NSC Total, Itajaí ficará com 8,22% do montante total que será repartido em 2026. A liderança é mantida desde 2024. Joinville, que ocupou o primeiro lugar até 2023, permanece na segunda colocação, com 7,9%.

Os números refletem a movimentação econômica dos municípios em 2024, ano-base para o cálculo do índice utilizado em 2026. Além da atividade econômica, a distribuição também considera indicadores educacionais avaliados pelo Tribunal de Contas do Estado. Do total do imposto, 15% são distribuídos igualmente entre todas as prefeituras.

O chamado “G-10” — grupo das dez cidades com maior participação no retorno do ICMS — não terá mudanças de integrantes no próximo ano, embora algumas posições tenham sido alteradas. A maioria dos municípios da lista registrará crescimento em suas parcelas.

G-10 do ICMS em Santa Catarina para 2026:

  1. Itajaí – 8,22%
  2. Joinville – 7,9%
  3. Blumenau – 3,57%
  4. Jaraguá do Sul – 2,8%
  5. Chapecó – 2,45%
  6. Florianópolis – 2,33%
  7. São José – 1,99%
  8. Brusque – 1,75%
  9. Criciúma – 1,67%
  10. Araquari – 1,45%

Fontes: Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina; NSC Total (Jefferson Saavedra).

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO NSC TOTAL

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