Economia

Clima Econômico da América Latina avança no 3º trimestre de 2025

O Indicador de Clima Econômico (ICE) na América Latina apresentou alta de 8,7 pontos entre o segundo e o terceiro trimestre de 2025, alcançando 86,8 pontos, segundo levantamento do Ibre/FGV. O movimento reflete um comportamento mais alinhado entre as principais economias latino-americanas, que exibiram tendência positiva no período.

Recuperação ligada ao cenário dos EUA

De acordo com a FGV, a retomada nas economias onde o ICE melhorou está fortemente associada ao ciclo econômico dos Estados Unidos. Uma agenda comercial menos rígida e um desempenho norte-americano menos negativo contribuíram para a recuperação do clima econômico na região.

Situação atual e expectativas sobem

O Índice de Situação Atual (ISA) registrou crescimento de 7,6 pontos, chegando a 81,0 pontos no trimestre. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 9,8 pontos e atingiu 92,7 pontos.

Embora os indicadores tenham melhorado, todos permanecem abaixo de 100 pontos, nível considerado favorável. A FGV destaca ainda que a diferença histórica entre IE e ISA vem diminuindo desde 2022, sinalizando menor otimismo com o futuro econômico latino-americano.

Brasil vai na direção contrária

Entre os países avaliados, o Brasil foi o único a apresentar queda no trimestre. O ICE brasileiro recuou 3,6 pontos, ficando em 66,1 pontos. O ISA caiu para 83,3 pontos, enquanto o IE desceu para 50,0 pontos, refletindo maior incerteza econômica no curto prazo.

Ambiente internacional segue instável

O estudo ressalta que o cenário global continua marcado por volatilidade, incluindo pressões geopolíticas dos Estados Unidos sobre Venezuela, Colômbia e México. A maior aproximação da América Latina com a China e as eleições previstas na região em 2026 podem intensificar tensões.

A FGV recomenda cautela: apesar do avanço do ICE, o momento exige prudência diante das incertezas internacionais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Maersk ajusta operações na América Latina para enfrentar congestão portuária

A Maersk confirmou uma série de ajustes em suas operações marítimas e terrestres na América Latina, em resposta à congestão portuária, ao mau tempo e a entraves operacionais que seguem pressionando diversos terminais da região. Segundo a companhia, o objetivo é reforçar a conectividade e elevar a confiabilidade da cadeia logística regional e internacional.

Encerramento da participação no serviço Brazex

A empresa deixará de integrar o serviço Brazex após a última viagem ao norte realizada pelo navio M/V CMA Berlioz, que partiu de Paranaguá em 1º de novembro de 2025. Mesmo assim, a cobertura para o Caribe, Golfo do México e México será mantida por meio dos serviços UCLA e Gulfex, garantindo rotas alternativas às demandas de carga.

Alterações no serviço Tango

O serviço Tango também passa por ajustes. A parada em Norfolk (EUA) seguirá suspensa, com cargas redirecionadas via transbordo em Cartagena. Já a escala quinzenal no Rio de Janeiro continua confirmada, preservando o acesso a um dos portos mais movimentados do país.

ECSA Shuttle ganha novo cronograma

A partir de novembro, o serviço ECSA Shuttle operará a cada duas semanas com escalas em Paranaguá, Santos (DP World) e Manzanillo, no Panamá. A Maersk afirma que a nova configuração ampliará a conexão com o Caribe, os Estados Unidos e a costa oeste da América do Sul, dando maior flexibilidade logística para cargas regionais e internacionais.

Pressão operacional segue alta na Costa Leste da América do Sul

A ECSA continua enfrentando forte pressão operacional.
Em Santos, o mau tempo, a ocupação elevada e os atrasos acumulados prejudicam a fluidez das operações. Paranaguá e Itapoá trabalham próximos a 80% de capacidade e registram paralisações ocasionais devido às condições climáticas. Em Buenos Aires, a operação de contêineres segue próxima ao limite, enquanto o Terminal 4 tem desempenho restrito por falhas em guindastes.

Em Montevidéu, a produtividade gira em torno de 50% após greves e mudanças de sistema, com espera média de 2 a 3 dias para navios. Já Rio Grande enfrenta severas restrições e clima adverso, sem previsão de melhora antes do fim do ano.

Costa Oeste da América do Sul mantém cenário instável

Na WCSA, a combinação de riscos de segurança e instabilidade operacional segue preocupando. A performance dos terminais varia, com Guayaquil/TPG registrando os melhores índices recentes. Em contrapartida, portos como Puerto Bolívar, Guayaquil/Contecon, Callao/APMT e Posorja operam sob alerta.

Caribe e América Central mantêm estabilidade relativa

Os terminais do Panamá e de Cartagena apresentam desempenho estável para a Maersk. No entanto, embarcações fora da janela programada podem enfrentar esperas de até 2 dias.

Aumento de volumes pressiona transporte terrestre

Na América Central, principalmente em El Salvador e na Guatemala, a alta temporada deve elevar significativamente o volume de importações e exportações. A Maersk reforça a importância do planejamento antecipado e diz estar preparada para apoiar com transporte, gestão aduaneira e coordenação operacional.

No Brasil, a estação seca já afeta os níveis dos rios em Manaus, limitando capacidade e podendo gerar atrasos. No Paraguai, o baixo nível da água deve impactar o serviço de balsas nas próximas semanas.

Brasil conquista novas certificações

A Maersk também celebrou dois avanços importantes no país:

  • A certificação AEO, que fortalece a conformidade e a eficiência das operações;
  • A certificação SASSMAQ para sua frota em Santos, ampliando a segurança e a qualidade no atendimento ao setor químico.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio

Comércio regional deve crescer em 2025, projeta Cepal

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) prevê que o comércio regional voltará a ganhar força em 2025, mesmo diante dos altos aranceles dos Estados Unidos. Segundo o organismo, o impacto dessas tarifas foi mais brando do que o estimado inicialmente, como aponta seu relatório mais recente.

Exportações devem subir 5%

A Cepal estima que o valor das exportações da região avançará 5% em 2025, superando a expansão de 4,5% registrada em 2024. O crescimento virá principalmente de um aumento de 4% no volume exportado, além de um acréscimo de 1% nos preços.

O documento destaca ainda que o México, maior exportador latino-americano, deverá registrar expansão similar, com alta de 5% em seus embarques neste ano.

A menor influência dos aranceles norte-americanos se deve, segundo a Cepal, à aceleração das importações dos EUA e à formação de estoques por parte de empresas do país no primeiro trimestre. O fortalecimento do comércio entre as economias asiáticas também ajudou a amortecer os efeitos das tarifas.

Serviços mantêm ritmo forte

Embora a perspectiva para 2026 seja menos favorável, a Cepal aponta que as exportações de serviços da região devem crescer 8% em 2025, ainda que em ritmo ligeiramente inferior ao do ano anterior.

Entre janeiro e junho de 2025, o comércio total da América Latina e do Caribe registrou altas interanuais de 4% nas exportações e de 7% nas importações. Nesse período, os preços dos produtos vendidos pela região aumentaram 1,7%, revertendo a queda de 2,1% vista em 2024.

Aranceles seguem baixos em comparação global

A região enfrenta hoje uma tarifa efetiva média de 10% nos Estados Unidos — sete pontos abaixo da média global. A Cepal, porém, alerta que esse cenário pode mudar conforme o balanço comercial e outros fatores externos.

O relatório recomenda que os países latino-americanos ampliem a diversificação comercial e aprofundem a integração regional para reduzir vulnerabilidades diante de choques externos.

FONTE: Todo Logística News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logística News

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Negócios

América Latina ganha protagonismo global no mercado de data centers

Segundo um estudo da Cushman & Wakefield, empresa global de serviços imobiliários corporativos, várias cidades do continente — especialmente São Paulo, Santiago, Querétaro e Bogotá — consolidam-se como polos estratégicos na nova infraestrutura digital global.

O relatório, que analisa o desempenho do mercado de data centers nas Américas durante o primeiro semestre do ano, destaca que São Paulo, no Brasil, é o principal mercado desse segmento na região e funciona como um ponto central de troca de Internet (IXP), otimizando o tráfego regional e conectando com os Estados Unidos por meio de diversos cabos submarinos instalados desde 2018. Atualmente, opera com 346 MW e tem 254 MW em construção.

Em segundo lugar está Santiago do Chile, que vem se firmando como um centro regional chave com potencial para se tornar um mercado de alcance global. Os projetos de cabos submarinos têm sido fundamentais, como o que liga o Chile a Sydney (Austrália) e o cabo Curie, do Google, que conecta com Los Angeles. Hoje, a cidade possui 182 MW em operação e 95 MW em construção.

“O auge de Santiago começou em 2019 com a estratégia de transformação digital do governo, que avançou ainda mais com o lançamento do Chile Digital 2035 em 2022 e do Plano Nacional de Dados em 2024”, menciona o estudo. “Atualmente, o mercado atende principalmente à demanda local de colocation retail, com exceção do data center construído pelo Google em Quilicura”, detalha a análise da Cushman & Wakefield.

“Os centros de dados em operação são principalmente de colocation e hyperscale, com capacidade projetada para dobrar nos próximos dois anos. Um ponto de destaque é o uso de energias renováveis, que em 2025 atingiram 20%, juntamente com uma notável diversificação energética. Além disso, o Chile está entre os dez países com maior implantação de fibra óptica no mundo. Esses elementos consolidam a posição do país — e da América Latina — como um ator fundamental no ecossistema digital, não só no cenário regional, mas também global”, afirma Rosario Meneses, subgerente de Pesquisa de Mercado da Cushman & Wakefield Chile.

Dados recentes
Enquanto isso, Querétaro, no México, com 114 MW em operação e 81 MW em construção, beneficia-se de sua posição ao longo das linhas de fibra que conectam a Cidade do México a Monterrey e Dallas, o que o coloca diretamente na rota do crescimento digital graças à sua localização estratégica. Isso tem atraído investimentos de grandes players internacionais como Equinix, CloudHQ, AWS e Microsoft.

Por fim, em nível regional, Bogotá, na Colômbia, combina escala crescente, conectividade internacional de alto nível e incentivos governamentais, o que a torna um mercado emergente chave na América Latina, com grande potencial para atrair hyperscalers. Embora sua capacidade operacional ainda seja modesta em comparação com outras cidades, o mercado colombiano apresenta condições favoráveis para desenvolvimentos futuros. Atualmente, conta com 47 MW em operação e 54 MW em construção.

O relatório também destaca que, embora os maiores mercados globais continuem concentrados em polos como Virgínia do Norte, Pequim e Portland, os avanços na América Latina ganham terreno de forma constante, agregando diversidade e capacidade à infraestrutura digital global.

O estudo conclui que a demanda global de hyperscalers (Microsoft, Google, AWS) e operadores de colocation impulsiona uma expansão cuja próxima etapa será a integração de hubs maduros e emergentes, com a América Latina consolidando-se como uma região altamente dinâmica fora do eixo EUA–China.

FONTE: Todo Logistica News
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Sustentabilidade

Portonave recebe navio sustentável da ONE em sua primeira viagem à América Latina

O ONE Strength se destaca por recursos inovadores em prol da eficiência energética e da descarbonização do segmento portuário

O navio da nova geração do armador Ocean Network Express (ONE), o ONE Strength, atracou no Terminal Portuário nesta segunda-feira (17). A vinda representa um marco importante para a descarbonização no segmento portuário – sendo a primeira viagem à costa leste da América Latina. A embarcação porta-contêiner é projetada para aliar eficiência operacional a um alto desempenho ambiental.

Durante a operação na Portonave, foram realizadas 1.311 descargas e 27 embarques de contêineres. O navio faz parte da linha marítima SX1 do leste da Ásia – com atracações regulares em Navegantes. Além do Brasil, a linha passa pela China, Hong Kong, Singapura, Uruguai e Argentina.

O ONE Strength incorpora tecnologias inovadoras e recursos que garantem redução no consumo de energia e nas emissões de gases poluentes. Pode utilizar fontes de combustíveis alternativos, como amônia e metanol, possui casco otimizado para mais eficiência durante a navegação, dispositivos de economia de energia de última geração, integração de tecnologia inteligente para desempenho operacional otimizado, sistema de Recirculação de Gases de Exaustão (EGR) e shore power – sistema que permite que o navio se conecte à energia elétrica em terra, enquanto atracado.

Em breve, no cais da Portonave, inclusive, a tecnologia shore power estará disponível não apenas para o ONE Strength, mas para todas as embarcações que dispuserem do sistema. Isso porque o Terminal Portuário também investe constantemente para contribuir com o desenvolvimento sustentável. Atualmente, o cais passa por obra de adequação, um investimento de R$ 1 bilhão, para receber navios de 400 metros de comprimento e 17 metros de profundidade. Com a nova infraestrutura, será possível realizar a instalação do shore power – essencial para o avanço da descarbonização no setor. Com isso, a empresa será a primeira a incorporar essa tecnologia no país.

Recentemente, em abril, a Portonave adquiriu equipamentos com menor emissão de gases poluentes, como 2 novos guindastes Ship-to-Shore (STS) e 14 guindastes Rubber Tyred Gantry (RTG) para movimentação de contêineres – previstos para serem instalados em 2026. Neste ano, recebeu o Prêmio Marítimo das Américas, reconhecimento internacional pela redução nas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) nas operações.

Sobre a Ocean Network Express (ONE)
A Ocean Network Express (ONE), com sede em Singapura, é uma das principais empresas de transporte marítimo do mundo. Ela opera uma frota de mais de 260 navios com capacidade superior a 2,0 milhões de TEUs. Por meio de sua extensa rede global, a ONE oferece serviços confiáveis de transporte de containers para mais de 120 países. Para mais informações, acesse: www.one-line.com

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Para mais informações, acesse: https://www.portonave.com.br/pt

FONTE: Assessoria de Imprensa Portonave
IMAGENS: Assessoria de Imprensa Portonave

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Indústria

Indústria do aço na América Latina se une contra o avanço do aço chinês

O calor intenso da América Latina reflete o clima na indústria siderúrgica, que vive um momento de tensão e união diante de um inimigo comum: o aço chinês. Durante o Alacero Summit, evento que reuniu os principais executivos do setor na região, o tom foi de alerta e mobilização.

“O que está em jogo não é apenas o setor, mas o futuro industrial da América Latina”, afirmou Jorge Oliveira, CEO da ArcelorMittal Brasil e presidente da Alacero (Associação Latino-Americana do Aço). A conferência, que em outros anos abordava temas como inovação e sustentabilidade, se transformou em um palco de resistência ao avanço da China no mercado global de aço.

Exportações chinesas disparam e derrubam preços

Nos últimos dois anos, as exportações de aço da China para a América Latina cresceram 54%, pressionando os preços internacionais. O valor médio da tonelada caiu de US$ 580 em 2023 para US$ 460 em 2024, segundo dados da Alacero.

A China produz cerca de 1,2 bilhão de toneladas de aço por ano, mas consome apenas 800 milhões. “Em 11 horas, a China produz o que a Colômbia faz em um ano. Em 12 dias, chega ao total do Brasil”, comparou Ezequiel Tavernelli, copresidente da Alacero.

Atualmente, quatro em cada dez quilos de aço consumidos na América Latina são importados, e a maior parte tem origem chinesa. Essa enxurrada de produtos começou em 2021, após o estouro da bolha imobiliária na China, que levou o governo de Pequim a inundar o mercado global para manter sua economia ativa.

Política industrial chinesa intensifica a disputa

De acordo com Margaret Myers, diretora do Johns Hopkins Institute, o 15º Plano Quinquenal chinês consolidou a estratégia de exportar o excesso de produção e redirecionar políticas industriais para fora do país. Programas como o Made in China 2025 e a política de “new infrastructure” ampliaram o uso de aço em setores como carros elétricos e energia renovável, aumentando ainda mais a oferta global.

Em 2023, a América Latina recebeu 12% das exportações chinesas de aço, ficando atrás apenas do Sudeste Asiático (30%), Oriente Médio (18%) e África (16%). O resultado foi uma combinação de queda de preços, redução de mercado e desaceleração produtiva nas siderúrgicas locais, que agora enfrentam capacidade ociosa e risco de desindustrialização.

Efeitos econômicos e pressão por medidas urgentes

O impacto já é visível. A produção industrial da Argentina caiu 10% em 2023, enquanto Brasil e Colômbia enfrentam estagnação. Para o setor, sem medidas coordenadas, a pressão chinesa pode ampliar o desemprego e provocar o fechamento de fábricas.

A ArcelorMittal avalia, inclusive, se manterá seu plano de investimentos de até R$ 12 bilhões no Brasil entre 2026 e 2030. “Temos apetite para continuar investindo, mas isso depende do ambiente. Se o governo adotar cotas de importação e tarifas mais altas, o cenário pode ser favorável”, disse Jorge Oliveira.

O consenso entre os executivos é claro: as ações precisam ser rápidas e profundas. Tavernelli defende tarifas de até 50% sobre o aço chinês, a exemplo dos Estados Unidos. “Não há tempo a perder”, alertou.

União entre setores e defesa da competitividade

A preocupação com a concorrência chinesa também atinge outras indústrias. Martin Rappallini, presidente da União Industrial Argentina, destacou que “a China quer avançar em todas as cadeias produtivas, do aço ao plástico”. Ele defende que os países da região imponham limites para proteger o emprego e a geração de valor local.

Na mesma linha, o CEO da Ford América do Sul, Martin Galdeano, defendeu uma parceria mais estreita entre governos e iniciativa privada. Para ele, o desafio vai além de tarifas: é preciso criar regras equivalentes de competição. “Não sou a favor de fechar o mercado, mas queremos jogar uma Copa do Mundo com as mesmas condições, não com uma mochila de chumbo nas costas”, afirmou.

A mensagem do setor é clara: a sobrevivência da indústria latino-americana depende de reação conjunta e políticas firmes contra o aço chinês.

FONTE: Brazil Journal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazil Journal

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Economia

Banco Mundial eleva previsão de crescimento da América Latina para 2026, mas alerta para desafios estruturais

Região segue com o ritmo mais lento de expansão global.

O Banco Mundial revisou para cima sua projeção de crescimento econômico da América Latina e do Caribe para 2026. Apesar da leve melhora nas estimativas, a região continua sendo a de menor expansão no mundo, impactada por fatores como inflação persistente, altos níveis de endividamento e incertezas ligadas às políticas tarifárias dos Estados Unidos.

Segundo o novo relatório, a economia latino-americana deve crescer 2,5% em 2026, acima da previsão anterior de 2,4%, divulgada em junho. Para 2025, a expectativa de avanço permanece em 2,3%, representando uma leve recuperação frente aos 2,2% registrados em 2024.

Projeções para Brasil e México se mantêm estáveis

O Banco Mundial manteve sua projeção de crescimento para o Brasil em 2,4% em 2025, com desaceleração prevista para 2,2% em 2026. Já o México deve registrar expansão de 0,5% este ano, acima da estimativa anterior de 0,2%, acelerando para 1,4% no próximo ano.

De acordo com Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, os governos da região têm conseguido preservar a estabilidade econômica, mesmo diante de sucessivos choques. “Agora é o momento de avançar em reformas que melhorem o ambiente de negócios, ampliem os investimentos em infraestrutura e mobilizem o capital privado”, afirmou.

Argentina e Bolívia enfrentam cenários distintos

A Argentina continua sendo uma das economias com maior ritmo de crescimento entre as grandes da região. No entanto, o Banco Mundial reduziu sua projeção para 2025, de 5,5% para 4,6%, e prevê desaceleração para 4% em 2026.

Já a Bolívia deve enfrentar retração neste e no próximo ano, o que representa um desafio adicional para o governo que será eleito no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 19 de outubro.

Entraves estruturais limitam o desenvolvimento

O relatório do Banco Mundial aponta que, embora os preços devam se manter estáveis, as metas de inflação tornaram-se mais difíceis de alcançar e a queda das taxas de juros ocorre de forma lenta. Além disso, as incertezas sobre o comércio global, especialmente diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos, têm inibido investimentos em diversos setores.

Outros fatores históricos também continuam limitando o crescimento: infraestrutura precária, sistemas educacionais deficientes e um ambiente de negócios que favorece empresas já consolidadas. “As empresas querem contratar, mas não encontram trabalhadores qualificados”, explicou William Maloney, economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe. “O problema está tanto na formação escolar quanto no sistema de capacitação profissional.”

Fonte: Reuters / Infomoney
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: PORTO DE ITAJAÍ

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Evento

Bruno & Marrone encerram o maior evento de comércio exterior da América Latina

Show da dupla sertaneja acontece no dia 17 de setembro e marca o fim da programação do Comex Tech Forum 2025, no São Paulo Expo

Sertanejo e comércio exterior vão dividir o mesmo palco no encerramento do Comex Tech Forum 2025. Promovido pela Logcomex, empresa líder em tecnologia para o comércio exterior, o evento será encerrado com um show exclusivo da dupla Bruno & Marrone no dia 17 de setembro, no São Paulo Expo. A apresentação, voltada a mais de 3 mil executivos e especialistas do setor, promete surpreender o público e reforçar o espírito inovador do maior fórum de tecnologia para o comércio exterior da América Latina.

Já uma tradição no encerramento do evento, a atração musical deste ano promete superar as expectativas do público, mostrando que o Comex Tech Forum é mesmo um evento diferenciado e exclusivo. Com mais de 30 anos de carreira, a dupla Bruno & Marrone é referência no sertanejo e dona de um repertório que atravessa gerações. Conhecidos por sucessos como “Dormi na Praça” e “Choram as Rosas”, os artistas levarão ao palco canções que marcaram época e seguem conquistando novas audiências. 

“A escolha da atração  reforça a nossa proposta de transformar o evento em uma experiência completa, capaz de equilibrar conteúdo técnico com momentos de descontração”, afirma Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex. “A música também é uma forma de gerar conexões, e queremos que o show proporcione um encerramento à altura da transformação que estamos promovendo no setor.”

Em sua terceira edição, o Comex Tech Forum oferece uma programação que une debates sobre tecnologia, logística e economia, networking e ativações especiais. Ao longo do dia, serão realizados quatro painéis temáticos com especialistas nacionais e internacionais, além de apresentações de cases de inovação e discussões sobre o futuro do comércio exterior. 

Dentre os confirmados, estão Paulo Guedes, ex-ministro da Economia; Arthur Igreja, futurista e especialista em inovação; Marcelo Toledo, especialista em comércio exterior e logística; além de Carol Paiffer (Shark Tank Brasil), Prof. HOC e Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex.

Informações adicionais, incluindo a programação completa e a lista de palestrantes, podem ser acessadas no site oficial do evento.

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Negócios

Têxteis da América Latina modernizam fábricas com máquinas de SC

Delta Máquinas Têxteis, de Pomerode, embarcou os produtos para o México e a Guatemala

A Delta Máquinas Têxteis, indústria catarinense sediada em Pomerode, embarcou para o México e a Guatemala um conjunto de máquinas destinado à modernização do parque fabril das empresas Avante Têxtil e Moyel (México) e ShinWon (Guatemala) — que atuam em segmentos como confecção, beneficiamento e tinturaria.

Com presença consolidada na região há cerca de 15 anos, a Delta considera esse mercado estratégico na América Latina. “O México e a Guatemala são polos têxteis em crescimento e busca constante por modernização industrial. Esse movimento cria oportunidades consistentes para empresas que oferecem tecnologia, como a Delta”, afirma Fábio Kreutzfeld, CEO da companhia.

Nos últimos anos, a Delta tem ampliado o alcance da marca em países que priorizam produtividade, eficiência energética e padronização de processos na indústria têxtil. Atualmente, a empresa exporta para oito países do continente americano, oferecendo além de máquinas, suporte técnico e serviços que ajudam seus clientes a obter o máximo desempenho das soluções adquiridas. 

Fundada em 2007, a Delta é referência em tecnologia para otimização da produção industrial têxtil, através do desenvolvimento de máquinas, equipamentos e softwares. São mais de 60 produtos em seu portfólio, aplicados aos processos de tecelagem plana, malharia circular, estamparia digital, beneficiamento e confecção. 

A companhia desenvolve, ainda, projetos de automação customizados, de acordo com a necessidade de cada cliente. Com foco na indústria 4.0 têxtil e confecção 4.0, alinha automação, gestão de dados e padronização de processos inteligentes. Suas soluções já estão presentes em toda a América, com mais de 300 clientes atendidos.

Fonte: FIESC

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Internacional

Tráfego aéreo na América Latina e no Caribe cresce

Segundo o relatório de tráfego da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), em maio de 2025 viajaram 37,76 milhões de passageiros na região, o que representa um crescimento interanual de 2,6%, com 959 mil passageiros adicionais. Apesar de continuar em alta, o ritmo desacelerou em relação aos meses anteriores: 5,3% em abril, 4% em março e 5% em fevereiro.

Brasil: recorde no tráfego doméstico e crescimento internacional

O Brasil atingiu um recorde histórico no tráfego doméstico com 8,2 milhões de passageiros, um aumento de 6,3% em relação a maio de 2015 e de 14% sobre maio de 2024. Os meses de março a maio de 2025 foram os mais altos já registrados para voos internos.

Esse crescimento está relacionado a uma redução nos preços do transporte aéreo, que registrou uma deflação de 11,3% em comparação a maio de 2024, além de um aumento de 16,9% no consumo privado de serviços de transporte aéreo entre janeiro e abril.

Tráfego aéreo na América Latina

No segmento internacional, o Brasil cresceu 13,2% com 250 mil passageiros a mais, somando cinco meses consecutivos de recordes. A chegada de turistas internacionais vindos da América do Sul cresceu 38%, com destaque para um aumento de 93% vindo da Argentina.

Peter Cerdá, CEO da ALTA, alertou que propostas fiscais como a aplicação de um IVA de 26,5% sobre passagens aéreas podem colocar esse crescimento em risco.

Argentina: maior expansão percentual

A Argentina apresentou um crescimento interanual de 21% no tráfego doméstico e um aumento de 19% no tráfego internacional, impulsionado por uma alta de 52% nas saídas de residentes para o exterior.

Os destinos principais foram Brasil (+110%), Chile (+99%) e Europa (+45%), favorecidos por um câmbio favorável e pela eliminação de restrições a viagens internacionais.

Outros mercados e tendências regionais

  • México cresceu 2,1% no tráfego doméstico e internacional, embora com quedas em rotas principais para os EUA.
  • Colômbia e Chile registraram quedas no tráfego doméstico, de 6,2% e 1%, respectivamente, afetadas por fatores econômicos e fiscais.
  • Pela primeira vez desde abril de 2021, o tráfego internacional extrarregional caiu 0,6%.

Expansão do tráfego internacional intrarregional

As rotas dentro da região cresceram 15,4%, com destaque para pares como Argentina–Brasil, Colômbia–Panamá, Brasil–Chile e Argentina–Chile.

Indicadores-chave de janeiro a maio de 2025

  • Capacidade (ASK) cresceu 3,2%
  • Demanda (RPK) aumentou 3,0%
  • Fator de ocupação médio foi de 84,4%
  • O tráfego aéreo total atingiu 199 milhões de passageiros, com crescimento de 3,9% em relação ao mesmo período de 2024

Fonte: Todo Logística News

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