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Rivalidade entre Amazon, Shopee e Mercado Livre entra em nova fase no Brasil

A disputa entre Amazon, Shopee e Mercado Livre no Brasil ganhou um novo capítulo, marcado por mudanças nas regras de cobrança aos vendedores. Enquanto Mercado Livre e Shopee anunciaram aumento de taxas e alterações em programas logísticos e de frete grátis a partir de março, a Amazon adotou estratégia oposta, oferecendo isenção de tarifas e campanhas promocionais para atrair lojistas.

As decisões podem impactar indiretamente os preços ao consumidor, já que os valores finais são definidos pelos próprios vendedores — muitos deles com margens apertadas para absorver custos adicionais.

Mercado Livre altera modelo de frete e amplia cobrança variável

O Mercado Livre implementou mudanças no cálculo de frete para vendedores que utilizam o serviço de logística própria, no modelo fulfillment — considerado estratégico pela companhia. A partir de 2 de março, o valor deixou de ser fixo e passou a considerar simultaneamente peso, dimensões e preço do produto em entregas de até R$ 79.

Antes, o frete seguia três faixas fixas por unidade:

  • R$ 6,25 (até R$ 29)
  • R$ 6,50 (de R$ 29,01 a R$ 50)
  • R$ 6,75 (de R$ 50,01 a R$ 79)

Agora, há três faixas de preço combinadas a 29 categorias de peso, o que, segundo vendedores, elevou os custos e tornou a gestão logística mais complexa.

Um produto de 1 kg vendido por R$ 50, por exemplo, passou de R$ 6,50 para R$ 8 de frete — aumento de 23%. Para itens entre 9 kg e 11 kg, a cobrança saltou de R$ 6,75 para R$ 10,95, alta de 62%.

Produtos acima de R$ 79 também tiveram ajustes, mas com elevações mais moderadas, entre 3% e 5%.

Além disso, houve reajuste nas tarifas para vendedores que operam no modelo “flex” (entrega própria) ou retirada em loja, com aumentos que variam entre 2% e 15%.

Em comunicado, o Mercado Livre afirmou que as mudanças refletem a “evolução estrutural das operações”, citando investimentos contínuos em infraestrutura, tecnologia e capacidade logística. A empresa destacou ainda que os vendedores mantêm autonomia para definir preços.

Shopee torna frete grátis obrigatório e eleva taxa fixa

Pouco depois do anúncio do Mercado Livre, a Shopee informou aos lojistas que passaria a exigir adesão obrigatória ao seu programa de frete grátis, eliminando a possibilidade de saída voluntária.

Para vendas até R$ 79,99, as regras permanecem: comissão de 20% mais taxa fixa de R$ 4. Porém, entre R$ 80 e R$ 99,99, os vendedores deixam de optar pelo modelo anterior e passam a pagar 14% de comissão mais R$ 16 fixos — quadruplicando a parcela fixa.

Entre R$ 100 e R$ 199,99, a cobrança será de 14% mais R$ 20.

A empresa também anunciou desconto de 5% a 8% para consumidores que utilizarem Pix, mas a medida beneficia diretamente o comprador, não o vendedor.

Outra mudança atinge microempreendedores: quem operar com CPF e ultrapassar 450 pedidos em 90 dias terá cobrança adicional de R$ 3 por item.

A controladora da Shopee, Sea Limited, vem sinalizando em relatórios financeiros que busca melhorar a rentabilidade no Brasil. A empresa afirma que as alterações visam ampliar visibilidade e conversão de vendas para lojistas.

Amazon aposta em isenção de taxas e publicidade

Na contramão das rivais, a Amazon lançou campanha promocional no mesmo dia em que a Shopee comunicou seus reajustes.

Em fevereiro, a empresa isentou taxas de envio para produtos acima de R$ 100 no programa Fulfillment by Amazon (FBA). Após março, a isenção será mantida até julho para vendedores que investirem 3,5% das vendas em anúncios na plataforma Amazon Ads.

Segundo a companhia, a iniciativa busca ampliar a base de lojistas e acelerar o crescimento no país. A estratégia ocorre meses após a operação brasileira passar a responder a uma nova estrutura internacional de gestão.

Pressão por rentabilidade redefine estratégia

Após anos priorizando expansão acelerada, plataformas estrangeiras passaram a focar margens e rentabilidade. Analistas apontam que o cenário exige compartilhamento maior de custos com vendedores, especialmente diante de investimentos em frete grátis, logística e marketing.

Embora custos como diesel tenham recuado cerca de 12% nas refinarias brasileiras em 2025, segundo a Petrobras, e o real tenha se valorizado frente ao dólar, fornecedores ainda reajustaram preços no período.

No fim de 2025, Mercado Livre e Amazon já haviam protagonizado forte disputa por vendas durante a Black Friday, com investimentos elevados em cupons e promoções. Agora, a rivalidade entra em uma fase mais estratégica, centrada na estrutura de taxas, incentivos e rentabilidade de longo prazo.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Vinicius Stasolla

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Inovação

Amazon amplia rede logística no Brasil e alcança 250 centros de distribuição em 2025

Expansão histórica reforça presença da Amazon no e-commerce brasileiro

A Amazon atingiu a marca de 250 centros logísticos espalhados por todos os estados do Brasil, consolidando um dos maiores crescimentos da sua operação no país. A expansão, que adicionou mais de 100 novas unidades apenas em 2025 — o equivalente a dois novos centros por semana —, faz parte da estratégia de acelerar prazos de entrega, ampliar a capacidade de armazenamento e fortalecer a presença da empresa no comércio eletrônico nacional.


Investimentos bilionários e foco em inovação

Somente em 2024, a companhia investiu R$ 13,6 bilhões em inovação, automação e no apoio a vendedores locais. Hoje, a operação brasileira da Amazon emprega mais de 36 mil profissionais, entre funcionários diretos e indiretos.

“Nosso DNA nos permitiu ser uma empresa de alto crescimento, atenta às nuances locais e preparada para continuar em ritmo acelerado”, afirmou Juliana Sztrajman, presidente da Amazon Brasil.


Apoio a empreendedores e redução de custos

A expansão logística veio acompanhada de medidas voltadas aos mais de 100 mil vendedores parceiros da plataforma. A Amazon anunciou a gratuidade do programa Fulfillment by Amazon (FBA) até dezembro e reduziu taxas de outros serviços, como o Delivery By Amazon (DBA) e o FBA Onsite.

Segundo a empresa, o objetivo é facilitar o acesso dos empreendedores à infraestrutura logística da Amazon, ampliando o alcance de seus produtos para consumidores em todo o país e no exterior.


Inteligência artificial impulsiona operações

A implementação de inteligência artificial e automação foi essencial para acelerar a transformação logística no Brasil. Em apenas seis anos, a Amazon passou de um único centro de distribuição para 250, reduzindo em 77% o tempo médio de implantação de novas unidades.

Além da expansão física, o catálogo de produtos também cresceu de 1 milhão para 180 milhões de itens, sendo 30 milhões adicionados somente em 2025.


Cobertura nacional e experiência aprimorada

Com uma rede logística totalmente distribuída, a Amazon afirma alcançar 100% dos municípios brasileiros. Outro destaque é que 78% das vendas do marketplace ocorrem fora do estado de origem dos vendedores, demonstrando a abrangência e eficiência do modelo.

“Com nossa rede logística e tecnologia em todo o país, estamos acelerando entregas e aprimorando a experiência dos clientes”, reforça Sztrajman.

Fonte: Com informações da Amazon Brasil.
Texto: Redação

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