Comércio Internacional

EUA pressionam UE por ajustes em leis de tecnologia para avançar em acordo sobre tarifas do aço

Os Estados Unidos sinalizaram nesta segunda-feira (24) que só avançarão em uma negociação para reduzir as tarifas aplicadas ao aço europeu caso a União Europeia reveja parte de suas regras voltadas ao setor tecnológico. A solicitação foi apresentada durante encontros em Bruxelas.

Equilíbrio nas normas digitais é ponto-chave
O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que Bruxelas precisa buscar “equilíbrio” em suas normas de regulação digital. Segundo ele, não se trata de abandonar legislações já vigentes, mas de ajustá-las para tornar o ambiente regulatório mais flexível e “conveniente” para ambas as partes.

Negociação envolve aço e alumínio
Lutnick ressaltou que, caso a UE promova alterações consideradas satisfatórias por Washington, será possível avançar na resolução das disputas comerciais envolvendo aço e alumínio, temas que há anos geram atritos entre as duas potências econômicas.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Sustentabilidade

Plataforma Recircula Brasil Passa a Rastrear a Cadeia do Alumínio, Anunciam ABDI e MDIC

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ligada ao MDIC, firmou, durante a COP 30 em Belém (PA), um Acordo de Cooperação e um Protocolo de Intenções com a Associação Brasileira de Alumínio (Abal). O objetivo é incluir a cadeia do alumínio reciclável no escopo da Plataforma Recircula Brasil, que já iniciou a fase de testes para esse material.

Desenvolvida em 2024, a plataforma permite a rastreabilidade completa de resíduos recicláveis, indo além da simples verificação de conteúdo. Ela mapeia o uso, a transformação e o retorno dos materiais ao ciclo produtivo, garantindo transparência, responsabilidade socioambiental e confiabilidade dos dados ao longo de toda a cadeia. A implantação começou pelo setor de plásticos, validado por notas fiscais eletrônicas e auditoria pública.

Relevância internacional e economia circular

Para o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, a ampliação reforça o compromisso do Brasil com a economia circular e fortalece a competitividade internacional. Ele destacou que a rastreabilidade oferecida pela plataforma facilita negociações com grandes compradores e amplia o acesso a mercados exigentes, alinhando a iniciativa às metas da Nova Indústria Brasil (NIB).

Certificação: resultados e expansão

Em um ano e meio de operação, a Recircula Brasil já rastreou e certificou 50 mil toneladas de plástico reciclado, conectando mais de 300 fornecedores e 1.500 clientes de segmentos como alimentos, bebidas, construção civil e eletroeletrônicos. A plataforma identificou e auditou 4 mil operadores, entre cooperativas e catadores, e evitou a emissão de 495 mil toneladas de CO₂ equivalente.

Com a inclusão do alumínio, a ABDI projeta a certificação de 300 mil toneladas de material reciclado somente em 2026. A expansão prevista deve contemplar também setores como vidro, papel, têxteis e outros materiais.

Governança e verificação independente

A plataforma passará a operar com interoperabilidade nacional e centralização de dados pela ABDI, reforçando a soberania digital e a governança pública. Até 2025, o Recircula Brasil será oficializado pelo MMA como o principal mecanismo de verificação e rastreabilidade de metas regulatórias ligadas à economia circular e ao clima.

O sistema utiliza um verificador independente — a Central de Custódia — responsável por validar resultados, checar notas fiscais, evitar duplicidade de informações e garantir a origem e a qualidade dos resíduos certificados.

Benefícios para a indústria

A ampliação da plataforma oferece vantagens como:

  • comprovação oficial de conteúdo reciclado em produtos;
  • atendimento a exigências regulatórias e compromissos voluntários;
  • redução de riscos ambientais e fiscais;
  • maior acesso a mercados internacionais;
  • transparência operacional e possibilidade de incentivos fiscais e tarifários.

Para conhecer melhor a plataforma, clique aqui

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

Tarifas dos EUA sobre alumínio ampliam concorrência e mudam rotas de exportação, diz CBA

O presidente da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), Luciano Alves, afirmou que as tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre o alumínio brasileiro alteraram o equilíbrio global entre oferta e demanda, forçando empresas a redirecionar exportações e acirrando a disputa por mercados internacionais.

Impacto das tarifas no comércio global

Segundo Alves, a redução nas vendas para o mercado norte-americano levou produtores brasileiros a buscar alternativas em outros destinos estratégicos, como Europa e América Latina. Essa movimentação, explicou ele, tem aumentado a competitividade nesses mercados, que agora recebem parte do alumínio antes destinado aos EUA.

“É natural observar uma queda no volume exportado para os Estados Unidos. As empresas estão procurando espaço nos mesmos mercados, especialmente Europa e América Latina, o que eleva a concorrência e afeta nossa atuação nessas regiões”, disse o executivo ao Valor.

Alves também destacou que o mercado americano tem compensado a redução de importações com a compra de sucata, enquanto a CBA ajusta sua produção para atender novos destinos e fortalecer a presença no mercado interno.

Estratégia da CBA diante do novo cenário

Com a nova configuração comercial, marcada por incertezas e maior competição global, a CBA tem concentrado a produção no Brasil, destinando cerca de 12% ao mercado externo, principalmente em lingotes de alumínio enviados à Europa.

O executivo explicou que essa antecipação está ligada à chegada do CBAM (Carbon Border Adjustment Mechanism), mecanismo europeu que, a partir de 2026, vai cobrar tarifas baseadas nas emissões de carbono de produtos importados.

“Os clientes europeus já estão se preparando para essa transição regulatória, antecipando suas compras”, observou Alves.

Desafios para exportadoras brasileiras

As declarações do presidente da CBA evidenciam os desafios enfrentados pelas exportadoras brasileiras diante de novas barreiras comerciais e ambientais impostas por grandes economias. A adaptação a normas mais rígidas de sustentabilidade e a diversificação de mercados se tornaram, segundo ele, estratégias essenciais para manter a competitividade do setor.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Daniel Wainstein/Valor

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Exportação

Tarifaço dos EUA impacta 73,8% das exportações brasileiras, alerta CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos afeta 73,8% das exportações do Brasil, atingindo setores estratégicos como aço, alumínio, celulose e calçados. A entidade articula ações diplomáticas e técnicas para restabelecer a competitividade do país no comércio exterior.

Impacto direto sobre a indústria nacional

Segundo levantamento da CNI, o chamado “tarifaço” atinge 6.033 produtos brasileiros atualmente sujeitos a tarifas adicionais. Apesar da recente ampliação da lista de exceções, com 39 novos produtos isentos — entre eles minerais críticos, metais preciosos e químicos industriais — o impacto sobre a indústria ainda é expressivo.

Alban reforça que a estratégia da CNI é manter o diálogo e evitar medidas de retaliação, preservando o ambiente de confiança entre os países. “Nosso objetivo é restabelecer previsibilidade e competitividade às exportações brasileiras, corrigindo distorções que afetam a indústria e o emprego”, explicou.

Missão a Washington e novas oportunidades

Durante missão liderada pela CNI em Washington, Alban destacou avanços no diálogo com interlocutores estratégicos e a abertura de oportunidades de cooperação em áreas como data centers, combustível sustentável de aviação (SAF) e minerais críticos. “Esses segmentos têm potencial real de gerar negócios de interesse mútuo e contribuir para a redução das tarifas”, pontuou.

O dirigente avalia que a retomada do diálogo direto entre os presidentes Lula e Donald Trump pode marcar uma nova fase nas relações bilaterais, baseada em cooperação, pragmatismo e resultados concretos.

Perspectivas e desafios internos

Além das questões comerciais, Alban destacou a necessidade de o Brasil enfrentar entraves internos que prejudicam a competitividade industrial, como a alta carga tributária e o custo da energia elétrica.
Ele criticou propostas de aumento de impostos, como a elevação do IOF, e elogiou a decisão do Congresso Nacional de barrar a Medida Provisória 1.303/2025, que, segundo ele, elevaria preços e prejudicaria o setor produtivo.

“O setor não pode ser penalizado com novas taxações. É urgente avançar na Reforma Tributária, criando um sistema simplificado e previsível, como o IVA, que trará mais racionalidade fiscal”, afirmou.

Energia e competitividade

A CNI também propõe mudanças estruturais para conter os custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que deve ultrapassar R$ 49 bilhões em 2025 e pode chegar a R$ 60 bilhões em 2026.
Para Alban, o Brasil precisa “trazer disciplina de gastos à CDE” e limitar despesas para reduzir o preço da energia, considerada uma das mais caras do mundo.

“Temos uma matriz energética limpa e barata, mas pagamos uma das tarifas mais altas. É hora de corrigir essa distorção estrutural”, concluiu.

FONTE: Tribuna da Bahia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

EUA estendem tarifas de 50% para mais de 400 produtos de aço e alumínio

O governo americano, liderado pelo presidente Donald Trump, estendeu o alcance de suas tarifas de 50% sobre o aço e o alumínio com a inclusão de mais de 400 categorias de produtos adicionais que incluem extintores, máquinas agrícolas, materiais de construção, vagões de trem e turbinas eólicas.

A nova medida amplia consideravelmente o impacto das taxas, que entraram em vigor em junho, e afeta um total de 407 artigos com conteúdo de aço e alumínio importado. A barreira vem para “fortalecer a indústria americana”, afirmou o Departamento de Comércio em comunicado nesta quarta (20).

Essa inclusão “abrange turbinas eólicas e suas peças e componentes, guindastes móveis, escavadeiras e outros equipamentos pesados, vagões de trem, móveis, compressores e bombas, e centenas de outros produtos”, disse a entidade.

Com a aplicação dessa extensão, a Administração Trump “amplia o alcance das tarifas sobre o aço e o alumínio e bloqueia vias para a evasão, apoiando a contínua revitalização das indústrias americanas”, indicou o subsecretário de Comércio para a Indústria e Segurança, Jeffrey Kessler.

Para o professor de gestão de cadeias de suprimentos na Universidade Estadual de Michigan, Jason Miller, os mais afetados com essa medida seriam a Alemanha e o Japão. Ele também alerta para possíveis consequências.

“Ainda me pergunto como as fábricas americanas se beneficiam ao encarecer o equipamento necessário para equipá-las”, questionou Miller em publicação nas redes sociais.

O professor indicou que, de acordo com seus cálculos, a ampliação das tarifas para o aço e o alumínio “agora afeta pelo menos US$ 320 bilhões em importações, com base no valor aduaneiro geral das importações em 2024”.

“Isso adicionará mais pressões inflacionárias de custos aos preços já em aumento que os produtores nacionais cobram nos EUA”, opinou.

Fonte: Gazeta do Povo

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Exportação

CBA redireciona exportações de alumínio para Europa e América Latina após tarifa de 50% dos EUA

Com a entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre o alumínio brasileiro nesta quarta-feira (6), a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) redirecionou suas exportações para Europa, América Latina e o próprio Brasil.

Embora apenas uma pequena parte das exportações tivesse como destino os Estados Unidos, o presidente da CBA, Luciano Alves, afirmou que a tarifa exigiu ajustes imediatos na estratégia comercial da empresa.

“Tivemos um trimestre com vendas muito parecido com o primeiro trimestre (…) e um volume de vendas saudável com 91% destinado ao mercado interno. Das exportações, de 9%, uma parte ia para os EUA e desviamos deste volume para outros mercados, principalmente Europa, América Latina e Brasil”, frisa.

O executivo reconhece que o movimento tarifário promovido pelo governo de Donald Trump traz impactos indiretos na cadeia e impactos no preço. “A consequência disso é que já vemos uma queda no prêmio da Europa, com muito metal chegando de todos que não estão conseguindo vender para os EUA, e isso influencia na queda de preços”, observou.

Essa saturação de mercados alternativos tem levado à compressão de margens e ao aumento da competição, inclusive no Brasil, onde empresas que antes priorizavam os Estados Unidos também buscam novos compradores.

“No Brasil, isso também ocorre com uma competição maior de outros mercados que antes vendiam para os EUA e passaram a buscar alternativas”, afirma.

Para Alves, o cenário exige atenção, mas ainda não é motivo para alarme. Outro ponto é sobre possíveis medidas de reciprocidade por parte do Brasil, o presidente da CBA, no entanto, frisa que os efeitos seriam limitados, já que a companhia adota uma política de diversificação na sua base de insumos.

Segundo dados da Associação Brasileira do Alumínio, os efeitos da tarifa de sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos pode provocar um impacto de R$ 1,15 bilhão no setor até o fim de 2025. O valor representa os prejuízos diretos já contabilizados e as perdas projetadas após a ampliação da tarifa de importação para 50%, determinada por nova ordem executiva de Trump.

Fonte: Valor Econômico

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Exportação, Industria

Brasil pode multiplicar 22 vezes exportações à UE com aço e alumínio mais ‘verdes’, diz BCG

Investindo na descarbonização da indústria de minérios, o Brasil pode atrair entre 10 e 15 bilhões de euros em investimentos e multiplicar as exportações para a União Europeia em 20 a 22 vezes, afirma estudo da consultoria BCG (Boston Consulting Group) apresentado em Paris nesta segunda-feira (2).

Analisando reservas naturais brasileiras e uma disponibilidade de energia renovável que tende a crescer, a pesquisa sustenta que o país tem uma boa oportunidade de aumentar mercado atendendo anseios de grandes indústrias europeias no setor automotivo, por exemplo, que já fixaram metas de adquirir matéria-prima menos intensiva em emissões de gases estufa.

Fonte: Um Só Planeta 

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Internacional, Tributação

Trump assina ordem para dobrar tarifas sobre aço e alumínio; Brasil será afetado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (3) um decreto para dobrar as tarifas aplicadas sobre a importação de aço e alumínio.

Em março, a alíquota foi estabelecida em 25%. A partir desta quarta-feira (4), com o novo decreto, passará a ser de 50%.

Apenas o Reino Unido conseguiu manter as tarifas sobre aço e alumínio em 25%, após negociações com o governo dos EUA.

Trump defende que a medida “protegerá ainda mais a indústria siderúrgica nos Estados Unidos” e sinalizou que “ninguém vai conseguir contornar” a tarifa.

“É uma grande honra para mim aumentar as tarifas sobre aço e alumínio de 25% para 50%, a partir de quarta-feira. Nossas indústrias de aço e alumínio estão se recuperando como nunca. Esta será mais uma GRANDE notícia para nossos maravilhosos trabalhadores do setor. FAÇAM A AMÉRICA GRANDE NOVAMENTE!”, escreveu, na sexta-feira (30), em publicação feita na sua rede social, Truth Social.

As medidas anunciadas pelo presidente norte-americano afetam importações anuais que superam os US$ 100 bilhões.

Sobre o projeto de lei de Trump, conhecido como “one big beautiful bill”, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os republicanos que se opõe ao projeto “estão errados”.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio, Economia, Tributação

Tarifa de 50% sobre aço e alumínio entra em vigor hoje, diz Trump

Declaração foi feita em uma publicação nas redes sociais, após visita a uma usina da US Steel

O presidente Donald Trump anunciou na noite de sexta-feira (30) que as tarifas sobre aço e alumínio aumentarão para 50%, dobrando a taxa atual, a partir desta quarta-feira (4).

A declaração foi feita por meio de uma publicação nas redes sociais, após seus comentários em uma usina da US Steel, na Pensilvânia.

É uma grande honra para mim aumentar as tarifas sobre aço e alumínio de 25% para 50%, a partir de quarta-feira. Nossas indústrias de aço e alumínio estão se recuperando como nunca. Esta será mais uma GRANDE notícia para nossos maravilhosos trabalhadores do setor. FAÇAM A AMÉRICA GRANDE NOVAMENTE!” Donald Trump, presidente dos EUA, em post na rede social Truth Social

“Anúncio importante”

Mais cedo, durante a visita à US Steel, Trump disse que tinha um “anúncio importante”.

“Vamos impor um aumento de 25%”, disse Trump. “Vamos aumentar de 25% para 50% as tarifas sobre o aço importado para os Estados Unidos, o que protegerá ainda mais a indústria siderúrgica nos Estados Unidos. Ninguém vai conseguir contornar isso.”

Trump disse que estava considerando uma tarifa de 40%, mas executivos do setor disseram que queriam uma tarifa de 50%.

“Com 25%, eles conseguem passar por cima”, disse Trump. “Com 50%, ninguém vai passar por cima.”

Brasil x EUA

O Brasil é o segundo maior fornecedor de aço e ferro dos EUA. Em 2024, os americanos compraram US$ 4,677 bilhões (cerca de R$ 27 bilhões) em produtos brasileiros do conjunto de “Aço e Ferro”.

O volume de ferro e aço brasileiro exportado aos norte-americanos equivale a 14,9% do total importado pelos Estados Unidos. Em primeiro lugar, aparece o Canadá, com 24,2%. Depois do Brasil, estão México (10,1%), Coreia do Sul (5,9%) e Alemanha (4,6%).

Os EUA foram destino de 47,9% das exportações do grupo de aço e ferro do Brasil em 2024. O segundo maior comprador do Brasil é a China, que correspondeu por 10,7% das exportações de aço e ferro do Brasil.

Fonte: CNN Brasil

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Economia, Gestão, Informação, Negócios, Notícias, Tributação

Tarifaço de Trump: Alckmin sugere cota e diz que vai avançar nas negociações

Presidente em exercício relatou conversa com secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e embaixador

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (24) que sugeriu ao governo dos Estados Unidos a aplicação de “adensamento de cadeia”, ou seja, um agrupamento dos produtos exportados entre os países, inclusive com cotas específicas. Durante evento, afirmou que a orientação de Luiz Inácio Lula da Silva é “avançar nas negociações” e o objetivo é “ganha-ganha”.

“A relação do Brasil com os Estados Unidos tem 200 anos, é uma relação secular. O Brasil não é problema para os Estados Unidos. Os Estados Unidos têm superávit na balança comercial com o Brasil, tanto no setor de serviços como no setor de bens. Nos 10 produtos que os EUA mais exportam para nós, 8 têm tarifa zero. A tarifa final média é 2,7%. Eu tive uma conversa com o secretário [de Comércio dos EUA, Howard] Lutnick e com o embaixador, expus as questões e coloquei que deveríamos aproveitar novas oportunidades para fazer um adensamento de cadeia para fazer uma complementaridade econômica”, disse Alckmin.

“No caso do aço, os EUA aumentaram em 25% não só para o Brasil, mas para o mundo todo. No caso do aço, nós somos o terceiro comprador do carvão siderúrgico americano. Fazemos o semi-elaborado e vendemos para os EUA, que fazem o elaborado. É uma complementação de cadeia. Uma hipótese é a cota. Anteriormente o tributo era 18%, mas tinha cota. Enfim, são negociações que estão ocorrendo e nós defendemos o ganha-ganha”, completou.

As declarações foram dadas por Alckmin durante evento em que participou de forma remota. De acordo com o presidente em exercício, o “empenho é avançar nas negociações”. As conversas entre o Brasil e os Estados Unidos foram iniciadas recentemente a fim de debater a aplicação de uma tarifa de 25% na importação de aço e alumínio. A estimativa é que o Brasil perca o equivalente a US$ 1,5 bilhão nas exportações.

O governo brasileiro decidiu não retaliar de imediato os Estados Unidos após a implementação de uma tarifa de 25% sobre importações de aço e alumínio do Brasil — tarifação que entrou em vigor último dia 13. O Brasil, que é o segundo maior fornecedor de aço para o mercado americano, teve vendas de quase R$ 19 bilhões no ano passado com os produtos.

A taxação de 25% sobre importações de aço e alumínio pode gerar dificuldades para o setor siderúrgico brasileiro, já que o Brasil “não tem outro parceiro para vender” os metais — países da Europa enfrentam recessão, e a China, que tem uma grande produção de aço, exporta apenas minério de ferro do país.

As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre aço e alumínio importados devem ter pouco impacto no PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, avalia o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Entretanto, a taxa de 25% sobre os metais pode impactar o setor no país, com queda de produção de 2,19%, contração de 11,27% das exportações e redução de 1,09% das importações.

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