Comércio Exterior

Acordo União Europeia–Mercosul elimina tarifas em 91% dos produtos e transforma Brasil em fornecedor estratégico de alimentos

acordo União Europeia–Mercosul marca um dos maiores avanços comerciais das últimas décadas, eliminando tarifas em 91% dos produtos negociados entre os blocos. Para o Brasil, o impacto é direto: além de consolidar-se como fornecedor essencial de alimentos para a Europa, o país ganha espaço em um mercado altamente competitivo e exigente.

De acordo com analistas, esse tratado altera de forma significativa a dinâmica geopolítica do comércio global. A Europa busca reduzir sua dependência dos Estados Unidos e da China, enquanto o Mercosul garante maior estabilidade para seus principais produtos, especialmente carne, soja, açúcar e café.

Por que o acordo representa uma mudança histórica

O acordo União Europeia–Mercosul vinha sendo negociado há mais de 20 anos e enfrentava resistências internas, sobretudo da França, devido às preocupações ambientais e com a concorrência agrícola. A decisão de Bruxelas de abrir mão de barreiras tarifárias agrícolas em larga escala representa um tabu quebrado e demonstra a urgência em diversificar fornecedores diante da crise energética e das tensões comerciais globais.

Para o Brasil, que sozinho responde por cerca de 75% do PIB do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um dos mercados mais ricos do mundo. Produtos como carne bovina, aves, arroz, mel, açúcar e derivados terão novas cotas de exportação, muitas delas com tarifas reduzidas ou até isentas.

Ganhos europeus e reação de agricultores locais

Do lado europeu, a grande conquista está na abertura do mercado sul-americano para setores estratégicos.

Carros, peças automotivas, máquinas industriais e produtos químicos terão tarifas reduzidas, o que pode recuperar parte do espaço perdido para a China no Brasil.

Para a indústria automotiva alemã, por exemplo, o acordo é visto como um movimento essencial diante da crescente presença de fabricantes chineses como a BYD.

Apesar do otimismo, agricultores europeus denunciam concorrência desleal. Eles alegam que os custos de produção no Brasil são menores e que as regras ambientais são menos rígidas.

Ainda assim, o cálculo político em Bruxelas foi claro: a necessidade de estabilidade econômica e de novos parceiros pesou mais do que as pressões internas.

O papel estratégico do Brasil no novo cenário

Mais do que apenas números de exportação, o tratado reposiciona o Brasil como ator central na segurança alimentar europeia.

A União Europeia passa a contar com o país como fornecedor confiável em um momento de instabilidade global.

Em contrapartida, abre portas para sua indústria avançada, reforçando a lógica de interdependência econômica.

A parceria também tem um componente geopolítico. Ao estreitar relações com o Mercosul, a Europa reduz sua vulnerabilidade em relação aos Estados Unidos e à China, criando um novo eixo de cooperação com a América do Sul.

Esse movimento pode redefinir fluxos de comércio globais nos próximos anos.

O acordo União Europeia–Mercosul é um divisor de águas para os dois blocos.

Para o Brasil, significa consolidar seu papel como potência agrícola mundial e fortalecer sua relevância estratégica.

Para a Europa, abre espaço para sua indústria e cria alternativas diante da crise de confiança nas relações com Washington e Pequim.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Investimento

Com a presença do governador, multinacional de alimentos instalada em São Lourenço do Oeste inaugura obras de ampliação

O governador Jorginho Mello participou da inauguração das obras de ampliação da Kellanova, em São Lourenço do Oeste, nesta terça-feira, 16. A multinacional de alimentos tem o maior parque industrial da América Latina na cidade catarinense. Além da ampliação da capacidade produtiva, as obras de expansão incluem ainda um novo centro de distribuição com uma área construída de 110 mil metros quadrados. A empresa gera cerca de 2,2 mil empregos.

“É uma alegria estar aqui em São Lourenço mais uma vez, participando desse momento de expansão da empresa e do aumento de produção. É sinal que deu certo. Santa Catarina é um estado que recebe bem as empresas, cuida, apoia, incentiva, zela pelo que ela produz e pelas divisas que ela conquista. A gente sempre procura dar infraestrutura. O que uma empresa precisa para crescer? Precisa de infraestrutura, de estrada, de energia, de internet, de parceria, de cuidado com a carga tributária. E nós somos o único estado do Brasil que não aumentou tributo. Então, vir aqui hoje é um motivo de muito orgulho para mim, como governador, poder falar sobre a economia de Santa Catarina e aplaudir uma empresa como essa que gera mais de 2.200 empregos”, disse o governador Jorginho Mello.

O complexo fabril de São Lourenço do Oeste é o maior da Kellanova na América Latina e um dos três maiores do mundo. A expansão contou com investimento de R$ 360 milhões e deve gerar cerca de 140 novos empregos. Faz parte da estratégia de crescimento da companhia no Brasil, que já acumula mais de R$ 500 milhões em investimentos nos últimos três anos. A Kellanova está enquadrada no Prodec, programa do Governo do Estado que garante a postergação de percentual pré-determinado sobre o valor do ICMS a ser gerado pelo empreendimento.

A multinacional também conta com benefícios fiscais para a produção do snack de batata, o que confere competitividade à marca no cenário nacional.

“Essa empresa veio de São Paulo para Santa Catarina (em 2019), trouxe as suas unidades para cá. E uma das razões que ela veio para cá, também se dá por conta de Santa Catarina ser um estado seguro juridicamente, na segurança pública, que tem uma mão de obra qualificada, principalmente uma mão de obra que gosta de aprender, de fazer, de empreender. E isso representa investimento e representa emprego. E aí eu quero destacar o governador Jorginho Mello, que tem dado uma ênfase para o setor produtivo: não aumentou impostos, investiu e está investindo no setor de energia, na qualificação, ou seja, no conhecimento com Universidade Gratuita, com curso de capacitação técnica, e as empresas estão percebendo isso, que Santa Catarina é o estado que dá as melhores condições de competitividade”, analisou o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck.

O vice-presidente e gerente-geral da Kellanova no Brasil, Alberto Raich, agradeceu o esforço do Governo do Estado em estimular o empreendedorismo, em especial, na infraestrutura rodoviária.

“São estradas que vamos transitar, estradas novas que o governador nos havia prometido e estão aí. Então é um progresso em conjunto. Tenho orgulho de entregar um negócio multicategoria e de sermos parceiros de um estado e um país que tem muitas possibilidades”, disse o executivo.

Sobre a Kellanova

A Kellanova, antes Kellogg, centenária multinacional norte-americana, chegou ao Brasil em 1961. De lá para cá, revolucionou o mercado de cereais matinais. Em 2016, após a aquisição da marca Parati, a empresa passou a reforçar e investir cada vez mais no posicionamento de um negócio multicategorias. É líder em snacks globais, cereais e noodles internacionais, alimentos à base de plantas e café da manhã congelado na América do Norte. Hoje é detentora das marcas Pringles, Sucrilhos, Parati e Trink.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Exportação

Exportações de alimentos caem em agosto por causa de tarifaço dos EUA

Açúcares, proteínas e preparações alimentícias foram os mais afetados

Balanço da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) registrou queda de US$ 300 milhões na exportação de alimentos industrializados em agosto, equivalente a redução de 4,8% em com comparação a julho.

Segundo o levantamento, as exportações somaram US$ 5,9 bilhões em agosto. Deste volume, US$ 332,7 milhões para os Estados Unidos, o que representa uma queda de 27,7% em relação a julho e de 19,9% na comparação com agosto de 2024.

O resultado reflete o aumento das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, além da antecipação dos embarques em julho antes da entrada em vigor da taxação.

Em julho, os EUA haviam importado US$ 460,1 milhões em alimentos industrializados do Brasil.

Os produtos mais afetados para os EUA foram açúcares (recuo de 69,5% em agosto na comparação com julho), proteínas animais (- 45,8%) e preparações alimentícias (- 37,5%)

O desempenho das exportações nos dois últimos meses evidencia uma inflexão clara: o crescimento expressivo de julho foi seguido por ajuste em agosto, sobretudo nos EUA, impactados pela nova tarifa, enquanto a China reforçou seu papel como mercado âncora”, analisa João Dornellas, presidente executivo da ABIA, em nota. Para o representante, a queda observada em agosto mostra que o país precisa diversificar seus parceiros comerciais e aumentar sua capacidade de negociação.

A queda para o mercado norte-americano coincidiu com um aumento substancial das vendas para o México, que comprou um total de US$ 221,15 milhões (3,8% do total), principalmente de proteínas animais. 

“O avanço do México, que coincide com a retração das vendas aos Estados Unidos, indica um possível redirecionamento de fluxos e a abertura de novas rotas comerciais, movimento que ainda requer monitoramento para identificar se terá caráter estrutural ou apenas conjuntural”, explica a nota da associação.

No total, os mexicanos compraram 43% a mais de produtores brasileiros em agosto, sendo o mercado que mais aumentou a participação no período. 

perspectiva é que o impacto mais expressivo seja sentido no acumulado do ano. Segundo a ABIA, a estimativa é de que as vendas de alimentos atingidos pelo tarifaço para o mercado norte-americano acumulem, entre agosto e dezembro, queda de 80%, com perda acumulada de US$ 1,351 bilhão. 

China

A China, maior comprador de alimentos industrializados, adquiriu US$ 1,32 bilhão em produtos, alta de 10,9% em relação a julho e de 51%, em relação a agosto de 2024.  A fatia chinesa representa 22,4% do total exportado em agosto deste ano.

O mercado externo representa 28% do faturamento do setor.

Já os países da Liga Árabe reduziram em 5,2% as compras em agosto em relação a julho, que somaram US$ 838,4 milhões. A União Europeia importou US$ 657 milhões em alimentos, redução de 14,8% sobre julho e de 24,6% quando comparado com agosto de 2024.   

De janeiro a julho de 2025, as exportações gerais totalizaram US$ 36,44 bilhões, representando uma queda de 0,3% no mesmo período de 2024, em razão da diminuição de produção do açúcar na entressafra. 

Suco de laranja

Setor que não foi taxado, a indústria de suco de laranja teve crescimento de 6,8% em agosto em relação ao mesmo mês do ano passado, e queda de 11% frente a julho, em razão da antecipação de embarques.

Empregos no setor 

A indústria de alimentos registrou, em julho, 2,114 milhões de postos de trabalho formais e diretos. No comparativo interanual, foram criados, de julho de 2024 a julho de 2025, 67,1 mil novas vagas, o que representou um crescimento de 3,3%.

Neste ano, foram 39,7 mil empregos diretos novos e outros 159 mil postos abertos na cadeia produtiva, em setores como agricultura, pecuária, embalagens, máquinas e equipamentos.

Fonte: Agência Brasil

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Negócios

Aprovação de fusão entre BRF e Marfrig cria gigante mundial de alimentos

Operação de compra foi aprovada pelo Cade

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, aprovou na sexta, sem restrições, a fusão entre a BRF e a multinacional Marfrig. O processo cria uma gigante mundial de alimentos.

Segundo o Cade, a operação resultará na incorporação, pela Marfrig, de todas as ações da BRF que ainda não estavam sob seu controle. Em contrapartida, os acionistas da BRF receberão papéis da Marfrig. Conforme a decisão do conselho, o negócio não traz preocupações à livre concorrência. “A participação conjunta das empresas nos mercados com sobreposição horizontal, em que ambas ofertam produtos semelhantes e concorrentes, é inferior a 20%, percentual abaixo do patamar presumido como posição dominante”, informou, em nota.

O Cade também verificou que, nos mercados verticalmente integrados, quando uma empresa atua em uma etapa da cadeia produtiva e a outra em etapa anterior ou posterior, a fatia de cada parte fica abaixo de 30%, “reduzindo a possibilidade de fechamento de mercado”.

A Marfrig é uma multinacional brasileira que produz alimentos de alto valor agregado à base de proteína animal, sobretudo bovina, como hambúrgueres e outros produtos prontos pra consumo. A empresa está presente em mais de 100 países, com atuação de destaque nos EUA, onde é dona das marcas Montana e Steakhouse.

Já a BRF, que passará a integrar o grupo, atua na criação, produção e abate de aves e suínos, além da industrialização, venda e distribuição de carnes in natura, produtos processados, massas e margarinas, entre outros. Ela é reconhecida pelas marcas Sadia, Perdigão e Qualy.

fusão das duas empresas foi anunciada em maio, criando a MBRF. Juntas as companhias somam receita de R$ 152 bilhões em 12 meses, entre 2024 e 2025 e respondem por 38% do mercado de produtos processados. Com a operação entre as empresas, o grupo reforça a concorrência com a JBS, líder do setor de proteína animal e alimentos processados.

Fonte: Diarinho

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Comércio Exterior

Tarifaço: programas de compra de alimentos receberão R$ 6 bi em 2026

No Orçamento do ano que vem, União prevê destinar R$ 778,1 milhões ao Programa de Aquisição de Alimentos e R$ 5,4 bilhões ao Programa Nacional de Alimentação Escolar

A União prevê destinar mais de R$ 6 bilhões do Orçamento de 2026 para programas de aquisição de alimentos que serão usados como parte da estratégia para socorrer empresas afetadas pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos.

O Plano Brasil Soberano estabelece que parte dos produtos perecíveis destinados à exportação serão redirecionados ao abastecimento de programas governamentais da União, dos estados e dos municípios para reduzir o prejuízo das empresas brasileiras afetadas. A medida se dará por tempo indeterminado.

No âmbito federal, estão previstas a utilização do Programa de Aquisição de Alimentos e do Programa Nacional de Alimentação Escolar para absorver parte dos gêneros alimentícios que seriam exportados aos EUA.

Para 2026, a União espera destinar R$ 778,1 milhões ao Orçamento do Programa de Aquisição de Alimentos. A previsão consta no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) enviado ao Congresso Nacional na última sexta-feira (29).

O montante destinado ao Programa de Aquisição de Alimentos prevê beneficiar 117,6 mil famílias de agricultores no ano que vem.

A iniciativa permite a compra de alimentos sem necessidade de licitação, e os destina às pessoas em situação de insegurança alimentar e a equipamentos públicos de alimentação, como restaurantes populares, entre outros.

Já o Programa Nacional de Alimentação Escolar deve contar com R$ 5,46 bilhões do Orçamento federal para atender cerca de 39,4 milhões de estudantes de todas as etapas da educação básica pública.

Plano Brasil Soberano

O plano prevê a aquisição pela União, estados e municípios de produtos destinados para seus programas de alimentação (para merenda escolar, hospitais, etc.) por meio de procedimento simplificado e média de preço de mercado, garantidos a transparência e o controle dos processos.

A medida atende exclusivamente produtores e exportadores brasileiros impactados pela aplicação de tarifas adicionais de importação pelos Estados Unidos.

Entre os produtos elegíveis para compras governamentais, estão:

  • Açaí (purê, preparações alimentícias e frutas congeladas);
  • Água de coco (com valor Brix superior ou não superior a 7,4);
  • Castanha-de-caju (in natura sem casca, além de preparações, sucos e extratos);
  • Castanha-do-brasil (fresca ou seca, sem casca);
  • Manga (fresca ou seca);
  • Mel natural;
  • Uvas frescas;
  • Pescados, incluindo corvina, pargo, outros peixes frescos, refrigerados ou congelados, além de tilápia em diferentes apresentações (filés frescos, congelados ou refrigerados, e peixes inteiros frescos ou congelados).

A portaria interministerial prevê que a lista de gêneros alimentícios poderá ser atualizada.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Governo Federal estabelece medidas para compras públicas de alimentos afetados por tarifas dos EUA

Mapa e MDA estabelecem critérios para habilitação de produtores e exportadores nas aquisições excepcionais de gêneros alimentícios

Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) publicaram, nesta sexta-feira (22), a Portaria Interministerial nº 12/2025, que dispõe sobre procedimentos excepcionais e emergenciais relativos às compras públicas de gêneros alimentícios. A medida atende exclusivamente produtores e exportadores brasileiros impactados pela aplicação de tarifas adicionais de importação pelos Estados Unidos.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro disse que a iniciativa garante uma alternativa para escoamento da produção nacional atingida pelas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos, assegurando renda a produtores rurais e empresas exportadoras. “A portaria estabelece as regras para as aquisições de produtos da agricultura e da agricultura familiar afetados pelos impostos do governo dos Estados Unidos. São vários produtos que agora podem ser comercializados com o Governo Federal, estados e municípios, minimizando os impactos do tarifaço. Também estamos atentos caso outros produtos necessitem entrar nesta lista. O governo do presidente Lula está atento, garantindo os empregos, o crescimento econômico e buscando novos mercados para direcionar os produtos brasileiros,” afirmou.

Segundo a norma, poderão participar produtores e pessoas jurídicas que deixaram de exportar em razão das novas tarifas. Para se habilitar, as empresas exportadoras deverão apresentar uma Declaração de Perda (DP) e comprovar, via Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX), que realizaram exportações desde janeiro de 2023. Já os produtores que fornecem diretamente a essas empresas deverão apresentar uma Autodeclaração de Perda (AP). Nos casos de produtores que exportam diretamente, serão exigidos os mesmos documentos das empresas.

Entre os produtos elegíveis para aquisição estão: açaí (purê, preparações alimentícias e frutas congeladas), água de coco (com valor Brix superior ou não superior a 7,4), castanha de caju (in natura sem casca, além de preparações, sucos e extratos), castanha-do-brasil (fresca ou seca, sem casca), manga (fresca ou seca), mel natural, uvas frescas e pescados, incluindo corvina, pargo, outros peixes frescos, refrigerados ou congelados, além de tilápia em diferentes apresentações (filés frescos, congelados ou refrigerados, e peixes inteiros frescos ou congelados).

Essas aquisições excepcionais serão realizadas pela administração pública conforme previsto na Medida Provisória nº 1.309/2025 e na Lei nº 14.133/2021, a nova Lei de Licitações e Contratos. A Portaria entrou em vigor na data de sua publicação.

Plano Brasil Soberano

A Portaria Interministerial nº 12/2025 integra as ações do Plano Brasil Soberano, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reúne medidas para mitigar os impactos econômicos da elevação das tarifas de importação pelos Estados Unidos. O pacote prevê apoio a exportadores, preservação de empregos e estímulo a investimentos em setores estratégicos, além de facilitar a comercialização de alimentos produzidos no país por órgãos públicos.

Entre as ações, estão a destinação de R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com taxas acessíveis, a ampliação de linhas de financiamento às exportações, a prorrogação da suspensão de tributos, o aumento do percentual de restituição de tributos via Reintegra e a facilitação da compra de alimentos por órgãos públicos.

Confira a portaria na íntegra aqui.

Fonte: MAPA

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Economia

Queda do dólar alivia inflação de alimentos, mas volta dos importados ainda é tímida

Embora a cotação do dólar tenha tido desvalorização recente, importadores ainda se mantém cuidadosos; economistas avaliam cenário e as variáveis que afetam os preços dos alimentos

A recente apreciação do real frente ao dólar fez com que o preço dos alimentos caísse, impulsionado pelo efeito da moeda norte-americana na cadeia produtiva, pelo tarifaço dos EUA – na troca de mercados internacionais pelo doméstico — e pela sazonalidade das safras.

A queda do dólar, no entanto, ainda não impactou a importação de produtos alimentícios e bebidas, segundo Adilson Carvalhal Junior, presidente da Associação Brasileira dos Importadores e Exportadores de Alimentos e Bebidas (BFBA).

Isso porque os valores atuais da moeda norte-americana, apesar de terem registrado queda recente, ainda não atingiram o patamar do início do ano passado. Ou seja, o brasileiro até pode estar sentindo alívio momentâneo no bolso e se animar em levar para casa um pacote de pistache ou um vinho importado, mas isso devido à percepção recente da variação de preços.

A inflação geral medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) vem recuando desde fevereiro deste ano, quando registrou 1,31%, chegando a 0,26% em julho, percentual abaixo do esperado. Na análise por setor, a inflação de alimentos e bebidas chegou à -0,27% em julho, após atingir +1,17% em março.

PeríodoIPCAAlimentos e bebidas
Julho0,26-0,27
Junho0,24-0,18
Maio0,260,26
Abril0,430,82
Março0,561,17
Fevereiro1,310,7
Janeiro0,160,96

Já a cotação média do dólar em janeiro de 2024 foi de R$ 4,91, ultrapassou a barreira de R$ 5 em abril, chegou a R$ 6 em dezembro e, desde fevereiro deste ano, vem se movimento em uma trajetória descendente, chegando à média de R$ 5,45 até 19 de agosto, segundo dados do Banco Central.

PeríodoCotação média (R$)
jan./244,91
fev./244,96
mar./244,98
abr./245,12
mai./245,13
jun./245,38
jul./245,54
ago./245,55
set./245,54
out./245,62
nov./245,8
dez./246,09
jan./256,02
fev./255,76
mar./255,74
abr./255,78
maio/255,66
jun./255,54
jul./255,52
ago/25*5,45

Impacto do dólar na cadeia de alimentos

A cotação do dólar impacta na cadeia de alimentos porque o Brasil tem uma forte dependência de produtos importados, explica Ricardo Pastore, coordenador do núcleo de estudos de varejo da ESPM.

“O dólar influencia na inflação e o Brasil tem dependência de produtos importados porque muitos componentes na linha de produção vêm de fora e impactam no preço final”, afirma Pastore.

Além disso, muitos produtos brasileiros são dolarizados, commodities como a carne bovina e o café, por exemplo. “É um produto do dia a dia da família brasileira mas, se o preço sobe em dólar, o produtor tende a preferir exportar, tirando o produto do mercado interno”, diz.

No caso da cadeia de alimentos in natura, o dólar impacta na importação de fertilizantes para produzir toda cadeia de grãos, como soja e milho. Há também o peso do dólar sobre os combustíveis, já que importamos gasolina – o que interfere no preço do frete.

Segundo André Braz, coordenador de Índices de Preços da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a desvalorização do dólar e a queda na inflação de alimentos são reflexo das tarifas de Donald Trump, dos efeitos climáticos e da sazonalidade da safra. Como este conjunto de variáveis se entrelaça, é difícil filtrar o que vem somente do câmbio, segundo Braz.

E os preços, vão cair mais?

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, afirma que a fraqueza do dólar, refletida no índice DXY, traduz o reposicionamento de investidores diante de sinais de desaceleração da economia americana. “Indicadores mais fracos de inflação e emprego aumentaram as apostas de que o Federal Reserve poderá iniciar cortes de juros em setembro, reduzindo a atratividade dos Treasuries de curto prazo e pressionando a moeda americana”, afirma.

No Brasil, a Selic em 15% sustenta o “apetite” pelo real, na explicação de Shahini. “Além disso, o arrefecimento das tensões tarifárias contribui para um clima de menor incerteza, favorecendo os fluxos para ativos de risco”, analisa.

Mas, segundo Shahini, o anúncio do pacote de apoio aos exportadores brasileiros no contexto do tarifaço dos EUA gerou dúvidas em relação ao impacto fiscal, recolocando a pauta orçamentária no centro das atenções. “Esse fator limitou a valorização mais expressiva do real nos últimos dias e permanece como potencial fonte de pressão sobre a taxa de câmbio daqui para frente”, avalia.

Ele também traz para a análise a decisão do STF envolvendo a Lei Magnitsky, que reacendeu dúvidas sobre a aplicação de normas estrangeiras no Brasil. “Isso levantou questionamentos sobre segurança jurídica e autonomia das instituições financeiras, aumentando a percepção de risco local e reforçando o movimento defensivo no câmbio, com maior busca por proteção no dólar”, afirma.

Fonte: InfoMoney

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Comércio, Portos

Remessas de Alimentos Paralisadas no Principal Porto do Brasil em Meio à Incerteza sobre Tarifas dos EUA

A tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros já está tendo repercussões no Porto de Santos, localizado no litoral de São Paulo. De acordo com o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e Região (SDAS), os embarques estão atualmente paralisados no maior complexo portuário do Brasil devido ao cancelamento de exportações por parte das empresas, principalmente do setor de alimentos.

Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), os EUA importaram mais de 8,1 milhões de toneladas através do Porto de Santos em 2024, totalizando R$ 12,8 bilhões. Isso representou 12,6% das exportações totais do complexo portuário, colocando os Estados Unidos atrás apenas da China, que importou 42,4 milhões de toneladas (R$ 26 bilhões ou 25,5%).

Abaixo está um gráfico histórico das exportações brasileiras em contêineres para os Estados Unidos via Porto de Santos, com base em dados do DataLiner:

Exportações em Contêineres para os Estados Unidos via Porto de Santos – Jan 2022 a Mai 2025 – TEUs

A tarifa de 50%, anunciada por Donald Trump, deve entrar em vigor no dia 1º de agosto. No entanto, os efeitos já estão sendo sentidos devido à incerteza por parte dos exportadores.

Em entrevista ao G1, o secretário do SDAS, Hugo Cesar Evangelista, afirmou que o sindicato recebeu relatos de seus associados (despachantes aduaneiros) sobre embarques paralisados nos terminais do Porto de Santos. “Algumas empresas já estão devolvendo mercadorias, especialmente pequenos negócios”, disse ele.

Ele explicou que a suspensão dos embarques se deve à incerteza sobre a alíquota que será aplicada quando a carga chegar aos Estados Unidos, já que o transporte leva vários dias.

“Temos relatos de cargas retidas enquanto as empresas aguardam para entender como a situação vai se desenrolar, enquanto outras estão cancelando e devolvendo os produtos para seus armazéns”, disse Evangelista.

Segundo o sindicato, produtos como frutas, sucos e carne bovina estão entre os que estão paralisados no complexo portuário. No entanto, o sindicato ainda não tem uma estimativa completa das exportações interrompidas.

O Brasil é o principal fornecedor de café para os Estados Unidos. A tarifa atual sobre o café é de 10%, e a nova taxa de 50% representaria um aumento de 400%. Cerca de 35% das exportações brasileiras com destino aos EUA são embarcadas pelo Porto de Santos.

Fonte: G1

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Exportação, Internacional

EUA ameaçam UE com tarifas de 17% sobre exportações de alimentos

Os EUA ameaçaram impor tarifas de 17% às exportações agrícolas da União Europeia numa escalada do conflito comercial com Bruxelas. Prazo final das negociações está previsto para a próxima semana.

Os EUA ameaçaram impor tarifas de 17% às exportações agrícolas da União Europeia, numa escalada do conflito comercial com Bruxelas, avança o Financial Times (acesso pago), citando três fontes próximas.

A notícia sobre a ameaça de tarifas de 17% às exportações agrícolas e de alimentos chega dias antes do prazo final de 9 de julho para fechar um acordo comercial, após o qual o presidente americano, Donald Trump, prometeu que irão avançar com tarifas de 20% sobre todos os produtos da UE se nenhum acordo for alcançado.

Os negociadores da União Europeia não conseguiram, até o momento, obter um avanço nas negociações comerciais com o governo Trump e procuram agora continuar a negociar, segundo a Reuters. Uma fonte descreveu a situação à agência noticiosa após as negociações em Washington como “ainda muito instável e difícil de prever”, enquanto outra fonte descreveu a perspetiva como “sombria”.

No entanto, de acordo com um porta-voz da Comissão Europeia, citado pela Reuters, “houve progresso em direção a um acordo em princípio durante a última ronda de negociações, que ocorreu esta semana”.

“Após discutir a situação atual com nossos Estados-membros, a Comissão agora irá retomar as negociações com os EUA sobre o conteúdo durante o fim de semana”, disse.

O presidente Donald Trump quer que Bruxelas conceda às empresas americanas amplas isenções de regulamentações e reduza o excedente comercial com os EUA. Maroš Šefčovič, comissário de comércio da UE, terá tido conhecimento da questão na quinta-feira em reuniões em Washington, tendo passado a mensagem aos embaixadores dos 27 Estados-membros esta sexta-feira.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, disse na quinta-feira que esperava um “acordo de princípio” que permitisse às partes continuarem a conversar até um acordo final. Contudo, os EUA estão a pressionar os países a fecharem acordos vinculativos dentro do prazo estabelecido por Trump.

Atualmente, os Estados Unidos aplicam tarifas de 10% a todos os produtos da UE e de mais 25% às importações de aço, alumínio e veículos, mas o Presidente norte-americano ameaçou aumentar estas sobretaxas para 50%. Tendo em conta a possibilidade de as negociações com os Estados Unidos não resultarem num acordo, a Comissão lançou uma consulta sobre uma lista de reequilíbrio com produtos norte-americanos que podem ser tarifados.

Fonte: ECO Sapo

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Evento

FIESC promove missão à maior feira do setor alimentício, na Alemanha

Anuga deve reunir 7,9 mil expositores de 120 países entre 4 e 8 de outubro na cidade de Colônia; inscrições vão até 30/6

Conhecer as principais tendências e inovações do setor de alimentos e bebidas e promover o acesso a fornecedores de todo o mundo. Esses são os objetivos da missão que a Federação das Indústrias de SC (FIESC) promove para a Anuga, maior evento mundial do setor que ocorre em Colônia, na Alemanha.

As inscrições para participar da comitiva vão até o dia 30/06. O evento, que reúne os principais players globais da cadeia de alimentos e bebidas em 10 feiras simultâneas de diferentes ramos da cadeia, contou com cerca de 7,9 mil expositores e 140 mil visitantes de mais de 200 países em sua última edição.

A missão está sendo organizada pela Federação industrial gaúcha e a programação conta com um seminário preparatório online, circuitos temáticos guiados com tradução pela feira e visitas técnicas a empresas alemãs.

Além de áreas de exposições, a Anuga também contempla palestras, painéis e seminários. A feira ocorre de 4 a 8 de outubro em Colônia, na Alemanha.

SERVIÇO:
Inscrições até: 30/06
Data do evento: 04 a 08 de outubro de 2025

Fonte: FIESC

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