Exportação

Venezuela em crise política pode impactar exportações de arroz gaúcho.

A atual instabilidade política na Venezuela acende um sinal de alerta para o agronegócio do Rio Grande do Sul, especialmente para a cadeia produtiva do arroz, produto no qual o Estado lidera a produção nacional. O país vizinho figura entre os principais destinos do cereal brasileiro, tornando qualquer turbulência institucional um fator de risco para o escoamento da safra.

Venezuela é mercado estratégico para o arroz brasileiro

Dados da Câmara de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio indicam que, entre janeiro e novembro do último ano, a Venezuela ocupou a segunda posição entre os maiores compradores de arroz do Brasil. A maior parte desse volume teve origem no Rio Grande do Sul, principal polo produtor do grão no país.

Segundo Renan Hein dos Santos, assessor de Relações Internacionais da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o mercado venezuelano exerce papel relevante no equilíbrio do setor.
“Trata-se de um cliente fundamental para o arroz gaúcho, sobretudo diante da necessidade de escoamento da produção em função dos preços internos. O cenário venezuelano merece acompanhamento atento”, avalia.

Safra maior pressiona preços internos

Com uma safra 22% superior em 2025, o Brasil enfrentou um cenário de queda expressiva nos preços do arroz. Nesse contexto, as exportações passaram a ser consideradas decisivas para evitar excesso de oferta no mercado doméstico e garantir sustentação aos produtores.

Nos últimos cinco anos, mesmo com oscilações no ranking, a Venezuela manteve-se de forma consistente entre os quatro maiores importadores de arroz brasileiro, reforçando sua importância estratégica para o setor.

Evolução das exportações de arroz para a Venezuela

Brasil – janeiro a novembro (em mil toneladas)

  • 2021: 98,9
  • 2022: 190,97
  • 2023: 208,74
  • 2024: 106,19
  • 2025: 165,72

Rio Grande do Sul – janeiro a novembro (em mil toneladas)

  • 2021: 75,25
  • 2022: 180,22
  • 2023: 180,57
  • 2024: 106,19
  • 2025: 165,72

Os números evidenciam a dependência do mercado externo, especialmente da Venezuela, para a sustentabilidade econômica do arroz produzido no RS, em um momento de elevada oferta e margens pressionadas.

Fonte: Câmara de Comércio Exterior e Farsul
Texto: Redação

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