Agronegócio

Forbes Agro100 2025 revela o poder bilionário do agronegócio brasileiro

A lista Forbes Agro100 2025 trouxe à tona a força econômica do agronegócio no Brasil, destacando as empresas e cooperativas mais influentes do setor. Juntas, as organizações presentes no ranking registraram um faturamento de R$ 1,9 trilhão, consolidando o agro como um dos pilares da economia nacional.

Diversidade de segmentos e liderança em produção

O ranking reúne corporações de diferentes áreas do agro, como produção agrícola, proteína animal, insumos, logística, exportação e cooperativismo. Entre os produtos mais representativos estão soja, milho, carne bovina, frango, açúcar e café, com destaque na produção e comercialização internacional.

Integração em toda a cadeia produtiva

Além do faturamento, a Forbes analisou toda a cadeia do agronegócio, desde o plantio e criação de animais até a chegada dos alimentos ao consumidor. Essa abordagem evidencia o alto grau de integração do setor, conectando a produção primária à indústria de processamento, armazenagem, transporte e exportação. O modelo integrado é apontado como responsável pelo impressionante volume financeiro do setor.

As 10 maiores empresas do Agro100 2025

  1. JBS – R$ 416,95 bilhões | Proteína animal
  2. Marfrig Global Foods – R$ 144,15 bilhões | Proteína animal
  3. Cargill Alimentos – R$ 109,19 bilhões | Alimentos e bebidas
  4. Ambev – R$ 89,45 bilhões | Alimentos e bebidas
  5. Bunge Alimentos – R$ 69,82 bilhões | Alimentos e bebidas
  6. Raízen Energia – R$ 66,91 bilhões | Agroenergia
  7. Copersucar – R$ 62,35 bilhões | Comércio e tradings
  8. BRF – R$ 61,38 bilhões | Proteína animal
  9. Cofco Brasil – R$ 53,33 bilhões | Comércio e tradings
  10. Suzano – R$ 47,40 bilhões | Celulose, madeira e papel

Impacto econômico e social do setor

O faturamento bilionário das empresas listadas reforça o peso do agronegócio no PIB brasileiro, além de destacar seu papel estratégico na geração de empregos, na arrecadação tributária e na manutenção de uma balança comercial positiva.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Envato

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Exportação

Produção e exportações impulsionam o Brasil como líder global da pecuária

Em 2025, a pecuária brasileira atingiu um marco histórico: além de manter a liderança como maior exportador de carne bovina, o país superou os Estados Unidos e se tornou o maior produtor mundial pela primeira vez em décadas. Segundo dados do USDA compilados por consultorias privadas, o Brasil produziu 12,35 milhões de toneladas, contra 11,8 milhões de toneladas nos EUA.

O resultado reflete mudanças estruturais no setor, como aumento da produtividade, uso intensivo de tecnologia e reorganização do ciclo pecuário. Com participação de cerca de 20% da produção global de carne bovina, o país consolida seu papel estratégico na segurança alimentar internacional.

Fatores que impulsionaram a produção

A consultoria Athenagro aponta que parte do avanço se deve ao maior abate de fêmeas nos últimos anos, típico de ciclos de liquidação, que aumentou a oferta de carne no curto prazo. Além disso, ganhos de eficiência dentro da porteira elevaram o peso médio das carcaças e reduziram a idade ao abate, garantindo mais produção sem expansão do rebanho.

Liderança nas exportações

No mercado internacional, o Brasil também se destaca. Dados da Abiec mostram que as exportações de carne bovina somaram mais de 3,5 milhões de toneladas em 2025, atendendo mais de 150 países e registrando a maior receita da história. Segundo a associação, a cadeia da pecuária de corte movimenta bilhões de dólares, gera milhões de empregos e é pilar do superávit da balança comercial brasileira.

Desafios nos Estados Unidos

Enquanto o Brasil cresce, os EUA enfrentam dificuldades. O rebanho americano está no menor nível em cerca de 70 anos, afetado por secas severas que reduziram pastagens e elevaram custos de alimentação. O país se aproxima do segundo maior volume de importações de carne bovina da história, atrás apenas de 2004, ano marcado por casos de encefalopatia espongiforme bovina.

Segundo Hyberville Neto, diretor da HN Agro, a situação atual reflete uma inversão histórica: “Mais de duas décadas depois, os EUA aumentam importações, enquanto o Brasil alcança seu recorde de exportações”.

China: motor da expansão

A China foi responsável por quase metade do faturamento e do volume das exportações brasileiras em 2025, com mais de 1,5 milhão de toneladas importadas, segundo a Athenagro. A demanda chinesa estimulou investimentos em tecnologia, ampliação da produção e ajustes nos sistemas produtivos, especialmente para o boi jovem, abatido antes dos 30 meses, reduzindo o ciclo pecuário e aumentando o giro de capital.

A relação entre Brasil e China se tornou central no comércio internacional de carne bovina, permitindo que o país respondesse rapidamente a aumentos de demanda e se consolidasse como fornecedor estratégico de proteína animal.

Tecnologias e sistemas produtivos avançados

O crescimento da pecuária brasileira também está ligado à adoção de sistemas intensivos e semi-intensivos, onde o gado é terminado em áreas controladas com alimentação balanceada, acelerando ganho de peso e reduzindo tempo até o abate.

O aprimoramento da genética tropicalizada, especialmente da raça Nelore e cruzamentos industriais, aumentou a eficiência alimentar e o rendimento de carcaça. A integração lavoura-pecuária transformou áreas degradadas em sistemas produtivos de alta eficiência, elevando a taxa de lotação e reduzindo a necessidade de novas áreas.

Projeções da HN Agro indicam que, em 2026 e 2027, o Brasil pode iniciar uma fase de ajuste do rebanho, enquanto os EUA começam a estabilizar seu plantel, ainda que lentamente. A diferença estrutural entre os dois sistemas, porém, permanece significativa.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: karandaev/GettyImages

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Agronegócio

Agronegócio brasileiro registra recorde histórico de exportações em 2025 e alcança superávit de US$ 149 bilhões

O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com o maior resultado já registrado em vendas externas. As exportações do agro somaram US$ 169,2 bilhões, alta de 3% na comparação com 2024, quando o setor havia exportado US$ 164,3 bilhões. O desempenho garantiu ao segmento participação de 48,5% das exportações totais do Brasil no ano.

O avanço foi sustentado principalmente pelo aumento de 3,6% no volume exportado, movimento que compensou a leve retração de 0,6% nos preços médios internacionais.

Estratégia de diversificação impulsiona desempenho do agro

Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o resultado recorde reflete a atuação coordenada do governo federal, envolvendo o Mapa, o Itamaraty, o MDIC e a ApexBrasil, com foco na diversificação de produtos e mercados. O ministro também destacou a capacidade produtiva do campo brasileiro, que conseguiu abastecer o mercado interno e exportar excedentes, contribuindo para o controle de preços, geração de empregos e crescimento econômico, com base em uma agropecuária cada vez mais tecnológica e sustentável.

Importações crescem, mas superávit segue elevado

As importações agropecuárias totalizaram US$ 20,2 bilhões em 2025, crescimento de 4,4% frente ao ano anterior. Com isso, a corrente de comércio do agronegócio alcançou US$ 189,4 bilhões. O saldo da balança comercial do agro fechou o ano com superávit expressivo de US$ 149,07 bilhões.

Dezembro tem melhor resultado da série histórica

Somente em dezembro, as exportações do agronegócio chegaram a US$ 14 bilhões, o maior valor já registrado para o mês, com crescimento de 19,8% em relação a dezembro de 2024. As importações somaram US$ 1,62 bilhão, resultando em superávit mensal de US$ 12,38 bilhões.

Abertura de mercados fortalece presença internacional

Em 2025, o Brasil alcançou a marca de 525 novos mercados abertos desde 2023. De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, essas aberturas já geraram cerca de US$ 4 bilhões em receitas cambiais adicionais, sem considerar ampliações de acesso já existentes. A diversificação de destinos permitiu ao setor enfrentar desafios do cenário global, como barreiras tarifárias, casos de influenza aviária e queda de preços de algumas commodities.

Safra recorde garante excedentes exportáveis

A safra de grãos 2024/2025 atingiu 352,2 milhões de toneladas, crescimento de 17% sobre o ciclo anterior. Na pecuária, a produção de carnes bovina, suína e de frango também alcançou níveis históricos, assegurando excedentes para exportação sem comprometer o abastecimento interno.

Principais destinos das exportações agropecuárias

A China manteve a liderança como maior compradora do agro brasileiro, com US$ 55,3 bilhões em aquisições, equivalente a 32,7% do total exportado e crescimento de 11%. A União Europeia aparece em seguida, com US$ 25,2 bilhões (+8,6%), enquanto os Estados Unidos somaram US$ 11,4 bilhões, registrando queda de 5,6%.

Outros mercados ampliaram significativamente suas compras, como Paquistão, Argentina, Filipinas, Bangladesh, Reino Unido e México.

Soja, carnes e café lideram a pauta exportadora

A soja em grãos seguiu como principal produto exportado, com US$ 43,5 bilhões em receitas e volume recorde de 108,2 milhões de toneladas. A carne bovina também bateu recorde, alcançando US$ 17,9 bilhões, com crescimento de quase 40% em valor e abertura de 11 novos mercados.

A carne suína registrou aumento de 19,6% em valor e colocou o Brasil, pela primeira vez, como terceiro maior exportador mundial. Já a carne de frango teve leve avanço no volume exportado, mesmo após um ano marcado por restrições sanitárias.

O café brasileiro apresentou forte valorização, com crescimento de 30,3% em valor, totalizando US$ 16 bilhões, impulsionado por preços internacionais elevados. Também se destacaram as exportações de frutas, pescados e produtos não tradicionais.

Produtos não tradicionais ganham espaço e batem recordes

Itens fora do grupo principal de commodities tiveram crescimento expressivo em 2025. Entre os destaques estão gergelim, miudezas bovinas, DDG de milho, feijões, pimenta, amendoim, óleo de amendoim, melões frescos e castanha de caju, muitos deles com recordes históricos de valor e volume exportado.

Iniciativas ampliam acesso do produtor ao mercado externo

Ferramentas como AgroInsight, Passaporte Agro e Caravanas do Agro Exportador fortaleceram o apoio ao exportador brasileiro. Lançado em janeiro de 2025, o AgroInsight já mapeou mais de 800 oportunidades de negócios em 38 países, contribuindo para ampliar a presença do agronegócio brasileiro no comércio internacional.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio

Saída das tradings da Moratória da Soja reforça o Código Florestal, avalia Famato

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) considerou uma “decisão justa” o anúncio de que grandes tradings deixarão a Moratória da Soja. Para a entidade, o movimento marca o fim de um ciclo de interferência privada que, segundo a federação, se sobrepunha à legislação brasileira, recolocando o Código Florestal como referência legal exclusiva para a produção agropecuária no país.

Fim de pactos privados sobre a lei nacional

Na avaliação da Famato, a saída das empresas do acordo privado confirma a posição defendida há anos pelo setor produtivo de Mato Grosso e por instituições locais. A federação sustenta que compromissos firmados entre empresas não têm legitimidade para impor regras sobre o uso da terra nem para desconsiderar licenças ambientais concedidas pelo Estado.

Para a entidade, a produção rural que cumpre a legislação ambiental vigente não pode ser alvo de sanções comerciais baseadas em critérios paralelos à lei brasileira.

Decisões institucionais fortaleceram o desfecho

A federação atribui o atual cenário a uma articulação institucional envolvendo a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o Governo do Estado, além de recentes posicionamentos do CADE e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos destaques é a lei estadual nº 12.709/2024, que prevê a retirada de incentivos fiscais de empresas que imponham restrições comerciais a produtores que atuam dentro da legalidade. Segundo a Famato, a norma ajudou a reequilibrar as relações entre o poder público, o setor produtivo e o mercado.

Restauração da ordem jurídica no campo

Para a entidade, recursos públicos devem ser destinados exclusivamente ao desenvolvimento regional, e não utilizados para sustentar iniciativas que, na visão da federação, ferem o direito de propriedade.

Em nota oficial, a Famato afirma que cai o argumento de que mecanismos privados de monitoramento seriam mais eficientes do que a fiscalização ambiental do Estado. A federação defende que produtores licenciados, que respeitam a reserva legal e cumprem todas as exigências ambientais, não podem sofrer punições comerciais.

Setor produtivo segue em alerta

Apesar de considerar a decisão um avanço relevante, a Famato afirma que continuará atenta para evitar que antigas restrições sejam mantidas de forma indireta. O receio é que critérios subjetivos de compra ou políticas internas das empresas reproduzam, na prática, os efeitos da Moratória da Soja.

A federação reforça que não aceitará o retorno das limitações sob rótulos como “compliance ambiental” ou barreiras comerciais invisíveis, e defende que a transparência seja a base das relações entre produtores e compradores neste novo momento.

Produção e sustentabilidade caminham juntas

Ao concluir o posicionamento, a Famato destaca que Mato Grosso demonstra ser possível conciliar liderança na produção mundial de alimentos com sustentabilidade ambiental, sem a necessidade de imposições externas ao ordenamento jurídico brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Famato

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Agronegócio

Passaporte verde para exportação será obrigatório a partir de 2026

A partir de 2026, exportar produtos agropecuários deixará de depender apenas de qualidade e escala. Para acessar mercados externos, especialmente a União Europeia, produtores e empresas terão de apresentar um verdadeiro passaporte verde, comprovando que a produção não está associada ao desmatamento e que cumpre requisitos ambientais e sociais mínimos. Especialistas avaliam que a mudança representa uma transformação estrutural no comércio agrícola, com impactos em toda a cadeia, do pequeno produtor às grandes tradings.

O que muda nas regras dos compradores internacionais

As novas normas europeias contra o desmatamento começam a ser aplicadas de forma efetiva no fim de 2025, com exigência plena ao longo de 2026. Pelas regras, exportadores de soja, carne bovina, madeira, cacau, café, borracha e óleo de palma para a UE precisarão apresentar:

coordenadas geográficas das áreas de produção
• comprovação de ausência de desmatamento após a data de corte definida na legislação
• documentos que comprovem o cumprimento da legislação local

Na prática, cada carga exportada deverá ter rastreabilidade completa e histórico ambiental regular. O movimento não se limita à Europa. Dados globais indicam que cerca de 90% da perda florestal mundial está associada à expansão agrícola para commodities, o que tem ampliado a pressão por cadeias produtivas mais responsáveis.

Empresas ainda não estão prontas e pressão recai sobre o produtor

Apesar do discurso público, muitas empresas seguem longe do padrão desmatamento zero. O Global Forests Report 2024 analisou 881 companhias e identificou que apenas 445 apresentam algum avanço nessa direção. Dessas, somente 64 possuem ao menos uma operação totalmente alinhada ao compromisso. Já o estudo Forest 500, da Global Canopy, aponta que apenas uma pequena parcela das maiores empresas e instituições financeiras do mundo implementou políticas realmente robustas contra o desmatamento.

Segundo analistas, esse atraso no topo da cadeia faz com que a exigência chegue com mais força ao produtor rural. Compradores internacionais e indústrias nacionais já solicitam documentação detalhada de origem, CAR regular, ausência de embargos ambientais, inexistência de sobreposição com áreas protegidas e comprovação de boas práticas trabalhistas. Quem não consegue atender a essas demandas corre o risco de perder contratos ou ser direcionado a mercados menos exigentes e com menor valor agregado.

O que o produtor precisa apresentar na prática

Na porteira para dentro, o passaporte verde se materializa em quatro frentes principais:

Rastreabilidade
Identificação precisa da origem de cada lote, com mapas, CAR atualizado, georreferenciamento e, em muitos casos, integração com sistemas digitais de compradores.

Desmatamento zero
Comprovação de que a área produtiva não foi aberta após a data de corte internacional, mesmo quando o desmate é considerado legal no Brasil.

Conformidade ESG
Cumprimento da legislação ambiental e trabalhista, com documentos organizados e preparados para auditorias.

Transparência
Manutenção de contratos, registros e cadastros acessíveis para verificação por empresas e autoridades.

Esses critérios já aparecem em novos contratos de exportação e programas de certificação e tendem a se tornar padrão entre 2025 e 2026.

Risco de exclusão e vantagem competitiva para quem se adapta

O recado dos grandes mercados é claro. Quem não se adequar pode perder espaço, sofrer descontos ou até ficar fora de destinos estratégicos. Em contrapartida, produtores e empresas que comprovam conformidade ambiental e social ganham vantagens relevantes:

• acesso a mercados premium
• prioridade em programas de compra de grandes redes e indústrias
• melhores condições de financiamento e seguros ligados ao ESG
• possibilidade de obter prêmios por produtos certificados ou de baixa pegada ambiental

Há sinais de que compradores estão dispostos a pagar mais por produtos com garantia de origem e desmatamento zero, sobretudo em cadeias de maior valor, como soja para alimentação humana, carne bovina e insumos para proteína animal.

Pequenos e médios produtores enfrentam maior desafio

Para pequenos e médios produtores, a adaptação tende a ser mais complexa, devido à falta de estrutura técnica, tempo e recursos. Especialistas recomendam ações práticas já a partir de 2025:

• regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e resolver pendências ambientais
• organizar documentação fundiária, trabalhista e fiscal
• buscar apoio de cooperativas, associações e parceiros comerciais que ofereçam plataformas de rastreabilidade
• participar de programas de adequação ambiental e certificação, quando disponíveis

A avaliação do setor é que a transição será menos traumática para quem está inserido em cadeias organizadas, como cooperativas e sistemas integrados, do que para produtores que atuam de forma isolada.

No fim, o passaporte verde não será apenas um selo, mas um conjunto de documentos, mapas, histórico ambiental e boas práticas que definirá quem continuará acessando os mercados mais exigentes do mundo. Para o agro brasileiro, a decisão é estratégica: quem se organizar agora tende a embarcar primeiro; quem adiar pode ficar para trás.

FONTE: Pensar Agro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Pensar Agro

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Comércio Internacional

Mapa registra maior expansão de mercados da história e impulsiona exportações do agronegócio brasileiro

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) alcançou, em 2025, um feito inédito ao consolidar a abertura de 507 mercados internacionais para produtos da agropecuária brasileira desde o início da atual gestão. Trata-se do maior avanço já registrado no acesso a mercados para o agronegócio brasileiro, resultado de uma atuação coordenada da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) e da rede de adidos agrícolas, presente em 38 países.

O trabalho envolveu negociações técnicas e diplomáticas voltadas à ampliação e diversificação das exportações brasileiras, com foco em protocolos sanitários e fitossanitários, defesa de interesses comerciais, cooperação internacional e promoção do Brasil como fornecedor confiável de alimentos.

Aberturas transformadas em oportunidades econômicas

Ao longo do ano, as ações priorizaram converter cada nova habilitação em ganhos reais para produtores rurais, cooperativas e agroindústrias. O objetivo foi fortalecer a presença global do agro brasileiro, estimular investimentos e gerar emprego e renda em diferentes regiões do país.

Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, 2025 foi determinante para consolidar esse ciclo de expansão. Apenas neste ano, mais de 200 mercados foram abertos, além de ampliações estratégicas, como o sistema de pre-listing para aves na União Europeia. Entre os destaques estão as autorizações para exportação de sorgo, DDG, gergelim e miúdos de aves para a China, além da carne bovina para o Vietnã e novas habilitações para Filipinas e Indonésia.

Diversificação fortalece competitividade do agro

A ampliação da pauta exportadora foi apontada como um dos principais fatores para o desempenho alcançado. Produtos considerados menos tradicionais ganharam espaço no comércio internacional, refletindo uma política iniciada em 2023 e alinhada às diretrizes do ministro Carlos Fávaro.

Esse movimento resultou em crescimento próximo de 20% no valor exportado desses segmentos, mesmo em um cenário global desafiador. Cerca de 20% das aberturas de mercado contemplaram itens como ervas, especiarias, castanhas e proteínas alternativas, ampliando oportunidades para diferentes cadeias produtivas.

Exportações do agronegócio batem recorde em 2025

De janeiro a novembro de 2025, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 155,25 bilhões, o maior valor já registrado para o período, com alta de 1,7% em relação ao ano anterior. O resultado reforça a importância das vendas externas como complemento ao mercado interno e indutor de investimentos.

No acumulado do ano, produtos como soja em grãos, carne bovina in natura, café verde, celulose, farelo de soja, algodão e carne suína alcançaram recordes em valor e volume. Também houve avanço expressivo em café solúvel, bovinos vivos, miúdos bovinos, sementes oleaginosas, pimenta-do-reino, sebo bovino e feijões secos.

Impacto regional das aberturas de mercado

Estudo da ApexBrasil, em parceria com o Mapa, aponta que os mais de 500 mercados abertos desde 2023 já geraram US$ 3,4 bilhões em exportações adicionais, beneficiando todas as regiões do país. Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul foram impactados em diferentes intensidades, evidenciando a abertura comercial como vetor de desenvolvimento regional.

O levantamento estima ainda um potencial de US$ 4 bilhões em exportações futuras, caso o Brasil atinja participação compatível com sua fatia no comércio global. Os países que passaram a importar produtos brasileiros representam um mercado de US$ 37,5 bilhões por ano.

Principais aberturas e ampliações em 2025

Entre os avanços mais relevantes do ano está a habilitação de 17 plantas frigoríficas de carne bovina para a Indonésia, o que elevou em 80% o número de empresas aptas a exportar e impulsionou em cerca de 250% as vendas ao país.

Também se destacam as primeiras habilitações de unidades exportadoras de sorgo e DDG para a China, além da abertura do mercado de carne bovina no Vietnã, que importa aproximadamente US$ 1,6 bilhão por ano. Singapura, por sua vez, reconheceu a regionalização da peste suína africana, garantindo a continuidade das exportações brasileiras mesmo diante de eventuais focos localizados.

Ferramentas e inteligência para apoiar exportadores

A SCRI também investiu na modernização de instrumentos de apoio ao exportador. Entre as iniciativas estão o Intercâmbio Comercial do Agronegócio 2025, o AgroInsights, com mais de 800 oportunidades de negócios mapeadas, o Passaporte Agro, com 33 edições, e a plataforma ConnectAgro, que reúne dados, eventos e orientações práticas para empresas interessadas em acessar mercados internacionais.

Promoção comercial e atração de investimentos

Em 2025, o Brasil intensificou a promoção comercial do agronegócio no exterior. Foram mais de 80 missões oficiais em 57 países, envolvendo negociações sanitárias, agendas governamentais e encontros com compradores e investidores.

O país também participou de 20 grandes feiras internacionais, em 17 países, com a presença de 208 empresas brasileiras, incluindo cooperativas. As ações resultaram em US$ 40,4 milhões em negócios imediatos e cerca de US$ 427 milhões em expectativa de negócios para os 12 meses seguintes.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Internacional

Acordo União Europeia-Mercosul: por que o agro está no centro da disputa

Após mais de duas décadas de negociações, o acordo União Europeia-Mercosul entra em um momento decisivo e volta a expor tensões profundas no setor agropecuário. Nesta semana, o Parlamento Europeu analisa a adoção de mecanismos de proteção para a agricultura do bloco, etapa considerada crucial para o avanço do tratado de livre comércio.

Caso as chamadas salvaguardas agrícolas sejam aprovadas, o texto poderá seguir para votação no Conselho da União Europeia, que se reúne entre quinta-feira (18) e sexta-feira (19). A expectativa é que a assinatura ocorra durante a Cúpula do Mercosul, marcada para sábado (20), em Foz do Iguaçu.

Salvaguardas agrícolas e a reação do agro brasileiro

As salvaguardas funcionam como um instrumento que permite à União Europeia suspender temporariamente os benefícios do acordo se houver prejuízo comprovado a setores do agro local em razão do aumento das importações. A medida é vista como uma concessão a países historicamente críticos ao tratado, como a França, maior produtora de carne bovina do bloco europeu.

No Brasil, porém, o dispositivo gera preocupação. O setor agroexportador aposta no acordo como uma oportunidade de ampliar vendas ao mercado europeu, hoje o segundo maior destino dos alimentos brasileiros. Para o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o diálogo é essencial para destravar o processo. Segundo ele, discutir salvaguardas faz parte da negociação, desde que o acordo avance de forma gradual e seja aperfeiçoado ao longo do tempo.

Itália pode definir o rumo do acordo

Embora o tratado envolva diversos setores econômicos, é o agronegócio que concentra os principais embates políticos. Desde 2019, quando uma versão mais avançada do texto veio a público, países como França, Polônia e Hungria passaram a impor resistências formais ou condicionantes.

A insatisfação de produtores rurais europeus resultou em protestos recorrentes. Em 2024, agricultores franceses bloquearam estradas, despejaram estrume em frente a prédios públicos e chegaram a destruir carregamentos de vinho espanhol. Mobilizações semelhantes ocorrem em outros países, como Áustria, Alemanha, Espanha, Polônia e Holanda, sob o movimento “StopEUMercosur”.

Nesse cenário, a posição da Itália ganha peso estratégico. Para barrar a assinatura do acordo, é necessário o voto contrário de ao menos quatro Estados-membros que representem 35% da população da UE. França e Itália já defenderam publicamente o adiamento da votação, mas o governo italiano ainda não deixou clara sua posição final, o que pode ser decisivo.

Trâmite ainda pode se estender até 2026

Mesmo que o Conselho da UE aprove o texto e a assinatura ocorra na Cúpula do Mercosul, o acordo ainda precisará do aval definitivo do Parlamento Europeu para entrar em vigor. A previsão é que essa etapa fique para 2026, mantendo a incerteza no curto prazo.

Argumentos dos países contrários ao acordo

Produtores europeus temem perder competitividade com a entrada de alimentos do Mercosul, especialmente do Brasil. A preocupação se concentra no fato de que a produção brasileira apresenta maior escala, alta produtividade e custos mais baixos, o que poderia pressionar preços no mercado europeu.

Outro ponto sensível envolve o meio ambiente. Críticos afirmam que os países do Mercosul não adotam os mesmos padrões ambientais, sociais e sanitários exigidos na Europa, além de alegarem que o acordo poderia estimular o desmatamento na Amazônia e permitir a entrada de agrotóxicos proibidos no bloco europeu.

O Brasil rebate essas acusações destacando que possui um dos códigos florestais mais rigorosos do mundo, com exigência legal de manutenção de áreas de vegetação nativa nas propriedades rurais. Ainda assim, o desmatamento ilegal segue como um desafio estrutural.

Quem defende o acordo União Europeia-Mercosul

Na outra ponta, países como Alemanha e Espanha lideram a defesa do tratado. A avaliação é que o acordo fortalece exportadores europeus em um momento de desaceleração econômica e amplia alternativas comerciais diante do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Desde a reeleição de Donald Trump, a União Europeia acelerou a busca por novos parceiros, intensificando negociações com Índia, Indonésia e Emirados Árabes Unidos, além de reforçar laços com Reino Unido, Canadá e Japão. Holanda, Portugal e Suécia também se posicionam favoravelmente.

Para esses países, o Mercosul representa um mercado promissor para automóveis, máquinas e produtos químicos, além de uma fonte estratégica de minerais essenciais, como o lítio, fundamental para a transição energética. Há ainda benefícios esperados para o próprio agro europeu, com maior acesso e tarifas reduzidas para produtos como queijos, vinhos e presuntos.

Mudanças no texto e críticas do setor agropecuário

Desde a proposta apresentada em 2019, considerada equilibrada pelo agro brasileiro, o acordo passou por alterações que, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), favoreceram o lado europeu. De acordo com Sueme Mori, diretora de relações internacionais da entidade, novas exigências ambientais e regras como a lei antidesmatamento criaram obstáculos adicionais às exportações brasileiras.

Na avaliação da CNA, a União Europeia tenta aplicar padrões pensados para sua realidade climática e produtiva, que não se adequam às condições brasileiras. Mori destaca ainda que a agricultura europeia é altamente subsidiada, enquanto no Brasil os incentivos ocorrem principalmente via crédito rural, como o Plano Safra.

As salvaguardas definidas mais recentemente também entram nesse pacote de preocupações. Além de permitir a suspensão de benefícios tarifários, a Comissão Europeia discute a aplicação do princípio da reciprocidade, exigindo que os países do Mercosul adotem padrões produtivos equivalentes aos da UE.

As acusações contra o Brasil procedem?

Especialistas apontam que o Brasil possui um arcabouço ambiental robusto, com exigências legais de preservação superiores às de muitos países. Segundo Leonardo Munhoz, pesquisador do Centro de Bioeconomia da FGV, a própria União Europeia flexibilizou regras ambientais da Política Agrícola Comum entre 2024 e 2025.

Munhoz observa ainda que o adiamento e as revisões da lei antidesmatamento europeia revelam dificuldades técnicas de implementação. Nesse contexto, cresce o risco de que o bloco utilize exigências adicionais de sustentabilidade e rastreabilidade como condicionantes para manter vantagens tarifárias.

Sobre a competitividade dos produtos brasileiros, o pesquisador reconhece que ela decorre de fatores estruturais, como escala e produtividade. No entanto, ressalta que as novas salvaguardas podem limitar aumentos rápidos nas exportações brasileiras em setores considerados sensíveis, restringindo o acesso ao mercado europeu.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Comércio Exterior

Carne bovina: tarifas dos EUA geram efeito dominó e fortalecem exportações do Brasil

Tarifa de 50% contra carne brasileira altera o mercado global.

A imposição de tarifas de 50% sobre a carne bovina do Brasil pelos Estados Unidos mudou o equilíbrio do comércio internacional de proteínas. Embora tenha reduzido a competitividade do produto brasileiro no acesso direto ao mercado americano, o país segue como peça-chave na oferta mundial.

Com o menor rebanho em sete décadas, os EUA precisam de mais carne importada e têm buscado alternativas no Mercosul, especialmente em Paraguai, Argentina e Uruguai. Esses países, ao priorizarem os embarques para o mercado norte-americano, passaram a depender do Brasil para garantir o consumo interno.

Exportações e importações em números

Dados da HN Agro revelam que o Paraguai comprou do Brasil 1.482 toneladas de carne bovina até a terceira semana de setembro de 2025 — um salto de 327% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já as exportações brasileiras de carne para os Estados Unidos caíram 78% no mesmo intervalo: de 20,8 mil toneladas em setembro de 2024 para apenas 4,5 mil toneladas neste ano.

Confira abaixo um histórico das exportações brasileiras de carne para os EUA, a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Carne aos EUA | Jan 2022 a Julho de 2025 | TEUs

Enquanto isso, as vendas do Paraguai aos americanos cresceram 40%, confirmando o papel do país como redistribuidor regional. Analistas destacam que não há triangulação direta da carne brasileira para os EUA, mas sim um mecanismo de substituição: vizinhos vendem sua própria produção ao mercado americano e recorrem ao Brasil para repor estoques internos.

Brasil segue como fornecedor mais competitivo

Apesar do impacto inicial, o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, avalia que as perdas serão menores que o previsto. Ele reforça que não há irregularidades, mas sim oportunidades comerciais. O México, por exemplo, pode importar carne do Brasil para atender seu consumo interno e direcionar sua produção doméstica aos EUA.

O efeito já se reflete nas cotações. Segundo a Scot Consultoria, o boi gordo no Paraguai atingiu recorde de US$ 71,70/@ após 12 semanas seguidas de alta, valor US$ 14,64 acima da arroba brasileira (US$ 57,43/@ na referência paulista). Na Argentina, o preço também está acima, em US$ 62,5/@.

Mesmo penalizado pela tarifa, o Brasil mantém a arroba mais barata do mercado internacional, com média de US$ 57,1/@, segundo dados da Agrifatto. Isso consolida o país como fornecedor competitivo e “reserva de mercado” para os vizinhos que precisam controlar a inflação sem comprometer o abastecimento.

Perspectivas para 2025

Especialistas estimam que, mesmo diante do tarifaço, as exportações brasileiras de carne bovina devem crescer 10% em 2025. O aumento será puxado justamente pela demanda dos países do Mercosul, que encontram no Brasil a alternativa mais eficiente para recompor estoques.

“O Brasil continua sendo a origem mais competitiva do mundo”, afirma Rodrigo Costa, analista da PINE Agronegócios. Já Isabella Camargo, zootecnista da HN Agro, reforça: “O mundo depende da gente para comer. Mesmo diante de barreiras, o agro brasileiro encontra novos caminhos.”

Com isso, a medida adotada pelos EUA pode acabar fortalecendo ainda mais o protagonismo brasileiro no comércio global de carne. Para setembro, a expectativa é de recorde histórico em volume e faturamento das exportações.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Frota de caminhões no Brasil cresce 23% em 10 anos e desafia logística do agronegócio

Expansão da frota no país

A frota de caminhões no Brasil registrou um aumento de 23% na última década, passando de 2,6 milhões de veículos em dezembro de 2015 para 3,2 milhões em agosto de 2025, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), ligada ao Ministério dos Transportes.

O crescimento se mostra ainda mais expressivo no longo prazo: em 25 anos, o número de caminhões em circulação mais que dobrou. Em 2000, o Brasil contava com apenas 1,4 milhão de registros.

Transporte rodoviário é dominante no agro

De acordo com o Ministério da Agricultura, cerca de 70% do escoamento da produção agrícola é feito por rodovias, consolidando o caminhão como principal modal de transporte do agro.

Segundo o especialista em logística de defensivos agrícolas e diretor de projetos da Luft Agro, Luiz Alberto Moreira da Silva, a distribuição desse tipo de produto depende quase exclusivamente dos caminhões, já que as ferrovias não possuem estrutura básica para atender o setor.

Gargalos da logística de defensivos

Silva destaca que o transporte enfrenta obstáculos como alto custo do diesel, falta de mão de obra qualificada e más condições das estradas. A situação se complica nos períodos de chuvas intensas, quando o acesso às propriedades rurais se torna ainda mais difícil.

Outro desafio é a concentração das aplicações de defensivos, já que os agricultores preferem receber os produtos no momento da utilização, em vez de armazená-los, por motivos de segurança e valor agregado. No caso da soja, que representa metade do mercado de defensivos, a aplicação ocorre praticamente no mesmo período em todo o país, aumentando a pressão sobre a logística.

Além disso, é comum a necessidade de reaplicações (repique), que exigem agilidade para evitar prejuízos na produção.

Controle e sustentabilidade no uso de defensivos

Durante participação no Podcast Ascenza – Edição Especial Andav 2025, Silva ressaltou que o uso de defensivos agrícolas é rigorosamente controlado. Ele explicou que nenhum produtor utiliza além do necessário, pois o produto é caro e impacta diretamente a margem de lucro.

O especialista reforçou também que a comercialização é altamente regulada: nenhum defensivo pode ser vendido sem receituário agronômico.

O Brasil é referência mundial em sustentabilidade no agro, principalmente pela gestão de embalagens de defensivos. Há 21 anos, os agricultores são obrigados a devolver as embalagens utilizadas, que são processadas pelo Inpev (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias). Atualmente, 94% das embalagens retornam para reciclagem, índice considerado modelo internacional.

Novas gerações e futuro do agro

Silva apontou ainda que o retorno dos jovens ao campo tem impulsionado a agricultura de precisão, com maior uso de tecnologia e consciência ambiental. Esse movimento contribui para otimizar o uso de insumos e fortalecer a imagem do Brasil como potência agrícola sustentável.

“O agro é a base da segurança alimentar e o que sustenta a balança comercial brasileira. É preciso aproximar a população urbana dessa realidade e mostrar o papel estratégico do setor”, concluiu o especialista.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação, Informação, Mercado Internacional, Negócios

Brasil fortalece parceria com o Japão e busca expansão de mercado para carnes e outros produtos agropecuários

A missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ao Japão, realizada entre os dias 10 e 12 de fevereiro, foi marcada por avanços para o setor agropecuário brasileiro.

Liderada pelo secretário adjunto da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), Marcel Moreira, a comitiva teve como principal objetivo fortalecer os laços comerciais e avançar nas negociações bilaterais. 

Durante a visita, o secretário adjunto Marcel Moreira, acompanhado do adido agrícola do Brasil no Japão, Marco Pavarino, participou de reuniões com autoridades japonesas. No Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão (MHLW), foram discutidos temas essenciais para o setor, como a flexibilização da idade limite para o abate de bovinos e a habilitação de novas plantas frigoríficas brasileiras para exportação de carne de aves termo processadas.  

Outro encontro ocorreu com as equipes técnicas do Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão (MAFF), onde a comitiva brasileira tratou da abertura do mercado japonês para a carne bovina e da ampliação do acesso da carne suína. Além disso, foram debatidos outros temas, como por exemplo ajustes nos requisitos de tratamento térmico para a exportação de mangas e medidas para regionalizar o controle da Influenza Aviária.  

A missão também foi marcada por importante encontro com o Ministro da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Taku Eto, e com Deputado Federal Arata Takebe. A reunião contou com a presença do Embaixador do Brasil no Japão, Octavio Cortes, além de representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). 

Durante o encontro, Moreira ressaltou os aspectos de sanidade, qualidade e sustentabilidade da agropecuária brasileira e a importância da parceria comercial entre Brasil e Japão, que completa 130 anos de diplomacia e comércio bilateral em 2025. Durante o encontro, os lados sinalizaram o interesse em avanços nas negociações, com o objetivo de entregas concretas durante a visita do Presidente Lula ao Japão, prevista para o final de março próximo. 

Para buscar uma aproximação com o setor privado e compreender melhor os canais de comércio no Japão, a missão incluiu ainda visitas a grandes empresas importadoras de carne e a redes de supermercados do país.  

Além do comércio, a cooperação técnica entre os dois países esteve na pauta da visita ao Japão, com destaque para o avanço na parceria para implementar ações em conjunto dentro do Projeto Nacional de Recuperação de Pastagens Degradadas (PNCPD), reforçando o compromisso bilateral com a sustentabilidade e boas práticas agropecuárias. 

Japão: um mercado estratégico para o agro brasileiro

O Japão ocupa um papel estratégico no comércio exterior do agronegócio brasileiro. Em 2023, o país importou mais de US$ 3,31 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, consolidando-se como um dos principais destinos das exportações nacionais. As carnes de aves e suína, o café e a soja estão entre os itens mais demandados pelo exigente mercado japonês, que prioriza qualidade e segurança alimentar. 

As negociações em andamento não apenas buscam ampliar esse volume de exportações, mas também diversificar a pauta comercial, abrindo caminho para novos produtos brasileiros no mercado japonês. 

Compromisso com o crescimento do agro brasileiro 

A missão ao Japão reforça o empenho do Mapa em abrir novos mercados e fortalecer as exportações agropecuárias do Brasil. Com um posicionamento estratégico e técnico, o Brasil segue consolidando sua posição como um dos maiores fornecedores globais de alimentos, combinando qualidade, segurança sanitária e sustentabilidade para atender às exigências dos mercados internacionais.

FONTE: Datamar News
Brasil fortalece parceria com o Japão e busca expansão de mercado para carnes e outros produtos agropecuários – DatamarNews

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