Economia, Internacional, Negócios

Acordo com UE, inovação e economia de baixo carbono são prioridades na relação com Alemanha

Presidente da FIESC acompanha evento que discute também cooperação em saúde, energia e minerais críticos na Bahia

Com o objetivo de fomentar parcerias e a cooperação entre Brasil e Alemanha, empresários brasileiros e alemães e representantes dos governos dos dois países estão reunidos nesta segunda (16) e terça-feira (17), em Salvador (BA). O 41º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA) está sendo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Federação das Indústrias Alemãs (BDI) e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB).

Do lado brasileiro, a indústria propõe a discussão de uma agenda com onze pontos prioritários, entre eles a ratificação do acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Para o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, o acordo é muito importante para o Brasil. “Eventos como esse são importantes para estreitar os laços históricos com a Alemanha. O Brasil e Santa Catarina têm muito a ganhar com a ratificação do acordo com a União Europeia, que também trará benefícios à Europa. As relações comerciais têm potencial de avançar exponencialmente, assim como a cooperação para a inovação”, avaliou.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o momento da geopolítica é singular para concretizar o acordo. “O tratado cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo 20% da economia global e mais de 720 milhões de consumidores. O acordo garante ao Brasil e aos demais países do Mercosul acesso preferencial a importantes mercados, facilitando a inserção internacional e ampliando as oportunidades de comércio e investimentos entre os dois blocos”, enfatizou Alban.

Michael Heinz, representante da Comissão da Indústria Alemã e membro do Conselho de Administração da Basf, destacou a importância de parcerias estratégicas diante do novo cenário global. “Brasil e Alemanha têm as melhores condições para desenvolver produtos inovadores e de alta tecnologia. Além disso, o Brasil é um ator global da transformação energética e da economia verde, e o Mercosul tem um peso relevante para estabelecer parcerias com importantes mercados”, concluiu.

Também estão na pauta brasileira a cooperação sobre regras ambientais da União Europeia. Como foco em energia, o empresariado brasileiro debate ainda a possibilidade de mobilizar recursos do Global Gateway, do Banco Europeu de Investimento e de outras fontes, para financiar projetos de interconexão elétrica entre o Brasil e países da América Latina, além da criação de uma plataforma de cooperação bilateral para projetos de energia renovável e hidrogênio verde.

A agenda do Brasil inclui também acordos de cooperação em saúde e insumos farmacêuticos e para a agregação de valor nos minerais críticos, além de uma nova proposta para evitar a dupla tributação.  

A abertura do evento contou com a presença dos presidentes da CNI, Ricardo Alban, e de diversas federações industriais, entre as quais a FIESC, além de autoridades como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

Fonte: FIESC

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Comércio Exterior, Internacional

Secretária do MDIC reafirma compromisso com assinatura do Acordo Mercosul-União Europeia

Em Bruxelas, Tatiana Prazeres aprofunda diálogo comercial e reitera caráter mutuamente benéfico do acordo

A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), Tatiana Prazeres, cumpre agenda nesta semana em Bruxelas com o objetivo de reafirmar o compromisso do Brasil a favor da assinatura do acordo comercial com a União Europeia e ampliar o diálogo em temas estratégicos para o comércio exterior brasileiro.

No encontro desta quinta-feira (12/6) com a diretora-geral da Direção-Geral do Comércio (DG Trade) da Comissão Europeia, Sabine Weyand, a secretária destacou a importância da assinatura do acordo de parceria Mercosul–União Europeia ainda neste ano.

Também foram abordados temas regulatórios de grande relevância para o setor produtivo brasileiro, como a Regulação Europeia Antidesmatamento (EUDR), entre outros assuntos da agenda bilateral.  Participou também do encontro o embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, Representante Permanente do Brasil junto à União Europeia.

Segundo Tatiana Prazeres, esta é uma janela de oportunidade que precisa ser aproveitada. “O acordo com a União Europeia é estratégico para todos os países envolvidos e representa um passo importante na diversificação de mercados e na valorização do comércio baseado em regras claras e previsíveis”, afirmou.

Fórum

A agenda institucional foi complementada pela participação da secretária no Brussels Forum 2025, principal conferência anual promovida pelo German Marshall Fund of the United States (GMF).

No painel “Guerras Comerciais e uma Nova Ordem Econômica Americana: Implicações para a Europa e o Mundo?”, realizado na quarta-feira (11/6), Tatiana Prazeres dividiu o palco com autoridades e lideranças empresariais para debater os impactos das tensões geoeconômicas e suas repercussões para o comércio internacional, aproveitando para reforçar a importância do acordo entre os dois blocos no atual cenário externo. 

Ela também participou de evento paralelo voltado à competitividade econômica e à construção de estratégias para enfrentar os desafios impostos pelas transformações tecnológicas e geopolíticas.

Fonte: GOV – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Internacional, Portos

Portos se preparam para movimentação recorde após acordo em Paris

Previsão do Ministério de Portos e Aeroportos é que o segundo semestre registre recordes de leilões

A certificação que o Brasil recebe sexta-feira, 6, em Paris de país livre da febre aftosa sem vacinação deve intensificar o ritmo de arrendamentos portuários. A previsão do Ministério de Portos e Aeroportos é que o segundo semestre registre recordes de leilões e investimentos.

O país exportou neste primeiro trimestre, somente de carne bovina, 18% a mais do que o mesmo período do ano passado e 40% do que foi registrado em 2023. Os quatro principais portos de exportação foram Paranaguá (PR), Santos (SP), Itapoá (SC) e Rio Grande (RS).

Paranaguá teve leilão este ano que irá dobrar a capacidade de movimentação de carga e está prestes a ser o primeiro porto do país a ter concessão do canal de navegação. Santos também terá concessão de seu canal e fará em 2025 o maior leilão de um terminal portuário, que aumentará em 50% sua capacidade de movimentação de contêineres.

Itapoá inaugurou em 2024 o novo terminal de contêineres, que dobra sua capacidade de movimentação de carga. E o porto de Rio Grande terá em 2026 três novos leilões para granel líquido.

Fonte: Veja

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Internacional, Negócios

Presidente do Conselho Europeu diz que UE e Mercosul esperam assinar ratificação do acordo em dezembro

Previsão é que tratado seja ratificado durante a cúpula do Mercosul em dezembro, no Rio de Janeiro.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que a União Europeia e o Mercosul trabalham nos últimos ajustes técnicos para que o acordo entre os dois blocos seja ratificado ainda este ano, em dezembro, durante Cúpula do bloco sulamericano, no Brasil.

O Conselho Europeu reúne os chefes de estado dos países que compõem a União Europeia e é o órgão responsável por guiar as direções políticas do bloco.

“Eu diria que é mais necessário do que nunca para todos”, afirmou Costa.

Em entrevista exclusiva à TV Globo, durante visita ao Brasil nesta semana, Costa afirmou que o momento de guerra tarifária, impulsionado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumenta a necessidade de celeridade para que novos acordos comerciais sejam firmados, diminuindo a tensão internacional.

“Temos uma oportunidade para todas as outras regiões econômicas do mundo”, disse.

“Estamos com uma ação externa muito intensa, porque é fundamental em termos de mercado e de economia”, afirmou.

Ex-primeiro-ministro de Portugal, Antonio Costa está em visita ao Brasil até esta quinta-feira (29).

O objetivo da vinda é discutir o Fórum de Investimento UE-Brasil, além de trabalhar questões prioritárias nas relações bilaterais entre Brasil e União Europeia, como o tratado que pretende criar a maior zona de livre comércio do mundo, caso seja ratificado.

Aproximação com o Brasil

Costa afirmou que a União Europeia pretende “contribuir ativamente com objetivos ambiciosos para os compromissos que vamos ter na COP”, em referência à 30ª Conferência do Clima — marcada para ocorrer em Belém, no Pará, no fim deste ano.

O interesse do bloco europeu no Brasil em meio a tensões junto aos Estados Unidos fica claro nas demonstrações de intenção de cooperação da União Europeia com iniciativas encabeçadas pelo governo brasileiro.

“Já decidimos aderir ao novo fundo que o Brasil criou para a proteção das florestas na escala Global e somos grandes apoiadores, como o Brasil, do pacto para o futuro para a reforma das Organização das Nações Unidas e organizações financeiras internacionais.”

Fonte: G1


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Exportação, Internacional, Negócios

Argentina está prestes a fechar acordo para exportação de miúdos bovinos à China

Autoridades chinesas têm visita marcada ao país sul-americano em 8 de junho de 2025 para novas rodadas de diálogo, segundo informações da Reuters

A Argentina está cada vez mais próxima de fechar um acordo com a China que permitirá a exportação de subprodutos de carne bovina ao país asiático, conforme revelou uma reportagem da agência Reuters, enviada de Pequim.

Fontes com conhecimento direto das negociações relataram que os dois países estão em fase final de acertos técnicos, com o governo chinês mostrando pressa em diversificar suas fontes de importação alimentar em meio a um cenário global incerto.

Segundo Georges Breitschmitt, presidente do Instituto de Promoção da Carne Bovina da Argentina (IPCVA), a conclusão das negociações parece iminente. “Estamos nos aproximando do encerramento das conversas entre os dois governos. Restam apenas ajustes técnicos específicos”, afirmou ele em entrevista concedida à Reuters durante visita à capital chinesa.

Breitschmitt destacou ainda que o ritmo das conversas se intensificou, embora não haja uma data oficial definida para a assinatura do acordo. Uma segunda fonte consultada pela agência também indicou que a conclusão deve ocorrer “muito em breve”.

Conforme apurou a Reuters, autoridades chinesas têm visita marcada à Argentina no próximo dia 8 de junho para dar continuidade às discussões técnicas e avançar rumo à formalização do pacto.

Esse movimento acontece em um momento estratégico, com a China ampliando seus canais de fornecimento agrícola diante das tensões comerciais persistentes com os Estados Unidos. Buenos Aires e Brasília despontam como parceiros relevantes nesse novo arranjo comercial impulsionado por Pequim.

Atualmente, a China já representa o principal destino da carne bovina argentina, absorvendo cerca de dois terços das exportações do setor, que somam aproximadamente 30% da produção total do país. No entanto, quando se trata de subprodutos — como miúdos, peles e ossos — o fluxo comercial segue outra lógica, com maior presença em mercados diversos e consumo doméstico reduzido.

A reportagem da Reuters observou que nem as autoridades chinesas nem a embaixada argentina em Pequim responderam aos pedidos de comentário sobre o tema. A agência também informou que tentativas de contato por telefone não foram atendidas.

Fonte: Compre Rural

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Internacional, Negócios

Alckmin diz esperar assinatura de acordo Mercosul-UE até final do ano

Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento também defendeu que o Brasil deve buscar abrir novos mercados para suas exportações

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (26) que espera que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia seja assinado até o final deste ano.

Em evento na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, Alckmin também defendeu que o Brasil deve buscar abrir novos mercados para suas exportações.

“Nós temos que ganhar mercado. Primeiro ampliando o Mercosul, já além dos quatro (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) está entrando o quinto, está entrando a Bolívia”, disse Alckmin.

“Depois fazendo acordos. O Mercosul tinha acordo com Egito, Israel e Palestina. Foi feito já Mercosul e Cingapura e agora Mercosul e União Europeia, 27 países dos mais ricos do mundo. Esperamos até o final do ano poder avançar e já estar assinado o acordo Mercosul e União Europeia”.

Depois de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre os blocos sul-americano e europeu foi finalmente anunciado em 2024, mas ainda precisa ser ratificado pelos Parlamentos dos países do Mercosul, assim como pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho Europeu.

O acordo enfrenta resistências na Europa, especialmente de ambientalistas que temem um aumento do desmatamento para a produção e posterior exportação de commodities agrícolas, além de uma oposição veemente da França, segunda maior economia da UE, cujo setor agrícola tem grande força política no país.

Fonte: CNN Brasil


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Internacional, Negócios

Qatar Airways assina histórico acordo com Boeing para 160 aeronaves durante visita de Trump

A Qatar Airways, sob a liderança do CEO Badr Mohammed Al Meer, assinou um acordo histórico para a aquisição de até 160 aeronaves widebody da Boeing durante uma visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcando o maior pedido da história da empresa americana. Este acordo destaca os planos de expansão significativos da Qatar Airways e sua frota existente, composta por 64 Boeing 777s, 53 Boeing 787s e 9 Boeing 737s, evidenciando o compromisso da companhia em modernizar e expandir suas operações.

O acordo ocorre em um momento em que a Boeing enfrenta desafios, incluindo mudanças na liderança com Robert Kelly Ortberg assumindo como CEO em agosto de 2024, e esforços contínuos para estabilizar a empresa após problemas anteriores. Este pedido massivo não apenas impulsiona o livro de encomendas da Boeing, mas também fortalece as relações entre os EUA e o Qatar, especialmente no contexto da administração de Trump, que se concentra em fortalecer a manufatura americana e parcerias comerciais internacionais. O acordo reflete um alinhamento estratégico entre as ambições da aviação do Qatar e a estratégia de recuperação e crescimento da Boeing.

Fonte: Diário do Brasil

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Negócios, Tributação

EUA e China chegam a acordo para reduzir tarifas por 90 dias

Os Estados Unidos e a China anunciaram na segunda-feira que chegaram a um acordo para reduzir as tarifas recíprocas. Em declarações após conversas com autoridades chinesas em Genebra, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que os dois lados concordaram com uma pausa de 90 dias nas medidas.

Os Estados Unidos estão reduzindo as tarifas extras impostas à China este ano, levando a alíquota de 145% para 30%. Enquanto isso, a China está reduzindo as tarifas sobre produtos americanos de 125% para 10%.

“Ambos os países representaram muito bem seus interesses nacionais”, disse Bessent. “Ambos temos interesse em um comércio equilibrado, e os Estados Unidos continuarão caminhando nessa direção.”

Bessent discursou ao lado do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, após as negociações do fim de semana, nas quais ambos os lados elogiaram o progresso na redução das diferenças.

“O consenso de ambas as delegações neste fim de semana é que nenhum dos lados quer uma desaclopamento”, acrescentou Bessent. “O que ocorreu com essas tarifas altíssimas foi o equivalente a um embargo, e nenhum dos lados quer isso. Nós queremos comércio.”

A China afirmou que também “suspenderia ou cancelaria” medidas não tarifárias adotadas contra os EUA.

As reuniões em Genebra foram as primeiras interações presenciais entre autoridades econômicas do alto escalão dos Estados Unidos e da China desde que o presidente americano, Donald Trump, retornou ao poder e lançou uma ofensiva tarifária global, impondo tarifas particularmente pesadas à China.

Desde que assumiu o cargo em janeiro, Trump aumentou as tarifas pagas por importadores americanos sobre produtos da China para 145%, além daquelas que impôs a muitos produtos chineses durante seu primeiro mandato e às tarifas cobradas pelo governo de Joe Biden.

A China reagiu impondo restrições à exportação de alguns elementos de terras raras, vitais para os fabricantes americanos de armas e bens de consumo eletrônicos, e elevando as tarifas sobre produtos americanos para 125%.

A disputa tarifária paralisou quase US$ 600 bilhões em comércio bilateral, interrompendo as cadeias de suprimentos, gerando temores de estagflação e desencadeando algumas demissões.

Os mercados financeiros estavam atentos a sinais de redução nas tensões da guerra comercial, e os futuros de ações de Wall Street subiram e o dólar se firmou em relação a pares considerados ativos seguros na segunda-feira, com as negociações aumentando as esperanças de que uma recessão global possa ser evitada.

A consultoria Capital Economics calculou que, devido às tarifas que antecederam o retorno de Trump ao poder neste ano, as tarifas totais dos EUA sobre a China cairão para cerca de 40% após o acordo, enquanto as tarifas chinesas sobre os EUA seriam de cerca de 25%, de acordo com o “Financial Times”.

Fonte: Valor Econômico

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Internacional, Mercado Internacional, Tributação

EUA e China concordam em reduzir tarifas recíprocas

Anúncio ocorre após um fim de semana de intensas negociações comerciais em Genebra

Os Estados Unidos e a China concordaram em reduzir drasticamente as tarifas sobre os produtos um do outro por um período inicial de 90 dias, de acordo com um comunicado conjunto divulgado pelos dois países nesta segunda-feira (12).

O anúncio, feito em um comunicado conjunto, ocorre após um fim de semana de negociações comerciais intensas em Genebra, Suíça, por autoridades das duas maiores economias do mundo, onde ambos os lados elogiaram “progresso substancial”.

Até 14 de maio, os EUA reduzirão temporariamente suas tarifas sobre produtos chineses de 145% para 30%, enquanto a China reduzirá seus impostos sobre importações americanas de 125% para 10%, de acordo com o comunicado.

Ambos os lados reconhecem “a importância de uma relação econômica e comercial sustentável, de longo prazo e mutuamente benéfica”, afirmaram.

Os dois lados também concordaram em estabelecer “um mecanismo para dar continuidade às discussões sobre as relações econômicas e comerciais”, liderado pelo vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, segundo o comunicado.

“Essas discussões podem ser conduzidas alternadamente na China e nos Estados Unidos, ou em um terceiro país, mediante acordo entre as Partes. Conforme necessário, as duas partes podem realizar consultas em nível de trabalho sobre questões econômicas e comerciais relevantes”, acrescentou.

Investidores globais comemoram a pausa na guerra comercial desencadeada pelas tarifas massivas do presidente dos EUA, Donald Trump, que agitaram os mercados financeiros, interromperam as cadeias de suprimentos e alimentaram temores de recessão.

Os futuros do Dow Jones subiram mais de 2%, enquanto os futuros do S&P 500 subiram quase 3%, e os futuros do Nasdaq Composite, com forte peso nas ações de tecnologia, subiram mais de 3,5% durante as negociações da tarde na Ásia.

Os mercados asiáticos também apresentaram alta, com o índice Hang Seng de Hong Kong avançando mais de 3%.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Internacional, Negócios

Índia e Reino Unido finalizam acordo de livre comércio

Acordo reduz tarifas sobre produtos como peças de fabricação avançada e produtos alimentícios, e concorda com cotas de ambos os lados para importações de automóveis

O Reino Unido e a Índia firmaram um pacto de livre comércio nesta terça-feira (6), depois que a turbulência tarifária desencadeada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, forçou os dois lados a acelerar os esforços para aumentar seu comércio de uísque, carros e alimentos.

O acordo, entre a quinta e a sexta maiores economias do mundo, foi concluído após três anos de negociações intermitentes e visa aumentar o comércio bilateral em mais 25,5 bilhões de libras (US$ 34 bilhões) até 2040, com acesso liberal ao mercado e restrições comerciais mais brandas.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, disse que o acordo comercial era “ambicioso e mutuamente benéfico”. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o acordo fortaleceria alianças e reduziria barreiras comerciais nesta “nova era para o comércio”.

O acordo reduz tarifas sobre produtos como peças de fabricação avançada e produtos alimentícios, e concorda com cotas de ambos os lados para importações de automóveis.

Isso permitirá que mais empresas britânicas concorram por contratos na Índia e permitirá que trabalhadores indianos viajem para o Reino Unido para trabalhar, sem alterar o sistema de imigração baseado em pontos do país.

Ambos os países também buscam acordos bilaterais com os Estados Unidos para remover algumas das tarifas de Trump que perturbaram o sistema de comércio global, e a turbulência resultante aumentou o foco em Londres e Nova Déli na necessidade de fechar um acordo comercial entre o Reino Unido e a Índia.

O pacto marca a abertura dos mercados há muito tempo guardados pela Índia, incluindo o de automóveis, dando um exemplo precoce da provável abordagem da nação sul-asiática ao lidar com grandes potências ocidentais, como os EUA e a União Europeia.

Também marca o acordo comercial mais significativo do Reino Unido desde que ela deixou a União Europeia em 2020.

Histórico das negociações 

As negociações sobre um acordo de livre comércio entre a Índia e o Reino Unido foram iniciadas inicialmente em janeiro de 2022 e se tornaram um símbolo das esperanças do Reino Unido em sua política comercial independente após o Brexit.

Mas as negociações foram interrompidas, com o Reino Unido tendo quatro primeiros-ministros diferentes desde a data de lançamento e eleições em ambos os países no ano passado.

O Partido Trabalhista britânico, eleito em julho passado, agiu rapidamente para concluir um acordo após reiniciar as negociações em fevereiro, com conversas de última hora entre os ministros do comércio dos países em Londres na semana passada sendo suficientes para fechar um acordo.

As tarifas sobre uísque serão reduzidas pela metade, de 150% para 75%, antes de caírem para 40% no décimo ano do acordo.

O acordo também abrange regulamentações de regras de origem, dando aos fabricantes acesso a tarifas mais baixas, mesmo que usem insumos de outros lugares.

E inclui disposições sobre o setor de serviços e compras, permitindo que empresas britânicas concorram a mais contratos na Índia. Em relação aos vistos, há disposições sobre mobilidade empresarial para facilitar as viagens de profissionais a trabalho.

As negociações sobre um tratado bilateral de investimentos não foram concluídas juntamente com o acordo de livre comércio, embora um tratado sobre contribuições previdenciárias tenha sido firmado.

Fonte: CNN Brasil

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