Internacional

Comunicado Conjunto Brasil-Canadá sobre Negociações do Acordo de Livre Comércio Mercosul-Canadá e Compromisso com o Sistema Multilateral de Comércio

O Brasil e o Canadá compartilham um compromisso histórico com o comércio aberto, justo e sustentável, atuando em conjunto para promover a prosperidade bilateral, regional e no marco do sistema global de comércio.

Ambos concordaram em intensificar os fluxos bilaterais de comércio e investimento, como parte de suas estratégias de diversificação e expansão de mercados. Nesse contexto, os dois países acolhem com satisfação a realização da missão comercial brasileira ao Canadá (em setembro, em Toronto), com vistas a ampliar ainda mais as oportunidades de negócios bilaterais. Reafirmam, igualmente, seu apoio a um sistema multilateral de comércio baseado em regras, tendo a Organização Mundial do Comércio (OMC) como pilar central, e a necessidade de defender normas comerciais globais abertas e previsíveis, que têm contribuído para o crescimento e a prosperidade de nossos países.

Como passo oportuno rumo a maior diversificação econômica, determinamos que nossos altos funcionários responsáveis pela área de comércio iniciem discussões, inclusive com uma reunião de chefes negociadores no início de outubro, com vistas à retomada das negociações do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e o Canadá, ao lado de nossos parceiros Argentina, Paraguai e Uruguai.

A retomada das negociações comerciais entre o Mercosul e o Canadá constitui sinal inequívoco de nosso compromisso compartilhado de aprofundar os laços econômicos mutuamente benéficos e de abrir novas oportunidades relevantes para empresas, trabalhadores e comunidades nos dois lados.

Fonte: Ministério das Relações Exteriores

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Internacional

Donald Trump põe fim ao acordo de emissões zero para o transporte marítimo

Os Estados Unidos rejeitaram a proposta da Organização Marítima Internacional (OMI) para o chamado “Marco de Emissões Líquidas Zero”, que visa reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa no setor de transporte marítimo internacional, e ameaçaram impor sanções aos países que a apoiarem.

O anúncio foi feito conjuntamente pelo Secretário de Estado Marco Rubio, pelo Secretário de Comércio Howard Latnick, pelo Secretário de Energia Chris Wright e pelo Secretário de Transportes Sean Duffy. Trata-se de uma medida do presidente dos EUA, Donald Trump, que antecede uma votação prevista para outubro na ONU sobre a adoção da proposta de transporte marítimo com emissões zero.

A medida também ocorre enquanto a administração Trump utiliza tarifas como forma de pressionar líderes de outros países, incluindo China, Índia e Brasil, e à medida que os EUA retiram seu apoio a regulamentações voltadas para conter as mudanças climáticas, comentou a Reuters.

Donald Trump afirmou ainda que está retirando os Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o Clima, que estabelece a meta de alcançar emissões líquidas zero até 2050.

“A administração Trump rejeita categoricamente esta proposta perante a OMI e não tolerará qualquer ação que aumente os custos para nossos cidadãos, fornecedores de energia, empresas de transporte marítimo, seus clientes ou turistas”, disse o comunicado dos principais ministros dos EUA sobre o marco de transporte marítimo com emissões zero.

“Os membros da OMI devem saber que buscaremos seu apoio contra esta ação e não hesitaremos em reagir ou explorar soluções para nossos cidadãos, caso esse esforço fracasse”, acrescentou.

Os Estados Unidos, um dos 176 países membros da OMI, se retiraram das negociações sobre o marco de emissões zero em abril e instaram os demais membros da organização a reconsiderarem seu apoio à proposta, segundo um memorando citado pela Reuters.

O histórico

Os países membros da OMI concordaram com o marco de emissões zero em abril, após uma votação por maioria simples. Dos que votaram, 63 – incluindo China, Brasil e países da União Europeia – foram favoráveis, enquanto apenas 16 votaram contra.

Em outubro, a proposta precisará de uma maioria de dois terços – ou seja, apoio de 108 países membros – para ser aprovada. A OMI só recorre à votação quando não há consenso entre os Estados membros sobre uma regulamentação.

Navios que cruzam oceanos transportam cerca de 80% das mercadorias do mundo e são responsáveis por quase 3% das emissões globais de carbono. O setor está sob pressão de ambientalistas e investidores para tomar medidas mais efetivas em relação ao clima, incluindo a adoção de um imposto sobre carbono.

Tudo isso levou muitas grandes empresas de transporte marítimo a assumirem o compromisso de alcançar emissões líquidas zero até 2050. Diversas entidades que representam empresas do setor apoiaram a legislação, mas também pediram medidas específicas para compensar o custo mais elevado dos combustíveis “verdes”.

O Conselho Mundial de Navegação (World Shipping Council), que representa grandes empresas, a maior transportadora de contêineres do mundo, Maersk, e a principal empresa de transporte marítimo de veículos, Wallenius Wilhelmsen, recusaram-se a comentar imediatamente os desdobramentos.

Fonte: Offshore CO²

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Internacional

EUA ameaçam países de acordo por transporte marítimo limpo

O governo americano está ameaçando países que adotarem, em outubro, o plano de descarbonização do transporte marítimo aprovado em abril, em Londres, na sede da Organização Marítima Internacional, a IMO. Na ocasião, negociadores de 170 países aprovaram o que foi considerado um acordo histórico: pela primeira vez um setor da economia global irá taxar emissões globais de carbono com o objetivo de alcançar a neutralidade líquida zero até 2050.

Entre 14 e 17 de outubro, durante sessão extraordinária do Comitê de Proteção do Ambiente Marítimo da IMO, as medidas econômicas e técnicas serão adotadas.

Uma declaração de três parágrafos divulgada na terça-feira diz que “o governo Trump rejeita inequivocamente esta proposta perante a IMO” e alerta os membros da organização “de que buscaremos seu apoio contra essa ação e não hesitaremos em retaliar ou explorar soluções para nossos cidadãos caso essa iniciativa fracasse”.

A nota foi divulgada pelo secretário de Estado Marco Rubio, pelo secretário de Comércio Howard Lutnick, pelo secretário de Energia Chris Wright e pelo secretário de Transporte Sean Duffy. “O presidente Trump deixou claro que os EUA não aceitarão nenhum acordo ambiental internacional que onere indevida ou injustamente os EUA ou prejudique os interesses do povo americano”, inicia o texto. “Quaisquer que sejam seus objetivos declarados, a estrutura proposta é efetivamente um imposto global de carbono sobre os americanos, cobrado por uma organização da ONU irresponsável”, segue..

Em poucas frases, a declaração contém uma série de informações falsas, a começar pelo título que diz que o acordo pelo net-zero é “conhecido como Imposto Global de Carbono”. Não é. O imposto global era um pedido dos países insulares que não vingou no acordo final. O que se obteve foi uma decisão legalmente vinculante que estabelece duas faixas com metas de redução para todos os navios oceânicos com volume superior a 5 mil toneladas brutas e responsáveis por 85% das emissões do setor.

A IMO tinha um mandato dado pelos países, inclusive pelos EUA, para chegar a um acordo que descarbonize um setor que responde por mais de 90% do comércio global e por 3% das emissões mundiais de gases-estufa. Por isso, a acusação que a organização é “unaccountable” não se justifica.

Outra incoerência está na frase que diz que “esses padrões de combustível beneficiariam convenientemente a China”. A China, ao contrário, está longe de seus mercados e leva seus produtos, principalmente, através de navios.

Uma afirmação curiosa é a que diz que o tal “imposto global de carbono” encarecerá o preço dos produtos aos americanos -vinda de um país que está aumentando tarifas para o mundo todo.

Outro absurdo é o que diz que “os padrões também impediriam o uso de tecnologias comprovadas que abastecem frotas de transporte marítimo globais, incluindo opções de menor emissão onde a indústria americana lidera, como gás natural liquefeito (GNL) e biocombustíveis.” Trata-se de uma inverdade. Não existe nada no acordo aprovado que diga que se irá excluir nem um nem outro.

A maioria dos países é favorável ao acordo. Em caso de votação, o quórum para o acordo ser aprovador é de 2/3 dos países-membros do anexo 6 da Marpol (a convenção de prevenção de poluição dos navios) e, dentro destes 2/3 tem de estar, no mínimo, 50% da tonelagem da frota mundial. Panamá, Libéria e Ilhas Marshall têm quase metade dessa frota.

Fonte: Valor Econômico

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Internacional

China cria o maior estaleiro do mundo, impulsionada pela rivalidade com os EUA

Em um acordo de US$ 16 bilhões, China busca conter as ações de Trump para reconstruir estaleiros americanos

Uma fusão de US$ 16 bilhões entre dois estaleiros da China está prevista para ser concluída ainda nesta semana, criando o maior estaleiro do mundo, enquanto os EUA buscam uma maneira de retornar ao setor.

Os estaleiros americanos estão tentando recuperar o atraso após décadas de declínio da indústria marítima, embora os planos ambiciosos do presidente Trump para reativar a construção naval americana tenham enfrentado dificuldades recentemente. No curto prazo, a ameaça de Trump de impor taxas mais altas a navios fabricados na China está dando aos rivais sul-coreanos e japoneses uma oportunidade para reconquistar participação de mercado.

A campeã chinesa chama-se China State Shipbuilding, ou CSSC. Esta semana, a empresa deve absorver sua parceira na fusão, a China Shipbuilding Industry, e assumir a listagem exclusiva na Bolsa de Valores de Xangai, após a recente aprovação do acordo pelos órgãos reguladores.

A empresa resultante da fusão espera usar seu volume para cortar custos e superar a turbulência do setor causada pelas medidas de Trump.

As duas empresas eram originalmente uma só e se separaram em 1999, quando o governo quis promover a concorrência. Atualmente, Pequim busca consolidar empresas estatais em setores sensíveis, particularmente aqueles ligados ao setor militar.

O principal área de negócio da CSSC é o comercial, mas ela também tem contratos importantes com a Marinha Chinesa. A empresa que está sendo incorporada projetou e construiu o primeiro porta-aviões chinês, o Shandong.

A diretoria da empresa informou que a fusão permitirá atender melhor à necessidade da Marinha por equipamentos avançados.

“Este é um marco importante na busca de longo prazo da China para dominar a construção naval global“, disse Matthew Funaiole, analista do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington.

Domínio da China

Juntas, as empresas representaram quase 17% do mercado global no ano passado, segundo dados de novos pedidos da Clarksons Research.

A carteira de pedidos combinada da empresa resultante da fusão totalizará mais de 530 navios e 54 milhões de toneladas de porte bruto, a maior do mundo, com uma receita anual de cerca de US$ 18 bilhões, segundo os últimos relatórios anuais.

“Isso fortalece a capacidade do governo chinês de executar sua estratégia de fusão militar-civil”, disse Funaiole. “A produção comercial e naval está cada vez mais integrada, compartilhando tecnologia, talento e infraestrutura.”

O governo chinês quer dominar a indústria da construção naval há décadas, e agora os estaleiros chineses representam mais da metade do mercado global.

Os navios construídos pela China representaram cerca de 55% da tonelagem global no ano passado, em comparação com menos de 0,05% dos EUA, segundo dados das Nações Unidas.

A China tem 232 vezes a capacidade de construção naval dos EUA, de acordo com a Marinha dos EUA.

Mas dados recentes sugerem que a China está enfrentando tempos mais difíceis, pois a perspectiva de taxas portuárias americanas sobre navios de fabricação chinesa levou os armadores a buscarem estaleiros não chineses. Além disso, as tarifas de Trump e o foco dos países nas cadeias de suprimentos domésticas aumentaram o espectro de uma redução no comércio global em geral, o que significa que menos navios seriam necessários para transportar mercadorias.

A Yangzijiang Shipbuilding, listada em Cingapura e o maior estaleiro privado da China, recebeu encomendas de 14 navios estimadas em US$ 540 milhões no primeiro semestre de 2025, em comparação com 126 embarcações estimadas em US$ 14,6 bilhões em todo o ano passado. Dados da Clarksons mostram que as encomendas globais de novos navios caíram 48% em relação ao ano anterior no primeiro semestre de 2025.

A Yangzijiang afirmou que o setor enfrenta “incertezas macroeconômicas e tensões geopolíticas”.

Enquanto isso, concorrentes menores no Japão buscam recuperar participação de mercado após décadas sendo pressionados por concorrentes chineses e sul-coreanos de menor custo.

O presidente da Imabari Shipbuilding, Yukito Higaki, que também preside a Associação de Construtores Navais do Japão, afirmou em junho que o país pretendia aumentar sua participação de mercado de cerca de 9% para 20% até 2030. A associação está “unindo empresas japonesas de navios e embarcações sob uma estratégia ‘All Japan’ para combater a China e a Coreia do Sul”, afirmou.

Japão dominava cerca de metade de toda a produção da construção naval na década de 1990.

Uma proposta apresentada em junho pelo Partido Liberal Democrata do Japão, agora no poder, pede amplos subsídios para estaleiros locais a fim de proteger a segurança nacional, incluindo um fundo público-privado de US$ 6,7 bilhões. “Se não agirmos agora, o Japão corre o risco de perder completamente sua indústria de construção naval, como aconteceu com a Europa e os Estados Unidos”, afirmou o partido.

“A China não desistirá facilmente”, afirmou Kenneth G. Huang, professor da Universidade Nacional de Cingapura que estuda empresas estatais chinesas. “A construção naval é uma capacidade essencial que a China quer desenvolver”, disse ele, “e a rivalidade com os EUA vai forçá-los a se modernizar mais rapidamente”.

Fonte: InvestNews

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Negócios

SC e PR assinam acordo de R$ 340 milhões sobre royalties do petróleo

Acerto encerra disputa judicial de 34 anos; valor devido pelo estado vizinho será aplicado em obras na rodovia SC-417

 Santa Catarina e Paraná assinaram nesta quarta-feira, 6, o acordo para a compensação dos royalties do petróleo devidos pelo estado paranaense aos catarinenses. Os governadores Jorginho Mello e Ratinho Jr. fecharam o entendimento de que o valor de R$ 340 milhões a ser ressarcido vai ser pago em obras estruturantes na rodovia SC-417, da divisa entre os dois estados até o contorno de Garuva.

A negociação encerra a Ação Cível Originária (ACO) nº 444, na qual o Paraná foi condenado a ressarcir Santa Catarina por valores de royalties recebidos indevidamente em razão de um erro de demarcação dos campos de exploração de petróleo cometido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos anos 80.

O acordo prevê a restauração e duplicação na rodovia de 19,188 km, divididos em três trechos. O segmento 1 começa na divisa entre Santa Catarina e Paraná e vai até o entroncamento com a SC-416 para Itapoá. Ele vai receber pavimento flexível. Já o segmento 2 vai do entroncamento até o final da rodovia, encontrando o contorno de Garuva e vai contar com pavimento rígido (de concreto) Somadas as duas partes chegam a 10,610 km.

Já o terceiro segmento liga o contorno de Garuva à BR 101, com 8,52 km em pavimento rígido. Dentro desse trajeto, há três interseções importantes que exigem a construção de viadutos, também contemplados no pacote: viaduto na entrada de Itapoá (Interseção SC-416 com a SC-417); viaduto de acesso a Garuva (no início do Contorno de Garuva); e um viaduto sobre a BR-101, duplicando o viaduto existente.

Segundo o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, os recursos vão permitir uma melhor condição de mobilidade, resolvendo o problema de trânsito na região de Garuva, no Norte do estado.

Em outra frente, o Governo do Estado vai trabalhar na SC-416, do entroncamento da SC-417 até a estrada José Alves, na entrada de Itapoá. Serão 26 km com duplicação em pavimento rígido. Esta obra terá recursos estaduais do Programa Estrada Boa.


“A relação Paraná e Santa Catarina é uma relação de humanidade, de amigos, de vizinhos, de parceiros, são estados que foram colonizados de forma muito parecida. Então, a ideia é justamente para melhorar uma questão logística das divisas dos estados”, explicou o governador do Paraná, Ratinho Jr.

Em 2009, a Federação das Indústrias de SC (FIESC) elaborou e entregou ao então presidente da Assembleia Legislativa de SC (Alesc), Jorginho Mello, um estudo que dimensionava as perdas para o estado com o recebimento de menos royalties que o devido. O imbróglio, no entanto, é anterior.  

Ação se estende por mais de três décadas

A Ação Cível Originária (ACO) nº 444 começou em 1987, quando o Estado tentou administrativamente que o IBGE alterasse os critérios para fixar a divisa marítima entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Esses traços definem qual dos Estados tem direito ao recebimento dos royalties, que são recursos pagos aos entes para compensar os investimentos em infraestrutura e também eventuais impactos ambientais decorrentes da exploração de petróleo no litoral.

Santa Catarina sempre entendeu que os critérios utilizados pelo IBGE eram ilegais. A projeção marítima catarinense que resultou dessa definição do instituto nacional fazia com que o Estado do Paraná recebesse os royalties decorrentes da exploração de petróleo e gás dos campos Tubarão, Estrela do Mar, Coral, Caravela e Caravela do Sul, localizados a cerca de 150 quilômetros do litoral catarinense, entre os municípios de Itajaí e São Francisco do Sul. O Estado de Santa Catarina nunca recebeu royalties pela exploração desses campos.

Como o IBGE não aceitou rever os critérios, a Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina ajuizou uma ação no STF em 1991 para ver reconhecido o direito dos catarinenses. Foram três décadas de intenso trabalho que resultou na decisão dos ministros do Supremo de que o Estado sempre esteve certo ao questionar os critérios usados pelo instituto.

Em junho de 2020 os ministros do STF foram favoráveis a Santa Catarina. O relator, ministro Luís Roberto Barroso, fundamentou a decisão para determinar que o IBGE refizesse o traçado das linhas projetantes dos limites territoriais dos Estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo sobre o mar, para fins de percepção dos recursos financeiros, utilizando o método das linhas de base reta e tomando como pontos apropriados aqueles já fixados pela fundação, mas sem garantir a projeção dos limites do Paraná a 200 milhas. Além disso, condenou os Estados do Paraná e de São Paulo a ressarcir Santa Catarina pelos royalties recebidos por cada um pela exploração ocorrida desde o ajuizamento da ação.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Internacional

Acordo UE-Mercosul será “presente de Natal”, diz chefe europeu

Chefe de comissão do Parlamento Europeu afirma que texto jurídico está pronto

O presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu, Bernd Lange, disse que o texto do acordo entre a União Europeia e o Mercosul “está pronto” e será “um presente de Natal maravilhoso neste ano”. O tratado é negociado há 25 anos e foi assinado ano passado, em Montevideo, no Uruguai. Mas para começar a valer, é necessário ser analisado pelo Conselho da União Europeia, pelo Parlamento Europeu e também pelo parlamento de cada um dos 27 países que pertencem a UE.

A França se opõe ao acordo. Devido ao lobby agrícola francês, políticos do país e o presidente Emmanuel Macron tentam utilizar uma cláusula de bloqueio para que a aprovação final não aconteça. Porém, com o atual cenário comercial mundial, os europeus, inclusive os franceses, estão repensando seus posicionamentos.

União Europeia e Mercosul unem mais de 700 milhões de consumidores e, juntos, possuem um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões de dólares. Atualmente, a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, ficando atrás apenas da China.

Fonte: Band News TV

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Negócios

Brasil recusa reabrir negociações de acordo Mercosul-UE

França havia proposto salvaguarda para carnes e açúcar

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou à Comissão Europeia que não está disposto a reabrir as negociações do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, concluídas em dezembro passado, no Uruguai.

Segundo o jornal Valor Econômico, o Brasil rejeitou a proposta de analisar uma salvaguarda sugerida pelo presidente da França, Emmanuel Macron, para viabilizar a ratificação do tratado.

Paris propôs a criação de um mecanismo de proteção que seria acionado na UE com base em determinados volumes e preços nas importações de carne bovina, frango e açúcar oriundos dos países do Mercosul.

Durante uma visita de Estado à França no mês passado, Lula pediu a Macron que “abra o coração para a possibilidade de fazer esse acordo”, em meio aos tarifaços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Fonte: ANSA Brasil

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Greve

Com reajuste de 9%, auditores da Receita Federal aprovam acordo e põem fim à greve

Proposta apresentada pelo governo foi aprovada por 64,5% dos participantes da assembleia, realizada pelo Sindifisco

Os auditores fiscais da Receita Federal decidiram nesta quinta-feira (10) aceitar a proposta de reajuste salarial de 9% apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que deve levar ao encerramento da greve da categoria, iniciada há oito meses.

A proposta foi aprovada por 64,5% dos participantes da assembleia, realizada pelo Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), em parceria com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

A assembleia foi realizada de forma virtual na noite de quarta-feira (9) e contou com cerca de 9.000 participantes. Do total, 64,5% votaram a favor do acordo com o Executivo, enquanto 35,5% se manifestaram contra.

O reajuste aprovado prevê aumento de 9% na remuneração básica da categoria, a ser aplicado a partir de abril de 2026. A greve estava suspensa desde junho, por determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas os auditores continuavam em estado de mobilização.

A expectativa agora é que a medida seja oficializada no Diário Oficial da União nas próximas horas.

Transtornos

A paralisação dos auditores fiscais da Receita Federal afetava a entrega de mais de 1 milhão de encomendas internacionais, especialmente roupas e eletrônicos comprados em sites estrangeiros.

Os auditores fiscais reivindicavam reajustes salariais desde o último ajuste em 2016, argumentando perdas inflacionárias não compensadas desde então. Além das importações, a greve impactava negativamente as exportações brasileiras.

Em locais como o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, existia uma quantidade crítica de mercadorias estocadas inadequadamente devido à falta de espaço. No entanto, itens essenciais como cargas vivas, alimentos e medicamentos continuavam sendo liberados rapidamente.

Fonte: R7

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Agronegócio, Internacional

Embrapa assina acordo com a Índia para ampliar cooperação em pesquisa agropecuária

Memorando de Entendimento amplia parceria entre Brasil e Índia com foco em sustentabilidade, segurança alimentar e intercâmbio tecnológico; Embrapa é vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Conselho Indiano de Pesquisa Agrícola (ICAR) assinaram, nesta quarta-feira (9), em Brasília, um Memorando de Entendimento para ampliar a cooperação em pesquisa agropecuária entre os dois países. O foco da parceria está no desenvolvimento sustentável da agricultura e no fortalecimento institucional das entidades envolvidas. A cerimônia contou com a presença da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, além de representantes do ICAR e da Embaixada da Índia no Brasil.

O acordo representa um novo marco na agenda bilateral Brasil–Índia. Na terça-feira (8), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da recepção ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmando o papel do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no fortalecimento de parcerias estratégicas.

Vinculada ao Mapa, a Embrapa é a principal instituição de pesquisa do país voltada ao desenvolvimento da agropecuária nacional. A colaboração com o ICAR reforça o compromisso do Brasil em buscar soluções sustentáveis, inovadoras e colaborativas para os desafios globais da agricultura.

“A parceria entre a Embrapa e o ICAR – Indian Council of Agricultural Research – amplia a cooperação histórica entre as duas instituições e foca em áreas como etanol de 2ª geração, pulses, bioinsumos, entre outras”, destacou Silvia Massruhá.

Com vigência inicial de cinco anos, o acordo prevê a realização de projetos conjuntos em ciência, tecnologia e inovação nas áreas de agricultura e recursos naturais. Entre os principais temas estão: biotecnologia, nanotecnologia, agricultura de precisão, automação, tecnologias da informação, saúde animal e vegetal, segurança alimentar, produção de bioetanol de segunda geração, desenvolvimento de culturas agrícolas de alto rendimento, biofertilizantes, biopesticidas e o fortalecimento de cadeias de valor pós-colheita.

Também estão previstas ações como o intercâmbio de cientistas, o compartilhamento de germoplasma e o desenvolvimento de pesquisas colaborativas em temas de interesse comum.

“É determinação do presidente Lula o fortalecimento de laços com parceiros estratégicos. Esta assinatura sedimentará ainda mais as relações no campo da agropecuária, abrindo novas possibilidades de negócios e de pesquisas”, afirmou o ministro Fávaro.

Para garantir o bom andamento da parceria, será criado um Grupo de Trabalho Conjunto (GTC), com representantes de ambas as instituições, que se reunirá a cada dois anos para acompanhar a execução das atividades e propor novos encaminhamentos.

Desde 2023, o agronegócio brasileiro conquistou 392 aberturas de mercado, sendo dez delas com a Índia. Entre os principais produtos exportados para o país asiático estão cítricos, açaí em pó e suco de açaí, pescados, derivados de ossos para gelatina e abacate. A Índia é, atualmente, o 10º maior destino das exportações do agro brasileiro, com destaque para produtos do complexo sucroalcooleiro, soja e fibras têxteis.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Negócios

Mato Grosso na rota do Pacífico: acordo entre Brasil e China impulsiona Ferrovia Bioceânica

Novo corredor ferroviário prevê ligar Mato Grosso ao Oceano Pacífico, ampliando exportações e reduzindo custos logísticos

Mato Grosso deve se tornar um dos principais pontos de conexão do Brasil com o mercado asiático. Um acordo firmado nesta segunda-feira (7) entre o Governo Federal e o Instituto de Planejamento da China State Railway Group marca o início dos estudos para viabilizar a Ferrovia Bioceânica — corredor ferroviário que promete ligar o país ao Oceano Pacífico, por meio do Porto de Chancay, no Peru.

O memorando de entendimento foi assinado pelo Ministério dos Transportes, por meio da Infra S.A., e representa um avanço estratégico na integração logística sul-americana.

A assinatura do memorando é resultado de uma articulação iniciada em abril, quando uma delegação chinesa visitou o Brasil e percorreu obras estratégicas como a Fiol 1 e a Fico. Em maio, durante missão oficial à China, o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, acompanhou o ministro da Casa Civil, Rui Costa, em agendas com autoridades chinesas, aprofundando o diálogo técnico-institucional que culminou na formalização da parceria.

Conforme o Ministério dos Transportes, equipes técnicas do Brasil e China desde então realizam análises detalhadas sobre a logística brasileira, com foco no escoamento da produção agrícola e mineral do Centro-Oeste para os portos do Arco Norte e do Sudeste. O eixo ferroviário Fico-Fiol, cujo leilão está previsto para o primeiro semestre de 2026, é a base estruturante do corredor em estudo.

A Fiol (Ferrovia Integração Oeste-Leste) liga Ilhéus, na Bahia, a Mara Rosa, no estado de Goiás. Já a Fico (Ferrovia de Integração Centro-Oeste), cujas obras já alcançaram 39% de execução, como destacado recentemente pelo Canal Rural Mato Grosso, vai de Mara Rosa até Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, em um percurso de 888 quilômetros.

Com potencial para transformar a matriz de exportações do agronegócio mato-grossense, o projeto visa impulsionar o escoamento da produção de grãos e minerais da região, encurtando o caminho até a Ásia e reduzindo a dependência de portos do Sudeste e Sul do país.

A assinatura do memorando é considerada “um marco na cooperação entre o Brasil e a China na área ferroviária”, conforme o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro.

Para o diretor-geral da China State Railway Group, Wang Jie, a “parceria é um fruto da sabedoria e da confiança mútua, e vai contribuir no dinamismo e desenvolvimento dos transportes em nossos países. Que a amizade entre o Brasil e a China perdure por longo tempo e continue a frutificar”.

Ainda durante a assinatura do memorando, o secretário Leonardo Ribeiro ressaltou que “o Brasil está preparado para liderar uma nova era de infraestrutura logística. E essa liderança se fará com responsabilidade, com engenharia de qualidade, com parcerias sólidas e com trilhos voltados para o futuro. É por isso que estamos trazendo os melhores do campo ferroviário para nos dar subsídios”.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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