Comércio Internacional

Acordo Mercosul-União Europeia avança na Câmara e segue para o Senado

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (25), o acordo de comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A matéria já havia recebido aval, no dia anterior, da representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul).

Com o resultado, o texto será encaminhado ao Senado Federal, onde ainda precisará passar por votação. Para entrar em vigor, o acordo também depende de ratificação pelos Parlamentos da Argentina, Paraguai e Uruguai. Somente após a conclusão de todos os trâmites legislativos nos países envolvidos é que a medida poderá produzir efeitos.

Entenda o que prevê o acordo Mercosul-UE

Aprovado em votação simbólica na Câmara, com voto contrário apenas da federação Psol-Rede, o acordo Mercosul-União Europeia cria uma ampla área de livre comércio entre os dois blocos econômicos.

O texto estabelece:

  • Redução gradual de tarifas de importação;
  • Preservação de setores considerados sensíveis;
  • Previsão de salvaguardas comerciais;
  • Mecanismos de solução de controvérsias.

Ao todo, o documento reúne 23 capítulos que tratam de temas como regras comerciais, diminuição de impostos e normas para diferentes setores produtivos.

Pelas regras acordadas, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos produtos europeus no prazo de até 15 anos. Já a União Europeia retirará impostos sobre 95% dos bens originários do Mercosul em até 12 anos.

Tramitação no Parlasul e papel do governo

O acordo foi assinado em 17 de janeiro, no Paraguai, e enviado ao Parlasul pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 2 de fevereiro.

A discussão na representação brasileira começou em 10 de fevereiro, quando o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) apresentou seu parecer. Um pedido de vista adiou a deliberação inicial, mas o texto acabou sendo aprovado por unanimidade nesta semana.

Por recomendação do relator, qualquer ato que envolva eventual denúncia, revisão do acordo ou alterações que gerem encargos ou compromissos ao Brasil dependerá de autorização do Congresso Nacional.

Em seu parecer, Chinaglia destacou que o acordo inaugura uma nova fase de cooperação entre os países do Mercosul e da União Europeia.

Impacto econômico e projeções

O tratado estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo um mercado com mais de 720 milhões de habitantes.

De acordo com estimativas da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de contribuir para a diversificação da pauta exportadora e fortalecer setores da indústria nacional.

Fonte: Infomoney

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: ILUSTRATIVA / INTERNET

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-União Europeia avança no Congresso com articulação por votação rápida

O Acordo Mercosul-União Europeia entrou na agenda prioritária do Congresso Nacional após articulação entre representantes do Legislativo e do Executivo. Parlamentares que integram a representação brasileira no Parlasul e comissões de Relações Exteriores reforçaram a necessidade de uma tramitação rápida da proposta, com o objetivo de levar o texto à votação ainda neste mês.

Compromisso político para acelerar a votação

Durante reunião realizada em Brasília, deputados de diferentes partidos e senadores manifestaram consenso sobre a relevância estratégica do acordo para o país. O grupo se comprometeu a atuar de forma coordenada para que a proposta seja apreciada no plenário da Câmara dos Deputados até o fim de fevereiro, encurtando os prazos legislativos.

Integração regional e efeitos internacionais

A expectativa é que a rápida internalização do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia pelos países do bloco sul-americano amplie as chances de entrada em vigência provisória do tratado. Esse movimento é visto como fundamental para fortalecer a integração econômica, ampliar o acesso a mercados internacionais e aumentar a previsibilidade nas relações comerciais.

Brasil e Mercosul avançam de forma coordenada

Segundo representantes do governo, os países do Mercosul vêm encaminhando suas propostas de forma alinhada. No caso brasileiro, o envio do texto ao Congresso ocorreu logo no início do ano legislativo, sinalizando prioridade política ao tema e disposição para avançar nas etapas internas de aprovação.

Senado também defende urgência na análise

Além da mobilização na Câmara, houve compromisso de atuação para acelerar a tramitação no Senado Federal. A intenção é evitar gargalos entre as Casas Legislativas e garantir que o processo de ratificação do Acordo Mercosul-UE ocorra de maneira fluida e coordenada.

Participaram do encontro parlamentares como Arlindo Chinaglia (PT-SP), Nelsinho Trad (PSD-MT), Zeca Dirceu (PT-PR), Áureo Ribeiro (SDD-RJ), Bohn Gass (PT-RS), Beto Richa (PSDB-PR), Dilceu Sperafico (PP-PR), Giovani Cherini (PL-RS), Afonso Motta (PDT-RS), Rodrigo Gambale (Pode-SP), Bebeto (PP-RJ), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Renata Abreu (Pode-SP), Danrlei de Deus Hinterholz (PSD-RS), Odair Cunha (PT-MG) e Ana Paula Leão (PP-MG).

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio César Silva/MDIC

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-União Europeia avança e deve impulsionar comércio exterior, afirma Alckmin

Ao apresentar os resultados recordes da balança comercial de 2025, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (06/01) que o acordo Mercosul-União Europeia está em fase avançada. Segundo ele, a ampliação de acordos comerciais é estratégica para fortalecer o comércio exterior brasileiro em um cenário global instável.

Negociação histórica em fase avançada

De acordo com Alckmin, o tratado entre Mercosul e União Europeia, negociado há mais de duas décadas, caminha para a conclusão. O ministro destacou a relevância do acordo em um contexto marcado por conflitos geopolíticos, protecionismo e tensões comerciais.

“Estamos otimistas. Será um acordo fundamental para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global. Em um momento de instabilidade internacional, poderá se tornar o maior acordo do mundo”, afirmou.

Acordos recentes ampliam presença do Mercosul

O ministro também lembrou avanços recentes do bloco sul-americano em outras frentes. Entre eles, o acordo firmado com Singapura, em 2023 — um dos principais destinos das exportações brasileiras — e o tratado com a EFTA, concluído em 2025, que reúne países com algumas das maiores rendas per capita do mundo, como Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Segundo Alckmin, o fortalecimento das relações comerciais traz ganhos diretos para a economia. “Quando o comércio global cresce, quem ganha é a sociedade”, afirmou, ao comentar o recorde de US$ 349 bilhões em exportações registrado em 2025.

Novas negociações e relações bilaterais

Além dos acordos já firmados, o Brasil mantém negociações para novos tratados de livre-comércio, incluindo Canadá e Emirados Árabes Unidos. Também estão em andamento conversas com Índia e México para ampliar acordos de preferências tarifárias.

Questionado sobre a relação comercial com a Venezuela, no contexto de medidas adotadas pelos Estados Unidos, Alckmin ressaltou que o intercâmbio bilateral é limitado, somando cerca de US$ 1,2 bilhão em 2025. Ele lembrou ainda que o país vizinho já representou 12% do PIB da América do Sul nos anos 1970, participação hoje reduzida para cerca de 2%.

Medidas para fortalecer o comércio exterior

Durante a coletiva, Alckmin destacou ações do governo voltadas à desburocratização do comércio exterior e à ampliação da corrente de comércio. Um dos principais instrumentos citados foi o Portal Único de Comércio Exterior, que integra serviços de órgãos como Anvisa, Ibama e os ministérios da Agricultura e da Saúde.

Segundo o ministro, a ferramenta já conta com 80% de migração concluída e deve atingir 100% até setembro, com potencial de gerar economia de até R$ 40 bilhões e reduzir em 50% as operações de importação que exigem licenciamento.

Incentivos e reforma tributária

Entre outras iniciativas, Alckmin mencionou o programa Acredita no Brasil, que permite a micro e pequenas empresas recuperar parte dos tributos pagos na cadeia produtiva de bens exportados.

O ministro também destacou a Reforma Tributária como elemento central para melhorar o ambiente de negócios. Segundo ele, a adoção do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) elimina tributos embutidos nas exportações e investimentos. Estudos do Ipea indicam que, em 15 anos, a reforma pode elevar os investimentos em 14% e as exportações em 17%.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio César Silva/MDIC

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Internacional

Senado discute avanços do Acordo Mercosul-União Europeia e prevê assinatura até dezembro

Após 25 anos de negociações, o Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia voltou ao centro das discussões no Senado Federal. A Comissão de Relações Exteriores (CRE) realizou, na última terça-feira (21), uma audiência para avaliar as perspectivas de assinatura, ratificação e entrada em vigor do tratado, que deve ser oficializado ainda neste ano, segundo diplomatas envolvidos nas tratativas.

O tratado unirá dois blocos que somam mais de 700 milhões de pessoas e um PIB conjunto de US$ 22 trilhões. A previsão é que sejam firmados dois textos: um acordo econômico-comercial provisório e outro acordo de parceria completo, sujeito à aprovação de todos os Estados-membros da União Europeia (UE). Ao abrir a sessão, o senador Esperidião Amin (PP-SC) destacou a importância do debate para medir o “pulso” das negociações. “O propósito do Brasil não mudou, e esperamos que o da União Europeia venha ao encontro das nossas aspirações”, afirmou.

A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, explicou que o acordo está em fase final de tramitação. A Comissão Europeia já encaminhou o texto ao Conselho Europeu, que deverá votar os dois instrumentos paralelos: o acordo de parceria completo, que exige a ratificação de todos os parlamentos nacionais, e o acordo comercial provisório, que depende apenas da aprovação do Conselho, por maioria qualificada. Pelo menos 15 dos 27 países europeus — representando 65% da população da UE — precisarão aprovar o texto. O Parlamento Europeu também deve validar o acordo por maioria absoluta. Quando o documento integral entrar em vigor, substituirá o acordo provisório.

Schuegraf ressaltou que o processo é complexo, devido à diversidade linguística e política dos 27 países europeus. Mesmo assim, ela destacou a importância estratégica da parceria: “Este acordo vantajoso abrirá oportunidades de crescimento sustentável e reforçará nossos valores comuns. Perder essa oportunidade seria um erro colossal, com reflexos para gerações futuras”, afirmou.

O embaixador do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, informou por videoconferência que o Mercosul já está preparado para a assinatura. Segundo ele, o trabalho de tradução e revisão jurídica dos textos — em 24 idiomas — está sendo finalizado. “Se tudo correr bem, poderemos assinar ambos os textos no Brasil em meados de dezembro, antes do fim do ano”, explicou. O diplomata destacou que o acordo comercial poderá entrar em vigor rapidamente, enquanto a parte mais ampla, que exige a ratificação dos 27 países da UE, pode levar vários anos. No caso do Mercosul, a entrada em vigor será individual, conforme a aprovação dos parlamentos nacionais.

Costa e Silva observou que há mal-entendidos sobre o impacto agrícola do tratado. Segundo ele, a questão se tornou mais política do que técnica. “O Mercosul já cumpre todos os requisitos de qualidade exigidos e é o principal fornecedor de alimentos da Europa”, afirmou. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) reconheceu que a agricultura ainda é um ponto de atrito, mas reforçou os benefícios mútuos: “Esse será o maior acordo comercial já assinado entre blocos. Todos terão ganhos — alguns imediatos, outros a longo prazo.” O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) complementou que a parceria deve ser vista sob uma ótica de benefício mútuo, com complementaridade entre os blocos: industrialização europeia e produção agroalimentar latino-americana.

A embaixadora da Dinamarca no Brasil, Eva Bisgaard Pedersen, afirmou que o país, na presidência rotativa do Conselho da União Europeia, atua para facilitar o consenso interno e espera a assinatura do acordo em dezembro. Ela destacou o papel da abertura comercial e da inovação no sucesso econômico dinamarquês, além da relevância da parceria com o Mercosul para diversificar cadeias produtivas. “Não acreditamos em protecionismo. O acordo entre os blocos pode ser um catalisador de crescimento e prosperidade em ambos os lados do Atlântico”, disse. Atualmente, a União Europeia é o maior investidor estrangeiro no Brasil, responsável por 39% dos investimentos diretos, que ultrapassaram R$ 3 trilhões em 2023.

Ao final da sessão, a CRE aprovou requerimento do senador Esperidião Amin para realizar uma audiência pública sobre os impactos da nova Lei dos Estrangeiros de Portugal na comunidade brasileira residente no país.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Participação feminina no comércio internacional ganha força com apoio do MDIC

Participação feminina no comércio internacional ganha força com apoio do MDIC

Brasília foi palco de um importante avanço na inclusão de gênero no comércio exterior, durante o 11º Encontro da Convergência Empresarial de Mulheres do Mercosul (CEMM), realizado em 8 de outubro. A secretária em exercício de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Daniela Matos, destacou o compromisso do governo federal em ampliar a presença feminina nas exportações brasileiras e incorporar a pauta de gênero nos acordos comerciais.

Diagnóstico revela desafios e avanços na liderança feminina

Segundo Daniela Matos, fortalecer a participação das mulheres no comércio internacional é uma das prioridades da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Um estudo realizado pela Secex em 2023 revelou que apenas 14% das empresas exportadoras brasileiras tinham liderança feminina em sua composição societária. Embora um novo levantamento divulgado em 2025 indique avanços, os obstáculos ainda são significativos.

“Esse diagnóstico nos mostrou o tamanho do desafio. As mulheres continuam sendo minoria entre as exportadoras e enfrentam barreiras maiores que os homens. Por isso, o MDIC passou a tratar o tema como prioridade, com iniciativas como o programa Elas Exportam e a inclusão da perspectiva de gênero em acordos comerciais”, afirmou Daniela.

Acordo Mercosul–União Europeia inclui capítulo sobre empoderamento feminino

Um dos destaques do evento foi a menção ao novo capítulo do Acordo Mercosul–União Europeia, que trata especificamente de comércio e empoderamento feminino. O texto prevê ações de cooperação, intercâmbio de experiências e políticas voltadas à ampliação da participação das mulheres no comércio internacional.

“Esses dispositivos são fundamentais para garantir que os benefícios do acordo cheguem às empresas brasileiras, especialmente aquelas lideradas por mulheres. A diversidade precisa estar refletida no comércio exterior, promovendo oportunidades mais justas e inclusivas”, completou Daniela.

Lideranças do Mercosul celebram protagonismo feminino

A coordenadora executiva da Convergência Empresarial de Mulheres do Mercosul, Laura Velásquez, classificou a inclusão da pauta de gênero como um marco histórico. “As mulheres empresárias têm papel essencial na economia dos nossos países. É fundamental que elas também ocupem espaço nos acordos comerciais. Esse novo capítulo é um avanço significativo”, declarou.

O embaixador da Argentina no Brasil, Guillermo Daniel Raimondi, também participou do painel e destacou o progresso nas negociações do acordo entre os blocos. “As disciplinas jurídicas estão compatibilizadas e há disposição total do Mercosul para que o acordo entre em vigor ainda sob a presidência brasileira”, afirmou.

Evento reúne lideranças femininas do setor produtivo

O painel de abertura do CEMM, com o tema “Atualizações sobre o Acordo Mercosul–União Europeia”, foi conduzido por Lilian Schiavo, diretora executiva da Convergência Empresarial de Mulheres do Brasil. O encontro reuniu empresárias da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além de representantes governamentais, instituições financeiras e entidades do setor produtivo.

FONTE: Com informações de Agência Gov, Conexão Maríliaconexaomarilia.com.br e Rádio Itatiaia.
TEXTO: REDAÇÃO

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