Transporte

Primeiro navio elétrico do mundo estreia na América do Sul e revoluciona transporte marítimo

A América do Sul entrou para a história da navegação com a chegada do primeiro navio elétrico do mundo. Batizada de China Zorrilla, a embarcação passa a operar na rota entre Buenos Aires, na Argentina, e o Uruguai, oferecendo uma alternativa moderna, rápida e ambientalmente responsável para passageiros e veículos.

Tecnologia inédita marca nova era da navegação

Com 130 metros de comprimento, o China Zorrilla se destaca não apenas pelo uso de energia elétrica, mas também por seu porte. Trata-se do maior catamarã de alumínio já construído no planeta, estabelecendo um novo padrão em capacidade e engenharia naval.

O navio opera com oito motores elétricos acoplados a um sistema de propulsão por jato de água. Para sustentar essa operação, a embarcação conta com mais de 40 MWh em baterias, que juntas pesam cerca de 275 toneladas. A recarga completa é viabilizada por carregadores de alta potência instalados nos portos de Buenos Aires e Colônia, permitindo abastecimento total em aproximadamente 80 minutos.

Viagem silenciosa e focada no conforto do passageiro

A experiência a bordo foi pensada para oferecer conforto e tranquilidade. Por ser um navio elétrico com zero emissão de carbono, o China Zorrilla opera sem ruídos de motores a combustão. Os passageiros têm acesso a mais de 3 mil metros quadrados de áreas de lazer, além de uma loja duty-free.

O tempo médio da travessia é de cerca de 90 minutos, combinando eficiência, sustentabilidade e uma jornada mais agradável entre os dois países.

Capacidade supera embarcações tradicionais

Em comparação com outros navios da mesma operadora, o novo modelo representa um salto significativo. Enquanto o tradicional navio Francisco transporta até 950 passageiros, o China Zorrilla tem capacidade para 2,1 mil pessoas e 225 veículos, tornando-se uma das maiores embarcações de transporte de passageiros da região.

Sustentabilidade e investimento verde impulsionam o projeto

O projeto demandou um investimento de aproximadamente 170 milhões de dólares, o equivalente a cerca de R$ 932 milhões, e contou com financiamento sustentável. A iniciativa é considerada a primeira “operação azul” voltada ao transporte marítimo elétrico.

Além de eliminar a emissão de gases poluentes, o navio reduz drasticamente o risco de vazamentos de combustível, contribuindo para a preservação da biodiversidade marinha e reforçando o compromisso ambiental do setor naval.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Incat/Reprodução/ND Mais

Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook