Greve

Greve geral na Argentina cancela voos com o Brasil e paralisa aeroportos

A greve geral na Argentina, convocada por centrais sindicais contra a reforma trabalhista do governo de Javier Milei, provocou impactos diretos no setor aéreo e resultou no cancelamento de voos entre o país e o Brasil nesta quinta-feira.

Companhias aéreas que operam rotas internacionais confirmaram alterações nas operações devido à paralisação, que afeta aeroportos em diversas cidades argentinas.

Voos cancelados entre Brasil e Argentina

No Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ao menos dois voos da LATAM Airlines com destino a Buenos Aires foram cancelados nas primeiras horas do dia, conforme informações do painel oficial. A Gol Linhas Aéreas também confirmou suspensões em sua malha aérea para a Argentina.

Em nota, o Grupo LATAM informou que precisou ajustar sua operação por causa da mobilização nacional. Já a Gol declarou que a paralisação inviabilizou as operações aeroportuárias em Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário, o que levou ao cancelamento de voos programados para esta data.

Situação nos aeroportos argentinos

No Aeroporto Internacional Ministro Pistarini, conhecido como Ezeiza e principal terminal internacional do país, a maior parte dos voos cancelados envolve rotas internacionais. Algumas decolagens foram mantidas, enquanto outras registraram atrasos.

A paralisação afeta principalmente serviços aeroportuários e logísticos, comprometendo embarques e desembarques em diferentes regiões da Argentina.

Impactos no Rio e no Sul do Brasil

O RIOgaleão contabilizou o cancelamento de 16 voos de chegada e 15 de partida com origem ou destino na Argentina. Apesar disso, a administração informou que as operações gerais do terminal seguem funcionando normalmente.

No Rio Grande do Sul, houve o cancelamento de dois voos: um que partiria do Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires, e outro com saída do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre.

Greve coincide com debate da reforma trabalhista

A mobilização ocorre no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados argentina inicia a análise do projeto de reforma trabalhista encaminhado pelo governo Milei ao Congresso. A proposta enfrenta forte resistência sindical e tem motivado sucessivas manifestações no país.

A expectativa é que a paralisação desta quinta-feira amplie os impactos econômicos e pressione o debate político em torno das mudanças na legislação trabalhista.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Revista Força Aérea

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