Saúde

Brasil busca parceria com Índia para produção de remédios e vacinas

O governo brasileiro formalizou, nesta quarta-feira (18), o interesse em avançar em uma parceria Brasil–Índia na área da saúde, com foco na produção de medicamentos e vacinas. A iniciativa foi apresentada durante agenda oficial em Nova Délhi, onde o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, integra a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em compromissos internacionais.

A proposta envolve a cooperação entre instituições públicas e empresas dos dois países, com ênfase na fabricação de medicamentos oncológicos e tratamentos voltados para doenças tropicais, consideradas desafios relevantes para nações do Sul Global.

Cooperação entre sistemas públicos de saúde

Durante encontro com os ministros indianos Jagat Prakash Nadda (Saúde e Bem-Estar da Família) e Prataprao Jadhav (Medicina Tradicional), Padilha também defendeu a ampliação do intercâmbio de experiências relacionadas aos sistemas públicos de saúde.

O objetivo é fortalecer políticas de acesso gratuito a serviços de saúde, ampliando a capacidade de atendimento e a oferta de tratamentos à população. Segundo o ministro brasileiro, Brasil e Índia compartilham características estratégicas, como forte estrutura científica e papel de destaque entre países em desenvolvimento.

A agenda inclui ainda o convite para que a Índia participe da Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, iniciativa que busca estimular a produção local de medicamentos, fomentar a inovação em saúde e promover maior acesso equitativo a tratamentos.

Inteligência artificial e saúde digital

Outro ponto debatido entre as autoridades foi o uso de tecnologias digitais e inteligência artificial na saúde para aprimorar a gestão dos sistemas públicos.

De acordo com Padilha, o intercâmbio na área de saúde digital pode contribuir para a modernização do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso da população e qualificando o atendimento prestado.

Biblioteca digital de medicina tradicional

A comitiva brasileira também apresentou a proposta de criação de uma biblioteca digital de medicina tradicional, reunindo evidências científicas, protocolos clínicos, registros históricos e boas práticas relacionadas às práticas integrativas e complementares em saúde.

A iniciativa pretende organizar e sistematizar informações técnicas, incentivando a troca de conhecimento entre os dois países e fortalecendo políticas públicas baseadas em evidências.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rafael Nascimento/MS

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Saúde

Programa Saúde nos Portos atende quase 7 mil trabalhadores portuários em 2025

O Programa Saúde nos Portos encerrou 2025 com 6.901 atendimentos realizados a trabalhadores portuários em diferentes regiões do Brasil. A iniciativa levou atendimento médico, ações de prevenção em saúde e serviços voltados à qualidade de vida a sete portos estratégicos do país.

A ação é fruto de parceria entre a Secretaria Nacional de Portos, vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos, e o Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte, formalizada por meio de Acordo de Cooperação Técnica.

Atendimentos em sete portos estratégicos

Realizado entre outubro e dezembro, o programa percorreu os portos de Vila do Conde (PA), Suape (PE), Itaguaí (RJ), São Francisco do Sul (SC), Paranaguá (PR), Itaqui (MA) e São Sebastião (SP).

Ao todo, foram oferecidos serviços em mais de 40 especialidades de saúde, ampliando o acesso a cuidados básicos e especializados para profissionais que atuam diretamente na operação portuária.

Serviços de saúde e prevenção

Durante a mobilização, os trabalhadores tiveram acesso a:

  • Consultas médicas e de enfermagem
  • Aferição de pressão arterial
  • Testes de glicemia e oxigenação
  • Exames de visão
  • Atendimento fisioterápico, odontológico, psicológico e nutricional
  • Vacinação e orientações preventivas

O objetivo central é fortalecer a saúde ocupacional, melhorar as condições de trabalho e promover mais segurança e bem-estar no ambiente portuário.

Política pública voltada às pessoas

Segundo a diretora de Gestão e Modernização Portuária, Ana Carolina Bomfim, os resultados reforçam a importância de priorizar os profissionais nas políticas do setor.

De acordo com ela, os números demonstram que a estratégia de levar atendimento diretamente aos portos contribui para ampliar a prevenção e reconhecer o papel dos trabalhadores que sustentam a atividade portuária nacional.

Planejamento para 2026

Com os resultados considerados positivos, o Ministério de Portos e Aeroportos e o Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte já iniciaram o planejamento das ações para 2026. A expectativa é expandir o alcance do Programa Saúde nos Portos e incluir novos terminais na agenda de atendimentos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/SEST/SENAT

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Saúde

Vírus Nipah entra no radar da saúde pública e Brasil reforça vigilância preventiva

Autoridades sanitárias brasileiras passaram a monitorar com mais atenção os registros recentes do vírus Nipah em países da Ásia. A avaliação técnica considera possível a entrada do patógeno no país por meio de viajantes infectados, especialmente em 2026. Ainda assim, especialistas destacam que o risco de transmissão local permanece baixo, diante das características do vírus e do contexto epidemiológico nacional.

O que é o vírus Nipah

O vírus Nipah é uma zoonose identificada inicialmente no Sudeste Asiático e tem como principal reservatório natural morcegos frugívoros do gênero Pteropus. A transmissão ocorre quando o vírus passa desses animais para outros hospedeiros, como suínos, e posteriormente para humanos.

A infecção também pode acontecer por meio do consumo de alimentos contaminados ou pelo contato direto com secreções corporais de pessoas doentes. Em ambientes hospitalares, a ausência de protocolos rigorosos de biossegurança pode favorecer a disseminação.

Sintomas e evolução da doença

Os primeiros sinais da infecção costumam ser inespecíficos e semelhantes aos de outras viroses. Entre os sintomas iniciais estão febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta.

Nos casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente, provocando comprometimento respiratório e encefalite, inflamação do cérebro que pode levar ao coma em poucos dias. Estudos internacionais apontam uma alta taxa de letalidade, que varia entre 40% e 75%, dependendo do acesso ao atendimento médico e da rapidez no diagnóstico.

Por que o risco no Brasil é considerado baixo

De acordo com infectologistas, a disseminação sustentada do vírus depende da presença de um reservatório animal específico. Como o morcego do gênero Pteropus não habita o território brasileiro, o ciclo natural da doença não encontra condições favoráveis para se estabelecer no país.

Outro fator relevante é que a transmissão entre pessoas é limitada, ocorrendo principalmente em situações de contato físico próximo ou exposição direta a secreções respiratórias. Sem um foco inicial amplo, a chance de surto comunitário é considerada reduzida.

Possíveis formas de entrada no país

Apesar do risco baixo, o Brasil não está totalmente imune. Um caso importado pode ocorrer se um viajante infectado entrar no país durante o período de incubação, que varia de quatro a 14 dias.

Nesse contexto, a identificação precoce é essencial. A investigação do histórico de viagem e o reconhecimento rápido dos sintomas são apontados como etapas decisivas para evitar a propagação do vírus.

Preparação do sistema de saúde

A principal estratégia das autoridades é manter a vigilância ativa. Isso inclui o monitoramento de passageiros provenientes de regiões com circulação do vírus e o fortalecimento da capacidade diagnóstica dos laboratórios.

Hospitais de referência também precisam estar preparados para isolar pacientes, utilizar equipamentos de proteção individual e interromper qualquer cadeia de transmissão. Como ainda não existe vacina nem tratamento antiviral específico, o atendimento é baseado em cuidados de suporte e controle dos sintomas.

Dessa forma, embora o vírus Nipah represente uma ameaça relevante em partes da Ásia, o cenário brasileiro é de risco limitado. A prevenção, no entanto, segue como prioridade: monitorar, diagnosticar rapidamente e agir de forma coordenada são as principais medidas para impedir que um caso importado evolua para um problema de saúde pública.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Pfizer

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Saúde

Vírus Nipah leva aeroportos da Ásia a reforçar protocolos de saúde após surto na Índia

Um surto do vírus Nipah na Índia levou aeroportos de diversos países da Ásia a reforçarem os protocolos de saúde e o controle de viajantes nesta segunda-feira (26). As medidas seguem padrões semelhantes aos adotados durante a pandemia de Covid-19, mesmo em nações que ainda não registraram casos da doença.

Até o momento, cinco infecções foram confirmadas em Bengala Ocidental, o que motivou autoridades regionais a ampliarem a vigilância preventiva em pontos de entrada internacionais.

OMS alerta para alto risco e letalidade do vírus

A adoção das medidas também atende a recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que classifica o vírus Nipah como uma ameaça com alto potencial epidêmico e taxa elevada de letalidade.

Na Tailândia, a triagem sanitária foi intensificada nos aeroportos de Suvarnabhumi, Don Mueang e Phuket, com monitoramento de febre e outros sintomas associados à infecção. Passageiros recebem cartões informativos com orientações sobre como agir caso desenvolvam sinais da doença.

Tailândia amplia controle em rotas com a Índia

No Aeroporto Internacional de Phuket, as ações de limpeza e desinfecção também foram reforçadas, devido à existência de um voo diário direto entre Phuket e Kolkata, capital de Bengala Ocidental. Segundo o primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, apesar da ausência de casos confirmados no país, o nível de alerta permanecerá elevado.

Autoridades de saúde tailandesas realizam a triagem de viajantes vindos da Índia desde 25 de janeiro. Passageiros com febre alta ou sintomas suspeitos são encaminhados para instalações de quarentena, enquanto nos aeroportos de origem já ocorrem verificações preliminares e exigência de atestados médicos. Também é obrigatório o preenchimento de formulários de declaração de saúde na chegada.

Nepal e Taiwan também reforçam medidas preventivas

O Nepal endureceu os controles sanitários no Aeroporto Internacional Tribhuvan, em Katmandu, além de ampliar a vigilância nos principais postos de fronteira terrestre com a Índia. Postos de saúde foram instalados para triagem, com orientações diretas aos viajantes.

De acordo com o porta-voz do Ministério da Saúde, Prakash Budhathoki, a triagem individual de passageiros que entram no país por via aérea ou terrestre já está em funcionamento.

Em Taiwan, o governo avalia classificar o vírus Nipah como doença de notificação obrigatória de Categoria 5, o nível máximo para infecções graves segundo a legislação local. A proposta ainda passará por consulta pública de 60 dias antes de eventual implementação.

Sintomas do vírus Nipah preocupam autoridades

Os sintomas iniciais do vírus Nipah incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Com a evolução da doença, podem surgir tontura, sonolência, confusão mental e outros sinais neurológicos, associados à encefalite aguda.

Em casos mais graves, há registro de convulsões, pneumonia atípica e insuficiência respiratória severa, podendo ocorrer progressão rápida para coma em até 48 horas. O período de incubação varia entre 4 e 14 dias, com relatos de até 45 dias. A taxa de letalidade estimada oscila entre 40% e 75%, dependendo da resposta do sistema de saúde e da vigilância epidemiológica.

FONTE: NSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Saúde

Hidrovias na Amazônia fortalecem acesso à saúde com apoio do MPor e da Marinha do Brasil

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com a Marinha do Brasil, vem reforçando o acesso à saúde pública na região amazônica por meio da manutenção e da navegabilidade das hidrovias da Amazônia. A atuação conjunta garante o deslocamento dos Navios de Assistência Hospitalar (NAsH), responsáveis por levar atendimento médico e odontológico a comunidades ribeirinhas que vivem em áreas de difícil acesso terrestre.

Com apoio técnico do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o trabalho assegura que rios estratégicos permaneçam navegáveis ao longo do ano, inclusive durante os períodos de cheia e vazante, quando as condições naturais impõem maiores desafios à navegação.

Hidrovias garantem acesso contínuo aos serviços de saúde

A atuação integrada entre o MPor, o Dnit e a Marinha do Brasil envolve monitoramento permanente dos rios, organização das rotas fluviais, sinalização náutica e intervenções em trechos críticos. Essas ações permitem que os navios hospitalares cheguem com segurança às comunidades ribeirinhas, muitas vezes isoladas e dependentes exclusivamente dos rios para acessar serviços essenciais.

A manutenção das hidrovias possibilita consultas médicas, atendimentos odontológicos e ações preventivas de saúde, fortalecendo a presença do Estado em regiões remotas da Amazônia.

Parceria institucional fortalece atendimento à população

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a integração entre os órgãos é fundamental para garantir a continuidade das ações. “Ao assegurar a navegabilidade dos rios, criamos as condições necessárias para que os navios de assistência hospitalar alcancem regularmente as comunidades mais isoladas, ampliando o acesso à saúde na Amazônia”, destacou.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, reforça que a infraestrutura fluvial é essencial para o planejamento das operações. De acordo com ele, o monitoramento constante, a sinalização e a manutenção dos canais permitem que as missões ocorram com segurança mesmo diante das variações naturais dos rios amazônicos.

Navios de Assistência Hospitalar atendem regiões isoladas

Os Navios de Assistência Hospitalar percorrem diversos trechos da malha hidroviária amazônica, com destaque para as rotas entre Porto Velho (RO) e Caracaraí (RR), além do eixo entre Tabatinga (AM) e Santana (AP). Essas rotas alcançam comunidades distantes dos centros urbanos e com acesso terrestre limitado ou inexistente.

As missões são organizadas por Polos de Saúde, definidos conforme os rios atendidos. Entre eles estão Amazonas, Solimões, Madeira, Purus, Juruá, Javari, Negro/Branco, Içá, Japurá, Tapajós, Xingu, Jari e Marajó. Essa divisão facilita o planejamento logístico e assegura a continuidade do atendimento ao longo do ano.

Atendimentos crescem e ampliam presença do Estado na região

Cada missão pode durar até quatro meses, considerando as longas distâncias e as particularidades da navegação amazônica. Desde 2021, os Navios de Assistência Hospitalar realizam, em média, cerca de 25 mil atendimentos por ano, incluindo consultas médicas, atendimentos odontológicos e ações preventivas.

Os dados mostram crescimento progressivo:

  • 2021: 18.928 atendimentos
  • 2022: 19.540 atendimentos
  • 2023: 27.963 atendimentos
  • 2024: 32.468 atendimentos
  • 2025 (até o momento): 25.724 atendimentos

A atuação conjunta do MPor, do Dnit e da Marinha do Brasil tem sido decisiva para garantir a continuidade dessas operações, ampliando o acesso à saúde e promovendo inclusão social em áreas historicamente afastadas dos grandes centros.

Saúde e infraestrutura caminham juntas na Amazônia

A integração entre infraestrutura hidroviária e políticas públicas de saúde fortalece a presença do Estado na Amazônia e assegura atendimento digno às populações ribeirinhas. A iniciativa respeita as características geográficas da região e reafirma o papel estratégico das hidrovias como vetor de desenvolvimento social e humano.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Marinha do Brasil

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Saúde

Brasil e Paraguai ampliam integração sanitária e firmam novo acordo no Mercosul

Cooperação bilateral reforça parcerias em saúde digital, vigilância, fronteiras e formação de especialistas.

Ás vésperas da 57ª Reunião de Ministros da Saúde do Mercosul, realizada nesta quarta-feira (26), Brasil e Paraguai formalizaram um novo Memorando de Entendimento (MoU) para ampliar e aprofundar a cooperação bilateral em saúde. O documento foi assinado pelo ministro brasileiro Alexandre Padilha e pela ministra paraguaia María Teresa Barán horas antes da transferência brasileira da Presidência Pro Tempore (PPT) da Saúde do bloco para o Paraguai.

“Este acordo é mais um passo para proteger nossa população nas regiões de fronteira. Brasil e Paraguai fortalecem juntos a vigilância, o cuidado e a adaptação dos sistemas de saúde às mudanças climáticas, que já impactam nossos países. A cooperação integrada nos torna mais preparados e garante melhor assistência ao nosso povo”, afirmou Padilha.

O acordo atualiza as bases da cooperação sanitária entre os dois países e reforça compromissos assumidos desde os anos 1970, quando o primeiro tratado bilateral sobre saúde foi firmado. A nova etapa coloca foco em temas contemporâneos como saúde digital, vigilância de emergências, mudança climática, acesso a medicamentos e fortalecimento da atenção primária, pontos cruciais para a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

Agenda ampliada de cooperação

O memorando estabelece oito áreas prioritárias, entre elas:

A ampliação da agenda mira, segundo diplomatas que acompanham o processo, “harmonizar respostas sanitárias” em uma região marcada pelo intenso fluxo populacional e por assimetrias nos sistemas de atenção.

Fronteira como eixo estratégico

Um dos pontos de maior destaque do acordo é a formalização de um espaço permanente de articulação entre localidades fronteiriças vinculadas. A iniciativa envolve coordenação conjunta entre as diretorias internacionais dos dois ministérios e prevê planejamento compartilhado de ações com o objetivo de reduzir riscos epidemiológicos em áreas de grande circulação entre brasileiros e paraguaios.

O mecanismo permitirá, por exemplo, que os países troquem dados em tempo real sobre surtos, aprimorem o fluxo de pacientes transfronteiriços e estabeleçam operações de saúde integradas.

Governança, confidencialidade e execução

O MoU cria um modelo de governança baseado em pontos focais indicados por ambos os ministérios, responsáveis por acompanhar, financiar e monitorar o avanço das iniciativas. O acordo prevê ainda:

  • Intercâmbio de informações técnicas;
  • Compartilhamento de políticas públicas e experiências de gestão;
  • Formação de profissionais e especialistas em saúde;
  • Desenvolvimento conjunto de projetos de cooperação Sul-Sul;
  • Respeito às regras de confidencialidade e proteção de dados, conforme a legislação de cada país.
  • O memorando entra em vigor a partir da assinatura e tem duração inicial de cinco anos, com renovação automática por igual período.

Transição no Mercosul e novo ciclo regional

A assinatura ocorre em um momento simbólico para a integração sanitária regional: o Paraguai assume a Presidência Pro Tempore da Saúde do Mercosul com a missão de dar continuidade à agenda conduzida pelo Brasil, marcada pelo reforço da produção regional de medicamentos, fortalecimento das vigilâncias e construção de respostas comuns a emergências sanitárias.

Com a assinatura do memorando e a transferência da PPT, Brasil e Paraguai sinalizam que a cooperação técnica continua a ser um dos pilares mais concretos da integração regional.

Edjalma Borges
Ministério da Saúde

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Saúde

Saúde mental masculina: o que os homens podem aprender com as mulheres

Na rotina de consultórios e clínicas especializadas, um padrão se repete há décadas: as mulheres são mais proativas quando o assunto é cuidar da saúde mental. Elas agendam consultas, chegam sozinhas e se mostram mais dispostas a discutir temas delicados com profissionais.
Os homens, por outro lado, costumam aparecer acompanhados — quase sempre incentivados por suas parceiras, que fazem o agendamento e participam da conversa. Mesmo assim, muitos deles oferecem poucas informações, deixam de relatar sintomas importantes e têm dificuldade em expor fragilidades.

Indicadores preocupantes entre os homens
Essa diferença de comportamento não é apenas percepção clínica. Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (2023) mostrou que homens com mais de 40 anos só procuram atendimento quando já apresentam sintomas, e 80% afirmam não cuidar da saúde mental.
Dados do Ministério da Saúde reforçam a urgência: a taxa de suicídio masculino é quase quatro vezes maior do que a feminina, apesar de os homens apresentarem menor prevalência geral de transtornos mentais.

A negligência em buscar ajuda faz com que sinais de solidão, estresse e sofrimento emocional se agravem, aumentando o risco de depressão, dependência de álcool e outras substâncias, além de outras complicações graves.

Por que os homens falam menos sobre o que sentem
Mesmo em uma era em que a informação está disponível a poucos cliques, muitos homens ainda enfrentam barreiras culturais associadas à masculinidade tradicional. O medo de parecer fraco ou vulnerável limita conversas honestas sobre emoções.
Uma pesquisa realizada nos EUA revela que 40% dos homens nunca conversaram com ninguém sobre saúde mental, e 29% afirmam sentir vergonha de tocar no assunto.

Ao mesmo tempo, persiste a ideia de que a mulher é responsável por cuidar da família — o que faz com que elas se vejam obrigadas a manter o próprio bem-estar para conseguir apoiar os outros. Essa dinâmica contribui para que elas procurem mais serviços médicos e incentivem os parceiros a fazer o mesmo.

Aprendizado essencial: cuidar também é um gesto de força
Buscar apoio psicológico não diminui ninguém. Pelo contrário, é um ato de coragem e autocuidado. A verdadeira força não está em suportar tudo sozinho, mas em reconhecer limites e procurar ajuda quando necessário.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rudzhan Nagiev/Getty Images

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Saúde

Portos do Paraná intensifica ações de solidariedade e prevenção no Outubro Rosa 2025

Campanha reforça importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama

A Portos do Paraná inicia, nesta quarta-feira (15), uma série de atividades em apoio ao Outubro Rosa 2025, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama e à valorização do autocuidado feminino. A programação inclui palestras, rodas de conversa e campanhas solidárias voltadas às colaboradoras e à comunidade portuária.

Conversa e acolhimento no ambiente de trabalho

A primeira ação será uma roda de conversa com representantes da Rede Feminina de Combate ao Câncer, às 9h30, no auditório do Palácio Taguaré. O encontro busca promover um espaço de escuta e acolhimento sobre saúde da mulher e prevenção.

“O Outubro Rosa é um convite à conscientização de todas as portuárias, pois cuidar da saúde também é cuidar do nosso futuro e das pessoas que fazem parte da nossa história”, destacou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Para Luciana Picanço Prunzel, presidente da Rede Feminina, o momento será especial: “A prevenção e o diagnóstico precoce salvam vidas. Queremos estimular o cuidado com a saúde e fortalecer o apoio entre as mulheres.”

Doações que transformam vidas

Durante o evento, os colaboradores poderão doar lenços ao Hospital Erasto Gaertner, referência no tratamento de doenças oncológicas. Além disso, haverá um espaço exclusivo para a doação de mechas de cabelo destinadas ao Instituto Peito Aberto, que transforma o material em próteses capilares para pacientes em tratamento de radioterapia e quimioterapia.

Em 2024, a empresa já havia promovido uma campanha semelhante, resultando em perucas para pelo menos seis pacientes. “A doação de cabelo é muito especial, pois conseguimos juntar mechas semelhantes e transformar em esperança para nossas pacientes”, explicou Jiseli Pirelli, voluntária do Instituto há seis anos.

Histórias que inspiram

Entre as beneficiadas está Lorayne Miranda, cabeleireira de 33 anos que enfrentou o câncer de mama. “Eu sabia que meu cabelo ia cair, então decidi raspar tudo. Quando recebi as perucas, consegui reencontrar parte da minha identidade”, contou.

Lorayne reforça o valor do autocuidado e do diagnóstico precoce: “A gente, como mulher, quer abraçar o mundo e acaba se deixando de lado. Não tenha medo de ir ao médico — cuidar de si é essencial.”

Solidariedade que gera impacto

Além das ações deste ano, a Portos do Paraná também promoveu a Feijoada Rosa em 2024, evento beneficente que reuniu 250 colaboradoras e arrecadou R$ 31.431,12 para a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Paranaguá e o Instituto Peito Aberto.

Com iniciativas que unem solidariedade, prevenção e conscientização, a Portos do Paraná reforça seu compromisso com a saúde feminina e o bem-estar corporativo.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Saúde

Outubro Rosa: NAC Bank promove ações de conscientização e autocuidado entre colaboradores

A NAC Bank entrou no movimento do Outubro Rosa 2025 com uma programação especial voltada à conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. A iniciativa reflete o compromisso da instituição com o bem-estar e a saúde de seus colaboradores.

Ações internas de engajamento

A campanha começou com um comunicado interno destacando três cuidados essenciais de prevenção, reforçando orientações simples que podem salvar vidas. Todos os colaboradores receberam ainda um panfleto informativo e um chaveiro com espelho – símbolo de autoconhecimento e incentivo ao autocuidado, já que o espelho pode ser um dos primeiros aliados na prevenção.

Na última sexta-feira (10), a NAC Bank entrou no clima do Outubro Rosa 2025 com uma manhã especial dedicada à conscientização e ao autocuidado feminino. Colaboradores foram convidados a vestir uma peça rosa em apoio à causa e participar de um café temático, marcado por momentos de integração e reflexão sobre a importância da prevenção ao câncer de mama. Durante o evento, houve sorteio de massagem relaxante e a entrega de cremes personalizados como lembrança da campanha. 

A NAC também está em diálogo com a prefeitura local para promover uma palestra educativa aberta à comunidade, ampliando o alcance da mensagem e reforçando seu compromisso com a qualidade de vida dentro e fora do ambiente corporativo.

A relevância do Outubro Rosa

Criado na década de 1990, o Outubro Rosa é uma campanha mundial que alerta para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Segundo dados recentes do Instituto Nacional de Câncer (Inca), divulgados em outubro de 2025, a doença é a que mais mata mulheres no Brasil.

  • Estimativa de 73.610 novos casos em 2025.
  • Em 2023, mais de 20 mil mortes foram registradas.
  • O maior percentual de óbitos está entre mulheres de 50 a 69 anos.
  • Apesar da redução da mortalidade em faixas etárias mais jovens, a cobertura de rastreamento no país ainda é baixa, variando de apenas 5,3% no Norte a 33% no Espírito Santo.

O Inca reforça que ampliar o acesso ao exame de mamografia a cada dois anos é essencial para salvar vidas. O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento eficaz, e ações de conscientização como as realizadas pelo NAC Bank são fundamentais para mobilizar a sociedade.

Compromisso com a saúde e o futuro

Para a NAC Bank, aderir ao Outubro Rosa é mais do que uma ação simbólica. É um compromisso social e humano com cada colaborador, incentivando o cuidado contínuo com a saúde e a importância de olhar para si.

TEXTO: REDAÇÃO
FOTO: DIVULGAÇÃO

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Economia, Saúde

Reajuste de plano de saúde acumula alta de até 383% na década e crescimento desacelera

Inflação médica chega a ser mais de quatro vezes superior ao IPCA, que sobe 84% no período de 2015 a 2025

Uma das principais despesas das empresas e famílias, os convênios médicos acumulam aumento de preço que chega a ser mais de quatro vez superior à inflação geral, no acumulado de 2015 a 2025. Nesse período, o reajuste do plano de saúde coletivo, modalidade que abarca 43,6 milhões de pessoas, acumulado atingiu 383,5% e no plano individual, a variação é de 146,48%. Já o IPCA sobe 84% (com projeção de 5,2% para este ano).

Esses reajustes, em especial a partir de 2022 – quando as operadoras amargaram prejuízo operacional de R$ 10 bilhões e, com isso, passaram a elevar o preço das mensalidades para compensar as perdas – podem estar impactando o crescimento de clientes de planos de saúde. Nos últimos três anos há uma desaceleração do crescimento de novos contratos.

Em 2021, houve incremento de 1,4 milhão de clientes e, no ano seguinte, subiu para quase 1,5 milhão. Já em 2023, houve a entrada de 690 mil contratos. Em 2024 foram 400 mil novos usuários. Nos primeiros quatro meses de 2025, o setor registrou o incremento de 133,4 mil vidas, puxado pelas operadoras Amil e SulAmérica. Considerando apenas os primeiros três meses de 2025, o setor tinha queda de 70 mil usuários.

O levantamento é da consultoria Arquitetos da Saúde e difere dos dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Isso porque o órgão regulador considera uma carteira de 580 mil usuários da Ipasgo, uma operadora pública de plano de saúde que atende aos servidores públicos e militares de Goiás desde 1962. Essa operadora passou a ser regulada pela ANS apenas em outubro de 2024. Houve inclusão retroativa, de 2019, e não a partir de 2024 quando efetivamente a Ipasgo tornou-se uma operadora regulada. 

Atualmente, 52,3 milhões de pessoas têm planos de saúde no Brasil, cerca de 25% da população do país. Esse é o mesmo patamar de dez anos atrás, mesmo com a inclusão de cerca de 4 milhões de contratos de convênio médico desde 2020. Antes da pandemia, o setor vinha perdendo clientes.

Nos últimos anos, o crescimento veio basicamente dos planos de saúde PME, em especial daquelas pequenas e médias empresas com até cinco usuários. Uma demanda que cresceu devido à falta de convênio médico individual, cujo reajuste é menor e controlado pela ANS. Hoje, já há 5,4 milhões de pessoas com esse produto, quase o mesmo volume dos planos de saúde por adesão (adquiridos por meio de entidades de classe) que, por sua vez, vêm perdendo mercado diante dos altos reajustes – em média, acima de 20%.

Muitos trocaram o adesão para o PME, mas os planos para pequenos empresários também passaram a ter aumentos elevados nos últimos anos. “O plano PME, que puxou a expansão do setor, parou de crescer. Os reajustes agora estão menores, mas lá atrás tiveram aumento forte”, disse Luiz Feitoza, sócio da Arquitetos da Saúde.

A desaceleração do crescimento é vista com preocupação, uma vez que há operadoras com práticas comerciais agressivas. O Bank of America (BofA) destacou em seu relatório que a “Amil tem adotado, desde dezembro de 2024, abordagem agressiva de crescimento, com descontos de até 40%, levantando preocupações sobre o crescimento e a lucratividade de seus concorrentes, especialmente, em São Paulo e Rio de Janeiro, onde detém 82% da base de beneficiários.”

Segundo fontes, a Amil tem ofertado novos planos de saúde com valores semelhantes ao da Hapvida, convênio médico que tem o menor preço do mercado devido a sua estrutura verticalizada.

Custo do convênio médico representa 15,8% da folha de pagamento das empresas”

— Rosimeire Muricy

A Amil informou por meio de comunicado que sua “eficiência no controle da sinistralidade com aumento da qualidade ao cliente, resultado do foco no cuidado médico efetivo, no combate à fraude e do alinhamento com sua rede médica credenciada, tem permitido à empresa proporcionar preços mais acessíveis ao consumidor e, consequentemente, um expressivo aumento da sua base de clientes.” Hapvida não retornou até o fechamento da reportagem.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) informou que “um dos principais fatores a pressionar o reajuste das mensalidades de planos de saúde é a variação dos custos médicos, historicamente superior à inflação geral. Fatores estruturais explicam a aceleração dos preços da saúde suplementar, aqui e em todo o mundo: novas tecnologias cada vez mais caras, envelhecimento da população e predominância de doenças crônicas. No Brasil, porém, há fatores conjunturais, como o aumento contínuo do rol de cobertura obrigatória e a excessiva judicialização, muitas vezes voltada à obtenção de coberturas não previstas nos contratos.” A Abramge, associação das operadoras de planos de saúde, não vai se pronunciar.

Após reajustes elevados entre 2022 e 2024, as operadoras estão apresentando taxas pouco menor. No plano empresarial, a estimativa para este ano é de aumento médio de 17,32% contra 18,32% em 2023. No plano PME, as maiores operadoras estão aplicando majoração na casa de 15%, sendo que, em 2022, muitos contratos tiveram alta de 25%. No individual, a ANS estabeleceu índice de 6,06%, queda de 3,57 pontos percentuais em relação ao indicador de há dois anos.

Do total de usuários de planos de saúde no Brasil, 37,8 milhões, o equivalente a 72% do total, são funcionários de alguma empresa que concede o convênio médico como benefício. Em 2015, o gasto com plano de saúde equivalia a 11,5% do custo da folha de pagamento e, neste ano de 2025, esse percentual deve chegar a 15,8%, segundo a consultoria Mercer Marsh, que administra carteira com 5 milhões de usuários.

Em média, as empresas que são clientes da Mercer Marsh gastam R$ 709,50 com plano de saúde de cada funcionário. Há dez anos, esse valor era de R$ 225,23. “Os custos de saúde têm subido em forte velocidade o que têm sido um desafio às companhias”, disse Rosimeire Muricy, superintendente da Mercer Marsh Benefícios.

Com os reajustes elevados a partir de 2022, aumentou o número de empresas compartilhando a mensalidade do convênio médico com os funcionários. Há dez anos, 51% das empresas cobravam fatia do custo do convênio médico e esse percentual vinha em queda até 2021, quando atingiu 36%. No entanto, em 2023, subiu para 47% e atingiu 55% neste ano. “Estamos alertando as empresas, nossos clientes, que ao cobrar o plano de saúde do funcionário, do titular do plano, há um passivo sendo gerado. Em casos de demissão e aposentadoria, esses funcionários que contribuiram com uma parcela do plano tem direito a permanecer com o convênio”, disse Muricy.

Nos casos de contribuição por dez anos ou mais, o aposentado tem direito a permanecer com o convênio por prazo indeterminado, pagando do seu bolso o valor integral. Já aqueles que foram demitidos, podem manter o produto por seis meses a dois anos.

Essa regra vale apenas para as situações em que o titular paga uma fatia. Por isso, muitas empresas estão concentrando as cobranças nos dependentes dos funcionários. Em 2024, o custo médio de um plano de saúde para aposentado era de R$ 1,9 mil, sendo que para o funcionário ficava em R$ 642.

Historicamente, a inflação médica cresce acima do IPCA e vem se acentuando no mundo todo. Neste ano, a inflação médica no Brasil esperada é de 12,7% – acima da média global que é de 10,9%, segundo estudo da Mercer Marsh. No país, pesam nessa conta o envelhecimento da população, mudanças nas regras de cobertura dos planos de saúde que passou a permitir sessões em número ilimitado de terapias para pacientes TEA (transtorno do espectro autista) e judicialização.

Fonte: Valor Econômico

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