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Greve: operação-padrão e caravanas seguem até esta sexta (14)

As ações de intensificação da greve dos Auditores-Fiscais continuam em todo o país. O movimento, que completou 107 dias nesta quinta-feira (13), ganha cada vez mais adesão na categoria com a intenção de pressionar o governo a negociar o reajuste do vencimento básico antes da aprovação do Orçamento 2025 no Congresso Nacional.

Auditores-Fiscais em São Borja (RS)

São Borja (RS)

No município gaúcho de São Borja, a operação-padrão ocorre nesta quinta-feira (13) e sexta no Centro Integrado de Fronteira, com fiscalização ostensiva nos veículos da Argentina que entram no Brasil. Desde a manhã desta quinta (13), a ação dos Auditores-Fiscais gerou uma extensa fila no porto seco de cerca de 60 veículos, aumentando, consequentemente, o volume de análise fiscal. Em dias sem operação-padrão, o tempo de análise é de dois dias, em média. Com a greve, o prazo para a liberação total do processo, considerando análises de importação e de exportação, tem chegado a 15 dias.

Os Auditores aduaneiros estão avaliando a possibilidade de novas operações na próxima segunda e terça-feira (17 e 18), com o objetivo de endurecer ainda mais as ações de mobilização. Veja vídeo da operação-padrão abaixo:

Uruguaiana (RS)

A ação realizada em São Borja ocorre de forma articulada com Auditores-Fiscais lotados em Uruguaiana. Os dois municípios estão localizados na fronteira oeste do estado do Rio Grande do Sul. Até o fim da tarde desta quinta (13), a fila de caminhões chegava a 120 veículos aguardando verificação de cargas, numa espera de mais de três horas para ingresso no Porto Seco de Uruguaiana. A operação-padrão continua nesta sexta.

Assim como em São Borja e Uruguaiana, a semana também conta com caravanas nas unidades aduaneiras de Roraima, Rio Branco, Epitaciolândia, Ponta Porã, Mundo Novo, Guaíra, Paranaguá e Itajaí.

Veja vídeo e galeria de fotos de Uruguaiana abaixo:

FONTE:  SINDIFISCO NACIONAL
Greve: operação-padrão e caravanas seguem até esta sexta (14) – Sindifisco Nacional

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DP World aponta perspectiva comercial incerta após queda no lucro

A DP World, empresa de portos e logística de propriedade de Dubai, reportou uma queda de 28% no lucro anual nesta quinta-feira, em parte devido a custos financeiros mais altos, e destacou que as incertezas no comércio global e os riscos geopolíticos estão obscurecendo suas perspectivas.

O lucro atribuível aos proprietários, após itens divulgados separadamente, caiu para US$ 591 milhões, em comparação com US$ 820 milhões no ano anterior, informou a DP World em um comunicado.

“Embora o ano tenha começado de forma positiva, o comércio global continua em constante mudança devido aos desafios geopolíticos em andamento”, disse o presidente e CEO Sultan Ahmed bin Sulayem no comunicado.

A DP World, que administra portos em países que vão do Reino Unido ao Peru, além de operar armazéns e parques logísticos, afirmou que a receita total subiu 9,7%, atingindo US$ 20 bilhões, impulsionada em parte pelo melhor desempenho de sua divisão de portos e terminais.

No Oriente Médio, Europa e África, a receita cresceu 5,3%, com resultados sólidos nos Emirados Árabes Unidos e na África compensando o desempenho mais fraco no porto de Jeddah, na Arábia Saudita, e nos negócios europeus da Unifeeder da DP World, devido à interrupção no Mar Vermelho.

Os houthis do Iêmen afirmaram que retomariam os ataques a navios israelenses que passassem pelo Mar Vermelho, pelo Mar Arábico, pelo estreito de Bab al-Mandab e pelo Golfo de Áden, encerrando um período de relativa calmaria desde janeiro.

A interrupção causada pelos ataques houthis, que têm como alvo rotas marítimas regionais importantes, forçou as empresas a realizarem viagens mais longas e caras ao redor do sul da África. O grupo alinhado ao Irã atacou mais de **100 navios** desde novembro de 2023, em solidariedade aos palestinos.

A DP World planeja investir cerca de US$ 2,5 bilhões este ano, aplicando recursos em seu principal porto, Jebel Ali, em Dubai, e em outros ativos, incluindo o porto London Gateway.

Fonte: Reuters
Operadora portuária DP World sinaliza perspectivas comerciais incertas após queda nos lucros | Reuters

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Ilha no litoral de São Paulo terá acesso duplicado e licitação é lançada

A Autoridade Portuária de Santos (APS) tornou público nesta segunda (10) um processo licitatório para contratar o projeto básico das obras de readequação e duplicação da rodovia de acesso à Ilha Barnabé, na Margem Esquerda do Porto de Santos,  localizada em Guarujá.

Sob o número 17/2025, o edital tem como justificativa a necessidade de atender ao aumento contínuo das operações de granéis líquidos, além do crescimento das movimentações de contêineres no terminal de uso privado (TUP) DP World. O edital e os anexos podem ser consultados na página de licitações da APS.
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O projeto básico deve contemplar a implantação de duas novas faixas de rolamento em uma extensão de 2,7 quilômetros, pontes sobre os rios Diana e Sandi, restauração do pavimento existente e integração com o viaduto de transposição das linhas férreas, entre outras características.

Ainda de acordo com o edital, o projeto básico deve considerar a necessidade de manutenção ininterrupta da operação do porto e dos acessos rodoviário e ferroviário. As empresas proponentes podem enviar propostas até às 10 horas do dia 31 de março.

Em 2024, a movimentação de granéis líquidos somou 19,6 milhões de toneladas, registrando a maior marca histórica para o segmento. Destaque para o aumento na movimentação de gasolina (+48,2%) e óleo diesel e gasóleo (+25,8%); em janeiro de 2025, o embarque de óleo diesel e gasóleo cresceu 89,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Fonte: A Tribuna
Ilha no litoral de São Paulo terá acesso duplicado e licitação é lançada; saiba mais

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Indústria de etanol se diz contra negociar redução de tarifa com EUA

Para a Unica, que representa as usinas do Centro-Sul do Brasil, não faz sentido beneficiar a importação do combustível em troca de um aumento da cota para o açúcar

O presidente da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi, disse que o Brasil não deve negociar uma redução da tarifa de importação de etanol – o que beneficiaria o produto americano – em contrapartida a um aumento da cota que os Estados Unidos concede para importar açúcar sem tarifa.

“Não é uma questão de cota de açúcar. A questão é que se é para discutir abertura de mercado, então zerem a tarifa do açúcar”, afirmou Gussi a jornalistas, nos bastidores da 9ª Abertura de Safra Cana, Açúcar e Etanol.

Atualmente, o Brasil aplica uma tarifa de 18% sobre todas as importações de etanol, enquanto os Estados Unidos cobram 80% sobre suas importações de açúcar e concede. O Brasil tem uma cota de 146,6 mil toneladas isenta desta taxa.

Para Gussi, “o governo, capitaneado pelo [vice-presidente Geraldo] Alckmin e pelo Alexandre Silveira, tem demonstrado um compromisso inequívoco com o biocombustível, e o Congresso Nacional também”.

Ele ressaltou que também não faz sentido importar etanol e lembrou que há pouco tempo o Brasil não tinha a oferta de etanol de milho, que hoje está em 6 bilhões de litros ao ano. “Não está faltando etanol no Brasil. Resolvemos o problema da entressafra [da cana] com etanol de milho”, afirmou.

O dirigente defendeu ainda que o etanol americano não é um substituto do etanol brasileiro por ter maior pegada de emissões de carbono. Atualmente, a intensidade média de emissões de carbono do etanol dos EUA, feito do milho, é de 60 gramas de CO2 equivalente por megajoule de energia gerada, enquanto a intensidade de carbono do etanol brasileiro, feito majoritariamente de cana, é de 21 gramas de CO2 equivalente por megajoule de energia gerada. “Não podemos tratar produtos diferentes de forma igual”, sustentou.

FONTE: Globo Rural
Indústria de etanol se diz contra negociar redução de tarifa com EUA

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Ferrovia de 110 km em SC tem custo estimado em R$ 2 bilhões para construção

Montante para ramal em estudo é citado na Agenda para a Infraestrutura, da Fiesc

O custo estimado para a construção de ferrovia entre Itapoá e Joinville é de R$ 2 bilhões. O montante é apontado na edição de 2025 da Agenda para a Infraestrutura da Fiesc, divulgada nesta semana. O documento, atualizado anualmente, cita os investimentos necessários para o transporte e logística em Santa Catarina, em diferentes modais. O ramal vem sendo proposto como forma de conectar Itapoá (onde opera o Porto Itapoá, com possibilidade de construção de mais terminais) à malha ferroviária nacional – por Joinville, passa a estrada de ferro de acesso aos portos de São Francisco do Sul.

O ramal proposto entre Itapoá e Joinville tem 110 km. Além de se conectar com a malha nacional, a ferrovia pode se ligar com o complexo portuário de Itajaí e Navegantes, caso seja construída o ramal com Araquari. A ligação de 62 km entre Araquari e a região dos portos de Itajaí e Navegantes está em fase final de elaboração de projeto executivo, contratado pelo governo do Estado. A implantação da ferrovia, que não conta ainda com fonte de recursos definida, tem custo estimado em US$ 300 milhões.

A ligação ferroviária entre Itapoá e Araquari (ao lado de Joinville) está entre os dois requerimentos de outorga feitos à ANTT pelo Porto Itapoá. O pedido é para construção e exploração dessa ferrovia no Norte de Santa Catarina e de ramal entre Itapoá e Morretes (PR), com 83 km. A agência vai analisar a solicitação. Se aceita, mais estudos terão de ser feito, além de ser providenciada a definição de fonte de recursos para os empreendimentos. Em outra frente, o governo do Estado solicitou ao governo federal a inclusão dos estudos da ferrovia no Novo PAC.

FONTE: NSC Total
Ferrovia de 110 km em SC tem custo estimado em R$ 2 bilhões para construção – NSC Total

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Olsen tem alta de 163% no faturamento em cinco anos

Com R$ 85 milhões de investimentos, empresa planeja inaugurar uma nova sede neste ano

A fabricante de equipamentos odontológicos, médicos, veterinários e periféricos Olsen, sediada em Palhoça, publicou seu balanço relativo a 2024, quando registrou faturamento de R$ 157 milhões. O resultado indica que a companhia registrou crescimento de 163% no período de 2019-2024.

Segundo a empresa, entre as causas para a evolução estão:

  • Implementação de controle sobre todo o processo, desde a fabricação dos equipamentos até o contato com o cliente final;
  • Aprimoramento dos equipamentos, que ganharam conceito e valor através de inovações e exclusividades no mercado.

“A verdade é que levamos a nossa marca para o conceito premium e o mercado está absorvendo muito bem este posicionamento”, resume o fundador e presidente da empresa, Cesar Olsen.

Nova sede

A companhia projeta para 2025 a conclusão da obra da nova sede, também no distrito industrial de Palhoça. Com 34 mil metros quadrados, o investimento na estrutura está previsto em R$ 85 milhões, com capital próprio. A nova fábrica permitirá um avanço na produção, que poderá alcançar 1.500 conjuntos/mês dentro de um prazo de consolidação até 2028.

Sobre a Olsen

Instalada em Palhoça, município da Grande Florianópolis, a Olsen tem 46 anos de atuação no segmento de fabricação de equipamentos para profissionais de saúde. A empresa gera atualmente 365 empregos diretos e fabrica mais de 6.000 conjuntos por ano. A Olsen, além de fabricação, tem estrutura própria de comercialização, com uma rede de 25 filiais e 12 superlojas, que atende todo o território nacional.

FONTE: FIESC
Olsen tem alta de 163% no faturamento em cinco anos | FIESC

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Navio petroleiro bate no Porto de Santos, fere oficial da Marinha e danifica três embarcações

De acordo com a Autoridade Portuária de Santos (APS), o acidente ocorreu após um problema no leme do navio Olavo Bilac, que transportava 50 mil toneladas de óleo combustível.

Um oficial da Marinha do Brasil ficou ferido após um navio petroleiro apresentar problema no leme e bater em um píer (estrutura que avança no mar e é usada para atracar) durante uma manobra no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Conforme apurado pelo g1, três embarcações sofreram danos.

De acordo com a Autoridade Portuária de Santos (APS), o navio Olavo Bilac havia operado no cais da Alemoa 1 na quarta-feira (12) e, por volta de 23h20, estava a caminho do cais de Outeirinhos 1, também em Santos, quando apresentou um problema no leme (instrumento usado para direcionar o navio) e colidiu com o píer da Marinha do Brasil.

A APS informou que, além do píer, o impacto causou danos em três embarcações da Marinha que estavam atracadas no local: navios Guajará, Guaporé e Maracanã.

O oficial da Marinha ferido estava no local no momento da batida e, por isso, sofreu escoriações leves na perna. Ele foi conduzido para a Santa Casa de Santos. Em nota, a Marinha do Brasil informou que foi instaurado um inquérito administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN).

“Atualmente, o navio encontra-se impedido de saída por tempo indeterminado, até que seja possível a obtenção das informações necessárias à continuidade da investigação sobre as causas do acidente”, diz a nota.

Após o impacto

O navio carregado com 50 mil toneladas de óleo combustível foi conduzido até o cais da Alemoa 1, onde aguarda perícia da Capitania dos Portos de São Paulo.

Uma equipe da Autoridade Portuária realizará inspeção no cais atingido para levantar os danos causados no píer.

Em nota, a Transpetro informou que o acidente ocorreu após um travamento no leme do navio Olavo Bilac. Ainda segundo a companhia, não houve vazamento de carga e a pessoa ferida sofreu escoriações leves e já foi liberada.

A Transpetro ainda disse estar aguardando autorização da Marinha do Brasil para chegar ao local e instaurar uma comissão de investigação para apurar as causas da ocorrência.

Olavo Bilac

Construído para transporte de petróleo, o navio Olavo Bilac possui capacidade de 114 mil toneladas de porte bruto (TPB). Ele possui 249 metros de comprimento e 43 de boca (largura), sendo o terceiro da série de cinco aframax encomendados pela companhia ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS).

Navio Olavo Bilac colidiu após ter problema em leme no Porto de Santos (SP) — Foto: Arquivo Pessoal/Matheus Oliveira

Navio Olavo Bilac colidiu após ter problema em leme no Porto de Santos (SP) — Foto: Arquivo Pessoal/Matheus Oliveira

Capitania dos Portos

Em nota, a Marinha do Brasil (MB), por meio do Comando do 8º Distrito Naval, informou que a embarcação Olavo Bilac colidiu contra o cais da Marinha, resultando na colisão dela com os navios-patrulha Guajará, Guaporé e Maracanã.

Segundo a corporação, as embarcações são subordinadas ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do SulSudeste e estavam atracadas ao cais da Marinha. A extensão dos danos ao cais está sendo avaliada por profissionais da MB e da Autoridade Portuária de Santos. “Os danos aos navios não comprometeram sua flutuabilidade”.

Ainda segundo a Marinha, o militar ferido foi prontamente socorrido e encaminhado para atendimento médico. Ele sofreu ferimentos leves e recebeu alta hospitalar.

A Marinha ainda informou que uma equipe de peritos da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) foi até o cais da Alemoa para colher informações sobre a condição do navio Olavo Bilac. Não houve indícios de poluição hídrica.

Outra colisão

Em agosto do ano passado, o navio cargueiro CMA GCM Tanya, de bandeira de Malta, bateu no cais do Ecoporto, no Porto de Santos .

FONTE: G1
Navio petroleiro bate no Porto de Santos, fere oficial da Marinha e danifica três embarcações; VÍDEO | Porto Mar | G1

 

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Órgão do governo aprova zerar impostos para alimentos importados; já vale a partir desta sexta

Com a decisão, produtos alimentícios importados terão o imposto de importação reduzido temporariamente, com o objetivo de aumentar a oferta e reduzir os preços internos.

O Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, aprovou nesta quinta-feira (13), por unanimidade, uma medida para reduzir a zero os impostos de importação sobre alimentos.

O anúncio foi feito pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, que destacou o consenso na aprovação da medida.

“Foram aprovadas por unanimidade as medidas para redução a zero do imposto de importação”, afirmou Alckmin.

O governo já havia, na semana passada, apresentado a iniciativa de zerar impostos. Agora, a Camex precisava analisar a medida, como é praxe nesses casos..

 A Camex coordena as políticas de comércio exterior do país. A secretaria executiva da Camex é um órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço (MDIC), comandado por Alckmin.

Especialistas afirmam que o impacto dessas medidas deve ser limitado, já que muitos dos produtos seguem preços internacionais. Além disso, custos logísticos e de produção também afetam a competitividade do produto importado. Alckmin diz que preços de alimentos não cairão em ’24 horas’

A decisão já vale a partir desta sexta-feira (14). O governo não informou por quanto tempo vai durar a medida, mas Alckmin afirmou que será “temporária”.

A alta de alimentos afeta a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a pouco mais de um ano das eleições.

Inflação e preço dos alimentos: na foto, consumidores em feira livre no bairro do KM18 em Osasco na Grande São Paulo, nesta quinta-feira (06)c — Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Inflação e preço dos alimentos: na foto, consumidores em feira livre no bairro do KM18 em Osasco na Grande São Paulo, nesta quinta-feira (06)c — Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Alimentos de imposto zerado

A lista divulgada pelo governo inclui os seguintes produtos:

  • Carnes
  • Café torrado e café em grão
  • Milho
  • Azeite de oliva
  • Óleo de girassol
  • Açúcar
  • Massas alimentícias
  • Bolachas e biscoitos
  • Sardinha (até 7,5 mil toneladas)
  • Óleo de palma (aumento da cota de importação de 60 mil para 150 mil toneladas)

Tarifas dos EUA

Alckmin também classificou de “equivocada” a decisão do governo Donald Trump de elevar tarifas de importação do aço e do alumínio.

A tarifa imposta pelo governo de Donald Trump de 25% sobre o aço e o alumínio importados, o que atinge os setores no Brasil, entrou em vigor na quarta-feira (12). Representantes da indústria siderúrgica cobram providências do governo brasileiro.

Para Alckmin, a resposta brasileira deve ser pautada pela lógica “ganha ganha” e dada após diálogo com os norte-americanos.

“A medida dos Estados Unidos sobre aço e alumínio não foi contra o Brasil. Foi equivocada. O Brasil não é problema para os EUA. Eles têm superávit comercial com o Brasil”, afirmou.

“O caminho não é olho por olho. O caminho é pelo ganha ganha. Reciprocidade de buscar o diálogo, é isso que nós vamos fazer”, completou Alckmin.

FONTE: G1
Órgão do governo aprova zerar impostos para alimentos importados; já vale a partir desta sexta | Economia | G1

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SC bate recorde histórico com mais de 328 mil toneladas de carnes exportadas em 2025

Aumento nas exportações incluem carnes de frangos, suínos, perus, patos e marrecos, e bovinos, por exemplo

Santa Catarina exportou 328,6 mil toneladas de carnes em janeiro e fevereiro, com uma arrecadação de US$ 698 milhões, melhores índices da série histórica para esses meses desde o início dos registros, em 1997. As altas representam um crescimento de 8,3% na quantidade e 16,8% em relação à receita gerada, e levam em consideração as exportações de frangos, suínos, perus, patos e marrecos, bovinos e outros tipos de carnes.

Os números foram divulgados pelo Ministério da Economia e sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) na terça-feira (11). O maior aumento foi registrado nas exportações de carne de frango produzidas em Santa Catarina, com um crescimento de 9,8% em volume. Na receita, também foi registrada uma alta de 16,4%, melhor desempenho para o primeiro bimestre de toda a história.

De toda a carne de frango brasileira exportada, a produzida em território catarinense representa 22,6% do volume, enquanto 23,9% da receita gerada pelas exportações são advindas de Santa Catarina.

Outro destaque foi a produção de carne suína, com 117,3 mil toneladas exportadas. A arrecadação chegou a US$ 279,6 milhões em receitas, uma alta de 8,9% em quantidade e 18,4% em lucro. Nos primeiros dois meses de 2025, Santa Catarina produziu 55,5% de toda a carne suína exportada no Brasil. Em receita, o Estado foi responsável por 55,7% da arrecadação gerada por esse tipo de carne.

FONTE: NSC Total
SC bate recorde histórico com mais de 328 mil toneladas de carnes exportadas em 2025 – NSC Total

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Indústria brasileira acredita em diálogo para reverter taxação do aço

O Instituto Aço Brasil e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) acreditam em um diálogo para reverter a decisão dos Estados Unidos de estabelecer uma alíquota de importação de 25% para o aço, independentemente da origem.

A decisão afeta bastante o Brasil, porque os EUA são o principal mercado externo para o aço brasileiro. O Instituto Aço Brasil, que representa as siderúrgicas que fabricam o metal, informou ter recebido com surpresa a decisão estadunidense, mas disse estar confiante na abertura do diálogo entre os governos dos dois países para restabelecer o fluxo de produtos de aço para os Estados Unidos nas bases do acordo firmado em 2018, durante o primeiro mandato de Donald Trump.

Segundo o instituto, o acordo definiu o estabelecimento de cotas de exportação para o mercado norte-americano de 3,5 milhões de toneladas de semiacabados/placas e 687 mil toneladas de laminados.

“Tal medida flexibilizou decisão anterior do presidente Donald Trump que havia estabelecido alíquota de importação de aço para 25%. Importante ressaltar que a negociação ocorrida em 2018 atendeu não só o interesse do Brasil em preservar acesso ao seu principal mercado externo de aço, mas também o interesse da indústria de aço norte-americana, demandante de placas brasileiras”, diz a nota do Instituto Aço Brasil.

De acordo com o instituto, a taxação do produto impacta não apenas a indústria brasileira, como também a própria economia estadunidense, uma vez que ela depende da importação do produto.

“A taxação de 25% sobre os produtos de aço brasileiros não será benéfica para ambas as partes”, avalia.

O Brasil supriu 60,7% da demanda de importação de placas de aço dos Estados Unidos em 2024, segundo a entidade. No ano passado, os EUA precisaram importar 5,6 milhões de toneladas do produto por não ter oferta interna suficiente. Desse total, 3,4 milhões de toneladas foram exportadas pelo Brasil.

De acordo com o instituto, o mercado brasileiro também “vem sendo assolado pelo aumento expressivo de importações de países que praticam concorrência predatória, especialmente a China”.

“Assim, ao contrário do alegado na proclamação do governo americano de 10 de fevereiro, inexiste qualquer possibilidade de ocorrer, no Brasil, circunvenção para os Estados Unidos de produtos de aço oriundos de terceiros países”, diz o instituto.

A entidade informa ainda que, na balança comercial dos principais itens da cadeia do aço – carvão, aço, máquinas e equipamentos -, no valor de US$ 7,6 bilhões, os EUA são superavitários em US$ 3 bilhões, ou seja, vendem mais que o dobro do que compram do Brasil.

CNI

A CNI, que representa as indústrias brasileiras como um todo, informou que continua buscando diálogo para reverter a decisão. A confederação destaca que os EUA são o destino de 54% das exportações de ferro e aço brasileiros, sendo o quarto maior fornecedor desses produtos para os estadunidenses.

Para a CNI, a decisão de taxar o aço é ruim tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos. A confederação informou que segue trabalhando para fortalecer as relações entre os dois países e que acredita em alternativas consensuais para preservar esse relacionamento comercial.

FONTE: Isto É Dinheiro
Indústria brasileira acredita em diálogo para reverter taxação do aço – ISTOÉ DINHEIRO

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