Industria, Internacional

Fraqueza da atividade industrial da China em junho mantém pressão por mais estímulos

A atividade industrial da China encolheu pelo terceiro mês consecutivo em junho, embora em um ritmo mais lento, uma vez que os aumentos em novos pedidos, volumes de compras e prazos de entrega dos fornecedores sinalizaram que as medidas de apoio implementadas desde o final do ano passado está surtindo efeito.

No entanto, a confiança das empresas permanece moderada, segundo a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada nesta segunda-feira, com o emprego, os preços de fábrica e os novos pedidos de exportação ainda enfraquecidos, mantendo vivos os apelos por ainda mais estímulos conforme as autoridades lidam com o ataque tarifário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com a fraqueza crônica do setor imobiliário.

O PMI do Escritório Nacional de Estatísticas subiu de 49,5 em maio para 49,7 em junho, em linha com a mediana das previsões em uma pesquisa da Reuters, mas permanecendo abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração.

“Dois meses de melhorias sucessivas, o que é uma leitura decente, já que junho foi o primeiro mês completo sem as tarifas proibitivas de Trump de 100% ou mais”, disse Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit.

“Ainda há evidências de antecipação no comércio, mas as tarifas estão mais baixas agora e os fabricantes estão se preparando para enviar os produtos da temporada de férias”, acrescentou.

O subíndice de novos pedidos de exportação permaneceu em contração pelo 14º mês consecutivo em junho, subindo de 47,5 em maio para 47,7, enquanto o nível de emprego divergiu dos outros indicadores, deteriorando-se ainda mais.

Entretanto, as novas encomendas domésticas aumentaram de 49,8 para 50,2 e os volumes de compras saltaram de 47,6 para 50,2, oferecendo às autoridades alguma esperança de que a demanda doméstica possa estar começando a se recuperar.

Zichun Huang, economista da Capital Economics para a China, disse que o PMI sugeriu que a segunda maior economia do mundo recuperou algum ímpeto no mês passado, mas alertou que as tensões com o Ocidente continuarão a pressionar suas exportações e que ainda há sinais de pressões deflacionárias.

O PMI não manufatureiro, que inclui serviços e construção, passou de 50,3 para 50,5.

A atividade nos setores de alimentos e bebidas, viagens, hotelaria e logística caiu este mês, disse o estatístico sênior da agência de estatísticas, Zhao Qinghe, em um comunicado. No entanto, essa queda foi compensada por um aumento no PMI de construção, que subiu para 52,8, um recorde de três meses, disse Huang, da Capital Economics.

Fonte: MSN

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Industria

Setor moveleiro debate estratégias para ampliar mercados de exportação

Indústrias estudam impactos de tarifas e da economia norte-americana nas vendas externas; EUA são principal destino das exportações do segmento em SC, com 48,4% do total em 2024

 A indústria de móveis de Santa Catarina acompanha o desempenho das exportações do setor e avalia estratégias para vencer potenciais desafios diante do comportamento da economia dos Estados Unidos – principal comprador externo de móveis de madeira do estado. O país foi o destino de 48,4% das exportações catarinenses em 2024.

Em reunião da Câmara da Indústria do Mobiliário da Federação das Indústrias de SC (FIESC) realizada nesta quinta (26), a presidente da Câmara de Comércio Exterior, Maria Teresa Bustamante, destacou que desde o tarifaço e da abertura de uma investigação pelo governo dos EUA para avaliar o impacto das importações de madeira e seus derivados na segurança do país – a chamada seção 232, o segmento vem estudando estratégias para os desafios decorrentes da elevação de tarifas.

Estudo da FIESC aponta ainda que uma possível desaceleração da economia norte-americana também poderá ter efeitos sobre as encomendas de produtos brasileiros, já que a expectativa é de que, com uma inflação maior por lá e uma manutenção de juros, haveria redução de demanda. 

A despeito da concentração de vendas aos Estados Unidos, Maria Teresa destaca que as exportações catarinenses de móveis de madeira têm destinos diversificados. “O setor tem uma clara capacidade de abertura de mercados, o que se reflete em oportunidades para ampliar essas parcerias e reduzir o impacto das exportações para os Estados Unidos”, afirmou.

Potência no estado

Análise da FIESC mostrou ainda o forte encadeamento produtivo local do setor de móveis, evidenciando ainda mais a relevância do segmento para o estado. O estudo mostra que 65% dos insumos do segmento têm origem em SC, e 43% da produção tem como destino o consumo das famílias no próprio estado. A análise mostra que R$ 100 milhões em pedidos geram R$ 318 milhões em produção, capazes de se refletir na geração de 2,8 mil empregos.

Apesar do dinamismo do ramo, a atração e a formação de profissionais qualificados é um desafio. Para fortalecer a imagem do setor e apresentá-lo como atrativo para uma carreira, um o polo moveleiro do Planalto Norte criou o AMPLIA, com foco em construir estratégias que contribuam com a valorização e o desenvolvimento sustentável, através do aperfeiçoamento profissional, da qualidade de vida e da evolução tecnológica do setor moveleiro da região. “Com a participação das empresas e das entidades parceiras, estamos buscando soluções para oferecer qualificação e oportunidades de trabalho no setor, mostrando que é inovador, tecnológico e pode ser uma opção para os jovens entrarem no mercado de trabalho”, informa o vice-presidente da FIESC para o Planalto Norte e presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria do Mobiliário, Arnaldo Huebl.

Fonte: FIESC

Ler Mais
Agricultura, Agronegócio, Industria, Informação, Sustentabilidade

EUA e Europa Enfrentam Queda de 40% na Produção de Alimentos, Alertam Cientistas

Andrew Hultgren, da Universidade de Illinois, e Richard Waite, do World Resources Institute, dizem que países grandes produtores estão menos adaptados que aqueles de áreas naturalmente mais quentes do planeta

Produção de alimentos têm se tornado um desafio em várias regiões do mundo

As regiões agrícolas mais férteis do planeta estão enfrentando um adversário formidável: as mudanças climáticas. Um novo estudo revela que países desenvolvidos, conhecidos por sua alta produção de alimentos, podem ver uma redução drástica na produção de milho e trigo, com perdas de até 40% nas próximas décadas.

O Estudo Revelador

Pesquisadores de instituições renomadas dos EUA e do exterior mapearam mais de 12 mil regiões em 55 países. A pesquisa, publicada na revista Nature, descobriu que, para cada aumento de 1°C na temperatura global, a produção de alimentos pode cair cerca de 120 calorias por pessoa por dia — quase 4,4% do consumo diário.

A Vulnerabilidade dos Celebridades da Agricultura

O estudo destaca que, mesmo com a implementação de estratégias de adaptação, áreas conhecidas como “celeiros agrícolas” estão sob grave ameaça. Andrew Hultgren, professor da Universidade de Illinois, sintetiza essa realidade dizendo: “Quem mais tem a perder, realmente, perde mais.” Ele ressalta que, em vez de as regiões mais pobres enfrentarem os maiores desafios, são os agricultores de locais como os EUA que agora correm riscos maiores.

O Papel do Aquecimento Global

Este estudo surge após outra pesquisa, que aponta um aumento sem precedentes na gravidade das secas globais devido ao aquecimento. Em 2022, 30% da superfície terrestre enfrentou secas de intensidade moderada a extrema, com grande parte disso sendo atribuída a temperaturas mais altas.

Um Paradoxo Assustador

Esse fenômeno cria um padrão surpreendente: as regiões que atualmente se destacam como grandes celeiros, beneficiadas por climas favoráveis, são as mais vulneráveis. Como destaca Hultgren, essas áreas não estão tão expostas ao calor extremo e, portanto, não desenvolveram adaptações a ele. Em contraste, as regiões mais quentes e de baixa renda já estão habituadas a lidar com extremidades climáticas, o que lhes confere uma leve vantagem.

O Impacto nas Culturas

As consequências para cultivos específicos são alarmantes. A produção de milho, por exemplo, poderá enfrentar uma queda de até 40% em áreas como o cinturão de grãos dos EUA, leste da China e partes da Ásia Central. Já o trigo, em países como Estados Unidos, Canadá e Rússia, deve ver perdas entre 30% e 40%.

Um Novo Olhar Sobre a Adaptação

A pesquisa também vai além de meras previsões, analisando como os produtores realmente se adaptam às mudanças climáticas. Hultgren comenta que, embora a adaptação não elimine por completo os riscos, ela pode mitigar cerca de um terço das perdas futuras.

Questões de Segurança Alimentar

A situação é crítica para a segurança alimentar global. Enquanto o arroz pode escapar de perdas significativas, outros cultivos enfrentam destinos sombrios. O impacto potencial é impressionante: as áreas mais produtivas do mundo podem ver suas rendas reduzidas, elevando a produção global e gerando aumento nos preços dos alimentos.

  • Desafios em Países de Baixa Renda
    • Mesmo que se adaptem melhor ao calor, essas regiões enfrentam suas próprias dificuldades.
    • Culturas essenciais, como a mandioca, podem sofrer perdas de até 40% na África Subsaariana, colocando em risco a segurança alimentar de populações inteiras que dependem da agricultura de subsistência.

O Custo das Mudanças

Os pesquisadores também calcularam como essas perdas agrícolas impactarão as políticas climáticas. Cada tonelada de CO₂ emitida pode custar à sociedade entre US$ 0,99 e US$ 49,48 devido a essas perdas, dependendo das suposições econômicas adotadas.

Uma Espiral de Desafios

Richard Waite, do World Resources Institute, ressalta que a diminuição dos rendimentos em um mundo que exige mais comida levará a uma pressão adicional sobre os ecossistemas naturais, criando um ciclo vicioso. Essa interação entre a produção agrícola e a saúde dos ecossistemas destaca a urgência de estratégias mais eficazes para se adaptar a um clima em mudança.

Propostas para o Futuro

Waite sugere que as abordagens tradicionais de adaptação precisam ser repensadas. “Devemos desenvolver culturas alimentares que não apenas aumentem os rendimentos, mas que também possam resistir a temperaturas altas e padrões de chuva imprevisíveis.”

A Necessidade de Ação Imediata

A pesquisa indica a urgência em reduzir as emissões e em apoiar a adaptação da agricultura e pecuária. O fracasso em agir pode resultar em uma crise alimentar global e em instabilidade social. Hultgren alerta: “Devemos acender um sinal de alerta sobre a segurança alimentar global e as tensões políticas em um futuro de aquecimento acentuado.”

Reflexões Finais

À medida que enfrentamos esses desafios climáticos, é crucial nos unirmos para buscar soluções. A situação pode parecer desalentadora, mas cada passo em direção à inovação e adaptação pode fazer a diferença. Convidamos você a refletir sobre o futuro da agricultura e como nossas escolhas de hoje moldarão os dias de amanhã.

Sua Opinião É Importante

Por fim, gostaríamos de ouvir o que você pensa sobre essas questões. Quais soluções você acredita que podem ser adotadas para mitigar os impactos das mudanças climáticas na agricultura? Sua voz é fundamental para construirmos juntos um futuro sustentável.

Fonte: Fronteira Econômica

Ler Mais
Comércio, Industria, Negócios

Até setembro de 2025, 100% dos órgãos anuentes estarão integrados ao Novo Processo de Importação do Portal Único

A atualização do cronograma foi aprovada durante reunião do Comitê Nacional de Facilitação do Comércio nesta quarta (25/6)

A atualização do cronograma de adesão ao Novo Processo de Importação (NPI) do Portal Único de Comércio Exterior foi um dos temas discutidos durante a 12ª Reunião do Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac), realizada nesta quarta-feira (25/6), no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O encontro foi presidido pela secretária de Comércio Exterior (Secex), Tatiana Prazeres, e pela secretária Especial Adjunta da Receita Federal do Brasil (RFB), Adriana Gomes Rêgo.

A meta é que, até setembro de 2025, todos os órgãos anuentes estejam plenamente integrados ao novo processo.  Com isso, estima-se uma redução de 50% do volume de operações sujeitas a licenciamento, passando de 41% para 20% do total. Além disso, até 80% das operações que exigem licenciamento poderão utilizar o modelo de Licença Flex, que permite o uso de uma única autorização para múltiplas transações comerciais.

Durante o encontro também foi destacada a importância da adoção, pelos órgãos intervenientes, do módulo de Pagamento Centralizado do Comércio Exterior (PCCE) do Portal Único como fator de competitividade para as empresas brasileiras.

O PCCE é um módulo do Portal Único de Comércio Exterior que permite o recolhimento de taxas, tarifas e impostos diretamente no ambiente de janela única e disponibiliza de forma automática as informações de pagamento aos órgãos. Dessa maneira, a ferramenta desburocratiza as operações de compra e venda de artigos no exterior por meio desse pagamento centralizado. Além disso, promove maior transparência, rastreabilidade e harmonização nos processos de cobrança, visto que simplifica o acesso à informação das obrigações legais.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que já utiliza o PCCE, o tempo de compensação do pagamento de taxas foi reduzido de dois dias para até cinco minutos. Essa agilidade tem impacto direto na competitividade das empresas, uma vez que cada dia de carga parada aguardando autorização pode representar um custo de 0,8% sobre o valor total da mercadoria.

Atualmente, estão em curso negociações técnicas para viabilizar a adesão de outros órgãos, como o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e o Exército.

Gerenciamento de Riscos

Outro tema da pauta da reunião foi a realização workshop técnico sobre Gerenciamento de Riscos com Órgãos Anuentes, previsto para setembro de 2025. O evento será organizado pela Receita Federal com apoio da Secex e ocorrerá em formato híbrido. O objetivo principal é a troca de experiências e boas práticas entre os órgãos anuentes no uso de ferramentas digitais e critérios de seleção de cargas. A proposta é fortalecer o alinhamento entre os órgãos participantes e fomentar uma atuação mais eficaz e integrada no controle das importações.

O gerenciamento de risco e a implementação de procedimentos facilitadores são fundamentais para o sucesso do Programa Portal, pois asseguram a eficiência e a segurança nas operações de comércio exterior. O gerenciamento de risco permite identificar, avaliar e mitigar potenciais obstáculos, como atrasos ou inconformidades, promovendo decisões baseadas em dados que otimizam os processos e reduzem custos operacionais.

Sobre o Portal Único

O programa, que visa desburocratizar e modernizar os processos de exportação e importação, com foco em procedimentos, normas e sistemas, foi iniciado em 2014 e está sendo implementado de forma modular, em substituição ao Siscomex antigo.

O programa já processa 100% das exportações brasileiras e as ações para contemplar também as importações estão em andamento. Com as mudanças, estima-se uma economia anual de mais de R$ 40 bilhões para os operadores privados com impacto de até US$ 130 bilhões no PIB até 2040.

Sobre o CONFAC

Presidido pela Secretaria de Comércio Exterior e pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, o Comitê Nacional de Facilitação de Comércio (CONFAC) é parte integrante da Câmara de Comercio Exterior (CAMEX) e conta com a participação da Casa Civil, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Defesa, Ministério da Agricultura e Pecuária, Anvisa, Inmetro e Ibama.

O Comitê é o agente fundamental na coordenação das ações de facilitação do comércio entre os diversos intervenientes do comércio exterior, promovendo maior eficiência nas operações de importação e exportação do Brasil, implementando políticas e diretrizes que contribuem para o cumprimento de acordos internacionais e para a redução de tempos e custos associados ao comércio exterior. 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Ler Mais
Industria

Zona do euro: crescimento fica estagnado em junho com serviços e indústria em baixa

O setor de serviços mostrou apenas um pequeno sinal de melhora e o setor industrial não apresentou nenhum

A economia da zona do euro ficou estagnada em junho pelo segundo mês uma vez que o setor de serviços mostrou apenas um pequeno sinal de melhora e o setor industrial não apresentou nenhum, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (23).

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto preliminar da zona do euro da HCOB, compilado pela S&P Global e visto como um bom indicador de crescimento, registrou em junho a mesma taxa de 50,2 vista em maio.

Essa leitura fica um pouco acima da marca de 50 que separa crescimento de contração, e abaixo da expectativa de 50,5 em uma pesquisa da Reuters.

“A pesquisa PMI preliminar de junho para a zona do euro foi consistente com a estagnação da economia”, disse Jack Allen-Reynolds, da Capital Economics.

“A fraqueza na atividade foi ampla, com o índice de serviços subindo para apenas 50,0, enquanto o índice de manufatura caiu.”

A atividade empresarial na Alemanha, a maior economia da Europa, voltou a crescer, já que o setor industrial registrou o maior aumento no volume de novos pedidos em mais de três anos.

Porém, na França, a atividade contraiu ainda mais, já que a fraqueza tanto no setor industrial quanto no de serviços atingiu a segunda maior economia da zona do euro, informou a S&P Global nesta segunda-feira.

A demanda geral no bloco retraiu pelo 13º mês, embora de forma moderada, com o índice de novos negócios subindo de 49,0 para 49,7.

O PMI de serviços subiu para 50, acima da leitura final de maio de 49,7, como a pesquisa da Reuters havia previsto.

Mas o otimismo entre as empresas de serviços aumentou e o índice de expectativas de negócios saltou de 56,2 para 57,9, um recorde de quatro meses.

O índice do setor industrial, que tem estado abaixo de 50 desde meados de 2022, manteve-se em 49,4, contra expectativas de um aumento para 49.8. Um índice que mede a produção e que alimenta o PMI Composto caiu de 51,5 para 51,0.

Fonte: InfoMoney

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Industria, Notícias

Santa Catarina avança para ampliar exportações de carne bovina ao Japão 

Santa Catarina está determinada a dar um novo passo em sua trajetória de sucesso no comércio exterior. Com um histórico consolidado nas exportações de carne suína e de frango para o Japão, o Estado agora quer conquistar a habilitação para exportar carne bovina ao exigente mercado japonês. Esse é um dos objetivos da missão estratégica ao país asiático que começou no último dia 13 e deve durar cerca de 10 dias. “Santa Catarina está pronta para exportar carne bovina ao Japão. Já temos um histórico de excelência na venda de carne suína e queremos ampliar essa relação comercial”, afirmou o governador Jorginho Mello. 

Durante as agendas em Tóquio, realizadas na quarta-feira (18), a comitiva catarinense esteve no Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão (MAFF) e na Embaixada do Brasil, reforçando o pedido para que Santa Catarina seja o primeiro estado brasileiro autorizado a exportar carne bovina ao Japão. A ação integra uma estratégia maior de internacionalização da economia catarinense, valorizando a excelência sanitária do estado como um diferencial competitivo. “O controle sanitário e a qualidade da carne de suíno e de aves que entregamos ao Japão abrem as portas comerciais para o setor de carne bovina. Temos qualidade, competitividade e a relação de confiança na sanidade do plantel catarinense. O novilho precoce é o grande atrativo que alia qualidade, sustentabilidade e sanidade”, ressaltou Celles Regina de Mattos, presidente da Cidasc. 

Estado já lidera exportações de carnes ao Japão 

Em 2024, o Japão foi o principal destino das exportações de carne de frango catarinense, com embarques que somaram 148,4 mil toneladas e geraram US$ 283,8 milhões em receita. No setor suinícola, o país asiático aparece como terceiro maior comprador, com 93,4 mil toneladas e uma movimentação de US$ 312,4 milhões. 

Santa Catarina exporta carne de frango para o Japão desde 1989, e carne suína in natura desde 2013. Agora, a meta é abrir também o mercado japonês para a carne bovina catarinense, o que ampliaria ainda mais a presença do Estado na Ásia. 

Reconhecimento sanitário fortalece posição de SC 

A força do agro catarinense no comércio exterior se deve, sobretudo, ao rigor sanitário. Santa Catarina é, desde 2007, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como zona livre de febre aftosa sem vacinação — status fundamental para acessar mercados exigentes como o japonês. O estado também tem a menor prevalência de tuberculose e brucelose bovina no país e é o único com identificação individual de 100% do rebanho bovino, via sistema SRBOV-SC. “As relações comerciais com o Japão são resultado de confiança mútua, compromisso com a qualidade e pioneirismo sanitário. Reafirmamos nosso trabalho para ampliar a presença catarinense no mercado japonês, agora com a carne bovina”, afirmou o secretário de Agricultura, Carlos Chiodini. 

SC Day reúne grandes empresas e potenciais investidores em Tóquio 

Durante o SC Day Tóquio, evento promovido na Embaixada do Brasil, Jorginho Mello apresentou as potencialidades catarinenses a representantes de conglomerados japoneses como Mitsui, Mitsubishi, Sumitomo, Itochu, Marubeni, Yokorei e Nippon, além das operações locais da BRF e da Seara. “Santa Catarina tem excelência em sanidade animal, com status internacional reconhecido e um parque industrial moderno. Estamos prontos para exportar carne bovina com a mesma qualidade com que já exportamos frango e suíno para mais de 150 países”, reforçou o governador. 

A comitiva também cumpriu agendas com a agência de comércio exterior JETRO, a agência de cooperação internacional JICA e a Federação das Indústrias do Japão (Keidanren). 

Porto de São Francisco do Sul receberá investimentos japoneses 

A visita ao Japão também gerou avanços na área de infraestrutura logística, essencial para a competitividade do comércio exterior. Foi assinado um protocolo de intenções entre o Governo de SC e a empresa japonesa Marubeni, com foco em novos investimentos no Porto de São Francisco do Sul. “Significa investimentos de milhões de dólares e, ao mesmo tempo, oportunidade de emprego e renda para o catarinense. Nós queremos exportar para o mundo a nossa proteína animal, mas precisamos de investimentos em infraestrutura, sejam elas ferroviárias, rodoviárias e portos”, destacou o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen. 

Uma missão para abrir portas e construir o futuro 

A delegação catarinense reúne representantes dos três poderes, prefeitos de cidades estratégicas como Joinville e Blumenau, além de lideranças empresariais das federações Fecomércio, Fiesc e Acate. “Santa Catarina é um estado que tem muito a oferecer, e esta missão à Ásia é uma grande oportunidade de abrir novas portas para os nossos produtos, atrair investimentos e desenvolver soluções inovadoras em parceria com quem é referência mundial”, destacou o governador Jorginho Mello. 

Além da abertura do mercado japonês para a carne bovina, a missão tem entre os objetivos a atração de investimentos em infraestrutura, o fortalecimento das exportações agrícolas e pesqueiras, e a projeção de Santa Catarina como referência global em sanidade animal e qualidade industrial. 

TEXTO: REDAÇÃO 

FOTOS: SECOM/SC 

Ler Mais
Industria, Negócios

Brasil sobe em ranking global de competitividade, mas continua entre os últimos

País avança 4 posições e aparece no 58º lugar entre 69 nações avaliadas; dados mostram que Brasil está distante de reformas estruturais que sustentem seu desenvolvimento em longo prazo

Mesmo com o avanço de quatro posições em ranking global de competitividade, o Brasil continua entre os últimos colocados. Neste ano, o País aparece na 58ª posição entre 69 nações avaliadas pelo Institute for Management Development (IMD), em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC).

O levantamento mostra que a melhora foi impulsionada por fatores conjunturais, como o aumento do investimento direto estrangeiro e da geração de empregos, mas que o Brasil ainda está distante de reformas estruturais que sustentem seu desenvolvimento em longo prazo.

“Subir no ranking é uma boa notícia, mas, do ponto de vista estrutural, não há o que comemorar. O Brasil ainda precisa enfrentar desafios profundos para ser competitivo de verdade”, afirmou Hugo Tadeu, diretor do núcleo de Inovação, Inteligência Artificial e Tecnologias Digitais da FDC, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira, 16.

O ranking avalia quatro pilares principais: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura.

O Brasil teve seu melhor desempenho no pilar de performance econômica (30º lugar), impulsionado por indicadores como o fluxo de investimento direto estrangeiro (5º), o crescimento de longo prazo do emprego (7º), a atividade empreendedora em estágio inicial (8º) e a participação em energias renováveis (5º).

Por outro lado, segue entre os últimos colocados em áreas essenciais para a competitividade global, como educação básica (69º), habilidades linguísticas (69º), produtividade da força de trabalho (67º), mão de obra qualificada (68º) e custo de capital (69º).

“O Brasil está crescendo com o apoio de setores tradicionais, como o agronegócio e a mineração, mas falta qualidade nesse crescimento. Sem força de trabalho qualificada, tecnologia e inovação, não vamos sustentar esse avanço no longo prazo”, avaliou Tadeu.

O salto de quatro posições é considerado positivo, mas frágil. “Houve uma melhora em indicadores conjunturais, como renda per capita, formação bruta de capital e investimento industrial. Mas são movimentos de curto prazo, que não garantem continuidade. Competitividade se constrói com políticas públicas de longo prazo, e não com medidas emergenciais.”

 Segundo ele, países que lideram o ranking, como Suíça (1º), Cingapura (2º), Dinamarca (4º) e Taiwan (6º), compartilham características como abertura comercial, estabilidade regulatória, sistema educacional de excelência e estratégias de transferência de conhecimento entre universidades e o setor produtivo.

“Esses países têm uma visão de futuro. O Brasil, por outro lado, continua reagindo às circunstâncias com medidas fragmentadas. Se não enfrentarmos nossos gargalos estruturais, como o custo do capital e a baixa qualificação, vamos continuar presos ao que a economia chama de voo de galinha”, disse.

Aumento de impostos afugenta capital

Tadeu aponta que o Brasil segue na contramão das principais economias competitivas ao elevar impostos. A recente alta do IOF e o aumento da carga tributária, segundo ele, tornam o ambiente de negócios mais hostil e afastam investimentos. “Estamos sufocando o setor produtivo. O aumento de impostos encarece o custo do dinheiro e afugenta o capital privado. Estamos na contramão do mundo”, afirmou.

Ele alertou também para o uso crescente de subsídios como ferramenta econômica. Embora o Brasil tenha avançado nesse indicador, o resultado não representa, necessariamente, uma melhora estrutural. “Destinar recursos a setores específicos pode significar menos recursos para outras áreas importantes. Esses incentivos precisam estar ligados a uma estratégia nacional de longo prazo”, completou.

Caminhos possíveis

Para começar a reverter o cenário, Tadeu defende que reduzir o custo de capital deve ser prioridade. Isso envolve simplificar o sistema tributário, garantir um ambiente regulatório mais estável e oferecer previsibilidade para investidores.

Ele ressalta também a necessidade de investir na qualificação da mão de obra, especialmente nas médias empresas, e de preparar lideranças para lidar com a transformação digital. “O mundo já surfa ondas tecnológicas, e o Brasil precisa formar profissionais capazes de acompanhar esse ritmo.”

Apesar dos entraves, o relatório reconhece que o País tem ativos importantes, como a matriz energética limpa, a capacidade de atrair capital estrangeiro e setores resilientes, como o agronegócio e os serviços. No entanto, Tadeu reforça que é preciso ir além: “O Brasil tem potencial, mas precisa deixar de ser apenas uma promessa. Crescimento sustentável exige estratégia, educação e inovação.”

Fonte: Estadãow


Ler Mais
Industria

Indústria brasileira leva propostas para diálogo com a Alemanha

Pautas serão discutidas no Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), nos dias 16 e 17 de junho, na Bahia. Exportações para o mercado alemão caíram e indústria brasileira quer retomar vendas externas

Reposicionar o Brasil no ranking de principais fornecedores da Alemanha é estratégico para o desenvolvimento econômico nacional e está no centro das discussões do Encontro Empresarial Brasil-Alemanha, que acontece nos dias 16 e 17 de junho, no SENAI Cimatec, em Salvador. Para orientar esse esforço, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) elaborou um pacote de propostas prioritárias do setor produtivo brasileiro, com foco em inovação, sustentabilidade e investimentos.

O encontro é promovido em parceria com a Federação das Indústrias Alemãs (BDI) e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), como parte da agenda bilateral entre os países, que são parceiros históricos no comércio e na indústria. As propostas foram construídas com diferentes setores para transformar desafios em oportunidades para ambos os lados.

“Este momento é estratégico. Retomar o crescimento das exportações para a Alemanha não é somente uma questão comercial, é uma decisão essencial para o desenvolvimento do Brasil. As oportunidades nesse mercado representam emprego, renda e estímulo à inovação no nosso setor produtivo”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.

1. Ratificação do Acordo Mercosul – União Europeia

A indústria entende que o Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia marca um avanço estratégico na integração entre os blocos, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo cerca de 20% da economia global e um mercado de mais de 720 milhões de pessoas. Em um cenário de crescente protecionismo e tensões comerciais internacionais, o acordo garante ao Brasil e aos países do Mercosul acesso preferencial a importantes mercados, fortalecendo sua inserção no comércio internacional e ampliando oportunidades de comércio, investimentos e geração de empregos.

2. Novo acordo para evitar a dupla tributação

A ausência de um acordo vigente desde 2005 causa insegurança jurídica e desestimula investimentos bilaterais. Para a indústria, a retomada das negociações para um novo Acordo para Evitar a Dupla Tributação (ADT), adaptado aos padrões atuais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), vai estimular o ambiente de negócios e a cooperação tecnológica entre os dois países.

3. Cooperação sobre regras ambientais da União Europeia (EUDR e CBAM)

Empresários brasileiros querem debater com a Alemanha o Regulamento Antidesmatamento (EUDR) e o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) – que fazem parte do Pacto Ecológico Europeu (Green Deal). A preocupação é que a aplicação unilateral desses pacotes de regras crie barreiras comerciais e prejudique exportadores brasileiros.

4. Integração energética regional com apoio europeu

A proposta é mobilizar recursos do Global Gateway, do Banco Europeu de Investimento e de outras fontes para financiar projetos de interconexão elétrica entre o Brasil e países da América Latina. A medida transformaria o Brasil em uma referência de energia renovável, com benefícios também para empresas alemãs interessadas em infraestrutura verde.

5. Parceria em energia

A indústria defende uma plataforma de cooperação bilateral para projetos de energia renovável e hidrogênio verde. O objetivo é tornar o Brasil fornecedor confiável desses insumos à Alemanha, em um modelo baseado em inovação, certificação ambiental e promoção de valor local.

6. Cooperação em saúde e insumos farmacêuticos

A pandemia expôs a vulnerabilidade das cadeias globais de suprimento na área da saúde, por isso o setor industrial propõe a criação de uma plataforma de inovação para ampliar a produção nacional de vacinas, medicamentos e dispositivos médicos, com transferência de tecnologia e harmonização regulatória com a União Europeia.

7. Digitalização e rastreabilidade de cadeias produtivas

Para garantir acesso aos mercados europeus, a indústria também propõe uma parceria para promover a digitalização, rastreabilidade e sustentabilidade das cadeias produtivas brasileiras, com apoio técnico e financeiro da Alemanha.

8. Cooperação em hidrogênio verde

Outra proposta é a criação de uma plataforma bilateral para desenvolver tecnologias, certificações e rotas de exportação de hidrogênio verde, com projetos-piloto e marcos regulatórios comuns. A CNI considera a medida essencial para a transição energética brasileira e para o cumprimento das metas climáticas alemãs.

9. Agregação de valor nos minerais críticos

O Brasil quer deixar de ser apenas fornecedor de matérias-primas e passar a industrializar seus minerais estratégicos com apoio da tecnologia alemã. A proposta inclui um roteiro de cooperação para agregar valor local, atrair investimentos e garantir certificação ambiental dos processos.

10. Fomento aos biocombustíveis e bioprodutos

A indústria brasileira aposta no uso da biomassa para produzir combustíveis sustentáveis, como o SAF (usado na aviação), e defende a ampliação da cooperação com centros de pesquisa alemães. A meta é tornar o país líder na produção de biocombustíveis de baixo carbono.

11. Capacitação para a indústria verde

Para viabilizar a transição energética e aumentar a produtividade industrial, a CNI propõe criar programas conjuntos de qualificação técnica voltados à economia verde. A iniciativa pretende ampliar a cooperação entre instituições como o SENAI e organizações alemãs, com foco em pequenas e médias empresas.

Parceria para o Encontro Empresarial Brasil-Alemanha

O encontro tem o apoio da Volkswagen Caminhões-Ônibus, Basf, Deutsch-Brasilianische Industrie – und Hendelskammer (Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha), Banco do Nordeste, Governo Federal do Brasil, Governo do Estado da Bahia, BDI – The voice of German Industry, FIEB e CNI.

Evento terá rodada de negócios com compradores internacionais

Em uma parceria dos realizadores do EEBA com a ApexBrasil, acontecerá também nos dias 16 e 17 a Rodada Internacional de Negócios – evento híbrido que já conta com 60 empresas brasileiras inscritas. Os empresários, que participarão presencialmente e virtualmente, integram setores como alimentos e bebidas, cosméticos, energia, farmacêutico, moda e acessórios, construção civil e mineração. Além disso, potenciais compradores internacionais da Alemanha estarão nas agendas de negócios, ampliando as oportunidades de parcerias estratégicas e investimentos bilaterais.

Fonte: Portal da Indústria

Ler Mais
Agricultura, Comércio Exterior, Especialista, Industria, Informação

Brasil no epicentro do comércio global de proteína refrigerada: resiliência, crise e retomada 

O ESPECIALISTA – PATRÍCIA SOARES 

O Brasil consolidou-se, ao longo das últimas décadas, como um dos pilares do comércio global de proteína animal, especialmente no segmento reefer — que envolve o transporte refrigerado de carnes e ovos. Em 2024, o país exportou 5,2 milhões de toneladas de carne de frango, gerando US$ 9,9 bilhões em receitas e abastecendo 151 países, o que representa cerca de um terço do consumo mundial dessa proteína. 

Essa liderança, contudo, foi testada em maio de 2025, quando um foco de gripe aviária (H5N1) foi detectado em uma granja comercial no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. O episódio acendeu alertas sanitários e resultou no abate preventivo de 17 mil aves. Embora não tenham sido registrados casos humanos, mais de 30 países, incluindo China e União Europeia, impuseram restrições temporárias às importações brasileiras. Alguns parceiros, como Japão e Reino Unido, restringiram os vetos à região afetada, enquanto outros optaram por bloqueios nacionais. 

A resposta do governo brasileiro foi rápida, técnica e altamente eficiente. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) ativou protocolos sanitários rigorosos, com barreiras de contenção, monitoramento e rastreabilidade. O número de aves sacrificadas foi infinitamente menor se comparado a países como os Estados Unidos, onde surtos semelhantes exigiram o abate de milhões de animais. As autoridades brasileiras reforçaram que não há risco no consumo de carnes, ovos ou derivados, e que a transmissão para humanos é extremamente rara. 

Mesmo sob pressão de restrições temporárias, a demanda global por proteína brasileira permaneceu sólida. Países impactados por surtos locais de gripe aviária intensificaram as compras do Brasil, buscando um fornecedor estável, confiável e com rigor sanitário comprovado. Só em janeiro de 2025, as exportações de carne de frango subiram quase 10%, impulsionadas por mercados como China, União Europeia e Filipinas. A receita disparou 20,9%, chegando a US$ 753,66 milhões. 

No mercado de ovos, o desempenho foi ainda mais notável. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações devem crescer 62% em 2025, alcançando 30 mil toneladas, especialmente em função da escassez nos Estados Unidos, que também enfrentam surtos severos da doença. Embora o Brasil ainda não exporte ovos diretamente para as prateleiras norte-americanas, a indústria nacional atende, com força crescente, empresas de processamento e insumos alimentícios. 

As perspectivas são claras: se não forem detectados novos casos em 28 dias, o Brasil deve recuperar seu status sanitário de país livre de gripe aviária, fundamental para restabelecer por completo os fluxos comerciais. Paralelamente, o governo negocia com grandes parceiros, como a China, para restringir os vetos apenas à região afetada, evitando impactos desproporcionais na cadeia produtiva nacional. 

Segundo Ricardo Santin, presidente da ABPA, “O mundo inteiro olha para o Brasil como um fornecedor estratégico de proteína, sobretudo porque temos uma agroindústria altamente tecnológica, uma vigilância sanitária robusta e uma capacidade de resposta que poucos países do mundo possuem. Superamos a crise com profissionalismo e, agora, estamos prontos para retomar, não apenas os mercados que fecharam, mas também para ampliar nossa presença global.” 

Em resumo, o episódio de maio de 2025 não enfraqueceu a posição do Brasil — reforçou-a. O país demonstrou que sua liderança no setor de proteína refrigerada não é circunstancial, mas fruto de uma cadeia produtiva resiliente, madura e alinhada às mais rigorosas exigências sanitárias internacionais. O mundo, cada vez mais, dependerá do Brasil para garantir a segurança alimentar global. 

Seguiremos aqui, no ReconectaNews, atentos às movimentações do setor reefer, trazendo informações precisas e análises estratégicas. Até o próximo encontro. 

Patrícia Soares é uma profissional reconhecida no segmento Reefer, com uma sólida trajetória de mais de 19 anos no setor logístico. Atualmente ocupa o cargo de Key Account Manager, onde lidera o relacionamento com clientes estratégicos, contribuindo para soluções logísticas personalizadas e de alto valor agregado. 

Ler Mais
Exportação, Industria

Brasil pode multiplicar 22 vezes exportações à UE com aço e alumínio mais ‘verdes’, diz BCG

Investindo na descarbonização da indústria de minérios, o Brasil pode atrair entre 10 e 15 bilhões de euros em investimentos e multiplicar as exportações para a União Europeia em 20 a 22 vezes, afirma estudo da consultoria BCG (Boston Consulting Group) apresentado em Paris nesta segunda-feira (2).

Analisando reservas naturais brasileiras e uma disponibilidade de energia renovável que tende a crescer, a pesquisa sustenta que o país tem uma boa oportunidade de aumentar mercado atendendo anseios de grandes indústrias europeias no setor automotivo, por exemplo, que já fixaram metas de adquirir matéria-prima menos intensiva em emissões de gases estufa.

Fonte: Um Só Planeta 

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook