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Portonave é o terminal portuário mais eficiente do país em 2024, segundo a ANTAQ

Na produtividade de navio, o principal indicador de eficiência portuária, a Companhia liderou no ranking nacional, de acordo com o dado mais recente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários

Em uma operação ágil e eficiente, a Portonave, localizada em Navegantes, registrou a movimentação média de 118 contêineres por hora por navio no cais. Essa é a melhor produtividade de navio registrada entre todos os portos brasileiros, segundo o último monitoramento, de janeiro a novembro de 2024, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Esse indicador alcançou o expressivo crescimento de 42% na comparação a 2023. A produtividade de navio consiste na quantidade de Movimentos por Hora (MPH) realizados durante a operação de carga e descarga dos contêineres, desde o primeiro contêiner até o último movimentado na operação por navio. No cais da empresa, os movimentos são realizados por até seis portêineres, guindastes de uso portuário.

No ano de 2024, o Terminal movimentou 1.261.130 TEUs (unidade de medida equivalente a contêiner de 20 pés) no Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, uma redução de apenas 5% na comparação ao ano anterior em razão das obras em execução em metade do cais. Também registrou 12% de participação nacional na operação de contêineres cheios de longo curso, sendo o terceiro maior do Brasil no ranking desse tipo de embarque, de acordo com o Datamar, consultoria especializada no modal marítimo, de janeiro a novembro do ano passado.

Na exportação, os produtos mais despachados foram madeira, carne congelada e papel na Portonave. Na importação, os produtos com maior número de movimentações foram plástico, maquinário e têxtil. O principal mercado das exportações foi a China. Na sequência, esse pódio foi ocupado pelos Estados Unidos (segundo) e o México (terceiro). Na importação, a China também lidera e, sucessivamente, aparecem os Estados Unidos e a Índia, no período de janeiro a novembro, segundo os dados da Datamar.

Durante esse período, a Portonave foi líder nacional na movimentação de diversos segmentos, como a exportação de carne suína, com 24 mil TEUs movimentados – 35% do mercado nacional – com principal destino a China. Na importação, o produto que se destacou foram os pneus, com 30 mil TEUs movimentados – 33% de toda importação nacional – com principal origem na China. Na comparação com 2023, a demanda pela exportação de maquinários aumentou mais que o dobro em 2024. Foram 28 mil TEUs despachados no ano passado, principalmente com destino ao México. Na importação, a movimentação de cerâmica subiu oito vezes em 2024, com 9 mil TEUs recebidos. Mais uma vez, a origem principal do produto foi a China.

Preparação para o futuro

Com seus 17 anos de operação, a Companhia já movimentou 13,6 milhões de TEUs e se prepara para receber navios maiores, de até 400m de comprimento. Iniciada em janeiro de 2024, a Obra do Cais é um investimento privado de cerca de R$ 1 bilhão. Pelo acompanhamento mais recente, de novembro de 2024, a primeira etapa da obra atingiu aproximadamente 70% de conclusão. Nessa fase, o lado leste da estrutura (450m) está em obras, enquanto as operações são realizadas na outra metade. Após a conclusão, a Portonave entrará na lista seleta de terminais de contêineres aptos a receber as maiores embarcações do mundo, desde que o canal de acesso ao complexo portuário do Rio Itajaí-Açu também passe por obras.

Recordes nos acessos de caminhões: 640 mil recebidos no ano

Uma média de 2 mil caminhoneiros foram atendidos diariamente no Gate da Portonave. Os motoristas permaneceram um tempo médio de cerca de apenas 31 minutos no Terminal. No dia de maior pico da história, foram registrados 3.308 acessos de caminhões. Com esse desempenho, o ano de 2024 encerrou com um recorde histórico, de 640.301 acessos, de janeiro a dezembro, tanto entradas quanto saídas de contêineres.

Movimentação de produtos frigorificados cresceu 10,5% na Iceport

Na Iceport, câmara frigorífica da Portonave, foram movimentadas 253.678 toneladas de produtos, o que representa um crescimento de 10,5% em relação a 2023. Entre os produtos movimentados, 64% foram aves e suínos, 27% vegetais e 9% bovinos. Em 2024, a Câmara renovou a Certificação de Sistema de Segurança de Alimentos (FSSC 22000, em inglês), um dos sistemas de normas mais rígidos reconhecido pela Global Food Safety Initiative (GFSI). Essa certificação atesta as boas práticas do sistema de gestão de segurança de alimentos e confiabilidade nas operações.

Participação ativa na comunidade

Engajado com o desenvolvimento sustentável local, por meio do Instituto Portonave, o Terminal realizou 50 iniciativas, entre ações e programas, com o foco na redução das desigualdades sociais. Foram R$ 8,9 milhões destinados para as ações via as leis de incentivo fiscal, o dobro do ano passado. De modo direto, R$ 1,6 milhão foram investidos nas iniciativas. No Programa Embarca Aí, 66 jovens foram capacitados no segmento portuário. Desses, 31 realizarão o programa Jovem Aprendiz na empresa. Em construção ao longo de 2024, neste ano será inaugurada uma piscina para aulas de natação no bairro São Paulo, um projeto em parceria com o Instituto Nadar. As aulas também atenderão pessoas com deficiência ou comorbidade. Além de projetos sociais, R$ 1,1 milhão foram investidos na compensação ambiental do Parque Natural das Pedreiras, em dezembro. Localizado no bairro Pedreiras, em Navegantes, é o primeiro mirante turístico inaugurado no município.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, de janeiro a novembro de 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança).

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2025 será um grande ano para o setor portuário e aeroportuário, diz Silvio Costa Filho

O ministro Sílvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos, apresentou as principais ações da pasta previstas para os próximos dois anos, durante reunião ministerial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e destacou os projetos que resultarão em ampliação da capacidade econômica do país e geração de emprego e renda.

Na área de Portos, o MPor planeja leiloar 20 unidades portuárias em 2025, entre elas o Terminal de Conteineres (Tecon) Santos 10, cujo valor de investimentos deverá ser o maior da história do país: R$ 3,51 bilhões. Ainda em Santos, há previsão também para este ano do leilão para construção do túnel Santos/Guarujá, com investimentos de R$ 6 bilhões, compartilhado entre o Governo Federal e o governo do estado de São Paulo.

Além disso, está prevista a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (R$ 1 bilhão). “São medidas que garantem mais eficiência na atividade portuária, o que tornará cada vez mais nossos produtos mais competitivos no mercado internacional”, disse o ministro, lembrando que pelos portos passam 95% do comércio internacional do país.

Na área de Hidrovias, o ministro apresentou o projeto de concessão da Hidrovia do Rio Paraguai, que deve ser leiloado até o final do ano, e destacou medidas para desburocratizar a cabotagem e a navegação interior. Destacou ainda que em 2024 o ministério concluiu a licitação para garantir dragagem permanente por cinco anos em trechos dos rios Amazonas e Solimões, áreas afetadas nos últimos anos por forte estiagem.

“Como disse o presidente Lula, temos uma causa em comum, que é recuperar o país e promover o desenvolvimento econômico. Porque com isso a gente melhora a vida da população, cria emprego e renda. Nossa atuação no MPor tem este propósito: capacitar o país para este crescimento e possibilitar o desenvolvimento econômico e social”, afirmou o ministro.


FONTE: DatamarNews
2025 será um grande ano para o setor portuário e aeroportuário, diz Silvio Costa Filho – DatamarNews

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Movimentação no Porto de Itajaí registra queda em 2024

O Porto de Itajaí encerrou 2024 com uma movimentação total de cargas de 14,17 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 5% em relação ao volume registrado no ano anterior, de 14,97 milhões de toneladas.

A movimentação de contêineres também apresentou recuo, totalizando 1,279 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), uma redução de 1% em comparação com os 1,296 milhão de TEUs movimentados em 2023.

As operações de contêineres foram retomadas no Porto de Itajaí somente no segundo semestre de 2024. Confira as operações de exportação de contêineres no Porto de Itajaí de janeiro a novembro, a partir de 2021.

Exportação de Contêineres | Porto de Itajaí | Jan-Nov 2021 a Jan-Nov 2024 | TEUs

Sob a gestão da Autoridade Portuária de Santos (APS), o Porto de Itajaí inicia uma nova fase, considerada promissora pela administração federal. Segundo Anderson Pomini, presidente da APS, o foco está em “impor uma visão estratégica voltada para a elevação da governança, modernização da infraestrutura portuária e ampliação da movimentação de cargas no Porto de Itajaí”. O superintendente interino, André Bonini, reforça que “a expectativa para 2025 é implementar melhorias estruturais que aumentem a competitividade do porto, promovendo maior eficiência operacional e atração de novos negócios”.

Apesar da retração registrada em 2024, o Porto de Itajaí mantém sua relevância como um dos principais complexos portuários do Brasil. Os números refletem sua importância para a economia regional e nacional, enquanto a administração aposta em novos investimentos e parcerias para estimular a recuperação e impulsionar o crescimento nos próximos anos.

Fonte: Porto de Itajaí 
Movimentação no Porto de Itajaí registra queda em 2024

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Fórum Econômico começa em Davos: veja os temas que devem dominar o evento que reúne a elite da economia global

O Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), tem início nesta segunda-feira, 20, com a reunião da elite econômica mundial na cidade de Davos, nos Alpes Suíços.

O evento é considerado o mais importante para debater o futuro da economia global e do desenvolvimento dos países, com a expectativa de receber quase 3.000 líderes de mais de 130 países, incluindo 60 chefes de Estado e de governo.

Em 2024, o Brasil foi representando pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Este ano, uma comitiva ministerial iria representar o governo, porém houve uma desistência de última hora após a convocação da primeira reunião interministerial do ano. O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, será, então, a principal autoridade brasileira presente.

Outras autoridades confirmadas incluem a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e a do Banco Central Europeu, Christine Lagarde; o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres; e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que discursará virtualmente.

O Fórum mais badalado para se tratar da economia mundial não é, no entanto, um espaço deliberativo. Criado em 1971 como uma organização sem fins lucrativos pelo economista alemão Klaus Schwab, o evento pretende antes reunir políticos, empresários e acadêmicos para discutir soluções para os principais problemas globais.

“O evento acaba ocorrendo em um momento de incertezas econômicas globais, com destaque para as tensões geopolíticas e as estratégias monetárias de potências como os EUA, que podem afetar o comércio e o câmbio global”, afirma o analista da Ouro Preto Investimentos, Sidney Lima. ” Para o Brasil, o foco será em como o país pode se adaptar às novas realidades do mercado financeiro e suas relações comerciais.”

Confira alguns temas em pauta em 2025:

Custos humanos e financeiros das guerras

Pesquisa divulgada pela própria organização na semana passada indicou que os conflitos armados são o principal risco em 2025 e devem ocupar boa parte dos debates. A informação foi divulgada pela Reuters, segundo a qual o estudo ouviu 900 especialistas, entre acadêmicos, formuladores de política e empresários.

Em seu site oficial, o Fórum de Davos reuniu dados de diferentes institutos sobre os impactos das guerras: mortes de civis cresceram 30% entre 2023 e 2024. Mais de 200 mil pessoas foram mortas e 120 milhões foram forçadas a se deslocar devido a conflitos. Os gastos militares dispararam neste contexto para mais de US$ 2,4 trilhões.

O presidente ucraniano Volodimir Zelenski deverá participar presencialmente do encontro, segundo informações do Deutsche Welle. O jornal destacou ainda os eventos organizados pela fundação Ukraine House. ““Se a Ucrânia cair, os perigos chegarão até você rapidamente. Sua segurança será prejudicada, sua economia, sua prosperidade e suas chances de viver a vida que deseja – tudo isso será posto em risco”, escreveu a fundação em comunicado.

Outro conflito relevante envolve a situação da faixa de Gaza que, apesar de ter chegado a um acordo de cessar-fogo no último final de semana, deixou para trás uma catástrofe humanitária cujos custos ainda não estão totalmente calculados. Em maio do ano passado, a ONU já falava em US$ 40 bilhões.

O aguardado choque de Donald Trump

O encontro será ainda um dos primeiros compromissos políticos de Donald Trump após tomar posse como presidente dos Estados Unidos pelo seu segundo mandato nesta segunda-feira, 20. O recém-empossado chefe de estado, no entanto, já confirmou que fará sua participação apenas de forma online em uma reunião na quarta-feira, 23.

O retorno de Donald Trump é outro dos tópicos que devem dominar as discussões em Davos, devido às ameaças do novo presidente de ampliar sua guerra comercial e impor sanções a diferentes países. Entre os alvos mencionados por ele em discursos estão a China, União Europeia, México, Índia e até mesmo o Brasil.

Pobreza global

Confederação formada por 21 organizações não governamentais (ONGs) de combate à pobreza, a Oxfam publica anualmente relatórios sobre a questão da desigualdade na véspera de Davos. Os dados em 2025 seguem alarmantes.

De acordo com a Oxfam, o 1% mais rico da população mundial detém atualmente 45% da riqueza global, enquanto 44% da humanidade vive com menos de 6,85 dólares (R$ 41,5) por dia. Além disso, o relatório aponta que as taxas de pobreza global praticamente não sofreram alterações desde 1990.

FONTE: Isto é dinheiro
Fórum Econômico começa em Davos: veja os temas que devem dominar o evento que reúne a elite da economia global – ISTOÉ DINHEIRO

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YPF avança nas exportações de GNL com acordo histórico na Índia

O acordo com a GAIL, OIL e OVL busca exportar até 10 milhões de toneladas de gás por ano, além de cooperar em lítio e minerais críticos.

Em um passo significativo para a internacionalização da indústria energética argentina, a YPF assinou um Memorando de Entendimento (MOU) com as empresas indianas Oil and Natural Gas Corporation (OIL), Gas Authority of India Limited (GAIL) e Oil and Natural Gas Corporation Videsh Limited (OVL).

O acordo, assinado em Nova Délhi, busca a exportação de até 10 milhões de toneladas de gás natural liquefeito (GNL) por ano e estabelece bases para cooperação em exploração de lítio, minerais críticos e hidrocarbonetos.

A assinatura do acordo contou com a presença de autoridades proeminentes, como o ministro do Petróleo e Gás Natural da Índia, Hardeep Sinh Puri; o secretário de Petróleo e Gás, Pankaj Jain, e representantes das três empresas indianas. Em nome da YPF, esteve presente seu presidente e CEO, Horacio Marín, que comemorou a conquista com entusiasmo.

“É uma grande satisfação poder avançar com a Índia neste acordo para potencialmente fornecer gás a eles. Estamos convencidos de que o país tem a oportunidade de se tornar um exportador de energia e atingir o objetivo buscado por toda a indústria de gerar receitas de US$ 30.000 milhões nos próximos 10 anos“, disse Marín. Ele também destacou o papel do embaixador argentino na Índia e sua equipe na realização do acordo.

Um mercado estratégico para a Argentina

O MOU faz parte do projeto Argentina LNG, que contempla a liquefação do gás de Vaca Muerta para exportação. Este gás será transportado através de gasodutos dedicados para um terminal de processamento localizado na costa atlântica de Río Negro.

Com este acordo, a Argentina busca se posicionar como um fornecedor chave no crescente mercado de energia da Índia, um país com necessidades energéticas crescentes. A GAIL, um dos parceiros estratégicos neste acordo, opera uma rede de mais de 16.000 quilômetros de gasodutos e lidera a gestão dos contratos de compra de GNL na Índia.

Por sua vez, a OIL, com mais de seis décadas de experiência, é a terceira maior produtora de petróleo do país, com uma produção de mais de 3 milhões de toneladas de petróleo bruto por ano. Enquanto isso, a OVL, subsidiária da estatal ONGC, é a segunda maior empresa petrolífera da Índia, com presença em 17 países e responsável por 15% da produção total de petróleo do país.

A assinatura do MOU marca o fim de um périplo estratégico feito pelo presidente da YPF em Janeiro, que incluiu visitas a Israel, Coreia do Sul e Japão, com o objectivo de abrir mercados internacionais para o gás produzido em Vaca Muerta. Essa jornada reforça a intenção de posicionar a Argentina como um exportador de energia relevante no cenário global.

FONTE: Ser Industria
YPF avança nas exportações de GNL com acordo histórico na Índia – Ser Industria

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‘Perfure, baby, perfure’: Trump promete bombear, exportar mais petróleo e preços mais baixos

Para a Índia, que é o terceiro maior consumidor mundial de petróleo bruto e depende de importações para atender a mais de 85% de sua necessidade da commodity, isso seria uma coisa boa.

O primeiro discurso de Donald Trump como o 47º presidente dos Estados Unidos apresentou vários slogans que ele empregou durante sua campanha presidencial, e entre eles estava “Perfure, baby, perfure”, indicando que seu governo pressionará por mais produção de petróleo e gás, bem como consumo nos EUA. Trump, que disse que declarará uma “emergência energética nacional” para aumentar a produção de petróleo e gás dos EUA e reduzir os preços, também anunciou que os EUA aumentarão suas exportações de energia.

Os comentários do presidente dos EUA logo após sua posse podem levar a uma maior pressão descendente sobre os preços do petróleo. Na verdade, os preços do petróleo caíram um pouco após o discurso de posse de Trump, mesmo enquanto o mercado aguarda os detalhes de suas ordens executivas sobre a “emergência energética”.

Para a Índia, que é o terceiro maior consumidor mundial de petróleo bruto e depende de importações para atender a mais de 85% de sua necessidade da commodity, uma queda nos preços do petróleo seria uma coisa boa. Além disso, os EUA já são o quinto maior fornecedor de petróleo bruto para a Índia, e um aumento nas exportações de petróleo dos EUA poderia beneficiar ainda mais a Índia.

A forte dependência do petróleo bruto importado torna a economia indiana vulnerável à volatilidade global dos preços do petróleo, além de influenciar o déficit comercial do país, as reservas cambiais, a taxa de câmbio da rúpia e a inflação.

“A crise inflacionária (nos EUA) foi causada por gastos excessivos maciços e aumento dos preços da energia, e é por isso que hoje também declararei uma emergência energética nacional. Vamos perfurar, baby, perfurar. A América será uma nação manufatureira mais uma vez, e temos algo que nenhuma outra nação manufatureira jamais terá, a maior quantidade de petróleo e gás de qualquer país do mundo. E vamos usá-lo”, disse Trump.

“Vamos reduzir os preços, encher nossas reservas estratégicas (de petróleo) novamente, direto para o topo, e exportar energia americana para todo o mundo. Seremos uma nação rica novamente, e é esse ouro líquido sob nossos pés que ajudará a fazer isso”, disse Trump, acrescentando que também revogará o que chama de “mandato do veículo elétrico”, ou as políticas do governo Joe Biden que pressionaram por uma maior adoção de veículos elétricos.

Embora seja muito cedo para dizer como o segundo mandato de Trump como presidente dos EUA será realmente para os mercados globais de petróleo, observadores da indústria esperam que as políticas econômicas e energéticas do governo Trump pressionem para baixo os preços do petróleo. Se estritamente implementados, seus planos de impor altas tarifas sobre as importações – particularmente sobre as da China – podem impactar negativamente a demanda global de petróleo, já que a China é o maior importador de petróleo do mundo.

Além disso, o esforço de Trump para aumentar significativamente a produção de petróleo dos EUA e até mesmo as exportações pode aumentar a oferta global de petróleo e até mesmo levar os principais produtores de petróleo a competir por participação de mercado, o que novamente pode pressionar os preços para baixo.

Realisticamente, porém, a nova dispensa em Washington provavelmente pressionará por um mercado global de petróleo amplamente equilibrado para manter os preços do petróleo sob controle, evitando um declínio acentuado ou queda, pois isso tornaria a produção inviável também para os produtores de petróleo americanos. E embora Trump tenha prometido aos eleitores que reduzirá drasticamente as contas de energia nos EUA, a Casa Branca por conta própria tem instrumentos limitados para influenciar significativamente os preços do petróleo.

Em uma nota em novembro, a S&P Global Commodity Insights (SPGCI) disse que esperava que os compradores de petróleo asiáticos – incluindo a Índia – testemunhassem significativamente mais oportunidades de importar “petróleo bruto com preços atraentes dos EUA” à medida que sua competição com os fornecedores da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) se intensifica.

A crescente produção de petróleo dos EUA representou um desafio significativo para a OPEP + (OPEP e seus outros países parceiros) nos últimos anos, exercendo pressão descendente sobre os preços, ameaçando a participação de mercado do bloco e provocando cortes maciços na produção. Analistas dizem que o aumento da produção dos EUA, bem como os aumentos de produção em outros países não membros da OPEP +, como Brasil, Guiana e Canadá, quase anularam o impacto dos cortes de produção da OPEP + em 2024, disse a SPGCI.

A empresa de análise de mercado de commodities Kpler acredita que Trump apoiará vigorosamente os produtores domésticos de petróleo e gás nos EUA, seguirá uma política agressiva de construção de infraestrutura de energia e poderá tentar moderar os padrões de emissões.

“Apesar de nossas expectativas de um declínio acentuado no crescimento da produção de petróleo dos EUA no próximo ano, Trump ainda pressionará por políticas de apoio à perfuração de petróleo e gás natural, mesmo que essas medidas sejam apenas marginalmente impactantes. Durante a campanha, Trump reiterou planos para agilizar a emissão de licenças para perfuração em terras federais e a intenção de reverter os regulamentos que impedem as operações de extração de petróleo e gás. Trump provavelmente também tentará revogar as ordens executivas da era Biden, incluindo metas agressivas de redução de emissões de gases de efeito estufa e um plano para conservar 30% das terras federais dos EUA até 2030”, disse Kpler anteriormente.

FONTE: India Nex press
‘Perfure, baby, perfure’: Trump promete bombear, exportar mais petróleo, preços mais baixos | Notícias de negócios – The Indian Express

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APS apresenta planos para o Porto de Itajaí em encontro com a comunidade portuária

O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, acompanhado pelos diretores Gustavo Salvador Pereira (Desenvolvimento de Negócios e Regulação), Beto Mendes (Operações) e Júlio Cézar Alves de Oliveira (Administração e Finanças), reuniu-se na última sexta-feira (17/01) com cerca de 80 representantes da comunidade portuária de Itajaí.

O encontro, realizado na sede da Autoridade Portuária de Itajaí, teve como objetivo apresentar os planos de gestão para a infraestrutura pública do complexo portuário.

Estiveram presentes representantes de operadores portuários, trabalhadores do setor, autoridades anuentes, membros das administrações municipais de Itajaí e Navegantes, além de entidades da sociedade civil.

Plano de ação para o Porto de Itajaí

Durante a apresentação, Anderson Pomini destacou as iniciativas da diretoria da APS para o Porto de Itajaí, que passou a ser administrado pela Autoridade Portuária de Santos desde o dia 2 de janeiro de 2025. “Estamos elaborando um plano de ação focado na qualificação, organização e reestruturação administrativa do Porto de Itajaí”, afirmou Pomini.

Ele também ressaltou a possibilidade de ações conjuntas entre os portos de Itajaí e Santos. Um exemplo citado foi a contratação de um sistema de gerenciamento de tráfego de embarcações, já em implementação no Porto de Santos:

“Estamos implantando em Santos um sistema que integra as melhores tecnologias usadas em portos ao redor do mundo, proporcionando mais agilidade e eficiência nas movimentações de entrada e saída de navios. Esse mesmo serviço está sendo estudado para ser implementado no Porto de Itajaí”, explicou Pomini.

As operações de contêineres foram retomadas no Porto de Itajaí somente no segundo semestre de 2024. Confira as operações de exportação de contêineres no Porto de Itajaí de janeiro a novembro, a partir de 2021.

Exportação de Contêineres | Porto de Itajaí | Jan-Nov 2021 a Jan-Nov 2024 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Administração provisória

A APS tem a responsabilidade de administrar o Porto de Itajaí até o final de 2025. Enquanto uma nova indicação do Ministério de Portos e Aeroportos é aguardada, o chefe de gabinete da APS, André Bonini, foi nomeado como superintendente interino do Porto de Itajaí.

O encontro reforça o compromisso da APS em trabalhar de forma integrada com a comunidade portuária local, buscando soluções que promovam a eficiência, inovação e crescimento sustentável para o complexo portuário de Itajaí.

Fonte: Porto de Itajaí 
APS apresenta planos para o Porto de Itajaí em encontro com a comunidade portuária – DatamarNews

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Argentina implementa medidas para dolarização e mantém juros

(Bloomberg) — O banco central da Argentina anunciou que os intermediários de pagamento terão que habilitar transações com cartão de débito em moeda americana até 28 de fevereiro, marcando um passo importante na promessa do presidente Javier Milei de dolarizar a economia.

O banco também desenvolveu um programa para permitir que as pessoas realizem pagamentos parcelados em dólares ou pesos. A medida visa “fortalecer a competição cambial para permitir que pessoas e negócios utilizem a moeda que desejarem em suas transações diárias”, de acordo com um comunicado do banco central divulgado nesta quinta-feira.

Separadamente, o banco decidiu manter sua taxa de juros inalterada em 32% nesta quinta-feira, frustrando as crescentes apostas dos investidores em um novo corte nos juros, segundo uma pessoa com conhecimento direto do assunto. A Bloomberg Línea foi a primeira a noticiar a decisão sobre a taxa básica de juros nesta quinta-feira.

Os mercados financeiros esperavam uma redução da taxa após a desaceleração da inflação anual em dezembro e a decisão do banco central de reduzir a taxa de depreciação mensal da moeda oficial de 2% para 1%.

O ministro da Economia, Luis Caputo, acrescentou em um post no X que, a partir de sexta-feira, empresas poderão exibir etiquetas de preços de bens e serviços em dólares ou em outras moedas estrangeiras, junto com o custo em pesos.

Durante sua campanha presidencial, Milei prometeu incentivar a competição entre moedas na segunda maior economia da América do Sul, em um plano amplamente conhecido como “dolarização”. A proposta gerou críticas da oposição porque era vista como impossível em meio à escassez de dólares. No entanto, o anúncio desta quinta-feira aponta na direção da promessa de Milei.

A Argentina ainda mantém uma série de controles cambiais e de capitais. Milei prometeu eliminar essas restrições este ano, o que pode forçar o banco central a oferecer taxas de juros mais atrativas para evitar uma possível corrida cambial.

O Fundo Monetário Internacional, de quem a Argentina espera obter mais empréstimos para ajudar a eliminar os controles, há muito defende taxas de juros bem acima da inflação.

Dados do governo divulgados na terça-feira mostraram que os preços subiram 2,7% em dezembro em relação a novembro, o terceiro mês consecutivo abaixo de 3% e em linha com a mediana das estimativas de economistas consultados pela Bloomberg. A inflação anual recuou para 117,8%, abaixo de um pico de quase 300% no ano passado.

O banco central já reduziu as taxas de juros oito vezes desde que Milei assumiu o cargo em dezembro de 2023, quando os juros eram de 133%. Essa estratégia se tornou uma das partes mais heterodoxas da estratégia de Milei para desacelerar a inflação.

 FONTE: Bloomberg L.P.
Argentina implementa medidas para dolarização e mantém juros – Bloomberg

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Greve: Auditores-Fiscais farão Semana da Mobilização Total a partir desta segunda-feira (20)

Em greve por tempo indeterminado desde o dia 26 de novembro, os Auditores-Fiscais da Receita Federal realizarão, entre os dias 20 e 24 de janeiro, a Semana da Mobilização Total. As ações foram definidas durante reunião realizada na tarde desta sexta-feira (17) pelo Comando Nacional e Mobilização (CNM) e Direção Nacional.

A Semana da Mobilização Total será marcada por diversas ações, tanto nas aduanas quanto nos tributos internos. Durante toda a semana se fará desembaraço zero em todas as zonas primárias, exceto cargas vivas, perecíveis e medicamentos, em respeito à legislação, além de operações nas bagagens dos aeroportos. Na terça-feira (21), às 14h30, será realizado o webinar “Sindifisco Mobiliza”, com transmissão ao vivo pela TV Sindifisco. O webinar será comandado pelo presidente do sindicato, Auditor-Fiscal Dão Real, com participação do coordenador do CNM, Auditor-Fiscal Marcus Dantas.

Na quarta e na quinta-feira (dias 22 e 23), haverá caravanas às unidades aduaneiras do Rio de Janeiro (Aeroporto do Galeão e porto seco), Foz do Iguaçu (Ponte da Amizade e porto seco), Uruguaiana e Recife. Na quinta-feira (23), os Comandos Locais de Mobilização e as Delegacias Sindicais visitarão as Delegacias da Receita Federal, onde realizarão cafés da manhã, reuniões de mobilização e cobrança da entrega de cargos dos titulares de unidades

Fonte: Sindafisco
https://www.sindifisconacional.org.br/greve-auditores-fiscais-farao-semana-da-mobilizacao-total-a-partir-desta-segunda-feira-20/

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Novo passo na Reforma Tributária garante sustentabilidade e empregos de qualidade para o Novo Brasil

Lei sancionada consolida avanços do Plano de Transformação Ecológica do Ministério da Fazenda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (16/1) ,o Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/2024, que regulamenta a maior parte da Reforma Tributária sobre o consumo, instituída pela Emenda Constitucional (EC) 132, promulgada pelo Congresso Nacional em dezembro de 2023. Com a sanção, o PLP foi transformado na Lei Complementar (LC) 214/2025, publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Durante o evento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou o impacto histórico da medida: “Não será perceptível amanhã ou depois de amanhã, mas tenho certeza de que esse é o maior legado econômico que o senhor [presidente Lula] entregará ao povo brasileiro.” Haddad acrescentou: “Estamos plantando hoje um país mais justo, eficiente e com um horizonte muito mais amplo.”

A mudança é considerada um marco para a economia brasileira, permitindo a transição de um dos sistemas tributários mais complexos do mundo para um modelo moderno, digitalizado e automatizado. O novo sistema simplifica a cobrança de impostos, desonera exportações e investimentos e estimula a produção nacional com maior valor agregado, o que pode gerar produtos tecnologicamente mais sofisticados e empregos melhor remunerados.

Transformação Ecológica

O Projeto de Lei foi construído alinhado com os pilares do Novo Brasil, Plano de Transformação Ecológica do Ministério da Fazenda, que tem três objetivos centrais:

  1. Adensamento tecnológico e geração de empregos de alta qualidade;
  2. Sustentabilidade ambiental; e
  3. Redução das desigualdades sociais e regionais.

A Reforma  alinha o sistema tributário brasileiro a estes objetivos, em um movimento que iniciou com a promulgação da Emenda Constitucional n° 132, de dezembro de 2023, que aprovou a Reforma Tributária sobre o consumo. Agora em sua regulamentação, novas medidas foram incorporadas para que os objetivos do Plano de Transformação Ecológica sejam alcançados.

Empregos de qualidade e aumento da produtividade

No âmbito do adensamento tecnológico e aumento da produtividade o texto prevê:

  • Não cumulatividade de impostos em cadeias produtivas, desonerando bens de capital e investimentos, inclusive em serviços empregados na atividade, o que estimula o uso intensivo de mão de obra qualificada;
  • Simplificação e digitalização do sistema tributário possibilitando que empresas direcionem esforços para inovação e geração de riqueza, em vez de lidarem com complexas conformidades fiscais.

Sustentabilidade e incentivo à economia verde

Na área ambiental, a reforma traz avanços significativos:

  • Criação do Imposto Seletivo (IS), que incide sobre produtos e processos nocivos ao meio ambiente ou à saúde pública;
  • Incentivos fiscais para biocombustíveis, com o objetivo de reduzir emissões de carbono;
  • Estímulos à economia circular, como a concessão de créditos presumidos para empresas que adquirirem materiais recicláveis de pessoas físicas ou cooperativas de catadores;
  • Redução de 60% na alíquota padrão para produtos florestais, inclusive para serviços ambientais, garantindo estímulos econômicos à regeneração de florestas e outros biomas.

Redução de desigualdades com cashback tributário

Alinhada ao objetivo de combater desigualdades, a Reforma introduz o cashback, mecanismo que devolve parte dos impostos recolhidos às famílias de baixa renda. O sistema corrige a regressividade histórica do modelo tributário brasileiro, que penaliza os pobres.

“O cashback é essencial para a progressividade. Ele devolve impostos diretamente às famílias de renda mais baixa, sem intermediários”, explicou Rodrigo Orair, diretor de programa da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária (SERT). “Estamos falando de quase 30 milhões de famílias no Cadastro Único, o que representa 73 milhões de pessoas, incluindo 55% das crianças na primeira infância.”

Com a sanção da nova lei, o Brasil dá um passo decisivo para modernizar sua economia, fortalecer a justiça social e adotar práticas mais sustentáveis, consolidando as bases de um futuro mais próspero, justo e inclusivo.

FONTE: MF.gov.br
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