Economia, Finanças, Gestão, Informação, Mercado Internacional, Notícias, Tributação

BC diz que alta dos alimentos vai se propagar pela economia e que descumprirá a meta de inflação

Banco Central sob a presidência de Gabriel Galípolo avisou na Ata do Copom desta terça-feira, 4, que deve descumprir a meta de inflação já na largada, agora sob o regime de “meta contínua”.

Em outras palavras, isso quer dizer que a inflação vai ficar acima do teto de 4,5% por seis meses consecutivos, de janeiro a junho, o que configuraria o descumprimento. A partir de 2025, o descumprimento da meta deixa de ser medida pelo ano calendário, ou seja, pelo resultado de dezembro de cada ano, e passa a ser computado se ficar acima do intervalo de tolerância por seis meses.

Na reunião da semana passada, a primeira sob a presidência de Galípolo, o BC elevou a Selic em um ponto percentual, para 13,25%. Foi o quarto aumento consecutivo da taxa básica de juros, que marcava 10,5% em setembro do ano passado.

BC reafirmou em ata que vai subir a Selic em um ponto percentual na reunião de março Foto: José Cruz/Agência Brasil

Na Ata, o BC também reafirmou que vai subir a Selic em um ponto percentual na reunião de março, mas não quis, assim como no comunicado da reunião, dar outro “forward guidance” (indicação futura) para a reunião de maio.

De toda forma, ele enfatizou que o ciclo total de alta dos juros será guiado pelo “firme compromisso de convergência de inflação à meta”, o que sinaliza a continuidade do aperto, mesmo que não seja no ritmo de um ponto.

Pela Ata, o BC indica que há pressão sobre a inflação de todos os lados, mostrando um cenário desafiador para a política monetária.

“O cenário prospectivo de inflação segue desafiador em diversas dimensões. O Comitê analisou a atividade econômica, a demanda agregada, as expectativas de inflação, a inflação corrente e o cenário internacional”, afirmou.

Pelo lado externo, principalmente com as incertezas provocadas por Donald Trump nos EUA, há o fortalecimento do dólar, o que torna os bens industriais importados pelo Brasil mais caros.

Isso também é reforçado pelo risco fiscal no Brasil, que aumenta as incertezas dos investidores e desvaloriza a nossa moeda.

“No período recente, a percepção dos agentes econômicos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da dívida seguiu impactando, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes”, diz o Banco Central.

Internamente, o BC vê a economia sobreaquecida, com o mercado de trabalho mais forte (o desemprego está na mínima histórica), o que pressiona a inflação de serviços.

E há ainda um alerta sobre a indexação da nossa economia, que terá o efeito de transformar, por exemplo, um choque temporário dos alimentos em permanente.

É isso que o BC quer dizer quando afirma que “esse aumento (dos alimentos) tende a se propagar para o médio prazo em virtude da presença de importantes mecanismos inerciais da economia brasileira”.

A Ata indica mais uma vez que o BC não vai deixar de cumprir o seu papel de combate à inflação. Mas ganha tempo para avaliar o cenário até maio, diante da volatilidade internacional que tem sido provocada principalmente pelas medidas de Trump com as barreiras comerciais.

De todo modo, há o pedido, mais uma vez, para que as políticas monetária e fiscal sejam “harmoniosas”. Ou seja, para que o governo Lula de fato corte gastos. Caso contrário, ainda não há limite, pelas indicações do BC, para o aumento dos juros no País.

FONTE: O ESTADÃO
BC diz que alta dos alimentos vai se propagar pela economia e que descumprirá a meta de inflação – Estadão

Ler Mais
Economia, Gestão, Informação, Internacional, Notícias

URGENTE: Trump acaba de assinar ordem retirando os EUA do Conselho de Direitos Humanos da ONU

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (4) um decreto para interromper a participação dos EUA no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

O documento mantém a suspensão do financiamento para a agência da ONU de assistência aos palestinos (UNRWA). A sessão de assinatura acontece durante um evento no Salão Oval da Casa Branca.

A medida coincide com uma visita a Washington do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que há muito tempo critica a UNRWA. O premiê acusa a agência de incitação anti-Israel e os funcionários de estarem “envolvidos em atividades terroristas contra Israel”.

Durante o primeiro mandato de Donald Trump, de 2017 a 2021, ele também cortou o financiamento da UNRWA e deixou o Conselho de Direitos Humanos, composto por 47 membros, na metade de um mandato de três anos, devido ao que chamou de “preconceito crônico contra Israel e falta de reformas”.

Atualmente, os EUA não são membros do órgão com sede em Genebra. Sob o comando do ex-presidente Joe Biden, os EUA foram reeleitos e cumpriram um mandato de 2022 até 2024.

Desde que assumiu o segundo mandato em 20 de janeiro, Trump ordenou que os EUA se retirassem da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do acordo climático de Paris – medidas que ele também tomou durante o primeiro mandato.

As Nações Unidas afirmaram que nove funcionários da UNRWA podem ter tido envolvimento no ataque de 7 de outubro de 2023 e foram demitidos. Um comandante do Hamas no Líbano — morto em setembro por Israel — também estava empregado na UNRWA. A ONU prometeu investigar todas as acusações feitas e pediu repetidamente a Israel por evidências, mas afirmou que estas não foram fornecidas.

Uma proibição israelense entrou em vigor em 30 de janeiro, impedindo a UNRWA de operar em seu território ou de se comunicar com as autoridades israelenses. A UNRWA afirmou que as operações em Gaza e na Cisjordânia também serão afetadas.

Fonte: Metrópoles
Trump prepara retirada dos EUA do Conselho de Direitos Humanos da ONU | Metrópoles

Ler Mais
Economia, Exportação, Gestão, Importação, Industria, Informação, Internacional, Negócios, Notícias

Para onde a luta comercial de Trump pode ir a seguir

Novas tarifas sobre as importações chinesas estão em vigor, mesmo com o Canadá e o México ganhando um indulto. A União Europeia poderia ser a próxima? E como o presidente está definindo a vitória?

A luta comercial com a China está oficialmente iniciada, com Washington e Pequim trocando golpes que podem aumentar os preços de uma série de produtos. E o presidente Trump ameaçou atacar a União Europeia em seguida.

Mas, como mostrou o turbilhão de notícias de segunda-feira, incluindo adiamentos de última hora para o Canadá e o México, é difícil descobrir o que Trump usará para declarar vitória – ou quais serão os custos da abordagem de tarifas como política. Mergulhamos em tudo isso abaixo.

Além disso, temos um furo sobre um dos principais negociadores que retorna ao Goldman Sachs e pesamos as chances de vários licitantes do TikTok.

O Canadá e o México conseguiram obter um alívio da ameaça tarifária do presidente Trump na segunda-feira – mas uma guerra comercial ainda está em andamento.

Washington avançou com as taxas sobre as importações chinesas, levando a China a retaliar com suas próprias tarifas, incluindo ataques a empresas americanas de energia e tecnologia como o Google. E Trump ameaçou atacar a União Europeia.

O prolongado drama comercial continuou a confundir líderes empresariais e investidores e a levantar a grande questão do que exatamente Trump está tentando realizar.

O mais recente: Trump está adiando as tarifas sobre as importações mexicanas e canadenses por pelo menos 30 dias, concluindo 48 horas de incerteza depois que os dois países concordaram em dedicar mais recursos à segurança da fronteira e acabar com o comércio de fentanil.

Mas as taxas de 10% sobre todas as importações chinesas, além das taxas existentes, entraram em vigor após a meia-noite. Pequim respondeu com tarifas sobre produtos como o gás natural liquefeito americano, bem como restrições a exportações críticas como tungstênio e molibdênio, que são usados em eletrônicos. E anunciou uma investigação antimonopólio sobre o Google, o que poderia limitar o trabalho da gigante da tecnologia com empresas chinesas como a Xiaomi, fabricante de eletrônicos.

Os futuros de ações dos EUA e os mercados europeus caíram ligeiramente esta manhã, depois de terem se recuperado de quedas acentuadas na segunda-feira.

A UE pode ser a próxima na mira de Trump. “A União Europeia abusou dos Estados Unidos por anos, e eles não podem fazer isso”, disse ele na segunda-feira, reiterando reclamações sobre um déficit comercial em automóveis e produtos agrícolas. Autoridades europeias como o presidente Emmanuel Macron, da França, disseram que reagiriam.

É difícil exagerar o quão prejudicial seria uma batalha comercial entre os dois. Os Estados Unidos e a União Europeia respondem por mais de 60% de todo o investimento estrangeiro direto na economia do outro, muito mais do que qualquer outro parceiro comercial.

A grande questão: o que Trump está definindo como uma vitória nessas lutas? Sim, o México e o Canadá concordaram em gastar mais em imigração e fiscalização do fentanil. Mas John Authers, da Bloomberg Opinion, argumenta que as concessões não são enormes e ensinarão aos outros que outros governos “podem evitar ameaças tarifárias dando aos EUA a aparência de uma vitória“.

O comércio com a China vem caindo desde o primeiro governo Trump, então as novas tarifas dos EUA podem ter apenas um efeito limitado na economia. (Eles serão um grande golpe para varejistas online como Shein e Temu, no entanto.)

O principal teste dos objetivos de Trump pode ser as tarifas sobre o bloco, porque não há um ângulo real de imigração ou fentanil lá. As apostas são altas, porque as nações europeias podem responder potencialmente cortando Washington de futuros movimentos comerciais.

O bilionário Rick Caruso planeja um esforço de reconstrução após os incêndios em Los Angeles. O incorporador imobiliário e ex-candidato a prefeito – que ainda tem ambições políticas – anunciou a formação de uma organização sem fins lucrativos de interesses privados para “acelerar a reconstrução” das comunidades devastadas por incêndios florestais que devastaram partes do sul da Califórnia. O grupo inclui Ted Sarandos, o co-CEO. da Netflix; Mike Hopkins, chefe da Amazon MGM Studios;  o capitalista de risco Joe Lonsdale; e Adam Mendelsohn, conselheiro de mídia de LeBron James.

O presidente Trump diz que há limites para o trabalho de corte de custos de Elon Musk. “Elon não pode fazer – e não fará – nada sem nossa aprovação e daremos a ele a aprovação quando apropriado”, disse o presidente a repórteres na segunda-feira, acrescentando: “Se houver um conflito, não o deixaremos chegar perto dele”. Seus comentários foram feitos quando a equipe de corte de custos de Musk obteve acesso a um sistema de pagamento do Departamento do Tesouro e fez progressos para sacudir a burocracia federal.

A senadora Elizabeth Warren critica o secretário do Tesouro, Scott Bessent, sobre o CFPB Depois que Bessent também foi nomeado chefe interino do Departamento de Proteção Financeira do Consumidor, ele ordenou que sua equipe interrompesse grande parte de seu trabalho e interrompesse quaisquer novas investigações de fiscalização. Warren chamou suas ações de “sinal para corporações gigantes e grandes bancos de que é temporada de caça para trapacear, enganar e prender famílias americanas trabalhadoras”.

Ainda há dúvidas sobre como o DeepSeek conseguiu abrir um buraco de US $ 1 trilhão na supremacia americana da IA, dados os controles de exportação supostamente incapacitantes dos EUA.

Para resolver o desafio do DeepSeek, o governo Trump parece pronto para recorrer à arma favorita do presidente: tarifas. Mais tarifas, isto é, além da taxa de 10% que o presidente Trump acabou de impor à China, relata Grady McGregor para o DealBook.

Espere táticas semelhantes quando se trata de IA e China. Howard Lutnick, a escolha de Trump para secretário de Comércio, vinculou os controles de exportação às tarifas em sua audiência de confirmação na semana passada.

Gregory C. Allen, diretor do Wadhwani AI Center no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais e ex-funcionário da defesa dos EUA, disse ao DealBook que o governo Trump poderia impor tarifas específicas sobre as importações de tecnologia da China que incluem peças feitas em violação dos controles de exportação dos EUA.

As empresas chinesas, por exemplo, podem estar usando equipamentos de fabricação de origem ilegal para fabricar chips que são usados para treinar inteligência artificial ou são colocados em utensílios de cozinha inteligentes usados por consumidores americanos, disse ele.

A maior parte da fabricação de chips de ponta ocorre em Taiwan. Na semana passada, Trump prometeu impor tarifas de até 100% aos fabricantes de chips que operam lá e em outros lugares até que concordem em construir mais fábricas nos Estados Unidos.

Isso pode prejudicar a Nvidia. Trump, que se reuniu na semana passada com Jensen Huang, seu CEO, disse que, embora tenha sido uma “boa reunião”, ele ainda planeja impor tarifas sobre chips fabricados fora do país.

Alguns especialistas estão céticos de que tarifas adicionais seriam eficazes para conter os avanços da IA chinesa. As tarifas fariam pouco para impedir que as empresas chinesas de IA baixassem modelos de IA de código aberto, como o Llama, da Meta, disse Martin Chorzempa, pesquisador sênior do Peterson Institute for International Economics.

“O governo Trump acha que as tarifas podem literalmente resolver todos os problemas”, disse Chorzempa ao DealBook. “Mas as tarifas realmente mudarão o que o DeepSeek faria? Eu realmente duvido.”

O presidente Trump assinou uma ordem executiva pedindo a criação de um fundo soberano dos EUA na segunda-feira que, entre outras coisas, poderia ser usado em um acordo para o TikTok. (Lembra do TikTok?)

O presidente disse que o fundo soberano pode se tornar parte de uma jogada de consórcio, uma rota que pode ser mais palatável para as empresas de tecnologia dos EUA que só teriam que contribuir com algum dinheiro e não teriam que alavancar até as guelras. (Dito isso, os detalhes por trás da mecânica do fundo – incluindo de onde viria seu dinheiro – permanecem obscuros.)

Aqui, pesamos os potenciais pretendentes e suas chances de fazer algo. Tudo com a ressalva, é claro, de que a negociação trumpiana está normalmente sujeita a um alto grau de incerteza.

Microsoft. Não temos certeza sobre este. A Microsoft gostaria de passar pela agonia de montar uma aquisição completa novamente, dado o quão árdua foi a última vez que tentou? A Microsoft comprometeu US$ 80 bilhões em gastos com inteligência artificial somente este ano. Isso pode ser um uso melhor do capital do que uma plataforma de consumo que não complementa seu negócio principal.

Oráculo. Este parece um pouco mais provável. Larry Ellison, seu cofundador e presidente, é próximo de Trump. A Oracle recebeu sinal verde para comprar o TikTok uma vez antes e já abriga todos os seus dados de consumidores nos EUA. Mas a Oracle não é uma empresa focada no consumidor e não está claro se ela tem as habilidades para reconstruir um aplicativo de mídia social se a China se recusar a incluir o algoritmo do TikTok em qualquer venda em potencial.

Elon Musk. Musk pode muito bem ser o comprador preferido da China, já que a Tesla fabrica metade de seus carros no país, vinculando grande parte de sua fortuna às políticas de Pequim. Mas esses laços podem atrair o escrutínio de legisladores dos EUA preocupados com a segurança nacional. E Musk realmente quer comprar outra empresa de mídia social?

Outros gigantes da tecnologia. Os líderes da Amazon, Apple, Google e Meta estavam sentados com destaque na posse de Trump e, embora seja altamente improvável, um Trump enigmático pode prevalecer sobre Mark Zuckerberg ou Jeff Bezos para participar de um acordo de consórcio.

Outras considerações. Os investidores do TikTok preferem uma opção que pode não envolver uma venda total. Também há uma chance de que isso signifique cortar o valor de suas participações.

Um caminho que alguns banqueiros estão ponderando: trocar ações da ByteDance por ações do TikTok. Esse tipo de negócio sem dinheiro parece atraente. Mas também é complicado. Ou seja, como você atribui um valor ao TikTok em relação à ByteDance, já que ela não operou como uma empresa independente – e nem está totalmente claro se pode?


 Clifford Asness, fundador da AQR Capital Management, sobre a ordem executiva do presidente Trump orientando seu governo a explorar a criação de um fundo soberano.


As portas giratórias entre os principais banqueiros de tecnologia de Wall Street continuam girando.

O Goldman Sachs recontratou Nick Giovanni, um de seus principais banqueiros, após sua passagem de três anos como CFO da Instacart, Lauren Hirsch, da DealBook, é a primeira a relatar.

Giovanni, que passou mais de duas décadas no Goldman, se tornará sócio de seu grupo de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações, aconselhando em tudo, desde captação de recursos até negócios e IPOs. Ele está programado para começar em 24 de fevereiro.

Giovanni era um grande nome em negócios de tecnologia. Os negócios que ele aconselhou incluem o IPO do Airbnb em 2020 e a venda de quase US$ 30 bilhões do Slack para a Salesforce em 2021.

Ele saiu em 2021 para ajudar a Instacart a se preparar para sua oferta pública, que aconteceu em 2023. Ele saiu no ano passado, mas manteve contato próximo com seus colegas do Goldman, incluindo David Solomon, CEO do banco.

Seu retorno ao Goldman ocorre durante uma reviravolta no rival do Goldman, o Morgan Stanley, onde Michael Grimes, um banqueiro famoso, deve ingressar no Departamento de Comércio.

A grande contratação ocorre no momento em que os bancos se preparam para uma recuperação do negócio. Em dezembro, Solomon disse que a negociação poderia superar a média de 10 anos, dada a agenda pró-negócios do presidente Trump. Giovanni, por sua vez, disse ao DealBook que achava que seu trabalho em um cliente o ajudaria a trazer “um novo nível de percepção” para a função.

Negócios

Política e política

  • Se Robert F. Kennedy Jr. for confirmado como secretário de saúde do presidente Trump pode depender do senador Bill Cassidy, republicano da Louisiana e médico. (NYT)

  • Adam Candeub, que foi recentemente nomeado como o novo conselheiro geral da FCC, já representou uma feminista anti-trans em um processo contra o Twitter que mais tarde foi arquivado. (Semafor)

O melhor do resto

Fonte: nytimes
Para onde a luta comercial de Trump pode ir a seguir, diz The New York Times

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Exportação, Gestão, Importação, Industria, Informação, Logística, Notícias

Greve dos auditores fiscais

As forças produtivas, empresários e trabalhadores, a sociedade e a economia do País não podem continuar sendo vítimas dessa falta de diálogo e compreensão entre as partes envolvidas.

03/02/2025 – Dezenas de milhares de encomendas estão paradas, desde novembro do ano passado (2024), abarrotando em especial os terminais de cargas dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos em São Paulo, bem como os demais do Brasil.

Estimativas apontam possíveis prejuízos de bilhões de reais ao comércio exterior do País, como em episódios semelhantes no passado.

O motivo é a greve dos auditores fiscais da Receita Federal que entrava as operações de desembaraço aduaneiro.

Dentre os problemas que a paralização dessa categoria dos funcionários públicos federais está causando, além dos efetivos prejuízos à indústria, estão a deterioração de produtos e o risco de quebra e desemprego nas empresas. As mais afetadas são as pequenas e médias que, por seu porte, dependem de fluxo de caixa dentro da pontualidade de entrega e recebimento das mercadorias.

O embate entre os auditores e o governo, que se prolonga sem perspectivas de solução imediata, está afetando sensivelmente a economia brasileira. Esperamos que os dois lados busquem entendimento o quanto antes. As forças produtivas, empresários e trabalhadores, a sociedade e a economia do País, não podem continuar sendo vítimas dessa falta de diálogo e compreensão entre as partes envolvidas.

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)


FONTE: CIESP
Greve dos auditores fiscais

Ler Mais
Agronegócio, Comércio Exterior, Economia, Gestão, Industria, Informação, Sustentabilidade

Veja a lista dos 37 acordos assinados entre o Brasil e a China durante a visita de Xi Jinping a Brasília

Chinês assinou abertura do mercado chinês para quatro produtos agrícolas brasileiros, mas novos frigoríficos ficam fora

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, no Palácio da Alvorada, assinaram acordos de cooperação e abertura de quatro mercados para produtos agropecuários brasileiros, durante visita de Estado do chinês a Brasília nesta quarta-feira (veja a lista completa dos acordos abaixo).

A China deu aval para exportação, pelo Brasil, para farinha de peixe, óleo de peixe e outras proteínas e gorduras derivadas de pescado para ração animal. Os outros três mercados são as autorizações para importação chinesa de sorgo, gergelim e uva fresca do Brasil.

No caso das uvas frescas de mesa, deverão ser exportadas frutas majoritariamente dos estados de Pernambuco e da Bahia. Pomares, casas de embalagem e instalações de tratamento a frio devem cumprir boas práticas agrícolas e ser registrados no Mapa.

Considerando a demanda chinesa dos produtos e a participação brasileira nesses mercados, o potencial comercial é de cerca de US$ 450 milhões por ano, conforme estimativa do Ministério da Agricultura.

Maior importadora de gergelim do mundo, com participação de 36,2% nas importações globais do produto, a China desembolsou US$ 1,53 bilhão em 2023 na compra deste produto. Já o Brasil, que ocupou a sétima colocação nas exportações, representando 5,31% do comércio mundial, vem aumentando sua área de plantio do pulse.

O país asiático é o principal importador da farinha de pescado (US$ 2,9 bilhões em importações em 2023). O Brasil registrou participação de 0,79% das exportações mundiais no ano passado. No sorgo, a participação brasileira é de 0,29% no mercado mundial. A China importou US$ 1,83 bilhão deste produto no ano passado, sendo a maior parte dos Estados Unidos.

Veja a lista completa dos acordos:

  • Declaração Conjunta entre a República Federativa do Brasil e a República Popular da China sobre a Formação Conjunta da Comunidade de Futuro Compartilhado China-Brasil por um Mundo mais Justo e um Planeta mais Sustentável;
  • Plano de Cooperação do Governo da República Federativa do Brasil e do Governo da República Popular da China para o estabelecimento de sinergias entre o Programa de Aceleração do Crescimento, o Plano Nova Indústria Brasil, o Plano de Transformação Ecológica, o Programa Rotas da Integração Sul-americana, e a Iniciativa Cinturão e Rota;
  • Memorando de Entendimento sobre o Fortalecimento da Cooperação para o Desenvolvimento Internacional entre a Agência Brasileira de Cooperação da República Federativa do Brasil e a Agência de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional da República Popular da China;
  • Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Bioeconomia entre o Ministério das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da República Popular da China;
  • Contrato de Captação entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o China Development Bank (CDB);
  • Protocolo de Requisitos Fitossanitários para Exportação de Uvas Frescas de Mesa do Brasil para a China entre o Ministério da Agricultura e Pecuária da República Federativa do Brasil e a Administração Geral de Aduanas da República Popular da China;
  • Protocolo sobre os Requisitos de Inspeção e Quarentena para a Exportação de Gergelim do Brasil para a China entre o Ministério da Agricultura e Pecuária da República Federativa do Brasil e a Administração Geral de Aduanas da República Popular da China;
  • Protocolo entre o Ministério da Agricultura e Pecuária da República Federativa do Brasil e a Administração Geral de Aduanas da República Popular da China para a Importação de Farinha de Peixe, Óleo de Peixe e outras Proteínas e Gorduras derivadas de Pescado para Alimentação Animal do Brasil para a China;
  • Protocolo entre o Ministério da Agricultura e Pecuária da República Federativa do Brasil e a Administração Geral de Aduanas da República Popular da China sobre Requisitos Fitossanitários para a Exportação de Sorgo do Brasil para a China;
  • Carta de Intenções entre o Ministério da Agricultura e Pecuária da República Federativa do Brasil e a Administração Estatal de Regulação de Mercados (SAMR) da República Popular da China para promover a cooperação técnica, científica e comercial no setor agrícola;
  • Memorando de Entendimento para o Intercâmbio e a Colaboração sobre Tecnologia e Regulação de Pesticidas entre o Ministério da Agricultura e Pecuária da República Federativa do Brasil e o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da República Popular da China;
  • Мemorando de Entendimento entre o Ministério das Cidades da República Federativa do Brasil e o Ministério da Habitação e do Desenvolvimento Urbano-Rural da República Popular da China para o Fortalecimento da Cooperação na Área de Desenvolvimento Urbano;
  • Memorando de Entendimento entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação da República Federativa do Brasil e o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da República Popular da China sobre Cooperação na Indústria Fotovoltaica;
  • Memorando de Entendimento entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação da República Federativa do Brasil e a Autoridade de Energia Atômica da China sobre Cooperação Estratégica em Aplicações de Tecnologia Nuclear;
  • Memorando de Entendimento sobre o Programa Sino-Brasileiro de Fonte de Luz Síncrotron entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação da República Federativa do Brasil e o Ministério da Ciência e Tecnologia da República Popular da China;
  • Memorando de Entendimento para o Aprimoramento da Cooperação no Desenvolvimento de Capacidades em Inteligência Artificial entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação da República Federativa do Brasil e o Ministério da Ciência e Tecnologia da República Popular da China;
  • Memorando de Entendimento sobre o Estabelecimento do Laboratório Conjunto em Mecanização e Inteligência Artificial para Agricultura Familiar entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação da República Federativa do Brasil e o Ministério da Ciência e Tecnologia da República Popular da China;
  • Memorando de Entendimento entre Telecomunicações Brasileiras S.A. Telebras, Empresa Vinculada ao Ministério das Comunicações do Brasil (“Telebras”) e a Shanghai Spacesail Technologies Co., Ltd., Empresa Chinesa Cujo Objetivo Social é o Provimento de Serviços e Soluções de Telecomunicações via Satélite (“Spacesail”);
  • Memorando de Entendimento sobre o Fortalecimento da Cooperação na Economia Digital entre o Ministério das Comunicações da República Federativa do Brasil e a Administração Nacional de Dados da República Popular da China;
  • Memorando de Entendimento entre o Ministério da Cultura da República Federativa do Brasil e o China Media Group sobre Cooperação Audiovisual;
  • Memorando de Entendimento entre o Ministério da Cultura da República Federativa do Brasil e o China Film Archive;
  • Memorando de Entendimento entre o Ministério da Cultura da República Federativa do Brasil e a China Film Administration;
  • Carta de Intenções sobre a Promoção da Cooperação de Investimento para Desenvolvimento Sustentável entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços da República Federativa do Brasil e o Ministério do Comércio da República Popular da China;
  • Plano de Ação para Promoção do Investimento Industrial e Cooperação 2024-2025 entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços da República Federativa do Brasil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da República Popular da China;
  • Memorando de Entendimento para Promoção da Cooperação Econômica e Comercial sobre Micro, Pequenas e Médias Empresas entre o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços da República Federativa do Brasil e o Ministério do Comércio da República Popular da China;
  • Memorando de Entendimento sobre Cooperação Esportiva entre o Ministério do Esporte da República Federativa do Brasil e a Administração Geral de Esporte da República Popular da China;
  • Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Transformação Ecológica e Desenvolvimento Verde entre o Ministério da Fazenda da República Federativa do Brasil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da República Popular da China;
  • Memorando de Entendimento sobre o Fortalecimento do Intercâmbio e da Cooperação sobre Reforma e Desenvolvimento de Empresas Estatais e Governança Corporativa entre a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais da República Federativa do Brasil e a Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais do Conselho de Estado da República Popular da China;
  • Memorando de Entendimento entre o Ministério de Minas e Energia da República Federativa do Brasil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da República Popular da China sobre Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável da Mineração;
  • Plano de Ação entre o Ministério da Saúde da República Federativa do Brasil e a Comissão Nacional da Saúde da República Popular da China na área de Saúde para os anos 2024-2026;
  • Memorando de Entendimento entre o Ministério do Turismo da República Federativa do Brasil e o Ministério da Cultura e Turismo da República Popular da China para Fortalecer a Cooperação em Turismo;
  • Memorando de Entendimento entre o Ministério do Planejamento e Orçamento da República Federativa do Brasil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da República Popular da China para o Fortalecimento de Intercâmbio e Cooperação no âmbito do Desenvolvimento Econômico;
  • Memorando de Entendimento entre a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República Federativa do Brasil e o Grupo de Mídia da China;
  • Acordo de Cooperação Técnica entre a Empresa Brasil de Comunicação S.A. – EBC – e China Media Group – CMG;
  • Memorando de Entendimento entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Universidade Tsinghua sobre o Programa de Resposta da Juventude Latino-Americana e Chinesa a Desafios Globais;
  • Memorando de Entendimento entre o Grupo de Mídia da China – CMG e a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA; e
  • Acordo de Cooperação entre a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e a Administração Estatal para Regulação do Mercado (Administração Nacional de Normalização) da República Popular da China (SAMR/SAC).

Frigoríficos

Na área agrícola, foi assinado ainda um memorando para cooperação sobre tecnologia e regulação de pesticidas.

Os dois países, porém, acabaram não assinando a abertura de mercado chinês para miúdos suínos brasileiros porque os protocolos não foram finalizados. Também ficou de fora dos anúncios uma nova leva de frigoríficos brasileiros autorizados a exportar carnes ao país asiático, embora o Brasil tenha enviado em outubro uma lista de dez plantas brasileiras de carne bovina e de aves aptos à exportação para o país asiático.

— O agronegócio continua a garantir a segurança alimentar chinesa. O Brasil é, desde 2017, o maior fornecedor de alimentos da China — disse Lula durante declaração à imprensa.

Rota da Seda

Os protocolos fazem parte da lista de 37 acordos com o país asiático em diversas áreas. O Brasil não aderiu, porém, à Nova Rota da Seda, chamado de Cinturão e Rota, o trilionário programa de investimentos chinês. Nesse ponto, foi assinado um plano de “sinergias” entre programas brasileiros de investimentos e a Rota da Seda.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil, mas a diplomacia brasileira entende que não há benefícios em aderir integralmente à Nova Rota da Seda, em meio ao cenário internacional conturbado e também devido à tradição diplomática brasileira.

Além dos acordos agrícolas, foram assinados protocolos sobre cooperação em áreas como inteligência artificial, intercâmbio educacional, infraestrutura, indústria, energia, mineração, finanças, comunicações, desenvolvimento sustentável, turismo, esportes, saúde e cultura.

Um dos acordos assinados foi com a empresa chinesa SpaceSail, concorrente da Starlink, do bilionário Elon Musk.

A empresa chinesa está desenvolvendo um serviço de internet de alta velocidade por meio de um sistema de satélites de órbita baixa da Terra (LEO, na sigla em inglês). A Starlink é líder nessa tecnologia, que é vista como uma solução para conectar regiões de difícil acesso à infraestrutura de telecomunicações tradicional.
O memorando de entendimento assinado com a estatal brasileira Telebras prevê que as empresas estudem a demanda por internet via satélite em locais que a infraestrutura de fibra óptica não chega, como áreas rurais, e a possibilidade de parcerias para levar inclusão digital a essas localidades.

FONTE: O Globo 100
Veja a lista dos 37 acordos assinados entre o Brasil e a China durante a visita de Xi Jinping a Brasília

Ler Mais
Agronegócio, Comércio Exterior, Economia, Gestão, Industria, Informação, Inovação

Abertura de mercados para Arábia Saudita e Turquia

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 320 aberturas de mercado durante a atual gestão

O governo brasileiro informa, com satisfação, que obteve novas aberturas de mercado junto aos governos da Arábia Saudita e da Turquia.

Na Arábia Saudita, as autoridades sanitárias aprovaram o Certificado Veterinário Internacional (CVI) para exportação de peixes ornamentais. Em 2024, as exportações agropecuárias do Brasil para o país somaram mais de US$ 2,7 bilhões, com destaque para carnes, complexo sucroalcooleiro, cereais, farinhas e preparações, e complexo soja.

A Turquia, por sua vez, autorizou o Brasil a exportar hemoderivados e produtos lácteos não destinados ao consumo humano. Em 2024, a Turquia importou do Brasil mais de US$ 3,1 bilhões em produtos agropecuários, com destaque para complexo soja, fibras e produtos têxteis, café, carnes, produtos florestais e animais vivos (exceto pescados).

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 20 aberturas de mercado em 2025, em um total de 320 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

FONTE: MAPA.gov
Abertura de mercados para Arábia Saudita e Turquia — Ministério da Agricultura e Pecuária

Ler Mais
Economia, Gestão, Informação, Inovação, Mercado Internacional, Negócios

Sony nomeia novo CEO com desafio de elevar vendas do PlayStation e superar a Nintendo

A gigante japonesa de eletrônicos e entretenimento Sony Group anunciou, nesta quarta-feira (29), que nomeou Hiroki Totoki como diretor-executivo, como parte de uma reorganização de seus dirigentes.

Totoki, de 60 anos, ingressou na empresa em 1987 e atualmente é diretor de operações, do setor financeiro e presidente.

Na reestruturação, acumulará os cargos de diretor-executivo e presidente do grupo a partir de 1º de abril.

A Sony também anunciou “mudanças em sua estrutura de gerenciamento para esclarecer as funções administrativas de acordo com suas responsabilidades na administração de todo o grupo ou de cada setor”.

Isto inclui a nomeação de Hideaki Nishino como presidente e CEO da divisão de videogames do grupo.

Totoki e o diretor-executivo em fim de mandato, Kenichiro Yoshida, promoveram um foco maior em conteúdo para jogos de PlayStation, anime, música e filmes, ajudando a aumentar as receitas e os lucros da Sony, de acordo com a agência financeira Bloomberg.

“Em nossa Reunião de Estratégia Corporativa em maio passado, anunciamos nossa nova ‘Visão de Entretenimento Criativo’, que define onde queremos que a Sony esteja em 10 anos”, disse Totoki no comunicado.

“Juntamente com nossos funcionários, criadores e parceiros, e nossa equipe de dirigentes, trabalharei para criar um futuro brilhante, repleto de um senso ilimitado de Kando”, afirmou, referindo-se ao conceito japonês de apreciar a criatividade.

FONTE: Isto é dinheiro
Sony nomeia novo CEO em reorganização administrativa

Ler Mais
Evento, Gestão, Investimento, Logística, Negócios, Networking, Tecnologia

Ex-CEO da Alpargatas, Roberto Funari é destaque de evento gratuito da ACIF em Florianópolis

Funari mostrará como transformar desafios em oportunidades por meio de uma liderança humanizada e orientada para resultados

A Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF) traz um dos grandes nomes do mercado corporativo para a 2ª edição do “NRF Connect: tendências além do varejo”. Roberto Funari, ex-CEO da Alpargatas (Havaianas), acelerador de startups e conselheiro de administração, será o destaque do evento gratuito (mediante inscrição) que acontece nesta quinta-feira (30), no cinema do Villa Romana Shopping, em Florianópolis.

Conhecido por sua liderança estratégica e visão inovadora, Funari compartilhará insights sobre centralidade no cliente, inovação corporativa e engajamento de consumidores, com exemplos inspiradores da Amazon e da Havaianas.

Em sua palestra, ele mostrará como transformar desafios em oportunidades por meio de uma liderança humanizada e orientada para resultados, consolidando o “NRF Connect” como um espaço essencial para empresários em busca de transformação.

Além da participação de Roberto Funari, o evento traz um panorama das inovações apresentadas na NRF 2025, a maior feira de varejo do mundo, realizada em Nova York nos dias 12, 13 e 14 de janeiro. Representando a ACIF na conferência, Thiago Raitz, diretor de Assuntos Internacionais, destacou a importância de conectar tendências globais ao cenário local.

“A ACIF está sempre em busca de conhecimento para compartilhar com nosso ecossistema empresarial. Participar da maior conferência de varejo do mundo nos dá uma visão única sobre as inovações que podem transformar o mercado local”, afirma.

ACIF 110 anos

O “NRF Connect” já faz parte do calendário oficial da ACIF e promete repetir o sucesso da edição anterior, que reuniu mais de 400 pessoas em busca de insights valiosos para seus negócios. Este evento faz parte também das comemorações dos 110 anos da ACIF, consolidando o protagonismo da entidade na promoção de ações que fortalecem o setor empresarial de Florianópolis e região.

Veja a programação do evento:

9h30 – Café de recepção
10h10 – Abertura do evento com a fala do presidente da ACIF
10h25 – Palestra “Panorama NRF 2024” com Thiago Raitz
11h05 – Palestra “Centralidade no Cliente e Inovação” com Roberto Funari
12h – Encerramento

Serviço:

O quê: NRF Connect: Tendências além do varejo – 2ª edição
Quando: 30 de janeiro de 2025
Horário: 9h30 – Recepção com café; 10h – Início das palestras
Onde: Cinesystem do Shopping Villa Romana
Inscrição gratuita online.

FONTE: Nsctotal
Ex-CEO da Alpargatas, Roberto Funari é destaque de evento gratuito da ACIF em Florianópolis – NSC Total

Ler Mais
Economia, Finanças, Gestão, Informação, Investimento, Sustentabilidade, Tecnologia

Fintechs: pode ser uma solução para uma vida financeira mais organizada

O setor de finanças pessoais está sendo radicalmente transformado pela ascensão das fintechs, as startups de tecnologia financeira. Essas empresas emergentes estão criando novas oportunidades para indivíduos gerenciarem suas finanças de maneira mais eficiente e acessível.

No Brasil, o ambiente é particularmente favorável para o florescimento dessas iniciativas, estimulando a inclusão financeira e democratização dos serviços. Segundo as informações divulgadas da BM&C News, com a crescente penetração dos dispositivos móveis e o aumento da familiaridade com plataformas digitais, as fintechs estão cada vez mais presentes no cotidiano financeiro das pessoas. Elas estão remodelando a relação dos usuários com o dinheiro, introduzindo soluções inovadoras para uma variedade de serviços financeiros, incluindo pagamentos, transferências, investimentos e empréstimos.

Como as Fintechs Estão Redefinindo a Gestão Financeira?

A integração de tecnologias e o foco em usabilidade são cruciais para a modernização dos serviços financeiros oferecidos pelas fintechs. No Brasil, empresas como o Nubank, PicPay e PagSeguro são líderes em inovação, tornando as transações financeiras mais acessíveis e eficientes. Além disso, elas estão introduzindo inovações significativas em educação financeira e investimentos acessíveis, beneficiando diretamente os consumidores.

Outro aspecto importante está na gestão financeira pessoal, onde aplicativos inovadores como Guiabolso e Organizze estão fazendo uma diferença significativa. Essas plataformas oferecem ferramentas que permitem aos usuários monitorar suas despesas, criar orçamentos e planejar investimentos eficazmente. Assim, qualquer pessoa pode manter um controle detalhado sobre suas finanças, possibilitando tomadas de decisão mais informadas.

Quais os Benefícios para os Consumidores?

A presença dominante das fintechs no mercado tem obrigado bancos tradicionais a se adaptarem a esse novo cenário. As gerações mais novas, que preferem as soluções digitais, estão se afastando dos métodos tradicionais em busca de alternativas mais modernas e flexíveis. Isso não só traz benefícios diretos para os consumidores, com serviços mais competitivos e de alta qualidade, mas também promove um ambiente de contínua inovação e crescimento econômico sustentável.

Além disso, o uso dessas plataformas digitais oferece uma valiosa oportunidade para os consumidores melhorarem sua saúde financeira. Com insights profundos sobre hábitos de consumo, elas eliminam a necessidade de consultores financeiros tradicionais, proporcionando aos usuários um maior controle sobre suas finanças pessoais.

O Futuro das Fintechs no Cenário Global

O mercado global de fintechs está em forte crescimento, com previsões otimistas para os próximos anos. Estudos indicam que essas startups continuarão a expandir suas operações, impulsionando ainda mais a inovação financeira e levando a soluções mais avançadas e acessíveis. Essa evolução beneficiará não apenas os consumidores, mas também contribuirá para o desenvolvimento de um ecossistema financeiro mais robusto e resiliente.

Em resumo, as fintechs estão remodelando o setor de finanças pessoais, trazendo mudanças significativas e tornando os serviços financeiros mais acessíveis. Com o contínuo avanço da tecnologia e a preferência dos consumidores por soluções digitais, o potencial de crescimento e inovação neste setor é considerável, prometendo novas oportunidades para indivíduos e empresas no futuro.
Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Gestão, Notícias, Tecnologia

Receita Federal celebra o Dia Internacional das Aduanas em cerimônia no Ministério da Fazenda

Comemoração destaca o papel da aduana no fortalecimento do comércio e na segurança nacional.

Nesta segunda-feira (27/1), a Receita Federal do Brasil (RFB) realizou a cerimônia de celebração do Dia Internacional das Aduanas, na sede do Ministério da Fazenda (MF), em Brasília. A data, comemorada mundialmente no dia 26 de janeiro, marca um momento significativo para a comunidade aduaneira, de reflexão sobre a importância das alfândegas no âmbito da segurança nacional, no combate ao crime organizado e no fortalecimento da economia.

O tema deste ano, escolhido pela Organização Mundial das Aduanas (OMA), foi “Aduanas/Alfândegas cumprindo seu compromisso com eficiência, segurança e prosperidade”. A celebração da data remonta a 1953, quando foi realizada a primeira sessão do Conselho de Cooperação Aduaneira, na Bélgica. Desde então, o Dia Internacional das Aduanas tornou-se um marco para a promoção da cooperação entre as administrações aduaneiras globais, visando facilitar o comércio legítimo, a arrecadação justa e a proteção da sociedade. Atualmente, a OMA reúne 185 países e representa mais de 90% das aduanas mundiais.

Durante a cerimônia, o secretário especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Barreirinhas, ressaltou a relevância da alfândega brasileira no contexto nacional e global. “Tenho muito orgulho do trabalho da nossa aduana, que contribui para o fortalecimento do comércio e o desenvolvimento do Brasil. O combate ao crime de contrabando tem se mostrado cada vez mais essencial, e é necessário atingirmos o braço financeiro do crime organizado, que é a lavagem de dinheiro. A aduana vai exatamente nesse ponto”, afirmou Barreirinhas, destacando também o papel da instituição na proteção da fauna, flora e economia, assim como sua contribuição para a sustentabilidade e o descarte adequado de produtos ilegais.

A modernização das atividades alfandegárias, por meio da incorporação de novas tecnologias, também foi um ponto destacado pelo secretário da Receita. “A aduana tem se destacado em diversas áreas, como o desenvolvimento de tecnologias e inovações, sendo a inteligência artificial uma ferramenta importante na gestão de riscos e na melhoria da gestão do trabalho”, acrescentou Robinson Barreirinhas, enfatizando a alta capacitação dos servidores aduaneiros, fundamental para o sucesso das operações.

Fabiano Coelho, subsecretário de Administração Aduaneira, também esteve presente e fez um discurso entusiástico sobre o trabalho da alfândega, destacando a dedicação e o compromisso dos profissionais da área. “Somos poucos, mas somos aguerridos e apaixonados pelo que fazemos. Apresentamos a mais entusiasmada categoria, sempre disposta a se atualizar com as novas tecnologias, mantendo viva a tradição da aduana. Hoje é um dia especial, em que celebramos o que é nosso e o que merecemos”, afirmou.

A cerimônia também foi marcada por momentos emocionantes, com a homenagem póstuma a três servidores que perderam suas vidas em serviço, em um acidente na BR-060, em Alexânia, região do Entorno do Distrito Federal. “Guardo a imagem dos sorrisos de cada um, quando estávamos em momentos de celebração”, disse Antônio Henrique Lindemberg, superintendente da 1ª Região Fiscal, relembrando a memória de Antônio José de Araújo Filho, Gilmar de Lima Neto e Walter Watanabe; todos comprometidos com um trabalho de qualidade.

Além disso, a Receita Federal reconheceu os profissionais que se destacaram em suas atividades, dentro do tema deste ano, com o “Certificado de Mérito da Organização Mundial das Aduanas”. Entre os homenageados, estão representantes do setor público e privado, cujas contribuições foram essenciais para o fortalecimento das atividades aduaneiras no Brasil.

Homenageados:

Categoria Póstuma

  • Antônio José de Araújo Filho – Analista-tributário
  • Gilmar de Lima Neto – Administrativo
  • Walter Watanabe – Auditor fiscal

Representantes do Setor Público

  • Daniela Araújo Vieira Cavalcante – Auditora-fiscal/ delegada adjunta da Alfândega de Recife
  • Luis Rafael do Nascimento Martins Ferreira – Auditor-fiscal, chefe de Divisão da Coordenação Especial de Gestão de Riscos Aduaneiros (Corad)
  • Rodrigo Neto Paraizo Macieira – Auditor-fiscal/ Serviço de Remessas Postais e Expressas
  • Ronaldo Salles Feltrin Corrêa – Auditor-fiscal, superintendente adjunto da 7ª Região Fiscal
  • Rodrigo Salles Nascimento – Auditor-fiscal, chefe da Divisão de Exportação
  • André Carvalhaes – Capitão de Mar e Guerra/ Capitania dos Portos da Amazônia
  • Mauro Emílio de Barros – Auditor-fiscal estadual/ Secretaria da Fazenda (Sefaz) de Pernambuco

 Representantes do Setor Privado

  • Célia Regina Gomes – Presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do RJ
  • Elson Isayama – Presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de SP
  • Marcelo Clark Alves – Presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do RS

FONTE: MF.gov
Receita Federal celebra o Dia Internacional das Aduanas em cerimônia no Ministério da Fazenda — Receita Federal

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook