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Brasil discute forma de negociação com EUA sobre tarifas e amplia mercados agrícolas

O Brasil ainda analisa a forma e não o conteúdo das negociações com os Estados Unidos para a normalização do comércio bilateral, afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Luis Rua. Desde agosto, produtos como carne bovina, café, frutas e pescados têm sido alvo de sobretaxas de 50% no mercado americano.

Foco inicial na forma das negociações

“Neste momento, não estamos discutindo o conteúdo em si, mas a forma como essas discussões com os Estados Unidos serão conduzidas”, explicou Rua após a abertura do 1º Fórum Empresarial Agrícola do Mercosul, realizado na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.

O secretário não detalhou os próximos passos da negociação. “Ontem mesmo o presidente Lula comentou sobre o tema e o ministro Fávaro também se pronunciou. Estamos aguardando avanços nas discussões”, acrescentou.

Diversificação de mercados ajuda a conter impactos do tarifaço

Apesar das sobretaxas, setores estratégicos têm conseguido manter e até ampliar exportações. Os frigoríficos de carne bovina, por exemplo, registraram aumento de 25% nas cargas embarcadas em setembro. Rua destacou a importância de diversificar mercados para reduzir a dependência dos EUA.

“Desde agosto, quando as tarifas entraram em vigor, abrimos seis novos mercados para a carne bovina, somando-se a mais de 20 mercados abertos ou ampliados desde 2023. Esse trabalho de diversificação de produtos e geografias tem mostrado resultados, como no aumento de 25% das exportações de carne bovina em setembro”, apontou.

Adidos agrícolas e estratégia de longo prazo

O processo de diversificação das exportações contou com o apoio dos 40 adidos agrícolas brasileiros espalhados pelo mundo. Segundo Rua, o trabalho inclui não apenas aberturas sanitárias e fitossanitárias, mas também ações de promoção comercial.

“É um esforço de longo prazo que começou em agosto. Aceleramos a atuação dos adidos, pedindo que analisassem cada cadeia potencialmente afetada pelo tarifaço, visando medidas estratégicas de expansão de mercado e promoção comercial”, disse o secretário.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carlos Silva /Ministério da Agricultura

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