Internacional, Negócios

Retrospectiva 2025: Articulação Internacional reposiciona SC no radar de investidores, grandes mercados e bancos externos

A internacionalização evoluiu de agenda eventual do governo de Santa Catarina para integrar o núcleo da estratégia de desenvolvimento econômico em 2025. Com a liderança do governador Jorginho Mello, o Estado deu início à estruturação de sua política de articulação internacional orientada à atração de investimentos, ampliação de mercados e viabilização de projetos estratégicos. Os resultados reposicionaram Santa Catarina no radar de governos, bancos multilaterais e grandes grupos empresariais.

O movimento ganhou escala com a atuação da Secretaria de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos (SAI), comandada pelo secretário Paulo Bornhausen e responsável por organizar a presença internacional do governo. Em 2025, a SAI SC conectou agendas externas a prioridades internas como infraestrutura, mobilidade, competitividade industrial e sustentabilidade fiscal. 

Ao longo do ano, a atuação internacional foi marcada por quatro missões oficiais com agendas técnicas no exterior, visitas de autoridades internacionais de 19 países ao Estado, dois eventos de negócios fora do país (SC Day Tóquio e NY) e sete eventos de articulação internacional apoiados pelo governo em Santa Catarina. As ações tiveram foco econômico e institucional.

Crédito de longo prazo com o Banco Mundial

Do ponto de vista econômico, o principal marco do ano foi a consolidação da relação com organismos multilaterais de crédito. Durante missão oficial aos Estados Unidos, em maio, o governador Jorginho Mello cumpriu agenda em Washington com o Banco Mundial, apresentando projetos estruturantes nas áreas de mobilidade, infraestrutura urbana, resiliência climática e desenvolvimento regional. A iniciativa abriu caminho para uma nova geração de financiamentos de longo prazo para Santa Catarina, somando-se mais de US$ 500 milhões, reforçando a credibilidade fiscal e institucional do Estado junto a organismos internacionais.

Na avaliação de Paulo Bornhausen, essa articulação internacional responde a uma lacuna histórica do país. “Os Estados brasileiros ficaram muito tempo à margem das grandes decisões internacionais. Santa Catarina decidiu ocupar esse espaço com seriedade, projetos bem estruturados e alinhamento político”, afirma o secretário.

Aproximação com mercados populosos da Ásia

O segundo eixo de maior relevância na articulação internacional em 2025 foi a intensificação das relações com a Ásia. Em junho, o governador liderou missão oficial ao Japão e à China, com agendas de governo e empresariais voltadas à ampliação das exportações catarinenses e à prospecção de investimentos em logística, energia, tecnologia e infraestrutura. A missão consolidou Santa Catarina como interlocutor direto junto a grandes conglomerados asiáticos e autoridades nacionais.

Japão e China

Como desdobramento dessa agenda, o Estado recebeu, ao longo do segundo semestre, visitas institucionais de grupos internacionais, entre eles representantes da Power China, interessados em projetos de aviação regional, ferrovias, energia e infraestrutura. A atuação reafirmou o caráter pragmático da política externa catarinense, voltada à geração de oportunidades econômicas concretas.

Singapura

Ainda no contexto asiático, Santa Catarina avançou na aproximação com países do Sudeste Asiático. Em setembro, o governo estadual recebeu visita institucional de representantes de Singapura, em Florianópolis, abrindo diálogo direto com um dos principais hubs logísticos, financeiros e tecnológicos do mundo. A agenda posicionou Singapura como porta de entrada para a ASEAN — um bloco econômico com mais de 600 milhões de consumidores — ampliando o horizonte de mercado para o setor produtivo catarinense.

Malásia

Em visita ao governo do estado em novembro, cônsul comercial da Malásia, Amirul Azman Ahmad, destacou o momento oportuno para ampliar os laços com a Malásia, que é a atual presidente da ASEAN.

“Vemos neste estado um polo industrial e tecnológico que dialoga diretamente com nossas prioridades. Buscamos joint ventures, transferência de tecnologia e maior acesso ao mercado Halal, aproveitando a força catarinense em proteína e alimentos processados”, declarou Ahmad.

Para o secretário Paulo Bornhausen, esse movimento é estratégico e objetivo: “A Ásia concentra crescimento, consumo e capacidade de investimento. Estar presente nesse diálogo é uma decisão econômica. Santa Catarina precisa ser vista como parceira confiável nesses mercados”.

Grupo espanhol investirá U$S 800 milhões para se instalar

A política de articulação internacional também produziu efeitos concretos na atração de investimentos europeus. Em junho, durante missão da vice-governadora Marilisa Boehm à Espanha, foi anunciado o investimento de R$ 800 milhões do grupo espanhol Vall Companys, no setor agroindustrial, com expansão da operação no Estado. O anúncio foi resultado de uma construção institucional de médio prazo, com diálogo direto conduzido pelo governador Jorginho Mello através da InvestSC, reforçando a presença de Santa Catarina nas cadeias globais de alimentos e proteína animal. 

Para sustentar essa presença internacional de forma permanente, o governo estadual avançou em 2025 na consolidação do programa de Embaixadores Honorários, incluindo representações estratégicas para China (Bruno Maria Machado), Portugal (Miguel Relvas) e Itália (Salmi Paladini Neto). A iniciativa garante canais contínuos de interlocução econômica e institucional, funcionando como extensão da diplomacia estadual em mercados prioritários.

“O programa fortalece a presença internacional do Estado de forma inteligente, sem estruturas onerosas, e ajuda a manter Santa Catarina conectada aos centros de decisão econômica”, explicou Bornhausen.

Escritórios permanentes

Após as missões do primeiro semestre, o governador Jorginho Mello anunciou que vai abrir em 2026 dois escritórios internacionais, como parte da estratégia para dar suporte a empresários catarinenses. A iniciativa está vinculada à InvestSC e visa estreitar laços comerciais, facilitar exportações e atrair investimentos externos. 

Os escritórios funcionarão como pontos de apoio institucional permanente. A aposta do governo é que essa estrutura permita tornar os canais de relacionamento com mercados externos contínuos e eficientes, ampliando oportunidades de negócios para o Estado.

Fortalecimento institucional com a Argentina

Na América do Sul, a agenda internacional do governo incluiu missão oficial à Argentina, em novembro, com foco no fortalecimento do comércio bilateral, na conectividade aérea e no turismo. A presença do governador em agendas institucionais de alto nível reforçou o papel da Argentina como terceiro maior parceiro comercial de Santa Catarina e ampliou o diálogo sobre integração regional.

A missão oficial do Governo de Santa Catarina à Argentina encerrou-se com um importante gesto político e diplomático, no dia 11 de novembro. O governador Jorginho Mello foi um dos poucos convidados para a cerimônia de posse do novo ministro do Interior da Argentina, Diego Santilli, realizada no tradicional Salão Branco da Casa Rosada, sede do Poder Executivo argentino. Durante o evento, o governador catarinense encontrou-se com o presidente Javier Milei, reafirmando os laços entre o estado e a nação vizinha.

Efeito das missões

Ao longo do segundo semestre, os efeitos da articulação internacional começaram a se materializar no território catarinense. Em setembro, equipes técnicas do Banco Mundial realizaram visitas institucionais a regiões como AMUNESC e Vale Europeu, iniciando a estruturação de projetos regionais de mobilidade integrada — um exemplo claro de como a presença internacional se converte em políticas públicas concretas.

Em 2025 a articulação internacional de Santa Catarina tornou-se um instrumento direto de política econômica. Com o protagonismo político do governador Jorginho Mello e a organização técnica da SAI, o Estado deixou de reagir ao cenário global e passou a se posicionar estrategicamente nele — por meio de missões oficiais bem definidas, visitas institucionais qualificadas e projetos com alto potencial de impacto econômico.

Santa Catarina construiu, em 2025, uma política consistente de inserção internacional que conecta diplomacia, financiamento estruturado e competitividade produtiva, com método, liderança política e resultados concretos.

23 países com representantes recebidos pelo Governo de Santa Catarina em 2025:

Alemanha
Argentina
Bahrein
Catar
Cazaquistão
Chile
China
Coréia do Sul
França
Emirados Árabes Unidos
Estados Unidos
Espanha
Grécia
Itália
Japão
Macedônia do Norte
Malásia
Marrocos
Paraguai
Portugal
Singapura
Suíça
Kwait

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Secom GOVSC

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Internacional

Elevadores gigantes permitem que navios “subam montanhas” e conectem hidrovias estratégicas da China

Na província montanhosa de Guizhou, no sul da China, a engenharia transformou um dos terrenos mais acidentados do país em um corredor logístico de alta eficiência. Por meio de elevadores gigantes para navios, aquedutos suspensos e túneis escavados na rocha, embarcações conseguem vencer desníveis superiores a 250 metros e manter a conexão direta com o rio Yangtzé, principal eixo hidroviário chinês.

O que parece cena de ficção científica já faz parte da rotina local. Navios literalmente “sobem montanhas”, cruzam vales elevados e atravessam túneis navegáveis, tudo integrado a um sistema que combina geração de energia hidrelétrica, transporte fluvial e infraestrutura de grande escala.

Um país que navega sobre as montanhas

A China responde por cerca de um terço da capacidade hidrelétrica mundial, com aproximadamente 391 gigawatts instalados. Esse volume só foi possível graças à construção de grandes usinas em áreas de relevo extremo, onde rios profundos cortam cadeias montanhosas.

Entre esses projetos estão gigantes como a Usina de Três Gargantas, a maior do mundo, e complexos como o de Gaotan, em Guizhou. Nessas regiões, o desafio não era apenas gerar energia, mas manter a navegação ativa em rios fundamentais para a logística nacional.

Para isso, engenheiros chineses desenvolveram um conceito ousado: em vez de desviar rotas ou abandonar a navegação, criaram hidrovias verticais, onde navios sobem e descem montanhas por meio de elevadores monumentais.

Como funcionam os elevadores gigantes de Gaotan

O sistema de Gaotan lembra uma construção industrial de grande porte, mas seu interior abriga câmaras de água capazes de transportar embarcações inteiras. Cada elevador funciona de forma semelhante a um elevador urbano, porém em escala colossal.

As embarcações entram em uma espécie de “banheira” metálica cheia de água e são erguidas com estabilidade por cabos, engrenagens e contrapesos. Cada operação pode elevar navios de até 500 toneladas em cerca de 10 minutos, com capacidade projetada para cargas ainda maiores.

O primeiro elevador vence cerca de 78 metros de altura, equivalente a um prédio de mais de 20 andares. A partir daí, o percurso continua por canais artificiais até os próximos estágios.

Três elevadores e um desnível de 252 metros

O sistema completo é formado por três elevadores interligados, criando uma verdadeira escada hidráulica. Após o primeiro trecho, o navio segue até o segundo elevador, que adiciona mais 127 metros de subida. Em seguida, um terceiro equipamento realiza a descida final, de até 47 metros, conforme o nível da água.

No total, as embarcações vencem aproximadamente 252 metros de desnível — mais do que a altura da Estátua da Liberdade e superior à da Grande Pirâmide de Gizé. Em alguns pontos, os navios navegam a uma altura equivalente a prédios de 60 andares.

Apesar de cada elevador operar uma embarcação por vez, o sistema funciona em sequência contínua, criando um fluxo constante semelhante a uma linha de produção vertical.

O aqueduto suspenso que conecta tudo

Entre os elevadores, um dos elementos mais impressionantes é o aqueduto suspenso. Trata-se de um canal navegável elevado, que funciona como uma ponte de água sustentando navios em pleno deslocamento.

Diferente dos aquedutos históricos, esse foi projetado para suportar grandes cargas, variações de nível e condições geológicas complexas. A estrutura se integra ao relevo montanhoso e permite que os navios sigam viagem como se estivessem em um rio convencional — só que a dezenas de metros do solo.

Um túnel navegável dentro da montanha

Em outro trecho do trajeto, a geografia impôs um obstáculo ainda mais extremo: uma montanha maciça. A solução foi escavar um túnel navegável de cerca de 2,2 quilômetros, exclusivo para embarcações.

Dentro dele, o canal segue protegido, permitindo que os navios atravessem a rocha e cheguem ao próximo trecho da hidrovia. O túnel completa o conjunto formado por elevadores, aquedutos e canais, transformando um terreno quase intransponível em uma rota contínua de transporte aquático.

Energia, logística e o papel do rio Yangtzé

A razão de todo esse investimento é estratégica. Guizhou possui enorme potencial hidrelétrico e abriga diversas usinas ao longo do rio Wu, afluente direto do rio Yangtzé. Manter essa conexão ativa é essencial, já que o Yangtzé corta o país de oeste a leste e sustenta um dos maiores corredores industriais do planeta.

Interromper a navegação significaria isolar a região economicamente. Por isso, a China optou por integrar geração de energia e transporte fluvial, criando soluções que preservam a navegabilidade mesmo em terrenos extremos.

Gaotan e Três Gargantas: soluções diferentes para desafios distintos

Enquanto o sistema de Gaotan se destaca pela superação de grandes desníveis, o elevador da barragem das Três Gargantas chama atenção pela capacidade. Lá, uma única câmara eleva embarcações de até 3.000 toneladas, em um percurso de cerca de 113 metros.

Antes da instalação do elevador, os navios precisavam cruzar um conjunto de eclusas em cinco etapas, o que podia levar horas. Com o novo sistema, o tempo de travessia caiu drasticamente e o volume de cargas aumentou para dezenas de milhões de toneladas por ano.

Cada projeto atende a uma necessidade específica: Gaotan viabiliza a navegação onde ela praticamente não existiria; Três Gargantas otimiza um corredor já intensamente utilizado.

Por que os elevadores são a melhor solução

Construir rodovias ou ferrovias em Guizhou exigiria cortes massivos em montanhas, túneis extensos e manutenção constante em áreas instáveis. O custo e o risco seriam muito maiores.

Já o transporte fluvial oferece eficiência energética superior, menor emissão de poluentes e capacidade de carga muito maior. Uma única barcaça substitui dezenas de caminhões, com impacto ambiental reduzido.

Por isso, os elevadores gigantes de navios representam a solução mais racional para a região: integram energia, logística e geografia em um sistema único, eficiente e durável.

No fim, o que parecia impossível tornou-se um dos exemplos mais impressionantes de engenharia moderna, transformando montanhas em corredores navegáveis e consolidando a China como referência em infraestrutura de grande escala.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

Trem interoceânico descarrila no México e deixa 13 mortos e quase 100 feridos

Um grave acidente ferroviário envolvendo um trem interoceânico deixou ao menos 13 pessoas mortas e 98 feridas neste domingo (28/12), no estado de Oaxaca, no sul do México. A informação foi confirmada pela presidente Claudia Sheinbaum, por meio das redes sociais.

O trem transportava cerca de 250 pessoas, entre passageiros e tripulantes, e seguia para Coatzacoalcos, no estado de Veracruz, quando ocorreu o descarrilamento.

Mobilização das autoridades e atendimento às vítimas

Logo após o acidente, forças de segurança e equipes de resgate foram acionadas para atender a ocorrência. De acordo com a Marinha do México, 139 pessoas não sofreram ferimentos, enquanto 98 ficaram feridas. Deste total, 36 vítimas precisaram de internação hospitalar, e as demais apresentaram ferimentos leves.

Segundo a presidente mexicana, os feridos foram encaminhados para hospitais do IMSS em Matías Romero e Salina Cruz, além de unidades do IMSS-Bienestar nas cidades de Juchitán e Ixtepec.

Investigação apura causas do descarrilamento

A procuradora-geral da República, Ernestina Godoy Ramos, informou que foi instaurado um inquérito oficial para investigar as causas do descarrilamento do trem interoceânico.

Claudia Sheinbaum afirmou ainda que determinou o deslocamento do secretário da Marinha e do subsecretário de Direitos Humanos do Ministério do Interior até o local do acidente, com o objetivo de prestar apoio direto às famílias das vítimas, além de representantes do IMSS e do IMSS-Bienestar.

Detalhes da composição e das operações de resgate

Em nota oficial, o Corredor Interoceânico informou que a composição era formada por duas locomotivas e quatro vagões, transportando 241 passageiros e nove tripulantes. O comunicado confirmou que o descarrilamento atingiu a locomotiva principal.

As autoridades responsáveis pelo corredor destacaram que seguem mobilizadas com ambulâncias terrestres, uma ambulância aérea e cerca de 40 profissionais de saúde naval. As equipes atuam em conjunto com autoridades federais, estaduais e municipais em operações de resgate, inclusive para socorrer pessoas que caíram em um barranco de aproximadamente sete metros de altura.

Fonte: Metrópoles

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO METRÓPOLES

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Internacional

Chile cria gigante do lítio no Deserto do Atacama para fortalecer transição energética

Nova empresa une Codelco e SQM e consolida estratégia nacional para o lítio

O Chile, segundo maior produtor mundial de lítio, deu um passo decisivo para ampliar sua presença no mercado global do mineral estratégico. A estatal Codelco e a mineradora privada SQM anunciaram a criação de uma nova empresa voltada à exploração de lítio no Deserto do Atacama, principal região produtora do país.

A iniciativa marca a formação da Nova Andino Litio SpA, companhia que ficará responsável pelas atividades de exploração, extração, produção e comercialização do lítio no Salar do Atacama até 2060. A operação foi aprovada pelos órgãos reguladores e deve gerar impacto positivo nos resultados financeiros da Codelco já a partir de 2025.

Parceria público-privada fortalece cadeia do lítio

O acordo estabelece que a nova empresa concentrará toda a gestão da produção de lítio na região, garantindo a continuidade dos contratos vigentes com a agência estatal Corfo e dos novos acordos previstos a partir de 2031. Como parte da negociação, a SQM transferiu à Codelco suas concessões de mineração no Salar de Maricunga, ampliando o controle estatal sobre áreas estratégicas.

A criação da Nova Andino Litio representa um dos principais movimentos da política mineral chilena voltada à transição energética, em um contexto de crescente demanda global por baterias para veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.

Apoio político e aval internacional

A iniciativa integra a agenda do presidente Gabriel Boric, que busca ampliar o protagonismo do Estado em setores estratégicos, sem abrir mão da participação privada. O acordo superou seu último entrave regulatório em novembro, após a aprovação da China — maior mercado consumidor de lítio do mundo.

A autorização chinesa foi concedida mediante o compromisso de manutenção dos contratos existentes e da garantia de fornecimento contínuo aos clientes do país, em condições consideradas “justas, razoáveis e não discriminatórias”.

Lítio como eixo da transição energética

O lítio é considerado um dos minerais-chave da transição energética global, sendo essencial para baterias de veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia e tecnologias limpas. Com a nova estrutura empresarial, o Chile reforça sua posição estratégica nesse mercado e amplia sua capacidade de atender à crescente demanda internacional.

A expectativa é que a Nova Andino Litio contribua para elevar a competitividade do país, fortalecer a cadeia produtiva local e ampliar a participação chilena no mercado global de minerais críticos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Morten Andersen/Bloomberg

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Internacional

Colômbia entra no Banco dos BRICS e fortalece integração com o Sul Global

A Colômbia passou a integrar oficialmente o Banco dos BRICS, marcando um movimento estratégico de aproximação com o Sul Global e de diversificação de suas alianças econômicas internacionais. A adesão foi formalizada em 2025 e representa um dos passos mais relevantes da política externa colombiana nas últimas décadas.

Adesão ao Banco dos BRICS consolida nova fase econômica

A entrada da Colômbia no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) — instituição financeira dos BRICS — foi oficializada em junho, durante cerimônia realizada na sede do banco, em Xangai, na China. Em novembro, o Congresso colombiano aprovou a legislação que ratificou a participação do país na entidade multilateral.

Considerada a terceira maior economia da América do Sul e a segunda maior potência militar do continente, a Colômbia passa a integrar formalmente o núcleo financeiro do bloco, ampliando seu acesso a mecanismos de financiamento para infraestrutura e desenvolvimento sustentável.

Governo destaca impactos econômicos e estratégicos

O ministro da Fazenda e Crédito Público, Germán Ávila Plazas, afirmou que a adesão fortalece a capacidade do país de captar recursos internacionais e ampliar sua atuação econômica.

Segundo ele, o Banco dos BRICS se soma a outras instituições multilaterais com as quais a Colômbia já coopera, criando novas oportunidades de investimento e desenvolvimento. O ministro destacou ainda que a ampliação dessas parcerias internacionais tende a gerar impactos positivos no crescimento econômico e na geração de empregos.

Países que integram o Banco dos BRICS

Além dos países fundadores do bloco, o Banco dos BRICS conta atualmente com os seguintes membros:

  • Bangladesh
  • Uruguai
  • Argélia
  • Colômbia
  • Uzbequistão

A presidência da instituição é ocupada por Dilma Rousseff, que assumiu o cargo em março de 2023 e teve seu mandato renovado até julho de 2030.

Mudança histórica na política externa colombiana

A entrada da Colômbia no Banco dos BRICS simboliza uma mudança relevante em sua política externa. Tradicionalmente alinhado aos Estados Unidos ao longo do século XX, o país passa agora a fortalecer relações Sul-Sul.

Esse reposicionamento também se reflete em outras ações do governo de Gustavo Petro, como a reaproximação diplomática com a Venezuela e o posicionamento crítico em relação à ofensiva israelense em Gaza, em apoio ao povo palestino.

A adesão ao banco sinaliza, portanto, uma nova fase da diplomacia colombiana, mais diversificada e voltada à multipolaridade global.

FONTE: Revista Forum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Revista Forum

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Internacional

China intensifica preparação militar e adapta transporte civil para cenários de guerra em larga escala

A China vem ampliando, ao longo de 2025, os preparativos militares do Exército de Libertação Popular (ELP) com uma série de exercícios de grande porte voltados à mobilização rápida de tropas, reservistas e recursos civis. A estratégia segue a diretriz de integração militar-civil, com foco especial no uso de sistemas de transporte comerciais para fins militares e atenção redobrada ao Estreito de Taiwan.

De acordo com análises divulgadas pela Reuters, os treinamentos têm se tornado mais frequentes e complexos, indicando um esforço coordenado para reduzir o tempo de resposta em cenários de conflito de alta intensidade.

Uso de navios civis e logística integrada chama atenção

Durante exercícios realizados no verão asiático, o ELP empregou embarcações civis, como navios do tipo roll-on/roll-off (RO-RO) e cargueiros, em operações anfíbias. Imagens de satélite apontam desembarques diretos de veículos militares em praias da província de Guangdong, evidenciando a incorporação de ativos comerciais às operações militares.

Segundo avaliações do Pentágono, a China testa de forma recorrente a capacidade de transporte multimodal civil para deslocamento rápido de forças, alinhando-se ao conceito de “início rápido e vitória decisiva”. A prática reduz barreiras logísticas e amplia a flexibilidade operacional em possíveis cenários de conflito.

Base legal sustenta estratégia de fusão militar-civil

A adaptação do transporte civil ao uso militar é respaldada por uma estrutura legal consolidada. A política de fusão militar-civil, formalizada a partir de 2015, foi reforçada pela Lei de Transporte de Defesa Nacional, de 2017, e por reformas no Sistema Nacional de Mobilização de Defesa.

Estudos do Asia Times e do ChinaPower Project indicam que o uso de infraestrutura de dupla finalidade — como portos, ferrovias, rodovias e aviação comercial — amplia significativamente a capacidade anfíbia do país, reduzindo gargalos logísticos em operações de grande escala.

Repercussão regional e resposta internacional

No cenário regional, Taiwan intensificou seus próprios exercícios militares, enquanto os Estados Unidos acompanham de perto a movimentação chinesa no Indo-Pacífico. Especialistas avaliam que os treinamentos têm efeito dissuasório, mas também representam ganhos reais de capacidade operacional.

O Ministério da Defesa da China, por sua vez, afirma que as atividades têm caráter defensivo e visam proteger a soberania nacional. Ainda assim, a intensificação dos exercícios ao longo de 2025 reforça a prioridade de Pequim em modernizar o ELP para conflitos prolongados e tecnologicamente avançados, em um ambiente geopolítico cada vez mais tensionado.

VEJA VÍDEO

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/X/Diário do Brasil

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Internacional

Lake Pontchartrain Causeway: a ponte de quase 40 km sustentada por mais de 9.500 pilares sobre a água

A Lake Pontchartrain Causeway é uma das maiores pontes contínuas sobre a água já construídas no mundo. Com quase 40 quilômetros de extensão, a estrutura atravessa o lago Pontchartrain, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos, apoiada em mais de 9.500 pilares de concreto. O que impressiona não é apenas o tamanho, mas a precisão técnica envolvida em sua construção.

Ao cruzar a ponte, muitos motoristas relatam uma sensação curiosa: em diversos trechos, não é possível ver terra em nenhuma direção. O horizonte se confunde com a água, criando a impressão de que a estrada se estende infinitamente.

Uma das maiores pontes contínuas do mundo sobre a água

A Causeway se destaca por sua extensão e pela regularidade de sua estrutura. Diferente de pontes estaiadas ou suspensas, ela apresenta um traçado reto e repetitivo, que esconde um nível elevado de complexidade técnica. Cada segmento depende de uma execução precisa para garantir estabilidade ao longo de dezenas de quilômetros.

Uma obra marcada pela repetição estrutural extrema

O grande desafio do projeto foi repetir a mesma solução estrutural milhares de vezes sem margem para erro. Cada trecho da ponte segue o mesmo padrão construtivo, exigindo alinhamento rigoroso e controle absoluto de qualidade.

Essa repetição em larga escala transformou a obra em um dos maiores exemplos de engenharia baseada em padronização e precisão.

Mais de 9.500 pilares sustentando a travessia

O verdadeiro coração da Lake Pontchartrain Causeway está abaixo da superfície. São mais de 9.500 pilares de concreto cravados no fundo do lago, formando uma base contínua e invisível para quem atravessa a ponte.

Esses pilares foram projetados para resistir à ação da água, às variações de carga e ao desgaste provocado pelo tempo, garantindo estabilidade mesmo em condições ambientais adversas.

Desafios de construir sobre um lago raso e instável

Embora o lago Pontchartrain não seja profundo, seu solo é formado por sedimentos macios, o que exige técnicas específicas de fundação. Além disso, a região sofre influência de tempestades tropicais e furacões, o que impõe esforços laterais significativos sobre a estrutura.

A solução foi distribuir o peso da ponte em milhares de pontos de apoio, reduzindo riscos localizados e aumentando a segurança estrutural.

Dois tabuleiros paralelos e décadas de expansão

A ponte é composta por dois tabuleiros paralelos, construídos em épocas diferentes. O primeiro foi inaugurado em 1956, enquanto o segundo entrou em operação em 1969 para atender ao aumento do tráfego.

Cada tabuleiro possui sua própria linha de pilares, o que dobra a complexidade tanto da construção quanto da manutenção ao longo dos anos.

Simples na aparência, complexa na execução

Visualmente, a Causeway parece apenas uma estrada reta sobre a água. No entanto, sua construção exigiu logística avançada, transporte preciso de materiais e posicionamento milimétrico de cada elemento estrutural.

Qualquer erro repetido milhares de vezes poderia comprometer toda a obra, tornando o controle de qualidade um dos fatores mais críticos do projeto.

Manutenção constante em ambiente agressivo

A exposição contínua à umidade, à salinidade e às variações climáticas exige inspeções frequentes. A integridade do concreto, a proteção contra corrosão e a estabilidade das fundações são monitoradas constantemente.

Por isso, a ponte não é apenas uma obra concluída, mas um sistema em manutenção permanente.

Uma experiência visual única para quem atravessa

Para quem dirige pela Causeway, a travessia é marcante. Em dias de céu limpo ou neblina, o encontro entre água e horizonte cria a sensação de que a estrada não tem fim.

Esse efeito visual ajudou a transformar a ponte em uma curiosidade mundial, frequentemente citada entre as obras de engenharia que parecem irreais.

Uma solução prática que virou símbolo

Antes da construção da ponte, a travessia do lago dependia de rotas longas ou balsas. A Causeway reduziu significativamente o tempo de deslocamento e se tornou essencial para a mobilidade regional, conectando comunidades ao entorno de Nova Orleans.

Mesmo sem ter sido pensada como atração turística, acabou se consolidando como um símbolo da engenharia funcional em grande escala.

Quando a repetição se transforma em grandiosidade

A Lake Pontchartrain Causeway mostra que grandiosidade não depende apenas de formas ousadas. Em muitos casos, o verdadeiro desafio está em repetir uma solução simples milhares de vezes, com precisão absoluta, em um ambiente hostil.

Essa combinação de simplicidade aparente e complexidade técnica faz da ponte uma das obras mais impressionantes já construídas sobre a água.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

MERCOSUL busca modernização e aguarda definições da União Europeia

Com as Cataratas do Iguaçu como cenário, os chefes de Estado dos países membros do MERCOSUL se reuniram em 20 de dezembro de 2025, em Foz do Iguaçu (Brasil), para a LXVII Cúpula de Presidentes do bloco. O encontro ocorreu em um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas, mudanças nas cadeias globais de suprimentos e disputa crescente por investimentos estratégicos.

Participaram da reunião os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Javier Milei (Argentina), Santiago Peña (Paraguai), Yamandú Orsi (Uruguai), além do chanceler Fernando Hugo Aramayo Carrasco, representando a Bolívia. O objetivo central foi demonstrar coesão política e projetar uma agenda de futuro para a integração sul-americana.

Bloco defende previsibilidade com mais flexibilidade comercial

As delegações classificaram o diálogo como positivo e construtivo. Na avaliação dos mandatários, o MERCOSUL precisa combinar previsibilidade institucional com maior flexibilidade comercial para ampliar sua inserção internacional, especialmente diante do avanço desigual dos grandes acordos comerciais globais.

A presença do presidente do Panamá, José Raúl Mulino, na condição de Estado Associado, reforçou a estratégia de aproximação com a América Central e o Caribe, regiões que ganham relevância nas rotas logísticas e comerciais do continente.

Revisão tarifária e fortalecimento industrial

Entre os principais temas debatidos esteve a revisão do Arancel Externo Comum, apontado como essencial para elevar a competitividade do MERCOSUL e reduzir distorções internas. Os presidentes destacaram a necessidade de avaliar sua dispersão e coerência diante das transformações do comércio internacional.

No campo industrial, ganhou destaque o avanço dos trabalhos do Comitê Automotivo do MERCOSUL, que busca harmonizar regras comerciais e consolidar um mercado automotivo regional mais integrado, capaz de atrair investimentos de forma equilibrada entre os países.

Também foi celebrada a conclusão dos termos de referência para um estudo regional do setor sucroalcooleiro, com foco no fortalecimento das cadeias produtivas, aumento da competitividade e ampliação do acesso a mercados externos.

Integração regulatória e transformação digital

A cúpula sinalizou avanços na modernização regulatória, com iniciativas voltadas à harmonização técnica e à redução de barreiras não tarifárias. Entre os temas discutidos estiveram o etiquetamento de alimentos embalados e o início dos debates para unificar o rotulagem nutricional frontal no âmbito regional.

Os líderes também destacaram o progresso do Grupo Ad Hoc sobre Assuntos Regulatórios, responsável pela elaboração da Guia de Análise de Impacto Regulatório (AIR) do MERCOSUL, ferramenta que busca aprimorar a qualidade normativa, ampliar a transparência e facilitar a integração econômica.

Na área digital, foi reafirmada a importância estratégica da agenda de transformação digital do MERCOSUL, com destaque para a plena operação do Certificado de Origem Digital (COD) no comércio intrabloco, considerado um marco na facilitação do comércio entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Energia, sustentabilidade e logística regional

A integração energética teve papel central nos debates. Os presidentes celebraram os avanços rumo à criação de um mercado regional de gás natural e ao fortalecimento da cooperação em biocombustíveis, energias renováveis e minerais estratégicos, em linha com a transição para uma economia de baixo carbono.

No campo logístico, houve consenso sobre a necessidade de desenvolver corredores bioceânicos e soluções intermodais capazes de reduzir custos de transporte e atrair investimentos.

A Hidrovia Paraguai–Paraná foi destacada como eixo fundamental de conectividade regional. Os países reafirmaram o compromisso com o funcionamento pleno dos órgãos previstos no Convênio de Santa Cruz de la Sierra, visando garantir navegação segura, transporte eficiente da produção e acesso competitivo aos mercados internacionais.

Acordos comerciais e relação com a União Europeia

No plano externo, os líderes comemoraram a assinatura do Acordo de Livre Comércio entre o MERCOSUL e a AELC, além dos avanços nas negociações com Emirados Árabes Unidos, Canadá, Índia e Japão, reforçando o interesse em ampliar laços com economias asiáticas emergentes.

Por outro lado, manifestaram frustração com a falta de consenso político que impediu a assinatura do Acordo MERCOSUL–União Europeia, após 26 anos de negociações. Ainda assim, demonstraram confiança na retomada do processo no futuro.

Compromisso com o multilateralismo

O encontro foi encerrado com a reafirmação do compromisso do MERCOSUL com o multilateralismo, o comércio baseado em regras claras e a ambição de consolidar o bloco como um ator global moderno, competitivo e relevante.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert / PR

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Internacional

Safra recorde de trigo na Argentina avança, mas qualidade gera alerta no Brasil

A safra de trigo da Argentina caminha para um recorde histórico na temporada 2025/26, com estimativas que variam entre 25,5 milhões e 27,7 milhões de toneladas, segundo projeções das bolsas de grãos do país. Apesar do volume expressivo, moinhos brasileiros acompanham o cenário com cautela diante das incertezas sobre a qualidade do cereal, especialmente nos teores de glúten e proteína, fatores essenciais para a indústria de panificação e massas.

Clima favorece produção, mas excesso de chuvas traz impactos

De modo geral, as condições climáticas foram favoráveis ao desenvolvimento das lavouras. A umidade bem distribuída contribuiu para o bom desempenho da cultura em grande parte do território argentino. No entanto, o sul do país enfrentou excesso de chuvas, que deixou cerca de 900 mil hectares submersos.

Ao todo, aproximadamente 4,3 milhões de hectares sofreram algum tipo de impacto, incluindo alagamentos, atrasos na semeadura, áreas que deixaram de ser fertilizadas e dificuldades logísticas. A situação também afetou outras culturas, como o milho, e limitou uma expansão ainda maior da área destinada ao trigo.

Colheita avança lentamente no Sul

Na região Sul, a colheita avançou pouco até o momento, alcançando cerca de 7% da área plantada. A maior parte das lavouras ainda se encontra na fase de enchimento de grãos. Mesmo assim, a expectativa é de produtividade média de 4,27 toneladas por hectare, resultado 22% superior à média dos últimos cinco anos.

Apesar do bom potencial produtivo, técnicos alertam para dificuldades no controle de doenças e para a lixiviação de nutrientes, provocada pelo excesso de umidade, fatores que podem impactar a qualidade final do trigo.

Área plantada cresce e colheita supera 60%

A área total cultivada com trigo na Argentina chegou a 6,7 milhões de hectares, crescimento de 6,3% em relação à safra anterior e de 6,7% acima da média quinquenal. Até o momento, a colheita já alcança 60,2% da área, concentrada principalmente nas regiões com ciclo mais adiantado.

Projeções seguem em revisão

Analistas do mercado não descartam uma produção ainda maior, caso o ritmo de colheita se intensifique e os rendimentos se confirmem nas áreas do Sul. A estimativa mais otimista aponta para 27,7 milhões de toneladas, volume inédito no país.

Mesmo com perspectivas positivas, o setor mantém cautela diante da variabilidade dos rendimentos e da necessidade de avaliar com mais precisão a qualidade do grão colhido nas regiões ainda pendentes.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Luiz Henrique Magnante / Embrapa

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Internacional

Ponte Bioceânica avança e aproxima conexão entre Paraguai e Brasil

A Ponte Bioceânica, infraestrutura central da rota PY15 que ligará o Paraguai ao Brasil, está perto de se tornar realidade. Segundo o Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC), resta apenas um trecho central de 149,60 metros para unir definitivamente as duas margens do rio Paraguai. A construção já atingiu 78% de avanço.

Progresso nos pilares e no tabuleiro da ponte

O Consórcio Binacional Pybra informou que estão previstos os concretos das dovelas D11’ e D11 do Pílone 13, módulos que se encaixam progressivamente para ampliar o tabuleiro sobre o rio. Até agora, o Pílone 13 já chegou à dovela 11, enquanto o Pílone 14 avançou até a dovela 13.

No Pílone 14 também segue o trabalho de instalação dos tirantes, responsáveis por sustentar cada segmento e permitir que a estrutura avance com segurança rumo ao centro do canal.

Além disso, foi concluído o postensado dos mastros, seguido da injeção das bainhas que protegem os cabos internos. Esses processos técnicos garantem maior durabilidade e resistência, fundamentais para suportar o aumento no fluxo de veículos esperado com o desenvolvimento da região.

Preparação dos acessos no Brasil e no Paraguai

No lado brasileiro, estão sendo instaladas barreiras de segurança anti-colisão e anti-suicídio, reforçando a proteção dos futuros usuários. Do lado paraguaio, seguem os trabalhos de preparação do acesso, com a aplicação de material granular e a imprimatura dos primeiros 500 metros. Essa estrutura permitirá entrada fluida e segura quando o ponte começar a operar.

Benefícios para Carmelo Peralta e comunidades do Chaco

A obra não se limita ao vão principal. O projeto inclui ruas, áreas logísticas e acessos urbanos, que trarão impactos diretos para Carmelo Peralta e comunidades produtivas do Chaco. A integração com o Corredor Bioceânico abrirá novas oportunidades para agricultores, estudantes, comerciantes e famílias que dependem de rotas mais rápidas e eficientes.

Uma ponte pensada para o futuro

A Ponte Bioceânica terá cerca de 1.300 metros sobre o rio Paraguai, com duas faixas amplas, banquinas que poderão virar pistas extras no futuro e calçadas para pedestres e ciclistas. O projeto ainda inclui avenidas de acesso e uma costaneira que acompanhará o crescimento urbano, configurando uma infraestrutura capaz de integrar territórios, impulsionar a economia local e conectar o Paraguai aos portos do Atlântico e do Pacífico.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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