Internacional

Acordo Argentina–EUA acende alerta sobre futuro do Mercosul, aponta FIESC

O novo acordo comercial entre Argentina e Estados Unidos levantou preocupações entre representantes da indústria brasileira. Para a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), o gesto do governo argentino sinaliza um enfraquecimento do compromisso do país com o Mercosul, especialmente por ter sido anunciado de forma unilateral. A entidade acompanha os próximos passos e teme reflexos diretos nas tratativas entre o bloco e a União Europeia, negociadas há cerca de duas décadas.

O presidente da federação, Mario Cezar de Aguiar Seleme, avalia que o movimento argentino pode indicar uma saída iminente do bloco. Segundo ele, ainda não está claro como Brasil, Paraguai e Uruguai vão responder ao episódio ou se haverá impacto no andamento do acordo Mercosul–UE.

Preferência aos produtos norte-americanos
A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, chama atenção para detalhes publicados pelos dois governos. Os documentos oficiais mostram que a Argentina promete dar preferência a itens produzidos nos EUA em setores estratégicos. Isso poderia afetar diretamente as exportações brasileiras nesses nichos.

Entre os produtos citados pela Casa Branca estão medicamentos, produtos químicos, máquinas, tecnologia da informação, dispositivos médicos, veículos — com destaque para camionetes — e produtos agrícolas.

Bustamante alerta que, em áreas onde o Brasil compete com a Argentina pelo mercado americano, a indústria brasileira tende a perder terreno. Isso porque os produtos argentinos poderão chegar aos EUA com tarifas menores, reduzindo a competitividade das empresas brasileiras.

Redução de barreiras e novos padrões
O acordo firmado também prevê eliminar ou reduzir barreiras não tarifárias, como licenças de importação. Outro ponto relevante é a autorização para que empresas dos Estados Unidos usem seus próprios padrões técnicos — ou normas internacionais — na exportação de produtos, sem exigências extras de conformidade ao mercado argentino.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Visit Buenos Aires

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Internacional

EUA ampliam apoio nuclear à Coreia do Sul com foco em submarinos e urânio enriquecido

Washington anunciou um novo passo na parceria estratégica com Seul: os Estados Unidos vão auxiliar a Coreia do Sul a expandir sua capacidade nuclear, incluindo a construção de submarinos nucleares e o avanço no enriquecimento de urânio para fins civis.

Cooperação confirmada após encontro presidencial

A decisão foi consolidada após a reunião entre Donald Trump e o presidente sul-coreano Lee Jae-myung, realizada no fim de outubro. De acordo com a Casa Branca, o compromisso reforça a colaboração entre os dois países em áreas sensíveis de tecnologia nuclear e defesa.

Apoio ao setor nuclear sul-coreano

Além da futura frota de submarinos movidos a energia nuclear, os EUA também vão apoiar o programa de urânio enriquecido da Coreia do Sul — o mesmo elemento usado na produção de armas nucleares, embora os governos afirmem que o objetivo é exclusivamente pacífico. A iniciativa integra um pacote mais amplo de acordos econômicos e estratégicos, que inclui redução de tarifas e novos investimentos bilaterais.

Pacote militar bilionário

No campo militar, Seul se comprometeu a destinar US$ 25 bilhões para compra de equipamentos de defesa fabricados pelos EUA até 2030. O governo Lee também planeja aportar US$ 33 bilhões para apoiar as forças norte-americanas estacionadas em território sul-coreano.

Relação estratégica reforçada em meio à tensão com Pyongyang

Mesmo com ênfase no uso civil da energia nuclear, o avanço das tratativas evidencia o fortalecimento da aliança militar entre os dois países. O objetivo central segue sendo conter o que Washington e seus aliados classificam como ameaças da Coreia do Norte, um dos poucos países que mantêm armas nucleares operacionais.

A Casa Branca informou ainda que Lee Jae-myung assumiu o compromisso de acelerar os esforços militares nacionais para ampliar a capacidade de defesa convencional da Coreia do Sul, contribuindo para uma resposta conjunta frente à RPDC.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Andrew Harnik/Getty Images

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Internacional

Estados Unidos e Argentina anunciaram o acordo comercial e de investimento: os detalhes

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, anunciaram a criação de um Marco para um Acordo sobre Comércio e Investimento Recíprocos, com o objetivo de fortalecer a relação econômica bilateral, estimular a abertura de mercados e promover a cooperação em áreas estratégicas.

O acordo busca estabelecer condições claras, estáveis e baseadas em regras para o comércio e os investimentos entre os dois países, apoiando-se nas reformas que a Argentina já colocou em prática para modernizar sua economia. A iniciativa inclui benefícios tarifários, abertura de mercados agrícolas e industriais, padrões regulatórios comuns, proteção da propriedade intelectual e cooperação em áreas como trabalho, meio ambiente e comércio digital.

Entre os principais pontos, destaca-se que a Argentina oferecerá acesso preferencial a produtos dos EUA, como medicamentos, máquinas, tecnologias da informação e produtos agrícolas. Por sua vez, os Estados Unidos eliminarão tarifas para certos recursos naturais argentinos e para medicamentos não patenteados, e levarão em conta o impacto do acordo ao aplicar medidas comerciais relacionadas à segurança nacional.

No setor agrícola, ambos os países se comprometeram a melhorar as condições de acesso aos mercados de carne bovina e de aves, além de facilitar o comércio de produtos como miudezas, carne suína e laticínios. Também foi acordado não restringir o uso de determinados termos relacionados a carne e produtos lácteos.

Eliminação de barreiras

O documento destaca que a Argentina eliminará barreiras não tarifárias, como licenças de importação e formalidades consulares, e se comprometeu a desmantelar gradualmente o imposto estatístico sobre produtos dos EUA. Além disso, passará a se alinhar a padrões internacionais em vários setores e reconhecerá certificações de órgãos norte-americanos como a FDA.

Em relação à propriedade intelectual, a Argentina avançará no combate à falsificação e à pirataria e trabalhará para alinhar sua legislação a padrões internacionais, atendendo observações feitas no Relatório Especial 301 do governo dos EUA.

O acordo também inclui compromissos para proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado, combater o desmatamento ilegal, promover o uso eficiente de recursos e aplicar normas internacionais sobre subsídios à pesca.

Os dois países concordaram em cooperar em segurança econômica para enfrentar práticas comerciais distorcivas de terceiros países, alinhar políticas de controle de exportações, investimentos e evasão tarifária, e fortalecer o comércio de minerais críticos. Além disso, a Argentina revisará o papel de suas empresas estatais e os subsídios industriais.

No que diz respeito ao comércio digital, será criado um marco legal que facilite a transferência transfronteiriça de dados pessoais com os EUA, evitando discriminações contra serviços digitais norte-americanos e reconhecendo a validade de assinaturas eletrônicas emitidas sob a legislação dos EUA.

Estados Unidos e Argentina trabalharão para concluir o texto final do acordo e cumprir os procedimentos internos necessários para sua entrada em vigor. Também se comprometeram a supervisionar sua implementação por meio do marco do Acordo TIFA e do Fórum de Inovação e Criatividade para o Desenvolvimento Econômico.

FONTE: Comercio y Justicia
IMAGEM: Reprodução/Comercio y Justicia

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Internacional

Donald Trump sanciona fim do shutdown nos EUA: o que muda e os próximos passos

O presidente Donald Trump sancionou na noite de quarta-feira (12) o projeto de lei que encerra o shutdown mais longo da história dos Estados Unidos, que durou 43 dias. A assinatura ocorreu horas depois de a Câmara dos Representantes aprovar, por apenas 13 votos de diferença, o acordo que mantém o financiamento federal até 30 de janeiro.

Apesar do fim oficial da paralisação, o retorno à normalidade pode levar dias ou até semanas. Os órgãos federais já estão autorizados a reintegrar funcionários que estavam em licença não remunerada, mas a magnitude de alguns departamentos pode atrasar o processo.

Setores críticos ainda enfrentam atrasos

O sistema de aviação americano precisará de tempo para se reorganizar. Segundo o Departamento de Transportes, 40 aeroportos continuarão operando com redução de 6% no número de voos, mesmo após a retomada das atividades.

O secretário de Transportes, Sean Duffy, afirmou que as autoridades ainda avaliam quando será possível retomar o tráfego aéreo normalmente. “Se a equipe de segurança da FAA determinar que as tendências estão se movendo na direção certa, apresentaremos um plano para retomar as operações normais”, disse Duffy.

A redução nos voos foi anunciada devido à escassez de controladores de tráfego aéreo durante o shutdown. Desde a última sexta-feira, 7, mais de 10 mil voos foram cancelados, segundo o site de rastreamento FlightAware.

Auxílio-alimentação e pagamentos atrasados

O Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP) também não será normalizado de imediato. O projeto sancionado prevê a retomada do benefício, mas não define um cronograma exato para os pagamentos. O Departamento de Agricultura informou que a maioria dos estados poderia disponibilizar os valores em até 24 horas, mas alguns locais podem enfrentar atrasos.

Além disso, o acordo garante a reversão das demissões promovidas durante o shutdown e protege os funcionários federais de novas dispensas até janeiro. Os salários retroativos estão assegurados pela Lei de Tratamento Justo dos Funcionários Públicos, de 2019.

Pontos pendentes no Congresso

Um dos principais pontos defendidos pelos democratas — a prorrogação do crédito tributário que reduz o custo dos planos de saúde — não foi incluído no projeto de lei. A medida deve ser discutida novamente no Congresso até meados de dezembro.

Segundo estimativas do Escritório de Orçamento do Congresso, o impacto econômico do shutdown será parcialmente revertido, mas a paralisação causou uma perda permanente de cerca de US$ 11 bilhões à economia americana.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JovemPan News

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Internacional

Por que empresas dos EUA estão saindo da China para fabricar produtos

A relação comercial entre Estados Unidos e China tem levado muitas empresas americanas a reconsiderar suas estratégias de produção. A instabilidade causada por tarifas e disputas políticas fez com que executivos buscassem alternativas em outros países da Ásia, como o Vietnã, e até mesmo no território americano.

Empresas migrando para o Vietnã

Quando a guerra comercial com a China começou durante o governo de Donald Trump, Simon Lichtenberg, dono de fábricas de sofás de couro, optou por esperar. Hoje, ele investiu US$ 20 milhões para transferir sua produção destinada ao mercado americano para o Vietnã. Para Lichtenberg, a trégua comercial firmada entre os países não mudou a percepção de risco: a relação bilateral continua volátil.

“O que antes era um plano B agora é uma necessidade econômica”, afirma o empresário. Sua companhia, o Trayton Group, registrou perdas milionárias com as tarifas elevadas e súbitas impostas pelo governo americano.

Custos e mão de obra motivam a mudança

Trazer a produção de volta aos EUA não é viável para muitos setores que dependem da terceirização na China. O custo elevado e a escassez de trabalhadores tornam a operação complicada. Por isso, o Vietnã se tornou a opção preferida, oferecendo mão de obra mais barata e facilidade no transporte de máquinas e insumos.

O acordo recente entre Trump e Xi Jinping reduziu algumas tarifas e prorrogou outras pausas, mas a mudança estrutural das cadeias de produção já está consolidada. Pequenas empresas comemoraram, mas grandes fabricantes continuam migrando.

Gigantes do mercado americano reduzem presença na China

Empresas renomadas, como Nike, Apple e Intel, estão diminuindo sua produção na China voltada ao mercado americano. Dados do Censo dos EUA mostram que a maior parte de smartphones e laptops vendidos nos Estados Unidos agora vem de países como Índia e Vietnã.

A instabilidade política e comercial cria incerteza sobre quais produtos serão classificados como vietnamitas ou chineses, principalmente aqueles produzidos em fábricas do Vietnã com insumos chineses.

Estratégia de longo prazo e novos investimentos

A Man Wah USA, fabricante de móveis, transferiu sua produção para o Vietnã em 2019, construindo uma fábrica de 540 mil metros quadrados próxima a Ho Chi Minh City. Atualmente, todos os produtos destinados à América do Norte vêm dessa unidade.

Da mesma forma, a Fleming International, produtora de velas, iniciará operações em Arkansas, apesar de custos duas a três vezes maiores que no Vietnã. Segundo Lowell Newman, conselheiro sênior da empresa, a decisão é uma estratégia geopolítica de longo prazo, diante de tarifas imprevisíveis impostas pelo governo americano.

A nova realidade da produção global

A pressão dos varejistas americanos por menor exposição à China reforça a tendência de diversificação da produção. Executivos afirmam que a política comercial dos EUA ainda é incerta e que a volatilidade deve continuar a influenciar decisões estratégicas.

“O primeiro mandato de Trump fez todo mundo sair da China. No segundo, a situação atinge todos os negócios. Você pode correr, mas não pode se esconder”, ressalta Gabriele Natale, diretor-geral da Man Wah USA.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Qilai Shen/The New York Times

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Internacional

Brasil e Colômbia suspendem denúncia de acordo automotivo e mantêm integração produtiva

Os governos do Brasil e da Colômbia decidiram suspender, por um período de um ano, os efeitos da denúncia do Entendimento Automotivo Bilateral, firmado no âmbito do Acordo de Complementação Econômica nº 72 (ACE-72). A medida foi oficializada junto à Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) e garante a continuidade da cooperação entre os dois países no setor automotivo.

Decisão reforça cooperação entre os países

A suspensão havia sido acordada pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Gustavo Petro durante encontro realizado em Manaus, em 9 de setembro, à margem da inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia). Na ocasião, os líderes reafirmaram o compromisso de preservar a integração produtiva e fortalecer as cadeias regionais de valor na indústria automotiva latino-americana.

Acordo formalizado na ALADI

O documento de suspensão foi oficialmente depositado na ALADI no dia 7 de novembro de 2025, confirmando o entendimento entre os dois governos. A decisão assegura a manutenção das preferências tarifárias e dos mecanismos de cooperação industrial e aduaneira previstos no acordo original.

Próximos passos para um novo entendimento

Durante o período de suspensão, Brasil e Colômbia deverão negociar um novo acordo automotivo, que reflita as inovações tecnológicas e as novas políticas industriais adotadas por ambos os países.

Integração e competitividade regional

A medida reforça a integração produtiva, estimula a competitividade industrial e promove investimentos, inovação e sustentabilidade na região. A decisão também destaca o papel estratégico do diálogo diplomático e da cooperação econômica regional, além de reafirmar a importância da ALADI como fórum de integração latino-americana.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Economia, Internacional

Café da Manhã com Câmaras de Comércio reforça parcerias internacionais e oportunidades de negócios no Paraná

O Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Sistema Fiep), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN-PR), realizou o evento “Café da Manhã com as Câmaras de Comércio do Paraná”, iniciativa voltada ao fortalecimento das relações bilaterais e à criação de novas oportunidades de negócios e investimentos para o estado.

O encontro reuniu representantes de diversas Câmaras de Comércio, instituições e órgãos públicos, consolidando o Paraná como um polo de cooperação internacional e inovação empresarial. Entre os participantes, estiveram a Associação Comercial do Paraná (ACP), o Corpo Consular do Paraná, os Correios, o Sebrae, o IRIP e a Prefeitura de Curitiba.

Networking e cooperação internacional em foco

O evento foi marcado por um ambiente de diálogo e networking, com a integração de lideranças empresariais e diplomáticas. As discussões reforçaram o papel estratégico das Câmaras de Comércio na promoção do comércio exterior, na atração de investimentos estrangeiros e no fortalecimento das relações econômicas globais — pilares centrais do programa Paraná4Business.

Durante a abertura, o gerente de Relações Internacionais da Fiep, Higor de Menezes, apresentou o trabalho do Sistema Fiep ao lado de Juliana Penhaki, Rafael Asinelli, Caroline Nascimento e Fernanda Wolf, dos Conselhos Temáticos e Setoriais. O grupo destacou iniciativas voltadas ao desenvolvimento industrial paranaense e à internacionalização das empresas locais.

Câmaras de Comércio apresentam projetos e estratégias para 2026

Na sequência, os representantes das Câmaras de Comércio apresentaram planos e projetos para 2026, com foco em cooperação econômica, inovação e internacionalização de empresas. Participaram do encontro as câmaras de Alemanha, Estados Unidos (AMCHAM), Argentina, China, Finlândia, França, Índia, Itália, Japão, Luxemburgo, Portugal e Romênia-Moldávia.

As propostas destacaram a importância de ações conjuntas para ampliar o intercâmbio comercial e criar novas rotas de investimento entre o Paraná e os principais mercados mundiais.

Paraná se consolida como estado globalmente competitivo

O Café da Manhã com as Câmaras de Comércio reafirmou o compromisso do Sistema Fiep em aproximar o setor produtivo paranaense das redes internacionais de negócios, consolidando o estado como um ambiente aberto, inovador e competitivo no cenário global.

Diante dos resultados positivos, o Sistema Fiep anunciou que o evento terá novas edições, com o objetivo de ampliar o diálogo bilateral e fomentar parcerias estratégicas para o desenvolvimento econômico sustentável.

A instituição agradeceu a presença dos representantes das câmaras e dos parceiros institucionais, reforçando que a iniciativa representa um marco para o futuro das relações internacionais e do crescimento industrial no Paraná.

FONTE: FIEPR
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIEPR

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Internacional

Acordo entre Brasil e China alivia crise de chips e reduz risco de paralisação na indústria automotiva

A parceria entre o Brasil e a China começou a surtir efeito no setor automotivo. O abastecimento de chips – essenciais na produção de veículos – começa a ser retomado após negociações conduzidas pelo governo brasileiro junto às autoridades chinesas, reduzindo o risco de paralisação nas montadoras.

Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), embora o risco de falta de componentes ainda exista, o cenário já apresenta melhora significativa. “Na sexta-feira, as fabricantes começaram a ser avisadas pelos fornecedores de que a autorização para importação de chips está sendo gradualmente retomada. Isso diminui o risco de interrupção nas linhas de produção”, afirmou Igor Calvet, presidente da entidade.

Liberação de importações e licenças especiais

Calvet explicou que dois fatores foram decisivos para aliviar a crise. O primeiro foi a liberação, pela China, da exportação de semicondutores para empresas com operação simultânea no Brasil e em território chinês. O segundo foi a criação de uma licença especial para companhias brasileiras, garantindo acesso direto aos componentes.

“A situação melhorou, mas ainda não está completamente normalizada. Se não houver novas interrupções, a indústria automobilística brasileira deve seguir operando normalmente”, completou o presidente da Anfavea.

Diplomacia evita desabastecimento no setor automotivo

A flexibilização ocorreu após tratativas diplomáticas lideradas pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, que solicitou à Embaixada da China no Brasil prioridade no fornecimento dos semicondutores.

O movimento também abriu caminho para o fim do embargo às importações de chips da empresa Nexperia, cuja suspensão ameaçava desabastecer fornecedores de autopeças e comprometer toda a cadeia produtiva nacional.

Crise global dos semicondutores e disputa entre potências

A escassez global de semicondutores é consequência direta da disputa comercial entre China e Estados Unidos, que envolve o controle sobre a produção de chips e minerais críticos. A crise se agravou após a intervenção do governo holandês em uma empresa chinesa com operações na Holanda, responsável por 40% do mercado mundial de chips para carros flex. Em resposta, a China suspendeu exportações vindas de sua principal fábrica.

A disputa faz parte da corrida global pelos minerais estratégicos, essenciais na fabricação de semicondutores e tecnologias limpas. Hoje, a China domina cerca de 70% da mineração mundial de terras raras, mais de 90% do refino e quase 100% da produção de ímãs permanentes, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA). Esse domínio confere ao país forte influência sobre cadeias produtivas globais, afetando diretamente setores como o automotivo.

Com a recente aproximação diplomática, o Brasil ganha fôlego para manter sua produção de veículos, enquanto acompanha de perto os desdobramentos dessa guerra tecnológica internacional.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Internacional

UE e Mercosul podem selar acordo em dezembro, indica governo brasileiro

O governo brasileiro informou que a União Europeia deve formalizar o acordo de livre comércio com o Mercosul em 20 de dezembro. A declaração foi feita pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, após encontro bilateral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta quarta-feira (5), em Belém.

Reunião em Belém e COP30

O encontro ocorreu no Museu Paraense Emílio Goeldi, durante a participação de Ursula na Cúpula de Líderes da COP30, que começou na quinta-feira na capital paraense. A assinatura do acordo está prevista para a Cúpula do Mercosul, marcada para dezembro, no Rio de Janeiro.

“A presidente reafirmou sua firme esperança de que o acordo seja assinado no final do ano, em 20 de dezembro, no Rio de Janeiro, durante a cúpula do Mercosul”, afirmou Vieira.

Negociação histórica e desafios

O tratado entre os dois blocos se arrasta há 25 anos e visa criar uma zona de livre comércio entre os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia — e os 27 países da União Europeia. O acordo enfrenta resistência de setores agrícolas europeus, principalmente da França.

Durante a conversa, Lula e Ursula também discutiram mudanças climáticas e a agenda da COP30. A presidente europeia não participará da 4ª Cúpula entre Celac e União Europeia, marcada para 9 de novembro em Santa Marta, Colômbia. Segundo Vieira, Lula irá à Colômbia para demonstrar “solidariedade regional”.

Sobre a ausência de alguns chefes de Estado, Vieira destacou que “nem todos participam”, mas que a presença de países estratégicos garante a relevância política do evento. Ele comentou ainda sobre o financiamento climático, afirmando que, mesmo sem aporte inicial do Reino Unido ao TFFF, o fundo continua aberto para outros países e há expectativas positivas quanto ao sucesso do programa.

Agenda de reuniões bilaterais

Na manhã de quinta-feira (5), Lula recebeu o presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento, Sidi Ould Tah; o presidente da Finlândia, Alexander Stubb; e o presidente de Comores, Azali Assoumani.

À tarde, além de Ursula, encontrou o primeiro-ministro da Papua Nova Guiné, James Marape; a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons; o vice-primeiro-ministro do Conselho de Estado da China, Ding Zuexiang; e a presidente de Honduras, Xiomara Castro.

Segundo Vieira, os encontros preparatórios da cúpula tiveram como foco o enfrentamento das mudanças climáticas, incluindo financiamento climático, transição energética e integração entre clima e natureza. O Museu Paraense Emílio Goeldi, localizado no coração da floresta amazônica em Belém, foi escolhido para reforçar simbolicamente o compromisso ambiental dos líderes.

Durante seu terceiro mandato, Lula já realizou 70 reuniões bilaterais, segundo dados do governo.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

FIESC promove missão internacional sobre cidades inteligentes em Barcelona

Um grupo formado por representantes da FIESC embarcou para Barcelona, referência mundial em cidades inteligentes, para uma imersão que integra o programa MBI em Smart Cities do UniSENAI, lançado em maio deste ano.
O conceito de cidades inteligentes combina tecnologia, eficiência e sustentabilidade para promover o desenvolvimento de pessoas e negócios — pilares que orientam a missão catarinense.

Objetivo da missão

A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre soluções urbanas, fortalecer parcerias internacionais e inspirar práticas que conectem indústria, inovação e desenvolvimento sustentável.
Durante a programação, o grupo participa de visitas técnicas a centros de inovação, universidades, instituições públicas e espaços inteligentes. A missão também marca presença no Smart City Expo World Congress, o maior evento do mundo sobre o tema, e promove o workshop “Cidades que pensam: inovação, transformação e vida sustentável”, com 40 participantes.

Representantes e integrantes

A comitiva é liderada pelo UniSENAI e conta com a presença de:

  • Fabrízio Pereira, diretor regional do SENAI/SC;
  • Vanessa Wohlgemuth, gerente executiva do IEL/SC;
  • Jean Vogel, presidente da Câmara de Smart Cities da FIESC;
  • Marco Goetten, gerente executivo do SESI, SENAI e IEL em Joinville;
  • Charles Zanini Miranda, coordenador da pós-graduação do UniSENAI.

Além de executivos e colaboradores do Sistema FIESC, participam da missão secretários municipais de Blumenau das áreas de Administração, Desenvolvimento Econômico, Planejamento Urbano, Fazenda e Comunicação Social, além de alunos do MBI.

Novas oportunidades para Santa Catarina

Segundo Jean Vogel, a missão representa um passo estratégico para posicionar Santa Catarina como referência em soluções urbanas inteligentes.

“Estamos diante de uma nova fronteira econômica. As cidades inteligentes já representam mais de 4% do PIB da Catalunha, e esse movimento abre oportunidades não apenas para os municípios, mas também para as indústrias catarinenses, que podem desenvolver e fornecer tecnologias voltadas à transformação urbana”, destaca.

Para Fabrízio Pereira, o programa e a imersão reforçam o compromisso da FIESC e do SENAI/SC com a formação de talentos e a integração entre indústria, educação e sustentabilidade.

UniSENAI e o pioneirismo na formação

O MBI em Smart Cities do UniSENAI é o primeiro curso do tipo no Brasil, com duração de 12 meses. Desenvolvido em parceria com a Câmara de Smart Cities da FIESC, o programa está alinhado à Missão 3 da Nova Indústria Brasil (NIB), que busca aprimorar a qualidade de vida urbana com foco em mobilidade sustentável, moradia, infraestrutura e saneamento.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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