Exportação

Exportações crescem 43,8% até a segunda semana de janeiro de 2026, aponta Secex

A balança comercial brasileira encerrou a segunda semana de janeiro de 2026 com superávit de US$ 2 bilhões, impulsionado por exportações de US$ 7,2 bilhões e importações de US$ 5,2 bilhões. No acumulado do mês, as vendas externas somam US$ 10 bilhões, enquanto as compras do exterior alcançam US$ 5,9 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 4,1 bilhões.

Média diária das exportações avança 43,8%

Na comparação entre as médias diárias de exportações, os dados mostram forte crescimento. Até a segunda semana de janeiro de 2026, a média foi de US$ 1,7 bilhão, contra US$ 1,154 bilhão registrados em janeiro de 2025, o que representa uma alta de 43,8%.

Já as importações, pela média diária, apresentaram queda de 7,0%, passando de US$ 1 bilhão em janeiro de 2025 para US$ 974,86 milhões no mesmo período de 2026.

Corrente de comércio cresce quase 20%

Com esse desempenho, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — atingiu US$ 2,635 bilhões por dia até a segunda semana de janeiro de 2026. O saldo médio diário foi de US$ 685,61 milhões. Na comparação com a média de janeiro de 2025, houve crescimento de 19,6% na corrente de comércio.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (12/1) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Desempenho das exportações por setor

Na análise setorial das exportações, considerando a média diária até a segunda semana de janeiro de 2026 e comparando com igual período do ano anterior, os resultados foram positivos em todos os segmentos:

  • Agropecuária: aumento de US$ 55,96 milhões, alta de 32,5%
  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 274,11 milhões, avanço de 82,3%
  • Indústria de Transformação: elevação de US$ 173,41 milhões, expansão de 27,0%

Importações recuam em todos os setores

Do lado das importações, o desempenho também foi analisado pela média diária no mesmo comparativo anual. Todos os setores registraram retração:

  • Agropecuária: queda de US$ 7,32 milhões (-26,2%)
  • Indústria Extrativa: recuo de US$ 17,37 milhões (-34,6%)
  • Indústria de Transformação: redução de US$ 44,64 milhões (-4,6%)

O resultado reforça o início positivo do comércio exterior brasileiro em 2026, com forte crescimento das exportações e controle das importações, ampliando o superávit comercial.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio

Acordo Mercosul–UE impulsiona plano de Santa Catarina para ampliar competitividade internacional

O governo de Santa Catarina acompanha a etapa final de formalização do acordo Mercosul–União Europeia e já trabalha na elaboração de um plano estratégico para reforçar a competitividade do Estado após a entrada em vigor do tratado. A iniciativa foi confirmada neste fim de semana por representantes da administração estadual.

Maior zona de livre comércio do mundo

Negociado ao longo de mais de 25 anos, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia deve resultar na criação da maior área de livre comércio global, reunindo um mercado potencial de mais de 720 milhões de consumidores. A expectativa é que a assinatura oficial ocorra nos próximos dias, durante a presidência rotativa do bloco sul-americano, atualmente sob comando do Paraguai.

Acesso a mercados de alta renda e diversificação comercial

Para o governo catarinense, o tratado representa uma oportunidade estratégica para ampliar o acesso a mercados de alto poder aquisitivo e diversificar as relações comerciais internacionais. A avaliação interna destaca que os impactos positivos dependerão da capacidade de organização produtiva, institucional e tecnológica do Estado.

Articulação entre indústria, academia e inovação

Em nota oficial, o secretário estadual de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, afirmou que o planejamento começou antes mesmo da conclusão do acordo. Segundo ele, a orientação do governador Jorginho Mello foi antecipar os preparativos.
“Agora, o foco é estruturar a base produtiva, integrando indústria, academia e tecnologia, além de fortalecer a articulação internacional para converter o acordo em desenvolvimento concreto para Santa Catarina”, destacou.

Força-tarefa e observatório permanente

O plano de ação, ainda em fase de construção, prevê a criação de uma força-tarefa estadual para identificar os impactos do acordo nos diferentes setores econômicos. Também está prevista a implantação de um observatório permanente, voltado a orientar empresas, investidores e políticas públicas, além da definição de metas e indicadores de médio e longo prazos.

O documento inclui ainda medidas de alinhamento com políticas federais e com instrumentos de financiamento, buscando ampliar a explicitação dos benefícios do tratado para o ambiente produtivo catarinense.

Atuação direta junto à União Europeia

Outro eixo estratégico envolve a atuação internacional direta junto à União Europeia, seus países-membros e fóruns relacionados à implementação do acordo. A proposta é antecipar exigências regulatórias e identificar oportunidades em áreas como inovação, infraestrutura e transição ambiental.

Santa Catarina mira integração produtiva e tecnológica

Com uma base produtiva diversificada, forte presença da agroindústria, parque industrial em expansão e um ecossistema de inovação em crescimento, Santa Catarina pretende ir além do papel de exportador. O Estado busca se consolidar como um hub de integração produtiva e tecnológica entre o Mercosul e a União Europeia, transformando o acordo comercial em um vetor de desenvolvimento de longo prazo.

FONTE: Agro Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

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Comércio Exterior

Indústria calçadista registra alta nas importações e estabilidade nas exportações, aponta Abicalçados

A indústria calçadista brasileira encerrou o ano com crescimento consistente das importações e desempenho estável nas exportações, segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), elaborado com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Importações de calçados avançam em valor e volume

Em dezembro, o Brasil importou US$ 56,98 milhões em calçados, totalizando 3,58 milhões de pares. Os números representam aumento de 33,6% em receita e de 12% em volume na comparação com o mesmo mês de 2024.

No acumulado do ano, as importações somaram US$ 585 milhões e 43,2 milhões de pares, altas de 22,5% em valor e 20,6% em quantidade frente ao ano anterior.

Vietnã, China e Indonésia lideram fornecimento ao Brasil

Os principais países fornecedores de calçados importados ampliaram seus embarques ao mercado brasileiro ao longo de 2025. O Vietnã liderou o ranking, com US$ 287 milhões e 14,43 milhões de pares, crescimento de 28,2% em receita e 21,4% em volume.

A China exportou ao Brasil US$ 46,53 milhões e 10,4 milhões de pares, com avanços de 15,7% e 6%, respectivamente. Já a Indonésia alcançou US$ 142,35 milhões e 9 milhões de pares, registrando altas de 29% em valor e 32,8% em volume.

Exportações se mantêm estáveis, apesar de pressões externas

As exportações da indústria calçadista somaram US$ 958,2 milhões em 2025, com o embarque de 103,94 milhões de pares. O resultado indica queda de 1,8% na receita, mas alta de 6,7% no volume em relação a 2024.

Somente em dezembro, os embarques ao exterior totalizaram US$ 72,9 milhões e 9,74 milhões de pares, com crescimento de 0,8% em valor e expressivo aumento de 24,4% em volume na comparação anual.

Tarifa dos EUA impacta desempenho do setor

O desempenho das exportações foi fortemente influenciado pelo tarifaço dos Estados Unidos, que desde agosto de 2025 aplica uma sobretaxa de 50% sobre o calçado brasileiro.

“O resultado só não foi pior porque houve aumento das exportações para países como Espanha, Paraguai e Equador após a imposição da tarifa”, afirma o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira. Segundo ele, porém, esses mercados absorvem produtos de menor valor agregado, o que pressionou a rentabilidade do setor.

Como reflexo, o preço médio do calçado exportado pelo Brasil caiu 8%, atingindo US$ 9,20 por par em 2025.

Estados Unidos seguem como principal destino

Mesmo com retração, os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações brasileiras de calçados. No ano, o país importou US$ 211,9 milhões em 10,2 milhões de pares, quedas de 2% em receita e 1% em volume.

Em dezembro, os embarques ao mercado norte-americano somaram US$ 13,47 milhões e 761 mil pares, retrações de 20,1% em valor e 23,2% em quantidade frente ao mesmo mês de 2024.

Argentina e Paraguai no ranking de destinos

A Argentina, segundo principal mercado externo, importou em 2025 US$ 179,66 milhões e 13,68 milhões de pares, com queda de 11% na receita e aumento de 8,6% no volume. Em dezembro, porém, houve forte recuo, com US$ 4,46 milhões e 394,3 mil pares, baixas de 47,7% e 31,3%, respectivamente.

Na terceira posição aparece o Paraguai, que comprou US$ 48 milhões e 9,47 milhões de pares ao longo do ano, altas de 12,6% em valor e 13,6% em volume. Em dezembro, as exportações ao país cresceram 75,2% em receita, apesar de leve queda de 2,5% em volume.

Estados exportadores: RS lidera em receita

Em 2025, o Rio Grande do Sul manteve a liderança como maior exportador em faturamento, com US$ 457,7 milhões e 31,96 milhões de pares, quedas de 5,7% em receita e 1% em volume.

Na sequência aparecem o Ceará, com US$ 189,43 milhões e 32,6 milhões de pares (queda de 4,9% em valor e alta de 8% em volume), e São Paulo, que registrou US$ 100,98 milhões e 6,7 milhões de pares, com crescimentos de 10,6% e 14,7%, respectivamente.

FONTE: Rádio Guaíba
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Leilão do Tecon Santos 10 avança e entra na fase final na Antaq

O governo federal deu mais um passo decisivo para viabilizar o maior projeto portuário do Brasil. O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) encaminhou à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a documentação final para a publicação do edital do leilão do Tecon Santos 10, também conhecido como STS10.

Projeto segue cronograma e antecipa prazo

A Secretaria Nacional de Portos assinou o despacho que aprova a modelagem definitiva do empreendimento nesta segunda-feira (12). O envio à Antaq ocorreu antes do prazo interno, previsto para 15 de janeiro, reforçando o compromisso do ministério com o cronograma divulgado ao mercado.

Discutido há mais de uma década, o projeto finalmente chega à etapa decisiva nesta gestão. A expectativa oficial é que o leilão do Tecon Santos 10 aconteça na segunda quinzena de março.

Regras seguem determinações do TCU

Para assegurar segurança jurídica e estimular a competitividade, o MPor incorporou integralmente as recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU). Entre os principais pontos estão as medidas para evitar concentração de mercado na fase inicial do certame e a definição de uma outorga mínima de R$ 500 milhões.

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, a governança foi tratada como prioridade. “Além de fixarmos uma outorga relevante, que será reinvestida em obras estruturantes, o projeto também garante mais de R$ 800 milhões em melhorias em um novo terminal de passageiros”, afirmou.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou a agilidade técnica do processo. “Antecipar o envio da modelagem final demonstra ao mercado que o cronograma é central. Estamos apresentando um projeto sólido, validado pelo TCU e pronto para atrair grandes investimentos”, disse.

Impacto estratégico e atração de investidores

Mais do que um projeto de infraestrutura, o Tecon Santos 10 é visto como um vetor de reposicionamento do Brasil no comércio internacional. Com o novo terminal em operação, a projeção é que o país avance da 45ª para a 15ª posição no ranking global de movimentação de contêineres.

A iniciativa deve consolidar o Porto de Santos como o principal hub logístico do Hemisfério Sul, ampliando a capacidade de escoamento da produção nacional.

Com a etapa técnica concluída, o próximo movimento será a apresentação do projeto ao mercado. O ministério solicitou à Antaq a realização imediata de um roadshow com investidores nacionais e internacionais, com datas previstas para serem anunciadas ainda nesta semana.

Estrutura e capacidade do Tecon Santos 10

O novo terminal contará com uma área de 621 mil metros quadrados, destinada à movimentação e armazenagem de contêineres e carga geral. O empreendimento reforça a posição do Porto de Santos como o maior complexo portuário da América Latina, responsável por cerca de 29% do comércio exterior brasileiro.

Com a entrada do STS10, a capacidade anual do porto deve alcançar 9 milhões de contêineres. O projeto prevê a construção de quatro berços de atracação para navios de grande porte.

O leilão será vencido pelo proponente que apresentar o maior valor de outorga, a partir do piso de R$ 500 milhões. O contrato de concessão terá duração de 25 anos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Comércio Exterior

Petróleo bruto lidera exportações brasileiras pelo segundo ano consecutivo

O petróleo bruto voltou a ocupar o topo do ranking das exportações brasileiras em 2025, mantendo a liderança pelo segundo ano seguido. As vendas do produto ao mercado externo somaram US$ 44,67 bilhões, mesmo diante de um cenário de queda nos preços internacionais da commodity.

Petróleo segue no topo da pauta exportadora

Apesar de ter sido poupado da tarifa adicional de 40% imposta pelos Estados Unidos, o petróleo brasileiro registrou leve retração nas exportações. O recuo foi de 0,7% em relação a 2024, quando o valor negociado chegou a US$ 44,96 bilhões.

A principal pressão veio da desvalorização do petróleo tipo Brent, referência global de preços, que acumulou queda superior a 18% ao longo do ano.

Produção nacional de petróleo cresce quase 14%

Mesmo com o recuo nos preços, a produção de petróleo no Brasil apresentou avanço significativo. Em novembro, o país produziu 3,773 milhões de barris por dia, volume 13,9% maior na comparação com o mesmo mês de 2024.

Soja mantém força e ocupa a segunda posição

A soja aparece como o segundo produto mais exportado pelo Brasil em 2025, com faturamento de US$ 43,54 bilhões. O resultado representa uma alta de 1,4% em relação ao ano anterior.

Historicamente, o grão tem papel central na balança comercial brasileira, tendo liderado as exportações entre 2016 e 2020, além dos períodos de 2022 a 2023.

Minério de ferro e carne bovina completam o ranking

O minério de ferro ficou na terceira colocação entre os principais itens exportados, com US$ 28,96 bilhões em vendas externas. O desempenho representa um recuo de 3% frente a 2024. Ainda assim, o produto segue como um dos pilares da pauta exportadora, tendo liderado o ranking em 2021.

Já a carne bovina brasileira teve forte crescimento no comércio internacional. As exportações alcançaram US$ 16,61 bilhões em 2025, uma alta expressiva de 42,5% na comparação anual.

Exportações brasileiras batem recorde histórico

No total, as exportações do Brasil atingiram US$ 348,7 bilhões em 2025, estabelecendo um novo recorde. O avanço foi de 3,5% em relação ao ano anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Economia

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar exportações do Brasil em até US$ 7 bilhões, projeta Apex.

Agro lidera ganhos com tratado comercial entre os blocos, segundo a agência.

A possível ratificação do acordo Mercosul-União Europeia deve gerar um incremento de até US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras para o mercado europeu. A projeção é da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que avalia impactos positivos sobre o agronegócio, a indústria e as cadeias de valor do comércio exterior do país.

Após 26 anos de negociações, o tratado tende a consolidar um dos maiores mercados integrados do planeta, reunindo mais de 700 milhões de consumidores e um PIB combinado próximo de US$ 22 trilhões, atrás apenas da economia norte-americana.

União Europeia já é parceiro-chave do Brasil

Atualmente, a União Europeia ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, ficando atrás somente da China. O intercâmbio é considerado equilibrado, com volumes semelhantes de exportações e importações.

De acordo com a Apex, mesmo antes da ratificação do acordo, as exportações brasileiras para a Europa cresceram 4%, reflexo da reorganização das cadeias globais e da busca por novos mercados diante do aumento de barreiras comerciais em outras regiões.

Indústria ganha espaço com produtos de maior valor agregado

Os dados da agência mostram que mais de um terço das exportações brasileiras ao bloco europeu é composto por bens industrializados, o que reforça o potencial de expansão em segmentos de maior valor agregado.

No campo industrial, o acordo prevê redução imediata de tarifas para itens como máquinas, equipamentos de transporte, motores, geradores de energia, autopeças e aeronaves. Também devem surgir novas oportunidades para couro, peles, pedras de cantaria, facas, lâminas e produtos químicos.

Agronegócio é o principal beneficiado

No agronegócio, a expectativa é de redução gradual das tarifas, chegando à alíquota zero para diversas commodities, respeitando cotas previamente definidas. Entre os principais produtos brasileiros exportados para a União Europeia estão carne de aves, carne bovina e etanol, setores que tendem a ampliar participação no mercado europeu.

Complementaridade fortalece integração econômica

Para a ApexBrasil, a complementaridade entre as economias é um dos principais trunfos do acordo. Enquanto o Mercosul oferece produção agrícola contínua, a União Europeia reúne alto poder de consumo e demanda industrial sofisticada.

Essa combinação deve estimular o comércio bilateral, aprofundar a integração das cadeias produtivas e gerar efeitos positivos sobre investimentos, competitividade e geração de renda no Brasil.

Fonte: ApexBrasil
Fonte: Redação

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Agronegócio

Agronegócio brasileiro registra recorde histórico de exportações em 2025 e alcança superávit de US$ 149 bilhões

O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com o maior resultado já registrado em vendas externas. As exportações do agro somaram US$ 169,2 bilhões, alta de 3% na comparação com 2024, quando o setor havia exportado US$ 164,3 bilhões. O desempenho garantiu ao segmento participação de 48,5% das exportações totais do Brasil no ano.

O avanço foi sustentado principalmente pelo aumento de 3,6% no volume exportado, movimento que compensou a leve retração de 0,6% nos preços médios internacionais.

Estratégia de diversificação impulsiona desempenho do agro

Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o resultado recorde reflete a atuação coordenada do governo federal, envolvendo o Mapa, o Itamaraty, o MDIC e a ApexBrasil, com foco na diversificação de produtos e mercados. O ministro também destacou a capacidade produtiva do campo brasileiro, que conseguiu abastecer o mercado interno e exportar excedentes, contribuindo para o controle de preços, geração de empregos e crescimento econômico, com base em uma agropecuária cada vez mais tecnológica e sustentável.

Importações crescem, mas superávit segue elevado

As importações agropecuárias totalizaram US$ 20,2 bilhões em 2025, crescimento de 4,4% frente ao ano anterior. Com isso, a corrente de comércio do agronegócio alcançou US$ 189,4 bilhões. O saldo da balança comercial do agro fechou o ano com superávit expressivo de US$ 149,07 bilhões.

Dezembro tem melhor resultado da série histórica

Somente em dezembro, as exportações do agronegócio chegaram a US$ 14 bilhões, o maior valor já registrado para o mês, com crescimento de 19,8% em relação a dezembro de 2024. As importações somaram US$ 1,62 bilhão, resultando em superávit mensal de US$ 12,38 bilhões.

Abertura de mercados fortalece presença internacional

Em 2025, o Brasil alcançou a marca de 525 novos mercados abertos desde 2023. De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, essas aberturas já geraram cerca de US$ 4 bilhões em receitas cambiais adicionais, sem considerar ampliações de acesso já existentes. A diversificação de destinos permitiu ao setor enfrentar desafios do cenário global, como barreiras tarifárias, casos de influenza aviária e queda de preços de algumas commodities.

Safra recorde garante excedentes exportáveis

A safra de grãos 2024/2025 atingiu 352,2 milhões de toneladas, crescimento de 17% sobre o ciclo anterior. Na pecuária, a produção de carnes bovina, suína e de frango também alcançou níveis históricos, assegurando excedentes para exportação sem comprometer o abastecimento interno.

Principais destinos das exportações agropecuárias

A China manteve a liderança como maior compradora do agro brasileiro, com US$ 55,3 bilhões em aquisições, equivalente a 32,7% do total exportado e crescimento de 11%. A União Europeia aparece em seguida, com US$ 25,2 bilhões (+8,6%), enquanto os Estados Unidos somaram US$ 11,4 bilhões, registrando queda de 5,6%.

Outros mercados ampliaram significativamente suas compras, como Paquistão, Argentina, Filipinas, Bangladesh, Reino Unido e México.

Soja, carnes e café lideram a pauta exportadora

A soja em grãos seguiu como principal produto exportado, com US$ 43,5 bilhões em receitas e volume recorde de 108,2 milhões de toneladas. A carne bovina também bateu recorde, alcançando US$ 17,9 bilhões, com crescimento de quase 40% em valor e abertura de 11 novos mercados.

A carne suína registrou aumento de 19,6% em valor e colocou o Brasil, pela primeira vez, como terceiro maior exportador mundial. Já a carne de frango teve leve avanço no volume exportado, mesmo após um ano marcado por restrições sanitárias.

O café brasileiro apresentou forte valorização, com crescimento de 30,3% em valor, totalizando US$ 16 bilhões, impulsionado por preços internacionais elevados. Também se destacaram as exportações de frutas, pescados e produtos não tradicionais.

Produtos não tradicionais ganham espaço e batem recordes

Itens fora do grupo principal de commodities tiveram crescimento expressivo em 2025. Entre os destaques estão gergelim, miudezas bovinas, DDG de milho, feijões, pimenta, amendoim, óleo de amendoim, melões frescos e castanha de caju, muitos deles com recordes históricos de valor e volume exportado.

Iniciativas ampliam acesso do produtor ao mercado externo

Ferramentas como AgroInsight, Passaporte Agro e Caravanas do Agro Exportador fortaleceram o apoio ao exportador brasileiro. Lançado em janeiro de 2025, o AgroInsight já mapeou mais de 800 oportunidades de negócios em 38 países, contribuindo para ampliar a presença do agronegócio brasileiro no comércio internacional.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Portos

Portos de SC registram movimento de 65,7 milhões de toneladas em 2025

Os portos de Santa Catarina fecharam 2025 registrando mais um ano positivo na movimentação de cargas. No total foram movimentadas 65,7 milhões de toneladas, que significam um crescimento de 4,78% em relação ao ano de 2024. Os dados foram apurados pela Diretoria de Integração de Modais e Gerência de Portos, da Secretaria de Portos Aeroportos e Ferrovias (SPAF), junto aos administradores dos terminais.

“Nós estamos modernizando, revitalizando, aumentando a capacidade dos nossos portos. Os resultados mostram que estamos no caminho certo e a gente vai continuar investindo em obras e ações que garantam agilidade, reforçando a logística e o dinamismo da economia catarinense. Um estado que produz com excelência merece todo o nosso esforço pra fazer nossos produtos chegarem cada vez mais longe e mais rápido. Só no ano passado foram mais de 200 países que compraram de Santa Catarina”, disse o governador Jorginho Mello.

“Estamos diante de dados que precisam ser comemorados. O trabalho realizado pelos portos segue obtendo resultados acima da média nacional, que ficou em 4%, consolidam Santa Catarina com o segundo maior movimento de contêineres do país e refletem todo o empenho de um setor que é muito importante para a economia catarinense”, reforça o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

Na movimentação absoluta, o Porto de São Francisco do Sul manteve o crescimento atingindo 17,5 milhões de toneladas e um crescimento acumulado nos últimos três anos de 39%. O Porto Itapoá movimentou 15,5 milhões de toneladas, Portonave 10,8 milhões de toneladas, Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul 10 milhões de toneladas, Porto de Imbituba 7 milhões de toneladas, Porto de Itajaí 4,7 milhões de toneladas, e outros terminais movimentaram 376,9 mil toneladas.

Na movimentação de contêineres o Estado ultrapassou pela primeira vez na história a marca de 3 milhões de TEUs. O desempenho dos portos corresponde a 20,5% de toda a movimentação de contêineres do país. O Porto Itapoá atingiu a marca de 1,5 milhões de TEUs, sendo o maior terminal privado de contêineres do Brasil, e terceiro maior terminal de contêineres em movimentação, atrás da Santos Brasil e da BTP, ambos arrendamentos do Porto de Santos. Portonave movimentou 1,1 milhão de TEUs, Porto de Itajaí 386,4 mil TEUs e o Porto de Imbituba registrou o movimento de 106,2 mil TEUs.

Os dados absolutos e finais sobre a movimentação portuária de Santa Catarina e do Brasil deverão ser apresentados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em fevereiro.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Reprodução/Gustavo Rotta/PSFS

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Comércio Exterior

Execução disciplinada em ambientes complexos: como sustentar decisões no longo prazo

Executar bem, em um cenário global marcado por volatilidade, avanço tecnológico acelerado e crescente complexidade regulatória, tornou-se um exercício de método, responsabilidade e visão sistêmica. Em ambientes onde decisões impactam cadeias interdependentes, múltiplos atores e estruturas reguladas, a execução deixou de ser apenas operacional para se tornar estratégica.

Temas como disciplina na tomada de decisão, aprendizado contínuo e uso estruturado de dados passaram a ocupar o centro das discussões sobre eficiência, inovação e sustentabilidade operacional. Mais do que adotar novas tecnologias, o desafio está em integrá-las à execução real, reduzindo improviso, aumentando previsibilidade e mantendo coerência em contextos de alta complexidade.

É a partir dessa reflexão que a especialista em Comércio Exterior Mariana Tomelin, com mais de 15 anos de experiência em operações internacionais e ambientes regulados, compartilha sua visão sobre execução, decisão e adaptação contínua no cenário contemporâneo.

Acompanhe a entrevista:
Em um cenário global caracterizado por maior volatilidade, cadeias produtivas interdependentes, avanços tecnológicos rápidos e exigências regulatórias crescentes, como você define o que significa “executar bem” hoje, especialmente em ambientes complexos?

MARIANA: Executar bem hoje significa operar com clareza de critérios, leitura sistêmica e capacidade de adaptação contínua. Em ambientes complexos, execução não se resume ao cumprimento de tarefas, mas à compreensão de como cada decisão afeta o sistema como um todo. Isso exige dados confiáveis, processos bem definidos e disciplina na tomada de decisão. A boa execução reduz improviso, aumenta previsibilidade e permite ajustar rotas sem comprometer a integridade da operação.


Como o aprendizado contínuo pode ser incorporado ao processo decisório sem gerar instabilidade operacional ou rupturas constantes, especialmente em setores regulados e operações internacionais?

MARIANA: O aprendizado contínuo precisa estar integrado ao processo decisório de forma estruturada. Aprender não significa mudar de direção a cada nova informação, mas revisar premissas com método à medida que dados e cenários evoluem. Em ambientes regulados, isso envolve testar hipóteses, medir impactos e incorporar aprendizados sem comprometer processos críticos. Esse equilíbrio permite evolução constante com estabilidade operacional.


Diante do uso crescente de tecnologia, automação e inteligência analítica no suporte às decisões, como equilibrar agilidade, responsabilidade e julgamento humano no dia a dia das operações?

MARIANA: A agilidade vem da preparação e do domínio do sistema, não da pressa. Quando dados estão organizados e critérios são claros, decisões podem ser tomadas com rapidez e responsabilidade. A tecnologia atua como facilitadora, oferecendo visibilidade e suporte analítico. No entanto, decisões críticas continuam exigindo julgamento humano, especialmente em contextos regulados. O equilíbrio está em usar tecnologia para reduzir incerteza, sem abdicar da responsabilidade decisória.


Qual o papel dos dados bem estruturados na redução de riscos operacionais, financeiros e regulatórios, e como eles contribuem para sustentar a execução em ambientes de alta complexidade?

MARIANA: Dados bem estruturados transformam riscos difusos em riscos mensuráveis. Eles permitem identificar padrões, antecipar gargalos e avaliar impactos antes que problemas se materializem. Em operações internacionais, dados também são essenciais para garantir conformidade regulatória e alinhamento entre múltiplos atores. Quando a execução é sustentada por dados confiáveis, decisões deixam de ser reativas e passam a ser estratégicas.


Por que abordagens baseadas em execução disciplinada, aprendizado contínuo e responsabilidade decisória têm sido cada vez mais valorizadas por ecossistemas globais de inovação e tecnologia?

MARIANA: Porque inovação sem execução consistente gera instabilidade. Ecossistemas globais passaram a valorizar perfis capazes de transformar complexidade em ação prática, mantendo responsabilidade e visão de longo prazo. A capacidade de aprender rapidamente, operar sob pressão e sustentar decisões com dados demonstra maturidade operacional. Esse perfil contribui para a construção de soluções que não apenas inovam, mas permanecem relevantes e funcionais ao longo do tempo.

Como a combinação entre execução disciplinada, aprendizado contínuo e uso estruturado de dados se conecta às demandas atuais de ambientes complexos e regulados, e de que forma essa abordagem se materializa em soluções práticas?

MARIANA: A combinação entre execução disciplinada, aprendizado contínuo e uso estruturado de dados reflete uma abordagem diretamente alinhada às demandas contemporâneas de ambientes complexos e regulados. Em um cenário global de incerteza crescente, operar com método, clareza decisória e responsabilidade tornou-se um diferencial sustentável. Foi a partir da necessidade de estruturar decisões, reduzir improviso e sustentar a execução em escala que se consolidou o desenvolvimento da Trax. A plataforma foi concebida como uma extensão prática dessa abordagem, apoiando a organização e a análise de dados aplicados a operações de comércio internacional, conectando tecnologia à execução real em contextos globais e regulados.

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Comércio Exterior

Duimp completa 90 dias: avanços e desafios marcam o novo processo de importação

A Declaração Única de Importação (Duimp) chegou aos seus primeiros 90 dias de operação no Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex). O balanço inicial aponta avanços relevantes na modernização do fluxo de importações, mas também evidencia desafios, especialmente no que diz respeito à adesão dos importadores ao novo modelo.

Segundo dados da Anvisa, aproximadamente 320 Duimps foram analisadas no período, distribuídas entre os diferentes canais de parametrização previstos na RDC 228/2018. Apesar do progresso, o volume ainda é considerado reduzido frente ao potencial do sistema.

Importadores são peça-chave para o sucesso da Duimp

A consolidação do Novo Processo de Importação depende diretamente da participação ativa dos importadores. A ampliação do uso da Duimp é essencial para validar cenários operacionais, testar funcionalidades e identificar ajustes necessários na plataforma.

Sem uma utilização mais ampla, torna-se limitado o diagnóstico de eventuais falhas e oportunidades de melhoria no sistema.

Funcionalidades avaliadas nos primeiros meses

Ao longo dos três primeiros meses, módulos estratégicos do Portal Único Siscomex passaram por testes práticos, incluindo:

  • Gestão de riscos aplicada às operações de importação
  • Integração do pagamento da taxa ao Pagamento Centralizado de Comércio Exterior (PCCE)
  • Emissão do Relatório de Inspeção Física (RIF)
  • Canal único de parametrização entre os órgãos anuentes

Essas funcionalidades são consideradas pilares para garantir mais eficiência e previsibilidade ao comércio exterior brasileiro.

Ajustes e cooperação entre os órgãos

Como ocorre em qualquer sistema recém-implementado, ajustes iniciais fazem parte do processo. A Anvisa, em articulação com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Receita Federal, acompanha pontos críticos e promove melhorias contínuas.

Demandas relacionadas a erros impeditivos ou procedimentais são encaminhadas por entidades representativas e discutidas no âmbito do Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac).

Mais agilidade e transparência nas importações

O novo modelo de importação tem como objetivo ampliar a agilidade, a rastreabilidade e a transparência dos processos, assegurando que produtos importados cheguem ao mercado com maior rapidez, sem comprometer a segurança sanitária.

A Anvisa reforça o convite para que todos os importadores habilitados, conforme o cronograma do Portal Único, passem a utilizar a Duimp e contribuam ativamente para a consolidação definitiva do Novo Processo de Importação.

FONTE: ANVISA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Contábeis

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