Informação

Nauterra impulsiona a economia azul em Itajaí

Itajaí se destaca em Santa Catarina por sua diversificação na economia azul, que engloba não apenas atividades portuárias, turísticas e de construção naval, mas também a pesca e o setor alimentício. Um dos principais protagonistas desse cenário é a Nauterra, empresa espanhola proprietária da marca Gomes da Costa, considerada a maior enlatadora de pescado do mundo. Com fábricas, centros de embalagens e distribuição instalados na cidade, a companhia promove práticas sustentáveis, gera empregos e conecta a pesca brasileira ao mercado internacional.

Crescimento impulsionado pelo mercado nacional

O Brasil exerce papel central na consolidação da Nauterra como referência global. A Gomes da Costa, líder de vendas no país, representa 47,25% do volume global, fortalecendo a presença da empresa na América Latina.

Segundo Jair de Azevedo, diretor industrial da Nauterra – Divisão América, a unidade em Itajaí é estratégica para atingir esses números. “A fábrica tem capacidade para produzir até 86 mil toneladas de produtos acabados, incluindo sardinhas, atum, patês e saladas, além de operar integrada à unidade de embalagens, que fabrica 856 milhões de recipientes por ano. Essa escala é crucial para atender tanto a demanda interna quanto as exportações”, afirmou.

Geração de empregos e impacto social

A unidade produz diariamente mais de 2 milhões de latas de sardinha e atum, sendo também o maior empregador privado de Itajaí, com cerca de 3,2 mil colaboradores. A planta responde por quase metade do volume global da Nauterra, cujo faturamento mundial atingiu 727 milhões de euros no último ano.

A empresa também investe em impacto social. Em 2024, 19,14% dos recursos destinados a iniciativas sociais apoiaram programas de voluntariado, campanhas solidárias e doações de conservas, beneficiando mais de 1,2 mil pessoas.

Inovação, sustentabilidade e rastreabilidade

A Nauterra acompanha tendências do mercado e adaptou seu portfólio para oferecer produtos prontos, nutritivos e convenientes. Implementou ainda um sistema de rastreabilidade online, permitindo ao consumidor conferir a origem do pescado.

Em termos de sustentabilidade, a empresa reduziu o uso de matéria-prima nas embalagens, otimizou o consumo de aço nas latas e nos anéis de abertura, e gerencia resíduos de forma eficiente, recuperando 98,86% dos não perigosos, garantindo certificação Lixo Zero nas fábricas do Brasil e da Espanha.

Exportações e expansão internacional

A partir de Itajaí, a Nauterra exporta sardinha e atum para países do Mercosul, como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e para outras nações da América Latina, incluindo Equador e El Salvador. “O Brasil é o maior mercado da Nauterra, respondendo por 47% das vendas globais. A expansão para novos mercados é um pilar estratégico, impulsionada pela inovação”, destacou Jair.

Competitividade e certificações

A empresa fortalece sua posição global investindo em eficiência e inovação, ampliando a capacidade fabril e otimizando processos para reduzir perdas. A Nauterra também diversifica suas fontes de matéria-prima, prioriza atum certificado e sustentável, audita fornecedores e mantém certificações ISO 9001 e ISO 45001, reforçando a confiança nos produtos e consolidando sua liderança no mercado internacional.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Nauterra

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Sustentabilidade

COP30 em Belém: tudo sobre a conferência do clima da ONU no Brasil

A cidade de Belém (PA) será palco da COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, entre os dias 10 e 21 de novembro. O evento reunirá líderes mundiais, especialistas e movimentos sociais para discutir ações de combate à crise climática e estratégias para redução de gases de efeito estufa.

Desde 1995, a COP (Conferência das Partes) ocorre anualmente, com cada edição sediada em um país diferente. Em 2025, o Brasil será o anfitrião do encontro, que retorna à Amazônia 30 anos após a criação do fórum climático.

O objetivo da COP30

O principal propósito da conferência é limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C até o fim do século, conforme acordado no Acordo de Paris de 2015. Além disso, a COP30 busca acelerar políticas sustentáveis, incentivar o financiamento climático e fortalecer o compromisso dos países com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, firmada em 1992.

O embaixador André Lago, atual presidente da COP30 e secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty, destaca a importância da conferência:
“É um processo contínuo de aperfeiçoamento, orientado pela ciência e pela cooperação entre os países. As COPs evoluem conforme cresce o entendimento científico e econômico sobre o impacto das mudanças climáticas.”

Quem participa da COP30

A conferência deve reunir cerca de 50 mil participantes, incluindo delegados de 198 países, negociadores, jornalistas e 15 mil representantes da sociedade civil. Antes da abertura oficial, entre 6 e 7 de novembro, ocorre a Cúpula de Chefes de Estado, onde os líderes mundiais alinham compromissos políticos e o tom das negociações.

Estrutura do evento: zona azul e zona verde

A programação da COP30 será dividida em dois espaços.
A zona azul concentrará as negociações oficiais, com presença de delegações, chefes de Estado e imprensa credenciada.
Já a zona verde receberá organizações civis, instituições públicas e privadas e debates abertos sobre soluções climáticas.

Desde 2021, as conferências adotam a Agenda de Ação, que amplia a participação de setores privados, governos locais e comunidades científicas, promovendo discussões sobre inovação e sustentabilidade. Segundo André Lago, essa dinâmica “traz um novo fôlego às COPs, mostrando que já existem respostas concretas e soluções tecnológicas para diversos desafios”.

Mobilização social e propostas ambientais

Durante os dias de evento, movimentos sociais e ONGs apresentarão propostas de enfrentamento à emergência climática, cobrando o cumprimento de metas ambientais.
Entre as organizações envolvidas está o Observatório do Clima, cuja especialista Stela Herschmann ressalta que o processo avança, mas de forma mais lenta que o necessário.
“As COPs têm um papel importante, mas a velocidade das decisões ainda não acompanha a urgência da crise climática. A ciência já mostrou o caminho; agora é preciso agir com a rapidez e o corte que ela exige”, afirma.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Tecnologia

Itajaí participa de missão internacional de tecnologia e inovação na China

O município de Itajaí fará parte da Missão Internacional China 2025, organizada pela Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), com foco em inovação, tecnologia e governança urbana. A comitiva da Associação de Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri) viaja ao país asiático entre os dias 8 e 17 de novembro, com a presença do prefeito Robison Coelho, que também preside o Consórcio Multifinalitário da Amfri.

A missão tem como objetivo capacitar lideranças políticas da região em temas estratégicos para o desenvolvimento urbano e econômico sustentável. Durante a estadia, os representantes visitarão principais cidades chinesas, empresas de tecnologia e fábricas de referência mundial.

Itajaí busca parcerias e soluções em tecnologia e sustentabilidade

O prefeito Robison Coelho participará do China Hi-Tech Fair, uma das maiores feiras globais de inovação e tecnologia, com destaque para soluções em mobilidade urbana, energia limpa, meio ambiente e infraestrutura inteligente. O evento será uma oportunidade para identificar práticas aplicáveis em Itajaí e fortalecer o intercâmbio de conhecimento com cidades chinesas de alta performance tecnológica.

Além da programação da Fepese, Coelho e o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação, João Paulo Kowalsky, realizarão visitas às cidades de Linyi e Guangzhou, nos dias 10 e 11 de novembro. As agendas incluem reuniões institucionais e articulações para futuras parcerias culturais e econômicas.

Cooperação internacional e desenvolvimento regional

Após as visitas individuais, os representantes itajaienses retomarão a programação oficial em Hong Kong e Shenzhen, onde estão previstas visitas a centros de inovação, empresas de inteligência artificial e equipamentos públicos tecnológicos.

“O propósito dessa viagem é claro: buscar conhecimento e parcerias que tornem Itajaí uma cidade mais moderna, sustentável e inteligente. Vamos conhecer indústrias e projetos que são referência mundial e trazer ideias que melhorem a qualidade de vida da nossa população”, afirmou Robison Coelho.

FONTE: Blog do Prisco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jader Liberal/Secom Itajaí

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Sustentabilidade

Cabotagem reduz emissões de CO₂ em até 90% e reforça papel estratégico de Paranaguá

A cabotagem, modalidade de transporte marítimo entre portos nacionais, vem se consolidando como uma das principais alternativas sustentáveis à logística rodoviária no Brasil. De acordo com um estudo da Norcoast, empresa brasileira de navegação costeira, esse tipo de transporte pode reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao modal rodoviário — resultado comprovado nas operações da Klabin com o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

Entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025, o uso da cabotagem nas rotas da Klabin evitou a emissão de quase 20 mil toneladas de CO₂, o que equivale ao plantio de mais de 140 mil árvores ou à retirada de 4.000 veículos das ruas durante um ano.

Segundo Stephano Galvão, diretor de Operações da Norcoast, a iniciativa reafirma o compromisso da empresa com uma logística mais limpa. “A cabotagem é mais do que uma decisão operacional — é uma escolha consciente por eficiência e sustentabilidade, que integra e transforma a cadeia logística”, afirmou.

TCP se consolida como hub da cabotagem no Sul do Brasil

A TCP se tornou um dos principais elos logísticos para exportadores e importadores que adotam o transporte marítimo nacional. Desde fevereiro de 2024, todos os quatro navios da Norcoast, com capacidade de até 3.500 TEUs cada, passam pelo terminal paranaense.

Para Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores e inteligência de mercado da TCP, a tendência é de crescimento contínuo: “A cabotagem oferece uma logística sustentável, confiável e com custos competitivos. Desde o retorno do serviço ao terminal, notamos aumento constante na demanda e nos volumes movimentados.”

A Klabin, quarta maior empresa do país em movimentação de contêineres secos por cabotagem, registrou mais de 20 mil TEUs transportados em 2024, sendo 3.500 TEUs apenas pelo Porto de Paranaguá.

Sustentabilidade integrada: ferrovia e mar no mesmo corredor logístico

A operação sustentável da Klabin vai além do mar. Desde 2021, a empresa integra o transporte ferroviário ao marítimo por meio do corredor intermodal KBT, conectando a unidade de Ortigueira (PR) — com capacidade de 2,5 milhões de toneladas anuais — diretamente ao Terminal de Contêineres de Paranaguá.

A ferrovia operada pela Brado Logística garante menor dependência das rodovias, reduzindo emissões e otimizando o escoamento de papel e celulose até o porto. “Essa integração reforça o papel estratégico de Paranaguá como hub logístico nacional e internacional”, destacou Brown.

Crescimento expressivo e infraestrutura de ponta

A movimentação de cargas por cabotagem no TCP cresceu 71% no primeiro semestre de 2025, alcançando 44.714 TEUs. O resultado reflete a infraestrutura diferenciada do terminal, que abriga o maior pátio de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.268 tomadas — estrutura essencial para clientes do agronegócio, especialmente os exportadores de carne de frango do Paraná.

Além do pátio reefer, a TCP possui o maior parque de máquinas do Brasil, com 40 guindastes pórticos sobre pneus (RTG) e 69 Terminal Tractors (TT). A integração com a ferrovia e os armazéns da retroárea também fortalece a eficiência logística e a competitividade do porto.

“Ao fortalecer a cabotagem, oferecemos um modal que alia sustentabilidade, economia e previsibilidade, contribuindo para uma logística mais integrada e menos poluente”, concluiu Brown.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Sustentabilidade

Setor de navegação intensifica investimentos em sustentabilidade e ESG

O setor hidroviário brasileiro tem ampliado seus esforços em sustentabilidade, ações sociais e boas práticas de governança. É o que revela o Diagnóstico de Sustentabilidade, elaborado pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP). O estudo, baseado em 20 empresas de navegação marítima e fluvial, aponta que, entre 2023 e 2024, foram aplicados R$ 71,9 milhões em iniciativas ESG (ambientais, sociais e de governança).

Governança lidera investimentos

Segundo o levantamento, a governança corporativa recebeu o maior aporte financeiro: cerca de R$ 40 milhões foram destinados à implementação de setores de compliance, auditorias externas e políticas de transparência. A área ambiental contou com R$ 17,8 milhões investidos em mitigação de impactos, uso de biocombustíveis e controle de efluentes. Já o eixo social registrou R$ 14,1 milhões aplicados em capacitação profissional, diversidade e apoio a comunidades ribeirinhas.

Avanços ambientais e metas de descarbonização

O estudo destaca que a média de adesão aos indicadores ambientais do setor foi de 56,4%, considerada positiva, e mostra tendência de crescimento diante das metas da Organização Marítima Internacional (IMO) para descarbonização até 2050. A adoção de tecnologias mais limpas e a substituição gradual de combustíveis fósseis devem fortalecer a sustentabilidade da navegação brasileira nos próximos anos.

Papel estratégico do transporte hidroviário

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o diagnóstico evidencia o avanço da transição ecológica no setor e reforça sua importância na redução de emissões e na logística nacional. “O transporte hidroviário é um ativo estratégico para o Brasil e uma das bases da nossa economia verde. Esse diagnóstico mostra que estamos avançando com mais inovação, sustentabilidade e eficiência na movimentação de cargas e passageiros”, destacou.

Consolidação da agenda ESG

O Diagnóstico de Sustentabilidade integra ações do Ministério de Portos e Aeroportos para fortalecer a agenda ESG na infraestrutura nacional, seguindo a Política Nacional de Sustentabilidade e o Pacto pela Sustentabilidade, lançados em 2024. Essas iniciativas estabelecem metas e incentivos para ampliar o engajamento de empresas públicas e privadas em práticas ambientais, sociais e de governança.

Reconhecimento e estímulo a boas práticas

Durante a COP30, em Belém, o ministério concederá os primeiros selos de reconhecimento às empresas e entidades que aderiram ao Pacto, valorizando iniciativas já implementadas e incentivando novas ações no setor hidroviário brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Portos

Portos do Açu e de Antuérpia-Bruges assinam acordo para implementação de um ‘corredor matírimo verde’

O Porto do Açu, no litoral norte do Rio, e o Porto de Antuérpia-Bruges, na Bélgica, anunciaram nesta segunda-feira a assinatura de uma carta de intenções para criar um “corredor marítimo verde” entre os dois terminais, oferecendo infraestrutura de abastecimento de combustíveis alternativos para embarcações adaptadas para emitir menos gases do efeito estufa (GEE).

A navegação marítima, que responde por cerca de 80% do comércio internacional de bens, é responsável por 3% das emissões totais de GEE, uma das mais relevantes fontes dos poluentes que provocam as mudanças climáticas, segundo o Rocky Mountain Institute (RMI), think tank americano dedicado a transição energética.

Tanto que a IMO, agência das Nações Unidas que cuida da coordenação internacional da navegação, vem discutindo metas para a adaptação e substituição dos combustíveis fósseis nas grandes embarcações, como forma de reduzir a pegada de carbono.

Incentivos a operadores

Segundo Eugênio Figueiredo, presidente do Porto do Açu, empresa operadora do empreendimento, a criação do “corredor verde” é importante por causa do abastecimento – analogamente à necessidade da instalação de pontos de recarga ou postos com GNV para a adoção de carros elétricos ou movidos a gás natural.

E prevê incentivos, com redução de tarifas portuárias, para os armadores (os operadores logísticos da navegação) que usarem a rota.

– Quando colocamos, nas duas pontas, portos que têm a capacidade para fazer o abastecimento com esse tipo de combustível, criamos a forma de fazer essa movimentação com os combustíveis verdes naquele trajeto – disse Figueiredo, em entrevista durante o Oceans of Opportunity, evento promovido pela Prumo, dona do Porto do Açu, no Rio.

Sem infraestrutura de abastecimento, os investimentos em navios mais eficientes em termos de poluição poderá se perder.

– Não adianta ter uma forma de abastecer com amônia ou com e-metanol aqui no Rio, no Porto do Açu, e ir para um outro porto que não tem o mesmo combustível na outra ponta. O navio teria que conseguir carregar os dois tipos de combustível, e isso prejudica a possibilidade de garantir uma emissão bem menor – afirmou Figueiredo, completando, sem citar nomes, que a operadora portuária negocia acordos do tipo com outros portos em outros locais, além da Europa.

Incentivo à produção local

Para os executivos da Prumo e do Porto do Açu, a parceria com o Porto de Antuérpia-Bruges também poderá impulsionar a produção de combustíveis renováveis na área industrial do empreendimento do norte fluminense.

O termina belga também abriga um hub industrial. Segundo a Prumo, a operadora europeia projeta que necessitará importar de 6 milhões a 10 milhões de toneladas de amônia verde por ano até 2030, equivalente a entre 1,2 milhão e 1,5 milhão de toneladas de hidrogênio verde.

Ao mesmo tempo, a Prumo trabalha no desenvolvimento de um hub de produção de hidrogênio verde e outros combustíveis renováveis. A empresa separou, numa primeira fase, 1 milhão de metros quadrados de sua área industrial para projetos focados na exportação de amônia verde e e-metanol (versão renovável análoga ao combustível).

O licenciamento ambiental para mais 4,5 milhões de metros quadrados está em andamento para atender à crescente demanda de investidores, informou a Prumo. Segundo a empresa, “cinco desenvolvedores internacionais garantiram seis reservas de terrenos” dentro do hub de hidrogênio e derivados.

Para o presidente da Prumo, Rogerio Zampronha, a procura de empresas que estão investindo na produção de combustíveis alternativos e a parceria com o Porto de Antuérpia-Bruges são exemplos de como o setor privado segue na trilha da transição energética para uma economia de baixo carbono, mesmo que o ambiente geopolítico não seja o mais favorável.

Efeito Trump

Às vésperas da COP30, a conferência anual das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas, em Belém (PA), a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris e a guerra comercial promovida pelo presidente Donald Trump enfraquecem as discussões globais sobre o tema.

No mês passado, os representantes dos países na IMO adiaram por um ano uma decisão sobre a implementação de metas de redução das emissões de GEE pela navegação.

– Não podemos só esperar governos e regulação tomarem decisões que vão mudar o mundo. Podemos fazer parte disso, independentemente e na frente, e puxar a legislação e a regulação, sermos líderes desse processo, no assento de piloto – afirmou Zampronha.

Segundo o executivo, pressões de resistência à adaptação contra as mudanças climáticas não alteram o fato de que o clima da Terra está mudando. E essa adaptação é também uma oportunidade de negócios, para as empresas que apostarem na transição energética.

– Nenhum projeto de sustentabilidade se mantém perene se não tiver uma dimensão econômica associada. Quanto mais cedo a gente começa a adicionar uma dimensão econômica, mais cedo veremos a queda no preço dos novos combustíveis — disse Zampronha.

Essa visão sustenta os investimentos que a Prumo vem fazendo, completou o executivo:

– Já investimos alguns milhões de reais na construção do mais avançado ecossistema de produção de novos combustíveis de todos os portos que eu conheço (o hub de hidrogênio, na área industrial do Porto do Açu). Já estamos dando esse passo, ninguém nos pediu para fazer isso. E acreditamos que vamos ganhar o prêmio de sermos os primeiros, de ter começado. Vamos ser mais competitivos, ter mais investimentos, o Brasil vai ganhar com isso.

FONTE: O Globo
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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Informação

Setor aéreo brasileiro investe mais de R$ 350 milhões em ESG

O setor aeroportuário do Brasil destinou aproximadamente R$ 350,5 milhões a projetos de sustentabilidade, responsabilidade social e governança corporativa (ESG) entre 2023 e 2024. O levantamento consta no Diagnóstico de Sustentabilidade, pesquisa inédita conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), envolvendo 10 empresas que respondem por 83,6% do transporte aéreo nacional. O estudo indica forte adesão do setor a práticas como descarbonização, regularização ambiental, projetos sociais e combate ao assédio.

Agenda ESG e políticas de sustentabilidade

O diagnóstico é a segunda fase de um ciclo de ações do MPor voltado à consolidação da agenda ESG na logística nacional, iniciado com a Política de Sustentabilidade e o Pacto pela Sustentabilidade. O ministro Silvio Costa Filho destaca que o esforço vai além da teoria: “Nosso objetivo é promover um transporte sustentável, reduzir emissões de gases de efeito estufa e adotar tecnologias inovadoras, garantindo também um ambiente inclusivo e equitativo.”

Larissa Amorim, diretora de Sustentabilidade do MPor, reforça o engajamento do setor: “O levantamento mostra que o setor aéreo não só investe recursos, mas também adere a pilares essenciais como descarbonização, compliance e combate ao assédio, consolidando uma governança robusta.”

Investimentos sociais lideram aporte ESG

O eixo social concentrou o maior volume de investimentos, com R$ 195,8 milhões aplicados. Todas as empresas pesquisadas mantêm canais de comunicação com a comunidade, desenvolvem projetos sociais e implementam ações de combate ao assédio. O estudo destaca iniciativas de acessibilidade, incluindo salas multissensoriais para pessoas com TEA ou hipersensibilidade sensorial, e aponta 70% de adesão a projetos de equidade de gênero.

Iniciativas ambientais e descarbonização

No campo ambiental, foram investidos R$ 138,4 milhões. Todas as empresas do setor aderiram a projetos de descarbonização e à regularização ambiental, enquanto 90% realizam inventário de emissões. Entre as ações destacam-se a substituição de fontes fósseis por sistemas elétricos de apoio a aeronaves, eletrificação de frotas operacionais e instalação de usinas fotovoltaicas, acompanhadas de certificações internacionais como o Airport Carbon Accreditation (ACA).

Governança sólida e oportunidades de aprimoramento

Na dimensão de governança, o setor aplicou R$ 16,3 milhões. O estudo evidencia que 100% das empresas possuem setores de compliance e realizam auditorias externas, com 80% mantendo estatutos ou políticas sociais. O diagnóstico aponta áreas de evolução, como adesão a índices de bolsa (ISE, 10%) e certificações ISO 9001 (20%).

Impacto social e econômico das iniciativas ESG

As ações ESG do setor portuário, de navegação e aeroportuário geraram mais de 120,5 mil empregos diretos e impactaram positivamente 11,3 milhões de pessoas.

MPor como articulador da transição energética

O MPor atua ativamente na transição energética, fomentando o uso de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e alinhando-se à Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/24). O ministério criou o Fórum de Transição Energética na Aviação Civil (Fotea) e investe em pesquisa, como R$ 11,46 milhões no Centro de Pesquisas da ANP e R$ 1,24 milhão em parceria com a UFPR, ampliando a capacidade de análise e certificação de SAF e estudando alternativas para reduzir emissões no setor.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Sustentabilidade

Sistema Transporte apresenta agenda verde na COP30

Entidade fortalece papel estratégico na transição energética e na descarbonização do setor

Em novembro, o Sistema Transporte desembarca na COP30 em Belém (PA) com papel central nas discussões sobre mobilidade e transição energética no Brasil. Formado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), SEST SENAT e ITL (Instituto de Transporte e Logística), o Sistema atua na representação institucional, qualificação profissional e pesquisa em transporte e logística, consolidando-se como interlocutor estratégico entre poder público, setor privado, academia e sociedade civil.

A participação na conferência reforça a capacidade do setor de mobilizar diferentes atores em busca de soluções integradas de descarbonização. Atualmente, o transporte responde por 11% das emissões de carbono do país, mas concentra grande potencial de transformação. Estudos indicam que é possível reduzir até 68% das emissões de CO₂ até 2050, com base em mais de 90 iniciativas mapeadas voltadas à eficiência logística e à descarbonização.

Entre as principais agendas do Sistema na COP30 estão o incentivo ao transporte rodoviário, aéreo e fluvial mais sustentável, o aumento do uso de biocombustíveis como etanol, biometano, SAF e hidrogênio renovável e investimentos em infraestrutura e políticas públicas que garantam estradas de qualidade e justiça climática no processo de transição energética.

Caminhos para um transporte mais limpo

A agenda da COP30 destaca a necessidade de infraestruturas resilientes, capazes de resistir aos efeitos das mudanças climáticas e evitar colapsos logísticos como os registrados no Rio Grande do Sul. O desafio é garantir que a transição energética avance de forma alinhada à adaptação do sistema de transporte às novas condições climáticas.

Na conferência, o Sistema Transporte apresentará a Estação do Desenvolvimento, um espaço criado para promover diálogo, inovação e troca de experiências entre diferentes setores. Localizado na Green Zone, o ambiente será dedicado à discussão de soluções para reduzir o impacto ambiental da mobilidade, aumentar a eficiência energética e valorizar o papel estratégico do transporte na economia verde.

Com atuação contínua e integrada, a entidade busca consolidar a imagem do transporte brasileiro como protagonista na solução climática global. A expectativa é que, a partir das discussões em Belém, surjam novas parcerias e políticas públicas capazes de acelerar a descarbonização, tornando o setor mais limpo e competitivo.

FONTE: CNN Brasil
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Portos

Setor portuário do Brasil destina mais de R$ 512 milhões a ações ambientais e ESG

O setor portuário brasileiro aplicou R$ 512,4 milhões em iniciativas voltadas à sustentabilidade ambiental entre 2023 e 2024, segundo o estudo Diagnóstico de Sustentabilidade, divulgado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a Associação de Terminais Portuários (ATP).

O levantamento analisou 78 operadores portuários, divididos entre Portos Organizados (16), Arrendamentos (33) e Terminais de Uso Privado (TUPs – 29).

“Pela primeira vez na história do Brasil, lançamos um diagnóstico de sustentabilidade do setor portuário, acompanhado de um planejamento estratégico voltado à incorporação da agenda ESG às políticas do ministério”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.

Portos lideram investimentos ambientais no transporte nacional

De acordo com o MPor, o modal portuário lidera os aportes ambientais entre todos os segmentos logísticos — superando os setores aeroportuário e de navegação.

Dos R$ 512,4 milhões investidos, os Terminais Autorizados (TUPs) responderam por R$ 290,7 milhões, seguidos pelas administrações portuárias (R$ 138 milhões) e pelos arrendamentos (R$ 83,7 milhões).

O relatório aponta ainda uma forte adesão às boas práticas ambientais: 96,2% das empresas têm regularização ambiental, 73,1% mantêm políticas de sustentabilidade, e o mesmo percentual atua em projetos de descarbonização.

Avanços sociais e de governança no setor portuário

Além dos resultados ambientais, o setor portuário também se destacou na agenda social, com R$ 225,5 milhões aplicados em ações de equidade de gênero, combate ao assédio e relacionamento com comunidades locais.

Os TUPs novamente lideraram os aportes (R$ 181,6 milhões), seguidos pelas administrações portuárias (R$ 28 milhões) e pelos arrendamentos (R$ 15,9 milhões). A adesão aos indicadores também é expressiva: 88,46% dos operadores apoiam projetos sociais e de combate ao assédio, enquanto 87,18% mantêm canais de comunicação com a comunidade.

Na dimensão de governança corporativa, o setor destinou R$ 69,1 milhões e registrou uma aderência média de 77,9% aos indicadores. Os melhores resultados foram observados na existência de setores de compliance e estatutos sociais formalizados, ambos com 89,74% de adesão, além de 87,18% das empresas realizarem auditorias externas — reflexo de uma gestão mais transparente e madura.

Consolidação da agenda ESG nos portos brasileiros

O diagnóstico faz parte de um ciclo de ações do MPor voltado à consolidação da agenda ESG no transporte e na logística nacional, iniciado com a criação da Política de Sustentabilidade Portuária e do Pacto pela Sustentabilidade.

Com esses investimentos e avanços, o Brasil reforça o papel estratégico dos portos sustentáveis na transição para uma economia de baixo carbono e na promoção de práticas de governança e responsabilidade social.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPortos

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Comércio Exterior

FCCE celebra 75 anos e defende transição do Brasil para exportações de maior valor agregado

A Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE) comemorou seus 75 anos de fundação em um evento que reuniu representantes empresariais e diplomáticos de diversos países, consolidando sua posição como a entidade mais antiga dedicada à promoção do comércio exterior brasileiro.

Durante a cerimônia, o vice-presidente da FCCE, Marco Aurélio Kühner, ressaltou a importância histórica da federação e apresentou resultados expressivos da atuação internacional da instituição. “Somos a associação de classe mais antiga voltada à promoção do comércio exterior. A FCCE nasceu para conectar o Brasil ao mundo e continua cumprindo esse papel com excelência”, afirmou Kühner.

Fundada em 1950, a federação conta atualmente com 65 câmaras bilaterais e 22 conselhos temáticos, que trabalham em parceria com embaixadas e consulados para fortalecer a internacionalização das empresas brasileiras.

Kühner apresentou dados que demonstram o alcance global da federação. Segundo ele, a FCCE já promoveu mais de 200 seminários com representantes de 60 países diferentes e recebeu, somente no último ano, 80 missões empresariais e diplomáticas de diversos continentes. Essas ações refletem o aumento do interesse internacional pelo mercado brasileiro e reforçam o papel da FCCE na criação de pontes comerciais estratégicas.

Durante o evento, o vice-presidente recebeu uma homenagem de um empresário colombiano da Sublay S/A, que destacou o apoio da federação às empresas latino-americanas e mencionou parcerias estabelecidas no Panamá, Colômbia e Uruguai, além do avanço das exportações brasileiras para a África, especialmente para o Marrocos.

Entre as principais metas da FCCE está a mudança da pauta exportadora brasileira, com foco na agregação de valor. “Queremos promover a transição do Brasil de um país exportador de commodities para um exportador de produtos com inovação e sustentabilidade”, destacou Kühner.

A proposta busca fortalecer setores tecnológicos e industriais, reduzindo a dependência de produtos primários e impulsionando a competitividade global do país. A federação também defende a adoção de práticas sustentáveis e de economia verde, alinhadas às tendências do comércio internacional.

A FCCE baseia sua estratégia em três eixos principais: mentoria empresarial, com orientação estratégica sobre mercados e adequações regulatórias; capacitação profissional, com programas sobre legislação, logística e negociação internacional; e internacionalização, oferecendo suporte técnico e conexões com parceiros estrangeiros.

Além disso, a federação mantém serviços de consultoria e apoio ao financiamento, auxiliando empresas brasileiras a acessar linhas de crédito e programas de incentivo à exportação. “Nosso papel é ajudar as empresas a encontrarem novos mercados e fontes de funding para sua expansão global”, explicou Kühner.

Reconhecida internacionalmente, a FCCE reafirma seu compromisso em tornar o comércio exterior brasileiro mais competitivo, sustentável e inovador. As parcerias com países da América Latina e da África demonstram a força da diplomacia econômica conduzida pela federação.

Aos 75 anos, a instituição segue focada em preparar o Brasil para uma nova era do comércio internacional, marcada por tecnologia, diversificação e responsabilidade ambiental.

FONTE: Última Hora
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Última Hora

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