Tecnologia

Brasil se prepara para lançar HANBIT-Nano, foguete 27 vezes mais veloz que um Boeing

Com 21 metros de altura, o equivalente a um prédio de sete andares, e pesando cerca de 30 toneladas, o foguete sul-coreano HANBIT-Nano será lançado no dia 17 de dezembro a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Capaz de atingir 30 mil km/h — mais de 27 vezes a velocidade de um Boeing comercial — o veículo é projetado para missões orbitais leves, transportando pequenos satélites e experimentos científicos. O lançamento marca um avanço importante para o Brasil no mercado global de operações espaciais comerciais.

Brasil entra no mercado global de lançamentos

Desenvolvido pela empresa privada sul-coreana Innospace, o HANBIT-Nano simboliza a entrada do Brasil no segmento internacional de lançamentos espaciais, dominado atualmente por Estados Unidos, China e Europa. A operação, conduzida pela Força Aérea Brasileira (FAB), integra o Programa Espacial Brasileiro e compõe a Operação Spaceward 2025, que colocará cargas úteis em órbita diretamente do território nacional.

A missão reunirá 400 profissionais, sendo 300 militares. O foguete levará ao espaço oito experimentos, sete brasileiros e um indiano. Entre eles, dois nanossatélites da UFSC, voltados ao estudo de sistemas de comunicação de baixo consumo energético aplicados à Internet das Coisas (IoT).

Satélites educacionais e pesquisas nacionais

Outro destaque é o satélite educacional Pion BR2 – Cientistas de Alcântara, desenvolvido pela UFMA, pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e parceiros internacionais. A bordo, estão tecnologias em teste, como placas solares e instrumentos de navegação, além de mensagens de estudantes, incluindo jovens de comunidades quilombolas da região.

O presidente da AEB, Marco Antônio Chamon, destaca que a operação inaugura uma nova fase de cooperação entre governo e iniciativa privada no setor espacial, ampliando a visibilidade do CLA e oferecendo “carona” para projetos científicos brasileiros. Segundo ele, embora os dispositivos ainda não sejam de grande porte, representam um avanço relevante:

“Estamos falando de cubesats de até 10 cm e poucos quilos, capazes de transmitir sinais do espaço para estações em solo, um passo essencial para o desenvolvimento tecnológico nacional.”

Parceria público-privada fortalece o programa espacial

A operação envolve uma estrutura conjunta:

  • A base de Alcântara permanece sob comando da FAB.
  • A Innospace trouxe o foguete desmontado e acompanha a montagem e testes.
  • A AEB é responsável pelo licenciamento e fiscalização da operação.

O lançamento seguirá uma trajetória inclinada para o leste, direcionada ao oceano, conforme normas internacionais que evitam riscos na área terrestre.

Marco simbólico 20 anos após o acidente de 2003

A missão ocorre duas décadas após o acidente com o VLS-1, que vitimou 21 profissionais durante preparativos para um lançamento nacional. O episódio marcou profundamente o setor aeroespacial brasileiro, que nos últimos anos passou por reestruturações importantes.

O governo federal revisou programas estratégicos como o PESE (voltado ao desenvolvimento militar) e o PNAE (planejamento civil do setor), ambos agora com mais verbas e foco em desenvolver tecnologias próprias.

Apesar do atraso tecnológico, Chamon vê o HANBIT-Nano como um incentivo ao avanço nacional:

“Ainda não dominamos a fabricação de foguetes nem temos satélites meteorológicos próprios, mas operações como esta estimulam o país a buscar soluções nacionais.”

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FAB/O Globo

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Tecnologia

China avança em segurança no transporte aéreo de baterias de lítio com nova tecnologia ativa

A China realizou, em 25 de novembro, o primeiro voo de carga equipado com um sistema inteligente de segurança para baterias de lítio, marcando um passo significativo na tentativa de tornar o transporte aéreo desses produtos mais seguro e eficiente. A aeronave da SF Express partiu do Aeroporto Internacional de Huahu, em Ezhou, na província de Hubei, considerado o primeiro terminal do país dedicado exclusivamente à carga aérea.

A operação coincidiu com um seminário sobre logística de baterias, que reuniu especialistas e empresas para debater desafios do setor e soluções para cadeias de suprimentos de alta complexidade.

Crescimento acelerado da indústria de baterias

A China, hoje o maior produtor global de baterias, registrou mais de 1,2 trilhão de yuans em produção em 2024. O transporte aéreo desses materiais também disparou: foram movimentadas 645 mil toneladas, um aumento de 21,26% em relação ao ano anterior. Apesar do crescimento, os riscos de combustão e explosão ainda obrigam a classificação das baterias como carga de alto risco, o que limita a eficiência logística e aumenta custos operacionais.

Projeto nacional foca em soluções de segurança ativa

Para enfrentar esses gargalos, o desenvolvimento do novo sistema foi incluído entre as iniciativas prioritárias de pesquisa do 14º Plano Quinquenal (2021-2025). O projeto é liderado pela Universidade Jiaotong de Chongqing, em parceria com a CATL e a Academia Chinesa de Ciência e Tecnologia da Aviação Civil.

Segundo Wu Jinzhong, líder da pesquisa, a equipe conseguiu superar três grandes desafios: a falta de clareza sobre mecanismos de fuga térmica, falhas de materiais e estruturas e a ausência de tecnologias precisas de teste. A resposta foi a criação de um sistema de proteção para toda a cadeia logística, baseado em monitoramento inteligente.

Monitoramento em tempo real com inteligência artificial

A nova tecnologia usa algoritmos de IA para acompanhar, em tempo real, 12 indicadores críticos, incluindo temperatura e emissão de gases. O sistema pode emitir alertas em milissegundos e acionar automaticamente medidas de contenção, impedindo que a fuga térmica se amplie — uma evolução significativa em relação aos métodos tradicionais, considerados de segurança passiva.

Transição do laboratório para a aplicação industrial

O voo inaugural comprovou a viabilidade da solução e sinalizou o início da sua aplicação em escala industrial. Wu afirma que a tecnologia será disseminada nacionalmente, fortalecendo a padronização da cadeia de suprimentos de baterias de energia e ampliando a segurança em toda a logística aérea.

FONTE: Diário do Povo Online
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xiao Yijiu/Xinhua

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EUA avaliam autorizar exportação de chips de IA avançados para a China

O governo dos Estados Unidos estuda flexibilizar as regras que impedem a exportação de chips de IA avançados para a China. A decisão ocorre meses depois de Washington ter imposto, em maio, uma proibição às vendas de tecnologias de inteligência artificial a empresas chinesas, em uma tentativa de frear o avanço de Pequim no setor de semicondutores.

Agora, o Departamento de Comércio analisa permitir que a Nvidia exporte o chip H200 para o mercado chinês. A proposta marca uma possível mudança na política de restrições, tema que voltou à mesa após reuniões entre Donald Trump e Xi Jinping, que resultaram em uma trégua na disputa comercial.

Pressões e preocupações estratégicas
Embora a possível liberação seja vista como uma abertura diplomática, autoridades em Washington continuam temendo que o envio de chips de alta performance fortaleça o poderio militar da China. Do outro lado, Pequim segue pressionando os EUA ao impor controle rigoroso sobre a exportação de terras raras, insumo crucial para a indústria de tecnologia.

A Nvidia, apesar de evitar comentários formais, afirma que as regras atuais a afastam de um dos maiores mercados do mundo e ampliam o espaço para concorrentes internacionais.

O que é o chip H200
Lançado há dois anos, o H200 traz memória de alta largura de banda superior à do modelo anterior, o H100, garantindo velocidade maior no processamento de dados.

Segundo a fabricante, o H200 NVL oferece:

  • 1,5 vez mais memória
  • Até 1,7 vez mais desempenho em inferência de LLMs
  • Até 1,3 vez mais performance em tarefas de HPC

O chip também é estimado como cerca de duas vezes mais potente que o H20, atualmente o semicondutor mais avançado da Nvidia permitido para exportação à China.

Expansão das vendas para o Oriente Médio
Enquanto aguarda a revisão das regras para a China, a Nvidia avança em outros mercados. Nesta semana, durante a visita do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman à Casa Branca, o Departamento de Comércio autorizou o envio de até 70 mil chips Blackwell, próxima geração da empresa, para as companhias Humain (Arábia Saudita) e G42 (Emirados Árabes Unidos).

FONTE: Olhar Digital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Quality Stock Arts/Shutterstock

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Renault e Geely ampliam investimentos no Paraná impulsionadas pelo programa Mover

O programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) voltou a estimular o setor automotivo e resultou em um novo ciclo de investimentos no Paraná. Renault e Geely anunciaram uma parceria de R$ 3,8 bilhões para desenvolver tecnologias de baixa emissão, plataformas eletrificadas e futuros modelos produzidos no país.

A assinatura do acordo no Complexo Ayrton Senna consolida a cooperação tecnológica entre as montadoras. Com o avanço da parceria, a Geely Auto passa a deter 26,4% de participação na Renault do Brasil, ampliando sua presença estratégica no mercado nacional.

Mover impulsiona inovação e competitividade

Durante a cerimônia, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que o investimento reforça os pilares da Nova Indústria Brasil (NIB) e cria um ambiente favorável para inovação e sustentabilidade. Segundo ele, o Mover oferece previsibilidade e incentiva empresas a liderarem a transição para uma economia mais verde.

Alckmin lembrou que o programa prevê R$ 19,3 bilhões para o período de 2024 a 2028, apoiando planejamento empresarial, modernização fabril e avanço tecnológico. Para o ministro, a transição energética coloca o Brasil em posição privilegiada para liderar iniciativas de economia de baixo carbono.

Novos modelos e expansão da produção nacional

A colaboração entre Renault e Geely resultará em dois novos modelos da marca chinesa e na renovação de um veículo Renault, todos previstos para o segundo semestre de 2026. Já em 2027, está programada uma nova plataforma com foco em eletrificação automotiva, que originará outro modelo da montadora francesa.

Com isso, o Complexo Ayrton Senna passará a produzir veículos das duas marcas, ampliando a integração do Brasil às cadeias globais de valor e fortalecendo a competitividade da indústria nacional.

Setor automotivo celebra previsibilidade

Ariel Montenegro, presidente e diretor-geral da Renault Geely do Brasil, destacou que a parceria é inédita e de longo prazo, com foco em desenvolvimento econômico e soluções inovadoras de mobilidade.

Já Igor Calvet, presidente da Anfavea, ressaltou que o setor reconhece o impacto positivo da previsibilidade trazida pelas recentes políticas públicas. Para ele, os avanços anunciados são reflexo direto das diretrizes do Programa Mover, que sucedeu o antigo Rota 2030.

Lançado no fim de 2023, o Mover estimula a descarbonização da frota e concede créditos tributários a empresas que investem em pesquisa, eficiência energética e produção nacional. Atualmente, 231 companhias estão habilitadas, e o programa já motivou anúncios que somam R$ 190 bilhões em investimentos privados até 2033.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/ VPR

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China entrega primeira leva de robôs humanoides para trabalho 24h na indústria

A fabricante chinesa UBTECH realizou a primeira entrega em grande escala de seu robô humanoide voltado para manufatura, logística e inspeção industrial. O lote inaugural do modelo Walker S2 ganhou destaque internacional após a divulgação de um vídeo em que centenas de unidades aparecem marchando de forma sincronizada em Shenzhen.

Vídeo viral levanta dúvidas, mas empresa garante autenticidade
As imagens mostram fileiras de robôs alinhados, executando movimentos coordenados antes de seguirem até contêineres de transporte no galpão da empresa. A repercussão global incluiu questionamentos sobre possível manipulação digital — especulação mencionada pelo jornal britânico The Sun, que ouviu especialistas em efeitos visuais.
A UBTECH, porém, negou qualquer edição e divulgou novas fotos, com funcionários ao lado dos humanoides, para comprovar a veracidade do material.

Humanoides projetados para operação contínua
Desenvolvido para atuar 24 horas por dia, o Walker S2 foi apresentado como uma solução de automação capaz de substituir tarefas repetitivas e de alta demanda nas linhas industriais. Somente em 2025, a empresa já acumulou mais de US$ 112 milhões em pedidos, incluindo encomendas individuais superiores a US$ 35 milhões.
Segundo o The Sun, unidades já foram enviadas para grandes fabricantes chinesas, como BYD, Geely, FAW-Volkswagen, DongFeng e Foxconn. O avanço comercial impulsionou o valor das ações da UBTECH, que subiu mais de 150% na bolsa de Hong Kong.

Tecnologia de equilíbrio e autonomia avançada
Documentos técnicos da UBTECH detalham os recursos que permitem autonomia e estabilidade ao modelo. O Walker S2 possui bateria removível com sistema de troca rápida, sensores de pressão nos pés, algoritmos de equilíbrio em tempo real e capacidade de se deslocar com segurança por diferentes superfícies.
O robô conta ainda com módulos de inteligência artificial embarcada, permitindo executar movimentos de precisão, manuseio de objetos, inspeções e transporte interno em ambientes industriais.

Nova fase da automação industrial
A UBTECH apresenta o Walker S2 como parte da “próxima era da manufatura inteligente”, destacando sua integração direta às linhas produtivas e seu papel no avanço da automação nas fábricas chinesas.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/YouTube/UOL

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China pode ultrapassar os EUA na corrida da inteligência artificial? Entenda o cenário atual da disputa global

A indústria de inteligência artificial voltou a discutir quem está na dianteira da tecnologia: China ou Estados Unidos. A polêmica ressurgiu após o CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmar recentemente que “a China vai vencer a corrida da IA”, provocando forte reação no setor.

Huang atribuiu a possível vantagem chinesa ao ambiente regulatório mais simples, ao acesso facilitado à energia e ao ritmo acelerado de construção de infraestrutura. Dias depois, porém, ele suavizou a declaração em uma nota publicada no X, dizendo que a China estaria apenas “nanosegundos atrás” dos EUA.

Mesmo com o recuo, a discussão ficou no ar — e especialistas apontam que há motivos concretos para levar a hipótese a sério.

Energia: o novo campo de batalha

Se vencer a corrida da IA depende principalmente da capacidade de construir e abastecer grandes data centers, a China aparece hoje com uma vantagem importante. O país tem histórico de executar projetos gigantescos com rapidez, beneficiado pelo papel central do governo na economia.

Além disso, a energia subsidiada e os trâmites regulatórios simplificados facilitam a operação de estruturas altamente intensivas em consumo elétrico — condição essencial na era da IA generativa.

Nos EUA, o cenário é bem diferente. Custos de energia mais altos, burocracia complexa e uma rede elétrica frequentemente sobrecarregada dificultam expansões rápidas. Há regiões onde empresas de tecnologia constroem até próprias usinas para suprir a demanda.

A situação já afeta grandes players: a Microsoft revelou ter GPUs encalhadas por falta de energia disponível para rodá-las. Para muitos analistas, o fornecimento elétrico será o maior gargalo da próxima década — e Pequim parece estar um passo à frente.

Avanço no código aberto acelera o crescimento chinês

Outro ponto sensível é o domínio crescente da China no código aberto. Um relatório da a16z mostrou que o país já superou os EUA em downloads de modelos de IA open source, um marco classificado como “momento gráfico de caveira”, quando um concorrente não apenas alcança o líder — mas começa a ultrapassá-lo.

Startups como a DeepSeek exemplificam esse avanço. O modelo R1, totalmente aberto, demonstrou alta eficiência e custo reduzido, reforçando a habilidade chinesa de otimizar e escalar soluções rapidamente. Pesquisas da DeepSeek e da Tencent mostram que o país está inovando em métodos alternativos, como compressão de texto em representações visuais e previsões vetoriais contínuas, que podem transformar a eficiência dos modelos.

Há quem acredite que laboratórios ocidentais como OpenAI e Anthropic utilizem conceitos semelhantes de forma discreta, mas as empresas chinesas têm divulgado seus avanços de maneira mais agressiva e transparente.

Afinal, a China já ultrapassou os Estados Unidos?

Ainda não há consenso. Embora os EUA mantenham vantagem em pesquisa de ponta, chips avançados e grandes laboratórios privados, a China demonstra capacidade estratégica para ganhar terreno rapidamente — especialmente ao combinar infraestrutura robusta, energia abundante e escala industrial.

No ritmo atual, analistas afirmam que o país está excepcionalmente bem posicionado para disputar a liderança global em inteligência artificial nos próximos anos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yoshikazu Tsuno/Gamma-Rapho/Getty Images/The New York Times Licensing Group

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Tecnologia redefine o comércio exterior na América Latina

O comércio exterior latino-americano vive um momento de transformação impulsionado pela tecnologia. Soluções baseadas em inteligência artificial, digital twins e plataformas integradas de gestão estão mudando a lógica da cadeia logística e das operações portuárias, tornando-as mais preditivas e conectadas.

Empresas de transporte e operadores portuários vêm adotando modelos digitais capazes de simular cenários logísticos, prever impactos cambiais, medir desempenho de rotas e identificar riscos operacionais. Com a aplicação dos digital twins — réplicas virtuais de portos, terminais e cadeias de suprimento —, é possível realizar ajustes em tempo real e tomar decisões baseadas em evidências. O resultado é um comércio exterior mais previsível, com menor exposição a custos variáveis e interrupções.

A América Latina também acompanha o avanço de tendências como nearshoring e friendshoring, impulsionadas pela reorganização das cadeias globais. A aproximação entre centros produtivos e consumidores regionais reduz prazos e custos logísticos, fortalecendo os portos locais como plataformas estratégicas. No Brasil, o aumento das movimentações internas vem substituindo rotas mais longas e caras, especialmente as que envolvem a Ásia.

Essas transformações ocorrem em um cenário de modernização portuária e investimento em automação. Portos como Santos, Itapoá e Pecém já utilizam sistemas integrados de rastreamento e plataformas de análise de dados, alinhando suas operações a padrões internacionais de eficiência. A digitalização, antes vista como tendência, tornou-se um requisito competitivo para operadores logísticos e exportadores em mercados de alta complexidade regulatória.

Dados no centro das decisões

O uso de dados deixou de ser um diferencial e passou a ser o eixo das decisões no comércio exterior. Ferramentas de IA aplicadas à previsão de demanda, gestão de estoques e alocação de frota reduzem desperdícios e aumentam a previsibilidade. Plataformas digitais integram agentes de carga, despachantes e armadores em um mesmo ambiente, substituindo o papel e reduzindo erros em documentação.

De acordo com a Maersk, as cadeias de suprimento latino-americanas estão em fase de consolidação digital, com ganhos expressivos de eficiência operacional. O desafio atual está em ampliar a interoperabilidade entre sistemas públicos e privados e consolidar padrões de dados entre portos, terminais e autoridades aduaneiras — um passo essencial para o avanço de um comércio exterior mais ágil e previsível.

A presença da Process nesse movimento

Entre as empresas que acompanham de perto essa evolução está a Process, que tem integrado tecnologia e estratégia para tornar a logística mais eficiente e conectada. 

“Na Process, acreditamos que tecnologia sozinha não resolve, pois o resultado vem quando dados, estratégia e operação trabalham juntos. Nosso foco é fazer com que o cliente enxergue o cenário completo, consiga antecipar riscos e tome decisões baseadas em fatos. Hoje, a tecnologia não está mais ao redor da operação, ela é parte dela. Acompanhar de perto o que acontece entre o porto e o cliente é o que nos permite usar a inovação de forma prática, para manter o fluxo em movimento e tornar a logística mais previsível e conectada às novas dinâmicas globais”, destacou Lúcio Lage, CEO do Process Group. 

A tecnologia redefine o ritmo das trocas internacionais na América Latina. O que antes dependia apenas de infraestrutura física agora depende também da capacidade de processar, interpretar e agir sobre dados — um caminho que consolida uma nova fase de maturidade logística, onde inovação e eficiência caminham lado a lado.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO PROCESS

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Tecnologia

AgXeed 2.055 W3 é eleito o melhor robô agrícola do mundo e revoluciona a mecanização no campo

O AgXeed 2.055 W3 foi eleito o melhor robô agrícola do mundo durante a Agritechnica 2025, a maior feira de maquinários agrícolas do planeta, realizada na Alemanha. O evento também revelou os vencedores do tradicional prêmio Tractor of the Year 2026 (TotY), que reconhece as inovações mais relevantes do setor.

Desenvolvido na Holanda, o robô foi considerado o primeiro modelo agrícola comercialmente maduro da Europa. Totalmente autônomo, ele realiza todas as etapas do trabalho no campo — do preparo do solo à semeadura — sem precisar de operador.

Com motor diesel-elétrico e 230 cavalos de potência, o novo modelo supera a versão anterior, de 156 cv. “O AgXeed mantém o mesmo conceito, mas agora entrega mais força e eficiência”, explicou Sebastian Henrichmann, representante da Agravis, empresa responsável pela comercialização do robô na Alemanha.

Alta tecnologia e versatilidade no campo

O AgXeed 2.055 W3 é equipado com sistemas de navegação GPS-RTK, sensores LiDAR e táteis, o que garante precisão milimétrica nas operações. Ele utiliza implementos agrícolas padrão, conectados em três pontos, ampliando suas possibilidades de uso em diferentes tipos de lavoura.

Segundo Henrichmann, o robô pode atuar tanto em grandes áreas de grãos, como milho e soja, quanto em culturas especiais, como alface e aspargo. O preço estimado é de 320 mil euros (cerca de R$ 1,9 milhão), e já foram vendidas aproximadamente 120 unidades na Europa e na Austrália.

Tractor of the Year 2026: os campeões por categoria

Além do robô agrícola, a Agritechnica 2025 premiou os melhores tratores do ano em diversas categorias. Na principal, HighPower, o vencedor foi o Claas Axion 9.450, com 448 cv e motor de 8,7 litros. O modelo se destaca pela eficiência energética, alcançando 40 km/h a 1.350 rpm e registrando apenas 66 decibéis dentro da cabine.

Entre os tratores de médio porte, o Fendt 516 Vario Gen4 venceu a categoria MidPower. O modelo de 164 cv (ou 174 cv com boost) combina transmissão Vario CVT, o sistema Fendt iD de baixa rotação e cabine com suspensão hidráulica, unindo conforto e economia de combustível.

Na categoria Utility, voltada a tratores versáteis, o prêmio ficou com o Valtra G125 CVT Active, reconhecido por sua interface SmartTouch e pela tecnologia de controle de seções e taxa variável, antes exclusiva de modelos maiores.

O destaque da categoria Specialized foi o New Holland T4.120 F Auto Command, primeiro trator estreito com transmissão CVT. Com 118 cv, o modelo é ideal para vinhedos e pomares, oferecendo sistemas de guiamento IntelliSteer RTK+, IntelliTurn, CustomSteer e conectividade PLM Intelligence.

Por fim, o prêmio Sustainable Tractor of the Year foi concedido ao JCB Fastrac 6300, que alia sustentabilidade e desempenho. O modelo atinge 70 km/h, conta com suspensão hidropneumática completa e sistema CTIS de ajuste automático da pressão dos pneus, que reduz a compactação do solo.

Com o sistema eletrônico iCON, GPS e telemetria LiveLink, o trator reforça o compromisso da marca com a produtividade responsável e a redução de emissões.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Globo Rural

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Tecnologia

Robôs domésticos que lavam, passam e cozinham devem chegar ao mercado em 2026

O que antes parecia ficção científica está prestes a se tornar realidade. A partir de 2026, robôs humanoides capazes de limpar, passar roupas e até cozinhar devem começar a ser vendidos nos Estados Unidos, marcando uma nova fase na automação doméstica.

A novidade ganhou destaque com o lançamento do Neo, criado pela empresa de inteligência artificial 1X. Com 1,70 m de altura e 30 kg, o robô é o primeiro modelo “pronto para o consumidor” e pode executar tarefas cotidianas como abrir portas, guardar copos, dobrar roupas e regar plantas.

Apesar do visual impressionante e da promessa de praticidade, os robôs ainda apresentam limitações. São lentos, precisam de comandos repetidos e, em alguns casos, dependem de controle humano remoto.

Robô “autônomo” que depende de um operador

Embora seja divulgado como autônomo, o Neo é teleguiado por uma pessoa real, que utiliza óculos de realidade virtual para comandar seus movimentos à distância. Isso significa que alguém, em outro lugar dos Estados Unidos, controla as ações do robô dentro da casa do comprador.

O modelo está disponível por cerca de US$ 20 mil (R$ 106 mil). A tecnologia funciona melhor conforme o usuário compartilha mais informações pessoais — o que levanta discussões sobre privacidade e vigilância digital em troca de conveniência.

A corrida dos robôs humanoides

O Neo é apenas um dos vários projetos de robôs com aparência humana em desenvolvimento. Modelos como o Optimus, da Tesla, e o Figure 03, da startup Figure AI, também prometem revolucionar o mercado. A Microsoft, Jeff Bezos (Amazon) e a Nvidia estão entre os investidores da Figure AI.

Enquanto o Neo combina autonomia limitada e controle humano, o Optimus Gen 2 e o Figure 03 aprendem observando vídeos e demonstrações humanas, permitindo maior independência. A Tesla usa seus próprios robôs nas fábricas, e Elon Musk já exibiu o Optimus dançando e dobrando roupas.

O Figure 03, por sua vez, é equipado com o sistema Helix, considerado o “cérebro do robô”, e foi projetado para produção em massa, tanto para o setor industrial quanto doméstico. A previsão é que chegue às casas em 2026, com preço estimado entre US$ 20 mil e US$ 30 mil (R$ 106 mil a R$ 160 mil).

Japão, Europa e China também entram na disputa

O Japão foi pioneiro com o robô Asimo, da Honda, apresentado em 2000. Apesar de ter sido descontinuado, o país continua investindo em robótica aplicada à saúde e segurança.

Na Europa, os robôs colaborativos estão mais presentes em ambientes industriais, com uma abordagem cautelosa sobre o uso de humanoides e as implicações éticas da inteligência artificial.

Já a China aposta pesado na tecnologia. A empresa Xpeng apresentou recentemente o Iron de segunda geração, com aparência realista e foco inicial em aplicações industriais. O próprio fundador, He Xiaopeng, precisou provar publicamente que o robô não era controlado por uma pessoa, após causar espanto com seus movimentos naturais.

Bilionários apostam em um futuro dominado por robôs

O CEO da Xpeng afirmou acreditar que os robôs superarão a venda de carros nos próximos anos. Elon Musk compartilha da mesma visão: segundo ele, 80% do valor da Tesla virá dos robôs humanoides Optimus.

De acordo com a BBC News, um relatório do Morgan Stanley estima que a Apple poderá faturar US$ 133 bilhões anuais até 2040 se entrar nesse mercado. A “corrida dos robôs” já movimenta valores trilionários e promete redefinir o papel da IA no cotidiano.

Design e desempenho: o desafio da naturalidade

Além da tecnologia, as empresas apostam no design humanizado. O Neo é coberto por uma malha macia em tons neutros e foi descrito pelo CEO da 1X, Bernt Børnich, como “útil, ainda que imperfeito”.

Testes realizados pelo Wall Street Journal mostraram que o robô levou dois minutos para buscar uma garrafa de água e cinco minutos para colocar copos na lava-louças, evidenciando que ainda há muito a evoluir.

O Optimus tem aparência plástica e estrutura visível, enquanto o Figure 03 traz tecidos removíveis e laváveis, que podem ser personalizados conforme o gosto do dono.

Limites, segurança e o papel humano

Apesar dos avanços, nenhum robô é totalmente autônomo. O CEO da 1X garantiu que o Neo possui camadas de segurança e não executará ações perigosas, como pegar objetos quentes ou afiados.

O treinamento dessas máquinas também depende de pessoas. Na Índia, empresas contratam funcionários que passam horas realizando tarefas repetitivas — como dobrar toalhas centenas de vezes — para criar bancos de dados que alimentam o aprendizado dos robôs.

Segundo o Los Angeles Times, esses trabalhadores se tornaram “tutores” da nova geração de robôs com inteligência artificial, mostrando que, mesmo na era da automação, o toque humano ainda é indispensável.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/1X

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Comércio Exterior, Tecnologia

Tendências globais 2026: como a tecnologia está transformando o comércio exterior

Nos últimos anos, o comércio exterior deixou de ser apenas uma operação logística para se tornar um ambiente altamente tecnológico, data driven e orientado à eficiência. Em 2025, o setor vive uma aceleração histórica: inteligência artificial generativa, automação aduaneira e integração digital entre empresas e governos estão redefinindo o fluxo global de mercadorias e informações. Diante desse cenário, o que esperar para 2026?

Documentos passam a ser gerados automaticamente, cadeias de suprimento são monitoradas em tempo real e a previsibilidade se torna o principal diferencial competitivo. Em um cenário onde velocidade, precisão e integração de dados são essenciais, a pergunta que surge é: como as empresas brasileiras podem se preparar para esse novo comércio exterior?

Para aprofundar essa discussão, o ReConecta News conversou com Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência, atuando de forma estratégica na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos.

À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que unem expertise técnica a tecnologias de ponta, como Inteligência Artificial, Big Data e automação digital, transformando dados em decisões estratégicas e potencializando resultados internacionais. Com domínio de seis idiomas (inglês, espanhol, mandarim, italiano, francês e português), ela conduz negociações multinacionais com fluidez e alto nível técnico, sendo reconhecida por antecipar tendências e traduzir complexidade em estratégias práticas. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador para empresas brasileiras que desejam conquistar o mundo. 

A seguir, você confere a entrevista completa:

1. Quais as principais tendências globais no comércio exterior em 2026?

MARIANA – O comércio internacional passa por uma transformação estrutural com a incorporação de inteligência artificial generativa, blockchain e plataformas de integração digital entre exportadores, despachantes e autoridades aduaneiras. Cadeias de suprimento tornam-se mais transparentes e preditivas, com sistemas que antecipam gargalos logísticos, otimizam câmbio e reduzem custos operacionais. A digitalização total da documentação, aliada à automação de compliance, cria um ecossistema global onde a velocidade da informação é o principal ativo competitivo.

2. Como a IA generativa está transformando o setor?

MARIANA – A IA generativa permite simular cenários de exportação, gerar documentos aduaneiros e criar relatórios financeiros e contratuais com base em padrões históricos e normativos. Além disso, ela oferece capacidade preditiva para variação cambial, riscos de mercado e comportamento de demanda global. O desafio está na validação técnica dessas informações, exigindo profissionais com domínio das normas internacionais, parametrização de sistemas e capacidade de interpretar resultados de modelos complexos.

3. Quais países estão liderando essa transformação?

MARIANA – China, Singapura e Estados Unidos lideram a integração de IA no comércio exterior, com sistemas aduaneiros autônomos e baseados em machine learning. Singapura, por exemplo, opera um modelo de despacho digital com verificação automática de origem e classificação tarifária. O Brasil avança nesse sentido por meio do Portal Único de Comércio Exterior, mas ainda enfrenta defasagem tecnológica em integração de dados e padronização entre órgãos fiscalizadores.

4. O que as empresas brasileiras precisam fazer para acompanhar esse movimento?

MARIANA – É indispensável investir em consultorias especializadas que unam conhecimento técnico de comércio exterior e experiência em automação digital. A adequação de processos internos, parametrização de sistemas ERP e integração com APIs governamentais são passos críticos para reduzir custos e aumentar previsibilidade operacional. Além disso, profissionais devem compreender profundamente regimes aduaneiros e tributários para aplicar a tecnologia com segurança jurídica.

5. Há risco de substituição de profissionais pela IA?

MARIANA – A IA não elimina profissionais, mas redefine suas funções. O analista de comércio exterior torna-se um gestor de dados e estratégias, responsável por interpretar insights gerados por sistemas inteligentes. O conhecimento técnico em normas, tarifas, regimes fiscais e tratados comerciais continua essencial, mas agora precisa ser aliado a competências em ciência de dados e gestão de automação.

6. Como a automação aduaneira está evoluindo?

MARIANA – A automação aduaneira está consolidando-se com o uso de big data, reconhecimento de padrões e integração digital entre exportadores e órgãos públicos. O Portal Único, por exemplo, passa a utilizar validação automática de documentos e interoperabilidade com sistemas de logística e transporte. Isso reduz tempo de despacho e aumenta a rastreabilidade das operações, mas exige adequação tecnológica e capacitação contínua dos profissionais envolvidos.

7. Qual a importância da atualização profissional nesse cenário?

MARIANA – Manter-se atualizado é uma questão de sobrevivência estratégica. O domínio de normas internacionais, ferramentas digitais e novas regulamentações é indispensável para garantir eficiência operacional e evitar sanções. Consultorias experientes atuam como catalisadoras desse processo, orientando empresas na interpretação das mudanças e na implementação de soluções tecnológicas seguras e escaláveis.

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