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Porto Seco de Foz do Iguaçu supera recorde e movimenta US$ 9,7 bilhões em 2025

Em 2025, o Porto Seco de Foz do Iguaçu consolidou sua relevância estratégica com uma movimentação financeira de US$ 9.799.617.735,01. O montante representa uma evolução de 13,86% na corrente de comércio em relação ao ano anterior. No que tange ao volume de carga, o recinto alfandegado processou 5.161.056,27 toneladas.

Os números consolidam o recinto como o principal hub logístico de comércio exterior por via rodoviária na América do Sul e projeta a importância estratégica de Foz do Iguaçu, posicionando sua infraestrutura como referência para a movimentação de riquezas entre as nações do Mercosul e mostra a importância estratégica de Foz do Iguaçu, posicionando a estrutura como referência para a movimentação de riquezas entre as nações do Mercosul.

Estrategicamente localizado na Tríplice Fronteira, mantém o pioneirismo nacional ao ser o único a operar embarques noturnos de grãos a granel. Essa operação ininterrupta otimiza o fluxo logístico, acelera o escoamento da safra e garante uma vantagem competitiva decisiva ao agronegócio regional, elevando o patamar das exportações brasileiras no mercado global.

Desempenho Operacional: Fluxo de Cargas e Comércio Exterior

Os dados consolidados a seguir discriminam as operações de importação e exportação, apresentando os valores comerciais e volumes processados nos procedimentos de desembaraço aduaneiro realizados ao longo do ano:

Análise do Fluxo de Mercadorias

Conforme detalhado no quadro acima, o montante movimentado em 2025 divide-se entre US$ 5,05 bilhões em exportações (1,69 milhão de toneladas) e US$ 4,74 bilhões em importações (3,46 milhões de toneladas).

Embora o volume físico de cargas tenha registrado uma redução de 5,31% — passando de 5,45 milhões de toneladas em 2024 para 5,16 milhões em 2025 — a corrente de comércio exterior apresentou um crescimento robusto de 13,86% em termos financeiros, conforme quadro abaixo.

Essa divergência entre o peso e o valor das mercadorias é um indicador estratégico importante: ela sinaliza uma transição no perfil comercial da região, com uma participação crescente de produtos de maior valor agregado.

Análise Setorial e Valor Agregado

O aumento de 13,86% no valor financeiro, em contraste com a redução no volume físico, reflete uma mudança qualitativa no mix de mercadorias processadas. Entre os fatores que impulsionaram esse cenário, destacam-se:

● Setor Agroindustrial: Embora o volume de grãos a granel mantenha sua relevância, houve um incremento no fluxo de insumos agrícolas e maquinários de alta tecnologia, que possuem valor de mercado superior por tonelada.

● Industrializados e Eletrônicos: O fortalecimento do comércio de bens de consumo duráveis, componentes eletrônicos e produtos manufaturados provenientes do Paraguai e Argentina contribuiu diretamente para a elevação do ticket médio das operações.

● Eficiência Logística: O regime de embarques noturnos e a agilidade no desembaraço aduaneiro têm atraído importadores e exportadores de cargas críticas e de alto valor, que demandam segurança e previsibilidade.

O Porto Seco de Foz do Iguaçu reafirma sua liderança na América Latina com a liberação de 215.070 caminhões em 2025 — um crescimento de 11,65% comparado ao ano anterior.

A análise por país revela a centralidade do comércio com o Paraguai, que detém a maior fatia das operações, seguido pela Argentina:

● Paraguai: Responde por 77,50% do movimento total, com 166.661 caminhões processados (77.739 na exportação e 88.922 na importação).

● Argentina: Representa 22,50% do fluxo, totalizando 48.409 veículos (11.703 na exportação e 36.706 na importação).

O quadro abaixo apresenta os números de caminhões com cargas de importação e exportação que ingressaram no Porto Seco de Foz do Iguaçu em 2025, destacando os países de procedência/destino:

As importações representam 58,41% do fluxo de caminhões, enquanto as exportações representam 41,59%.

Embora o fluxo de saída seja menor em quantidade de veículos (41,59%), ele é relevante em valor financeiro.

Essa proporção é um dado fundamental para entender a balança comercial da nossa fronteira. Embora Foz do Iguaçu seja um grande polo exportador, o fato de a importação deter 58,41% do fluxo de caminhões revela o papel da cidade como o principal “portal de entrada” de insumos para o Brasil.

Esse cenário de 58% vs 41% mostram que Foz do Iguaçu é, estrategicamente, mais do que um corredor; é o ponto onde o Brasil “respira” o comércio do Mercosul, servindo de base para que a indústria nacional receba matéria-prima e o agronegócio regional se integre.

Mercadorias desembaraçadas

A diversidade de produtos processados no Porto Seco de Foz do Iguaçu em 2025 reflete a complexidade das cadeias produtivas regionais. Enquanto as exportações brasileiras são marcadas por itens industrializados e insumos para o setor produtivo, as importações destacam-se pelo peso das commodities e recursos energéticos.

O fluxo intenso de caminhões trazendo soja, milho e trigo do Paraguai, especialmente durante as “operações noturnas” (que batem recordes constantes), é o que mantém esse percentual elevado.

A entrada de itens como farinha de trigo, frutas, alho e vinhos também contribui para essa balança, consolidando Foz como o centro de abastecimento do Sudeste brasileiro.

O quadro abaixo detalha as principais mercadorias movimentadas, categorizadas por origem e destino:

Os dados revelam que Foz do Iguaçu está se tornando um hub logístico estratégico de primeira ordem no Cone Sul.

Vale destacar alguns pontos que se apresentam como divisores de águas para o futuro da região:

Foz do Iguaçu vive um momento divisor de águas em sua trajetória econômica. A profunda reestruturação logística da região — impulsionada pela construção do novo Porto Seco, a entrega da Perimetral Leste e a modernização das aduanas — redefine o patamar de competitividade das empresas locais. Este novo cenário reduz drasticamente o tempo de desembaraço na fronteira e otimiza os custos operacionais, transformando o município e atrai novas transportadoras e grandes operadores logísticos globais para Foz do Iguaçu.

Um dos avanços mais significativos é a sinergia gerada entre os setores de turismo e logística. A segregação dos fluxos de carga e de passageiros transformará a mobilidade urbana de Foz do Iguaçu, reduzindo a poluição sonora e o desgaste das vias centrais. O resultado é uma experiência mais segura, fluida e agradável para os visitantes. Com a Ponte da Integração plenamente operacional e seus acessos concluídos, a expectativa para 2026 é que a cidade consolide seu protagonismo estratégico na dinâmica comercial do Mercosul.

Os dados apresentados confirmam o imenso potencial do comércio exterior brasileiro nesta região fronteiriça. Na modalidade terrestre, o Porto Seco de Foz do Iguaçu consolida-se como um dos principais da América Latina, projeta a pujança da economia brasileira e demonstra a eficiência logística necessária para sustentar grandes volumes 5 de exportação e importação, evidenciando a força e a resiliência das relações comerciais do Brasil com seus parceiros internacionais.

A atuação da Receita Federal na região demonstra que é perfeitamente possível aliar o rigor do controle aduaneiro à facilitação de negócios, assegurando ao Brasil um papel de liderança no cenário global. Mais do que administrar tributos, a Receita Federal consolida-se como um agente fundamental de desenvolvimento, impulsionando a eficiência logística e a prosperidade econômica na Tríplice Fronteira. Esse trabalho reafirma o compromisso institucional do órgão com a administração do sistema tributário e aduaneiro, contribuindo de forma efetiva para o crescimento econômico, a competitividade regional e o bem-estar da sociedade brasileira.

FONTE: Receita Federal
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Porto de Paranaguá inaugura modelo inédito de concessão do canal de acesso no Brasil

O Porto de Paranaguá será o primeiro do país a operar com a concessão de um canal de acesso público, iniciativa inédita no setor portuário brasileiro. A autorização para início do processo foi formalizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, marcando um novo capítulo na gestão da infraestrutura portuária nacional.

Contrato prevê investimentos bilionários e longo prazo

Pelo projeto, a empresa vencedora da licitação ficará responsável pela gestão do canal de acesso por um prazo inicial de 25 anos, com possibilidade de extensão que pode chegar a 70 anos. A estimativa é de que os investimentos superem R$ 1 bilhão, direcionados à modernização do canal, aumento da capacidade operacional e reforço da segurança da navegação.

Leilão deve ocorrer no primeiro semestre de 2025

A expectativa do governo federal é realizar a concessão ainda no primeiro semestre de 2025. De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o projeto já foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e deve servir como referência para futuras concessões em outros portos estratégicos do país. Entre os próximos alvos estão os canais de acesso dos portos de Santos e Itajaí.

Capacidade operacional pode dobrar com novas obras

Com as intervenções previstas, a capacidade operacional do Porto de Paranaguá poderá ser duplicada. O terminal é um dos principais hubs logísticos do Brasil, com forte atuação no escoamento da produção agrícola. Para 2024, a projeção é de 67 milhões de toneladas movimentadas, o maior volume já registrado pelos portos paranaenses.

Porto é estratégico para o agronegócio brasileiro

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou a importância de Paranaguá para o agronegócio. O porto lidera a movimentação do complexo soja e responde por cerca de 25% das importações de fertilizantes do país, concentrando aproximadamente um terço do volume descarregado no Brasil.

Novo bloco de licitações amplia oportunidades no porto

Durante o mesmo evento, o ministro assinou o edital do primeiro bloco de licitações do Porto de Paranaguá, previsto para 2025. Serão ofertadas cinco áreas portuárias — PAR14, PAR15, RDJ10, RDJ11 e MCP01 — voltadas à movimentação e armazenagem de granéis sólidos e vegetais. O leilão está programado para fevereiro.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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JBS Terminais investe R$ 220 milhões e consolida Porto de Itajaí como hub logístico no Sul

Com um investimento de R$ 220 milhões, a JBS Terminais promoveu uma virada operacional no Porto de Itajaí, em Santa Catarina, reposicionando o terminal como um dos principais hubs logísticos do Sul do Brasil. Desde que assumiu a gestão da área arrendada, em outubro de 2024, a companhia acelerou ganhos de eficiência e devolveu protagonismo ao complexo portuário.

Movimentação de contêineres supera níveis pré-paralisação

O primeiro ano completo sob a nova administração, em 2025, marcou a retomada consistente das operações. O terminal movimentou quase 390 mil TEUs, volume 11% superior ao registrado em 2022, antes da paralisação das atividades. Considerando os primeiros 15 meses de gestão, a movimentação já ultrapassa 430 mil TEUs, com atendimento a cerca de três mil clientes de diferentes segmentos.

Investimentos em tecnologia e infraestrutura ampliam competitividade

Para sustentar o crescimento e reforçar a conectividade internacional, a JBS Terminais direcionou os recursos para modernização tecnológica e expansão da infraestrutura. Entre os destaques estão dois guindastes móveis MHC Konecranes Gottwald ESP.9, com capacidade de até 125 toneladas e alcance para 20 fileiras de contêineres.

O terminal também ampliou sua atuação em cargas refrigeradas, com a instalação de 1.708 tomadas para reefers, além da implantação de oito gates reversíveis, medida que otimiza o fluxo de caminhões e melhora a logística terrestre.

Estratégia busca recuperar protagonismo regional

Segundo o presidente da JBS Terminais, Aristides Russi Junior, o plano de investimentos foi estruturado para recolocar o Porto de Itajaí no centro da logística regional. Para o executivo, a retomada de volumes acima dos patamares anteriores à paralisação confirma a consistência da estratégia adotada desde o início da gestão e a robustez do ativo portuário.

Infraestrutura robusta garante conexões globais

Atualmente, o terminal conta com 180 mil metros quadrados de área operacional, 1.030 metros de cais e quatro berços com profundidade de 14 metros. Essa estrutura viabiliza a operação de 10 linhas regulares de navegação e sete escalas semanais, conectando Santa Catarina a mercados da Ásia, Europa, Américas, Oriente Médio e África.

Ao longo de 2025, o terminal recebeu 384 embarcações e ampliou o portfólio de serviços, com destaque para o serviço LUX, que conecta o Brasil ao Norte da Europa com escalas semanais em Itajaí.

Perfil das cargas reflete a força econômica catarinense

A diversidade das cargas movimentadas acompanha o perfil produtivo de Santa Catarina. As exportações de carnes lideram a pauta, seguidas por madeira, enquanto plásticos, alimentos para animais e máquinas de alto valor agregado se destacam nas operações de importação e exportação. Para a empresa, o terminal é um facilitador do desenvolvimento econômico regional, ao garantir previsibilidade e agilidade logística às indústrias locais.

Geração de empregos e impacto social

Além dos resultados operacionais, a atuação da JBS Terminais também gera impacto social relevante. Atualmente, a operação mantém 345 colaboradores diretos e mobiliza cerca de 600 Trabalhadores Portuários Avulsos diariamente, consolidando o Porto de Itajaí como um importante polo de emprego e renda. A companhia afirma que a gestão busca se tornar referência em excelência portuária, combinando conectividade global e desenvolvimento local sustentável.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Ministério autoriza ampliação histórica do Porto de Santos e fortalece logística nacional

O Ministério de Portos e Aeroportos autorizou a ampliação da área do Porto de Santos, no litoral de São Paulo, em uma das maiores expansões já registradas no complexo portuário. A decisão foi formalizada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (10), que incorpora 17,2 milhões de metros quadrados à poligonal do porto organizado.

Crescimento inclui áreas terrestres e marítimas

De acordo com a Autoridade Portuária de Santos (APS), a ampliação abrange tanto áreas terrestres quanto áreas marítimas, destinadas a fundeio de embarcações e à deposição de resíduos de dragagem. O maior impacto ocorre em terra firme: a área disponível para novos terminais e infraestrutura portuária salta de 9,3 milhões de m² para 14,5 milhões de m², um crescimento de 56%.

Pedido apresentado em 2024 passou por estudos e consulta pública

A inclusão de novas áreas na Baixada Santista atende a um pedido protocolado pela APS em 2024. Segundo a autoridade portuária, estudos técnicos detalhados comprovaram a necessidade operacional e a viabilidade da expansão do Porto de Santos. Antes da aprovação final, o governo federal promoveu uma consulta pública em 2025, ampliando o debate com o setor e a sociedade.

Medida prepara o Porto de Santos para o futuro

Para o presidente da APS, Anderson Pomini, a decisão tem caráter estratégico. Em nota, ele destacou que a ampliação cria condições para acompanhar o aumento da movimentação de cargas, atrair novos investimentos, gerar empregos e elevar a eficiência logística, com reflexos positivos para a economia brasileira.

Possibilidade de novas áreas em análise

A APS informou ainda que a expansão pode não se limitar às áreas já aprovadas. O Ministério de Portos e Aeroportos avalia outras regiões sugeridas para inclusão futura na poligonal, o que pode ampliar ainda mais a capacidade do complexo.

Maior porto da América Latina reforça competitividade

Reconhecido como o maior porto da América Latina, o Porto de Santos é peça-chave no comércio exterior do Brasil. A ampliação da poligonal é considerada essencial para sustentar o crescimento das operações, melhorar a infraestrutura portuária e fortalecer a competitividade do setor nos próximos anos.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Portos de Santa Catarina movimentam 2,93 milhões de TEUs em 2025, alta de 14,5%

A movimentação de contêineres em Santa Catarina registrou crescimento expressivo em 2025. De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), os portos catarinenses movimentaram 2,93 milhões de TEUs, avanço de 14,5% na comparação com 2024.

O desempenho garantiu ao estado uma participação de 19,1% em toda a carga conteinerizada movimentada no Brasil, consolidando Santa Catarina como um dos principais polos da logística portuária nacional.

Porto Itapoá se destaca no ranking nacional

O Porto Itapoá foi um dos principais destaques do ano, alcançando a terceira posição entre os portos brasileiros com maior movimentação de contêineres. Em 2025, o terminal somou 1,45 milhão de TEUs, crescimento de 20,5% em relação ao ano anterior.

O resultado reforça a relevância do porto no comércio exterior brasileiro e sua capacidade de absorver o aumento da demanda por operações de importação e exportação.

Complexo de Itajaí mantém protagonismo regional

O complexo portuário de Itajaí, que reúne Portonave, Porto de Itajaí e Barra do Rio, ocupou a quarta colocação nacional, com 1,43 milhão de TEUs movimentados.

De forma individual, a Portonave registrou 1,03 milhão de TEUs, uma queda de 14,5%, reflexo dos impactos causados pela reforma de um dos berços de atracação. Já o Porto de Itajaí apresentou forte recuperação, com 342,2 mil TEUs, crescimento de 808,6% no período. O terminal Barra do Rio, por sua vez, movimentou 52 TEUs, queda de 75,6% em relação a 2024.

Porto de Imbituba encerra ano com retração

O Porto de Imbituba respondeu pela movimentação de 106,7 mil TEUs em 2025, o que representa uma redução de 5,2% na comparação anual, segundo os dados consolidados pela ANTAQ.

Produtos com maior volume embarcado

Entre janeiro e dezembro de 2025, os outros compostos organo-inorgânicos lideraram a movimentação nos portos catarinenses, com 2,48 milhões de toneladas, crescimento de 32,1%. Na sequência aparecem as carnes de aves, com 2,26 milhões de toneladas (+23,6%).

A madeira serrada somou 978 mil toneladas, alta de 6,8%, enquanto a carne suína alcançou 977 mil toneladas, avanço de 31,8%, reforçando a importância do agronegócio e da indústria de base florestal para o desempenho logístico do estado.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave / Divulgação

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TCP lidera movimentação de contêineres no Sul do Brasil, aponta ANTAQ

A TCP, empresa responsável pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá, foi reconhecida como o maior terminal portuário do Sul do Brasil em movimentação de cargas. O dado consta na atualização mais recente do Estatístico Aquaviário, divulgada nesta terça-feira (10) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Considerando operações de exportação, importação e transbordo, o terminal alcançou a marca de 1.535.118 TEUs (contêineres de 20 pés), volume 6% superior ao registrado pelo segundo colocado do ranking regional.

Liderança reforça papel estratégico do terminal

Segundo a TCP, o desempenho confirma a relevância do terminal na corrente de comércio exterior brasileira. Pelo segundo ano consecutivo, Paranaguá se consolida como o principal corredor logístico do Sul, apoiado por investimentos contínuos em infraestrutura portuária, tecnologia e qualificação de equipes.

De acordo com o superintendente institucional e jurídico da TCP, Rafael Stein Santos, os resultados refletem a confiança do mercado e a capacidade do terminal de manter elevados padrões de eficiência operacional e gestão portuária.

Investimentos impulsionam crescimento acima de 50%

Nos últimos cinco anos, a TCP investiu mais de R$ 500 milhões em obras estruturais e aquisição de equipamentos. Como resultado, a movimentação anual de contêineres cresceu mais de 50%, saltando de cerca de 1,1 milhão de TEUs em 2021 para mais de 1,6 milhão de TEUs em 2025.

Para 2026, a companhia projeta novos avanços, com foco na ampliação de capacidade e na descarbonização das operações, alinhando crescimento logístico e sustentabilidade ambiental.

Ampliação do calado aumenta eficiência operacional

Um dos marcos recentes foi a ampliação do calado operacional do Porto de Paranaguá, homologada em novembro de 2025 pela Portos do Paraná. A profundidade permitida para navios porta-contêineres passou de 12,80 metros para 13,30 metros, possibilitando um ganho médio de 400 TEUs por embarcação.

Desde a revisão, o terminal já recebeu 11 navios operando com calado superior ao limite anterior. Atualmente, Paranaguá possui o maior calado operacional da Região Sul, fator que amplia a competitividade do porto.

Recordes em cais, gate e ferrovia

Em 2025, a TCP atingiu um novo recorde histórico, com 1.662.549 TEUs movimentados, somando exportações, importações, transbordos e remoções. O volume representa crescimento de 7% em relação a 2024 e posiciona o terminal como o terceiro maior do Brasil e o primeiro do Sul a superar 1,6 milhão de TEUs.

No cais, o terminal registrou 1.019 atracações ao longo do ano, superando pela primeira vez a marca de mil navios. Já no ramal ferroviário, foram 1.295 trens atendidos, com mais de 103 mil contêineres movimentados, especialmente cargas de frango congelado, papel e celulose.

Nas operações rodoviárias, o gate do terminal contabilizou a passagem de mais de 597 mil contêineres transportados por caminhões, cerca de 10 mil a mais do que no ano anterior.

Exportações do agronegócio ganham destaque

A movimentação total da TCP em 2025 correspondeu a 11,5 milhões de toneladas de cargas, desconsiderando o peso dos contêineres. Desse volume, 72% foram destinados à exportação e 28% às importações.

Entre os principais destaques das exportações estão carnes e congelados (3,822 milhões de toneladas), madeira, papel e celulose e produtos do agronegócio. Nas importações, lideraram os segmentos químico e petroquímico, automotivo, eletrônicos e maquinários e construção e infraestrutura.

A TCP manteve a liderança como o maior corredor de exportação de carne de frango do Brasil, respondendo por 45% dos embarques nacionais em 2025. Também ampliou sua participação na exportação de carne bovina, que passou de 23% para 29% em um ano.

Além disso, o terminal foi responsável por mais de 70% das exportações brasileiras de feijão e gergelim, com crescimentos de 57% e 151%, respectivamente, consolidando Paranaguá como um polo estratégico do comércio exterior do agronegócio brasileiro.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Porto de Santos amplia poligonal em 17,2 milhões de m² após revisão assinada pelo Ministério

O Porto de Santos, maior complexo portuário do país, teve sua poligonal ampliada após a assinatura da Portaria GM–MPor nº 5 pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, na segunda-feira (9). A medida redefine os limites físicos e administrativos do porto organizado e acrescenta 17,2 milhões de metros quadrados à área sob jurisdição portuária.

Do total incorporado, 4,8 milhões de m² correspondem a áreas terrestres e 12,4 milhões de m² a áreas aquáticas, fortalecendo o planejamento estratégico, a integração porto-cidade e a capacidade de expansão do terminal.

Revisão da poligonal reforça planejamento e segurança jurídica

A poligonal portuária delimita oficialmente as áreas administradas pelo porto organizado. A atualização do seu traçado, solicitada pela Autoridade Portuária de Santos (APS) e aprovada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), busca tornar o planejamento mais eficiente, alinhado às diretrizes de eficiência operacional, ordenamento territorial e crescimento sustentável da atividade portuária.

A ampliação incorpora áreas consideradas estratégicas para o futuro do porto, garantindo maior segurança jurídica, melhor organização do território e condições adequadas para absorver o aumento da demanda logística.

Expansão abre caminho para novos investimentos

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, a revisão da poligonal representa um avanço decisivo para o desenvolvimento do Porto de Santos. A avaliação é compartilhada pelo secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, que destacou o impacto positivo da medida no médio e longo prazos.

De acordo com ele, ao ampliar o perímetro do porto organizado, o poder público cria condições concretas para a implantação de novos projetos, concessões e arrendamentos, ampliando a capacidade operacional do complexo portuário.

“Estamos sinalizando ao mercado e à comunidade portuária que o Porto de Santos tem espaço para crescer. A ampliação da poligonal permite novos investimentos, expansão da infraestrutura e aumento de capacidade para atender à demanda futura”, afirmou o secretário.

Benefícios logísticos e industriais para a região

A ampliação da área traz uma série de benefícios diretos, entre eles a possibilidade de implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e o desenvolvimento de novas infraestruturas em áreas livres (greenfield), voltadas a atividades retroportuárias, de apoio portuário e logística integrada.

A medida também favorece a expansão das operações da APS no segmento de granéis líquidos e assegura espaço navegável em frente ao berço AL05, permitindo a realização de dragagem de manutenção sob responsabilidade da Autoridade Portuária.

Novas revisões podem ocorrer

O Ministério de Portos e Aeroportos informou que os trechos solicitados pela APS que não foram incluídos nesta etapa ainda seguem em análise. As discussões técnicas e jurídicas continuam, e uma nova revisão da poligonal poderá ser realizada após a conclusão desses estudos.

Principais áreas incorporadas ao Porto de Santos

Entre os trechos incluídos na nova poligonal estão:

  • Região do Caneu (margem esquerda), com 6,84 milhões de m², destinados à implantação de ZPE;
  • Monte Cabrão (margem esquerda), com 184,5 mil m², voltados à instalação de novas infraestruturas e atividades retroportuárias;
  • Alemoa, à montante da área SSZ 49 (margem direita), com 114 mil m² de áreas terrestres, para expansão das operações de granéis líquidos;
  • Área adjacente ao terminal STS08A (margem direita), com 95,3 mil m² de áreas aquáticas, destinadas à viabilização dos futuros berços AL05 e AL06 e à manutenção da navegabilidade.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Santos – Vosmar Rosa

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Integração Indústria-Porto avança no Brasil e prepara nova fase a partir de 2026

A integração entre indústria e portos no Brasil vem ganhando força e se consolidando como um eixo estratégico para o desenvolvimento econômico do país. O tema foi destaque no programa Integração 5.0, que abordou a evolução do Encontro Regional Indústria Porto (INIP), iniciativa criada em 2022 e que hoje já se posiciona como um movimento de alcance nacional.

Desde sua criação, o evento tem como objetivo aproximar dois setores-chave da economia brasileira, ampliando o diálogo e estimulando soluções conjuntas para desafios estruturais da logística nacional.

Indústria e portos como vetor de competitividade

De acordo com o conteúdo apresentado no programa, o INIP surgiu a partir do entendimento de que indústria e ambiente portuário precisam atuar de forma integrada para que o Brasil avance em competitividade. O alinhamento é visto como essencial diante da crescente pressão global por eficiência logística, redução de custos e maior fluidez nas cadeias produtivas.

Com o passar das edições, a iniciativa ganhou relevância e ampliou sua presença em diferentes regiões do país, adaptando os debates às características econômicas e logísticas locais.

Debates regionais fortalecem a articulação nacional

Em Brasília, o encontro adotou uma abordagem mais institucional e estratégica, aproximando o setor produtivo dos centros de decisão política que influenciam diretamente a infraestrutura portuária e logística do país.

Já em São Paulo, principal polo econômico nacional, as discussões tiveram como foco a inovação, a eficiência operacional e a competitividade, reunindo executivos e especialistas de destaque no mercado.

No Recife, o evento evidenciou o potencial logístico do Nordeste, destacando o papel dos portos como indutores de desenvolvimento regional e apontando oportunidades para a expansão econômica fora do eixo tradicional.

Espaço para soluções e conexões estratégicas

Conforme ressaltado no Integração 5.0, o INIP se firmou como um ambiente de troca de experiências, fortalecimento de conexões e construção de soluções práticas para desafios recorrentes do setor. Entre os temas debatidos estão gargalos de infraestrutura, modernização portuária e a integração dos portos com as cadeias industriais.

A proposta é transformar o diálogo em ações concretas que contribuam para a evolução do sistema logístico brasileiro.

Nova etapa prevista para 2026

A organização do evento anunciou que uma nova fase do INIP será lançada em 2026, com a meta de ampliar ainda mais o alcance da iniciativa e conectar setores considerados estratégicos para o avanço do país. A expectativa é manter o foco em reflexões de longo prazo e no estímulo a projetos que promovam maior integração logística.

A avaliação apresentada no programa é que, em um país de dimensões continentais como o Brasil, fortalecer a relação entre indústria, portos e logística é decisivo para ampliar exportações, destravar a competitividade e impulsionar um desenvolvimento sustentável nas regiões.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Porto de Porto Alegre se prepara para receber navio de longo curso

Porto Alegre se prepara para receber mais um navio de longo curso, que realiza transporte marítimo entre portos de diferentes países, no próximo dia 14, segundo a Portos RS. A chegada faz parte de um total de cinco embarcações previstas para atracarem na capital até o fim de fevereiro. O primeiro navio, o Equinox Eagle, transportou 11 mil toneladas de fertilizante nitrato de potássio desde São Petersburgo, na Rússia, e chegou ao porto no dia 26 de janeiro.

Navegação noturna ainda depende de autorização

A retomada da navegação de longo curso e a liberação da navegação noturna foram sancionadas em janeiro pelo governador Eduardo Leite, em ato realizado no Palácio Piratini com órgãos estaduais. Apesar da expectativa, a operação de navios à noite, aguardada há 42 anos, ainda não tem data definida, dependendo da aprovação de órgãos reguladores. A volta do tráfego internacional foi organizada de forma integrada entre a Autoridade Portuária, a Marinha do Brasil e a praticagem da Lagoa dos Patos.

Dragagem é prioridade para o setor industrial

Empresários do setor apontam que a dragagem dos canais é um dos principais desafios da navegação interior gaúcha. No fim de 2024, encalhes de grandes navios prejudicaram operações de importantes indústrias da região Metropolitana. A Federação das Indústrias do RS (Fiergs) saudou a retomada das atividades.

“Durante o período em que a hidrovia e o Porto de Porto Alegre permaneceram impraticáveis, o Conselho de Infraestrutura (Coinfra), por meio do Grupo Técnico de Logística, atuou junto ao governo e à Portos RS, defendendo a priorização da dragagem e a retomada das operações portuárias”, afirmou Cláudio Bier, presidente do Sistema Fiergs.

Bier reforçou a importância de um programa permanente de dragagem e da instalação de dispositivos de proteção nos pilares das pontes sobre o Guaíba. O acúmulo de sedimentos, causado por enchentes nos rios Taquari, Sinos e Gravataí, reduziu a profundidade dos canais para 5,18 metros, limitando a circulação de grandes embarcações. Anualmente, cerca de seis milhões de toneladas de cargas passam por essa hidrovia. A Portos RS investiu R$ 258 milhões, com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), para recuperar a navegabilidade da região.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Camila Cunha

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Déficit de capacidade de contêineres nos portos do Brasil já equivale a um novo terminal

O crescimento da movimentação de contêineres no Brasil vem superando a capacidade da infraestrutura portuária disponível. A defasagem entre oferta e demanda já alcançou um patamar equivalente à implantação de um novo terminal de contêineres (Tecon) completo, segundo análise da consultoria Solve Shipping.

Crescimento da demanda pressiona infraestrutura portuária

O desempenho da economia brasileira tem impulsionado o fluxo de cargas conteinerizadas, especialmente nos principais corredores do comércio exterior brasileiro. No entanto, a expansão da infraestrutura não acompanha esse avanço no mesmo ritmo, criando gargalos operacionais cada vez mais evidentes.

De acordo com a Solve Shipping, o desafio não está apenas no aumento da demanda, mas na dificuldade estrutural de ampliar a capacidade instalada dos portos. O resultado é um desequilíbrio crescente entre o que o mercado exige e o que os terminais conseguem oferecer.

Burocracia e entraves regulatórios atrasam investimentos

A consultoria aponta que processos burocráticos, entraves regulatórios e insegurança jurídica têm retardado projetos de expansão portuária. Mesmo com terminais operando próximos do limite, novos investimentos enfrentam longos períodos de tramitação para obtenção de licenças ambientais, autorizações regulatórias e definições contratuais.

Esse cenário compromete a agilidade do setor portuário para responder às mudanças do mercado, elevando os custos logísticos e afetando a competitividade do Brasil no cenário internacional.

Risco de perda de cargas e estrangulamento logístico

Com a capacidade pressionada, os terminais existentes passam a operar sob maior estresse, o que se reflete em filas, menor previsibilidade operacional e risco de desvio de cargas para portos estrangeiros mais eficientes. Para a Solve Shipping, a continuidade desse modelo tende a ampliar o déficit de capacidade ao longo dos próximos anos.

Sem mudanças nos processos decisórios e maior coordenação entre os órgãos públicos, o país pode enfrentar um estrangulamento logístico em rotas estratégicas, prejudicando exportadores e importadores.

Planejamento de longo prazo é essencial

O diagnóstico reforça a necessidade de planejamento portuário de longo prazo e de um ambiente regulatório mais ágil. A consultoria destaca que a atração de investimentos privados depende de regras mais claras e previsíveis, capazes de garantir que a infraestrutura portuária acompanhe de forma sustentável o crescimento econômico do país.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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