Comércio Exterior

Exportações de serviços atingem recorde histórico e somam US$ 51,8 bilhões em 2025

As exportações brasileiras de serviços alcançaram um novo patamar em 2025 e somaram US$ 51,83 bilhões, o maior valor já registrado. Do total exportado, cerca de 65% correspondem a serviços digitais, evidenciando a crescente relevância desse segmento no comércio exterior brasileiro.

Os dados fazem parte do Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços), lançado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), com base em informações do Banco Central.

Novo painel amplia transparência do comércio de serviços

O ComexVis Serviços reúne estatísticas inéditas e interativas sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e do cenário global. Diferentemente da balança comercial tradicional, que acompanha apenas a troca de mercadorias, o setor de serviços ainda carecia de dados detalhados e sistematizados no país.

Embora essas transações integrem as contas externas do Banco Central, os números eram divulgados de forma agregada, sem detalhamento por tipo de serviço, setor ou parceiro comercial. A nova plataforma passa a preencher essa lacuna.

Dados oficiais e integração ao ecossistema digital do governo

As informações apresentadas no painel utilizam dados primários do Banco Central e passam a integrar oficialmente o conjunto de estatísticas divulgadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A ferramenta também se conecta ao ecossistema digital do Mdic, que inclui plataformas como Comex Stat e Comex Vis, ampliando o acesso a gráficos, indicadores e análises interativas.

Desenvolvido pela Secex, o painel tem como foco aumentar a transparência, qualificar o debate público e subsidiar a formulação de políticas voltadas à competitividade internacional do setor de serviços. A plataforma permite acompanhar a evolução histórica das exportações e importações, além de analisar dados por setor e por país parceiro.

Serviços ganham peso estratégico no comércio exterior

Segundo o vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, a iniciativa atende à crescente demanda por informações estruturadas sobre o setor. Ele destaca que os serviços representam uma fronteira estratégica do comércio exterior, especialmente pela sua integração com a indústria.

De acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cerca de 40% do valor adicionado das exportações brasileiras de manufaturados corresponde a serviços incorporados aos produtos. Para Alckmin, a plataforma amplia o acesso a dados comparáveis e fortalece a análise do comércio internacional.

Apoio ao setor produtivo e identificação de oportunidades

Na avaliação da Secex, o painel contribui para aprofundar o conhecimento sobre o setor e apoiar empresas e formuladores de políticas públicas. Ao apresentar os dados de forma visual e simplificada, a ferramenta permite que governo, empresários e entidades setoriais identifiquem oportunidades de negócios e fortaleçam a promoção das exportações de serviços.

Déficit estrutural e dependência de capitais externos

Apesar do resultado recorde em 2025, o Brasil mantém um déficit estrutural na balança de serviços. No ano passado, as importações somaram US$ 104,77 bilhões, gerando um saldo negativo de US$ 52,94 bilhões no setor. Combinado às remessas de lucros ao exterior, o país encerrou 2025 com déficit de US$ 68,791 bilhões nas contas externas.

Esse resultado só não foi mais elevado devido ao superávit de US$ 68,293 bilhões da balança comercial, impulsionado pelas exportações de mercadorias. Na prática, déficits nas contas externas indicam maior dependência de capitais estrangeiros, como investimentos diretos e recursos financeiros, para equilibrar o balanço de pagamentos e sustentar as reservas internacionais.

Em 2025, essa dependência foi compensada pelo investimento estrangeiro direto, que alcançou US$ 77,676 bilhões, o melhor desempenho desde 2014. A ampliação das exportações de serviços, no entanto, é apontada como um caminho relevante para reduzir a vulnerabilidade externa da economia brasileira no médio e longo prazo.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

ESG no Comércio Exterior: por que a Governança se tornou o maior gargalo do Comex em 2026

A agenda ESG (Environmental, Social and Governance) avança rapidamente nas cadeias globais de valor, mas é o pilar da Governança que desponta como o maior desafio para o comércio exterior em 2026. Em um cenário de fiscalização mais rigorosa, acordos internacionais mais exigentes e pressão crescente por rastreabilidade e due diligence, não basta afirmar que os processos estão corretos — é preciso provar.

No Comex, a lógica é direta: se não dá para comprovar, não dá para sustentar. A ausência de evidências transforma riscos operacionais em interrupções concretas, como exigências documentais adicionais, questionamentos sobre origem e fornecedor, revisões de NCM/HS, divergências técnicas e até exposição contratual e reputacional.

O “G” do ESG na prática: quando governança vira operação

A governança no comércio exterior se materializa no dia a dia das operações. Ela aparece quando a empresa consegue responder, com segurança e consistência, a perguntas essenciais para auditorias, fiscalizações e processos internos.

Entre os principais pontos críticos estão:

  • Classificação fiscal defendível (NCM/HS): não apenas o código utilizado, mas o critério técnico e o histórico que justificam a decisão.
  • Rastreabilidade do dado: quem alterou uma informação, quando a mudança ocorreu e qual fonte sustentou a decisão.
  • Conformidade auditável: padronização de critérios, documentação organizada e trilha de auditoria pronta para inspeções.
  • Decisões replicáveis: o mesmo item deve gerar o mesmo resultado, independentemente de quem execute a análise ou de mudanças no time.

É justamente nesse ponto que muitas operações falham, ainda dependentes de planilhas descentralizadas, memória individual, retrabalho e decisões que não se repetem. Quando surge o “pedido de prova”, o gargalo se revela.

Governança de dados: o elo entre ESG e Comex

No comércio exterior, governança é o que transforma dado em prova. Sem dados bem estruturados, padronizados e rastreáveis, não há como sustentar classificações fiscais, comprovar origem ou demonstrar conformidade regulatória de forma consistente.

É nesse contexto que a Blue Route atua: fortalecendo o pilar da governança de dados aplicada ao Comex, com foco em rastreabilidade, padronização e segurança operacional. A proposta é substituir improviso por método, memória por histórico confiável e risco por previsibilidade.

Ao estruturar processos e dados de forma governada, empresas ganham não apenas conformidade, mas também eficiência, redução de retrabalho e maior confiança nas decisões estratégicas.

ESG como vantagem competitiva no comércio exterior

À medida que o ESG deixa de ser tendência e se consolida como requisito de mercado, empresas que investem em governança passam a operar com vantagem competitiva. No Comex, isso significa menos exposição a riscos fiscais e regulatórios, maior fluidez nas operações e mais credibilidade diante de parceiros, clientes e autoridades.

A pergunta que se impõe é direta: sua empresa hoje consegue provar a origem e a classificação fiscal de cada item sem depender de improviso?

Se a resposta ainda gera dúvida, o problema não está apenas no processo — está na governança do dado. E é exatamente aí que ele pode deixar de ser risco e passar a ser prova.

IMAGEM: FREEPIK
TEXTO: REDAÇÃO

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Comércio Exterior

Produtores de cacau da Bahia protestam contra aumento de importações africanas

Produtores de cacau da Bahia retomaram os protestos contra o crescimento das importações de amêndoas africanas, especialmente da Costa do Marfim, que registraram aumento de 17% em 2025. O setor aponta deságio de até 30% nos preços pagos aos produtores brasileiros, em um cenário de baixa nos preços internacionais. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), há riscos sanitários e questões comerciais que afetam a competitividade da cadeia produtiva nacional, embora a indústria negue irregularidades.

No último fim de semana, produtores interditaram rodovias no sul da Bahia, e nesta quarta-feira (28/1) houve nova mobilização próxima ao Porto de Ilhéus, principal ponto de desembarque do cacau africano.

Controvérsias sobre o regime de drawback

Um dos principais pontos de tensão envolve o uso do regime de drawback, que permite às indústrias importar cacau com isenção tributária para processamento interno e exportação de derivados, como chocolate e manteiga. O diretor da Faeb, Guilherme Moura, afirma que há indícios de que o produto importado tem sido usado para formar estoques e controlar preços internos, prejudicando os cacauicultores brasileiros.

“O prazo entre a importação da amêndoa e a exportação do derivado chega a dois anos. Queremos verificar se o mecanismo está sendo usado para manipular estoques e reduzir o apetite por compra do cacau nacional”, explicou Moura.

Importações de cacau seguem em alta

De janeiro a novembro de 2025, o Brasil importou 2.950 TEUs de cacau – incluindo favas, pastas e produtos em pó –, um aumento de 2,3% em relação ao ano anterior, segundo dados da Datamar. Os portos da Bahia foram responsáveis pelo desembarque de quase 70 mil toneladas, consolidando a região como ponto estratégico para o comércio exterior.

Confira a seguir a comparação mensal da entrada de produtos por via marítima do setor cacauicultor ao Brasil desde 2022. Os dados são provenientes da plataforma DataLiner, da Datamar:

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o cacau foi o segundo produto mais importado com suspensão de tributos por drawback, atingindo US$ 441,6 milhões entre setembro de 2024 e agosto de 2025, mais de 99% das importações totais da amêndoa. Em 2024, o valor foi de US$ 121,7 milhões.

A Faeb solicitou à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) um estudo detalhado sobre a aplicação do regime, incluindo volumes, prazos e fiscalização, defendendo a revisão da medida.

Produtores denunciam formação de cartel e queda de preços

Os cacauicultores baianos também alegam formação de cartel por parte das indústrias processadoras e planejam levar o caso ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Segundo Moura, o preço da amêndoa chegou a cair abaixo de R$ 300, quando há um ano era negociada a R$ 1 mil. Descontos adicionais aplicados pela indústria agravam a situação.

“Se essa prática continuar, a cultura do cacau pode ser totalmente desorganizada em 2026. A indústria justifica o deságio alegando mercado frio, mas continua importando do continente africano”, afirmou o diretor da Faeb.

Posição das indústrias processadoras

A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) negou as acusações de cartel. A presidente, Anna Paula Losi, afirmou que os valores pagos no mercado são definidos de forma independente por cada empresa.

Segundo ela, as importações são essenciais para atender à demanda interna e externa. “No primeiro semestre de 2025, o déficit entre moagem e recebimento foi de 39,7 mil toneladas. Sem a importação, algumas linhas de produção teriam parado”, explicou Losi.

Sobre o drawback, a dirigente afirmou que a suspensão da medida prejudicaria o setor e a economia. “As exportações de derivados superam as importações da amêndoa e permitem gerar divisas. Retirar o benefício não é positivo para a cadeia produtiva”, destacou.

Produtores pedem mais fiscalização e transparência

Além de contestar preços e importações, a Faeb exige maior transparência na fiscalização de navios importadores e solicita relatórios técnicos das embarcações que chegam com amêndoas estrangeiras.

No último fim de semana, os protestos incluíram interdições de estradas no sul da Bahia, com o objetivo de chamar atenção para a valorização do cacau nacional e a proteção da cadeia produtiva local.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Setor da madeira movimenta R$ 3,17 bilhões e consolida relevância econômica em Mato Grosso

O setor da madeira em Mato Grosso encerrou 2025 com movimentação de R$ 3,17 bilhões, registrando crescimento de 2,86% em relação ao ano anterior. O desempenho confirma o peso econômico da cadeia florestal no estado, que produziu 16,4 milhões de metros cúbicos ao longo do ano, considerando vendas no mercado estadual, interestadual, exportações e comercialização de madeira em tora.

Comércio interestadual lidera destino da produção

O comércio interestadual foi o principal destino da produção mato-grossense, somando R$ 1,46 bilhão, o equivalente a 46,24% do total comercializado. O mercado interno estadual respondeu por R$ 877,2 milhões, enquanto as exportações de madeira alcançaram R$ 596,89 milhões, o que corresponde a US$ 113,01 milhões. Já a venda de madeira em tora movimentou R$ 232,1 milhões em 2025.

Crescimento sustentado pelo mercado interestadual

Na comparação com 2024, o avanço do setor foi impulsionado principalmente pelo desempenho do mercado interestadual, que registrou alta de 18,89%. Em contrapartida, as exportações recuaram 10,5%, enquanto o mercado estadual apresentou queda de 7,92%, segundo dados do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem).

Mesmo diante dessas retrações, o crescimento das vendas para outros estados compensou as perdas e garantiu a expansão global da cadeia da madeira no estado.

Exportações enfrentam entraves burocráticos

Apesar do recuo geral das exportações, as vendas para os Estados Unidos avançaram, mesmo com o aumento das tarifas de importação, que elevaram a taxação de produtos de madeira para até 50%. Os embarques para o país cresceram de US$ 13,7 milhões em 2024 para US$ 15 milhões em 2025.

Segundo o Cipem, a queda nas exportações não decorre de falta de mercado ou irregularidade na produção. O presidente da entidade, Ednei Blasius, destaca que o setor opera com manejo florestal sustentável e sistemas avançados de rastreabilidade.

Entre os principais obstáculos estão as exigências adicionais decorrentes da inclusão de espécies como Ipê e Cumaru na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), que ampliaram a burocracia e criaram gargalos operacionais, afetando a competitividade internacional da madeira brasileira.

Principais destinos da madeira mato-grossense

Em 2025, a Índia liderou como principal destino da madeira de Mato Grosso, com US$ 51,2 milhões e 156,8 mil toneladas exportadas. Na sequência aparecem os Estados Unidos, com US$ 15 milhões e 8,5 mil toneladas, a China, com US$ 11,1 milhões e 18,2 mil toneladas, a França, com US$ 7,1 milhões e 4,1 mil toneladas, e o Vietnã, com US$ 5,9 milhões e 9,5 mil toneladas.

Emprego e arrecadação fortalecem o interior

No mercado interno, a cadeia da madeira permanece como uma das principais atividades produtivas em diversas regiões do estado. Mato Grosso conta atualmente com 1.339 estabelecimentos ligados ao setor, que empregam 10.323 trabalhadores de forma direta e cerca de 30 mil indiretamente.

Em municípios como Colniza, o segmento responde por 18% dos empregos formais. Ao todo, a atividade gera postos de trabalho em 89 municípios, reforçando sua importância para o desenvolvimento regional.

A cadeia florestal também contribui para a arrecadação estadual. Em 2025, o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) arrecadou R$ 28,5 milhões provenientes do setor, recursos destinados a investimentos em infraestrutura e habitação.

Regulação, qualificação e perspectivas para 2026

Para 2026, está prevista a entrega do primeiro guia de coleta botânica de Mato Grosso, que deverá orientar as atividades do setor florestal. Paralelamente, o Cipem investe na qualificação profissional, com o projeto de Formação de Identificadores Botânicos, voltado à melhoria dos inventários florestais e à redução do tempo de registro das espécies.

Entre as principais demandas do setor estão a modernização do marco regulatório e a eliminação de exigências consideradas redundantes. O Cipem defende a extinção do Certificado de Identificação de Madeiras (CIM) e a migração do Sisflora 2.0 para o DOF+, ampliando a integração entre sistemas estaduais e federais. No âmbito nacional, o setor também busca ajustes em resoluções do Conama para reduzir custos e entraves à indústria florestal legal.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Sistema Fiemt

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Comércio Exterior

MDIC lança painel inédito sobre comércio exterior de serviços no Brasil

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apresentou uma nova ferramenta oficial voltada ao acompanhamento do comércio exterior de serviços. Lançado em celebração ao Dia do Comércio Exterior, o Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços) reúne dados estatísticos inéditos e interativos sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e de outros países.

Transparência e apoio à formulação de políticas públicas

Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o painel tem como objetivo ampliar a transparência, qualificar o debate público e fortalecer a formulação de políticas públicas voltadas à competitividade do setor de serviços. A plataforma permite consultar valores anuais atualizados de exportações e importações de serviços, acompanhar a evolução histórica dos fluxos e analisar a distribuição por setores econômicos e parceiros comerciais.

Serviços ganham espaço no comércio internacional

Para o presidente em exercício e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, a iniciativa atende a uma demanda crescente por informações estruturadas sobre o setor. Segundo ele, os serviços representam uma fronteira cada vez mais estratégica do comércio internacional.

De acordo com dados da OCDE, cerca de 40% do valor adicionado às exportações brasileiras de manufaturados está relacionado a serviços incorporados, o que reforça a importância de estatísticas acessíveis e comparáveis sobre o tema.

Integração ao ecossistema digital do comércio exterior

As informações nacionais disponibilizadas no painel têm como base os dados primários do Banco Central e passam a integrar oficialmente o conjunto de estatísticas divulgadas pela Secex. O ComexVis Serviços se soma a outras plataformas digitais do governo, como o Comex Stat e o Comex Vis, oferecendo gráficos, indicadores e análises interativas que facilitam a compreensão do desempenho do comércio exterior brasileiro.

A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, destacou que o setor de serviços tem participação crescente nas trocas internacionais e papel central na competitividade da economia brasileira, especialmente na identificação de oportunidades em novos mercados.

Exportações de serviços batem recorde

Entre os dados de destaque apresentados na ferramenta, está o desempenho das exportações brasileiras de serviços, que alcançaram o valor recorde de US$ 51,8 bilhões em 2025. Desse total, 65% correspondem a serviços prestados digitalmente, evidenciando o avanço da digitalização e o potencial competitivo do Brasil nesse segmento.

Segundo Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior da Secex/MDIC, a consolidação dessas informações em um ambiente visual e interativo contribui para ampliar o conhecimento sobre o setor e fortalecer a atuação do Brasil no comércio internacional de serviços, além de apoiar empresas e entidades na prospecção de novos negócios.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Lemes / MDIC

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Comércio Exterior

Navio da CMA CGM perde 58 contêineres próximo a Malta

CMA CGM registrou a perda de 58 contêineres em alto-mar nas proximidades de Malta, devido a condições climáticas adversas durante a viagem do navio CMA CGM Tiga em direção ao Levante.

Incidente ocorreu em janeiro de 2026

O episódio aconteceu em 20 de janeiro de 2026, conforme comunicado recente da empresa francesa de transporte marítimo. O navio envolvido, CMA CGM Tiga, possui capacidade para 5.500 TEU e é considerado de última geração.

Segundo a companhia, “durante a travessia do sul da Europa ao Levante, o navio enfrentou condições meteorológicas inesperadas e perdeu 58 contêineres no mar. Além disso, alguns contêineres na cobertura sofreram danos”.

Tripulação e carga sem riscos graves

A CMA CGM afirmou que não houve ferimentos entre a tripulação e que o navio permanece apto para navegação. Informações iniciais indicam que nenhum dos contêineres perdidos continha cargas perigosas, minimizando riscos ambientais e de segurança.

Avaliação e assistência aos clientes

A empresa notificou as autoridades competentes e anunciou que o CMA CGM Tiga seguirá para Malta para uma inspeção completa, garantindo a segurança e a continuidade da viagem. A naviera também se comprometeu a contatar diretamente os clientes afetados, oferecendo suporte personalizado.

“Lamentamos os transtornos e possíveis atrasos causados pelo incidente. Manteremos todos informados sobre novas datas de descarga assim que disponíveis”, afirmou a CMA CGM.

Sobre o CMA CGM Tiga

O CMA CGM Tiga foi entregue em abril de 2025 e construído pela Beihai Shipbuilding e China Shipbuilding Trading Co., Ltd. (CSTC). Trata-se de um portacontêiner moderno e equipado com tecnologias de ponta para navegação e segurança.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Leo van Weele/MarineTraffic

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Comércio Exterior

Importação de fertilizantes no Brasil atinge recorde histórico e impulsiona exportações agrícolas em 2025

O Brasil alcançou um recorde na importação de fertilizantes em 2025, totalizando 45,5 milhões de toneladas, acima das 44,28 milhões registradas em 2024. Os dados constam no Boletim Logístico da Conab | Ano IX – janeiro/2026, divulgado nesta segunda-feira (26) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O avanço reflete um cenário positivo para a agricultura brasileira, indicando maior disposição dos produtores em ampliar áreas cultivadas e investir em produtividade. Ao longo de 2025, o crescimento contínuo das aquisições já sinalizava a confiança do setor nas perspectivas da safra. Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideraram o consumo de fertilizantes, reforçando seu papel estratégico na produção nacional de grãos.

Portos concentram entrada de fertilizantes e fortalecem logística

A movimentação de fertilizantes pelos principais portos brasileiros confirmou a solidez da cadeia de suprimentos de insumos agrícolas. Somados os volumes desembarcados nos portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e nos terminais do Arco Norte, o total importado em 2025 chegou a 45,50 milhões de toneladas, um aumento de 1,22 milhão de toneladas (+2,68%) em relação ao ano anterior.

O Porto de Paranaguá manteve-se como o principal ponto de entrada, com 10,89 milhões de toneladas, resultado próximo ao de 2024. Os portos do Arco Norte registraram crescimento expressivo, alcançando 8,27 milhões de toneladas, acima das 7,5 milhões do ano anterior, evidenciando o fortalecimento logístico da região. Já o Porto de Santos movimentou 8,42 milhões de toneladas, queda de 5,18% na comparação anual.

Exportações agrícolas crescem e superam 172 milhões de toneladas

Em 2025, o Brasil ampliou as exportações de milho, soja e farelo de soja, alcançando 172,3 milhões de toneladas, um crescimento de 6,21% em relação a 2024. O desempenho foi sustentado por ajustes positivos na logística portuária, com destaque para os portos de Paranaguá e do Arco Norte, além do protagonismo de estados como Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul na origem das cargas.

As exportações de milho somaram 40,9 milhões de toneladas até dezembro, acima das 39,7 milhões do ano anterior. O Arco Norte respondeu por 39,3% dos embarques, enquanto o Porto de Santos concentrou 35,8%. Paranaguá ampliou significativamente sua participação, atingindo 12,3% do total.

No caso da soja em grãos, os embarques chegaram a 108,1 milhões de toneladas, superando os 98,8 milhões registrados em 2024. O Arco Norte respondeu por 36,2% das exportações, seguido pelo Porto de Santos, com 32%. Mato Grosso, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul foram os principais estados de origem.

Já as exportações de farelo de soja alcançaram 23,3 milhões de toneladas em 2025, ligeiramente acima do volume do ano anterior. O Porto de Santos concentrou 43,2% dos embarques, seguido por Paranaguá (27,8%) e Rio Grande (16,9%).

Mercado de fretes segue estável com variações regionais

O mercado de fretes rodoviários apresentou comportamento predominantemente estável em dezembro, com ajustes pontuais de preços conforme a demanda local, níveis de estoque e custos operacionais. A menor movimentação de grãos típica do fim de ano contribuiu para o equilíbrio das cotações em diversas regiões.

Na Bahia e no Maranhão, os fretes permaneceram estáveis, enquanto no Distrito Federal houve alta entre 1% e 4%, pressionada pelo custo do diesel. Em Mato Grosso, os preços seguiram elevados na comparação anual, sustentados por estoques altos e expectativa de intensificação da colheita da soja. Já no Piauí, a retração da demanda resultou em queda média superior a 9%.

Para o início de 2026, a expectativa é de manutenção do equilíbrio no curto prazo, com tendência de aquecimento gradual do mercado de fretes a partir de janeiro e maior pressão altista em fevereiro, acompanhando o avanço da colheita e o aumento do escoamento da produção agrícola.

FONTE: Companhia Nacional de Abastecimento
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Companhia Nacional de Abastecimento

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Comércio Exterior

O que acontece com um contêiner perdido no mar?

“Você sabia que centenas de contêineres se perdem no mar todos os anos?” Essa é a pergunta que abre um dos problemas menos visíveis — porém de grande impacto — do comércio global: a perda de contêineres no oceano e suas consequências para o meio ambiente, a navegação e as cadeias logísticas.

Uma realidade do comércio marítimo internacional

O transporte marítimo responde por mais de 80% do comércio mundial. Todos os anos, cerca de 250 milhões de contêineres são movimentados globalmente. Apesar dos avanços tecnológicos e dos protocolos de segurança, perdas continuam ocorrendo. Segundo dados do World Shipping Council (WSC), 576 contêineres foram perdidos no mar em 2024.

As principais causas envolvem tempestades severas, falhas na amarração da carga, erros operacionais e condições extremas de navegação. Embora o percentual em relação ao volume total transportado seja pequeno, os impactos logísticos, ambientais e financeiros são significativos.

O destino de um contêiner no oceano

Quando um contêiner cai no mar, três cenários principais podem ocorrer. Em muitos casos, ele afunda rapidamente devido ao peso da estrutura metálica e da carga. Em outros, permanece parcialmente flutuando e à deriva por semanas ou meses, representando risco à navegação. Há ainda situações em que contêineres ou partes de sua carga chegam a costas e praias, causando poluição e prejuízos ambientais.

Autoridades marítimas alertam que contêineres submersos ou semissubmersos são difíceis de detectar e podem provocar colisões com embarcações menores, como barcos de pesca e veleiros.

Quando o mar devolve histórias: patinhos de borracha e peças de Lego nas praias

Entre os exemplos mais curiosos — e reveladores — do que pode acontecer com cargas perdidas no oceano estão os casos dos chamados “Friendly Floatees” e do “Great Lego Spill”, eventos que se tornaram marcos no estudo das correntes marítimas e da poluição plástica.

Em janeiro de 1992, uma tempestade no Pacífico Norte fez com que um navio cargueiro perdesse pelo menos três contêineres carregados com 28.800 brinquedos de banho de plástico, incluindo patinhos de borracha, tartarugas e outros bichos flutuantes, todos projetados para crianças. Em vez de afundar, os brinquedos flutuaram e se espalharam por milhares de quilômetros, chegando a praias de diversos continentes ao longo dos anos seguintes. Pesquisadores e entusiastas passaram a registrar esses achados como uma forma de entender e mapear as correntes oceânicas, uma vez que os objetos funcionaram como “marcadores” naturais da dinâmica das águas. Este fenômeno ganhou atenção internacional e foi tema do livro Moby-Duck, do autor Donovan Hohn, que explorou a jornada dessas peças e sua utilidade para a ciência das correntes marinhas.

Outro episódio ocorreu em 1997, quando o navio porta-contêineres Tokio Express foi atingido por uma onda forte nas proximidades de Land’s End, na Cornualha, Reino Unido, fazendo com que dezenas de contêineres caíssem no Atlântico. Entre eles, um carregado com aproximadamente 4,75 milhões de peças de Lego, muitas das quais com temática marítima, como dragões, espadas e personagens de conjuntos aquáticos. Ao longo de décadas, milhares dessas peças foram encontradas ao longo de praias no sudoeste da Inglaterra, na Irlanda, na França e em outros pontos da costa europeia, despertando tanto a curiosidade de colecionadores quanto a atenção de ambientalistas, pela durabilidade do plástico e sua lenta decomposição no ambiente marinho. Há registros de achados até 27 anos depois do incidente, como o caso de um garoto britânico que encontrou uma figura de polvo considerada rara entre as peças perdidas.

Estes eventos, além de curiosos, têm servido para ilustrar como objetos aparentemente inofensivos podem viajar grandes distâncias e se transformar em indicadores das correntes oceânicas, ao mesmo tempo em que chamam a atenção para os efeitos persistentes da poluição plástica nos oceanos — um problema que, embora pareça quase anedótico quando exemplificado por brinquedos, tem implicações sérias para a vida marinha e os ecossistemas costeiros.

Prejuízos financeiros que chegam a centenas de milhões de dólares

Os danos causados pela perda de contêineres não se limitam ao valor da mercadoria. Eles afetam toda a cadeia logística, incluindo atrasos, paralisação de contratos, custos de reposição e acionamento de seguros.

Um dos casos recentes mais emblemáticos ocorreu em novembro de 2020, quando o navio ONE Apus perdeu cerca de 1.816 contêineres no Oceano Pacífico durante uma tempestade. Estimativas indicam que a perda direta de carga ultrapassou US$ 90 milhões. Considerando indenizações, danos adicionais e interrupções logísticas, as reivindicações junto às seguradoras superaram US$ 200 milhões.

Outro episódio histórico envolveu o navio MOL Comfort, que se partiu ao meio em 2013, resultando na perda de mais de 4 mil contêineres. O prejuízo total, somando carga, embarcação e impactos operacionais, foi estimado em centenas de milhões de dólares, tornando-se um dos maiores desastres do setor.

A importância estratégica do seguro de carga

Diante desses riscos, o seguro de carga deixa de ser um item opcional e passa a ser um elemento essencial da logística internacional. Esse tipo de seguro protege importadores e exportadores contra perdas totais ou parciais da mercadoria, danos causados por eventos climáticos, acidentes marítimos, extravio e responsabilidades legais.

Sem cobertura adequada, empresas podem enfrentar prejuízos financeiros severos, além de impactos indiretos como perda de credibilidade no mercado, ruptura de contratos e dificuldades para manter operações regulares.

Grandes armadores e seguradoras oferecem planos específicos para transporte marítimo, com valores de cobertura por contêiner que, na maioria dos casos, representam um custo reduzido quando comparado ao potencial prejuízo de uma perda total.

Impactos ambientais e riscos à navegação

Além dos danos econômicos, a perda de contêineres no mar pode gerar consequências ambientais relevantes. Cargas compostas por plástico, produtos químicos, fertilizantes ou outros materiais perigosos podem contaminar ecossistemas marinhos e costeiros.

Organizações internacionais alertam que esses resíduos contribuem para a poluição dos oceanos e podem afetar a fauna marinha, a pesca e o turismo em regiões costeiras.

Como resposta ao problema, novas regras internacionais passaram a exigir maior transparência. A partir de janeiro de 2026, tornou-se obrigatória a notificação de todos os contêineres perdidos no mar, medida que visa aumentar a segurança da navegação e permitir respostas mais rápidas a riscos ambientais.

Um risco invisível da logística global

A queda de contêineres no oceano evidencia que a logística internacional envolve riscos que vão muito além do transporte em si. Os prejuízos financeiros, os impactos ambientais e os riscos à navegação reforçam a necessidade de investimentos contínuos em segurança, gestão de riscos e seguro de carga.

Em um setor que movimenta trilhões de dólares todos os anos, a prevenção e a mitigação desses eventos são fundamentais para garantir a sustentabilidade do comércio global.

TEXTO: Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, sob curadoria da equipe do ReConecta News.

IMAGEM: PRODUZIDA POR IA

Fontes de pesquisa

World Shipping Council – Containers Lost at Sea Report
Australian Maritime Safety Authority – Containers overboard and marine pollution
Relatórios e registros de incidentes marítimos: ONE Apus (2020) e MOL Comfort (2013)

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Comércio Exterior

Receita Federal reformula OEA e suspende multa por erro de classificação fiscal

A Receita Federal anunciou que o programa OEA (Operador Econômico Autorizado) passará por uma reformulação ao longo de 2026, com foco no fortalecimento da conformidade aduaneira dos importadores. A medida ocorre em meio à migração do modelo tradicional da Declaração de Importação (DI) para a Declaração Única de Importação (Duimp), dentro do Portal Único de Comércio Exterior.

Uma das principais alterações já em vigor é a suspensão da multa de 1% aplicada sobre erros na classificação fiscal de mercadorias. A penalidade foi revogada pela Lei Complementar 227/2026, considerada um dos marcos regulatórios da reforma tributária.

Receita adota postura educativa durante período de adaptação

De acordo com o coordenador-geral de Administração Aduaneira da Receita Federal, Felipe Mendes Moraes, o novo desenho do OEA busca privilegiar um modelo mais orientativo e educativo, especialmente durante a fase de transição entre os sistemas.

Segundo ele, falhas cometidas nesse momento de adaptação devem ser tratadas sob a ótica da adequação processual, e não da punição imediata. A avaliação foi feita durante uma transmissão oficial promovida pelo Fisco.

Felipe também esclareceu que, embora a LC 227/2026 preveja a criação de uma nova multa vinculada ao despacho aduaneiro, a penalidade ainda depende de regulamentação infralegal a ser construída em conjunto com o Comitê Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). Até que isso ocorra, não há sanção em vigor.

Fisco reforça que não há liberação irrestrita para erros

Durante o mesmo evento, o coordenador operacional aduaneiro, Fabrício Betto, destacou que a retirada da multa não representa uma permissão ampla para inconsistências nas declarações. A intenção, segundo ele, é garantir um período de aprendizado controlado, diante da complexidade da nova arquitetura tributária.

Betto afirmou que a tolerância a erros faz parte do processo de transição e envolve uma decisão conjunta entre União, estados e municípios, por meio do Comitê Gestor do IBS.

Reforma do OEA busca mais eficiência no comércio exterior

A atualização do programa OEA está alinhada às diretrizes da reforma tributária, que prevê desburocratização, simplificação e maior previsibilidade para as operações de comércio exterior. A expectativa da Receita é que empresas aderentes ao novo modelo tenham ganhos de agilidade nos despachos e maior segurança jurídica.

OEA e a substituição da DI pela Duimp

O OEA é um programa de certificação concedido a empresas que demonstram elevado nível de conformidade, controle e segurança em suas operações internacionais. Com a implementação do Duimp, que substitui a DI, os importadores precisam realizar ajustes significativos em seus sistemas e rotinas internas.

Segundo a Receita Federal, o momento atual é de cooperação técnica entre o Fisco e os operadores econômicos, com foco na correção de falhas sem aplicação automática de penalidades. A regulamentação das novas multas aduaneiras deverá avançar ainda em 2026, acompanhando o cronograma da transição tributária.

FONTE: Contábeis
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Contábeis

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Comércio Exterior

TCP registra recorde histórico e movimenta 11,5 milhões de toneladas de cargas em 2025

A TCP, empresa responsável pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá, encerrou 2025 com um recorde de movimentação de 11,5 milhões de toneladas de cargas. O volume, que soma exportações e importações sem considerar o peso dos contêineres, representa um crescimento de 7% em relação a 2024, quando foram movimentadas 10,8 milhões de toneladas.

O desempenho foi sustentado principalmente pelo avanço das exportações, que totalizaram 8,29 milhões de toneladas, também com alta de 7%. Já as importações alcançaram 3,177 milhões de toneladas, crescimento de 2% no comparativo anual.

Carnes, madeira e agronegócio lideram exportações
Entre os segmentos exportadores, o maior destaque em 2025 foi o de carnes e congelados, com 3,822 milhões de toneladas. Na sequência aparecem madeira, com 1,394 milhão de toneladas, papel e celulose, com 991 mil toneladas, e produtos do agronegócio, que somaram 939 mil toneladas.

Nas importações, o protagonismo ficou com o setor químico e petroquímico, responsável por 619 mil toneladas. O ranking segue com os segmentos automotivo (544 mil toneladas), eletrônicos e maquinários (333 mil toneladas) e construção e infraestrutura (233 mil toneladas).

Ampliação do calado fortalece competitividade do porto
Mesmo diante de um cenário internacional mais desafiador, marcado por tarifas e cotas sobre produtos brasileiros, a TCP ampliou sua relevância na corrente de comércio. Segundo Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores e de inteligência de mercado da empresa, a combinação entre maior oferta de serviços marítimos e o aumento da capacidade operacional foi decisiva para o resultado recorde.

Desde 2024, o calado operacional do canal de acesso ao Porto de Paranaguá passou de 12,10 metros para 13,30 metros, após três revisões. A ampliação de 1,20 metro elevou a capacidade em cerca de 960 TEUs cheios por navio, permitindo operações mais eficientes.

Número de navios e linhas marítimas em alta
Em 2025, o Terminal de Contêineres de Paranaguá registrou 1.019 atracações, crescimento de 3% em relação ao ano anterior. A TCP se mantém como o maior concentrador de linhas marítimas do Brasil, com 23 escalas semanais regulares, conectando o terminal à Ásia, Europa, Américas e África, além da cabotagem.

Exportações de carne bovina batem novo recorde
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Abiec, mostram que o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina em 2025, alta de 20,9% em volume e receita de US$ 18,03 bilhões, crescimento de 40,1% frente a 2024.

Nesse cenário, a TCP embarcou 1,034 milhão de toneladas de carne bovina, avanço de 53% sobre o ano anterior. O terminal ampliou sua participação de mercado de 23% para 29% entre 2024 e 2025, desempenho acima da média nacional.

Segundo Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e de atendimento da TCP, o avanço reflete a confiança das indústrias exportadoras na infraestrutura e na qualidade operacional do terminal, que hoje conta com a maior estrutura de armazenagem refrigerada da América do Sul.

Maior parque de contêineres refrigerados da América do Sul
Em 2024, a TCP inaugurou o maior parque de armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, ampliando o número de tomadas no pátio de 3.624 para 5.268. No cenário nacional, o terminal possui uma capacidade 32% superior ao segundo colocado, consolidando-se como o principal corredor de exportação de carnes e congelados do Brasil, com 39% de participação de mercado.

Exportações de frango avançam no quarto trimestre
Entre outubro e dezembro, os embarques de carne de frango congelada pela TCP somaram 670 mil toneladas, alta de 9% na comparação anual. O resultado marca uma recuperação após um período desafiador para o setor, afetado temporariamente por restrições internacionais decorrentes de um foco de Influenza Aviária registrado em maio, no Rio Grande do Sul.

Com a rápida contenção do caso e o Brasil retomando o status de país livre da doença, as restrições foram retiradas gradualmente. Em dezembro, a TCP alcançou o melhor resultado mensal da série histórica para exportações de frango.

Brasil e TCP ampliam participação nas exportações de frango
Segundo a ABPA, o Brasil exportou 510,8 mil toneladas de frango em dezembro, alta de 13,9% na comparação anual, com receita de US$ 947,7 milhões. No mesmo mês, a TCP respondeu por 233,9 mil toneladas, crescimento de 19%.

No acumulado de 2025, o país embarcou 5,324 milhões de toneladas de frango, enquanto a TCP foi responsável por 2,398 milhões de toneladas, o equivalente a 45% das exportações brasileiras do produto. Mais de 70% desse volume teve origem no Paraná, com destaque para os embarques destinados aos Emirados Árabes Unidos, África do Sul e Japão.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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