Internacional

UE aprova acordo comercial com o Mercosul apesar da resistência da França

A União Europeia autorizou nesta sexta-feira (9) o avanço do acordo comercial entre UE e Mercosul, encerrando um impasse que se arrastava há mais de 25 anos. A decisão foi tomada durante reunião de embaixadores em Bruxelas, com apoio da maioria dos 27 países do bloco, mesmo diante da oposição liderada pela França, segundo fontes diplomáticas ouvidas pela AFP.

Com o sinal verde, o pacto deve ser oficialmente assinado na próxima semana, no Paraguai, abrindo caminho para uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

Impacto econômico e estratégico do acordo UE-Mercosul

A Comissão Europeia considera o tratado fundamental para estimular exportações, fortalecer a economia do continente e ampliar laços diplomáticos em um cenário global marcado por incertezas. O acordo aproxima a UE de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, criando um mercado integrado de mais de 700 milhões de consumidores.

Segundo estimativas do bloco, a eliminação de tarifas sobre mais de 90% dos produtos comercializados deve gerar uma economia anual de cerca de € 4 bilhões em taxas alfandegárias para empresas europeias, além de impulsionar setores como automóveis, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas.

França lidera oposição, mas não consegue barrar o pacto

Apesar do apoio majoritário, o acordo enfrentou resistência interna. A França articulou uma tentativa de bloqueio, alegando que o tratado ameaça o setor agrícola europeu ao permitir maior entrada de produtos agrícolas sul-americanos mais baratos, como carne, açúcar, arroz, mel, soja e derivados.

Irlanda, Polônia e Hungria também votaram contra, mas a adesão de países como Itália, que havia pedido adiamento no fim de 2024, garantiu a aprovação final.

Maior acordo de livre comércio já negociado pela UE

O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, classificou o tratado como o maior acordo de livre comércio já negociado pela União Europeia e destacou seu caráter estratégico. Países como Alemanha e Espanha defenderam o pacto, enxergando nele uma oportunidade de fortalecer suas indústrias diante da concorrência chinesa e das tarifas impostas pelos Estados Unidos.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou anteriormente que o acordo representa um sinal claro em defesa do multilateralismo e do fortalecimento das relações internacionais em um ambiente global cada vez mais competitivo.

Garantias ao setor agrícola e criação de fundo de crise

Para reduzir a resistência de agricultores europeus, a Comissão Europeia anunciou medidas compensatórias. Entre elas, a criação de um fundo de crise de € 6,3 bilhões e mecanismos de salvaguarda que permitem suspender tarifas preferenciais caso haja aumento excessivo de importações agrícolas.

Além disso, o acordo prevê a proteção de mais de 340 produtos europeus com indicação geográfica, como o champanhe francês e o feta grego, impedindo o uso indevido de nomes tradicionais no mercado sul-americano.

Protestos de agricultores marcam véspera da aprovação

Mesmo com as garantias, o anúncio do aval provocou protestos. Agricultores franceses ocuparam Paris com tratores, enquanto produtores belgas bloquearam rodovias em diversas regiões. Representantes do setor afirmam que há um clima de forte insatisfação e temor quanto aos impactos do acordo sobre a agricultura local.

FONTE: Le Monde
TEXTO: Redação
IMAGEM: FREDERICK FLORIN / AFP

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul–União Europeia avança após aprovação por países do bloco

Os países da União Europeia deram aval político ao acordo Mercosul–UE, movimento que abre caminho para a formação da maior zona de livre-comércio do mundo. A decisão foi tomada por maioria qualificada, mesmo diante da oposição de alguns Estados-membros e de protestos de agricultores europeus.

Com o avanço, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ficou autorizada a viajar já na próxima segunda-feira ao Paraguai, atual presidente rotativo do Mercosul, para assinar formalmente o tratado.

Horários da votação no Conselho da UE

A reunião do Conselho da União Europeia teve início às 11h (horário local), o equivalente a 7h em Brasília. Embora a leitura política de aprovação tenha sido formada durante os debates, a declaração formal dos votos ficou prevista para as 17h em Bruxelas (13h no horário de Brasília).

A avaliação de que o acordo foi aprovado baseou-se nas manifestações dos embaixadores dos 27 Estados-membros ao longo da reunião.

Países contrários e abstenções

De acordo com informações da imprensa europeia, França, Polônia, Áustria, Hungria e Irlanda mantiveram voto contrário ao acordo. A Bélgica optou pela abstenção, enquanto os demais países se posicionaram a favor.

Mudança da Itália destrava maioria qualificada

O avanço só foi possível após a mudança de posição da Itália, que se declarou satisfeita com as concessões feitas ao setor agrícola europeu nos últimos dias. Com isso, o acordo atingiu os dois critérios exigidos: apoio de 55% dos países, representando ao menos 65% da população da União Europeia.

Zona de livre-comércio histórica

Resultado de mais de duas décadas de negociações, o acordo criará uma área de livre-comércio com cerca de 720 milhões de consumidores e um PIB combinado de US$ 22,3 trilhões. Para a Comissão Europeia, o tratado tem relevância econômica, estratégica, política e diplomática.

A Alemanha, uma das principais defensoras do pacto, afirmou que a aprovação envia um sinal claro de abertura comercial em um cenário global marcado pelo aumento do protecionismo.

Próximos passos antes da entrada em vigor

Mesmo com a assinatura prevista, o acordo ainda precisará do aval do Parlamento Europeu, onde será necessária apenas maioria simples dos eurodeputados. A tramitação deve levar algumas semanas.

No Mercosul, o texto terá de ser ratificado pelos Congressos Nacionais de cada país. No Brasil, a análise caberá ao Congresso Nacional.

Resistência política e pressão de agricultores

A oposição ao acordo segue ativa. Cerca de 150 eurodeputados já sinalizaram a intenção de recorrer à Justiça para tentar barrar a aplicação do tratado. A França lidera a resistência, com o presidente Emmanuel Macron defendendo rejeição política ao pacto.

Produtores rurais realizaram protestos em Paris e Bruxelas, temendo concorrência com produtos agrícolas do Mercosul.

UE anuncia reforço bilionário ao setor agrícola

Para reduzir as resistências internas, a Comissão Europeia anunciou o adiantamento de até € 45 bilhões em subsídios da Política Agrícola Comum (PAC). O orçamento total garantido do programa chega a € 293,7 bilhões, medida que foi decisiva para a retirada da objeção italiana.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nicolas Tucat/AFP

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Comércio Exterior

Comércio exterior: governo define Índia, Canadá e Emirados como prioridades em 2026

O governo federal estabeleceu como foco do comércio exterior brasileiro em 2026 o avanço de negociações e a ampliação de acordos do Mercosul com Índia, Canadá e Emirados Árabes Unidos. A estratégia busca diversificar mercados, ampliar exportações e reduzir barreiras comerciais.

As diretrizes foram confirmadas pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, durante coletiva para apresentação dos resultados da balança comercial brasileira de 2025.

Segundo Alckmin, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é priorizar o diálogo e a negociação como instrumentos para fortalecer o livre comércio e a inserção internacional do país.

Índia: ampliar acordo e reduzir tarifas

No caso da Índia, o principal objetivo é expandir a cobertura do acordo de comércio preferencial firmado com o Mercosul, atualmente considerado restrito. O governo avalia que o país asiático, hoje o mais populoso do mundo e com forte processo de industrialização recente, ainda é pouco explorado pelos exportadores brasileiros.

Atualmente, a pauta de exportações do Brasil para o mercado indiano é concentrada: óleos vegetais, açúcares e petróleo bruto respondem por mais de 60% das vendas. A avaliação oficial é de que há espaço para diversificação, com potencial para produtos como minério de ferro, algodão, feijões e pulses, etanol, genética bovina e frutas. Outros itens, como carne de aves, pescado, café e suco de laranja, também aparecem como oportunidades.

O principal obstáculo está nas elevadas tarifas indianas. Hoje, apenas 14% das exportações brasileiras para a Índia estão cobertas pelo acordo, que inclui cerca de 450 categorias de produtos, de um universo aproximado de 10 mil, com reduções tarifárias entre 10% e 20%.

A meta do governo é ampliar a lista de produtos, sobretudo do agronegócio, negociar cortes mais expressivos de tarifas e eliminar barreiras comerciais. Em 2025, o presidente Lula afirmou que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, sinalizou concordância em ampliar o escopo do acordo.

Emirados Árabes: acordo de livre comércio em fase final

Com os Emirados Árabes Unidos, a prioridade é concluir as negociações de um acordo de livre comércio entre o país árabe e o Mercosul. As tratativas tiveram início em 2024 e avançaram rapidamente, com quatro rodadas já realizadas.

Apesar da expectativa de conclusão ainda em 2025, as negociações finais ficaram para 2026. Um dos principais impasses envolve a demanda dos Emirados para zerar as tarifas de importação do Mercosul sobre cerca de duas dezenas de produtos petroquímicos.

O tema é sensível para a indústria brasileira, que busca proteção frente à forte competitividade dos produtores árabes, grandes exportadores de derivados de petróleo.

Atualmente, o Brasil exporta principalmente carne de frango, carne bovina e açúcar para os Emirados. Já as importações incluem petróleo, ureia, enxofre e componentes aeronáuticos. Além do comércio, a relação bilateral tem sido fortalecida por investimentos crescentes de grupos como Mubadala, ADIG, Edge Group e DP World, consolidando a parceria estratégica entre os países.

Canadá: acesso a mercados de maior valor agregado

Em relação ao Canadá, o governo brasileiro pretende acelerar as negociações para um acordo de livre comércio Mercosul-Canadá, visto como estratégico para ampliar o acesso a mercados de maior valor agregado, especialmente nos setores de mineração e agronegócio.

As conversas, iniciadas em 2018, foram retomadas em 2025 em meio às incertezas no comércio global, após medidas tarifárias anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O acordo em negociação prevê redução de tarifas, facilitação do comércio de bens e serviços e maior cooperação em áreas como investimentos, compras governamentais e regras ambientais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Risi / Audiovisual PR

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Comércio Exterior

Acordo UE-Mercosul ganha fôlego com apoio da Itália e pressão geopolítica internacional

A mudança de posição da Itália em favor da assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul pode destravar, finalmente, a conclusão de um tratado negociado há mais de duas décadas. A informação, divulgada pela Bloomberg, surge em um momento de crescente instabilidade internacional e reforça a leitura de especialistas de que o cenário geopolítico atual passou a favorecer o avanço do pacto comercial.

Além do reposicionamento italiano, analistas apontam que a atuação mais dura dos Estados Unidos na América do Sul, especialmente após ações do governo Donald Trump contra a Venezuela, tem acelerado a busca europeia por parceiros considerados mais previsíveis.

Pressão dos EUA aproxima Europa e Mercosul

Consultores em comércio exterior e direito internacional avaliam que o endurecimento da política externa americana acaba funcionando como um fator de aproximação entre europeus e sul-americanos. Em um ambiente global marcado por incertezas, a UE tende a fortalecer relações com regiões onde há maior estabilidade institucional e histórica cooperação econômica.

Nesse contexto, o Mercosul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, surge como um parceiro estratégico, sobretudo diante da crescente influência da China na região, tanto como fornecedora de produtos industriais quanto como grande compradora de commodities.

Itália recua após pressão interna na UE

Para Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil e sócio da consultoria BMJ, o apoio italiano representa um avanço relevante e reflete pressões internas dentro da própria União Europeia, que cobrava uma definição após sucessivos adiamentos liderados por Roma.

Segundo ele, o movimento também indica que a UE percebe estar perdendo espaço na América Latina e vê no acordo UE-Mercosul uma oportunidade de recuperar influência. A conjuntura envolvendo a Venezuela, afirma Barral, pode ter pesado nessa avaliação estratégica.

Acordo amplia projeção global da União Europeia

Na avaliação de Marcos Jank, professor e pesquisador sênior de agronegócio global no Insper, a assinatura do tratado ajudaria a União Europeia a manter relevância fora do continente em um mundo cada vez mais fragmentado e competitivo.

Ele destaca que o discurso recente dos Estados Unidos, ao tratar a América Latina como área de influência direta de Washington, tende a empurrar a Europa para mais perto do Mercosul, reforçando laços históricos e econômicos.

Jank ressalta ainda que, diferentemente da relação com a China, marcada por disputas hegemônicas explícitas, o acordo com o Mercosul é mais previsível, fruto de negociações longas e transparentes.

“Muito vantajoso para a Europa”, dizem diplomatas

Para Roberto Jaguaribe, conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e ex-embaixador do Brasil na Alemanha, a instabilidade do sistema internacional já vinha estimulando a Europa a buscar parceiros confiáveis, e a ofensiva americana contra a Venezuela apenas reforçou essa necessidade.

No caso italiano, Jaguaribe avalia que a primeira-ministra Giorgia Meloni sempre reconheceu a importância do acordo, mas adotou inicialmente uma postura cautelosa para administrar resistências internas e ampliar seu espaço de negociação política dentro da UE.

Segundo o diplomata, o acordo é estratégico porque oferece à Europa uma vantagem competitiva rara frente a potências como Estados Unidos e China, que não têm acesso ao mercado do Mercosul nas mesmas condições.

Jaguaribe afirma ainda que o movimento italiano tende a favorecer uma decisão mais pragmática dentro do bloco europeu, em um momento em que a UE enfrenta dificuldades para sustentar posições tradicionais no campo do direito internacional.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nicolas Tucat/AFP

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Comércio Exterior

Tarifas do México sobre produtos brasileiros elevam risco de nova guerra comercial global

Novas tarifas mexicanas entram em vigor e atingem exportações do Brasil
O Brasil inicia 2026 enfrentando um novo obstáculo no comércio exterior. Após conseguir exceções parciais às amplas tarifas impostas pelos Estados Unidos em 2025, o país agora passa a lidar com tarifas do México que podem chegar a 35% sobre produtos importados. A medida entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026, depois de ter sido apresentada pelo governo mexicano em setembro do ano passado e aprovada pelo Congresso em dezembro.

As novas alíquotas atingem países que não mantêm acordos de livre comércio com o México, entre eles o Brasil. Segundo estimativas preliminares da Confederação Nacional da Indústria, o impacto pode alcançar US$ 1,7 bilhão em exportações brasileiras, o equivalente a 14,7% do total vendido ao mercado mexicano em 2024.

México é parceiro relevante, mas efeito pode ir além do comércio bilateral
O México foi o sétimo maior destino das exportações brasileiras em 2024 e passou à sexta posição até novembro de 2025, com vendas de US$ 7,1 bilhões. Mais do que afetar um parceiro estratégico, especialistas alertam que a decisão mexicana pode abrir espaço para uma escalada de medidas protecionistas em escala global, com reflexos sobre custos, fluxos comerciais e relações diplomáticas.

O governo do México afirma que as tarifas têm como objetivo fortalecer a produção local e preservar cerca de 350 mil empregos em setores considerados sensíveis, como calçados, têxteis, vestuário, siderurgia e indústria automotiva.

Brasil está entre os países mais impactados pela medida
Estudo da CNI indica que a China deve ser o país mais afetado, seguida por outras economias asiáticas como Coreia do Sul, Índia e Tailândia. O Brasil aparece como o quinto mais impactado, com 232 produtos potencialmente atingidos pelas novas tarifas.

Em nota, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que mantém diálogo com as autoridades mexicanas desde a aprovação da medida, buscando avaliar e mitigar seus efeitos sobre as exportações brasileiras.

Especialistas veem avanço do protecionismo no cenário internacional
Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, a decisão mexicana representa um precedente perigoso. Segundo ele, a adoção de tarifas unilaterais tende a estimular reações em cadeia, criando desequilíbrios no comércio global.

Welber Barral, sócio da BMJ e ex-secretário de comércio exterior, observa que o protecionismo global vem se intensificando desde as políticas adotadas pelos Estados Unidos. Ele cita, como exemplo, a tarifa de salvaguarda anunciada pela China sobre a carne bovina e a decisão da Índia de impor tarifas de até 12% sobre determinados produtos de aço por três anos.

Risco de efeito dominó preocupa economistas
De acordo com o economista Livio Ribeiro, sócio da BRCG, guerras comerciais raramente permanecem restritas a dois países. Elas tendem a se espalhar, reduzindo a cooperação internacional e elevando custos. Na avaliação dele, o mundo caminha para um novo equilíbrio, marcado por mais tarifas e menos integração, sob o argumento recorrente da proteção à indústria nacional.

Ribeiro ressalta que, embora o principal alvo da medida mexicana seja a Ásia, especialmente a China, o Brasil acaba sendo atingido de forma colateral. Para ele, a estratégia dificilmente levará à reindustrialização mexicana e pode pressionar a inflação local.

Brasil aposta em acordos comerciais para reduzir impactos
Atualmente, o Brasil não possui um acordo amplo de livre comércio com o México, embora existam acordos de complementação econômica, como o que rege o setor automotivo. Especialistas defendem que o país acelere negociações comerciais no âmbito do Mercosul, como forma de reduzir a vulnerabilidade a decisões unilaterais.

O consenso entre analistas é que a medida mexicana dificilmente será isolada. Em um ambiente de crescente protecionismo, o desafio será evitar que a reação em cadeia se transforme em uma guerra tarifária global, cujos desfechos são imprevisíveis.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Leo Pinheiro/Valor

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Internacional

Acordo Mercosul-UE avança e União Europeia prevê assinatura em breve

A União Europeia sinalizou avanço nas negociações para a conclusão do acordo Mercosul-UE e trabalha com a expectativa de formalizar o pacto em um futuro próximo. A avaliação foi divulgada nesta segunda-feira (5) pela Comissão Europeia, que apontou progresso nas conversas internas entre os países do bloco.

Comissão Europeia indica progresso nas negociações

A porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, afirmou que os Estados-membros estão alinhados e que o bloco está “no caminho certo” para fechar o acordo. Embora não tenha confirmado a data de 12 de janeiro, mencionada anteriormente como possível para a assinatura, a representante reforçou que o desfecho pode ocorrer em breve.

Reunião emergencial debate pontos sensíveis do acordo

Como parte do processo, a Comissão informou a convocação de uma reunião emergencial dos ministros da Agricultura da União Europeia, marcada para esta quarta-feira (7), em Bruxelas. O objetivo é discutir ajustes e novos pontos do texto antes da votação prevista para sexta-feira (9).

Diplomatas europeus indicam que o encontro busca reduzir resistências e avançar em consensos, especialmente sobre temas ligados ao setor agrícola.

Maior área de livre comércio do mundo

Negociado ao longo de 25 anos, o acordo entre a UE e o Mercosul tem potencial para criar a maior área de livre comércio do mundo, fortalecendo as relações econômicas entre os 27 países europeus e Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Resistência de França e Itália atrasou assinatura

A tentativa de assinar o pacto em dezembro do ano passado, durante reunião em Foz do Iguaçu, foi adiada após França e Itália manifestarem oposição. Os dois países alegaram preocupações com os impactos do acordo sobre seus produtores rurais, pressionando por mais tempo de análise.

Benefícios comerciais e temor no setor agrícola

Pelo acordo, a União Europeia ampliaria as exportações de veículos, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas para os países do Mercosul, em um contexto de crescentes tensões comerciais globais.

Em contrapartida, o pacto facilitaria o acesso ao mercado europeu de produtos sul-americanos como carne bovina, açúcar, arroz, mel e soja. Esse ponto gera preocupação entre agricultores europeus, que temem a concorrência de produtos com preços mais baixos, especialmente do Brasil.

Pedido por salvaguardas e regras mais rígidas

Diante desse cenário, França e Itália defendem a inclusão de cláusulas de salvaguarda, controles mais rigorosos sobre importações e exigências ambientais e sanitárias mais severas para os produtores do Mercosul, como forma de proteger o setor agrícola europeu.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Economia

Paraguai mira capital brasileiro após alta de impostos no Brasil e aposta em maquila para ampliar ganhos

A nova política fiscal brasileira, que entra em vigor a partir de 2026 e amplia a tributação sobre altas rendas, já provoca efeitos além das fronteiras. No Paraguai, o tema vem sendo tratado como uma oportunidade estratégica para atrair investidores, empresas e profissionais brasileiros em busca de um ambiente tributário mais estável e competitivo.

A expectativa é de que o aumento da carga tributária no Brasil acelere a migração de capitais para países vizinhos, com destaque para o Paraguai, que mantém impostos mais baixos e regras fiscais previsíveis.

Tributação sobre altas rendas pode estimular migração de investimentos

As mudanças na legislação brasileira atingem pessoas físicas e jurídicas com rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil. A alíquota adicional pode chegar a 10%, aplicada de forma progressiva sobre a parcela que excede o limite definido em lei.

Segundo estimativas oficiais, cerca de 140 mil brasileiros serão impactados diretamente pela medida. Embora o governo afirme que não haverá prejuízo fiscal nem cortes de gastos públicos, especialistas apontam que o novo modelo altera a lógica de planejamento patrimonial e empresarial no país.

Imprensa paraguaia vê “janela de oportunidade”

Veículos de comunicação do Paraguai, como o jornal El Nacional, destacaram que o endurecimento fiscal brasileiro cria um cenário favorável para o país captar recursos estrangeiros. Analistas tributários locais avaliam que empresários e investidores devem buscar alternativas para preservar rentabilidade e previsibilidade, favorecendo o ambiente paraguaio.

O movimento já é perceptível. Apenas em 2025, cerca de 22 mil brasileiros deram entrada em pedidos de residência no Paraguai, número considerado recorde pelas autoridades locais.

Regime de maquila impulsiona comércio bilateral

Um dos principais atrativos do Paraguai é o regime de maquila, que oferece incentivos fiscais para empresas estrangeiras que produzem no país com foco na exportação. Em 2025, as exportações realizadas por meio desse modelo superaram US$ 1 bilhão até novembro, segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio paraguaio.

O Brasil é o principal destino dessa produção, absorvendo 64% das exportações maquiladoras. O crescimento anual do setor foi de 15%, o equivalente a US$ 117 milhões a mais em relação a 2024.

Setores exportadores e superávit comercial

Entre os produtos mais exportados pelas maquiladoras estão peças automotivas (34%), vestuário e têxteis (17%), produtos de alumínio (13%) e alimentos processados (12%). O modelo mantém um superávit expressivo: as exportações superam as importações em 83%.

Esse desempenho reforça o papel do Paraguai como polo industrial regional e amplia sua integração às cadeias produtivas do Mercosul.

Governo paraguaio promete estabilidade tributária

Diante do interesse crescente de empresas brasileiras, o governo do Paraguai reforçou o compromisso com a previsibilidade fiscal. O subsecretário de Estado de Tributação, Óscar Orué, afirmou que não há previsão de aumento de impostos no país até 2028.

O presidente da Câmara de Comércio Paraguai-Brasil, Fabio Fustagno, destaca que a combinação de carga tributária menor, custos operacionais competitivos e mão de obra disponível cria um ambiente favorável para novos investimentos.

Empregos e integração regional em expansão

As indústrias maquiladoras empregam mais de 35 mil trabalhadores diretamente no Paraguai, com crescimento anual de 23% na geração de vagas. A maior concentração está nas regiões de Alto Paraná, Central e Assunção, áreas estratégicas para a logística e a conexão com o sul do Brasil.

Atualmente, 81% das exportações paraguaias têm como destino países do Mercosul, consolidando o Brasil como principal parceiro comercial.

Estratégia clara: atrair o capital que deixa o Brasil

Enquanto o Brasil amplia a tributação sobre altas rendas para financiar a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda — que deve beneficiar cerca de 15 milhões de brasileiros — o Paraguai aposta em um modelo oposto: estabilidade fiscal e incentivos à produção.

Para o governo paraguaio, quanto maior a pressão tributária no Brasil, maior a chance de captar investimentos, empresas e profissionais qualificados, fortalecendo sua economia e ampliando o protagonismo regional.

FONTE: ClickPetróleo e Gás com informações de El Nacional.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGENS: REPRODUÇÃO CLICK PETRÓLEO E GÁS

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Comércio Internacional

Mercosul cobra União Europeia e alerta: prazo para acordo de livre comércio não é ilimitado

Representantes do Mercosul enviaram um recado direto à União Europeia: o bloco sul-americano está disposto a avançar na assinatura do acordo de livre comércio, mas não aceitará adiamentos indefinidos. A declaração ocorre após o anúncio do adiamento da formalização do tratado, que era esperada para a cúpula presidencial do Mercosul, diante da resistência de agricultores europeus.

Segundo o chanceler do Paraguai, Rubén Ramírez, o entendimento é de que a UE enfrenta trâmites institucionais internos, mas isso não pode se estender sem limites. “Há disposição para avançar, porém os prazos não são infinitos”, afirmou após reunião ministerial em Foz do Iguaçu.

Nova data ainda não foi confirmada oficialmente

Fontes da Comissão Europeia e diplomatas em Bruxelas indicaram que a nova previsão para assinatura do acordo seria 12 de janeiro, no Paraguai, país que assume a presidência rotativa do Mercosul. Ramírez, no entanto, afirmou que não houve comunicação formal.

De acordo com o ministro, nem ele nem o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, receberam confirmação oficial da UE sobre essa data. A informação, segundo Ramírez, circula apenas na imprensa europeia.

Negociação histórica pode criar maior área de livre comércio do mundo

O acordo Mercosul–União Europeia está em negociação há cerca de 25 anos e, se concluído, dará origem à maior área de livre comércio global. O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Ramírez ressaltou que há vontade política para a assinatura, mas alertou que a indefinição pode levar o bloco a priorizar outros parceiros estratégicos. Entre eles estão Catar, Emirados Árabes Unidos e a ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático).

Resistência de agricultores europeus trava avanço

Produtores rurais, especialmente na França e na Itália, se posicionam contra o acordo por temerem a entrada de produtos agrícolas do Mercosul, como carne, arroz, mel e soja, considerados mais competitivos por conta de normas produtivas menos rígidas.

Apesar disso, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou recentemente acreditar que o acordo possa ser finalizado em janeiro. Um porta-voz do governo alemão reforçou a avaliação, afirmando que a discussão gira mais em torno do “quando” do que do “se” o tratado será assinado. Alemanha, Espanha e países nórdicos apoiam a conclusão do acordo.

Para a UE, o tratado ampliaria as exportações de veículos, máquinas, equipamentos, vinhos e destilados para a América do Sul.

Pressão política e cenário interno europeu

O Brasil ocupa atualmente a presidência rotativa do Mercosul. Na quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que recebeu um pedido de “paciência” da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em relação à conclusão do acordo. Lula disse que levará essa solicitação aos demais líderes do bloco.

Já o chanceler argentino, Pablo Quirno, defendeu uma reavaliação da política externa do Mercosul, com foco em acordos bilaterais mais rápidos e com resultados concretos.

Embora o texto do acordo inclua cláusulas de salvaguarda para proteger o setor agrícola, fontes do governo brasileiro avaliam que, na França, a oposição extrapola critérios técnicos. Segundo essa avaliação, o ambiente político interno francês tem peso decisivo na resistência ao tratado.

Nesta sexta-feira, agricultores franceses protestaram em frente à residência de veraneio do presidente Emmanuel Macron, lançando esterco na área como forma de manifestação contra o acordo e outras pautas do setor.

Relações regionais e tensões políticas

Durante a agenda em Foz do Iguaçu, Lula inaugurou a Ponte da Integração Brasil–Paraguai, que liga os dois países. O presidente paraguaio, Santiago Peña, participará de cerimônia semelhante neste sábado, do lado paraguaio da fronteira.

As relações entre Brasil e Paraguai passaram por momentos de tensão em 2024, após a revelação de uma operação de espionagem da inteligência brasileira contra instituições paraguaias. O governo Lula reconheceu a ação, atribuindo a responsabilidade à gestão anterior.

No âmbito regional, Lula e o presidente argentino Javier Milei ainda não realizaram reunião bilateral. Milei, que chegou recentemente a Foz do Iguaçu, gerou controvérsia ao publicar nas redes sociais um mapa com críticas a países governados pela esquerda na América do Sul.

FONTE: O Dia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AFP

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Sem Categoria

Mercosul firma marco de parceria estratégica com o Japão e projeta avanço nas negociações

O Mercosul anunciou a formalização de um marco que estabelece a parceria estratégica entre o bloco e o Japão, criando as bases para o aprofundamento das relações econômicas e institucionais. De acordo com comunicado conjunto, a primeira rodada de negociações está prevista para o início de 2026, período em que o Paraguai exercerá a presidência pro tempore do bloco sul-americano.

Comércio bilateral reforça potencial do acordo

O documento destaca o peso do intercâmbio comercial entre as partes, que atingiu US$ 13 bilhões em 2024, como um indicativo do espaço existente para expansão e diversificação dos negócios. Segundo o texto, a intenção é elevar o nível de cooperação, fortalecendo as relações estratégicas sob uma visão ampla, de longo prazo, com foco em comércio e investimentos.

Foco em áreas estratégicas e inovação

Entre os principais eixos da parceria estão setores considerados prioritários para o desenvolvimento econômico contemporâneo. O acordo prevê cooperação em cadeias de suprimentos, economia digital, transições energéticas e transformação verde, áreas vistas como fundamentais para a competitividade e a sustentabilidade das economias envolvidas.

Agenda internacional do Mercosul ganha fôlego

O anúncio ocorreu durante a 67ª Cúpula do Mercosul, realizada neste sábado, 20, em Foz do Iguaçu. A iniciativa reforça a estratégia do bloco de ampliar sua inserção internacional, ao mesmo tempo em que mantém tratativas com a União Europeia. Ainda no mesmo dia, o Mercosul também deu início às negociações para um acordo comercial com o Vietnã, ampliando sua agenda de parcerias globais.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Kim Kyung-Hoon/File Photo

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Internacional

MERCOSUL busca modernização e aguarda definições da União Europeia

Com as Cataratas do Iguaçu como cenário, os chefes de Estado dos países membros do MERCOSUL se reuniram em 20 de dezembro de 2025, em Foz do Iguaçu (Brasil), para a LXVII Cúpula de Presidentes do bloco. O encontro ocorreu em um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas, mudanças nas cadeias globais de suprimentos e disputa crescente por investimentos estratégicos.

Participaram da reunião os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Javier Milei (Argentina), Santiago Peña (Paraguai), Yamandú Orsi (Uruguai), além do chanceler Fernando Hugo Aramayo Carrasco, representando a Bolívia. O objetivo central foi demonstrar coesão política e projetar uma agenda de futuro para a integração sul-americana.

Bloco defende previsibilidade com mais flexibilidade comercial

As delegações classificaram o diálogo como positivo e construtivo. Na avaliação dos mandatários, o MERCOSUL precisa combinar previsibilidade institucional com maior flexibilidade comercial para ampliar sua inserção internacional, especialmente diante do avanço desigual dos grandes acordos comerciais globais.

A presença do presidente do Panamá, José Raúl Mulino, na condição de Estado Associado, reforçou a estratégia de aproximação com a América Central e o Caribe, regiões que ganham relevância nas rotas logísticas e comerciais do continente.

Revisão tarifária e fortalecimento industrial

Entre os principais temas debatidos esteve a revisão do Arancel Externo Comum, apontado como essencial para elevar a competitividade do MERCOSUL e reduzir distorções internas. Os presidentes destacaram a necessidade de avaliar sua dispersão e coerência diante das transformações do comércio internacional.

No campo industrial, ganhou destaque o avanço dos trabalhos do Comitê Automotivo do MERCOSUL, que busca harmonizar regras comerciais e consolidar um mercado automotivo regional mais integrado, capaz de atrair investimentos de forma equilibrada entre os países.

Também foi celebrada a conclusão dos termos de referência para um estudo regional do setor sucroalcooleiro, com foco no fortalecimento das cadeias produtivas, aumento da competitividade e ampliação do acesso a mercados externos.

Integração regulatória e transformação digital

A cúpula sinalizou avanços na modernização regulatória, com iniciativas voltadas à harmonização técnica e à redução de barreiras não tarifárias. Entre os temas discutidos estiveram o etiquetamento de alimentos embalados e o início dos debates para unificar o rotulagem nutricional frontal no âmbito regional.

Os líderes também destacaram o progresso do Grupo Ad Hoc sobre Assuntos Regulatórios, responsável pela elaboração da Guia de Análise de Impacto Regulatório (AIR) do MERCOSUL, ferramenta que busca aprimorar a qualidade normativa, ampliar a transparência e facilitar a integração econômica.

Na área digital, foi reafirmada a importância estratégica da agenda de transformação digital do MERCOSUL, com destaque para a plena operação do Certificado de Origem Digital (COD) no comércio intrabloco, considerado um marco na facilitação do comércio entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Energia, sustentabilidade e logística regional

A integração energética teve papel central nos debates. Os presidentes celebraram os avanços rumo à criação de um mercado regional de gás natural e ao fortalecimento da cooperação em biocombustíveis, energias renováveis e minerais estratégicos, em linha com a transição para uma economia de baixo carbono.

No campo logístico, houve consenso sobre a necessidade de desenvolver corredores bioceânicos e soluções intermodais capazes de reduzir custos de transporte e atrair investimentos.

A Hidrovia Paraguai–Paraná foi destacada como eixo fundamental de conectividade regional. Os países reafirmaram o compromisso com o funcionamento pleno dos órgãos previstos no Convênio de Santa Cruz de la Sierra, visando garantir navegação segura, transporte eficiente da produção e acesso competitivo aos mercados internacionais.

Acordos comerciais e relação com a União Europeia

No plano externo, os líderes comemoraram a assinatura do Acordo de Livre Comércio entre o MERCOSUL e a AELC, além dos avanços nas negociações com Emirados Árabes Unidos, Canadá, Índia e Japão, reforçando o interesse em ampliar laços com economias asiáticas emergentes.

Por outro lado, manifestaram frustração com a falta de consenso político que impediu a assinatura do Acordo MERCOSUL–União Europeia, após 26 anos de negociações. Ainda assim, demonstraram confiança na retomada do processo no futuro.

Compromisso com o multilateralismo

O encontro foi encerrado com a reafirmação do compromisso do MERCOSUL com o multilateralismo, o comércio baseado em regras claras e a ambição de consolidar o bloco como um ator global moderno, competitivo e relevante.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert / PR

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