Portos

Portos da Região Norte registram alta de 31% e movimentam 12,6 milhões de toneladas em outubro

Os portos da Região Norte movimentaram 12,6 milhões de toneladas de cargas em outubro de 2025, resultado que representa um crescimento de 31,46% em relação ao mesmo mês de 2024. No ano anterior, o volume havia sido de 10,2 milhões de toneladas. Os dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e confirmam a expansão contínua da atividade portuária na região.

Navegação interior impulsiona resultados

De acordo com levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos, o principal motor do crescimento foi a navegação interior, responsável por 7,4 milhões de toneladas movimentadas no período. O volume representa uma alta de 25,28% na comparação anual e reforça a importância dessa modalidade para a integração logística regional, especialmente no escoamento da produção agrícola e mineral.

Cabotagem avança e contêineres ganham destaque

A navegação de cabotagem também apresentou desempenho expressivo, com crescimento de 26,71% em relação a outubro do ano passado, alcançando 872 mil toneladas. O maior destaque ficou para o transporte de contêineres, que registrou aumento de 128%, evidenciando o fortalecimento da cabotagem como alternativa logística, sustentável e competitiva.

Investimentos reforçam papel estratégico da região

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho da Região Norte reflete a importância dos investimentos estruturantes para a logística nacional. Segundo ele, os resultados mostram que os portos têm papel central no desenvolvimento econômico, na integração regional e no aumento da competitividade das exportações brasileiras.

Longo curso mantém relevância nas exportações

A navegação de longo curso movimentou 4,4 milhões de toneladas em outubro, crescimento de 19,22% frente ao mesmo período de 2024. A modalidade segue como eixo fundamental no fluxo de exportações da Região Norte.

Entre as principais cargas transportadas, o milho liderou com 3,8 milhões de toneladas, seguido pela bauxita, com 1,9 milhão de toneladas. Os contêineres também tiveram participação relevante, somando cerca de 1 milhão de toneladas.

Portos com maior movimentação

No recorte por terminal, o Porto de Vila do Conde (PA) apresentou o maior volume no mês, com 1,8 milhão de toneladas movimentadas. Em seguida, o Porto de Santarém (PA) registrou 1 milhão de toneladas no mesmo período.

Desempenho acompanha crescimento nacional

O avanço observado na Região Norte está alinhado ao bom momento do setor portuário brasileiro. Segundo a Antaq, setembro e outubro alcançaram movimentações de 120,4 milhões e 121,5 milhões de toneladas, respectivamente, os maiores volumes já registrados na série histórica.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ascom/MPor

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Indústria

Mesorregião Oeste de Santa Catarina concentra polos industriais com forte presença internacional

A mesorregião Oeste de Santa Catarina abriga dois polos industriais com expressiva inserção internacional: alimentos e bebidas e madeira e móveis. Juntos, esses segmentos responderam pela maior parte das exportações regionais em 2024, que somaram US$ 1,45 bilhão.

Do total exportado, US$ 638 milhões tiveram origem no polo de alimentos e bebidas, enquanto a indústria de madeira e móveis contribuiu com US$ 385,9 milhões. Os dados fazem parte de um levantamento do Observatório Nacional da Indústria, realizado pelo Observatório FIESC, que identificou as principais concentrações produtivas estratégicas do país.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o desempenho internacional desses setores confirma a relevância econômica do Oeste catarinense. “São cadeias produtivas consolidadas, com alta capacidade exportadora, forte geração de empregos e integração competitiva aos mercados globais”, afirma.

Indústria regional gera empregos e movimenta a economia

A mesorregião Oeste reúne 11,4 mil indústrias, inseridas em um universo de 50,2 mil estabelecimentos, e concentra 190,9 mil trabalhadores industriais, de um total de 437,3 mil empregos formais.

Chapecó lidera em número de trabalhadores na indústria, com 38,39 mil empregados, seguida por Caçador (13,9 mil) e Concórdia (11,7 mil). O município também ocupa a primeira posição em número de estabelecimentos industriais, com 2,4 mil indústrias, à frente de Concórdia (662) e Caçador (460).

Polo de alimentos e bebidas lidera exportações

O polo internacional de alimentos e bebidas é o maior da região em valor exportado. O segmento reúne 1.023 estabelecimentos e emprega 85,3 mil trabalhadores. Em 2024, os principais produtos exportados foram carne suína, com US$ 367 milhões, carnes de aves (US$ 129,4 milhões) e outras preparações de carnes (US$ 74,4 milhões).

Os principais destinos das exportações foram Chile (US$ 118 milhões), Filipinas (US$ 95,5 milhões) e Japão (US$ 79,6 milhões).

Entre as empresas de destaque está a Aurora Coop, que exporta para mais de 80 países. Em 2024, a cooperativa respondeu por 21,6% das exportações brasileiras de carne suína e por 8,4% das exportações de carne de frango. De acordo com o presidente da Aurora, Neivor Canton, a expansão internacional é prioridade estratégica. Em maio de 2025, a cooperativa inaugurou seu primeiro escritório comercial na China, com foco no mercado de carnes suína e de aves, e planeja ampliar a atuação para Hong Kong, Vietnã e outros países do sudeste asiático.

Outra grande exportadora é a BRF. A unidade de Chapecó é a maior produtora de perus de Santa Catarina e exporta peru, frango e empanados para mais de 50 países. As plantas de Concórdia e Herval d’Oeste exportam cortes suínos, enquanto a unidade de Videira atende também mercados do Oriente Médio.

Madeira e móveis ampliam presença no mercado externo

O polo de madeira e móveis da mesorregião Oeste reúne 1.263 estabelecimentos e emprega cerca de 21 mil trabalhadores. Em 2024, as exportações do segmento alcançaram US$ 385,9 milhões, impulsionadas principalmente por obras de carpintaria (US$ 146,5 milhões), móveis (US$ 83,3 milhões) e madeira em forma (US$ 54,9 milhões).

Os Estados Unidos foram o principal destino, com US$ 240,5 milhões, seguidos por Reino Unido (US$ 17,4 milhões) e França (US$ 15,9 milhões).

Seleme destaca que a indústria regional se diferencia pelo uso de tecnologia e por processos sustentáveis, com reaproveitamento integral da madeira. A proximidade com o setor florestal, segundo ele, reforça a competitividade do polo.

Entre as exportadoras de madeira estão Frameport, Guararapes (unidade de Caçador) e Adami. A Frameport se destaca na exportação de portas, especialmente para o mercado norte-americano. A Adami atende clientes em mais de 25 países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Europa, África, Israel e Arábia Saudita. Já a unidade da Guararapes em Caçador é a maior produtora de MDF das Américas, com três linhas de produção.

No setor moveleiro, ganham destaque empresas como a Móveis Henn, voltada a móveis populares; a Temasa, fornecedora de móveis de madeira maciça para marcas como a IKEA; e a Sollos, de Princesa, especializada em móveis de alto padrão e detentora de 120 prêmios de design, muitos assinados pelo designer Jader Almeida, reconhecido internacionalmente.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Plinio Bordin

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Logística

Hidrovias do Arco Norte impulsionam logística do agronegócio brasileiro

As hidrovias do Arco Norte consolidaram-se como uma das principais rotas logísticas do país, deixando para trás o papel de corredor complementar. Dados da Conab mostram que, entre janeiro e outubro de 2025, foram movimentadas 49,7 milhões de toneladas de soja e milho pelos rios da região.

Conectando o Centro-Oeste aos portos da Amazônia, essa infraestrutura redesenhou o mapa logístico nacional. Segundo o Boletim Logístico (nov/2025), os terminais do Norte foram responsáveis por 37,2% das exportações de soja e 41,3% das exportações de milho realizadas no período.

Região deixa de ser apoio e vira rota estratégica

Os números confirmam a mudança de escala: o Norte se tornou a alternativa mais eficiente para o escoamento da safra, reduzindo distância e custos logísticos em comparação às rotas tradicionais do Sul e Sudeste.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, essa virada representa um avanço estrutural. Ele afirmou que o Arco Norte “deixou de ser promessa para se tornar realidade”, destacando que mais de 40% do milho e mais de um terço da soja do país já deixam o Brasil por esses corredores — resultado direto de maior competitividade, eficiência logística e acesso mais ágil aos mercados internacionais.

Integração multimodal fortalece o sistema de navegação

O Arco Norte opera a partir de uma estrutura multimodal, combinando transporte rodoviário e fluvial. As cargas chegam a polos como Miritituba/Itaituba (PA), Porto Velho (RO) e Caracaraí (RR), onde são transferidas para comboios de barcaças que seguem pelos rios Tapajós, Madeira e Amazonas até portos em Itacoatiara (AM), Santarém (PA) e Barcarena (PA).

Esse arranjo reduz trechos rodoviários longos, encurta o acesso a mercados da Europa e Ásia e eleva a eficiência operacional — o transporte por barcaças pode ser até 50% mais econômico do que o modal rodoviário em percursos extensos.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, ressaltou que a previsibilidade dos rios é essencial para manter o sistema funcionando. Segundo ele, contratos de manutenção contínua e de longo prazo substituem a lógica emergencial, garantindo segurança, regularidade e sustentabilidade ao transporte.

Governo investe em infraestrutura, manutenção e modernização da frota

A Secretaria Nacional de Hidrovias concentra esforços em três linhas: manutenção da navegabilidade, expansão da infraestrutura e renovação da frota fluvial.

Contratos plurianuais de dragagem e sinalização nos rios Amazonas e Solimões, já em execução, somam mais de R$ 370 milhões ao longo de cinco anos. Paralelamente, o Fundo da Marinha Mercante tem financiado a construção de centenas de barcaças e dezenas de empurradores. Muitos desses equipamentos estão sendo fabricados em estaleiros do Amazonas, impulsionando empregos e reforçando a indústria naval regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Exportação

México pode afetar US$ 1,7 bilhão em exportações brasileiras com novas tarifas, alerta CNI

Impacto direto nas vendas do Brasil ao México
A decisão do México de elevar tarifas de importação pode atingir US$ 1,7 bilhão em exportações da indústria brasileira, segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O projeto tarifário foi aprovado pelo Congresso mexicano e aguarda a sanção da presidente Claudia Sheinbaum. Além do Brasil, a medida também mira a China e outros nove países.

Setores industriais sob pressão
O texto aprovado prevê aumentos tarifários sobre 983 produtos distribuídos em 19 setores industriais. O Brasil aparece como o quinto país mais afetado, com 232 produtos da indústria de transformação sujeitos às novas taxas. Em 2024, esses itens representaram 14,7% das exportações brasileiras para o México, somando os US$ 1,7 bilhão agora ameaçados.

Em estudo divulgado nesta segunda-feira, a CNI alerta que o reajuste “pode elevar custos de produção e prejudicar os fluxos de comércio exterior e investimentos entre os dois países”.

Acordos atuais não evitam prejuízos
De acordo com a confederação, os acordos comerciais vigentes entre Brasil e México não neutralizam os efeitos da medida. Em agosto, os dois governos firmaram um plano de trabalho para atualizar esses instrumentos, mas as negociações continuam em andamento — e sem garantia de conclusão antes da entrada das novas tarifas.

CNI pede articulação urgente
Para a entidade, é essencial que Brasília e Cidade do México reforcem o diálogo bilateral e acelerem a negociação de um novo acordo comercial, capaz de reduzir o risco de perdas para a indústria dos dois países.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPOR

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Exportação

Safra de laranja cai 3,9% no Cinturão Citrícola e pressiona oferta de suco

Produção revisada para baixo
A safra de laranja 2025/26 no Cinturão Citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro foi revisada para 294,81 milhões de caixas (40,8 kg), queda de 3,9% em relação à projeção anterior, informou o Fundecitrus nesta quarta-feira (10). A nova estimativa reflete problemas climáticos e o avanço do greening, doença que reduz a produtividade dos pomares.

Segundo a CitrusBR, a redução na colheita afetará diretamente a oferta brasileira de suco de laranja, segmento em que o país lidera a produção e exportação global.

Clima adverso e greening pesam sobre os pomares
O Fundecitrus detalhou que dois fatores explicam a retração: o menor tamanho dos frutos devido à falta de chuvas e a alta da taxa de queda dos frutos, que passou de 22% para 23%. O aumento está ligado ao agravamento do greening, ao ritmo acelerado da colheita e às condições climáticas desfavoráveis.

Mesmo com o corte, a safra atual deve superar em 27,7% a colheita do ciclo anterior, marcada como a segunda menor em quase quatro décadas.

Ritmo da colheita e impacto industrial
De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, a reestimativa reforça a imprevisibilidade climática: “Por mais que uma safra comece bem, nada garante que termine bem.” Ele destacou que a quebra representa 20 milhões de caixas, volume capaz de alterar o “patamar de safra”.

Para a indústria, isso significa uma redução entre 65 mil e 70 mil toneladas de suco — perda que dificilmente será compensada pelo rendimento industrial, também afetado pelo clima. “Isso enxuga a disponibilidade de produto ao fim do ciclo”, afirmou.

Até meados de novembro, cerca de 65% da safra havia sido colhida. Entre as variedades, as precoces (hamlin, westin e rubi) estavam praticamente concluídas (99%), enquanto as demais precoces somavam 95%. A pera tinha 85% colhidos e, entre as tardias, valência e folha murcha acumulavam 40%, e natal, 30%.

Mercado internacional e preços em queda
Apesar da previsão menor no Brasil, o contrato futuro do suco de laranja congelado e concentrado em Nova York recuava 1,7%, para US$ 1,54/lb. A commodity segue em forte queda desde o recorde acima de US$ 5 registrado no fim do ano passado, quando a safra brasileira foi fraca.

A disparada anterior das cotações derrubou o consumo mundial e permitiu que os estoques finais da última safra subissem mais de 25%, segundo dados da CitrusBR.

Mesmo com preços mais baixos em 2024, as exportações brasileiras de suco caíram 12,29% no acumulado da safra 2025/26 (julho a novembro), para 367 mil toneladas, principalmente devido à retração da demanda europeia. Os Estados Unidos agora assumem a liderança como principal destino.

“Suco de laranja é altamente elástico: preço sobe, consumo cai”, explicou Netto. Ele reconhece que a queda nos preços pode estimular uma recuperação do consumo europeu, mas ressalta que esse retorno costuma ser gradual.

Em receita, as exportações despencaram 25%, somando US$ 1,2 bilhão.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Forbes

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Comércio

Santa Catarina amplia laços comerciais com a Argentina com crescimento de 25% nas exportações

O faturamento das exportações de Santa Catarina com destino à Argentina saltou 25% entre janeiro e outubro de 2025, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O aquecimento das vendas para os argentinos é resultado principalmente da elevação do envio de produtos industrializados de diferentes setores econômicos. 

O percentual de 25% corresponde ao salto de US$ 595 milhões exportados entre janeiro e outubro de 2024 para US$ US$ 746 milhões exportados em 2025. A ampliação expressiva ajudou o estado a bater recorde de exportações em 2025 e compensar a queda nos envios para outros países. O bom resultado também demonstra, portanto, o aumento das relações comerciais entre Santa Catarina e a Argentina. 

Entre os principais produtos da pauta exportadora catarinense destaca-se a venda de papel e cartão. O faturamento chegou a US$ 67 milhões no período, ante US$ 57 milhões de 2024. Já a exportação de refrigeradores de uso doméstico saltou de US$ 13 milhões para US$ 45 milhões. Outros itens, como carne suína, tijolos cerâmicos, peças para motores e tecidos, por exemplo, também registraram elevação.

Para o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, os dados demonstram sobretudo a diversidade econômica de Santa Catarina. “O aumento de 25% nas exportações para a Argentina reflete o bom desempenho de diversos setores, desde o agro, metalmecânico, têxtil, bem como construção civil. Santa Catarina produz com excelência em diversos setores e isso impulsiona o estado”, destaca.

Missão internacional consolidou aproximação entre SC e Argentina 

Em novembro, o governador Jorginho Mello esteve na Argentina durante uma missão internacional. A organização da agenda contou com apoio da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e da Secretaria de Estado de Articulação Internacional (SAI). O encontro serviu para posicionar o estado sobretudo como um polo logístico e turístico no Mercosul.

“O governador Jorginho Mello colocou Santa Catarina no centro das discussões bilaterais. Saímos daqui com a certeza de que a relação entre SC e Argentina vive um de seus melhores momentos, tanto na afinidade política quanto nas oportunidades reais de negócios”, destacou o secretário da SAI, Paulo Bornhausen.

No Encontro de Negócios Santa Catarina-Argentina, realizado na Embaixada do Brasil em Buenos Aires, o governador destacou o compromisso do Estado em ampliar as exportações de produtos de alto valor agregado, com foco especial no setor moveleiro, bem como na abertura de novos mercados. 

Além das relações comerciais, Santa Catarina espera o aquecimento da economia também em relação ao turismo. Conforme a Secretaria de Estado do Turismo, o Estado estima a chegada de 1,5 milhão de argentinos durante a temporada de verão 2026.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Arquivo/SAR

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Exportação

Produção de veículos cai 8,2% em novembro, aponta Anfavea

A Anfavea divulgou nesta segunda-feira (8) os novos indicadores do setor automotivo, que mostram queda na maior parte dos resultados de novembro. A produção de veículos recuou 8,2% em relação ao mesmo mês de 2024, enquanto as vendas registraram o melhor desempenho de 2025, com média diária de 12,6 mil unidades — ainda abaixo, porém, do volume observado no ano anterior.

Projeção para 2025 não deve se concretizar

Durante coletiva, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, afirmou que o desempenho abaixo do esperado deve impedir o cumprimento da projeção anual da entidade, que estimava crescimento de 7,8% na produção. Segundo ele, há um “gap” de 5,2% entre o previsto e o acumulado até novembro.

Calvet também atribuiu o cenário às taxas de juros mais altas tanto para pessoas físicas quanto para o mercado em geral. Em novembro de 2024, a Selic estava em 11,3%, enquanto hoje alcança 15%. Os juros para pessoa física passaram de 26,4% para 27,4%. De acordo com o executivo, esses fatores têm impacto direto no potencial de expansão do setor.

Caminhões e exportações também recuam

Os dados da Anfavea mostram ainda a quarta queda consecutiva na produção de caminhões, com média mensal de retração de 26%, o que acende um alerta para o segmento.

As exportações de veículos também diminuíram, caindo 13%, influenciadas principalmente pela redução da demanda na Argentina. Já os veículos importados tiveram aumento no período, elevando os estoques para 153 dias, o equivalente a cinco meses de consumo do mercado interno.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nacho Doce/Reuters

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Comércio Exterior

Fim do tarifaço dos EUA impulsiona retomada das exportações de hortifrútis do Brasil

O encerramento do tarifaço imposto pelos Estados Unidos trouxe alívio imediato ao setor brasileiro de hortifrútis, que vinha enfrentando três meses e meio de retração em volume e queda acentuada nos preços. A taxa adicional de 50% havia afetado diretamente produtos como manga, castanha-do-pará, uva, café e gengibre.
Dados do Comex Stat mostram que, entre agosto e outubro deste ano, as exportações de manga para o mercado norte-americano perderam 40% em valor, enquanto as vendas de castanha-do-pará despencaram 94%.

Retomada dos fluxos e expectativa de reação

Com a retirada das tarifas em novembro, a perspectiva é de normalização gradual dos embarques. Para Renato Francischelli, country director da Ascenza Brasil, o fim da sobretaxa restabelece um ambiente favorável ao comércio bilateral e devolve competitividade às frutas brasileiras.
Segundo ele, a ausência da cobrança aumenta o potencial de escoamento, estabiliza preços e dá fôlego a produtores que, diante do tarifaço, tiveram de operar com margens reduzidas. “É uma oportunidade de reconstruir relações comerciais e recolocar a fruta brasileira nas prateleiras onde sempre teve destaque”, afirma.

Manga: mais volume, menos receita

Entre agosto e outubro de 2024, o Brasil enviou 22,6 mil toneladas de manga aos EUA. No mesmo período de 2025, o volume subiu para 31,8 mil toneladas — alta de 41%.
Mesmo assim, o setor perdeu receita. O preço pago pelos norte-americanos caiu de US$ 1,30 por quilo para US$ 0,78, redução de 40%. Como resultado, o faturamento recuou de US$ 29,4 milhões em 2024 para US$ 25 milhões em 2025.

Queda drástica na castanha-do-pará

O produto mais afetado foi a castanha-do-pará. Os embarques caíram de 367,6 toneladas para apenas 21,6 toneladas no mesmo intervalo comparativo — retração de 94%.

Uvas, café e gengibre também sentiram

As exportações de uvas para os EUA diminuíram 67%. O país enviou 2,8 mil toneladas entre agosto e outubro de 2024, contra 938,3 toneladas este ano. O preço médio também recuou 15%.
O café registrou retração de 39,6% em volume, ainda que os preços tenham subido 38%, impulsionando valores unitários maiores.
No caso do gengibre, o volume exportado caiu 22%, e o valor movimentado diminuiu 37% entre os dois períodos analisados.

Diversificação de mercados garantiu resiliência

Mesmo sob a tarifa de 50%, exportadores brasileiros ampliaram vendas para Europa, Ásia e América do Sul, compensando parcialmente as perdas nos EUA. No caso da manga, manter o fluxo para o mercado norte-americano, mesmo com preços reduzidos, foi uma estratégia para evitar estoques altos e preservar relações comerciais.

Para Francischelli, o tarifaço demonstrou que o setor precisa estar preparado para mudanças repentinas no cenário global. A combinação entre dólar favorável, compromissos com importadores e logística consolidada levou muitos exportadores a aceitarem preços menores para manter espaço nas gôndolas. Com o fim da tarifa, a expectativa é de reposicionamento gradual do mercado.

Mercado externo segue aquecido

A tarifa entrou em vigor em 6 de agosto e foi revogada em 20 de novembro. Durante esse período, as exportações brasileiras para os EUA caíram 16,5% em agosto, 20,3% em setembro e 37,9% em outubro.
Ainda assim, segundo o MDIC, as vendas externas totais do Brasil cresceram 9,1% em outubro, alcançando o maior valor para o mês desde 1989 — reflexo da forte demanda internacional.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Internacional

Argentina aposta na privatização ferroviária para ampliar exportação de grãos e minerais

A Argentina prepara uma ampla reforma no setor ferroviário para impulsionar a exportação de grãos e minerais. O plano prevê a privatização e modernização da rede, que hoje opera com infraestrutura antiga e pouco eficiente. A expectativa de líderes do agronegócio e da mineração é que a melhoria logística reduza pela metade os custos de frete das regiões mais distantes dos portos.

A primeira licitação será da Belgrano Cargas, responsável pelas três principais linhas de carga do país. Com edital previsto para o início do próximo ano, o projeto pode ampliar o escoamento de produtos estratégicos, como soja, milho, cobre e lítio, além de facilitar o envio de areia para a área de Vaca Muerta, maior reserva de xisto argentina.

A iniciativa integra o plano do presidente Javier Milei, que busca transferir estatais deficitárias para a iniciativa privada, atrair investimentos e recompor as reservas após anos de crise.

Logística ferroviária defasada

A modernização representará um desafio significativo. Segundo Alejandro Núñez, presidente da estatal Belgrano Cargas y Logística, o volume atual transportado por trem é menor do que o registrado nos anos 1970, apesar de a produção agrícola ter crescido quase seis vezes desde então.

A rede soma perto de 8 mil quilômetros e movimenta 7,5 milhões de toneladas por ano — 60% delas de origem agrícola. Com trilhos deteriorados, trens circulam lentamente, facilitando furtos de cargas e aumentando o risco de descarrilamentos. Outros 11 mil quilômetros de linhas permanecem totalmente inativos e também entrarão em licitação.

Hoje, apenas 5% da carga argentina segue por transporte ferroviário, muito abaixo dos 20% do Brasil e dos mais de 40% de Estados Unidos e Canadá.

Redução de custos e meta de exportações

O governo considera a recuperação das ferrovias essencial para cumprir a meta de elevar em US$ 100 bilhões o total exportado nos próximos sete anos. Até outubro, o país somava US$ 71,5 bilhões em vendas externas.

A privatização pode reduzir de forma significativa o custo logístico do norte e oeste do país até a região portuária de Rosário. Hoje, transportar uma tonelada da província de Salta para Rosário é mais caro do que enviá-la de Rosário ao Vietnã, segundo Gustavo Idígoras, da CIARA-CEC.

Núñez estima que serão necessários ao menos US$ 800 milhões para modernizar a infraestrutura. Entre os interessados na licitação estão o Grupo México Transportes (GMXT), que pretende investir até US$ 3 bilhões, um consórcio formado por gigantes do agronegócio como Bunge, Cargill e Louis Dreyfus, além da mineradora Rio Tinto. As empresas não comentaram oficialmente.

Impactos na produção agrícola e na mineração

De acordo com Alfredo Sesé, da Bolsa de Valores de Rosário, a queda no preço do frete ajudaria a expandir a produção agrícola no norte do país. Hoje, metade da safra argentina é colhida a mais de 300 quilômetros de Rosário. O transporte rodoviário custa entre 7 e 9 centavos de dólar por quilômetro por tonelada, enquanto o ferroviário fica abaixo de 5 centavos.

A mineração também deve ser favorecida. A Argentina é o quarto maior exportador global de lítio e possui novos projetos de cobre prestes a entrar em operação. Para Roberto Cacciola, presidente da Câmara Argentina de Empresas de Mineração, o setor depende de soluções logísticas capazes de garantir o abastecimento e o escoamento da produção.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Agustín Marcarian

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Exportação

Mercado de feijão mantém lentidão no Brasil enquanto exportações atingem recorde histórico

O mercado brasileiro de feijão começou dezembro com pouca movimentação. Pesquisadores do Cepea indicam que as negociações no mercado spot acontecem apenas de forma pontual, motivadas principalmente pela necessidade de repor estoques.

Preços do feijão carioca seguem firmes

No segmento do feijão carioca, as cotações permanecem sustentadas. A combinação entre demanda ativa e oferta limitada de grãos de alta qualidade mantém os preços elevados. A procura por produtos premium tende a crescer no fim do ano, reforçando esse movimento.

Feijão preto recua com excesso de oferta

Para o feijão preto, o cenário é oposto. A ampla disponibilidade no mercado interno exerce pressão sobre os preços, reduzindo o poder de negociação dos produtores. Mesmo com a queda, o grão ainda encontra boa demanda em regiões onde o consumo desse tipo é mais tradicional.

Exportações de feijão do Brasil batem recorde

No comércio exterior, o desempenho é histórico. Dados da Secex mostram que o Brasil exportou 501,2 mil toneladas de feijão entre janeiro e novembro de 2025, o maior volume desde o início da série em 1997. O resultado evidencia a crescente competitividade do produto brasileiro no mercado global, marcada pela qualidade e pela ampliação dos destinos compradores.

FONTE: Portal do Agronegócio
TEXTO: Redação
IMAGEM: CNA

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