Tecnologia

China alerta para possível bolha na indústria de robôs humanoides

A China emitiu um alerta sobre a possibilidade de uma bolha econômica envolvendo a indústria de robôs humanoides, cenário semelhante ao que ameaça o setor de inteligência artificial (IA). O aviso partiu da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.

Durante entrevista coletiva, a porta-voz Li Chao demonstrou preocupação com a rápida expansão desse mercado, considerado estratégico para o crescimento do país até o fim da década. Segundo ela, mais de 150 empresas já estão investindo na produção de robôs humanoides na China.

Oferta elevada e baixa adesão preocupam autoridades
Com tantas fabricantes entrando no segmento, o governo teme que o mercado seja inundado com modelos semelhantes, sem diferenciação relevante. A Comissão avalia que o excesso de oferta pode comprometer o avanço em pesquisa e desenvolvimento, reduzindo a inovação.

Apesar da grande variedade de máquinas disponíveis, a adesão do público ainda é baixa.
– Há robôs capazes de executar tarefas pesadas em fábricas, substituindo trabalhadores;
– Modelos domésticos tentam auxiliar em atividades do dia a dia;
– Mesmo assim, nenhuma categoria teve vendas expressivas, ficando abaixo das expectativas.

O contraste entre alta oferta e demanda limitada ocorre em um momento de crescente investimento no setor. O índice Solactive China Humanoid Robotics, que acompanha empresas chinesas do ramo, registrou alta de 26% em 2025. Para o próximo ano, o Citigroup prevê um crescimento “exponencial” na produção.

Uma bolha acontece quando o valor de determinado ativo — neste caso, robôs humanoides — cresce além do seu valor real, alimentado por especulação e otimismo excessivo. Quando estoura, pode gerar grandes perdas, como ocorreu em bolhas anteriores, a exemplo da bolha da internet e da bolha imobiliária.

China anuncia medidas para evitar o estouro da bolha
Para reduzir o risco de desequilíbrio, o governo chinês anunciou uma série de ações:
– Fortalecimento da infraestrutura de treinamento e testes;
– Aceleração do desenvolvimento de tecnologias essenciais;
– Criação de mecanismos mais claros de entrada e saída de mercado;
– Incentivo à consolidação e compartilhamento de recursos industriais;
– Promoção do uso real dos robôs humanoides em diversos setores.

As autoridades também relacionaram a preocupação com a situação da IA, apontando que o setor enfrenta risco semelhante devido ao ritmo acelerado de investimentos.

FONTE: Tec Mundo
TEXTO: Redação
IMAGEM: iLexx/Getty Images

Ler Mais
Exportação

Exportações de carne bovina de Mato Grosso para a Ásia avançam quase 40% em 2025

As exportações de carne bovina de Mato Grosso para países asiáticos registraram alta de 39,4% entre janeiro e outubro de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Foram embarcadas mais de 458 mil toneladas para 12 destinos, reforçando o estado como o maior exportador do Brasil e ampliando sua relevância no comércio global.

Segundo o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), a Ásia passou a representar 60,6% de todo o volume exportado pelo estado neste ano — proporção superior aos 52,2% registrados em 2024.

Ásia se consolida como principal motor da demanda

Para o diretor de Projetos do Imac, Bruno de Jesus Andrade, o desempenho reflete a busca crescente por proteína de qualidade, com segurança sanitária e sustentabilidade. Ele destaca que países asiáticos vêm aumentando o consumo e valorizam produtos com comprovação de origem, características em que Mato Grosso se destaca.

China lidera compras; Indonésia tem salto expressivo

A China manteve a liderança nas importações da carne mato-grossense. Entre janeiro e outubro de 2025, foram adquiridas 413,6 mil toneladas, frente às 284,1 mil toneladas do ano anterior — avanço impulsionado pela demanda por proteína premium e pelo maior acesso sanitário concedido ao Brasil.

Outro destaque foi a Indonésia, que apresentou crescimento robusto: passou de 250 toneladas em 2024 para 3,1 mil toneladas em 2025, uma expansão de 1.160%.

Diversificação de destinos asiáticos

Além de China e Indonésia, Mato Grosso enviou carne bovina para Macau, Hong Kong, Filipinas, Timor-Leste, Singapura, Malásia, Camboja, Maldivas, Cazaquistão e Turcomenistão. O Imac aponta que esses mercados buscam diversificar fornecedores, privilegiando produtos certificados e sustentáveis.

Ler Mais
Internacional, Notícias

Crise habitacional na China revela “coffin homes” de 40 cm alugadas por apenas 1 dólar

A crise habitacional na China ganhou novos contornos com a exposição de imóveis ultrapequenos, conhecidos como “coffin homes”, que chegam a ter apenas 40 centímetros de largura e são alugados por cerca de 1 dólar nas regiões mais populosas do país. As unidades oferecem somente o essencial: uma cama compacta, tomada e TV instalada na parede, evidenciando o avanço da falta de espaço nas grandes metrópoles e o alto custo do mercado imobiliário.

Pressão urbana intensifica problema nas grandes cidades
O tema voltou ao centro do debate público devido à deterioração do setor imobiliário, especialmente em Hong Kong e em importantes cidades do continente. A rápida urbanização e a escassez de moradias acessíveis ampliam a demanda por soluções improvisadas, apesar dos esforços do governo chinês para expandir o estoque de habitação social.

Desigualdade e migração contribuem para avanço das moradias minúsculas
O crescimento dessas unidades está diretamente ligado à migração de áreas rurais para os centros urbanos e ao aumento da desigualdade socioeconômica. Mesmo com medidas para conter a especulação imobiliária, a procura por opções extremamente baratas sustenta esse mercado. Os moradores frequentemente precisam dormir quase em posição vertical, devido ao espaço reduzido, revelando uma realidade social urgente e delicada.

FONTE: Jornal O Sul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal O Sul

Ler Mais
Comércio Internacional

Mercados Globais Sem Direção em Dia de Expectativa por Dados dos EUA

Os principais índices globais operam sem tendência clara, reflexo dos ganhos das ações de tecnologia registrados na véspera em Wall Street e da expectativa pelos dados econômicos atrasados dos Estados Unidos.

Desempenho dos Mercados Internacionais

Na Ásia, o movimento foi moderadamente positivo. O Nikkei 225 avançou 0,07%, o Shanghai Composite subiu 0,87% e o Hang Seng ganhou 0,69%.
Na Europa, o Euro Stoxx 50 oscila próximo da estabilidade, com leve queda de 0,08%.
Já nos EUA, os futuros do S&P 500 e da Nasdaq recuam, respectivamente, 0,25% e 0,40%.

Cotações Globais

  • S&P 500 Futuro: -0,2%
  • FTSE 100: estável
  • CAC 40: -0,1%
  • MSCI World: estável
  • MSCI EM: +0,9%
  • Petróleo WTI: -0,2% (US$ 58,70)
  • Brent: -0,3% (US$ 63,17)
  • Minério de ferro em Singapura: +0,9% (US$ 106)
  • Bitcoin: -1,7% (US$ 87.224,88)

EUA e China: Aproximação Diplomática

O presidente Donald Trump afirmou ter recebido e aceitado um convite do líder chinês Xi Jinping para visitar a China em abril de 2026.

Paralelamente, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, declarou que Washington negocia com autoridades europeias um “acordo interessante” em troca de flexibilização regulatória, mas destacou que a União Europeia precisará ajustar regras digitais para viabilizar um pacto que reduza tarifas sobre aço e alumínio.

Tensões Geopolíticas: Rússia e Ucrânia

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reconheceu avanços nas negociações conduzidas em Genebra, mas afirmou que os temas mais sensíveis serão debatidos diretamente com Trump.
Os dois países buscam reduzir divergências sobre segurança, limites militares e eventuais concessões territoriais.

Mercado de Commodities em Queda

Os preços do petróleo recuam, acompanhando o movimento global de cautela. O WTI cai 0,2%, enquanto o Brent recua 0,3%. Já o minério de ferro segue em alta de 0,9% em Singapura.

Brasil: Mercado Acompanha Falas do Banco Central

O foco no Brasil está na audiência do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O senador Renan Calheiros pede esclarecimentos sobre o acordo que encerrou um processo administrativo no BC.

Antes, às 9h, o diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, participa do evento EuroFinance, em São Paulo.

As falas recentes de Galípolo repercutem no mercado: ele afirmou que gostaria que a inflação convergisse mais rapidamente, mas reconhece haver um trade-off nesse processo.

Com a Selic em 15% ao ano, investidores questionam quando o ciclo de cortes pode começar, em meio ao avanço da desinflação.

Indicadores

  • Balanço de pagamentos de outubro.
    O BTG Pactual projeta déficit de US$ 5 bilhões em transações correntes.

Mercado Financeiro

  • Ibovespa: +0,33% (155.278 pontos)
  • Dólar: -0,11% (R$ 5,3949)

Empresas

  • Lojas Americanas, em recuperação judicial, aceitou a proposta da BrandUP! para adquirir sua unidade produtiva isolada.
  • Dois membros do Conselho da Raízen renunciaram aos cargos.
  • O investidor Silvio Tini de Araújo elevou sua participação na GPA para 5,57% do capital social.

Com informações de agências internacionais e nacionais.
Texto: Redação

Ler Mais
Portos

China ganha espaço em licitações portuárias no Canal do Panamá apesar de pressão dos EUA

Companhias da China poderão participar do processo de licitação para a construção de dois novos portos no Canal do Panamá, afirmou o administrador da via interoceânica, Ricaurte Vásquez. A decisão ocorre mesmo diante das recentes pressões dos Estados Unidos, que ameaçam retomar influência sobre a rota estratégica.

A declaração contrasta com as afirmações do presidente norte-americano, Donald Trump, que insiste que o canal estaria sob controle de Pequim devido à operação das instalações de Balboa (Pacífico) e Cristóbal (Atlântico) pela empresa hong-konguesa Hutchison Holdings.

Disputa geopolítica aumenta atenção sobre novas licitações

Em meio ao cenário de tensão, a Hutchison concordou em vender ambas as terminales a um grupo liderado pela norte-americana BlackRock — movimento que gerou desconfiança em Pequim. Agora, empresas chinesas demonstram interesse direto nas novas obras portuárias, classificadas como estratégicas para o futuro da logística regional.

“Temos que estar abertos à participação de todas as partes interessadas”, declarou Vásquez a jornalistas. Questionado sobre a possibilidade de um agravamento das tensões caso as obras sejam concedidas a companhias chinesas, respondeu: “Primeiro precisamos ver como chegamos ao rio; depois decidimos como atravessá-lo”, numa metáfora sobre o andamento do processo.

Reuniões com consórcios começam na próxima semana

As reuniões com grupos interessados começam na próxima segunda-feira e integram o processo de concessão dos futuros portos de Corozal, no Pacífico, e Telfers, no Atlântico. Entre os participantes estão as hong-konguesas Cosco Shipping Ports e OOCL, além de empresas de outros países.

O Canal do Panamá planeja investir US$ 8,5 bilhões na próxima década para ampliar sua infraestrutura. Além dos novos portos, o plano inclui a construção de um gasoduto e de um novo reservatório. A expectativa é adjudicar os projetos em 2026 e iniciar operações em 2029.

Interesse global reforça importância estratégica do canal

Também manifestaram interesse empresas como PSA International (Singapura), Evergreen (Taiwan), Hapag-Lloyd (Alemanha), Maersk (Dinamarca) e CMA Terminals–CMA (França). Os principais portos panamenhos, todos próximos ao canal, são hoje administrados por concessionárias dos Estados Unidos, Taiwan, Hong Kong e Singapura.

Com 80 quilômetros de extensão, o Canal do Panamá responde por 5% do comércio marítimo mundial e tem como principais usuários justamente EUA e China. Washington transferiu oficialmente o controle da rota ao Panamá em 1977, concluindo o processo em 31 de dezembro de 1999, após quase um século de administração.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

Ler Mais
Logística

Taxas de frete marítimo desafiam a lógica mesmo com queda na demanda global

As taxas de frete de contêineres continuam surpreendendo o mercado. Mesmo com o enfraquecimento da demanda, os valores cobrados para transporte global seguem elevados. Dados mais recentes mostram que as importações dos Estados Unidos somaram 2,3 milhões de TEU em outubro, uma queda de 7,5% em relação ao ano anterior e leve recuo de 0,1% frente a setembro — apenas o segundo declínio para o mês em toda a última década.

As compras americanas de produtos vindos da China diminuíram 16% no comparativo anual, embora tenham crescido 5,4% na passagem mensal. A National Retail Federation projeta que as importações dos EUA devem cair abaixo de 2 milhões de TEU em novembro e dezembro e sofrer “uma nova queda mais acentuada” no primeiro trimestre de 2025. Apesar do novo acordo comercial entre Washington e Pequim, exportadores chineses ainda devem recorrer a intermediários para reduzir o impacto das tarifas impostas pelos EUA.

Frete dispara em outubro e novembro, mas volatilidade permanece

O Freightos Global Index registrou forte oscilação. A tarifa média global para um contêiner de 40 pés caiu para US$ 1.546 em 10 de outubro, mas subiu rapidamente para US$ 2.193 em 7 de novembro, alta de 42% em quatro semanas. Depois, recuou 1% na semana seguinte e mais 11% até 21 de novembro, estabilizando-se em US$ 1.937, ainda 4% acima do registrado quatro semanas antes.

Na rota China–Costa Oeste dos EUA, os preços atingiram o fundo de US$ 1.431 em 10 de outubro, mas avançaram para US$ 2.958 em 7 de novembro, salto de 107% impulsionado pelo acordo entre Donald Trump e Xi Jinping. Contudo, a tarifa despencou para US$ 1.903 em 21 de novembro, queda semanal de 32% e recuo de 6% no acumulado de quatro semanas.

O trajeto China–Costa Leste dos EUA seguiu padrão semelhante: após atingir US$ 3.015 em outubro, as tarifas subiram até US$ 3.734 em 14 de novembro, antes de cair para US$ 3.443 — redução de 8%. Analistas apontam que as companhias de navegação pioraram a pressão sobre os preços ao adicionar cerca de 12% de capacidade extra ao Pacífico em novembro com a entrada de novos navios, um movimento que deve se repetir nos próximos anos.

EUA perdem tração como destino: frete para a China cai ao menor nível histórico

Enquanto tarifas de exportação chinesa mostram volatilidade, o caminho inverso esfriou radicalmente. Os preços de frete dos EUA para a China recuaram para US$ 268 em novembro, o menor valor já registrado e 24% abaixo do observado quatro semanas antes — distante do pico de US$ 1.239 em junho de 2021.

Europa mantém demanda por produtos chineses com aproximação do Natal

O porto de Xangai movimentou 4,82 milhões de TEU em setembro, menos que agosto, mas acima do mesmo mês do ano anterior. Com a temporada de pico já superada, os volumes seguem firmes graças ao redirecionamento de exportações chinesas para mercados europeus.

O custo do frete China–Noroeste da Europa subiu de US$ 1.747 em 10 de outubro para US$ 2.480 em 14 de novembro, mantendo-se próximo desse nível no fim do mês — alta de 9% em quatro semanas. Na rota Ásia–Mediterrâneo, as tarifas avançaram 41% no período, chegando a US$ 2.998 em 21 de novembro, impulsionadas pela demanda do varejo europeu.

Rotas das Américas mostram sinais mistos

A tarifa Europa–EUA permaneceu estável em US$ 2.269 desde setembro. No sentido inverso, o valor caiu de US$ 667 em 7 de novembro para US$ 543 em 21 de novembro, alinhado à média anual de US$ 537.

Já a rota Europa–Costa Leste da América do Sul registrou leve alta, atingindo US$ 814, enquanto o trajeto Europa–Costa Oeste da América do Sul interrompeu uma queda de 13 semanas ao subir para US$ 2.359 — embora especialistas alertem que o mercado segue frágil e sujeito a novas baixas.

Frota global cresce e pressiona mercado

A frota de navios porta-contêiner iniciou novembro com 32,3 milhões de TEU, expansão de 6% no ano e menos de 1% da capacidade parada, segundo a Alphaliner. O orderbook supera 11 milhões de TEU, com entregas distribuídas pelos próximos 36 meses. Nos planejamentos estratégicos das companhias, temas como automação, integração logística e disputa por market share seguem centrais para 2025.

FONTE: Splash Extra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Splash Extra

Ler Mais
Tecnologia

China avança em segurança no transporte aéreo de baterias de lítio com nova tecnologia ativa

A China realizou, em 25 de novembro, o primeiro voo de carga equipado com um sistema inteligente de segurança para baterias de lítio, marcando um passo significativo na tentativa de tornar o transporte aéreo desses produtos mais seguro e eficiente. A aeronave da SF Express partiu do Aeroporto Internacional de Huahu, em Ezhou, na província de Hubei, considerado o primeiro terminal do país dedicado exclusivamente à carga aérea.

A operação coincidiu com um seminário sobre logística de baterias, que reuniu especialistas e empresas para debater desafios do setor e soluções para cadeias de suprimentos de alta complexidade.

Crescimento acelerado da indústria de baterias

A China, hoje o maior produtor global de baterias, registrou mais de 1,2 trilhão de yuans em produção em 2024. O transporte aéreo desses materiais também disparou: foram movimentadas 645 mil toneladas, um aumento de 21,26% em relação ao ano anterior. Apesar do crescimento, os riscos de combustão e explosão ainda obrigam a classificação das baterias como carga de alto risco, o que limita a eficiência logística e aumenta custos operacionais.

Projeto nacional foca em soluções de segurança ativa

Para enfrentar esses gargalos, o desenvolvimento do novo sistema foi incluído entre as iniciativas prioritárias de pesquisa do 14º Plano Quinquenal (2021-2025). O projeto é liderado pela Universidade Jiaotong de Chongqing, em parceria com a CATL e a Academia Chinesa de Ciência e Tecnologia da Aviação Civil.

Segundo Wu Jinzhong, líder da pesquisa, a equipe conseguiu superar três grandes desafios: a falta de clareza sobre mecanismos de fuga térmica, falhas de materiais e estruturas e a ausência de tecnologias precisas de teste. A resposta foi a criação de um sistema de proteção para toda a cadeia logística, baseado em monitoramento inteligente.

Monitoramento em tempo real com inteligência artificial

A nova tecnologia usa algoritmos de IA para acompanhar, em tempo real, 12 indicadores críticos, incluindo temperatura e emissão de gases. O sistema pode emitir alertas em milissegundos e acionar automaticamente medidas de contenção, impedindo que a fuga térmica se amplie — uma evolução significativa em relação aos métodos tradicionais, considerados de segurança passiva.

Transição do laboratório para a aplicação industrial

O voo inaugural comprovou a viabilidade da solução e sinalizou o início da sua aplicação em escala industrial. Wu afirma que a tecnologia será disseminada nacionalmente, fortalecendo a padronização da cadeia de suprimentos de baterias de energia e ampliando a segurança em toda a logística aérea.

FONTE: Diário do Povo Online
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xiao Yijiu/Xinhua

Ler Mais
Notícias

China lança nave de resgate para salvar astronautas na estação Tiangong; veja vídeo

A China realizou, na manhã desta terça-feira (25), uma operação inédita ao lançar a nave não tripulada Shenzhou-22 antes do previsto. A missão, originalmente planejada para 2026, foi antecipada para resgatar três taikonautas que ficaram temporariamente sem cápsula segura para retornar da estação espacial Tiangong.

O foguete Long March 2F partiu do Centro de Lançamento de Jiuquan, no noroeste do país, levando a espaçonave destinada à missão emergencial — a primeira desse tipo no programa espacial chinês.

Danos à Shenzhou-20 motivaram a ação de emergência

A decisão ocorreu após técnicos identificarem que a cápsula da missão Shenzhou-20 sofreu danos em uma das janelas devido a detritos espaciais, deixando o módulo incapaz de realizar uma reentrada segura na atmosfera terrestre. Com isso, os tripulantes da substituição enviados pela missão Shenzhou-21 ficaram sem um “plano B” para abandonar a estação em caso de emergência.

Nave de resgate já chegou à estação Tiangong

A Shenzhou-22 alcançou rapidamente a Tiangong, levando suprimentos e novos equipamentos de retorno. O envio da nave restabelece a segurança da tripulação e reforça a capacidade da China de responder a incidentes críticos no espaço.

A operação também evidencia os desafios crescentes impostos pelo lixo espacial, além de consolidar a autonomia chinesa em missões tripuladas e ações de resgate orbital.

Veja o vídeo:

FONTE: Diário do Brasil/UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução de vídeo UOL/YouTube

Ler Mais
Internacional

Pesquisa mundial mostra avanço da imagem da China e surpreende países ocidentais

Uma nova pesquisa internacional destacada pela revista The Economist apontou uma virada significativa na forma como o mundo enxerga a China e os Estados Unidos. O levantamento ouviu 32 mil pessoas em 32 países e mostrou um aumento expressivo da preferência pela China como potência líder mundial. As informações são do jornal Global Times.

Segundo o estudo, houve um avanço de 11 pontos percentuais na parcela de entrevistados que veem a liderança chinesa de forma mais favorável — crescimento registrado em todos os países pesquisados, inclusive nos próprios Estados Unidos, o que chamou atenção da publicação britânica.

Jovens impulsionam apoio à liderança chinesa

A pesquisa revela que a simpatia pela China é maior entre os mais jovens, confirmando uma tendência observada em outros levantamentos recentes. O estudo do Morning Consult, realizado em 41 países, já mostrava vantagem chinesa na percepção global: favorabilidade líquida de +8,8 para a China contra -1,5 para os EUA. Outro levantamento, do Global Times Institute, apontou que quase 60% dos entrevistados têm visão positiva sobre o povo chinês — índice ainda mais alto entre jovens.

Tomadas em conjunto, essas análises indicam um avanço consistente da imagem internacional da China, especialmente entre gerações que devem assumir maior protagonismo social e político nos próximos anos.

Sul Global enxerga a China como parceira estratégica

Os dados também mostram dois movimentos claros: países do Sul Global enxergam a China de maneira mais positiva, e jovens demonstram maior afinidade. Esse cenário está ligado a iniciativas chinesas de cooperação internacional, como a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) e outros programas de desenvolvimento promovidos por Pequim.

Projetos como a Ferrovia China-Laos, a linha de alta velocidade Jacarta-Bandung, a Ferrovia Hungria-Sérvia e o Porto de Pireu já criaram 420 mil empregos e ajudaram a tirar quase 40 milhões de pessoas da pobreza, fortalecendo a percepção de que a China promove crescimento real e compartilhado.

Cultura pop, inovação e expansão do “China Chic”

A presença chinesa também cresce no campo cultural e tecnológico. Tendências populares entre jovens — como Labubu, TikTok e o jogo Black Myth: Wukong — impulsionam o fenômeno chamado “China Chic”, ampliando a influência cultural do país. O editorial destaca ainda o aumento do número de estrangeiros que visitam a China, o que fortalece intercâmbios culturais e cria bases sociais para relações internacionais mais equilibradas.

Modelo próprio de desenvolvimento e estabilidade interna

Em meio às incertezas globais, o rápido crescimento econômico chinês e sua estabilidade social são apontados como fatores de previsibilidade. O texto destaca que o planejamento estratégico e a capacidade de mobilização nacional contrastam com o que chama de “fragmentação política” no Ocidente.

A chamada modernização chinesa reforça que desenvolvimento não precisa seguir o modelo ocidental, mostrando que é possível adotar caminhos próprios alinhados à identidade civilizacional do país — algo que inspira outras nações em desenvolvimento.

Diplomacia de paz e cooperação sem imposições

A China também aposta na diplomacia de paz como parte de sua estratégia global. O país participa de missões da ONU, atua como mediador em regiões de conflito e defende relações internacionais baseadas em igualdade, benefício mútuo e cooperação. Com países desenvolvidos, prega respeito mútuo; com países em desenvolvimento, oferece parceria sem condições políticas — ponto valorizado principalmente no Sul Global.

Críticas no Ocidente ainda persistem

Apesar do avanço na percepção internacional, o editorial do Global Times reconhece que parte da opinião pública ocidental mantém resistência à China, influenciada por narrativas distorcidas ou campanhas de desinformação. Ainda assim, as pesquisas mostram que cidadãos de diversas regiões identificam os efeitos concretos do crescimento chinês e de sua atuação diplomática.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Global Times

Ler Mais
Comércio Exterior

China busca elevar qualidade do comércio exterior, diz vice-premiê

O vice-premiê chinês He Lifeng defendeu novos esforços para elevar a qualidade e a eficácia do comércio exterior do país. Segundo ele, ainda há gargalos e obstáculos que precisam ser eliminados para garantir o desenvolvimento de um mercado interno unificado e mais competitivo.

As declarações foram feitas durante uma visita de inspeção às províncias de Hubei e Hunan, realizada entre terça e quinta-feira. He, que também integra o Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, percorreu cidades como Ezhou, Xianning e Changsha.

Diversificação e novos modelos de negócios
Durante a viagem, He destacou a necessidade de ampliar o apoio a novas formas de comércio, incluindo o e-commerce transfronteiriço, além de incentivar a criação de armazéns no exterior para fortalecer as cadeias globais de suprimentos.

Ele também reforçou a importância de diversificar os mercados internacionais, estratégia vista como essencial para manter o crescimento do setor de comércio exterior da China.

Transporte multimodal e logística moderna
O vice-premiê pediu avanços no transporte multimodal e a aceleração da construção de um sistema logístico moderno, capaz de reduzir custos e melhorar a circulação de mercadorias em todo o país.

Inovação tecnológica e segurança das cadeias produtivas
He Lifeng ressaltou ainda que o país precisa se adaptar à nova onda de inovação tecnológica e à transformação industrial em curso no mundo. Ele defendeu investimentos em tecnologias-chave e o fortalecimento de cadeias industriais mais autossustentáveis e com riscos controláveis.

Por fim, incentivou governos locais a apoiar empresas e superar dificuldades estruturais para garantir a conclusão do 14º Plano Quinquenal (2021-2025) e preparar um início sólido para o 15º Plano Quinquenal (2026-2030).

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua/Jin Liangkuai

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook