Tecnologia

Inteligência Artificial aproxima empresas do Brasil e da China em busca de parcerias estratégicas

Empresas brasileiras e chinesas avançaram nas negociações para parcerias em Inteligência Artificial (IA) durante encontro realizado na semana passada, na sede do Serpro, em Brasília. A iniciativa foi articulada de forma conjunta pelo Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pela Casa Civil da Presidência da República.

O diálogo ocorre no contexto da implementação de políticas públicas voltadas à soberania tecnológica, com foco no desenvolvimento e uso estratégico da IA no Brasil, a partir de um acordo de cooperação bilateral firmado entre os dois países.

Cooperação Brasil–China em IA ganha continuidade

Batizado de China-Brazil Application Cooperation Centre on Artificial Intelligence, o encontro deu sequência às tratativas iniciadas em 2024, durante a presidência brasileira do BRICS. A proposta é criar um ambiente permanente de cooperação para o desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial, com benefícios mútuos e fortalecimento das capacidades nacionais.

Durante o evento, o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, ressaltou que o Brasil busca parcerias estratégicas capazes de impulsionar tecnologias ligadas à indústria 4.0, alinhadas às diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB), com destaque para a Missão 4 – Transformação Digital.

“Essas parcerias são fundamentais, desde que tragam ganhos concretos para o país”, afirmou.

Datacenters e sustentabilidade entram na agenda

O secretário também destacou a importância do programa Redata, voltado à instalação de datacenters no Brasil, com critérios de sustentabilidade, eficiência energética e estímulo ao desenvolvimento de cadeias produtivas nacionais, fortalecendo a infraestrutura necessária para aplicações avançadas de IA.

Infraestrutura e modelos de IA no centro dos debates

As discussões do encontro se concentraram em dois eixos principais: infraestrutura computacional em Inteligência Artificial e modelos de IA. Empresas chinesas presentes, reconhecidas por estarem na vanguarda tecnológica global, apresentaram soluções com potencial de aplicação no mercado brasileiro.

As oportunidades mapeadas envolvem desde infraestrutura tecnológica e conectividade, até soluções de IA para eficiência operacional, melhoria de serviços e uso, gestão e compartilhamento de dados, incluindo o desenvolvimento de espaços de dados.

Rodadas de negócios reúnem grandes empresas

Participaram das rodadas de debates e negócios empresas como Huawei, iFlytek, Petrobras, Magalu, Ceia, Cimatec, Widelabs, CPQD, Eldorado, Positivo e SoberanIA, reforçando o interesse do setor produtivo em ampliar a cooperação internacional em tecnologias de Inteligência Artificial.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Tecnologia

WEG anuncia nova fábrica automatizada de armazenamento de energia em Itajaí

A WEG vai expandir seu parque industrial em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, com a implantação de uma nova fábrica dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (Bess). O empreendimento será o mais moderno do Brasil nesse segmento e reforça a estratégia da multinacional catarinense voltada à transição energética e à descarbonização.

Investimento conta com apoio do BNDES e da Finep

Para tirar o projeto do papel, a companhia obteve R$ 280 milhões em financiamento por meio do programa BNDES Mais Inovação, aprovado em chamada pública voltada à transformação de minerais estratégicos para a transição energética. A operação foi estruturada em parceria com a Finep, agência pública de fomento à inovação no país.

Obras começam em breve e devem gerar novos empregos

As obras da nova planta industrial devem começar nos próximos meses, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2027. A entrada em operação da fábrica vai resultar na criação de cerca de 90 empregos diretos.

Com a nova unidade, a capacidade produtiva da WEG em sistemas Bess poderá chegar a 2 GWh por ano, volume equivalente à fabricação de aproximadamente 400 sistemas de 5 MWh.

Fábrica terá robôs e alto nível de automação

O projeto prevê um elevado grau de automação industrial, com linhas de montagem automáticas e semiautomáticas, além da utilização de robôs móveis autônomos para a logística interna. O complexo também contará com um laboratório de testes, desenvolvimento e qualificação, voltado à melhoria contínua de processos, controle de qualidade e aceleração de novas soluções tecnológicas.

Outro destaque da infraestrutura será a instalação de uma subestação de energia, que permitirá simular condições reais de operação dos sistemas.

Projeto fortalece segurança energética e posicionamento global

Segundo o presidente da WEG, Alberto Kuba, o investimento amplia o portfólio de soluções de alto valor agregado desenvolvidas no Brasil. “Com esse passo, a WEG contribui diretamente para o avanço da segurança energética e para a maior resiliência do sistema elétrico nacional”, afirma.

O executivo também ressalta que a iniciativa fortalece a presença da empresa no cenário internacional. “É um projeto alinhado à estratégia de posicionar a WEG e o Brasil de forma mais competitiva no contexto global da transição energética, reduzindo riscos e consolidando a atuação nacional em um mercado em expansão”, explica.

Sistemas Bess são essenciais para fontes renováveis

Os sistemas de armazenamento de energia em baterias têm papel fundamental na estabilidade das redes elétricas, especialmente diante do crescimento das fontes renováveis, como energia solar e energia eólica. Eles permitem armazenar eletricidade em períodos de menor consumo e liberá-la nos momentos de maior demanda, aumentando a confiabilidade do sistema e reduzindo o risco de falhas no fornecimento.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Carros eletrificados já representam 14% das vendas no Brasil em janeiro de 2026

O mercado automotivo brasileiro iniciou janeiro de 2026 sem grandes rupturas, repetindo um comportamento já esperado após o pico artificial registrado em dezembro. Com o fim das campanhas promocionais e a sazonalidade típica do começo do ano, os emplacamentos retornaram a um nível mais próximo da média histórica. Ainda assim, a eletrificação de veículos segue como o principal vetor de transformação do setor, avançando de forma gradual e estrutural.

Mercado volta à normalidade após dezembro inflado

Segundo dados da Bright Consulting, foram vendidos 161.803 veículos leves no Brasil em janeiro. O volume representa uma queda de 38,9% em relação a dezembro, quando os emplacamentos chegaram a 264.946 unidades. Na comparação anual, houve crescimento discreto de 1,4% frente a janeiro de 2025.

Com 21 dias úteis, a média diária ficou em aproximadamente 7,7 mil veículos, superior à do mesmo mês do ano anterior, mas bem distante do ritmo excepcional observado no fim de 2025. O cenário indica uma normalização sazonal, e não uma retomada consistente da demanda.

Eletrificados já somam 16,3% dos emplacamentos

Os carros eletrificados totalizaram 26.361 unidades em janeiro, o que equivale a 16,3% do mercado. Embora o número seja inferior ao de dezembro, quando foram registrados 37.822 emplacamentos, a comparação anual revela avanço expressivo sobre janeiro de 2025.

A retração mensal é atribuída principalmente ao encerramento de incentivos comerciais e ao comportamento tradicionalmente mais fraco do início do ano, sem comprometer a tendência de crescimento do segmento.

Eletrificação real ganha espaço no Brasil

Ao excluir os MHEV (micro-híbridos) da conta, a eletrificação no Brasil mostra um retrato ainda mais relevante. Os chamados eletrificados reais, que contam com tração elétrica parcial ou integral, somaram 23.025 unidades no mês.

Isso significa que cerca de 90% dos eletrificados vendidos já oferecem participação efetiva do motor elétrico. Em relação ao mercado total, esses modelos representam aproximadamente 14,2% dos emplacamentos, um patamar que até poucos anos atrás parecia distante da realidade brasileira.

Modelos eletrificados mais vendidos em janeiro

Entre os destaques por categoria, alguns modelos concentraram a liderança:

  • BEV (100% elétrico): BYD Dolphin Mini – 2.840 unidades
  • PHEV (híbrido plug-in): BYD Song Pro – 2.230 unidades
  • HEV (híbrido convencional): Toyota Corolla Cross
  • MHEV (micro-híbrido): Fiat Fastback – 1.309 unidades

Nesse cenário, a BYD se consolida como a principal marca de eletrificados entre as montadoras generalistas, com volumes cada vez mais próximos aos das fabricantes tradicionais.

Transição energética avança apesar da demanda fraca

O início de 2026 confirma um mercado automotivo que cresce pouco e segue pressionado por fatores macroeconômicos. Ainda assim, a mudança no perfil da frota avança de forma consistente, com os SUVs dominando o mix e a eletrificação deixando de ser um nicho para se tornar parte estrutural do setor.

Mesmo em um ambiente de consumo moderado, os números indicam que a transição energética no Brasil já ocorre em ritmo próprio, cada vez mais integrada ao volume regular de vendas.

FONTE: InsideEvs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Tecnologia

Robôs humanoides em fábrica de aço nos EUA marcam avanço da automação industrial

A entrada de robôs humanoides na indústria do aço nos Estados Unidos inaugura uma nova fase da automação industrial e reacende o debate sobre o futuro do trabalho nas fábricas. Um programa piloto firmado no estado da Louisiana levará essas máquinas para o chão de fábrica, com foco em manufatura avançada, inteligência artificial incorporada e transformação da força de trabalho.

Acordo leva humanoides para fábrica na Louisiana

A empresa de robótica Persona AI assinou um Memorando de Entendimento com o Estado da Louisiana para iniciar testes com robôs humanoides na unidade da SSE Steel Fabrication, localizada na paróquia de St. Bernard. A iniciativa prevê a atuação das máquinas em um ambiente real de produção de aço, ao lado de trabalhadores humanos.

O projeto conta com o apoio da Louisiana Innovation, braço da Louisiana Economic Development, e da Greater New Orleans Inc., com o objetivo de posicionar o estado como referência em manufatura avançada com IA.

Testes no chão de fábrica e coleta de dados

Durante o programa piloto, os robôs humanoides serão avaliados em operações industriais pesadas, permitindo analisar como percebem o ambiente, se deslocam e executam tarefas em conjunto com pessoas. A proposta é coletar dados operacionais reais, ampliando o uso dessas tecnologias para além de ambientes controlados de laboratório.

Para Josh Fleig, diretor de Inovação da Louisiana Economic Development, o projeto representa um exemplo de inovação aplicada, capaz de gerar referências práticas para o desenvolvimento de tecnologias industriais de próxima geração.

Movimento global e investimentos no setor

O uso de robôs humanoides na indústria acompanha uma tendência global. A Persona AI recebeu recentemente um investimento de US$ 3 milhões da sul-coreana POSCO DX, sinalizando o interesse crescente do setor siderúrgico e industrial nessas soluções.

Outras empresas também avançam nesse caminho. A Hyundai, por exemplo, já implementou iniciativas semelhantes em fábricas nos Estados Unidos e apresentou um robô humanoide na CES 2026, movimento que gerou críticas de sindicatos preocupados com possíveis impactos sobre empregos.

Tecnologia pensada para ambientes humanos

Diferentemente dos robôs industriais tradicionais, os humanoides da Persona AI são projetados para atuar em espaços feitos para pessoas. Eles utilizam ferramentas comuns, caminham em terrenos irregulares e se adaptam a mudanças constantes no ambiente, características que ampliam sua aplicação em indústrias pesadas, como a siderurgia.

Segundo Justin Airhart, diretor de operações da SSE Steel Fabrication, a parceria permite testar tecnologias emergentes diretamente no chão de fábrica, com foco em segurança, produtividade e sustentabilidade da força de trabalho.

Trabalhos 4D e próximos passos do projeto

A Persona AI desenvolve seus robôs para os chamados empregos 4D — tarefas monótonas, perigosas, em declínio e sujas. A proposta é um modelo colaborativo, no qual as máquinas assumem atividades manuais repetitivas, enquanto os humanos se concentram em funções de maior valor agregado.

Nesta fase, o programa piloto irá treinar robôs humanoides soldadores para aplicações em fabricação industrial e construção naval. Autoridades estaduais e regionais veem a iniciativa como o primeiro passo para ampliar o uso da robótica humanoide na Louisiana, com novas informações previstas à medida que o projeto evoluir.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Tecnologia

China endurece regras e impõe rastreamento total de baterias de carros elétricos

A China oficializou uma das legislações mais rigorosas do mundo para o mercado de baterias de veículos elétricos (EVs). As chamadas Medidas Provisórias para a Gestão da Reciclagem e Utilização de Baterias de Potência Aposentadas de Veículos de Nova Energia entram em vigor em 1º de abril de 2026 e inauguram uma nova fase no controle ambiental e industrial do setor.

A norma determina o rastreamento integral das baterias, desde a fabricação até o descarte final, reforçando a supervisão sobre um insumo considerado estratégico para a transição energética.

Baterias deverão permanecer vinculadas aos veículos

Um dos pontos centrais da regulamentação é a exigência de que as baterias acompanhem o veículo até o desmonte, o que elimina a possibilidade de venda paralela e reduz o risco de extravio ou descarte irregular. A medida busca fechar brechas que dificultavam o controle sobre unidades descartadas.

Setor já enfrenta desafios técnicos e operacionais

Até agora, a reciclagem de baterias na China lidava com obstáculos como alto custo de desmontagem, risco de incêndios e falta de padronização entre modelos. Apesar disso, o país já se destaca globalmente na recuperação de materiais como lítio, níquel, cobalto e manganês, com taxas superiores a 96%.

Padronização e exigências técnicas mais rígidas

Em 2024, o governo criou um comitê técnico nacional para organizar o setor e, em janeiro deste ano, publicou normas específicas para reciclagem. A partir de abril de 2026, fabricantes e importadores de veículos elétricos ou baterias terão até seis meses após a certificação obrigatória para apresentar informações detalhadas sobre desmontagem.

Além disso, dados como data de venda, código da bateria e número de série deverão ser registrados em até 20 dias após a emissão do certificado de conformidade.

Sistema nacional vai monitorar todo o ciclo de vida

O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) será responsável pela criação de um sistema nacional de informação, capaz de acompanhar cada bateria ao longo de todo o seu ciclo de vida: produção, venda, reparo, substituição, desmontagem, reciclagem e reuso.

A legislação também obriga o cumprimento do padrão GB/T 34014, além do uso de materiais recicláveis e de baixa toxicidade na fabricação.

Fabricantes terão responsabilidade direta pela coleta

A nova regra impõe que fabricantes e importadores instalem estações de coleta e reciclagem nas regiões onde comercializam seus produtos, mantendo canais de contato públicos atualizados. Esses pontos deverão aceitar todas as baterias aposentadas, independentemente da origem — exigência que também se aplica aos vendedores de veículos elétricos.

Empresas de troca de baterias ou serviços de manutenção deverão encaminhar os itens descartados exclusivamente para recicladoras licenciadas ou centros próprios das montadoras.

Reutilização passa a depender de autorização oficial

O reaproveitamento de baterias recicladas também será controlado. Nenhuma empresa poderá reutilizar esses componentes sem autorização governamental, ampliando o controle sobre segurança e qualidade.

Mercado bilionário e estratégico

Segundo o portal Autohome, a China projeta gerar cerca de 1 milhão de toneladas de baterias descartadas até 2030. Em 2025, o mercado de reciclagem de baterias movimentou 558 bilhões de yuans, o equivalente a R$ 18,9 bilhões.

A liderança do setor pertence à Brunp, empresa associada à CATL, que detém 50,4% de participação e capacidade para processar até 120 mil toneladas de resíduos por ano.

Reciclagem como pilar ecológico e estratégico

Para o governo chinês, a reciclagem vai além da agenda ambiental. O controle sobre materiais críticos é visto como essencial para garantir soberania tecnológica e industrial. Com as novas regras, a expectativa é ampliar a infraestrutura, coibir práticas irregulares e assegurar que cada bateria seja corretamente rastreada e reaproveitada.

FONTE: Notícias Automotivas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Automotivas

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Tecnologia

Robôs com inteligência artificial reforçam fiscalização de trânsito na China

Tecnologia transforma o policiamento urbano em cidades chinesas
Cidades da China começaram a testar robôs humanoides com inteligência artificial em atividades de orientação de pedestres e fiscalização de trânsito, em uma iniciativa que sinaliza mudanças no modelo de policiamento urbano. A experiência foi divulgada pela agência estatal Xinhua, que apelidou os novos equipamentos de “Robocop do trânsito”.

Robô humanoide atua em cruzamentos movimentados
Na cidade de Wuhu, na província de Anhui, um robô identificado como Intelligent Police Unit R001 já opera em cruzamentos de grande fluxo. Equipado com câmeras de alta resolução, sensores e sistemas de reconhecimento visual baseados em IA, o humanoide consegue identificar infrações cometidas por pedestres, ciclistas e veículos não motorizados. O equipamento emite alertas sonoros e realiza gestos sincronizados com os semáforos, auxiliando na organização do tráfego.

IA permite monitoramento autônomo e em tempo real
Com o uso de algoritmos avançados de processamento de dados, o robô realiza a identificação automática de infrações, pode se deslocar para diferentes pontos da cidade, detectar estacionamentos irregulares e acompanhar o trânsito em tempo real. O sistema foi desenvolvido pela empresa AiMOGA Robotics e utiliza os chamados large models, capazes de analisar grandes volumes de dados visuais de forma contínua.

Segundo a fabricante, a tecnologia foi projetada para operar 24 horas por dia, sem interrupções, ampliando a capacidade de vigilância urbana.

Cães-robôs e plataformas autônomas ampliam os testes
Além dos humanoides, cidades como Chengdu e Hangzhou também testam cães-robôs e plataformas sobre rodas. Esses dispositivos são utilizados em patrulhamento, monitoramento remoto e apoio logístico, especialmente em áreas de difícil acesso. As máquinas conseguem transmitir imagens ao vivo e executar tarefas de forma autônoma ou supervisionada.

Estratégia nacional aposta na “inteligência incorporada”
A adoção dessas tecnologias faz parte da estratégia chinesa de desenvolvimento da chamada inteligência incorporada, que integra inteligência artificial, robótica e sistemas físicos. Projeções do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do Conselho de Estado da China indicam que o mercado do setor pode alcançar 400 bilhões de yuans até 2030 e ultrapassar 1 trilhão de yuans até 2035.

Debate sobre privacidade e limites da automação
Especialistas destacam que, apesar dos ganhos em eficiência operacional e coleta de dados, o uso de robôs na segurança pública levanta discussões sobre privacidade, governança de dados e os limites da automação no policiamento. Por enquanto, as autoridades chinesas afirmam que os robôs atuam como ferramentas de apoio, sem substituir policiais humanos.

A tendência aponta para um cenário em que algoritmos, sensores e robôs devem dividir cada vez mais espaço com agentes fardados nas ruas, redefinindo o futuro do controle urbano.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Divulgação

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Tecnologia

Carro voador em São Paulo: eVTOLs devem iniciar operação comercial em 2027

São Paulo deve passar a contar, até o fim de 2027, com voos comerciais de carro voador para transporte urbano. A operação será feita com eVTOLs (veículos elétricos de decolagem e pouso vertical) desenvolvidos pela Eve Air Mobility, empresa controlada pela Embraer, e operados pela Revo, companhia que já atua no fretamento de helicópteros na capital.

A proposta é oferecer deslocamentos sob demanda, em modelo semelhante ao de aplicativos de transporte, conectando pontos estratégicos da cidade e o Aeroporto Internacional de Guarulhos em poucos minutos.

Preço inicial será semelhante ao do helicóptero

Hoje, um voo de helicóptero da Avenida Faria Lima até Guarulhos custa cerca de R$ 2,7 mil, valor que inclui o trajeto aéreo, com duração média de menos de 10 minutos, além de serviços adicionais, como transporte terrestre com motorista.

No início da operação dos eVTOLs em São Paulo, o preço deve se manter nesse patamar. A estratégia considera o caráter inédito do serviço e a necessidade de avaliar a demanda e o comportamento do mercado nos primeiros anos.

Segundo o CEO da Revo, João Welsh, a expectativa é de redução gradual dos valores ao longo do tempo. A projeção é de uma queda entre 20% e 30% em um horizonte de médio prazo, impulsionada pelo menor custo operacional das aeronaves elétricas.

Menor custo e alcance a novos públicos

Por serem totalmente elétricos, os carros voadores apresentam custos de operação inferiores aos dos helicópteros convencionais. Esse fator pode permitir, no futuro, uma ampliação do público atendido e uma maior democratização do serviço.

A avaliação da empresa é que, assim como ocorreu com outras inovações no transporte, o acesso tende a se expandir à medida que a tecnologia amadurece e ganha escala.

Benefícios ambientais e redução de ruído urbano

Além da agilidade nos deslocamentos, os eVTOLs trazem impactos positivos para a cidade. As aeronaves têm emissão zero de carbono no nível local e produzem significativamente menos ruído do que helicópteros tradicionais.

A expectativa é que a introdução de veículos mais silenciosos contribua para melhorar o conforto acústico em uma cidade já marcada pela intensa movimentação aérea.

Quanto a Revo vai investir nos eVTOLs da Eve

O contrato firmado entre a Revo e a Eve prevê um investimento de US$ 250 milhões para a aquisição de 50 aeronaves. A entrega e os pagamentos serão realizados de forma escalonada, com a chegada gradual dos eVTOLs ao longo dos próximos anos.

O planejamento envolveu cerca de 18 meses de negociações e estudos, considerando que os eVTOLs devem se tornar o principal foco da operação da empresa no futuro, substituindo progressivamente os helicópteros.

Expansão no Brasil e no exterior

Atualmente concentrada em São Paulo, a Revo avalia a expansão para outras cidades. A prioridade, no entanto, não está restrita ao território brasileiro. A estratégia inclui analisar mercados internacionais com características semelhantes às da capital paulista, especialmente em grandes centros urbanos da América Latina.

No Brasil, novas operações podem ocorrer em um segundo momento, conforme o amadurecimento do modelo de negócio.

Como funciona o eVTOL da Eve Air Mobility

O eVTOL da Eve, empresa do grupo Embraer, posiciona o Brasil na vanguarda da mobilidade aérea urbana. Trata-se de uma aeronave elétrica projetada para trajetos curtos em ambientes urbanos, com foco em eficiência, segurança e escalabilidade.

O modelo adota o conceito lift and cruise, com rotores dedicados à decolagem e ao pouso vertical e asas fixas para o voo horizontal. Ao todo, são oito rotores para sustentação vertical e um motor elétrico traseiro para cruzeiro, configuração que aumenta a redundância e a segurança do sistema.

A autonomia estimada é de cerca de 100 quilômetros, com velocidade média próxima de 200 km/h, o que permite deslocamentos rápidos entre regiões metropolitanas.

Tecnologia, certificação e integração ao espaço aéreo

A aeronave utiliza sistemas avançados de fly-by-wire, sensores e controle eletrônico de voo, facilitando a integração com soluções automatizadas de gerenciamento aéreo. Antes da operação comercial, o eVTOL passa por extensos testes e processos de certificação junto à Anac e a autoridades internacionais.

Além da aeronave, a Eve desenvolve soluções completas que envolvem manutenção, treinamento de pilotos e sistemas de gestão de tráfego aéreo, fundamentais para a convivência segura entre drones, helicópteros, aviões e eVTOLs.

Mercado global de eVTOLs ainda está em fase inicial

No cenário internacional, o mercado de carros voadores ainda é considerado pré-operacional. Não há, até o momento, serviços regulares em larga escala. Mesmo assim, a Eve figura entre as empresas mais avançadas do setor, com cerca de 3 mil unidades encomendadas por meio de cartas de intenção de clientes em aproximadamente 15 países.

Especialistas apontam que o sucesso da tecnologia dependerá de fatores como regulação, aceitação do público, integração com o transporte terrestre e viabilidade econômica. No Brasil, a existência de normas específicas já é vista como um passo relevante para viabilizar a operação comercial.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Tecnologia

IA no refino de terras raras do Brasil atrai parceria entre EUA e mineradora canadense

Os Estados Unidos e uma empresa canadense deram um novo passo estratégico para o desenvolvimento do refino de terras raras do Brasil. A mineradora Aclara Resources firmou um acordo de pesquisa e desenvolvimento com um laboratório nacional ligado ao Departamento de Energia dos EUA para aplicar inteligência artificial (IA) na separação de terras raras pesadas.

O anúncio foi divulgado pela companhia por meio de fato relevante ao mercado. Os estudos serão conduzidos no Argonne National Laboratory, um dos principais centros de pesquisa do governo norte-americano.

Como a inteligência artificial será aplicada

A iniciativa tem como foco aumentar a eficiência industrial e reduzir incertezas operacionais. A tecnologia empregada cria uma representação virtual da planta industrial, baseada em dados reais, modelos matemáticos e algoritmos de IA aplicada à mineração.

Com isso, será possível:

  • Simular o comportamento da operação;
  • Testar diferentes cenários produtivos;
  • Antecipar falhas antes da implementação física.

Esse modelo reduz riscos técnicos, otimiza custos e é especialmente relevante em minerais críticos, como as terras raras, cujos processos químicos são altamente sensíveis à variação do minério.

Ganhos operacionais no refino de terras raras

Segundo a empresa, o uso de inteligência artificial no refino contribui para:

  • Elevar as taxas de recuperação dos minerais;
  • Melhorar a eficiência da separação química;
  • Acelerar a transição de plantas-piloto para escala industrial.

Esses avanços são considerados estratégicos em um mercado global cada vez mais competitivo e concentrado.

Projeto Carina fortalece presença no Brasil

A Aclara é responsável pelo Projeto Carina, localizado em Nova Roma (GO), que já conta com financiamento do governo dos EUA por meio da U.S. International Development Finance Corporation (DFC), agência que apoia investimentos estratégicos em países em desenvolvimento.

O empreendimento adota o modelo de argilas de adsorção iônica, no qual os elementos de terras raras estão adsorvidos na argila, e não em rochas duras — um tipo de depósito raro fora da China.

Esse modelo geológico permite:

  • Menor risco ambiental;
  • Custos operacionais reduzidos;
  • Processos de extração mais simples, sem perfuração profunda, detonações ou britagem pesada.

Planta piloto e cadeia produtiva internacional

Em abril de 2025, a empresa inaugurou uma planta piloto de terras raras pesadas em Aparecida de Goiânia. A unidade tem como principais produtos o disprósio e o térbio, além de outras terras raras leves e pesadas concentradas na forma de carbonato de terras raras.

Essa etapa é intermediária da cadeia produtiva. O material produzido no Brasil será enviado para uma planta da empresa nos Estados Unidos, onde passará pelo refino químico final até se transformar em óxidos de terras raras, produto comercial utilizado pela indústria.

Os óxidos são insumos essenciais para:

  • Veículos elétricos;
  • Turbinas eólicas;
  • Equipamentos eletrônicos;
  • Sistemas de defesa.

Perspectivas de longo prazo

De acordo com a Aclara, o Projeto Carina tem início de operações previsto para 2028, com vida útil estimada em 18 anos. Além do Brasil, a mineradora também mantém ativos no Chile, ampliando sua presença na América do Sul.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Tecnologia

China acelera trem maglev a 700 km/h em 2 segundos e estabelece novo recorde mundial

A China anunciou um novo recorde mundial ao acelerar um veículo experimental de aproximadamente uma tonelada de 0 a 700 km/h em apenas dois segundos, utilizando tecnologia maglev elétrica. O ensaio foi realizado em uma pista de testes de 400 metros e teve como objetivo validar sistemas avançados de levitação magnética e propulsão eletromagnética de alta potência.

Divulgado por veículos estatais chineses, o experimento é apresentado como um marco inédito para sistemas maglev supercondutores nessa escala, ao combinar aceleração extrema, estabilidade durante o percurso e frenagem controlada ao final do trajeto.

Experimento foi conduzido por universidade militar chinesa

O teste foi desenvolvido por pesquisadores ligados à National University of Defense Technology (NUDT), instituição chinesa citada como responsável pelo projeto. Segundo as informações oficiais, além de atingir a velocidade máxima no curto espaço disponível, o veículo conseguiu desacelerar de forma segura, ponto considerado essencial devido às forças envolvidas e à elevada demanda energética do sistema.

Aceleração extrema em apenas 400 metros

Em projetos de alta velocidade, a atenção costuma se concentrar na velocidade final. Neste caso, porém, o destaque está na taxa de aceleração obtida em uma distância bastante limitada.

Para alcançar 700 km/h em apenas 400 metros, o sistema precisou fornecer grande quantidade de energia em um intervalo mínimo de tempo, mantendo controle preciso do veículo e garantindo uma transição estável para a frenagem.

As reportagens esclarecem que o equipamento testado não corresponde a um trem comercial, mas a uma plataforma experimental criada exclusivamente para validação tecnológica. As imagens divulgadas mostram um veículo sem cabine de passageiros, reforçando o caráter científico do ensaio e a inexistência, por ora, de aplicação direta no transporte público.

Tecnologia maglev e supercondutividade

A tecnologia maglev permite que o veículo flutue sobre a via por meio de campos magnéticos, eliminando o contato físico com os trilhos. A redução do atrito mecânico é um dos principais fatores que viabilizam velocidades muito superiores às dos sistemas ferroviários tradicionais.

No experimento chinês, foi utilizado um sistema supercondutor, aplicado tanto à levitação quanto à propulsão eletromagnética. Em temperaturas extremamente baixas, materiais supercondutores conduzem corrente elétrica com perdas mínimas, possibilitando a geração de campos magnéticos intensos e estáveis.

Essa característica é considerada fundamental para sustentar veículos pesados sob altíssimas acelerações. Ainda assim, mesmo sem atrito mecânico, o veículo permanece sujeito à resistência do ar, fator que limita o desempenho em ambientes abertos.

Pesquisa de longo prazo e desafios técnicos

De acordo com a imprensa chinesa, o resultado é fruto de cerca de dez anos de pesquisa. Nesse período, os cientistas enfrentaram desafios relacionados ao controle elétrico da suspensão magnética, à estabilidade dinâmica em altas acelerações e ao desenvolvimento de sistemas capazes de gerenciar grandes fluxos de energia em lapsos muito curtos.

Entre os avanços citados estão um sistema de propulsão eletromagnética de altíssima velocidade, além de soluções para armazenamento temporário e reversão de energia, etapas essenciais tanto para a aceleração quanto para a frenagem segura.

Tubos a vácuo e aplicações futuras

As informações divulgadas também associam o experimento a estudos sobre transporte por levitação magnética em tubos de baixa pressão, conceito que busca reduzir drasticamente a resistência do ar para permitir velocidades ainda mais elevadas.

Segundo os pesquisadores, as tecnologias testadas agora podem futuramente servir de base para esses sistemas, além de aplicações em plataformas de testes aeroespaciais, onde a aceleração eletromagnética controlada é vista como ferramenta estratégica para simulações avançadas.

Apesar do recorde, não foram apresentados cronogramas para uso comercial. O foco permanece na validação técnica e na demonstração de viabilidade experimental, sem detalhes sobre custos, infraestrutura ou regulamentação.

Recorde mundial e cenário internacional

A marca alcançada foi divulgada como um novo recorde mundial dentro da categoria de maglev elétrico supercondutor em escala de tonelada. Especialistas internacionais apontam que o feito reforça a estratégia chinesa de investir em tecnologias de transporte futuristas e sistemas de alta complexidade.

Ainda assim, a transição de um protótipo experimental para um sistema operacional envolve etapas adicionais, como integração de segurança, operação contínua, manutenção e adaptação a longas distâncias.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Vendas de robôs humanoides disparam 480% e consolidam a China como líder global

Mercado de robôs humanoides cresce em ritmo acelerado
As vendas globais de robôs humanoides registraram um avanço expressivo em 2025. De acordo com levantamento da consultoria Omdia, as remessas quase quintuplicaram em relação ao ano anterior, superando a marca de 13 mil unidades enviadas. Apesar do salto de quase 480%, o segmento ainda representa uma fatia reduzida dentro do amplo mercado de tecnologia.

O dado que mais chama atenção é a forte concentração desse crescimento em um único país: a China.

China domina produção e escala global
A indústria chinesa respondeu pela maior parte dos robôs humanoides comercializados no período. Empresas do país ocuparam seis das dez primeiras posições no ranking mundial, enquanto concorrentes dos Estados Unidos tiveram participação limitada em volume.

Gigantes e startups chinesas se beneficiaram de uma combinação de escala industrial, rapidez na comercialização e apoio estratégico, fatores que vêm ampliando a distância em relação a outros mercados.

AgiBot e Unitree lideram envios globais
A liderança ficou com a AgiBot, startup sediada em Xangai, que enviou 5.168 unidades em 2025, o equivalente a cerca de 38% do mercado global. Em seguida aparece a Unitree Robotics, de Hangzhou, com aproximadamente 4.200 robôs entregues, o que representa 32% de participação.

A terceira colocação foi ocupada pela UBTech Robotics, de Shenzhen, com cerca de mil unidades. Outras empresas chinesas, como Leju Robotics, Engine AI e Fourier Intelligence, completam o grupo de destaque e reforçam a vantagem competitiva do país.

Projeção aponta milhões de robôs até 2035
Segundo a Omdia, o crescimento atual é apenas o início. A consultoria projeta que as remessas anuais de robôs humanoides possam atingir 2,6 milhões de unidades até 2035, impulsionadas pela expansão industrial e pela redução de custos.

Analistas destacam que fornecedores chineses já estão estabelecendo novos padrões de produção em larga escala, com capacidade de envio de milhares de unidades em períodos curtos.

Desempenho modesto das empresas americanas
Enquanto a China avança rapidamente, empresas dos Estados Unidos ainda operam em volumes reduzidos. A Tesla, por exemplo, enviou cerca de 150 unidades do seu robô humanoide, o que representa aproximadamente 1% do mercado global. Figure AI e Agility Robotics registraram números semelhantes.

A diferença reflete não apenas o estágio de desenvolvimento, mas também o ambiente industrial e regulatório de cada país.

Política industrial e IA impulsionam vantagem chinesa
Especialistas apontam que a liderança chinesa está ligada a políticas públicas favoráveis, investimentos estatais e privados e uma infraestrutura industrial preparada para escalar rapidamente. A chamada inteligência incorporada, área da inteligência artificial aplicada a sistemas físicos, foi classificada pelo governo chinês como estratégica.

Esse enquadramento acelerou pesquisas, atraiu capital e estimulou a produção comercial em larga escala.

Preço competitivo amplia alcance dos fabricantes
Outro fator decisivo é o custo. A Unitree oferece modelos básicos de robôs humanoides por cerca de US$ 6 mil, enquanto a AgiBot comercializa versões simplificadas por aproximadamente US$ 14 mil. Em contraste, estimativas indicam que o Optimus, da Tesla, deve custar entre US$ 20 mil e US$ 30 mil, ainda sem produção massiva.

A diferença de preços favorece a adoção mais rápida dos modelos chineses, especialmente em aplicações industriais e comerciais.

Mercado ainda está em fase inicial
Apesar do crescimento acelerado, a Omdia ressalta que o mercado de robôs humanoides permanece em estágio inicial. Os volumes atuais ainda são modestos, o que reforça o potencial de expansão ao longo das próximas décadas, à medida que tecnologia, escala e demanda avancem.

FONTE: Tecnoblog
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tecnoblog

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