Portos

Leilões portuários do MPor avançam lentamente e projetos relevantes ficam para 2026

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) previa realizar 21 leilões portuários ao longo de 2025, com investimentos estimados em R$ 8,5 bilhões. Porém, apenas oito certames foram concluídos até agora, e não há novas datas definidas para as próximas rodadas. Projetos estratégicos, antes planejados para este ano, devem ser adiados para 2026.

Investimentos já contratados ultrapassam R$ 2,6 bilhões
Os leilões concluídos — que envolvem terminais em Paranaguá (PR), Rio de Janeiro (RJ), Santana (AP) e Maceió (AL) — somam R$ 2,65 bilhões em investimentos previstos. O pacote inclui ainda a primeira concessão de um canal de acesso, no Porto de Paranaguá. Esses projetos se juntam aos oito leilões de 2024, que agregam mais R$ 3,7 bilhões, puxados pelo grande terminal de minério no Porto de Itaguaí (RJ).

Túnel Santos–Guarujá e outras obras estruturantes
Entre os projetos de maior visibilidade está o túnel Santos–Guarujá, estimado em R$ 6 bilhões e leiloado em setembro após uma década de estudos. A parceria entre o governo federal e o Estado de São Paulo permitiu que o certame ocorresse dentro do prazo.

Complexidade e mudanças internas atrasam cronogramas
Segundo o MPor, fatores como análises do TCU e da ANTAQ, além da saída de técnicos experientes da pasta, têm dificultado o avanço dos projetos. A concentração de decisões dentro do próprio ministério também é apontada por fontes do setor como um dos motivos para a lentidão.

O Porto de Paranaguá é citado como exceção: por contar com autonomia para conduzir estudos e leilões, conseguiu avançar com os principais projetos previstos.

MPor atribui atrasos à alta complexidade dos processos
Em nota, o ministério reforçou que os leilões exigem etapas “técnicas, jurídicas e de governança”, o que pode alterar prazos. O órgão informou que os certames realizados já somam R$ 10,2 bilhões em investimentos atualizados.

Projeção de R$ 6 bilhões em leilões ainda pendentes
Projetos importantes seguem à espera de aval para ir ao mercado, incluindo os terminais STS33 (Santos–SP), MUC04 (Fortaleza–CE) e VDC29 (Vila do Conde–PA). Juntos, eles representam mais de R$ 6 bilhões em investimentos.

O destaque é o Tecon 10, que seria o maior terminal de contêineres da América Latina. Inicialmente previsto com investimentos de R$ 3,5 bilhões — hoje atualizados para cerca de R$ 5 bilhões — o projeto enfrenta forte disputa e risco de judicialização.

TCU adia análise do Tecon 10 e cenário fica incerto
A proposta de leilão chegou ao TCU na semana passada, mas um pedido de vista empurrou a discussão para a última sessão do ano, em 8 de dezembro. A tendência, segundo os votos iniciais, é que a corte aprove um modelo mais restritivo, que impede a participação de empresas ligadas a armadores na primeira fase do certame. Se esse formato prevalecer, membros do governo avaliam que o projeto pode ficar “nebuloso”.

O impasse afeta também o terminal SSB01, no Porto de São Sebastião (SP), que dependia do avanço do Tecon 10 para seguir adiante.

Planos para 2026 incluem 21 novos projetos
Com cancelamentos e adiamentos, o MPor estima que 2026 deverá reunir 21 projetos — 17 arrendamentos e quatro concessões — totalizando R$ 5,9 bilhões em investimentos.

Um exemplo recente de mudança é o cancelamento do leilão do STS08, em Santos. A decisão partiu do Palácio do Planalto, que optou por ampliar a área do STS08A, sob gestão da Petrobras, em vez de realizar o arrendamento.

Canais e hidrovias enfrentam obstáculos políticos e ambientais
Após a concessão do canal de Paranaguá, o governo espera avançar com projetos semelhantes em Itajaí (SC) e Santos (SP), que ainda dependem de análise e conclusão de estudos.

Já as hidrovias enfrentam desafios adicionais. A concessão do Rio Paraguai é a mais adiantada, mas passou por revisões relacionadas a questões ambientais e à gestão binacional com o Paraguai. No caso do Rio Madeira, resistências políticas das bancadas regionais têm travado o envio do projeto ao TCU.

FONTE: Agência Infra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Paranaguá

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Portos públicos do Sul registram alta de 14% e impulsionam recuperação logística em 2025

Os portos públicos da Região Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — fecharam o terceiro trimestre de 2025 com um avanço de 14,02% na movimentação de cargas, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os números, divulgados pela Antaq, apontam para uma retomada sólida após os impactos climáticos que afetaram a logística regional em 2024.

Entre julho e setembro, essas estruturas somaram 37 milhões de toneladas movimentadas, desempenho que superou a média do conjunto regional (portos públicos + terminais privados), cujo crescimento ficou em 8,65%.

O destaque ficou para o Porto de Paranaguá, que liderou com 19,1 milhões de toneladas, seguido pelo Porto de Rio Grande, responsável por 9,1 milhões de toneladas — ambos fundamentais para o escoamento da produção nacional.

Movimentação de contêineres dispara no Sul
Um dos sinais mais claros do aquecimento logístico foi o avanço da movimentação de contêineres, que cresceu 62,46% nos portos públicos, somando 8,4 milhões de toneladas no trimestre.

O transporte conteinerizado é considerado estratégico pela sua complexidade operacional, maior valor agregado e demanda por tecnologia e serviços especializados. No panorama geral da região, entre terminais públicos e privados, a carga em contêineres alcançou 15,2 milhões de toneladas, consolidando-se como a principal categoria movimentada no período.

Exportações, importações e cabotagem em alta
Os portos públicos também registraram avanços importantes no comércio exterior. As exportações cresceram 13,55%, assegurando o fluxo da produção, enquanto as importações aumentaram 8,59%.

Um dos destaques foi a entrada de adubos e fertilizantes, que totalizaram 5,9 milhões de toneladas nos portos públicos do Sul — um indicativo de que o setor agrícola já se organiza para garantir a produtividade da próxima safra.

Além disso, a cabotagem teve um salto significativo, com crescimento de 29,65%, reforçando o papel dos portos públicos como pilares da integração logística nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Paranaguá/Divulgação

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Porto de Imbituba tem o melhor desempenho de 2025 no mês de outubro

O Porto de Imbituba fechou o acumulado de janeiro a outubro de 2025 com 6,17 milhões de toneladas movimentadas e 268 atracações. O destaque do ano foi o mês de outubro, o mais movimentado até agora, com 714,7 mil toneladas, confirmando a trajetória de crescimento contínuo do complexo portuário.

No acumulado do ano, as exportações totalizaram 2,53 milhões de toneladas, com ênfase nos embarques de coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho. Já as importações alcançaram 2,86 milhões de toneladas, um aumento de 2,5% em relação ao mesmo período de 2024. Outubro registrou um marco histórico: mais de 406 mil toneladas importadas em um único mês, o maior volume desde o início das operações do porto. As principais cargas descarregadas foram hulha betuminosa, sal e insumos industriais.

A cabotagem (navegação entre portos do mesmo país) também apresentou crescimento, com 547,3 mil toneladas embarcadas e 136,8 mil toneladas desembarcadas no acumulado anual, representando alta de 3,8% ante 2024.

O transbordo teve desempenho ainda mais expressivo: 56 mil toneladas embarcadas e 44,9 mil desembarcadas, um salto de 113,1% na comparação com o ano anterior, reforçando a função do porto como hub logístico versátil.

Os granéis sólidos continuam dominando a movimentação, representando 77,8% do total, com protagonismo para coque de petróleo, açúcar (granel), hulha betuminosa, sal e farelo de milho.

O segmento de contêineres segue em expansão, respondendo por 17,3% do volume total — mais de 1,06 milhão de toneladas —, sinalizando a crescente atratividade de Imbituba para cargas de maior valor agregado.

“O crescimento constante do Porto de Imbituba é resultado direto de uma operação disciplinada, de equipes altamente qualificadas e de investimentos que têm modernizado todo o complexo portuário. Os números de 2025 mostram que a gestão do governador Jorginho Mello está no caminho certo, com ampliação da capacidade de atendimento, diversificação de cargas e aumento do nível de competitividade do porto. Seguimos avançando em projetos estruturantes, como a dragagem, a ampliação de berços e a digitalização de processos”, afirma o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins.  

“Os resultados de Imbituba comprovam que Santa Catarina está colhendo os frutos de um planejamento sério, de uma governança alinhada e de investimentos que priorizam eficiência e tecnologia. O Porto de Imbituba tem se consolidado como um ativo estratégico para o estado, gerando competitividade para nossa indústria, fortalecendo o agronegócio e ampliando nossa presença nos mercados internacionais. O desempenho de outubro reafirma que estamos no caminho certo para transformar a infraestrutura logística catarinense em referência nacional,  avalia o diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes.

Com 27 navios atendidos e mais de 714,7 mil toneladas movimentadas, outubro se consolidou como o mês de maior movimento no ano. Caso o ritmo seja mantido, a expectativa é que o porto ultrapasse 7 milhões de toneladas até dezembro.

No cenário nacional, o Porto de Imbituba se destaca pela agilidade nas operações, previsibilidade logística e menor tempo de espera, características que vêm atraindo novos operadores e fortalecendo sua participação no corredor portuário do Sul do país.

As operações de comércio exterior (importação e exportação) em Imbituba movimentaram mais de US$ 1,44 bilhão entre janeiro e outubro de 2025, consolidando seu papel na balança comercial de Santa Catarina, de acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Reprodução/Agência de Notícias SECOM

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Impactos do leilão do Tecon Santos 10 no agronegócio dominam debate na Câmara

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (25) uma audiência pública para analisar como o leilão do Terminal de Contêineres de Santos — o Tecon Santos 10 — pode influenciar o agronegócio brasileiro. A reunião está marcada para as 14h, em plenário ainda a ser definido.

Veja quem foi convidado

O debate foi solicitado pelo deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), que pretende esclarecer de que forma o modelo proposto para o leilão pode impactar a concorrência, a logística portuária e a competitividade dos produtos agrícolas que dependem do Porto de Santos para chegar ao mercado internacional.

Projeções de crescimento e riscos regulatórios

Segundo o parlamentar, o leilão é considerado um dos maiores projetos portuários do País, com capacidade de ampliar expressivamente o volume de movimentação de contêineres. No entanto, ele chama atenção para as restrições impostas pela Antaq à participação de empresas já atuantes no porto — medidas que, segundo ele, podem reduzir a competição e afetar o resultado do certame.

Porto de Santos como eixo estratégico do escoamento

Vieira de Melo lembra que o Porto de Santos movimentou 5,4 milhões de TEUs em 2024, avanço próximo de 15% em comparação ao ano anterior. As projeções apontam para saturação da capacidade já a partir de 2028, o que intensifica a preocupação do setor. Produtos como café, açúcar e algodão têm no porto sua principal rota de saída. Para o deputado, qualquer entrave concorrencial ou atraso no leilão pode elevar custos, reduzir eficiência logística e prejudicar a competitividade internacional do agronegócio brasileiro.

FONTE: Agência Câmara de Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Botelho/MInfra

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Brasil garante investimento de R$ 1,6 bilhão no Porto de Santos durante missão em Dubai

A missão oficial do Ministério de Portos e Aeroportos aos Emirados Árabes Unidos chegou ao fim com resultados considerados estratégicos para a infraestrutura e para a indústria do Brasil. Liderada pelo ministro Silvio Costa Filho, a comitiva retornou ao país com o anúncio de R$ 1,6 bilhão em investimentos privados no Porto de Santos e avanços importantes para ampliar a malha aérea internacional em diferentes regiões brasileiras.

A agenda ocorreu entre 18 e 21 de novembro, reunindo autoridades e grandes players globais de logística, e reafirmou o Brasil como destino seguro e atrativo para investimentos estrangeiros. Para Costa Filho, os resultados comprovam a confiança internacional no atual cenário econômico brasileiro e no potencial das áreas portuária e aeronáutica.

Modernização no Porto de Santos
O principal anúncio da viagem foi o aporte de R$ 1,6 bilhão da DP World, uma das maiores empresas globais do setor. O investimento permitirá ampliar a capacidade do terminal de Santos para 2,1 milhões de TEUs até 2028, além da construção de um novo píer, modernização de equipamentos e expansão de 190 metros no cais.

A missão também reforçou o intercâmbio técnico. A delegação visitou o Porto de Jebel Ali, referência mundial, para conhecer tecnologias inovadoras como o sistema Boxbay, que aumenta significativamente a eficiência no armazenamento de cargas.

Expansão das rotas aéreas e do turismo
O aumento da conectividade aérea foi outro eixo central da missão. Em reunião com Tim Clark, presidente da Emirates Airlines, o governo brasileiro avançou nas negociações para levar novos voos da companhia ao Nordeste, desconcentrando a entrada de turistas internacionais e fortalecendo o turismo regional.

Nos encontros com autoridades como a GACA (Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita) e a Dnata, foram discutidas ações voltadas à sustentabilidade, incluindo investimentos em combustível sustentável de aviação (SAF) e cooperação para o desenvolvimento de eVTOLs, consolidando o Brasil na rota da descarbonização do setor aéreo.

Segurança e cooperação internacional
A missão também abordou temas de segurança. O ministro se reuniu com Ahmed Naser Al-Raisi, presidente da Interpol, para discutir ações de proteção do espaço aéreo e de rotas logísticas — pauta considerada crucial para fortalecer o comércio exterior brasileiro.

Integraram a comitiva o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, e o diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Incêndio em Navio Porta-Contêineres no Porto de Los Angeles Mobiliza Mais de 100 Bombeiros

Um navio porta-contêineres pegou fogo no Porto de Los Angeles, o terminal marítimo mais movimentado da América do Norte. O incidente levou autoridades locais a emitirem uma ordem de abrigo para bairros próximos, devido ao risco representado por materiais perigosos presentes na carga.

Problema elétrico teria iniciado o fogo
Segundo o Departamento de Bombeiros de Los Angeles, o incêndio começou após uma falha elétrica a bordo do One Henry Hudson. As chamas surgiram abaixo do convés e se espalharam por vários níveis da embarcação, provocando inclusive uma explosão registrada na área central do navio.

Zona de segurança estabelecida e tripulação sem feridos
Os 23 tripulantes não ficaram feridos. Em razão da carga sensível, a Guarda Costeira dos EUA estabeleceu uma zona de segurança de uma milha náutica ao redor do navio para manter outras embarcações afastadas durante a operação. Mais de 100 bombeiros foram mobilizados para controlar o fogo e conter o avanço das chamas.

Navio operado por empresa sediada em Cingapura
A embarcação, de 336 metros de comprimento, é operada pela One Ocean Express, empresa de transporte marítimo com sede em Cingapura. Antes de atracar em Los Angeles, o navio havia passado por três cidades japonesas: Kobe, Nagoya e Tóquio.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Reuters

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Maersk ajusta operações na América Latina para enfrentar congestão portuária

A Maersk confirmou uma série de ajustes em suas operações marítimas e terrestres na América Latina, em resposta à congestão portuária, ao mau tempo e a entraves operacionais que seguem pressionando diversos terminais da região. Segundo a companhia, o objetivo é reforçar a conectividade e elevar a confiabilidade da cadeia logística regional e internacional.

Encerramento da participação no serviço Brazex

A empresa deixará de integrar o serviço Brazex após a última viagem ao norte realizada pelo navio M/V CMA Berlioz, que partiu de Paranaguá em 1º de novembro de 2025. Mesmo assim, a cobertura para o Caribe, Golfo do México e México será mantida por meio dos serviços UCLA e Gulfex, garantindo rotas alternativas às demandas de carga.

Alterações no serviço Tango

O serviço Tango também passa por ajustes. A parada em Norfolk (EUA) seguirá suspensa, com cargas redirecionadas via transbordo em Cartagena. Já a escala quinzenal no Rio de Janeiro continua confirmada, preservando o acesso a um dos portos mais movimentados do país.

ECSA Shuttle ganha novo cronograma

A partir de novembro, o serviço ECSA Shuttle operará a cada duas semanas com escalas em Paranaguá, Santos (DP World) e Manzanillo, no Panamá. A Maersk afirma que a nova configuração ampliará a conexão com o Caribe, os Estados Unidos e a costa oeste da América do Sul, dando maior flexibilidade logística para cargas regionais e internacionais.

Pressão operacional segue alta na Costa Leste da América do Sul

A ECSA continua enfrentando forte pressão operacional.
Em Santos, o mau tempo, a ocupação elevada e os atrasos acumulados prejudicam a fluidez das operações. Paranaguá e Itapoá trabalham próximos a 80% de capacidade e registram paralisações ocasionais devido às condições climáticas. Em Buenos Aires, a operação de contêineres segue próxima ao limite, enquanto o Terminal 4 tem desempenho restrito por falhas em guindastes.

Em Montevidéu, a produtividade gira em torno de 50% após greves e mudanças de sistema, com espera média de 2 a 3 dias para navios. Já Rio Grande enfrenta severas restrições e clima adverso, sem previsão de melhora antes do fim do ano.

Costa Oeste da América do Sul mantém cenário instável

Na WCSA, a combinação de riscos de segurança e instabilidade operacional segue preocupando. A performance dos terminais varia, com Guayaquil/TPG registrando os melhores índices recentes. Em contrapartida, portos como Puerto Bolívar, Guayaquil/Contecon, Callao/APMT e Posorja operam sob alerta.

Caribe e América Central mantêm estabilidade relativa

Os terminais do Panamá e de Cartagena apresentam desempenho estável para a Maersk. No entanto, embarcações fora da janela programada podem enfrentar esperas de até 2 dias.

Aumento de volumes pressiona transporte terrestre

Na América Central, principalmente em El Salvador e na Guatemala, a alta temporada deve elevar significativamente o volume de importações e exportações. A Maersk reforça a importância do planejamento antecipado e diz estar preparada para apoiar com transporte, gestão aduaneira e coordenação operacional.

No Brasil, a estação seca já afeta os níveis dos rios em Manaus, limitando capacidade e podendo gerar atrasos. No Paraguai, o baixo nível da água deve impactar o serviço de balsas nas próximas semanas.

Brasil conquista novas certificações

A Maersk também celebrou dois avanços importantes no país:

  • A certificação AEO, que fortalece a conformidade e a eficiência das operações;
  • A certificação SASSMAQ para sua frota em Santos, ampliando a segurança e a qualidade no atendimento ao setor químico.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Crescimento do Porto de Itajaí impulsiona alta de 10% na movimentação do complexo portuário

O Complexo Portuário de Itajaí registrou alta de 10% na movimentação de cargas entre janeiro e outubro de 2025, alcançando 12,8 milhões de toneladas. O resultado é impulsionado, sobretudo, pela retomada da regularidade operacional do Porto de Itajaí, que voltou a receber atracações de forma contínua após um período de instabilidade contratual. A normalização das atividades do terminal público tem influenciado diretamente o desempenho logístico da região.

Porto de Itajaí recupera ritmo e amplia competitividade

Com a retomada plena das operações, o porto público retomou níveis consistentes de movimentação. Em outubro, foram 500.199 toneladas movimentadas e 43 atracações, ampliando sua representatividade no fluxo total do complexo.

Especialistas do setor apontam que o desempenho do terminal público fortalece a competitividade da cidade no comércio exterior, reforçando Itajaí como um dos principais corredores logísticos para exportações brasileiras, especialmente de cargas refrigeradas e produtos alimentícios.

Desempenho consolidado do Complexo Portuário

Os números de outubro mostram que o Complexo Portuário, formado pelo porto público e terminais privados, movimentou 1,5 milhão de toneladas e registrou 105 atracações.

No total, as exportações somaram 707.029 toneladas. No segmento de contêineres, foram movimentados 45.512 TEUs cheios e 22.937 TEUs vazios — indicadores que mantêm Itajaí entre os principais hubs logísticos do país.

Exportações ganham força no terminal público

O Porto de Itajaí também apresentou crescimento expressivo na movimentação destinada ao comércio exterior. No período, o terminal escoou 217.473 toneladas, distribuídas em 14.829 TEUs cheios e 3.810 TEUs vazios.

A previsibilidade nas janelas de atracação e a estabilidade operacional têm permitido ao porto operar mais próximo de sua capacidade total, refletindo diretamente nos resultados positivos do complexo.

Superintendência destaca retomada histórica

O superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos, afirmou que o momento marca uma “retomada histórica” para o terminal público. Segundo ele, a regularidade operacional recuperou a confiança dos armadores e devolveu ao porto sua relevância no cenário nacional.

Bastos também citou que o ambiente externo favorece o desempenho, como a redução de tarifas de importação nos Estados Unidos para produtos alimentícios, fator que pode ampliar ainda mais as exportações nos próximos meses.

FONTE: Visor Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Visor Notícias

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Porto de Imbituba moderniza Cais 3 com maior obra de sua história

O Cais 3 do Porto de Imbituba está passando pela maior intervenção estrutural desde sua construção em 1979. Com investimento de aproximadamente R$ 95 milhões, a obra visa recuperar, reforçar e ampliar a estrutura portuária, com previsão de conclusão para 2027. A modernização permitirá o recebimento de navios maiores, além de ampliar a capacidade de movimentação de cargas do complexo portuário, que atualmente concentra cerca de 30% das operações do Porto.

A iniciativa está sendo conduzida pela SCPAR Porto de Imbituba, com execução da CEJEN Engenharia e gerenciamento da ESTEL Engenharia, contratadas por meio de licitação. O projeto contempla não apenas o reforço da estrutura atual, mas também a ampliação do comprimento do cais, que passará de 245 para 271 metros. Com a nova configuração, o Porto poderá receber embarcações de até 270 metros de comprimento, frente ao limite atual de cerca de 200 metros. A estrutura contará ainda com novos equipamentos de operação e melhorias no sistema de pavimentação, drenagem e contenção, elevando o padrão técnico e operacional do complexo portuário.

Divisão em quatro fases

A obra foi dividida em quatro etapas principais, que envolvem desde a execução de colunas de contenção até a construção de dolfins, estruturas que ajudam na atracação e amarração dos navios. A intervenção também prevê reforço do solo e da laje, além da pavimentação em concreto da retroárea e a instalação de sistemas modernos de defensas para segurança das embarcações.

Na última fase da obra, será necessário interromper temporariamente as atividades no Cais 3 por até cinco meses, período que está sendo reavaliado para possível redução. Durante essa etapa, os trabalhos se concentrarão no trecho central do berço, impossibilitando a atracação simultânea de navios.

Compromisso ambiental

A modernização do Cais 3 está sendo conduzida com atenção especial às questões ambientais. O Porto mantém uma série de programas de monitoramento, que seguem ativos durante a execução da obra. Entre eles estão o controle da qualidade das águas oceânicas e subterrâneas, o monitoramento da biota aquática, sedimentos, ruídos subaquáticos e do ar, além da gestão de resíduos da construção civil.

Um dos principais destaques é o acompanhamento da presença das baleias-francas, espécie símbolo da região. O Porto de Imbituba realiza o monitoramento das baleias há 17 anos, com observações terrestres e aéreas durante toda a temporada migratória, entre os meses de julho e novembro. As baleias utilizam a costa catarinense como berçário, e a região abriga a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca.

Durante a execução da obra, estão sendo adotadas medidas adicionais de proteção à espécie. Estão definidas áreas de controle com diferentes níveis de alerta. Se uma baleia for avistada em áreas próximas ao local da obra durante o uso de martelos vibratórios ou bate-estacas, as atividades são suspensas ou alertadas, conforme a proximidade do animal.

“Essa obra simboliza o compromisso do Governo do Estado com a infraestrutura e a competitividade logística de Santa Catarina. A ampliação do Cais 3 é estratégica para atrair novos investimentos, gerar empregos e fortalecer o papel do Porto de Imbituba como um vetor de desenvolvimento regional e nacional, sem abrir mão da sustentabilidade”, destaca o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

Porto mais competitivo

A modernização do Cais 3 representa um passo estratégico para o fortalecimento do Porto de Imbituba como um dos principais portos logísticos do Sul do Brasil. Além de atender às demandas crescentes do setor, a obra reforça o compromisso da gestão portuária com a sustentabilidade, a inovação tecnológica e o desenvolvimento regional.

O projeto está sendo realizado inteiramente dentro da área do Porto, sem impacto fora da sua poligonal. A expectativa é de que, ao fim das obras, o complexo portuário amplie significativamente sua capacidade de atendimento, tanto em volume quanto em tipos de cargas, atraindo novos negócios para a região.

“Estamos realizando a maior obra da história do Porto de Imbituba, com foco no futuro da logística portuária em Santa Catarina. A modernização do Cais 3 elevará o padrão técnico do complexo portuário, ampliando sua capacidade de movimentação e permitindo o recebimento de navios maiores e mais modernos. Tudo isso com responsabilidade ambiental e total alinhamento com as melhores práticas de engenharia portuária, afirma Christiano Lopes, diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: SCPAR Porto de Imbituba

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Investimento de R$ 1,6 bi da DP World vai ampliar operações no Porto de Santos

O Porto de Santos, considerado o maior complexo portuário do hemisfério sul, receberá R$ 1,6 bilhão em investimentos para aumentar sua capacidade de movimentação de cargas. O anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante missão oficial em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

A nova etapa de investimentos foi confirmada após reunião entre o ministro e representantes da DP World, operadora de um dos principais terminais portuários privados multipropósito do Brasil. O valor anunciado se soma aos R$ 450 milhões já previstos, elevando a meta de capacidade do terminal para 2,1 milhão de TEUs até 2028, com destaque para a ampliação de 190 metros de cais.

Objetivo é modernizar e aumentar eficiência

Após o encontro, Silvio Costa Filho ressaltou que os investimentos fortalecem a evolução do setor portuário brasileiro. Segundo ele, os aportes ampliam a eficiência do Porto de Santos e demonstram a confiança dos investidores internacionais no país. Durante a missão, o ministro também visitou o Porto de Jebel Ali, referência global em logística e inovação.

Segunda fase inclui novo píer e expansão da retroárea

A segunda fase do projeto, aprovada recentemente, contempla a construção de um novo píer de atracação, a expansão da retroárea com uma laje sobre estacas, além de melhorias no gate de acesso, nas áreas de inspeção, na infraestrutura para cargas refrigeradas e em outros espaços operacionais.

O programa completo prevê ainda a aquisição de 4 portêineres, 15 RTGs e 40 ITVs, equipamentos usados para otimizar operações internas e aumentar a velocidade de movimentação de contêineres. Todos seguem padrões modernos de eficiência energética e sustentabilidade, alinhados à estratégia global da DP World de reduzir emissões.

Com a expansão, o terminal estará apto a receber navios da classe New Panamax, com até 150 mil TPB e 366 metros de comprimento, operando simultaneamente.

Ampliação do cais será concluída em agosto de 2025

Com a obra, o cais ganhará 190 metros lineares, passando de 1.100 para 1.290 metros. A ampliação beneficiará especialmente as áreas de exportação de celulose e de movimentação de contêineres. A entrega está prevista para agosto do próximo ano.

Em agosto deste ano, durante visita técnica ao terminal, o ministro participou do lançamento da pedra fundamental da expansão e acompanhou o início das obras, conversando com trabalhadores e equipes responsáveis pela execução.

Ministro busca referências internacionais

Durante a missão, Costa Filho conheceu de perto a infraestrutura da DP World em Jebel Ali, observando modelos de gestão, tecnologia e produtividade aplicados no complexo. Ele destacou o sistema Boxbay, que multiplica a capacidade de movimentação de cargas com mais segurança e eficiência.

“É um dos portos mais avançados do mundo, e ver essas tecnologias de perto ajuda a entender como o Brasil pode ampliar sua capacidade logística e atrair novos investimentos”, afirmou o ministro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Assessoria de comunicação da DP World

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