Internacional

Fórum Financeiro Asiático reúne líderes globais e reforça papel de Hong Kong como hub financeiro

O Fórum Financeiro Asiático iniciou nesta segunda-feira (26) sua 19ª edição em Hong Kong, reunindo mais de 150 líderes políticos e empresariais, além de investidores internacionais e representantes de órgãos reguladores. O encontro é coorganizado pelo Governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong e pelo Conselho de Desenvolvimento Comercial de Hong Kong, com foco no fortalecimento da cooperação financeira internacional e da coordenação de políticas econômicas.

Modelo “Um País, Dois Sistemas” sustenta ambiente de negócios
Na abertura do evento, o chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, destacou que o modelo “Um País, Dois Sistemas” garante vantagens institucionais que mantêm a cidade como uma base estável para operações de empresas globais. Segundo ele, até 2025, o número de companhias instaladas em Hong Kong com matrizes no exterior e na China continental deve alcançar 11.070, crescimento de 11% em relação ao ano anterior e um novo recorde histórico.

Para ampliar sua posição como centro financeiro internacional, o governo local pretende expandir os mercados de ações e títulos, fortalecer o setor de gestão de patrimônio, desenvolver o comércio de ouro e commodities e aprofundar a integração financeira internacional.

Tema do fórum destaca integração entre finanças e indústria
O presidente do Conselho de Desenvolvimento Comercial de Hong Kong, Frederick Ma, apresentou o tema desta edição: “Trabalhando Juntos em Meio à Mudança e Alcançando Resultados Ganha-Ganha na Nova Era”. Ele também anunciou o lançamento da Cúpula Global da Indústria, iniciativa voltada à análise de tendências em setores de alto crescimento, como inteligência artificial, tecnologia, robótica, biofarmacêutica, saúde e novas energias.

De acordo com Ma, o objetivo é impulsionar a inovação por meio da integração entre finanças e indústria, criando bases para um crescimento econômico sustentável no longo prazo.

Acordo com Xangai fortalece mercado de ouro
Durante o fórum, o Departamento de Serviços Financeiros e o Departamento do Tesouro do governo de Hong Kong firmaram um acordo de cooperação com a Bolsa de Ouro de Xangai. O entendimento prevê a criação de uma estrutura conjunta de governança para o Sistema Central de Compensação de Ouro de Hong Kong, além do desenvolvimento de mecanismos de integração entre infraestrutura física e conectividade de mercado.

Na cerimônia de assinatura, Zou Lan, vice-governadora do Banco Popular da China, afirmou que a instituição seguirá apoiando o crescimento do mercado offshore de renminbi (RMB) em Hong Kong. Entre as medidas estão a ampliação do financiamento comercial em RMB, o avanço da interconexão dos mercados financeiros, o aumento da emissão de títulos offshore do governo chinês e o incentivo ao mercado local de ouro. Segundo ela, as ações reforçam Hong Kong como um centro internacional de negociação de ouro.

Programação aborda economia global, fintech e finanças verdes
Com duração de dois dias, o fórum reúne mais de 40 atividades, entre palestras, almoços e cafés da manhã temáticos. A agenda inclui debates e workshops sobre perspectivas econômicas globais, gestão de ativos e patrimônio, fintech, financiamento comercial, negociação de ouro e metais preciosos e finanças verdes.

FONTE: China 2 Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wang Shen/ Xinhua

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Internacional

Brasil anuncia isenção de vistos para cidadãos chineses em viagens de curta duração

O governo brasileiro anunciou a isenção de vistos para cidadãos da China que desejem entrar no Brasil em viagens de curta duração. A decisão ocorre como resposta à política adotada pelo governo chinês, que passou a permitir a entrada de brasileiros sem visto a partir de 2025.

Segundo comunicado divulgado pelo Palácio do Planalto, a iniciativa está inserida no processo de ampliação da cooperação bilateral, especialmente em áreas estratégicas ligadas à chamada fronteira do conhecimento, conforme informou a Agência Brasil.

Princípio da reciprocidade orienta política migratória

A mudança segue o princípio da reciprocidade diplomática. Enquanto o Brasil flexibiliza a entrada de cidadãos chineses, o governo passou a exigir visto de entrada para viajantes dos Estados Unidos, Canadá e Austrália, países que mantêm a exigência do documento para brasileiros.

Política chinesa de isenção inclui Brasil e outros países da região

A isenção de visto para brasileiros na China entrou em vigor em 1º de junho de 2025, com validade inicial de um ano, posteriormente prorrogada até 31 de dezembro de 2026. Além do Brasil, a política chinesa contempla outros países sul-americanos, como Argentina, Chile, Peru e Uruguai.

Atualmente, 45 países integram a política unilateral chinesa de flexibilização de vistos, que tem como objetivo ampliar o fluxo internacional de pessoas e fortalecer laços econômicos e diplomáticos com diferentes regiões do mundo.

Facilitação de viagens e integração econômica

A estratégia chinesa busca estreitar relações com a América Latina e outros blocos econômicos relevantes. Brasil, Argentina e Chile figuram entre as maiores economias da região. Desde 2024, países europeus, além de Japão e Coreia do Sul, também passaram a contar com isenção de visto para entrada na China.

Portadores de passaportes comuns válidos desses países podem ingressar em território chinês sem visto para fins de negócios, turismo, visitas familiares, intercâmbios ou trânsito, com permanência máxima de 30 dias.

Relações bilaterais e cenário internacional

Na quinta-feira, houve uma conversa telefônica entre os chefes de Estado do Brasil e da China, com duração aproximada de 45 minutos. O diálogo abordou o fortalecimento das relações bilaterais, a cooperação entre países do Sul Global e temas ligados ao multilateralismo.

De acordo com nota oficial, foram destacadas convergências entre os projetos nacionais de desenvolvimento, especialmente nas áreas de infraestrutura, transição ecológica e tecnologia. O governo chinês também ressaltou a importância do papel das Nações Unidas em um cenário internacional considerado instável.

FONTE: A Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alan Santos/PR

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Internacional

Davos 2026: Brasil busca se posicionar como porto seguro para investimentos

O Fórum Econômico Mundial 2026, iniciado nesta segunda-feira (19) em Davos, na Suíça, reúne líderes globais sob o tema “A Spirit of Dialogue”. Em um ambiente marcado por tensões geopolíticas e incertezas econômicas, o Brasil chega ao encontro com a estratégia de reforçar uma imagem de previsibilidade e segurança para negócios, priorizando uma agenda técnica em vez de discursos políticos.

Agenda brasileira sem protagonismo presidencial

Diferentemente de outras edições, o país não conta com uma comitiva liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nem com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ou do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Ainda assim, o governo tenta utilizar o WEF como extensão de uma agenda construída ao longo dos últimos meses, centrada em três eixos considerados estratégicos: acesso a mercados, segurança institucional e infraestrutura digital do Estado.

Acordo Mercosul–UE reforça credenciais comerciais

O primeiro pilar da estratégia brasileira chega fortalecido a Davos com a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, firmada na sexta-feira (17), após mais de 25 anos de negociações. O anúncio ocorre em um momento sensível, já que o próprio WEF aponta o confronto geoeconômico como um dos principais riscos globais de curto prazo, com comércio, tecnologia e finanças cada vez mais utilizados como instrumentos de disputa entre países.

Para o Brasil, o acordo funciona como um sinal concreto de abertura comercial e integração às cadeias globais, em um fórum onde investidores e governos reavaliam riscos e redesenham estratégias internacionais.

Previsibilidade institucional entra no centro do discurso

O segundo eixo apresentado pelo país é institucional. Em meio ao debate recorrente sobre a queda de confiança em governos, empresas e meios de comunicação — tema frequente em relatórios como o Edelman Trust Barometer —, o Brasil busca se afastar da imagem de instabilidade.

A mensagem levada a Davos é pragmática: o país pretende ser visto como um grande mercado com regras claras, segurança jurídica e contratos previsíveis, capazes de sustentar decisões de investimento de longo prazo em um cenário global cada vez mais seletivo.

Infraestrutura digital como ativo econômico

A terceira frente é a agenda digital, que explica a participação da ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck. Ela integra uma programação paralela ligada à Colaboração Digital Global do WEF, iniciativa na qual o Brasil assumiu a presidência de um dos grupos estratégicos.

O foco está no fortalecimento da infraestrutura digital do Estado, incluindo sistemas de identidade, credenciais e serviços públicos digitais. Esse tema ganha relevância para o setor privado por impactar diretamente processos como abertura de empresas, compliance, contratações públicas e acesso a serviços, posicionando a eficiência administrativa como diferencial competitivo.

Crescimento e produtividade no debate regional

A participação brasileira também se dá por meio do debate sobre crescimento econômico e produtividade na América Latina. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, participa da sessão “Breaking Latin America’s Growth Ceiling”, ao lado de lideranças como Ilan Goldfajn, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e Julio Velarde, presidente do Banco Central do Peru.

O pano de fundo das discussões regionais em Davos é o desafio de atrair investimentos e sustentar o crescimento em um mundo mais protecionista, fragmentado e cauteloso ao risco.

Mensagem final: foco em negócios

Em Davos 2026, o Brasil busca menos visibilidade política e mais credibilidade econômica. A estratégia é demonstrar, por meio de acordos, reformas e agendas técnicas, que o país está disposto a fazer negócios em um cenário internacional no qual a política voltou a influenciar diretamente o fluxo de comércio e investimentos.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: World Economic Forum/Chris_Heeney

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Natalidade da China atinge menor nível da história em 2025, apesar de incentivos do governo

A taxa de natalidade da China caiu para o patamar mais baixo já registrado em 2025, segundo dados oficiais divulgados pelo governo chinês. O novo recorde negativo ocorre após quatro anos consecutivos de queda populacional, mesmo diante de medidas adotadas por Pequim para estimular os nascimentos.

Nascimentos recuam ao menor patamar desde 1949

De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas (ONE), o país registrou 7,92 milhões de nascimentos no ano passado, o que corresponde a uma taxa de 5,63 nascimentos por mil habitantes. O número representa uma redução de 1,62 milhão de bebês em relação ao ano anterior, queda de 17%.

Segundo o órgão oficial, esse é o nível mais baixo desde 1949, ano de fundação da República Popular da China, quando teve início a série histórica desse indicador demográfico.

Fim da política do filho único não reverte tendência

A China abandonou há cerca de uma década a rígida política do filho único, adotada nos anos 1980 para conter o crescimento populacional, quando a taxa de natalidade era de 17,82 por mil habitantes.

Desde 2016, os casais passaram a poder ter dois filhos, e, a partir de 2021, o governo autorizou também o terceiro filho. Apesar da flexibilização, a taxa de natalidade continuou em trajetória de queda, com exceção de uma leve recuperação em 2024, quando foram registrados 6,77 nascimentos por mil habitantes.

População encolhe pelo quarto ano seguido

Além da redução nos nascimentos, a população chinesa — atualmente estimada em 1,404 bilhão de pessoas — diminuiu pelo quarto ano consecutivo. Em apenas um ano, o país perdeu 3,39 milhões de habitantes.

Outro indicador preocupante é o número de casamentos, que permanece em níveis historicamente baixos, reforçando o cenário de envelhecimento populacional.

Envelhecimento desafia crescimento econômico

Os dados demográficos foram divulgados junto com os resultados econômicos de 2025, que apontaram crescimento de 5% do PIB, um dos menores das últimas décadas, excluindo o período da pandemia. As autoridades reconhecem que a combinação entre baixa natalidade e envelhecimento da população representa um desafio estrutural para o futuro da economia chinesa.

Projeções da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que a população da China pode cair dos atuais 1,4 bilhão para cerca de 633 milhões até 2100.

Alto custo de vida afasta jovens da maternidade e paternidade

Especialistas apontam que fatores como alto custo da educação, insegurança econômica, responsabilidade de cuidar de pais idosos, além da prioridade dada à carreira e a novos estilos de vida, desestimulam muitos jovens a ter filhos.

Para tentar reverter o quadro, o governo lançou uma série de incentivos, incluindo subsídios para creches, apoio financeiro direto às famílias e até medidas fiscais relacionadas a métodos contraceptivos.

Desde 1º de janeiro, pais recebem cerca de US$ 500 por ano (aproximadamente R$ 2.689) por criança com menos de três anos. Além disso, as taxas das creches públicas foram eliminadas desde o outono passado.

Mortalidade segue em alta

Em 2025, o país também registrou 11,31 milhões de mortes, o que equivale a uma taxa de 8,04 óbitos por mil habitantes, reforçando o desequilíbrio entre nascimentos e mortalidade.

Dados do Banco Mundial indicam que, já em 2023, a China figurava entre os países com menores taxas de natalidade do mundo, à frente apenas da Coreia do Sul e em níveis semelhantes aos de países como Japão, Itália e Ucrânia.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: STR/AFP/Foto de arquivo

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Internacional

Fluxo de migrantes venezuelanos pela fronteira com o Brasil cai 50% no início de 2026

O fluxo migratório na fronteira Brasil-Venezuela em Roraima registrou uma queda superior a 50% nos primeiros dias de 2026, segundo dados da Operação Acolhida, ação do governo federal que monitora e organiza a entrada de migrantes e refugiados venezuelanos no país. Entre os dias 1º e 13 de janeiro, foram contabilizadas 1.014 entradas pela cidade de Pacaraima, ante 2.121 no mesmo período de 2025 e 2.161 em 2024.

Operação Acolhida e situação na fronteira
Criada em 2018 para enfrentar o crescente fluxo migratório naquele trecho de fronteira, a Operação Acolhida combina ações de acolhimento, triagem e interiorização dos venezuelanos para outros municípios brasileiros. O programa busca organizar de forma segura a chegada e o deslocamento de migrantes e refugiados, integrando apoio humanitário à atuação das Forças Armadas e órgãos federais.

Durante uma visita aos postos de acolhimento em Boa Vista e Pacaraima, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, afirmou que o fluxo entre os dois países está dentro de padrões considerados normais, mesmo com episódios de tensão no cenário regional.

Contexto da queda no fluxo migratório
A diminuição da entrada de venezuelanos no norte de Roraima ocorre em meio a um período de maior estabilidade na fronteira, apesar de eventos recentes no Oriente Médio e movimentações militares na região que levaram a preocupação com possíveis ondas migratórias. Autoridades brasileiras mantêm monitoramento constante, mas, até o momento, não foi necessário acionar planos de contingência para um aumento abrupto no número de cruzamentos.

Dados históricos e impacto regional
Entre 2018 e dezembro de 2025, cerca de 1,4 milhão de venezuelanos migraram para o Brasil, motivados pela crise política, econômica e social no país vizinho. Destes, mais de 654 mil seguiram para outros destinos, enquanto cerca de 743 mil permaneceram no território brasileiro.

A fronteira entre os dois países tem quase 2.200 quilômetros, e em 2025 a Venezuela chegou a fechar a passagem em duas ocasiões no início do ano. Essas medidas, junto a fatores internos venezuelanos, influenciam os padrões de mobilidade que cruzam para o Brasil.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Redes Sociais

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EUA e China travam ‘guerra silenciosa’ no espaço com manobras de satélites

Os Estados Unidos e a China protagonizam uma disputa discreta, porém estratégica, no espaço. Satélites operados pelos dois países vêm realizando manobras arriscadas em órbita, principalmente na região geoestacionária, a cerca de 35 mil quilômetros da Terra. Autoridades militares classificam o cenário como uma espécie de “combate aéreo no espaço”, reflexo direto do agravamento das tensões geopolíticas.

Analistas de defesa apontam que as espaçonaves se aproximam de forma deliberada, ajustando velocidade, trajetória e posição orbital para obter vantagens estratégicas. Essas ações fogem ao padrão tradicional de órbitas estáveis e previsíveis.

Manobras estratégicas e episódios sob sigilo
Um dos casos mais citados ocorreu em 2022, quando o satélite americano USA 270 se aproximou de dois equipamentos chineses recém-lançados. Durante a operação, um dos satélites da China reduziu a velocidade e alterou sua posição, o que obrigou operadores dos EUA a recalcular a rota.

O episódio nunca foi oficialmente confirmado nem por Washington nem por Pequim, mas reforçou alertas sobre o uso tático de satélites como instrumentos de pressão e vigilância.

Militarização crescente da órbita terrestre
Essas ações passaram a ser tratadas por especialistas como militarização do espaço. Diferentemente das gerações anteriores, os novos satélites são projetados para manobrar com agilidade, permanecer próximos a outros equipamentos por longos períodos e executar missões complexas.

Segundo especialistas, o principal objetivo dessas aproximações é a coleta de inteligência, que pode incluir fotografar componentes, identificar sistemas internos, monitorar sinais eletrônicos e, em situações extremas, interferir em comunicações estratégicas.

Riscos de colisão e instabilidade orbital
No ambiente espacial, até distâncias aparentemente seguras representam risco. Uma separação de 16 quilômetros, por exemplo, é considerada crítica, já que os objetos se deslocam a cerca de 28 mil km/h. Qualquer falha de cálculo pode resultar em colisões, com efeitos imprevisíveis para satélites civis, militares e sistemas globais de comunicação.

Clinton Clark, da empresa ExoAnalytic Solutions, avalia que os satélites não foram originalmente concebidos para cenários de confronto. Segundo ele, essa realidade está mudando rapidamente com o avanço de capacidades ofensivas e defensivas em órbita.

Visão dos Estados Unidos sobre a ameaça chinesa
Para o general Stephen Whiting, comandante do Comando Espacial dos EUA, as manobras chinesas indicam a busca por vantagem estratégica em um eventual conflito. Ele afirma que os Estados Unidos trabalham para preservar a liderança tecnológica e garantir capacidade de defesa no espaço.

Posição da China e impacto global
A China nega intenções militares. Em nota divulgada por sua embaixada em Washington, o governo chinês afirma estar comprometido com o uso pacífico do espaço sideral. Apesar disso, o país vem ampliando lançamentos e fortalecendo sua presença na órbita geoestacionária, considerada estratégica para comunicações e sistemas de alerta de mísseis.

A disputa espacial não se restringe a EUA e China. Autoridades da Alemanha já relataram aproximações de satélites russos a equipamentos usados por suas Forças Armadas, indicando que o espaço se consolida como um novo e sensível campo de disputa geopolítica.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Internacional

EUA congelam vistos de imigrantes do Brasil e de outros países para evitar custo aos cofres públicos

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil informou, por meio de nota oficial, que o congelamento da emissão de novos vistos de imigrante para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil, tem como objetivo evitar que novos imigrantes se tornem um fardo financeiro para os americanos. A medida foi anunciada na quarta-feira (14), entra em vigor no próximo dia 21 e não tem prazo definido para terminar.

Segundo o comunicado, a decisão faz parte de uma diretriz do governo norte-americano voltada a restringir a entrada de pessoas que, de acordo com a avaliação das autoridades, recorrem de forma excessiva a programas de assistência social financiados por contribuintes dos EUA.

Critério envolve uso de programas sociais

De acordo com a embaixada, os países incluídos na lista são aqueles cujos migrantes apresentam índices considerados elevados de utilização de benefícios sociais. O texto destaca que a administração norte-americana pretende assegurar que a “generosidade do povo americano não seja abusada”.

“A Administração Trump sempre colocará os Estados Unidos em primeiro lugar”, afirma a nota, ao justificar a adoção da política.

Revisão de políticas migratórias

O governo dos EUA informou ainda que o Departamento de Estado realizará uma revisão completa das políticas, regulamentos e diretrizes migratórias. O objetivo é garantir que imigrantes oriundos de países classificados como de “alto risco” sejam financeiramente autossuficientes e não dependam de benefícios públicos nem se tornem um encargo ao sistema social do país.

Lista inclui Brasil e outros 74 países

Além do Brasil, a suspensão atinge países da América Latina, África, Ásia, Europa Oriental e Oriente Médio. Entre eles estão Colômbia, Cuba, Haiti, Rússia, Nigéria, Irã, Iraque, Afeganistão, Uruguai, Jamaica, Senegal e Síria, entre outros.

Medida não afeta vistos de turismo

A embaixada esclareceu que nenhum visto de imigrante já emitido foi revogado como parte da diretriz. Também ressaltou que a suspensão não se aplica a vistos de turismo, que se enquadram na categoria de vistos de não imigrante.

“Esta suspensão é especificamente para solicitantes de visto de imigrante. Vistos de turismo são vistos de não imigrante”, reforça o comunicado oficial.

Copa do Mundo não deve ser impactada

Em 2026, os Estados Unidos sediarão a Copa do Mundo em conjunto com Canadá e México. Segundo o governo norte-americano, a medida não deve afetar turistas, trabalhadores temporários ou profissionais envolvidos no evento.

A expectativa é de que a final do torneio seja realizada no MetLife Stadium, em Nova York, no dia 19 de julho, sem impactos na entrada de visitantes de curto prazo.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Leah Millis

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Internacional

EUA suspendem processamento de vistos para 75 países, diz Departamento de Estado

O governo dos Estados Unidos decidiu suspender temporariamente o processamento de vistos para cidadãos de 75 países, segundo informou um porta-voz do Departamento de Estado nesta quarta-feira. A decisão foi revelada inicialmente pela imprensa norte-americana, com base em um memorando interno da pasta.

De acordo com as informações divulgadas, a paralisação deve entrar em vigor a partir de 21 de janeiro, sem prazo definido para retomada.

Embaixadas foram orientadas a negar vistos durante reavaliação

O memorando determina que embaixadas e consulados dos EUA passem a recusar pedidos de visto com base na legislação vigente, enquanto o Departamento de Estado realiza uma reavaliação de seus procedimentos migratórios. Até o momento, o governo não detalhou os critérios dessa revisão nem estabeleceu um cronograma.

Entre os países afetados pela medida estão Brasil, Rússia, Irã, Afeganistão, Somália, Nigéria e Tailândia, segundo o relatório citado.

Suspensão ocorre em meio a endurecimento da política migratória

A decisão se insere no contexto de um endurecimento da política de imigração adotado pelo presidente republicano Donald Trump desde o início de seu mandato. O governo tem promovido uma série de ações voltadas ao controle migratório e à restrição de entradas no país.

Em novembro, Trump declarou a intenção de “pausar permanentemente” a migração de países classificados por ele como “nações do Terceiro Mundo”, após um ataque a tiros próximo à Casa Branca. O episódio envolveu um cidadão afegão e resultou na morte de um integrante da Guarda Nacional.

Falta de detalhes gera incerteza entre solicitantes

Até o momento, o Departamento de Estado não esclareceu se a suspensão afetará todos os tipos de vistos ou apenas determinadas categorias, como turismo, estudo ou trabalho. A ausência de informações oficiais amplia a incerteza entre solicitantes e governos dos países atingidos.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Annabelle Gordon

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UE aprova acordo comercial com o Mercosul apesar da resistência da França

A União Europeia autorizou nesta sexta-feira (9) o avanço do acordo comercial entre UE e Mercosul, encerrando um impasse que se arrastava há mais de 25 anos. A decisão foi tomada durante reunião de embaixadores em Bruxelas, com apoio da maioria dos 27 países do bloco, mesmo diante da oposição liderada pela França, segundo fontes diplomáticas ouvidas pela AFP.

Com o sinal verde, o pacto deve ser oficialmente assinado na próxima semana, no Paraguai, abrindo caminho para uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

Impacto econômico e estratégico do acordo UE-Mercosul

A Comissão Europeia considera o tratado fundamental para estimular exportações, fortalecer a economia do continente e ampliar laços diplomáticos em um cenário global marcado por incertezas. O acordo aproxima a UE de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, criando um mercado integrado de mais de 700 milhões de consumidores.

Segundo estimativas do bloco, a eliminação de tarifas sobre mais de 90% dos produtos comercializados deve gerar uma economia anual de cerca de € 4 bilhões em taxas alfandegárias para empresas europeias, além de impulsionar setores como automóveis, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas.

França lidera oposição, mas não consegue barrar o pacto

Apesar do apoio majoritário, o acordo enfrentou resistência interna. A França articulou uma tentativa de bloqueio, alegando que o tratado ameaça o setor agrícola europeu ao permitir maior entrada de produtos agrícolas sul-americanos mais baratos, como carne, açúcar, arroz, mel, soja e derivados.

Irlanda, Polônia e Hungria também votaram contra, mas a adesão de países como Itália, que havia pedido adiamento no fim de 2024, garantiu a aprovação final.

Maior acordo de livre comércio já negociado pela UE

O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, classificou o tratado como o maior acordo de livre comércio já negociado pela União Europeia e destacou seu caráter estratégico. Países como Alemanha e Espanha defenderam o pacto, enxergando nele uma oportunidade de fortalecer suas indústrias diante da concorrência chinesa e das tarifas impostas pelos Estados Unidos.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou anteriormente que o acordo representa um sinal claro em defesa do multilateralismo e do fortalecimento das relações internacionais em um ambiente global cada vez mais competitivo.

Garantias ao setor agrícola e criação de fundo de crise

Para reduzir a resistência de agricultores europeus, a Comissão Europeia anunciou medidas compensatórias. Entre elas, a criação de um fundo de crise de € 6,3 bilhões e mecanismos de salvaguarda que permitem suspender tarifas preferenciais caso haja aumento excessivo de importações agrícolas.

Além disso, o acordo prevê a proteção de mais de 340 produtos europeus com indicação geográfica, como o champanhe francês e o feta grego, impedindo o uso indevido de nomes tradicionais no mercado sul-americano.

Protestos de agricultores marcam véspera da aprovação

Mesmo com as garantias, o anúncio do aval provocou protestos. Agricultores franceses ocuparam Paris com tratores, enquanto produtores belgas bloquearam rodovias em diversas regiões. Representantes do setor afirmam que há um clima de forte insatisfação e temor quanto aos impactos do acordo sobre a agricultura local.

FONTE: Le Monde
TEXTO: Redação
IMAGEM: FREDERICK FLORIN / AFP

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Retrospectiva 2025: Santa Catarina entra no clube do milhão na aviação internacional

O setor aéreo catarinense ingressou em 2025 num seleto grupo em que apenas membros com um excelente desempenho podem fazer parte: o grupo dos estados com mais de 1 milhão de passageiros internacionais. A marca foi atingida no mês de outubro e dessa forma Santa Catarina passou a ser um dos únicos três estados do país (junto com São Paulo e Rio de Janeiro) com esse desempenho. Até este final de ano, as projeções indicam que o Floripa Airport deve alcançar 1,2 milhão de passageiros, um crescimento que chega a 580% se comparado a 2022, ano de recuperação do pós-pandemia.

“A gestão privada competente nos aeroportos de Santa Catarina, aliada agora a uma política pública sólida por parte do estado, encurtou a distância de Santa Catarina com o mundo. Nos enche de orgulho poder dizer que já somos o terceiro maior destino internacional do Brasil”, afirma Beto Martins, secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de SC (SPAF).

Os números foram consolidados após uma excelente temporada de verão, com um número recorde de 211,6 mil passageiros internacionais só no mês de janeiro. Neste mês também foram registrados outros dois recordes. Em 19 de janeiro, o aeroporto de Florianópolis teve o maior movimento da história, com 20,4 mil passageiros e em 25 de janeiro, recorde de decolagens de voos internacionais em um único dia, com 32 decolagens.

Mas se o desempenho internacional chamou a atenção, o governador Jorginho Mello, não esqueceu das questões internas, buscando inovar e dar exemplo ao país. Ao longo do ano foi instituído o GT da Aviação Regional, que preparou as bases para a elaboração do Programa VOA + SC. Após aprovação da Assembleia Legislativa, a expectativa é que entre em operação ainda em 2026, conectando os aeroportos locais e regionais do interior do Estado com a capital Florianópolis, e conexões com todo o país e mundo.

Os investimentos realizados pela SPAF nestes aeroportos regionais ultrapassaram mais de R$ 54 milhões. Ao longo de 2025 foram anunciados recursos para os aeroportos de Blumenau, Caçador, Concórdia, Correia Pinto, Dionísio Cerqueira, Forquilhinha, Lages, Pinhalzinho, Rio do Sul/Lontras, Rio Negrinho, São Joaquim, São Miguel do Oeste, Três Barras, Videira e Xanxerê.

O governador e a SPAF também atuaram na vinda da GOL para o Aeroporto de Correia Pinto e ampliação da LATAM no Aeroporto de Jaguaruna, que em 2025 foi entregue oficialmente para a iniciativa privada, na primeira Parceria Público-Privada (PPP) da história do Estado, garantido mais de R$ 70 milhões de investimentos nos próximos 30 anos.

Portos

No setor portuário, o Governo de Santa Catarina liderou outra ação inovadora, com uma PPP, com R$ 324 milhões de investimentos, para a dragagem e o aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga. O governador Jorginho Mello participou da assinatura do contrato entre os portos de São Francisco do Sul e Itapoá. A proposta foi caracterizada por dois aspectos inéditos e inovadores. Pela primeira vez no Brasil, um porto público firmou parceria com um porto privado para a realização de uma obra desta natureza. Além disso, parte dos sedimentos retirados do mar estão sendo destinados ao engordamento da praia, em Itapoá.

Ferrovias

Outro movimento inédito marcou o setor ferroviário em 2025. Os governadores dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul assinaram uma Carta Manifesto, em defesa da infraestrutura ferroviária da Região Sul e da retomada do protagonismo logístico no contexto do desenvolvimento nacional. Os governadores também criaram uma Comissão Interestadual para Assuntos Ferroviários da Malha Sul, com o objetivo de representar, de forma integrada, os interesses dos quatro estados nas discussões sobre os projetos ferroviários que atravessam seus territórios, especialmente no tocante à Malha Sul.

Nesta área, a SPAF também apresentou a Lei de Ferrovias, a primeira da história de SC, que criou o Sistema Ferroviário de Santa Catarina, dando legitimidade para o Governo do Estado tratar o tema, como poder conceder trechos à iniciativa privada, por exemplo.

Aquaviário

No ano de 2025 a SPAF teve ainda suas atribuições ampliadas, absorvendo em sua estrutura a Gerência de Transportes Aquaviários, que antes estava na Secretaria de Infraestrutura. Em pouco tempo de atuação, a SPAF publicou o Termo de Compromisso (TC) que regulamenta serviços públicos de transporte aquaviário intermunicipal de passageiros no Rio Itajaí–Açu, entre os municípios de de Itajaí e Navegantes, o mais movimentado do Estado. A secretaria também passou a discutir com os municípios investimentos em estruturas de travessias intermunicipais.

“Tivemos mais um ano de muitas realizações e entregas, com toda a equipe da secretaria trabalhando para cumprir o plano de governo do governador Jorginho Mello, e indo além, criando oportunidades e soluções que surgiram a partir do diálogo com a sociedade, como foi o caso do Programa VOA + SC. Fechamos bem 2025, mas 2026 promete ainda mais”, conclui o secretário Beto Martins.

FONTE: Secretaria de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonatã Rocha/Roberto Zacarias/Ricardo Wolffwnbüttel/Arquivo/Secom GOVSC

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