Importação

Novas normas da ANTAQ e Receita Federal trazem impacto direto às operações de importação

Mudanças recentes aumentam responsabilidade logística e abrem oportunidades para importadores

Duas medidas recentes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e da Receita Federal do Brasil (RFB) movimentam o setor de comércio exterior com impacto direto na operação de importadores e operadores logísticos, trazendo maior governança e oportunidades de redução de custos.

A ANTAQ publicou o Acórdão nº 521/2025, redefinindo a cobrança de sobrestadia (demurrage) de contêineres. Agora, a responsabilidade pelo pagamento recai sobre o transportador, terminal ou depósito, caso o atraso não seja culpa do importador. A contagem de dias de sobrestadia também pode ser suspensa em situações específicas, garantindo mais segurança jurídica e previsibilidade para as operações.

“Essa decisão da ANTAQ representa um avanço importante para a segurança jurídica do importador brasileiro.” – Jackson Campos, Diretor de Relações Institucionais da AGL Cargo

Já a Receita Federal, por meio do Comunicado Importação nº 074/2025, excluiu cerca de 70% dos atributos opcionais do Catálogo de Produtos do Portal Único Siscomex, simplificando o preenchimento fiscal, mas exigindo que as empresas revisitem seus cadastros para garantir dados estruturados corretamente.

“O risco logístico precisa ser compartilhado entre prestadores e importadores, e a Receita está reduzindo a complexidade para incentivar a regularidade.” – Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex

O controle detalhado e a visibilidade operacional passam a ser diferenciais essenciais para garantir o correto cumprimento das novas diretrizes. Ferramentas como a plataforma LogOs, da Logcomex, oferecem monitoramento em tempo real, registro detalhado de eventos e alertas automáticos, permitindo aos importadores antecipar riscos e evitar cobranças indevidas.

Essas mudanças sinalizam não só ajustes regulatórios, mas uma evolução na profissionalização das operações de comércio exterior no Brasil, abrindo espaço para maior eficiência e competitividade no mercado.

Fonte: Portogente

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Comércio Exterior, Importação, Informação, Terminais de Cargas

Barra do Rio consolida excelência na recepção de veículos de luxo importados

O Terminal Portuário Barra do Rio, em Itajaí (SC), acaba de protagonizar uma operação de alto padrão que movimentou o mercado automotivo premium no Brasil. Três veículos de luxo desembarcaram com exclusividade no terminal, evidenciando a expertise da estrutura portuária na recepção de cargas especiais e de alto valor agregado.

A operação envolveu a chegada de dois Cadillacs Escalade — nas versões Sport e Premium Curta — e uma raríssima Mercedes-Benz GLS 600 Maybach, modelo com apenas três unidades em circulação no país. O desembarque foi realizado em parceria com as empresas Autoimports, Allog Group e Capital Trade, e reforça o papel estratégico do terminal no atendimento personalizado a operações sensíveis e sofisticadas.

Com estrutura moderna, localização privilegiada e equipe especializada, a Barra do Rio tem se consolidado como referência nacional na logística de veículos de luxo. A operação exigiu alto nível de precisão, segurança e planejamento, atributos que já são marcas registradas do terminal, reconhecido por oferecer soluções integradas para diferentes perfis de carga.

Entre os veículos recebidos, o destaque vai para a Mercedes-Maybach GLS 600, considerada uma verdadeira obra-prima sobre rodas. Com motor V8 biturbo de 557 cv, o SUV oferece assentos com reclinação total, sistema de massagem, resfriamento, aquecimento, isolamento acústico completo e sistema de som 3D de última geração. Já os modelos Escalade, ícones do luxo americano, impressionam pela imponência, tecnologia embarcada e acabamento refinado.

Receber supermáquinas desse porte não é apenas uma operação logística — é um reflexo da confiança depositada por grandes players internacionais na qualidade dos serviços oferecidos pela Barra do Rio. Mais do que movimentar cargas, o terminal Barra do Rio entrega valor e cuidado em cada etapa da operação.

Com expertise em cargas gerais, armazenagem e operações alfandegadas, o Terminal Barra do Rio reforça seu protagonismo em receber cargas premium e customizadas. E, ao ampliar sua atuação em nichos de alto padrão, contribui para posicionar Itajaí como um hub logístico versátil, moderno e preparado para o futuro.

TEXTO: REDAÇÃO

FOTOS: DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Importação, Industria

China reforça parceria com o Brasil e destaca importação do açaí

Em meio ao aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, a China voltou a demonstrar, publicamente, seu interesse em importar produtos brasileiros. O destaque mais recente foi uma postagem feita nesta quarta-feira (7) pela embaixada chinesa no Brasil, que promoveu o açaí como um dos produtos mais populares entre os consumidores chineses e símbolo do comércio entre os dois países.

A informação foi publicada pelo jornal O Globo, que destacou a iniciativa como parte da estratégia chinesa de estreitar os laços com o Brasil em um momento de tensões entre Brasília e Washington. Na publicação, feita na plataforma X (antigo Twitter), a embaixada chinesa afirma: “O Brasil é o maior exportador de açaí do mundo. O sabor único e os benefícios à saúde fazem dele um dos produtos mais populares entre os consumidores chineses”. A postagem foi acompanhada por imagens do fruto e emojis de corações.

O gesto é interpretado como um aceno diplomático e comercial diante das recentes medidas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos, que elevaram tarifas sobre diversas exportações brasileiras, incluindo carne, café e suco de laranja. A atitude de Pequim reforça a disposição da China em ampliar sua presença no mercado brasileiro e fortalecer o fluxo bilateral de comércio.

A sinalização é clara: enquanto os Estados Unidos fecham portas, a China amplia oportunidades. A recente aprovação de 183 empresas brasileiras para exportar café ao mercado chinês, válida por cinco anos, e a promoção de itens como o açaí, fazem parte de um conjunto de iniciativas que visam consolidar o Brasil como fornecedor estratégico em tempos de reconfiguração do comércio global.

Fonte: Brasil247

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Comércio Exterior, Evento, Eventos, Exportação, Importação, Logística

Connect Exclusive fortalece conexões empresariais e apresenta resultados da Intermodal 2025

O Connect Exclusive é um encontro exclusivo e estratégico, promovido trimestralmente pelo RêConecta News, com o objetivo de reunir empresários, gestores e tomadores de decisão em um ambiente propício à conexão e geração de valor. Mais do que um evento social, o Connect é um espaço para fortalecer relacionamentos, compartilhar experiências e criar oportunidades reais de negócio entre profissionais que lideram suas organizações. A edição mais recente aconteceu no espaço gourmet do Absolute Business, no dia 31 de julho, e contou com uma programação voltada ao networking de alto nível, além da apresentação dos resultados da participação do RêConecta na Intermodal South America 2025 e o lançamento do projeto para a edição de 2026.

A Intermodal, uma das maiores feiras do setor logístico da América Latina, foi realizada em abril e atraiu mais de 49 mil visitantes. O estande do RêConecta News recebeu cerca de 3.500 visitantes qualificados, consolidando-se como um ponto de destaque dentro do evento. No formato compartilhado, o estande apresentou mercadologicamente 10 empresas, que tiveram oportunidade de fortalecer sua presença no setor, fazer networking e negócios.

Um dado relevante apresentado pela CEO do RêConecta News, Renata Palmeira, foi o perfil dos leads gerados: mais da metade (53%) eram gestores, gerentes, coordenadores, ou líderes, ou seja, profissionais com poder de decisão, provenientes majoritariamente de segmentos como agenciamento de carga, importação, despacho aduaneiro e tradings. “Esses números reforçam que estamos conectando as pessoas certas. Atrair um público com alto poder de decisão mostra que o RêConecta está no caminho certo ao promover conexões que realmente geram negócios”, destacou Renata.

Projetos para 2026

Durante o encontro, os participantes puderam conferir de perto os indicadores alcançados na feira e conhecer em primeira mão o projeto da Intermodal 2026, que já está em fase de desenvolvimento e promete ampliar ainda mais a visibilidade de empresas que desejam se posicionar estrategicamente no setor. “A Intermodal 2026 será uma edição histórica, que marca os 30 anos da feira, e estamos preparando um projeto à altura desse marco. Será uma oportunidade única para as empresas ganharem ainda mais visibilidade e fortalecerem seu posicionamento no mercado logístico e de comércio exterior”, afirmou Renata Palmeira, CEO do RêConecta News. Além da Intermodal, os convidados puderam conhecer em primeira mão novos projetos do RêConecta para o próximo ano.

Mais do que um evento de networking, o Connect Exclusive se consolida como um espaço para conexões estratégicas e oportunidades reais de negócios, reunindo líderes que buscam crescer de forma colaborativa e sustentável no mercado de comércio exterior e logística.

Confira aqui as fotos do evento:

https://drive.google.com/drive/folders/1KLWzBfqSmwgsBR23RabgnOkwhADe_GQY

Quem esteve na Intermodal 2025

ADVANCED: Com mais de 20 anos de experiência, a Advanced é referência em câmbio internacional e soluções personalizadas, baseadas nas movimentações atualizadas do mercado internacional.

AMALOG: Especializados em operações multimodais, facilidade, previsibilidade e economia imediata para o seu negócio, a AMALOG combina tecnologia avançada e serviços customizados para os seus processo logísticos para cargas fracionadas.

BLUE ROUTE: A Blue Route é uma empresa especializada em tecnologia para o comércio exterior, oferecendo soluções que proporcionam maior produtividade, gerenciamento de riscos e uma jornada eficiente. A Blue Route tem a mais completa plataforma para gestão do catálogo de produtos, presente em importadores dos mais diversos segmentos e em diversos prestadores de serviço do Comércio Exterior.

BWIN TECH: Com mais de 20 anos de experiência, a BWIN TECH é uma corretora de seguros referência no mercado nacional e internacional, especializada em oferecer soluções personalizadas para o seu negócio em transporte, Property, Frota, Impo&Expo e gestão de riscos.

EMASFI GROUP: Com presença global em mais de 50 países, a EMASFI viabiliza soluções integradas e adaptadas às necessidades das empresas, com expertise em contabilidade, recuperação tributária e soluções fiscais, além de auditoria e banco digital para empresas do setor.

FRACTAL INTELIGENT SECURITY: A Fractal é pioneira no desenvolvimento de lacres passivos de uso único e descartáveis. Aliando consultoria especializada e tecnologia para criar protocolos personalizados e garantir a integridade da carga com rastreabilidade da origem ao destino.

GH SOLUCIONADOR LOGÍSTICO: A GH é a parceira ideal para soluções logísticas completas e personalizadas, facilitando a logística para impulsionar negócios em direção aos seus objetivos, conectando mercados, indústrias e pessoas de maneira significativa.

NAC BANK: O NAC é pioneiro quando se trata de Banco do Importador, com uma ampla gama de soluções financeiras que superam as ofertas tradicionais.

PROCESS CERTIFICAÇÕES: Com mais de 10 anos de experiência, a PROCESS CERTIFICAÇÕES combina inteligência regulatória e uma equipe altamente qualificada para conduzir, com estratégia e segurança, os registros, licenças e certificações junto aos principais órgãos reguladores, como INMETRO, ANVISA, ANATEL, IBAMA e MAPA.

UNIA COMEX: Oferece soluções completas que facilitam e impulsionam os negócios, a UNIA disponibiliza um serviço integrado que abrange desde o desembaraço aduaneiro até o transporte internacional, com dedicação e precisão. É especializada e premiada no setor de fármacos.

TEXTO: REDAÇÃO

FOTOS: GIOVANA SANTOS

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Comércio Exterior, Importação, Mercado Internacional

Com queda acentuada nas importações, déficit comercial dos EUA cai a US$ 60,2 bi em junho

déficit comercial dos Estados Unidos diminuiu em junho devido a uma queda acentuada nas importações de bens de consumo, na mais recente evidência das marcas que o presidente Donald Trump está causando no comércio global com a imposição de tarifas sobre produtos importados.

O déficit comercial geral diminuiu 16,0% em junho, para US$60,2 bilhões, informou o Departamento de Comércio nesta terça-feira. Dias depois de informar que o déficit comercial de mercadorias caiu 10,8%, atingindo o valor mais baixo desde setembro de 2023, o governo disse que o déficit total, incluindo serviços, também foi o mais baixo desde setembro de 2023.

As exportações de bens e serviços totalizaram US$277,3 bilhões, abaixo dos mais de US$278 bilhões em maio, enquanto as importações totais foram de US$337,5 bilhões, contra US$ 350,3 bilhões em maio.

A diminuição do déficit comercial contribuiu fortemente para a recuperação do Produto Interno Bruto dos EUA durante o segundo trimestre, relatado na semana passada, revertendo as perdas do primeiro trimestre, quando as importações aumentaram à medida que os consumidores e as empresas anteciparam as compras para superar a imposição das tarifas por Trump.

A economia expandiu no segundo trimestre a uma taxa anualizada de 3,0% depois de contrair 0,5% nos primeiros três meses do ano, mas o número mascarou indicações subjacentes de que a atividade está enfraquecendo.

Trump emitiu na semana passada, antes do prazo autoimposto de 1º de agosto, uma enxurrada de avisos informando dezenas de parceiros comerciais sobre os impostos de importação mais altos a serem adotados sobre suas exportações de mercadorias para os EUA.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Importação

Com ICMS maior, leite importado perde espaço e produção catarinense cresce 26%

Prorrogação da suspensão dos incentivos fiscais até julho de 2026 fortalece a indústria local e valoriza o trabalho dos produtores de leite de Santa Catarina

Foi prorrogado por mais 12 meses a suspensão dos incentivos fiscais voltados à importação de leite e derivados em Santa Catarina. O decreto foi assinado pelo governador Jorginho Mello (PL), na quarta-feira (30) e busca assegurar a competitividade da cadeia produtiva no estado.

A prorrogação é válida até 31 de julho de 2026. Com isso, as alíquotas das importações do leite e produtos lácteos continuarão com pagamento integral do ICMS variando entre 7% a 17%, a depender da mercadoria.

Conforme informações do governo, antes da suspensão, devido ao benefício fiscal, a carga tributária sobre essas operações fosse de apenas 1,4%. Isso favorecia a entrada de produtos estrangeiros a preços mais baixos.

“Quem trabalha no campo merece respeito e apoio do governo. A gente sabe o quanto é difícil acordar cedo, enfrentar sol, chuva e ainda competir com o produto que vem de fora. Essa medida é para proteger o nosso leite e garantir que o esforço dos nossos produtores tenha valor e mercado justo aqui em Santa Catarina”, destacou o governador.

A decisão corrige um desequilíbrio de mercado que prejudicava produtores catarinenses diante da concorrência da Argentina e Uruguai, por exemplo. Um dos exemplos críticos era o leite em pó integral. A importação catarinense cresceu 249% nos dois anos antes do decreto estadual.

A suspensão reflete positivamente na indústria catarinense. Indicadores da SEF (Secretaria de Estado da Fazenda) revelam que o volume de importações de leite e derivados caiu quase 75% no primeiro semestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024. A redução foi de R$ 512,5 milhões para R$ 135,2 milhões.

Em contrapartida, a produção leiteira em Santa Catarina aumentou em 26% no mesmo período. Com isso, subiu de R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre do ano passado para R$ 6,8 bilhões nos primeiros seis meses de 2025.

Segundo o secretário da Fazenda, Cleverson Siewert os números confirmam que a suspensão dos incentivos fiscais para a importação teve efeito.

“Reduzimos expressivamente a entrada de leite importado e, ao mesmo tempo, impulsionamos a produção local. Essa é uma resposta concreta a um pleito antigo dos produtores de leite catarinenses, que vinham enfrentando dificuldades para competir com o excesso de subsídios governamentais concedidos pelos países exportadores”, observou.

Incentivo ao produtor

O governo do estado ainda garantiu incentivos fiscais à agroindústria do leite catarinense por meio do programa Leite Bom aprovado na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) em agosto do ano passado.

A indústria passou a contar com benefícios semelhantes aos praticados nos estados vizinhos do Paraná e Rio Grande do Sul, elevando o equilíbrio competitivo.

Entre os benefícios está a garantia de crédito presumido para o leite UHT, queijos e derivados que tiveram um impacto financeiro de R$ 150 milhões em três anos, sendo R$ 75 milhões no primeiro ano, R$ 50 milhões, no segundo ano, e R$ 25 milhões, no terceiro.

Mais de 100 empresas são beneficiadas e, consequentemente, cerca de 7,3 mil funcionários.

Cadeia produtiva do leite

A indústria leiteira é considerada a terceira maior cadeia produtiva do estado. Conta com 80 mil produtores, que fazem de Santa Catarina o 4º maior produtor de leite do país (com 3,2 bilhões de litros por ano), atrás apenas de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini ressaltou que o programa fortalece toda a cadeia produtiva do leite. Segundo ele, é mais uma demonstração concreta do compromisso do nosso Estado com a bovinocultura leiteira.

“Somos o quarto maior produtor de leite do país, e com esses investimentos criamos condições para que o produtor possa investir na propriedade, aumentar sua renda e continuar no campo. Ao mesmo tempo, estimulamos o crescimento e a competitividade da indústria leiteira”, acrescentou.

Fonte: ND+

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Importação

Quais são os 10 produtos que o Brasil mais importa? Confira o ranking

Importações para o Brasil somaram US$ 135,78 bilhões no primeiro semestre deste ano, com destaque para a indústria de transformação, que chegou a S$ 125,66 bilhões

O grupo de itens que o Brasil mais importou de outros países no primeiro semestre deste ano foi o de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, seguido por adubos ou fertilizantes químicos e motores e máquinas não elétricos e suas partes.

As importações do País somaram US$ 135,78 bilhões no período, o que representa um crescimento de 8,3% em comparação com o mesmo intervalo do ano passado. Já as exportações tiveram uma queda de 0,7% e totalizaram US$ 165,87 bilhões, o que resultou em um superávit de US$ 30,09 bilhões na balança comercial. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Os dois setores que registraram crescimento nas importações nos primeiros seis meses de 2025 foram a agropecuária, que somou US$ 3,24 bilhões, com alta de 11,6%, e a indústria de transformação, que alcançou US$ 125,66 bilhões, com avanço de 10,9%. A indústria extrativa, no entanto, teve uma queda de 28,2% e chegou a US$ 6,01 bilhões.

Entre os itens mais importados para o Brasil na agropecuária, o cacau em bruto ou torrado foi o que registrou a maior alta no primeiro semestre deste ano, com crescimento de 314,2%. Por outro lado, os produtos hortícolas, frescos ou refrigerados tiveram redução de 16,8%.

Na indústria extrativa, o destaque positivo entre os itens mais comprados de outros países foram outros minerais em bruto, com alta de 1,31%. Já o gás natural, liquefeito ou não, teve uma retração de 35%.

A compra de motores e máquinas não elétricos e suas partes teve um crescimento de 31,1% na indústria da transformação, enquanto a importação de válvulas e tubos termiônicas (de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos e transistores) caiu 17,7% nos primeiros seis meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2024.

Quais os produtos que o Brasil mais importa?

Apesar de ter tido uma queda de 10,5% em relação aos números registrados no ano passado, os óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos lideram a lista das importações para o Brasil nos primeiros seis meses deste ano, somando US$ 6,98 bilhões. O segundo lugar é dos adubos ou fertilizantes químicos, que tiveram alta de 19,2% e somaram US$ 6,4 bilhões, seguidos pelos motores e máquinas não elétricos e suas partes, com crescimento de 31,1% e total de US$ 5,09 bilhões.

Veja o ranking dos 10 produtos que o Brasil mais importa

Os valores se referem ao primeiro semestre deste ano e o comparativo de alta ou redução está relacionado ao mesmo período no ano passado.

  1. Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) – US$ 6,98 bilhões, queda de 10,5%
  2. Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) – US$ 6,4 bilhões alta de 19,2%
  3. Motores e máquinas não elétricos e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) – US$ 5,09, alta de 31,1%
  4. Partes e acessórios dos veículos automotivos – US$ 4,44 bilhões, alta de 16,2%
  5. Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários – US$ 4,34 bilhões, alta de 10,3%
  6. Veículos automóveis de passageiros – US$ 4,12 bilhões, queda de 17%
  7. Válvulas e tubos termiônicas (de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos e transistores) – US$ 3,85 bilhões, queda de 17,7%
  8. Compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais e sulfonamidas – US$ 3,71 bilhões, alta de 27,6%
  9. Outros medicamentos, incluindo veterinários – US$ 3,63 bilhões, alta de 22,5%
  10. Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus – US$ 3,31 bilhões, queda de 30%

Fonte: Estadão

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Comércio Exterior, Importação, Informação, Negócios

Importações disparam e puxam a retomada industrial: por que o crédito é essencial neste cenário

Brasil registra alta de 73% nas importações entre 2020 e 2025 e confirma tendência de reindustrialização. Para empresas que atuam no comércio exterior, acesso a crédito rápido e estratégico virou fator decisivo.

O primeiro semestre de 2025 confirma uma trajetória de aceleração nas importações brasileiras, com um crescimento acumulado de 73% no valor FOB desde 2020. O país importou mais de US$ 135 bilhões apenas nos primeiros seis meses do ano, o maior volume da série histórica. O avanço expressivo é mais do que um dado econômico: é o reflexo de um movimento coordenado de retomada industrial, investimentos em infraestrutura e reestruturação de cadeias produtivas.

Esse impulso, no entanto, tem um custo: à medida que empresas precisam importar mais insumos, peças, máquinas e produtos acabados para sustentar sua produção, o acesso a capital de giro e financiamento externo se torna determinante para não perder o timing da oportunidade.

Indústria e reindustrialização aceleram demanda por importações

O relatório Panorama Estratégico das Importações Brasileiras (2020–2025), elaborado pela equipe de inteligência da NAC Bank, revela que o salto nas importações não é homogêneo. Segmentos estratégicos, como energia offshore, aviação, automotivo e farmacêutico puxam a fila. Só a importação de plataformas de perfuração, por exemplo, cresceu 1.277% frente ao mesmo período do ano anterior. Já as partes de turbinas e motores aeronáuticos subiram 31%, e medicamentos preparados registraram alta de 22,5%.

“Esses números indicam um reposicionamento da economia. As empresas estão se reestruturando, buscando modernização e respondendo a uma demanda interna mais sofisticada. Isso exige insumos de alto valor agregado, que em boa parte vêm de fora”, explica a análise do documento.

A China segue como o principal parceiro comercial, com aumento de 22% nas exportações ao Brasil, seguida pelos Estados Unidos e Alemanha. O Brasil, portanto, importa mais — e importa melhor.

O desafio: financiar o crescimento com agilidade

Se por um lado o cenário é promissor, por outro ele exige decisões rápidas e acesso desburocratizado a capital. É aqui que entra a atuação de instituições como a NAC Bank, a primeira fintech brasileira especializada exclusivamente em crédito para comércio exterior.

A NAC oferece soluções desenhadas sob medida para quem importa. Entre os destaques:

  • Cargo Equity: linha de capital de giro com lastro logístico, em reais e sem IOF.
  • Pagamento Antecipado ao Exportador: financia o fornecedor antes mesmo do embarque.
  • NAC Machines: crédito para aquisição de máquinas e equipamentos diretamente na origem.
  • NAC Abroad: estrutura em moeda estrangeira com taxas competitivas.

“Hoje, ter um parceiro financeiro especializado não é mais diferencial. É questão de sobrevivência e competitividade. O importador precisa estar pronto para fechar negócios, muitas vezes em poucas horas, e não pode esperar pela morosidade bancária tradicional”, afirma a equipe da NAC.

O que esperar do segundo semestre

Com o real relativamente estável, sinais de reativação industrial e aumento na demanda por tecnologia e energia, a tendência é de manutenção do ritmo elevado de importações no segundo semestre de 2025. Isso acende um alerta para empresas que ainda operam com estruturas financeiras rígidas ou limitadas.

O cenário exige planejamento logístico, inteligência de mercado — e principalmente, crédito acessível, flexível e ágil.

A boa notícia? Há soluções no mercado que já entendem essa urgência. A NAC Bank é uma delas.

Quer entender como financiar suas importações com agilidade e segurança?
Acesse: www.nacdigital.com.br

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Comércio Exterior, Importação, Informação

Alerta máximo aos importadores: o tempo está se esgotando!

O ESPECIALISTA: DAISE SANTOS

O relógio está correndo, e o comércio exterior brasileiro está prestes a viver uma revolução sem precedentes. Inclusive nosso país é referência mundial com o projeto de modernização dos processos de comércio exterior. Você sabia?

A Declaração Única de Importação (DUIMP), o LPCO, o PCCE e o Catálogo de Produtos não são mais projetos futuros — são realidade iminente. E quem não se adaptar agora, corre sérios riscos de ficar para trás.


Sua empresa e equipe estão preparadas para essa revolução no Comércio Exterior brasileiro?

O que está mudando?

Desde outubro de 2024, o desligamento do Siscomex LI/DI começa oficialmente. A DUIMP é vem sendo utilizada para algumas operações. E de forma gradativa vem englobando cada modalidade de importação.

Até setembro de 2025, todos os órgãos anuentes estarão integrados ao Novo Processo de Importação do Portal Único de Comércio Exterior. Essa meta foi confirmada durante a 12ª reunião do Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac), realizada em junho de 2025.

Principais destaques:

  •  Redução de burocracia: estima-se que o volume de operações sujeitas a licenciamento cairá de 41% para 20%.
  •  Licença Flex: até 80% das operações licenciadas poderão usar uma única autorização para múltiplas transações.
  • PCCE em expansão: o módulo de Pagamento Centralizado será adotado por mais órgãos, agilizando tributos e taxas.
  • Mais agilidade: segundo a Anvisa, o tempo de compensação de taxas caiu de dois dias para até cinco minutos.
  • Gerenciamento de riscos: haverá um workshop técnico em setembro para alinhar práticas entre os órgãos anuentes.
  •  Impacto econômico: o Portal Único pode gerar economia anual de R$ 40 bilhões e impacto de até US$ 130 bilhões no PIB até 2040.

Esse avanço representa um marco na modernização do comércio exterior brasileiro, com mais eficiência, previsibilidade e competitividade para os importadores

 O que você precisa fazer AGORA

  • Mapeie seus produtos e alimente o Catálogo com descrições técnicas, imagens e documentos.
  • Treine sua equipe para operar com DUIMP, LPCO e PCCE.
  • Atualize seus sistemas para garantir integração com o Portal Siscomex.
  • Acompanhe o cronograma oficial e prepare-se para cada fase de migração.

 A hora de agir é agora

Esse é um chamado urgente, não apenas para atender à legislação — mas para garantir a sobrevivência e o crescimento da sua operação. A transformação está acontecendo, com ou sem você.

Daise Santos é Diretora na DS COMEX, empresa especializada em soluções estratégicas para o comércio internacional. Formada em Comércio Exterior e com MBA em Global Trade, combinando prática sólida com visão estratégica internacional. Com 20 anos de experiência em Comércio Exterior, atuando nas áreas de importação, exportação, órgãos anuentes, Novo Processo de Importação, catálogo de produtos dentre outros. E também participa como vice coordenadora do Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), onde contribui para o fortalecimento e modernização do setor na região.

IMAGEM: FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior, Importação

China assume protagonismo nas importações brasileiras

No primeiro semestre de 2025, quase um terço das compras externas brasileiras vieram da China, um recorde histórico que sinaliza mudança na balança comercial nacional

Entre os meses de janeiro e junho deste ano, o Brasil passou por uma transformação em sua balança comercial, com forte avanço da China como principal parceira nas importações: 26,3% das compras externas brasileiras vieram do país asiático, marcando um recorde histórico, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. O crescimento foi de 37,2% sobre o mesmo período do ano anterior, um dado ainda superior ao desempenho das importações brasileiras, que subiram 16,7% no total durante os primeiros seis meses do ano. Ainda no período, os preços médios das importações chinesas tornaram-se ainda mais competitivos, com queda de 8,1%.

Para a Target Trading, empresa brasileira com 28 anos de atuação em comércio exterior, o bom índice é sustentado por fatores como a melhor compreensão das características do mercado brasileiro por parte das empresas chinesas, investimentos em fábricas e infraestrutura no Brasil, como a participação em portos, o que contribui diretamente para o crescimento das trocas comerciais, além de clara evolução da qualidade de produtos chineses. “Acreditamos que a tendência é de crescimento contínuo, com a geração de oportunidades em diversos setores, mas esse crescimento deve ser acompanhado com atenção para evitar uma dependência ainda maior de um único país em nossas relações comerciais”, afirma Carlos Campos Jr., cofundador e CEO da Target Trading.

A atuação da empresa com a China passa pela importação de máquinas de grande porte e autopeças. A Target Trading conta com uma forte infraestrutura logística, com centros de manutenção e inspeção para garantia de qualidade dos produtos, permitindo acompanhar de perto a evolução no crescimento dos negócios entre os dois países. 

Em meio a um cenário de constantes atualizações, a balança comercial aponta ainda uma queda de participação dos Estados Unidos para para 16% no primeiro semestre – o segundo menor patamar em 10 anos. “É importante destacar que devemos manter o bom diálogo e chegar a um bom termo com os Estados Unidos, que ainda se mantêm como um parceiro relevante para o país”, conclui Carlos Campos Jr.

Fonte: Target Trading

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