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Comércio Exterior, Exportação, Gestão, Importação, Informação, Investimento, Logística, Navegação, Notícias, Portos

Maersk faz apelo contra restrições a armadores no leilão do Tecon Santos 10

Vice-presidente da gigante dinamarquesa defende um leilão aberto para novo megaterminal no Porto de Santos, que deve dobrar capacidade de movimentação de contêineres no país

O vice-presidente de Políticas Públicas e Regulatórias da Maersk, Danilo Veras, fez um apelo ao governo e ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que não imponham restrições à participação de armadores (companhias de navegação) no leilão do Tecon Santos 10 — novo megaterminal de contêineres do maior porto da América Latina, previsto para novembro deste ano.

O terminal, antes batizado de STS 10 e agora renomeado, será o maior arrendamento portuário já realizado no país.

O projeto prevê investimentos de R$ 5,6 bilhões em 25 anos de contrato e a movimentação de até 3,5 milhões de TEUs (contêineres-padrão de 20 pés), aumentando em 50% a capacidade do Porto de Santos (SP), que está à beira do esgotamento da capacidade de movimentação desse tipo de carga.

O executivo defende que o megaterminal de contêineres deve possa seguir o modelo de leilão aberto.

Para Veras, a tentativa de promover a concorrência por meio de desverticalização não teve os efeitos esperados no país.

“No Brasil, a experiência mostrou que a ideia de que a desverticalização aumentaria a concorrência, por meio de um terminal ‘bandeira branca’, nunca se concretizou. Precisamos ser responsáveis ao impor restrições. Isso sim pode enfraquecer a competição e direcionar a licitação para um player específico”, afirmou.

O projeto está em consulta pública pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Depois, será remetido para o TCU.

O órgão de controle pode, em tese, determinar mudanças no modelo — por isso o pedido do executivo da Maersk também ao presidente do Tribunal de Contas da União.

O cenário mudou significativamente desde a primeira tentativa de leilão do Tecon Santos 10, em 2022, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Desde a então, a Santos Brasil — uma das grandes operadoras de contêineres em Santos — teve o controle adquirido pela companhia francesa de navegação CMA CGM. Ela era a maior opositora à possibilidade de verticalização.

Outra operadora “bandeira branca”, a Wilson Sons, foi vendida à italiana MSC. Ela não está no estuário santista, mas reforça essa nova tendência no mercado brasileiro de contêineres.

Também operam, no maior porto da América Latina, a BTP (controlada pela própria Maersk e pela MSC) e a DP World.

FONTE: CNN Brasil
Maersk faz apelo contra restrições a armadores no leilão do Tecon Santos 10 | CNN Brasil

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Comércio Exterior

Movimentação na Barra Norte, na Amazônia, cresce 4,4% e chega a quase 50 milhões de toneladas em 2024

A movimentação de cargas na Barra Norte continua em ascensão.

Em 2024, a região registrou 49,7 milhões de toneladas movimentadas, considerando tanto o longo curso quanto a cabotagem, o que representa um crescimento de 4,4% em relação ao ano anterior. Os Terminais de Uso Privado (TUPs) foram responsáveis por 77,2% desse volume, reforçando a relevância do setor privado na infraestrutura portuária local. As informações, divulgadas nesta segunda-feira (24/03), são da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP).

A Barra Norte compreende os terminais localizados ao longo das margens do Rio Amazonas e seus afluentes, não incluindo aqueles situados na Baía de Marajó (PA). A região tem se consolidado como um eixo estratégico para o escoamento de cargas e o comércio exterior brasileiro, beneficiando-se de avanços na gestão da navegação e investimentos em infraestrutura. Entre as principais cargas escoadas, estão soja, milho e bauxita.

A soja e o milho são procedentes do Estado do Mato Grosso, enquanto a bauxita vem da Mineração Rio do Norte (MRN), do município de Oriximiná, no Pará. E os produtos agrícolas são exportados, principalmente, para a China; já a bauxita tem como destino Canadá e Irlanda.

A ATP tem atuado para ampliar a capacidade operacional e impulsionar a eficiência da Barra Norte por meio de três frentes principais. A primeira envolve a realização de testes para o aumento do calado, conforme autorizado pela Marinha na Portaria 07/2022-Com4ºDN. Até o momento, já foram concluídos dois testes de calado de 11,75 metros, cinco de 11,8 metros e, neste mês, o navio Penélope I realizou com sucesso a passagem com calado de 11,85 metros, sem intercorrências.

Além disso, a Associação realizou levantamentos hidrográficos, patrocinados por alguns associados que operam na região, visando avaliar a viabilidade de operar navios com calados maiores. Entre os principais achados do estudo, destaca-se o aumento da amplitude da maré, que amplia as janelas para a operação de navios de maior calado. Com base nesses levantamentos, a carta náutica da região foi atualizada.

Concessão do canal

A ATP também tem incentivado a concessão do canal, um modelo que transferiria ao concessionário a responsabilidade por levantamentos hidrográficos, gestão de tráfego, manutenção e sinalização náutica. A proposta busca garantir mais previsibilidade, eficiência e segurança para a navegação na região.

“Com esses avanços, a Barra Norte segue consolidando seu papel como um dos principais corredores logísticos do país, garantindo mais competitividade e eficiência para o escoamento de cargas, essenciais para o comércio exterior brasileiro e a inserção no mercado global”, disse Murillo Barbosa, presidente da ATP.

FONTE: DataMar News
Movimentação na Barra Norte, na Amazônia, cresce 4,4% e chega a quase 50 milhões de toneladas em 2024 – DatamarNews

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Comércio Exterior, Gestão, Internacional, Investimento, Negócios, Notícias

Presidente do Panamá quer megaporto para enfrentar influência marítima dos EUA

O presidente panamenho José Raúl Mulino declarou, na quinta-feira, 20 de março, que pretende construir um megaporto no Oceano Pacífico para complementar os negócios do Canal do Panamá.
Além disso, minimizou uma reportagem que mencionava possíveis ações militares dos Estados Unidos para retomar o controle da via navegável. As ameaças do ex-presidente Donald Trump de recapturar o canal, até mesmo à força, têm gerado tensões nas relações bilaterais. A essa situação se somou uma recente reportagem da NBC News, que afirmou que a Casa Branca teria “ordenado às Forças Armadas dos EUA que desenvolvessem opções” para esse objetivo.

Mulino desconsiderou essas alegações e destacou seu foco em construir uma “instalação de megaporto” para fortalecer o lucrativo negócio do canal, que movimenta 5% do comércio marítimo global.

“O Pacífico é o centro das movimentações globais no momento, e o Panamá ainda tem um papel pequeno nesse cenário […]. O que queremos é justamente avançar na criação de uma instalação portuária, um megaporto, que nos permita ser um grande protagonista nesse segmento de mercado”, explicou Mulino em coletiva de imprensa.

“Já temos o negócio, ou seja, os navios que chegam ao canal e o atravessam podem se tornar importantes transportadores da carga que será movimentada no Pacífico”, acrescentou.

O presidente também revelou que discutiu o projeto com líderes de grandes empresas internacionais de navegação, que demonstraram “interesse” em investir em portos no Panamá.

“Se um operador portuário desse porte instalasse esse megaporto no Panamá, fecharíamos o ciclo e passaríamos a jogar em uma liga diferente”, afirmou.

Mulino ainda minimizou as especulações sobre supostos planos do Comando Sul dos EUA para retomar o controle do canal.

“Não encontramos nenhuma fonte nomeada para essa informação. (…) Se ninguém assume a responsabilidade por essa declaração, não dou muito crédito”, declarou.

A via navegável é o motor da próspera economia panamenha, e a Autoridade do Canal do Panamá (ACP), agência estatal responsável por sua operação, anunciou este mês que considera expandir seus negócios com a construção e operação de um gasoduto atravessando os 80 km do istmo panamenho.

Trump tem insistido na ideia de que a China controla o Canal do Panamá, alegando que uma empresa de Hong Kong administra dois portos localizados nas entradas da via navegável.

Em meio a essa pressão, a empresa de Hong Kong anunciou, no início deste mês, a venda de sua participação nos dois portos panamenhos para um fundo de investimento dos EUA.

Fonte: La Nación (Argentina) e Panama Now Online
Presidente de Panamá quiere un megapuerto que complemente negocios del canal – LA NACION
Mulino wants to have a Mega Port in light of US issues over foreign port influence. – Panama Now Online

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Greve: participação de todos na Assembleia é fundamental para a nossa luta

Nesta sexta-feira (28), estaremos reunidos em Assembleia Nacional para reafirmar nossa disposição de luta.

A participação de todos os Auditores e Auditoras-Fiscais é fundamental para que possamos, juntos, enviar ao governo e à sociedade uma mensagem clara e uníssona: nós não vamos recuar. Nossa luta é justa e legítima e seguiremos a cada dia mais fortes até que nossas reivindicações sejam atendidas.

Nossa greve, que já dura quatro meses, tem gerado fortes impactos em todas as áreas da Receita Federal: nas aduanas, nos tributos internos, no Carf e até mesmo na declaração do Imposto de Renda. A mídia nacional tem noticiado intensamente a nossa mobilização, dando ênfase aos efeitos para a arrecadação de tributos e o comércio internacional. Já alertamos o governo federal para os riscos de comprometimento do orçamento e da meta fiscal caso não haja uma solução rápida para a greve dos Auditores.

Tanto o governo quanto o Congresso Nacional sabem das razões que nos levaram a ingressar em greve por tempo indeterminado no dia 26 de novembro. Foram assinados acordos pelos ministérios da Fazenda e da Gestão e da Inovação (MGI) prevendo a instalação de uma mesa de negociação dos Auditores-Fiscais. Esse seria o espaço adequado para tratar do reajuste do vencimento básico, que vem sendo corroído pela inflação, e de outras pautas relevantes para a categoria. No entanto, desde julho do ano passado, o governo está inadimplente conosco.

Sabemos da importância da arrecadação de tributos para o financiamento de políticas públicas, fundamentais para grande parte da população, e já manifestamos nosso desejo de retomar as nossas atividades e o pleno funcionamento da Receita. Mas para que isso ocorra, o governo federal precisa honrar seus compromissos e reajustar nosso vencimento básico. Cabe a cada um, Auditor-Fiscal e Auditora-Fiscal que ainda não está em greve, aderir ao movimento, cumprir as deliberações das assembleias e fortalecer as ações de mobilização.

Após a apresentação do Projeto do Imposto de Renda e da aprovação da Lei Orçamentária Anual, duas pautas urgentes que demandaram dedicação do Ministério da Fazenda, esperamos que a negociação com os Auditores-Fiscais seja a prioridade da pasta e que o ministro Fernando Haddad cumpra o compromisso com a categoria e atue fortemente em favor das nossas pautas no âmbito do MGI. Até lá, estaremos firmes e mobilizados na luta.

FONTE: Sindifisco Nacional
Greve: participação de todos na Assembleia é fundamental para a nossa luta – Sindifisco Nacional

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Protecionismo sinaliza antidumping recorde

O Departamento de Defesa Comercial (Decom), órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), poderá receber um número recorde de petições para defesa comercial contra práticas consideradas desleais neste ano, na esteira do crescimento de importações e indicações do governo Lula de adoção de políticas de fomento à indústria.

O potencial rearranjo do fluxo comercial global, com os anúncios do presidente dos EUA, Donald Trump, também deverá dar mais combustível aos pedidos feitos pela indústria demandando medidas de proteção.

Levantamento feito pelo escritório Pinheiro Neto a pedido do Valor identificou que no ano passado o Decom recebeu 117 petições, aumento de 165,9% em relação a 2023 (foram 44), chegando perto do maior patamar já registrado. O atual recorde foi anotado em 2011, ano em que o departamento recebeu 128 petições. Em 2022 foram 17 petições do tipo recebidas.

Grande parte das petições envolve, no geral, pedido para medidas antidumping, que é aquela que envolve casos em que um determinado exportador vende a preço mais baixo a outros países em relação ao mercado interno. Há em menor número ainda as medidas compensatórias, que abarcam aquelas contra a produção de países que receberam, de forma comprovada, subsídios, algo que no geral se concentra contra a China.

Segundo dados do Decom há no momento 43 investigações de defesa comercial em curso, majoritariamente como alvo a China, com 24 dessas investigações. A concentração das investigações está em produto siderúrgicos, plásticos e pneus, mas há caso envolvendo leite em pó e aguas hipodérmicas. Uma das petições esperadas é a da Anfavea, que representa as montadoras tradicionais e que já disse que estuda agir contra empresas chinesas.

Estas são as principais importações da China, embarcadas em contêineres, que chegaram aos portos brasileiros ao longo de 2024. Os dados foram derivados do DataLiner.

Importações provenientes da China | Brasil | 2024 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

No caso da investigação envolvendo o leite em pó, o produto é importado de Argentina e Uruguai e a petição foi protocolada pela Confederação da Agricultura e Pecuária no Brasil (CNA). Já a envolvendo agulhas, os produtos importados investigados são chineses. Em vigor há hoje 81 medidas antidumping no Brasil.

As medidas de antidumping, assim como as de subsídios e salvaguardas, estão dentro do arcabouço de regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), mas muitas ações tarifárias, como as anunciadas por Trump, estão fora desse escopo.

Além do crescimento dos pedidos, existe ainda outra projeção, abordando outro lado do mesmo tema. A estimativa, segundo especialistas, é de que também devem subir a suspensão e alterações por interesse público, o que significa que medidas protetivas podem ser suspensas se identificado, após análise, de que os benefícios da mesma não superam os malefícios. Esse tipo de alteração, contudo, só ocorre ao fim do processo. Na contramão, se espera que o número de medidas temporárias, que são aquelas que adiantam medidas protetivas, caiam. A questão, segundo especialistas, é e como as preocupações do governo em torno da pressão inflacionária afetará as decisões.

O sócio da área de comércio internacional e relações governamentais do Demarest Fernando Benjamin Bueno acredita que a demanda por ações antidumping deverá seguir aquecida ao longo do ano, ainda puxada por toda a dinâmica de mudança do fluxo de comercial global, algo que já vem ocorrendo há alguns anos. “Estamos vendo os mesmos fatores que causaram aumento das petições em 2024, sendo o grande fator o desvio do comércio”, diz.

Segundo ele, esse desvio comercial já tem feito os países a adotarem medidas antidumping. Na Europa, por exemplo, também têm sido mais comum medidas protetivas com viés social ou ambiental, como a proibição para a importação de produtos de áreas de desmatamento. Bueno frisa que a existência de produtos como escova de cabelo com medidas protetivas, por exemplo, prova que o antidumping pode ser para qualquer fabricante que esteja sofrendo concorrência desleal com importados.

Renê Medrado, sócio da área de direito comercial do escritório Pinheiro Neto, aponta que o crescimento do número de petições também decorre de uma demanda reprimida, algo que andou com a mudança de governo, que trouxe uma expectativa de olhar para a indústria. Além de medidas antidumping, o governo implementou medidas tarifárias no intuito de proteger a indústria nacional, mais especificamente envolvendo produtos siderúrgicos e químicos.

Agora, para este ano, Medrado espera novo aumento, também com o “efeito Trump”. “A imposição de medidas tarifárias pelo governo Trump traz mais incerteza para exportadores, que devem buscar mercados relevantes para seus produtos, tal como o Brasil.” Isso significa que, a depender do cenário, a indústria nacional vai procurar defesa contra esse fluxo.

Renata Zucollo, sócia da área de direito concorrencial no escritório Mattos Filho, diz que é comum, em governos mais inclinados à defesa da indústria, o aumento dos pedidos de medidas antidumping. Foi assim, por exemplo, ao longo dos dois primeiros governos de Lula, recorda. Por isso, com seu terceiro mandato, já se esperava uma curva ascendente. O novo catalisador, segundo ela, são as expectativas de desarranjo do comércio global com Trump e os movimentos de adoção no mundo de medidas protetivas.

Pela ótica local, há também um relevante ponto de atenção. A especialista do Mattos Filho destaca, nesse sentido, que medidas protetivas envolvendo bens intermediários, ou seja, aqueles que são insumos para a fabricação do produto final, por exemplo, devem ter um crivo maior na análise diante do ambiente inflacionário no país. Isso porque se um insumo aumenta de preço, a indústria pode absorver, algo que vai corroer sua margem, ou aumentar o preço do produto. “O desafio da defesa comercial será em casos de intermediários, com a inflação mais alta”, diz.

Bueno, do Demarest, acredita, por outro lado, que o impacto dessas medidas na inflação brasileira é baixíssima pelo fato de as medidas protetivas serem direcionadas apenas a uma pequena fração do que é importado pelo país.

Já a sócia do escritório Lefosse da área de compliance, investigações e comércio internacional Adriana Dantas, no entanto, acredita que o ritmo caia ao longo do ano. Isso porquê em 2024 o dólar se valorizou frente ao real – e o câmbio é um fator preponderante quando se fala em volume de importação para um país. Dantas explicou que a análise do Decom é bastante técnica e que a questão cambial tem, assim, um peso relevante. “Acho que o ritmo pode dar uma reduzida, porque o mérito fica mais difícil de ser estruturado”, comenta.

Segundo a especialista, há muitos casos chegando no escritório, mas muitos não se tornam petições porque a viabilidade do mesmo não é identificada.

Procurado, o Mdic não concedeu entrevista.

FONTE: Datamar News
Protecionismo sinaliza antidumping recorde – DatamarNews
Valor Econômico
Protecionismo sinaliza antidumping recorde | Brasil | Valor Econômico

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Porto de Paranaguá terá R$ 1,4 bi de investimentos para escoamento da safra

Primeiro leilão do ano contará com três unidades destinadas à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, como soja e milho

O Ministério de Portos e Aeroportos prevê que o leilão do Porto de Paranaguá deve somar R$ 1,38 bilhão em investimentos. As unidades serão destinadas à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, como soja e milho.

Previsto para 30 de abril, será o primeiro leilão de arrendamentos portuários do ano. Além dos terminais PAR14, PAR15 e PAR25, o governo federal irá leiloar o terminal RDJ11 no Rio de Janeiro e o POA26, em Porto Alegre.

A estimativa é que os investimentos dobrem a capacidade do escoamento da safra agrícola pelo porto paranaense, abrindo oportunidades para exportação de mais 20 milhões de toneladas por ano.

O Ministério de Portos e Aeroportos quer realizar neste ano o leilão de pelo menos 20 unidades portuárias, em quatro regiões do país. O governo planeja outros 40 leilões até o final de 2026.

FONTE: CNN Brasil
Porto de Paranaguá terá R$ 1,4 bi de investimentos para escoamento da safra | CNN Brasil

 

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Prorrogadas as inscrições para curso de qualificação de jovens negros na área de comércio exterior

Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) prorrogaram nesta quinta-feira (27/3), as inscrições para o curso de formação profissional gratuita em comércio exterior a pessoas negras (pretas e pardas), com renda per capita de até dois salários-mínimos, a partir de 16 anos.

A iniciativa, que faz parte do Programa Raízes Comex, tem como objetivo aumentar a presença de pessoas negras no comércio exterior, um setor com grande potencial de crescimento e oportunidades.

As inscrições para as cidades de Rio Grande (RS), Paranaguá (PR), Fortaleza (CE), Joinville (SC), Santos (SP) e Itajaí (SC), foram prorrogadas até o dia 31/03. Ao todo são 120 vagas para Qualificação Profissional em Assistente de Serviços de Comércio Exterior e 20 vagas para Técnico em Comércio Exterior, distribuídas entre os seis municípios.

Em breve estarão disponíveis também as inscrições para o município de Recife (PE), com 20 vagas.

Confira as datas das inscrições para os cursos do primeiro semestre:

Curso Técnico em Comércio Exterior

  • 17 a 31/03/2025: Rio Grande (RS) – 20 vagas

Qualificação Profissional em Assistente de Serviços de Comércio Exterior

  • 17 a 31/03/2025: Rio Grande (RS), Paranaguá (PR), Fortaleza (CE), Joinville (SC), Santos (SP), Itajaí (SC)
  • 01 a 11/04/2025: Recife (PE) – 20 vagas
  • 15/04 a 02/05/2025: Vitória (ES), Salvador (BA), Rio Grande (RS) – 20 vagas em cada município

A iniciativa conta com o apoio de outros parceiros, incluindo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), para que essa oportunidade também alcance, por exemplo, as pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).


Sobre os cursos

Os cursos serão oferecidos presencialmente nas 10 principais zonas portuárias e aeroportuárias do Brasil, de forma escalonada ao longo do ano. Com carga horária de 160 e 800 horas, respectivamente, os cursos técnico e de qualificação profissional estarão disponíveis em Salvador (BA), Fortaleza (CE), Vitória (ES), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ), entre outras cidades. O público-alvo são pessoas negras, a partir de 16 anos, com renda familiar mensal per capita de até 2 salários mínimos e escolaridade mínima de ensino médio (concluído ou em andamento).

A capacitação inclui conteúdos práticos sobre os processos de exportação e importação, negociações, despacho aduaneiro e operações de transporte e armazenamento.


Sobre o Programa Raízes Comex

O Raízes Comex é um programa do MDIC que tem o objetivo de aumentar a participação de pessoas negras no comércio exterior. Por meio de ações estratégicas, como capacitação e suporte para o desenvolvimento profissional, visibilidade internacional dos produtos e serviços oferecidos por empreendedores negros e reconhecimento de empresas que promovam diversidade racial no comércio exterior, o programa contribui para reduzir desigualdades históricas e estruturais, conectando jovens negros a carreiras no comércio exterior.

Sobre o Senac

O Senac é uma instituição de ensino com ampla atuação na capacitação profissional nas áreas de comércio, serviços e turismo. Os cursos do Raízes Comex são oferecidos via Programa Senac de Gratuidade (PSG), iniciativa que promove inclusão proporcionando a qualificação de pessoas em situação de vulnerabilidade social e oferecendo uma educação de qualidade para o mercado de trabalho.

>> Mais informações disponíveis no link: https://bit.ly/RaizesComexCapacitacao

Link direto para o formulário de inscrições: bit.ly/RaízesComexSenac1

FONTE: MDIC.gov
Prorrogadas as inscrições para curso de qualificação de jovens negros na área de comércio exterior — Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Exportação de carne bovina cresce 22% na TCP

A exportação de carne bovina pela TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, cresceu 22% no primeiro bimestre de 2025, totalizando 123 mil toneladas embarcadas em 4.483 contêineres.

Esse desempenho supera o crescimento nacional da categoria, que, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), registrou aumento de 4,7% em volume para o período. Ao todo, o Brasil embarcou 428 mil toneladas de carne bovina, gerando uma alta 13,9% no faturamento, que chegou a R$ 2,045 bilhões.

Segundo Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e atendimento da TCP, o aumento expressivo do volume embarcado reforça a confiabilidade operacional do Terminal e ressalta que esse desempenho está diretamente ligado à infraestrutura oferecida. “A TCP é referência em atendimento e serviços especializados para os exportadores de carne. Com a conclusão das obras do maior pátio para armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, aliados a fatores como uma taxa de ocupação de pátio normalizada, e um sistema eficiente para agendamento de entrega e retirada de cargas, o Terminal inicia 2025 convertendo novos clientes e ampliando sua participação de mercado no segmento de carnes e congelados”, comenta.

Além da alta nos embarques de carne bovina, a TCP segue como o maior corredor de exportação de carne congelada de frango do mundo e, no primeiro bimestre de 2025, o Terminal movimentou um total de 382 mil toneladas do produto, o que representa 42% de todo o volume embarcado pelo país. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou 911 mil toneladas de carne de frango no primeiro bimestre, gerando uma receita de US$ 1,696 bilhão, crescimento de 22% em relação ao ano anterior.

Somente o estado do Paraná, maior produtor nacional de carne de frango, foi responsável por embarcar 186 mil toneladas do produto no primeiro bimestre deste ano. Guidolim explica que “o Terminal possui uma parceria de longa data com as indústrias do nosso estado, e essa sinergia garante eficiência máxima para o exportador que opera pela TCP. Com um ramal ferroviário que conecta as regiões norte e oeste do estado diretamente a área alfandegada dentro do pátio de operações do Terminal, este também acaba sendo um modal estrategicamente utilizado pelos exportadores dessas regiões, que buscam maior confiabilidade operacional na hora de exportar a carne de frango”.

Entre janeiro e fevereiro, as exportações de carne bovina, de frango, suína, entre outras, representaram um total de 545 mil toneladas em exportações na TCP, volume embarcado em 20.035 contêineres. Com isso, o Terminal tem uma participação de mercado de 40,1% no segmento de carnes e congelados, se comparado aos terminais portuários de estados vizinhos, como São Paulo e Santa Catarina.

Em junho de 2024, a TCP concluiu as obras de expansão do seu pátio reefer, área destinada ao armazenamento de contêineres refrigerados, como os utilizados no transporte de carnes e congelados. Com um aumento de 45% no número de tomadas, de 3.624 para 5.268, o Terminal de Contêineres de Paranaguá possui o maior pátio reefer da América do Sul.

O gráfico abaixo mostra a trajetória ascendente das exportações de carne bovina registradas no Porto de Paranaguá, no sul do Brasil, de janeiro de 2021 a janeiro de 2025, de acordo com dados do DataLiner.

Exportações de carne bovina | Porto de Paranaguá | Janeiro de 2021 – Janeiro de 2025 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Abertura de novos mercados impulsiona setor de carnes e congelados

O setor brasileiro de carnes e congelados vive um momento de expansão no mercado internacional, impulsionado pela conquista de novos mercados internacionais. Em fevereiro de 2025, o México se destacou ao aumentar em 41% suas importações de carne bovina brasileira, quando comparado ao volume registrado em janeiro, alcançando 4.421 toneladas. Esse crescimento é apenas um exemplo do cenário positivo, que inclui a abertura de mais de 20 novos mercados para a carne brasileira desde 2023.

Para acompanhar esse ritmo de crescimento, a TCP oferece oito serviços diretos para a Ásia e ampla cobertura na América Central e no Caribe. Já a infraestrutura do Terminal favorece conexões eficientes para mercados estratégicos como Japão, Singapura e México.

“Somos o Terminal com a maior concentração de linhas marítimas do Brasil. Essa diversificação de destinos e a nossa alta frequência de escalas, com 25 serviços semanais, garantem que nossos clientes tenham flexibilidade logística e previsibilidade nos embarques, um fator essencial para que exportadoras atendam os prazos estabelecidos pelos importadores”, explica Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores da TCP.

O avanço nas exportações também reflete a ampliação do acesso a países que historicamente possuíam barreiras sanitárias rigorosas. Em 2023, por exemplo, o Japão autorizou a importação de carne enlatada bovina, enquanto Israel abriu seu mercado para carne de aves. Já em 2024, países como Panamá e El Salvador passaram a importar carnes e miúdos de aves, ampliando ainda mais o alcance da proteína brasileira. Enquanto os surtos de Influenza Aviária (H5N1) em países como os Estados Unidos têm impactado o abastecimento no mercado global de carne de frango, o Brasil vive um momento de expansão e que pode impulsionar a demanda pela proteína brasileira nos próximos meses.

Diante desse cenário, a expectativa é que os embarques de carnes e congelados com origem no país superem as projeções para 2025. “Nosso atendimento especializado, somado às facilidades oferecidas, como a franquia gratuita de armazenagem por sete dias para os exportadores, posiciona a TCP como o parceiro estratégico do setor”, finaliza Guidolim.

FONTE: Datamar News
Exportação de carne bovina cresce 22% na TCP – DatamarNews

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Acertando as contas: O momento decisivo para as ambições de emissões zero do setor marítimo

Hoje, mais de 80% das mercadorias trocadas no mundo são transportadas por navios, mas essa indústria também é responsável por até 3% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE), já que depende fortemente dos combustíveis fósseis.

Nos últimos anos, houve um intenso debate sobre o uso de combustíveis alternativos para a navegação, e várias ações positivas têm sido tomadas para viabilizar essa mudança. Embarcações que utilizam uma variedade de combustíveis alternativos de baixa emissão, como bio e e-metanol, bio e e-metano, biodiesel e amônia, estão em desenvolvimento, e algumas já estão em operação.

Vários países têm demonstrado visão de futuro e estão apoiando de forma sólida a agenda de descarbonização marítima. Singapura, por exemplo, tem desempenhado um papel de liderança ao promover uma abordagem neutra quanto ao tipo de combustível.

Como maior centro de abastecimento de combustíveis do mundo, Singapura está desenvolvendo cadeias de valor para amônia, hidrogênio e metanol, com o objetivo de apoiar o transporte marítimo internacional.

A Autoridade Marítima e Portuária de Singapura (MPA) também está fomentando a colaboração global para descarbonização e eficiência, estabelecendo seis Corredores de Navegação Verdes e Digitais (GDSCs).

Fechando a lacuna entre os tipos de combustível

Idealmente, a indústria marítima poderia identificar “o melhor” desses combustíveis alternativos. No entanto, nenhum deles possui a escalabilidade necessária para impulsionar toda a frota mercante global por si só.

Esses combustíveis têm origens diferentes, e existem gargalos significativos na cadeia de produção. Para que a oferta desses combustíveis cresça, é necessário um aumento imediato na demanda, estimulando essa oferta que ainda está em seus estágios iniciais.

É fundamental que sejam criadas regulamentações globais pela Organização Marítima Internacional (IMO), estabelecendo padrões para combustíveis verdes, prazos para a eliminação dos combustíveis fósseis e medidas eficazes de médio prazo para reduzir a grande diferença de custos entre os combustíveis fósseis e os verdes.

Em 2025, a IMO planeja alcançar acordos sobre esses temas. Os resultados dessas decisões terão um grande impacto na indústria, na capacidade de nossos clientes de financiar a descarbonização e no ritmo da transição energética.

Fonte: The Business Times
Acertando as contas: é hora de chegar às ambições líquidas zero do transporte marítimo – The Business Times

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Estados Unidos quase dobram compra de ovos do Brasil e passam a permitir seu consumo por humanos

O crescimento das compras pelos norte-americanos acontece em meio a um surto de gripe aviária que limita a oferta do alimento no país.

As importações de ovos do Brasil pelos EUA em fevereiro aumentaram 93% em relação mesmo mês no ano anterior, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O crescimento das compras pelos norte-americanos acontece em meio a um surto de gripe aviária que limita a oferta do alimento no país.

Até janeiro deste ano, os ovos brasileiros eram usados apenas para ração no país. Atualmente, eles podem ser usados em alimentos processados, como misturas para bolo ou sorvete, mas não podem ser vendidos in natura nos supermercados.

Além disso, os Estados Unidos estão considerando flexibilizar regulamentações para consumo de ovos postos para a indústria local de frangos de corte, ou seja, ovos fecundados.

Mas alguns especialistas em segurança alimentar advertiram que isso poderia contaminar os produtos alimentícios com bactérias nocivas.

Mais ovos brasileiros

Em janeiro, o governo Trump permitiu a importação de ovos brasileiros para processamento em produtos alimentícios para consumo humano, depois de terem sido permitidos anteriormente apenas para uso em alimentos para animais de estimação, de acordo com a ABPA.

As autoridades brasileiras já haviam comprovado que o Brasil atende aos requisitos dos EUA para exportar ovos a serem processados para consumo humano, disse a associação.

No entanto, o Brasil é afetado pela doença de Newcastle, um vírus que frequentemente mata aves, segundo o Departamento de Agricultura norte-americano, e o país não pode fornecer aos EUA ovos para venda em supermercados ou ovos líquidos pasteurizados para consumo humano.

Estados como Nevada e Arizona suspenderam as políticas de bem-estar animal que exigiam que os ovos viessem de galinhas livres de gaiolas, em um esforço para lidar com a escassez de suprimentos e os altos preços.

As 503 toneladas de ovos exportadas pelo Brasil aos EUA em fevereiro, representam menos de 1% do total produzido pelo país, informou a ABPA. Ao todo, o Brasil exporta 2,5 mil toneladas por mês.

FONTE: O Sul
Estados Unidos quase dobram compra de ovos do Brasil e passam a permitir seu consumo por humanos – Jornal O Sul

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