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Reunião em Itajaí debate impactos do PL 733/2025 para os trabalhadores portuários

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, participou de uma reunião com trabalhadores portuários e lideranças sindicais para debater os impactos do Projeto de Lei nº 733/2025, que trata de mudanças no marco regulatório do setor portuário e está em tramitação na Câmara dos Deputados, em Itajaí. 

O encontro contou com a presença da deputada federal Ana Paula Lima e reuniu representantes sindicais de todas as categorias que atuam nos portos de Itajaí, São Francisco do Sul e Imbituba reforçando a importância da união dos trabalhadores neste momento decisivo da tramitação do projeto.

Principais pontos do PL 733/2025 debatidos na reunião
    •    Possíveis mudanças nas regras de contratação no setor portuário.
    •    Impactos sobre o trabalho portuário avulso e o modelo atual de escalação.
    •    Alterações no papel do OGMO, com reflexos na organização do trabalho.
    •    Riscos à segurança jurídica, à renda e aos direitos históricos da categoria.
    •    Necessidade de garantir que a modernização dos portos não resulte em precarização do trabalho.

​A reunião reforçou a importância da articulação entre trabalhadores, sindicatos, gestão portuária e representação parlamentar para assegurar que o avanço do PL 733/2025 ocorra com diálogo, responsabilidade social e respeito à história e ao papel dos trabalhadores portuários de Itajaí.

O superintendente João Paulo Tavares Bastos reafirmou o posicionamento institucional do Porto de Itajaí: “o Porto de Itajaí tem compromisso com os trabalhadores portuários. A modernização dos portos é importante, mas o porto é feito pelas mãos dos trabalhadores. São eles que garantem a operação, a segurança e o desenvolvimento da cidade.”

O presidente do Sindicato dos Estivadores de Itajaí, Sandro Vargas dos Santos, ressaltou a importância da mobilização da categoria: “este é um projeto que impacta diretamente a vida dos trabalhadores. Precisamos acompanhar de perto a tramitação e atuar de forma unificada para defender nossos direitos e a nossa renda.”

Já o presidente da Intersindical dos Trabalhadores Portuários de Itajaí, Correio Júnior, destacou o papel da unidade sindical: ” o momento é de unir esforços. A reunião foi importante para somar forças em defesa dos trabalhadores portuários, garantindo direitos, renda e segurança para todas as categorias.”

A deputada federal Ana Paula Lima destacou que o diálogo com os trabalhadores é fundamental para a atuação no Parlamento:
“Estamos saindo desta reunião com as principais medidas que vamos defender na volta do Congresso Nacional, quando o PL será votado no plenário. Nosso compromisso é garantir que os trabalhadores portuários possam continuar trabalhando, com seus direitos assegurados.”

Participaram da reunião representantes dos Conferentes de Itajaí, São Francisco e Imbituba, Sindicato dos Conferentes de Itajaí, Imbituba e São Francisco, Sindicato dos Arrumadores de Itajaí, Imbituba e São Francisco, Sindicato dos Estivadores de Itajaí, Imbituba e São Francisco, Sindicato dos Consertadores de Itajaí, Sindicato dos vigias do Porto de Itajaí e Intersindical de Itajaí.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Porto de Itajaí, Associação Comercial de Itajaí e Sebrae alinham projetos para impulsionar a economia azul na região

O Porto de Itajaí, a Associação Comercial de Itajaí (ACI) e o Sebrae alinharam, na última sexta-feira (23), uma agenda conjunta de projetos que serão desenvolvidos ao longo de 2026 com o objetivo de impulsionar a economia azul e fortalecer o ambiente de negócios na região da AMFRI.

A parceria prevê a realização de eventos, ações de aproximação com a comunidade, projetos de encadeamento produtivo e iniciativas voltadas ao turismo, com foco especial no fomento às micro e pequenas empresas e aos microempreendedores da região. A proposta é integrar o Porto de Itajaí de forma estratégica ao desenvolvimento econômico local, ampliando oportunidades, renda e inovação.

Segundo o diretor de Administração do Porto de Itajaí, Celso Zuchi, o alinhamento marca um novo momento de execução. “Temos muitas ações já convergidas e, agora, vamos partir para a execução. Em breve, teremos boas iniciativas para fortalecer ainda mais a relação entre o Porto e a cidade”, destacou. O diretor também agradeceu a visita das equipes da ACI e do Sebrae à Superintendência do Porto de Itajaí.

Participaram da reunião o vice-presidente de Marketing da Associação Comercial de Itajaí, Wagner Souza Rodrigues, a executiva Liria A. Santos, o gerente regional do Sebrae Foz do Itajaí, Aloísio Salomon, além das executivas do Sebrae Juliana Bernardi e Valdirene Ramos. Pelo Porto de Itajaí, estiveram presentes o chefe de gabinete Artur Pereira e a secretária de Comunicação, Dayane Nunes.

A agenda conjunta reforça o compromisso das instituições com o desenvolvimento sustentável, a geração de emprego e renda e a consolidação da economia azul como vetor estratégico para o crescimento da região.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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JBS Terminais avança para concessão definitiva do porto de Itajaí

Enquanto o mercado especula uma possível participação da JBS Terminais no leilão do Tecon 10, em Santos, a empresa mantém o foco voltado para Santa Catarina. O CEO da companhia, Aristides Russi Jr., afirma que qualquer decisão sobre Santos depende dos termos do edital, ainda não divulgado. No momento, a atenção está concentrada na operação do porto de Itajaí, onde a empresa atua há 14 meses sob concessão provisória.

Localizado às margens do rio Itajaí-Açu, o porto divide protagonismo regional com a Portonave, em Navegantes, terminal controlado pela TiL, braço da armadora suíça MSC.

Desempenho operacional e retomada rápida
Segundo Russi Jr., a JBS Terminais conseguiu recuperar a atividade do terminal em ritmo acelerado. Atualmente, o porto opera com dez linhas de navegação e atinge cerca de 93% do volume contratado.

O compromisso firmado prevê a movimentação de 44 mil TEUs por mês — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. De acordo com a empresa, a média atual gira em torno de 41 mil TEUs mensais, patamar próximo ao recorde histórico do terminal.

Ex-diretor da APM Terminals, antiga concessionária do porto, Russi Jr. destaca que parte da infraestrutura, como os portêineres, foi herdada da operação anterior, contribuindo para a retomada mais eficiente.

Histórico turbulento da concessão
O porto de Itajaí ficou cerca de um ano e meio sem operar após o fim do contrato com a APM. O processo licitatório enfrentou impasses, com desclassificação dos dois primeiros colocados. A empresa Mada Araújo, que obteve vitória judicial, assumiu a concessão, mas não chegou a movimentar cargas.

Posteriormente, com aval da Antaq, os direitos operacionais foram repassados à JBS Terminais, que iniciou a reativação do terminal. Para recuperar a confiança do mercado, a companhia investiu aproximadamente R$ 150 milhões.

Impacto econômico local
A operação emprega cerca de 600 trabalhadores, entre funcionários diretos e avulsos, com uma folha anual de aproximadamente R$ 50 milhões. A empresa também lidera a arrecadação de ISS no município, com cerca de R$ 7 milhões por ano.

Mesmo esperando concorrência no novo leilão, a JBS Terminais é vista como favorita à concessão definitiva. Dados do setor indicam que mais da metade dos leilões portuários realizados desde 2016 contou com apenas um proponente.

Questionamentos no TCU e posicionamento da empresa
O TCU analisou uma denúncia anônima relacionada à concessão, envolvendo metas de movimentação apresentadas pela Mada Araújo e suposto não pagamento de multas contratuais. A JBS Terminais afirma que atua em conformidade com todas as obrigações legais, que o tema já foi analisado pelo tribunal e que não há inadimplência.

Segundo a companhia, os volumes atuais já superam em 11% o melhor desempenho registrado antes da paralisação do porto, em 2022.

Desafios de infraestrutura e acesso
Apesar da recuperação operacional, o terminal enfrenta entraves estruturais. O calado médio do canal é de 13 metros, insuficiente para receber navios de grande porte, que exigem mais de 16 metros. A concessão do canal, dentro do programa de privatizações federais, é apontada como uma possível solução.

Limitações de espaço, dragagem deficiente e restrições operacionais obrigam manobras complexas das embarcações. Além disso, o acesso rodoviário preocupa o setor, com as BR-101 e BR-470 operando próximas ao limite de capacidade.

Para a empresa, a falta de infraestrutura viária adequada impacta diretamente a performance logística do porto e exige articulação com os governos estadual e federal.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Wolffenbuttel/JBS Terminais

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Dragagem do canal portuário: edital de R$ 87,5 milhões é lançado para o Porto de Itajaí

A licitação para dragagem do canal portuário do rio Itajaí-Açu foi oficialmente lançada nesta segunda-feira pela Companhia Docas da Bahia (Codeba). O edital prevê investimento estimado em R$ 87,5 milhões e contrato com vigência de 12 meses. A empresa vencedora será definida pelo critério de menor preço, com sessão pública de julgamento agendada para 12 de fevereiro.

Serviços garantem profundidade do canal do Porto de Itajaí

A contratação contempla a dragagem de manutenção do canal de acesso aquaviário ao Porto de Itajaí, abrangendo os canais interno e externo, os berços de atracação e as bacias de evolução. O objetivo é assegurar, de forma contínua, as profundidades mínimas operacionais, fundamentais para a segurança da navegação e a fluidez das operações portuárias.

As medições atuais do canal, homologadas pela Marinha do Brasil, seguem válidas até 22 de março, o que reforça a necessidade de continuidade dos serviços.

Primeira licitação sob gestão da Codeba

Este é o primeiro processo licitatório conduzido pela Codeba desde que a estatal assumiu a gestão do Porto de Itajaí. O tema vinha sendo tratado pela superintendência do porto desde o ano passado, mas não avançou quando estava sob responsabilidade da Autoridade Portuária de Santos (APS).

A nova contratação se faz necessária porque o contrato vigente, firmado com a empresa Van Oord, tem execução prevista até fevereiro e término de vigência em março.

Governo avalia concessão de longo prazo

Para evitar qualquer paralisação nos serviços de dragagem, chegou a ser discutida a possibilidade de prorrogação contratual ou até mesmo uma contratação emergencial. Com o novo edital, o contrato terá duração de um ano.

Paralelamente, o governo federal trabalha na estruturação da concessão do canal portuário em um modelo de longo prazo. A proposta prevê não apenas a manutenção, mas também o aprofundamento do calado, permitindo a recepção de navios de maior porte e ampliando a competitividade do complexo portuário.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Codeba aprova licitação de R$ 87,5 milhões para dragagem do canal portuário de Itajaí

A Companhia Docas da Bahia (Codeba) aprovou a abertura de uma licitação para dragagem do canal portuário do rio Itajaí-Açu, com valor estimado em R$ 87,5 milhões e prazo de execução de 12 meses. A decisão foi tomada pelo conselho administrativo da estatal, que atualmente responde pela gestão provisória do Porto de Itajaí.

Contratação será por pregão eletrônico

O processo licitatório será realizado por pregão eletrônico, com critério de julgamento pelo menor preço. A proposta do novo edital surge diante da proximidade do encerramento do contrato vigente, que tem execução até 15 de fevereiro e vigência contratual até março.

Canal mantém profundidades homologadas

Atualmente, as profundidades mínimas do canal portuário estão homologadas pela Marinha do Brasil até 22 de março, sendo 14 metros no canal externo e 13,5 metros nas bacias de evolução e berços de atracação. A manutenção desses parâmetros é considerada essencial para a operação segura do porto.

Serviço é realizado pela Van Oord

A dragagem de manutenção segue sendo executada pela empresa Van Oord, que atua com a draga Njord nas atividades de rotina e utiliza dragas de grande porte por sucção em campanhas específicas de aprofundamento do canal.

Expectativa é de lançamento do edital nesta semana

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, aguardava o lançamento do edital até a última sexta-feira, o que não ocorreu. Com a publicação oficial da autorização da Codeba na mesma data, a expectativa agora é de que o edital de dragagem seja divulgado ao longo desta semana.

Processo avança após mudança de gestão

A licitação vinha sendo solicitada desde meados do ano passado, mas não avançou durante a gestão da Autoridade Portuária de Santos (APS). Após o encerramento da administração da APS em Itajaí, o tema passou a ser tratado diretamente com a Codeba a partir de dezembro, o que acelerou a análise técnica e a aprovação do processo.

Contrato será temporário até concessão definitiva

A contratação prevista terá caráter temporário, assegurando a continuidade da dragagem enquanto o governo federal conclui o projeto de concessão do canal de acesso portuário. O modelo definitivo está em análise no Tribunal de Contas da União (TCU) e deve ser lançado até março.

O futuro edital de concessão terá prazo de 25 anos e prevê investimentos de aproximadamente R$ 311 milhões.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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ReConecta visita JBS Terminais e conhece planos de investimento no Porto de Itajaí

A CEO do ReConecta, Renata Palmeira, e a jornalista Daiana Brocardo estiveram, na manhã desta sexta-feira (16), em uma visita institucional à JBS Terminais, em Itajaí (SC).

Recebidas pelo especialista em Comunicação, Bruno Barradas, elas puderam conhecer de perto a estrutura do terminal e conversar sobre os planos de investimento da empresa para o Porto de Itajaí.

O encontro abordou temas como modernização da infraestrutura, eficiência logística e a importância estratégica do terminal para o desenvolvimento do complexo portuário catarinense. A visita também reforçou o valor de uma comunicação próxima do setor e de iniciativas que conectam empresas, pessoas e o ecossistema logístico.

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Receita Federal destrói máquinas de solda irregulares no Porto de Itajaí

A Receita Federal realizou, na tarde desta quarta-feira (15), a destruição de 1.200 máquinas de solda apreendidas no Porto de Itajaí, em Santa Catarina. Os equipamentos foram importados de forma irregular e não atendiam às normas técnicas brasileiras, oferecendo riscos à saúde e à segurança dos consumidores.

Essa foi a segunda operação desse tipo registrada no país. A primeira ocorreu no Porto de Santos, também envolvendo equipamentos sem certificação adequada.

Laudo técnico apontou falhas de segurança

Após a apreensão, as mercadorias passaram por análise técnica especializada. O laudo confirmou a ausência de requisitos mínimos de segurança exigidos pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), o que inviabilizou qualquer possibilidade de regularização dos produtos.

Diante das irregularidades constatadas, a Receita Federal determinou a destinação das máquinas à destruição, ainda em zona alfandegada.

Receita Federal alerta mercado sobre fiscalização

De acordo com o delegado da Receita Federal no Porto de Itajaí, André Sette Câmara, a operação tem também um caráter educativo e preventivo. Segundo ele, houve aumento nas tentativas de entrada desse tipo de mercadoria em portos brasileiros.

O delegado reforçou que a fiscalização seguirá rigorosa, com o objetivo de coibir novas importações irregulares e proteger o mercado nacional e o consumidor final.

Associação de Soldagem acompanhou a operação

A ação contou com o acompanhamento da Associação Brasileira de Soldagem, que destacou a importância da destruição dos equipamentos ainda na área alfandegada. A entidade ressaltou que a medida é essencial para impedir que produtos inseguros cheguem ao mercado e sejam utilizados sem atender aos padrões técnicos exigidos no Brasil.

FONTE: Portal Menina
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Leilões portuários de 2026 incluem Porto de Itajaí e canal de acesso

O Porto de Itajaí está confirmado no pacote de leilões portuários de 2026 anunciado pelo governo federal. Os projetos foram apresentados pelo Ministério de Portos e Aeroportos e incluem tanto a concessão do terminal portuário quanto do canal de acesso do rio Itajaí-Açu, reforçando a agenda de investimentos em infraestrutura logística no país.

As iniciativas fazem parte de um conjunto de 18 leilões de portos e quatro concessões de canais de acesso previstos para o próximo ano.

Projetos no Sul integram cronograma nacional

Além de Itajaí, a Região Sul também contará com concessões do Porto de Porto Alegre e do sistema aquaviário dos portos do Sul e da Lagoa Mirim. Os editais integram o planejamento estratégico do ministério para ampliar a participação da iniciativa privada e modernizar a estrutura portuária brasileira.

De acordo com o cronograma oficial, os primeiros leilões de 2026 ocorrerão em fevereiro, envolvendo os portos de Macapá (AP), Natal (RN), Porto Alegre (RS) e Recife (PE). Esse bloco soma R$ 229 milhões em investimentos previstos. Já em março, está programado o leilão do terminal de contêineres do Porto de Santos (Tecon Santos 10), com aporte estimado em R$ 6,4 bilhões.

Concessões do Porto de Itajaí e do canal portuário

No caso de Itajaí, o edital de concessão do canal de acesso portuário deve ser publicado até março, enquanto o leilão do terminal portuário está previsto para ocorrer até junho. O edital definirá o arrendamento definitivo do Porto de Itajaí, com contrato de 35 anos e projeção de investimentos de R$ 2,8 bilhões.

A concessão do canal seguirá um modelo inédito, já adotado em 2025 no acesso ao Porto de Paranaguá (PR). O projeto prevê R$ 311 milhões em investimentos, incluindo o aprofundamento do canal para 16 metros, o que permitirá a operação de navios de até 400 metros, os maiores em circulação atualmente.

Carteira de leilões cresce e supera anos anteriores

O volume de leilões portuários previstos para 2026 é mais que o dobro do registrado em 2025, quando foram realizadas oito concessões, totalizando R$ 10,3 bilhões em investimentos. Desde 2023, início do atual governo, já foram estruturados 26 projetos, com foco na modernização e ampliação da infraestrutura portuária.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, 2025 marcou a consolidação da retomada dos investimentos em infraestrutura. Ele destacou que 2026 já começa com uma agenda robusta, incluindo cinco leilões programados para o primeiro trimestre.

Itajaí lidera crescimento entre portos públicos

O ministro também ressaltou o desempenho da movimentação portuária nacional, que deve encerrar o ano acima de 1,3 bilhão de toneladas. O Porto de Itajaí teve papel de destaque nesse cenário, liderando o crescimento entre os portos públicos, com alta superior a 300%. Em 2025, o terminal movimentou cerca de 4 milhões de toneladas.

No total, o ministério prepara 40 leilões para 2026, sendo 21 aeroportos, 18 portos e uma hidrovia, com a concessão inédita da navegação no rio Paraguai. A estratégia, segundo o governo, busca ampliar a infraestrutura, descentralizar operações e impulsionar emprego, renda e turismo.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Dragagem do rio Itajaí-Açu: edital deve ser lançado nesta semana, afirma Porto de Itajaí

Com cerca de um mês restante para o encerramento do contrato emergencial de dragagem, a Superintendência do Porto de Itajaí ainda não publicou o novo edital de licitação nem oficializou a prorrogação do acordo com a empresa holandesa Van Oord, responsável pela manutenção do calado do canal do rio Itajaí-Açu.

O cenário gera atenção no setor portuário, já que a dragagem é essencial para garantir a segurança da navegação e a movimentação de cargas no complexo portuário.

Viagem a Brasília busca destravar licitação

Diante do prazo reduzido, o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, informou que estará em Brasília nesta quarta-feira para tratar da dragagem e de outras demandas estratégicas. Segundo ele, a expectativa é que o edital de concorrência seja lançado até sexta-feira.

De acordo com o superintendente, a demora está relacionada à condução do processo pela Autoridade Portuária de Santos, que não teria iniciado a licitação mesmo após diversas solicitações formais desde julho do ano passado. Ele destacou que a Codeba (Companhia Docas do Estado da Bahia) assumiu recentemente a responsabilidade e já concluiu a preparação do edital.

Planos alternativos para evitar paralisação

Apesar do atraso, o Porto de Itajaí trabalha com cenários alternativos para garantir a continuidade do serviço.
“A licitação é o plano A, a prorrogação contratual é o plano B e a contratação emergencial é o plano C. Em qualquer situação, não haverá interrupção da dragagem de manutenção do canal”, afirmou João Paulo.

A agenda em Brasília também inclui a análise da viabilidade jurídica para estender o contrato atual ou realizar uma nova contratação emergencial, caso a licitação não avance dentro do prazo necessário.

Serviço custa R$ 4 milhões por mês

O contrato vigente prevê um custo mensal de aproximadamente R$ 4 milhões para a execução da dragagem. Para manter a operacionalidade do porto, são exigidas profundidades mínimas de:

  • 14 metros no canal externo
  • 13,5 metros no canal interno
  • 13,5 metros nas bacias de evolução e berços de atracação do Porto de Itajaí e da Portonave

Esses parâmetros são fundamentais para o acesso de navios de grande porte.

Equipamentos garantem a manutenção do canal

Atualmente, a dragagem é realizada principalmente pela draga Njord, que utiliza a técnica de injeção por jato de água, aproveitando a correnteza para transportar os sedimentos até o mar. Em operações específicas, também é empregada a draga Utrecht, capaz de remover e transportar até 18 mil metros cúbicos de material dragado por campanha.

Histórico de atrasos no processo licitatório

No início do ano passado, a Van Oord retomou as operações após o governo federal quitar uma dívida de R$ 48 milhões da autoridade portuária municipal. Na ocasião, o contrato emergencial foi prorrogado por mais um ano, com a previsão de que a licitação definitiva da dragagem fosse lançada em dezembro.

Posteriormente, o prazo foi adiado para fevereiro deste ano, sem confirmação oficial se será mantido. O novo modelo de contratação prevê um contrato com validade de até 25 anos, separado do edital de arrendamento definitivo do porto.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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Porto de Itajaí firma convênio com a CODEBA e avança na transição da autoridade portuária

A Superintendência do Porto de Itajaí foi palco da assinatura do convênio com a Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA), que passa a atuar como autoridade portuária do terminal catarinense. A assinatura foi na manhã desta quarta-feira (07). A medida é transitória e permanece válida até a criação da Companhia Docas de Santa Catarina, empresa federal que assumirá definitivamente a gestão portuária no Estado. Antes da CODEBA, a Autoridade Portuária de Santos (APS) é quem estava à frente do Complexo Portuário em 2025. 

O ato marca mais um capítulo do processo de federalização do Porto de Itajaí, iniciado há um ano. Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, a decisão do Governo Federal foi estratégica para proteger empregos, garantir a continuidade das operações e preservar o papel econômico do porto para a cidade e a região. “Hoje o Porto de Itajaí vive um cenário de estabilidade, previsibilidade e retomada da confiança”, destacou o superintendente ao apresentar os resultados do primeiro ano de gestão federalizada. 

Recuperação

Em um ano o comando da APS, o Porto registrou faturamento recorde de R$ 180 milhões, com a movimentação de cargas e contêineres retornando à normalidade. Outro dado relevante foi a arrecadação de mais de R$ 4,5 milhões em ISS para o município — uma receita inexistente antes da federalização.  Ainda na área financeira, a atual gestão quitou uma dívida histórica de R$ 102 milhões, reorganizando as contas do Porto, mantendo a folha de pagamento em dia e recuperando a credibilidade institucional. 

O superintendente também anunciou a contratação para a continuidade da dragagem do canal de acessos ao Complexo Portuário de Itajaí, considerada uma das missões mais importantes da administração, além da entrega de equipamentos para a guarda portuária, reforçando a segurança das operações. Ele reafirmou que a federalização não retira a identidade do Porto nem da cidade, que segue sendo administrada por servidores locais. “A CODEBA nos dá suporte administrativo, tecnológico nas rotinas, nas contratações, mas isso tudo passa a ser feito com a mão de oba de Itajaí”, explica. 

O diretor da CODEBA, Antonio Boggo, destacou o espírito de colaboração entre as equipes da Bahia e de Itajaí e classificou o convênio como o início de uma grande parceria. Ele apresentou um panorama da atuação da CODEBA, que administra os portos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus, responsáveis por uma movimentação total de cerca de 5,4 milhões de toneladas e faturamento consolidado de R$ 284,5 milhões no último ano. Boggo ressaltou a importância dos investimentos em infraestrutura, dragagem e atualização tecnológica, com apoio do Ministério dos Portos e Aeroportos, para elevar os portos brasileiros a padrões internacionais de eficiência.

Projetos futuros

Durante o encontro, o secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos, Alex Ávila, ressaltou a importância da união entre as instituições e do apoio da Receita Federal, empresários e trabalhadores portuários. “As pessoas são o maior ativo do Porto de Itajaí”, afirmou. Ávila apresentou os três projetos considerados prioritários pelo governo federal: a concessão do canal de acesso, o arrendamento definitivo do terminal de contêineres e a criação da Companhia Docas de Santa Catarina.

O canal de acesso, segundo o secretário, encontra-se em fase final de análise no Tribunal de Contas da União (TCU), com expectativa de aprovação entre fevereiro e março, e leilão previsto para 2026. Já o arrendamento definitivo do terminal de contêineres teve os estudos técnicos aprovados no final de 2025 e segue agora para validação da ANTAQ e posterior análise do TCU, também com previsão de leilão em 2026. A criação da Docas de Santa Catarina, por sua vez, já conta com projeto formalizado e depende de apoio legislativo para avançar. 

Parceria municipal

Representando o município, a secretária de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, Gabriela Kelm, reforçou o compromisso da prefeitura com o Porto de Itajaí. Segundo ela, o prefeito Robison Coelho garante parceria institucional e prioriza a finalização da Rua do Porto, obra estratégica que permitirá a ampliação da área primária portuária. Gabriela destacou ainda medidas de incentivo fiscal, como a redução do imposto para o comércio de 5% para 3% e o aumento do orçamento da lei de benefícios fiscais de R$ 10 milhões para R$ 15 milhões, com o objetivo de atrair novos investimentos e ampliar a movimentação de cargas.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGENS: RECONECTA NEWS

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