Exportação

Exportações de SC para os Estados Unidos caem 55% em setembro

Efeitos do tarifaço impactam produtos relevantes da pauta exportadora de SC, como motores elétricos (-11,9%), partes de motor (-57,1%) e móveis (-14,5%); EUA recuam para 4ª posição entre os principais destinos dos produtos de SC em setembro

As tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre exportações de produtos brasileiros já afetam significativamente as vendas de Santa Catarina para o mercado norte-americano. Dados da balança comercial compilados pelo Observatório FIESC mostram que em setembro, as exportações para os EUA caíram 55% em relação a igual período do ano anterior, para US$ 78,7 milhões.

Considerando o total das vendas externas catarinenses, de US$ 1,06 bilhão, o recuo foi de 1,24% no período. “A manutenção do tarifaço em 50% já prejudica seriamente as exportações catarinenses para os EUA, com repercussões graves, como demissões. Dados de emprego já mostram perda de vagas na indústria”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias (FIESC) Gilberto Seleme.

Dentre os principais produtos da pauta exportadora do estado em setembro, o item partes de motor foi que apresentou o maior declínio, de 57,1%. As vendas de outros móveis caíram 14,5% e as de motores elétricos recuaram 11,9%. “A abertura do diálogo com os EUA cria a expectativa para que a negociação possa partir para argumentos mais técnicos e qualificados. O diálogo é a única alternativa para reverter o tarifaço”, avaliou Seleme.

Por outro lado, as exportações de soja avançaram 21,2%, as vendas externas de carne suína cresceram 19,1% e as de carnes de aves aumentaram 8,5% no nono mês do ano.

Acumulado no ano
De janeiro a setembro, as exportações de Santa Catarina somaram US$ 9 bilhões, o que representa um incremento de 5,1% frente a igual período de 2024. O resultado se deve, em parte, ao incremento de vendas dos dois principais produtos da pauta exportadora de SC: as exportações de carnes de aves tiveram alta de 8,1% e as de carne suína cresceram 13,5% no período. O aumento de vendas para alguns mercados como Argentina (28%), e Japão (13,5%) e Chile (40,5%) contribuíram para o resultado.

Importações
Em setembro, as importações de SC cresceram 2,11% em comparação com igual período do ano anterior, para US$ 2,94 bilhões. No acumulado do ano, o incremento foi de 2,54% frente ao período de janeiro a setembro de 2024, para US$ 25,43 bilhões. A China segue como a principal origem das compras, seguida pelos Estados Unidos, Chile, Alemanha e Argentina.

FONTE: FIESC
IMAGEM: Reprodução/Portonave

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Comércio Exterior

Em meio a tarifaço, exportações do Brasil para os EUA seguem em queda e caem 20,3%

Apesar do valor registrado nas exportações para os EUA, as importações brasileiras foram na contramão

Em setembro, a balança comercial brasileira teve um saldo positivo de US$ 2,99 bilhões. Porém, o país continuou registrando queda nas exportações com os norte-americanos, com uma ampliação de 18,5%, em agosto, para 20,3% no mês passado.

O resultado ocorre no segundo mês do tarifaço de 50% imposto a produtos brasileiros pelos Estados Unidos. Os dados são do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), divulgados nesta segunda-feira (6).

Apesar do valor registrado nas exportações para os EUA, as importações brasileiras foram na contramão e tiveram um aumento de US$ 0,5 bilhões, resultando em 14,3%.

Em relação aos resultados gerais, o valor do saldo positivo foi alcançado com exportações de US$ 30,531 bilhões e importações de US$ 27,541 bilhões.

Comparado ao ano anterior, o país teve um crescimento de 7,2% nas exportações e 17,7% nas importações.

Tarifaço

Em 30 de julho, Trump oficializou, por meio de uma ordem executiva, a tarifa de 50% a produtos brasileiros.

Os norte-americanos deixaram de fora 694 itens. Entre eles, estão suco de laranja, aviões comerciais, combustíveis, petróleo e minério de ferro.

Commodities brasileiras com grande fluxo comercial para os Estados Unidos, como carne bovina, café e cacau, não foram incluídas nas exceções e serão taxadas em 50%.

FONTE: R7
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Infraestrutura


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Comércio Exterior

EUA aumentam importação de carne bovina mesmo com tarifas, diz Wesley Batista

Os Estados Unidos não produzem carne suficiente para atender à demanda doméstica e, por isso, precisam recorrer cada vez mais às importações de carne bovina. A avaliação é do empresário Wesley Batista, membro da família controladora da JBS, em entrevista ao Financial Times.

Produção insuficiente e preços recordes

Segundo Batista, a produção americana não consegue acompanhar o consumo em meio ao aumento das dietas ricas em proteína. “Os EUA enfrentam o preço da carne bovina mais alto da história e precisam importar mais e mais porque a produção não é suficiente para sustentar a demanda”, afirmou.

Dados do Departamento do Trabalho dos EUA mostram que, em agosto, o preço médio da libra de carne moída chegou a US$ 6,32, um salto de 13% em um ano.

Importações crescem apesar do tarifaço

Mesmo após a decisão do presidente Donald Trump, em abril, de aplicar tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, as compras externas de carne pelos EUA subiram 30% no primeiro semestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

No caso do Brasil, as exportações para os EUA avançaram 91% até julho, mas registraram queda em agosto, refletindo o impacto das sobretaxas.

Impacto limitado na JBS

Com nove unidades de produção nos EUA, a JBS mantém metade de sua receita global de US$ 77 bilhões no mercado americano. Por isso, as tarifas não têm afetado significativamente o grupo, já que grande parte da carne vendida no país é produzida localmente.

Proteína ganha espaço nas dietas

Batista também associou a alta demanda por proteína ao uso crescente de medicamentos para emagrecimento à base de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro.

“Ninguém sabe exatamente qual é o impacto desses novos remédios, mas algo está acontecendo, porque a proteína virou uma tendência”, disse o empresário.

Levantamento do International Food Information Council confirma a mudança no comportamento alimentar: 71% dos consumidores nos EUA disseram ter aumentado a ingestão de proteína em 2024, frente a 67% em 2023 e 59% em 2022.

Relação Brasil-EUA e negociações comerciais

De acordo com O Globo e Folha de S.Paulo, Wesley Batista foi recebido por Trump semanas antes de o presidente americano sinalizar publicamente abertura ao diálogo com Lula, na Assembleia Geral da ONU.

O empresário teria papel central na aproximação entre os dois governos, em meio às negociações brasileiras para reduzir tarifas e ampliar a lista de isenções — que poderia incluir justamente a carne bovina.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/J&F

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Exportação

China prioriza Argentina e Austrália e deixa Brasil e EUA de fora em compras de soja e carne bovina

Importadores chineses compraram milhões de toneladas de soja da Argentina em setembro, logo após Buenos Aires suspender temporariamente os impostos de exportação sobre grãos e derivados.

Ao mesmo tempo, a carne bovina australiana ganhou terreno no mercado chinês, enquanto as vendas dos Estados Unidos recuaram com força em meio a licenças vencidas para plantas frigoríficas e à escalada tarifária entre Washington e Pequim.

O movimento acendeu um alerta no governo norte-americano e reconfigurou o tabuleiro do agronegócio no curto prazo.

Soja argentina ganha força com isenção de impostos

A decisão do governo de Javier Milei de suspender, por prazo limitado, as retenciones sobre soja, milho, trigo e derivados tornou os embarques argentinos mais competitivos.

Negociadores chineses fecharam ao menos 20 carregamentos, algo próximo de 1,3 milhão de toneladas, com embarques previstos para novembro e início de 2026.

Segundo relatos de mercado, os volumes deste mês alcançaram o maior patamar em sete anos, ocupando um espaço que, em anos anteriores, tenderia a ser suprido por fornecedores dos Estados Unidos.

Embora a China tradicionalmente concentre boa parte das compras do quarto trimestre na safra norte-americana, a combinação entre tarifas bilaterais, preços internos elevados nos EUA e a janela fiscal aberta pela Argentina empurrou os chineses para a América do Sul.

De acordo com reportagens internacionais, essa rodada de compras cobriu mais da metade das necessidades de curto prazo de esmagadoras chinesas, reduzindo a urgência de buscar grão norte-americano na virada da safra.

Governo Trump reage à aproximação entre China e Argentina

A guinada chinesa causou incômodo dentro do governo Donald Trump.

Durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, um fotógrafo registrou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, lendo no celular uma mensagem atribuída a “BR”, interpretação corrente para a secretária da Agricultura, Brooke Rollins.

O teor apontava preocupação com o efeito colateral do alívio tributário argentino sobre os agricultores dos EUA e com a rota de vendas para a China.

Em público, integrantes do gabinete tentaram conter o desgaste.

Bessent afirmou que o apoio dos EUA a Buenos Aires se dá por meio de linha de swap de crédito, não por desembolsos diretos, e que o objetivo é dar estabilidade financeira à economia argentina.

Em paralelo, associações do setor agrícola norte-americano relataram perda de espaço na China e pediram previsibilidade nas negociações comerciais.

Carne bovina australiana substitui produto americano

No mercado de proteína bovina, a curva também virou.

Após Pequim retomar autorizações e retirar sanções impostas a vários frigoríficos australianos nos últimos anos, os embarques da Austrália para a China aceleraram.

Já os EUA sentiram um choque duplo: além da reacensão da disputa tarifáriacentenas de registros de plantas e entrepostos frigorificados norte-americanos expiraram, afetando a capacidade de exportação.

Os números recentes ilustram a mudança de fluxo.

As vendas dos EUA para a China despencaram para algo próximo de US$ 8 milhões em julho e US$ 10 milhões em agosto, bem abaixo dos valores superiores a US$ 100 milhões observados nos mesmos meses do ano anterior.

No sentido oposto, a Austrália ampliou rapidamente sua fatia de mercado, amparada por oferta mais abundante e por um produto que atende nichos chineses de grão-alimentado.

Grandes processadoras americanas também enfrentam rebanho apertado e preços domésticos recordes, o que reduz a competitividade no exterior.

Brasil mantém liderança nas exportações de soja

Apesar do título sugerir um afastamento, o Brasil continua sendo o principal fornecedor de soja à China em 2025, com recordes de embarque ao longo do primeiro semestre e volumes robustos em agosto.

O que ocorreu, neste recorte de setembro, foi uma substituição tática: diante da brecha tributária aberta por Buenos Aires, compradores chineses aproveitaram para antecipar parte das compras na Argentina.

No caso da carne bovina, o reposicionamento favoreceu a Austrália, não o Brasil.

Ainda assim, há pontos de atenção para produtores brasileiros.

Em janeiro, a China suspendeu temporariamente embarques de algumas tradings e cooperativas por exigências fitossanitárias, ainda que o impacto global tenha sido limitado e depois atenuado.

Além disso, a volatilidade tarifária global e a intensificação da disputa comercial entre Washington e Pequim podem redistribuir demanda entre fornecedores de forma súbita, inclusive deslocando negócios da América do Sul conforme preços e regras mudem.

Efeitos imediatos no comércio agrícola global

Para a soja, a demanda chinesa por grão argentino deve se concentrar na janela em que a suspensão de impostos estiver vigente ou até que o teto estipulado pelo governo seja alcançado.

Esse fator, mais o câmbio e o avanço da colheita norte-americana, tende a pesar sobre prêmios e curvas futuras nas próximas semanas.

Por outro lado, esmagadoras chinesas relatam margens positivas com a soja sul-americana, reforçando o apetite por cargas adicionais se a janela fiscal for prorrogada.

Na carne bovina, os EUA enfrentam um processo mais difícil de reverter.

Mesmo que parte dos registros seja renovada e que haja alívio tarifário temporário em setores específicos, a quebra de continuidade no fornecimento costuma penalizar quem perde gôndola.

A Austrália, com oferta crescente e status sanitário reconhecido pela China, tende a consolidar contratos no último trimestre, enquanto os frigoríficos brasileiros seguem disputando nichos na Ásia com restrições pontuais.

Política comercial molda o novo mapa do agronegócio

O pano de fundo é eminentemente político.

Tarifas recíprocas elevadas, investigações e exigências regulatórias têm reconfigurado rotas de commodities desde o início do ano.

Em resposta, a China diversificou origens, escalou compras no Brasil e ativou a Argentina quando houve corte tributário.

Do lado norte-americano, produtores pressionam por alívio e previsibilidade, mas esbarram em uma estratégia tarifária que o governo considera parte de uma agenda de segurança econômica mais ampla.

No curto prazo, o resultado é um triângulo competitivo — Brasil, Argentina e Austrália — atendendo ao maior comprador global de soja e um dos maiores de carne bovina, enquanto os Estados Unidos lidam com restrições próprias e com o custo de vender para um cliente que responde de forma contundente a cada tarifa ou regra nova.

Diante dessa nova configuração, qual país do Cone Sul ganhará mais espaço se a janela fiscal argentina for prorrogada e a Austrália mantiver o embalo no mercado chinês?

FONTE: Click Petróleo e Gás
IMAGEM: Reprodução/Click Petróleo e Gás

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Comércio Exterior

Alckmin vê avanço gradual na redução de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), tem transmitido otimismo em relação à retomada das negociações comerciais com os Estados Unidos. Segundo interlocutores, ele acredita que o governo de Donald Trump deve reduzir as tarifas de importação aplicadas ao Brasil de forma gradual, conforme os diálogos avancem.

No início de setembro, a Casa Branca retirou a tarifa de 10% sobre a celulose importada, medida que beneficiou diretamente a indústria brasileira. Somente em 2024, o Brasil exportou 2,8 milhões de toneladas do produto para os EUA, equivalente a 15% das vendas externas do setor. No mesmo período, também foi suspensa a tarifa de 10% sobre o ferroníquel.

Tensões e retomada do diálogo

As negociações sofreram uma ruptura em agosto, após Trump elevar para 50% as tarifas sobre produtos brasileiros, justificando a medida em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O republicano afirmou que a decisão estava relacionada ao tratamento dado pelo governo brasileiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Desde então, os contatos diplomáticos foram retomados de forma cautelosa. Em setembro, Alckmin participou de reunião virtual com Jamieson Greer, chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA), responsável pelo comércio exterior norte-americano. O encontro coincidiu com a condenação de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Poucos dias depois, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Lula e Trump tiveram um breve encontro nos bastidores. Segundo relatos, a reunião, ainda que rápida, foi considerada positiva por ambos os presidentes.

Agenda bilateral e próximos passos

Em 25 de setembro, Alckmin voltou a dialogar com autoridades norte-americanas em reunião por videoconferência com o secretário de Comércio, Howard Lutnick, reforçando a pauta sobre tarifas.

Enquanto o vice-presidente se concentra nos temas ligados ao comércio exterior, outras questões, como a Lei Magnitsky aplicada contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e a suspensão de vistos de autoridades brasileiras, seguem sob responsabilidade do Itamaraty e do Planalto. A estratégia do governo Lula é ampliar o escopo das negociações, incluindo a revisão dessas punições.

Jantar do PCdoB em Brasília

Na noite de 1º de outubro, Alckmin participou de um jantar organizado pelo PCdoB, em Brasília, para arrecadação de fundos. Em discurso breve, afirmou que, sem a eleição e atuação de Lula, o Brasil poderia estar sob uma ditadura.

O partido confirmou apoio à reeleição do petista em 2026 e definiu como prioridade eleger mais deputados para superar a cláusula de barreira — atualmente, a sigla conta com nove parlamentares.

O evento, realizado no Clube de Engenharia, contou ainda com a presença dos ministros Sidônio Palmeira (Secom) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), além do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e parlamentares de diferentes legendas.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Industria

Alckmin destaca avanços nas negociações com os EUA e ressalta parceria com a indústria

Em reunião na CNI, ministro do MDIC destacou reversão de taxação para 8% das exportações impactadas e agradeceu o empenho do setor privado na defesa comercial brasileira

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou nesta terça-feira (30/09) a importância do trabalho conjunto entre o governo federal e o setor produtivo na defesa dos interesses comerciais brasileiros frente ao tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Convidado a participar da reunião de diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Alckmin disse que o encontro entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos EUA, Donald Trump, na ONU, foi um passo importante que terá desdobramentos para resolver o impasse tarifário.

Em sua fala, o ministro do MDIC destacou resultados positivos já alcançados nas negociações. “Se pegar essas últimas quatro semanas, foram 8% das exportações brasileiras afetadas pelo tarifaço que saíram. 4% na celulose. Agora mais 4% de madeira e móveis”, explicou.

O vice-presidente ressaltou, ainda, o papel do setor produtivo nas negociações, mencionando a missão empresarial coordenada pela CNI a Washington, no início de setembro. “Foi muito importante a ida da CNI e da delegação de empresários aos Estados Unidos. A Amcham e a US Chambers também têm ajudado, então essa parceria é muito importante para nos ajudar a resolver essa questão,” disse Alckmin, agradecendo o presidente da CNI, Ricardo Alban, pelo “empenho do setor privado brasileiro e americano”.

Coordenando o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, criado pelo governo federal para fazer frente à tarifa imposta pelos EUA, o vice-presidente realizou dezenas de reuniões com representantes de empresas brasileiras e norte-americanas para buscar soluções para o tarifaço.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a preocupação com a defesa comercial brasileira em um momento em que diversos países estão aplicando políticas protecionistas e se reposicionando globalmente. Ele também ressaltou o diálogo entre os setores públicos e privado.

“Se falamos tanto em complementariedade entre o setor público e o privado, eles têm e precisam se complementar para serem eficientes e mitigar os hiatos. Queremos transformar os desafios em oportunidades e chegarmos a discussões construtivas. A possibilidade do encontro entre os dois presidentes demostra a força dessa convergência”, disse Alban.

FONTE: MDIC
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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Internacional

A China prepara um plano de retaliação antes do prazo dos EUA para a taxa portuária

A China está tomando medidas preventivas contra os planos dos EUA de aumentar taxas portuárias para cargas ligadas à China.

O premier chinês Li Qiang assinou um decreto do Conselho de Estado no fim de semana, que estabelece que a China tomará as contramedidas necessárias contra países ou regiões que imponham ou apoiem proibições discriminatórias, restrições ou medidas semelhantes direcionadas a operadores chineses, embarcações ou tripulações envolvidas no transporte marítimo internacional e serviços relacionados.

O Representante Comercial dos EUA (USTR) deve impor as taxas portuárias a partir de 14 de outubro, embora as regras finais ainda não tenham sido publicadas. A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) está trabalhando em um sistema de arrecadação.

A falta de clareza da legislação que está por vir levou alguns a argumentar que, como outras táticas de negociação adotadas pela equipe de comércio de Donald Trump neste ano, o prazo de 14 de outubro pode ser estendido ou até mesmo cancelado.

“Nem todos estão convencidos de que as taxas de atracação portuária do USTR em 14 de outubro para navios e operadores chineses irão se concretizar, já que a questão pode fazer parte das negociações em andamento entre EUA e China”, comentou Judah Levine, chefe de pesquisa da Freightos, plataforma de reservas de contêineres, em nota a clientes no início deste mês.

FONTE: Splash 247
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

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Mercado Internacional

EUA ampliam restrições de exportação e incluem subsidiárias de empresas estrangeiras

O Departamento de Comércio dos EUA adotou medidas rigorosas nesta segunda-feira (29) contra empresas da China e de outros países que utilizam subsidiárias para contornar restrições a equipamentos de fabricação de chips e outras tecnologias sensíveis.

Expansão da Lista de Entidades restringe exportações

A nova regra publicada no Registro Federal dos EUA amplia a chamada Lista de Entidades, incluindo automaticamente subsidiárias controladas em pelo menos 50% por uma empresa já listada. Com isso, cresce significativamente o número de empresas que precisarão de licenças de exportação para receber produtos e serviços norte-americanos.

Impactos nas cadeias de suprimentos

Especialistas alertam que a medida pode desestruturar cadeias de suprimentos globais e dificultar que empresas determinem se suas exportações estão sujeitas a restrições. Algumas transações específicas poderão ser autorizadas por um período de até 60 dias, mas muitas licenças provavelmente serão negadas.

Semelhança com regras do Departamento do Tesouro

A regra das subsidiárias se assemelha à chamada “regra dos 50%” aplicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA. Segundo a norma, se uma entidade detiver 50% ou mais de uma empresa da lista, qualquer exportação para essa subsidiária exigirá licença especial, sujeita a aprovação, como ocorre com as próprias empresas sancionadas.

Essa medida reforça a estratégia dos EUA de limitar o acesso a tecnologia avançada por empresas estrangeiras e pode alterar o cenário global de exportações de chips e equipamentos estratégicos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jeenah Moon

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Economia

Dólar hoje cai a R$ 5,33, acompanhando exterior após a divulgação de inflação nos EUA

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,70%, aos R$5,3650.

Após dois dias de alta firme, o dólar fechou a sexta-feira em baixa no Brasil, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior após o índice de inflação PCE, indicador bastante observado pelo banco central norte-americano, ficar em linha com o esperado pelo mercado.

O PCE registrou um ganho de 0,3% no mês, colocando a taxa de inflação anual em 2,7%. Já o núcleo do PCE, que desconsidera preços de alimentos e energia do indicador cheio, foi de 2,9% na base anual, após subir 0,2% no mês. Os números vieram em linha com o esperado por economistas consultados pela Reuters.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista encerrou a sessão em baixa de 0,49%, aos R$5,3386. Na semana a divisa acumulou alta de 0,34% e, no ano, queda de 13,60%.

Às 17h03 na B3 o dólar para outubro — atualmente o mais líquido no Brasil – cedia 0,55%, aos R$5,3405.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,338
  • Venda: R$ 5,338

Dólar Turismo

  • Compra: R$ 5,388
  • Venda: R$ 5,568

O que aconteceu com dólar hoje?

Após fechar em alta na véspera, o dólar abriu em leve baixa e mantém a tendência negativa até o momento. Embora o Fed tenha como meta a inflação de 2%, é improvável que os dados do PCE alterem a percepção dos formuladores de políticas, que na semana passada indicaram expectativa de mais duas reduções de 0,25 ponto percentual até o final do ano.

Mais cedo, o Banco Central informou que o Brasil registrou um déficit em transações correntes de US$ 4.669 bilhões em agosto. Em 12 meses, o déficit acumulado totalizou o equivalente a 3,51% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado foi melhor que o esperado pelos economistas ouvidos pela Reuters, que projetaram um déficit de US$ 5,5 bilhões em agosto.

O rombo do mês passado foi mais do que compensado pelo saldo de investimentos diretos no país (IDP), de US$ 7.989 bilhões.

Fonte: InfoMoney

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Tecnologia

China avança na adoção de robôs em fábricas e deixa EUA para trás

Dados da Federação Internacional de Robótica apontam que mais de dois milhões de robôs já estão sendo utilizados em fábricas chinesas. Apenas no ano passado, o país adicionou mais de 300 mil dispositivos à sua força de trabalho.

Este número é maior do que o restante do mundo combinado. Para se ter uma ideia, os Estados Unidos, principal rival da China na disputa pela hegemonia tecnológica global, disponibilizaram apenas 34 mil máquinas no mesmo período.

China trata os avanços em robótica como estratégia nacional

  • De acordo com reportagem do New York Times, o levantamento revela um domínio completo do setor pelos chineses.
  • Além de fabricar e instalar robôs em fábricas em um ritmo muito maior do que qualquer outro país do mundo, a China está aperfeiçoando os dispositivos.
  • Para isso, Pequim tem estimulado as empresas nacionais a se tornarem líderes em robótica e outras tecnologias avançadas, como semicondutores e inteligência artificial.
  • Os robôs utilizados em fábricas já são capazes de soldar peças de carros, levantar caixas em correias transportadoras e muito mais.

Impulsos para a indústria doméstica

Segundo a publicação, as fábricas chinesas instalaram mais de 150 mil robôs por ano desde 2017. No início de 2025, estes espaços foram responsáveis por quase um terço de todos os produtos manufaturados do mundo, o que faz com que a China supere sozinha os números dos Estados Unidos, Alemanha, Japão, Coreia do Sul e Grã-Bretanha juntos.

Esta estratégia começou em 2015, quando Pequim adotou como prioridade os avanços em robótica. O objetivo era aumentar a produção interna, dependendo menos de produtos manufaturados avançados estrangeiros.

As indústrias chinesas receberam acesso quase ilimitado a empréstimos de bancos controlados pelo Estado a taxas de juros baixas, bem como injeções diretas de dinheiro do governo e outras assistências. Já em 2021, as autoridades chinesas anunciaram um plano nacional para expandir a implantação de robôs.

Os resultados são claros. A participação do país na fabricação mundial de robôs aumentou no ano passado para um terço da oferta global, contra um quarto em 2023. No geral, a China tem cinco vezes mais máquinas trabalhando em suas fábricas do que os Estados Unidos.

Até o ano passado, a China instalava mais robôs importados em suas fábricas. Mas, em 2024, isso mudou: quase três quintos das tecnologias instaladas eram nacionais.

Fonte: Olhar Digital

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