Portos

Navio Adriatic Highway traz 396 veículos BMW ao Porto de Itajaí

O navio Adriatic Highway, do tipo Roll-on Roll-off (Ro-Ro), atracou no Porto de Itajaí às 4h deste sábado (16), trazendo 396 veículos da montadora BMW. A operação de desembarque começou às 7h30.

Esse tipo de carga é considerado de alto valor agregado, representando ganhos logísticos e econômicos para o porto e para a cidade.

Somente em 2025, esta já é a nona embarcação Ro-Ro recebida pelo Porto de Itajaí, o que demonstra a crescente relevância desse tipo de operação no calendário portuário. O porto segue operando 24 horas por dia, com eficiência logística e geração de empregos que fortalecem a economia local e regional.


“O Porto de Itajaí já recebeu nove navios do tipo Roll-on Roll-off somente em 2025, o que reforça a confiança dos armadores e das montadoras internacionais na nossa estrutura. Esse movimento demonstra a consolidação do porto como um importante hub logístico para cargas de alto valor agregado, gerando empregos, arrecadação e fortalecendo a economia da cidade e da região”, destacou o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama.

Fonte: Porto do Itajaí

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Portos

TCU recebe projeto para primeira concessão de hidrovia no Brasil

O projeto da hidrovia do Rio Paraguai tem cerca de 600 quilômetros de extensão em território brasileiro

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) encaminhou ao Tribunal de Contas da União (TCU) o projeto que estabelece o modelo de concessão da hidrovia do Rio Paraguai, que deve ir a licitação até o final do ano. Será a primeira concessão hidroviária do Brasil, representando um marco regulatório e logístico com potencial para inspirar projetos semelhantes em outras bacias navegáveis do país, avalia o ministro Sílvio Costa Filho.

“Este é um sinal de que, pela primeira vez na história do país, as hidrovias passaram a ser tratadas como prioridade estratégica para o desenvolvimento logístico brasileiro”, ressalta o ministro, lembrando que o Brasil tem mais de 20 mil quilômetros de rio navegáveis e potencial para chegar a 60 mil quilômetros. “Investir em hidrovias é essencial para aumentar a competitividade, reduzir custos, integrar regiões e descarbonizar o transporte de cargas no país”.

O projeto da hidrovia do Rio Paraguai tem cerca de 600 quilômetros de extensão em território brasileiro e é estratégica para o escoamento de cargas no Centro-Oeste. A concessão compreende o Tramo Sul do rio, abrangendo o trecho entre Corumbá (MS) e a foz do Rio Apa, na fronteira com o Paraguai. Há outros cinco projetos de concessão de hidrovias sendo trabalhados pelo MPor.

A expectativa do secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, é realizar a concessão da hidrovia até o final do ano.

“Será a primeira concessão de uma hidrovia no país, o que significa maior previsibilidade para o transporte de grandes cargas. A concessão agiliza a adoção de dragagem de manutenção quando necessária, com sinalização do canal de navegação, o que permitirá, inclusive, o transporte noturno com segurança”, disse.

Por causa da estiagem registrada em 2024, o volume de carga transportado pelo rio Paraguai no ano passado foi de 3,3 milhões de toneladas (3,1 milhões de minério de ferro). Em 2023, o volume transportado havia sido de 7,9 milhões de toneladas (6,1 de minério de ferro e 1,6 de soja). Com a concessão, a expectativa é de possibilitar um aumento de três vezes no volume transportado até 2035.

O projeto foi alterado pela Antaq após ampla consulta pública – inclusive duas audiências públicas – e estima investimentos de R$ 43,2 milhões até o quinto ano de concessão, que tem prazo contratual de 20 anos com possibilidade de prorrogação sucessiva até o limite de 70 anos. Cerca de 20% destes investimentos são destinados a ações de preservação e ao monitoramento ambiental da região.

São serviços obrigatórios do concessionário o monitoramento hidrográfico, a sinalização e balizamento náutico do canal de navegação, a gestão e operação do tráfego aquaviário e a gestão ambiental. Também será responsável pela dragagem de manutenção, que elimina pontos assoreados para garantir uma profundidade mínima de três metros na maior parte do ano no canal de navegação e de dois metros no período de estiagem. Nos últimos anos, o Rio Paraguai ficou interditado para navegação por cerca de 65 dias ao ano, em média. Com a concessão, estima-se que este período caia para oito dias.

Dino Antunes lembra que o estímulo à navegação para o transporte de cargas ajuda a reduzir a movimentação nas rodovias diminuindo consideravelmente o número de atropelamentos de animais e a emissão de gases de efeito estufa no país.

Levantamento realizado pelo Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) constatou o atropelamento de 13 mil animais somente nas rodovias do Mato Grosso do Sul durante três anos de monitoramento.

“O Brasil é um dos signatários do Acordo de Paris e tem o compromisso de adotar medidas para a redução de emissões de carbono. Precisamos, cada vez mais, utilizar as hidrovias para o transporte de carga, que é 27 vezes menos poluente do que o modal rodoviário”, afirmou o secretário. “Somos aliados quando a discussão é a defesa do meio ambiente e queremos fazer isso elevando o nível de operação do ponto de vista da segurança da navegação e do lado ambiental. A navegação é a maior interessada na manutenção da quantidade de água; sem água, não se navega”.

Fonte: Modais em Foco

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Portos

MPor reabre consulta pública sobre cláusulas essenciais para contratos de transporte de longo prazo na cabotagem

Proposta define regras para garantir segurança jurídica e sustentabilidade em contratos previstos na Lei BR do Mar

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) reabriu, na segunda-feira (11), o prazo para envio de contribuições à consulta pública que trata da minuta de portaria sobre as cláusulas essenciais dos contratos de transporte de longo prazo na cabotagem. A medida está prevista no art. 7º da Lei nº 14.301/2022 (BR do Mar) e estabelece critérios para acordos firmados entre armadores e embarcadores de carga, com o objetivo de ampliar a previsibilidade, garantir segurança jurídica e promover a sustentabilidade nas operações.

A proposta foi construída com base em práticas internacionais e adaptada às especificidades do mercado brasileiro. Esse modelo é estratégico para o desenvolvimento da cabotagem, pois permite o uso contínuo e dedicado de embarcações para o transporte de grandes volumes de carga, sem a necessidade de o embarcador dispor de frota própria.

Segundo a Nota Técnica nº 3/2024, que embasou a minuta, a regulamentação é estratégica para o crescimento da cabotagem. O setor, que já registra expansão anual média de 3,7% desde 2010, ainda enfrenta desafios como elevada burocracia, custos tributários e necessidade de maior previsibilidade regulatória. Com regras claras e contratos mais estáveis, a expectativa é atrair novos operadores, aumentar a oferta de transporte marítimo, reduzir a dependência do modal rodoviário e melhorar a competitividade do país.

Prazo e participação
O novo prazo para contribuições é de 15 dias corridos, contados a partir da publicação da Portaria nº 483, de 6 de agosto de 2025, no Diário Oficial da União. A minuta está disponível na plataforma Participa + Brasil, onde também devem ser enviadas as sugestões fundamentadas e devidamente identificadas.

Fonte: Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Portos

Portos de SC registram aumento na movimentação de cargas

O resultado supera a média nacional

Os portos de Santa Catarina registraram aumento de 5,23% na movimentação de cargas no primeiro semestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Entre janeiro e junho, eles movimentaram mais de 32,2 milhões de toneladas. O resultado supera a média nacional, de 1,02%, e representa o melhor desempenho entre os estados do Sul do país. A Gerência de Portos da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias apurou os dados junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Conforme o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins os números são resultado de planejamento.

“Os portos de Santa Catarina seguem cumprindo o seu papel de importância dentro da logística estadual e nacional. Pelos nossos portos passam quase 20% do total de contêineres do país. Atendemos também setores do agronegócio e seguimos em constante crescimento nos últimos anos “, comentou.

No setor de contêineres, os portos de Santa Catarina registraram crescimento de 12,4% em relação a 2024, movimentando mais de 1,34 milhão de TEUs. A carga corresponde a mais de 15 milhões de toneladas e supera o crescimento nacional que é de 10,2%. Os portos catarinenses respondem por 19,25% de toda a movimentação de contêineres do Brasil.

Resultados

No primeiro semestre, o Porto Itapoá registrou o segundo maior movimento do país, com 8,1 milhões de toneladas em cargas conteinerizadas. A Portonave movimentou 4,8 milhões de toneladas, o Porto de Itajaí, 1,4 milhão, e o Porto de Imbituba, 656,3 mil toneladas.

Balanço total

Na movimentação total de cargas, o Porto de São Francisco do Sul liderou no primeiro semestre com 8,7 milhões de toneladas, seguido por Itapoá, com 8,1 milhões. O Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul registrou 5,1 milhões, a Portonave, 4,8 milhões, Imbituba, 3,6 milhões, e Itajaí, 1,6 milhão de toneladas. Outros terminais do estado somaram 246 mil toneladas.

Fonte: Guararema News

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Portos

Projeto de requalificação do terminal do Porto do Recife recebe aval do TCU

Obra de R$ 10 milhões vai ampliar capacidade para 50 mil passageiros por ano e oferecer mais conforto

O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o projeto de modernização do Terminal Marítimo de Passageiros (TMP) do Porto do Recife, em Pernambuco, avaliado em R$ 10 milhões. A previsão é que o edital para o leilão seja lançado ainda no segundo semestre deste ano.

O anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante reunião com o ministro do TCU, Augusto Nardes, na última sexta-feira (8). A modernização tem como objetivo transformar o terminal em um espaço mais confortável, acessível e seguro para turistas e trabalhadores do setor portuário e turístico.

“O terminal de passageiros do Porto do Recife é uma das principais portas de entrada do Turismo internacional do nosso Estado. Com a requalificação, vamos potencializar a movimentação de cruzeiros, atraindo mais turistas estrangeiros e nacionais, fortalecendo a economia e a cadeia produtiva do Turismo”Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos

A intervenção deverá elevar a capacidade anual do terminal de 30 mil para 50 mil passageiros, um crescimento superior a 60%.

O ministro do TCU, Augusto Nardes, destacou a relevância da requalificação para o desenvolvimento regional. “Essa obra vai ter um impacto positivo para Recife e Pernambuco. Vejo nessa requalificação uma grande oportunidade para aumentar a movimentação de passageiros, dinamizar a economia e gerar emprego e renda para a região.”

O projeto prevê uma reforma ampla, com atualização do mobiliário e equipamentos. As melhorias incluem a renovação das áreas de espera e atendimento, criação de espaços administrativos adequados, atualização dos sistemas de segurança e reforço na climatização para maior conforto térmico.

A infraestrutura de embarque e desembarque será adaptada para acessibilidade universal, com ambientes mais funcionais. A intervenção abrangerá uma área total de 15.325,87 metros quadrados, incluindo o Armazém 7, a Sala Pernambuco e o estacionamento.

O contrato de arrendamento terá duração de 25 anos (2025–2049), definido pelo maior valor de outorga e remuneração 100% fixa, paga em seis parcelas. Além disso, o arrendatário será responsável por investimentos adicionais para manter e aprimorar a infraestrutura do terminal ao longo do período.

Movimentação e projeções

O Porto do Recife registrou pico histórico de 50.729 passageiros na temporada 2013/2014 e, entre 2015 e 2023, manteve uma média anual entre 25 mil e 30 mil visitantes. Para a temporada 2023/2024, a previsão é de 24 embarcações e 39.072 passageiros, sendo 75% em trânsito e 25% em embarque ou desembarque.

Com a conclusão da requalificação, é esperado que a movimentação anual alcance até 50 mil passageiros, retornando a níveis recordes e impulsionando o turismo e a economia local.

Fonte: Panrotas

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Portos

Porto de Navegantes investe em eficiência e formação para impulsionar talentos

Terminal privado movimentou 1,2 milhão de contêineres em 2024, quase metade da carga catarinense, e destina R$ 13 milhões à qualificação dos trabalhadores

Na margem esquerda do rio Itajaí-Açu, guindastes recortam o horizonte enquanto navios se revezam no cais. Com média de 118 contêineres movimentados por hora, o terminal portuário de Navegantes foi reconhecido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) como o mais eficiente do Brasil. Em 2024, a estrutura operada pela Portonave alcançou a marca de 1,2 milhão de TEUs — volume próximo à sua capacidade instalada de 1,5 milhão e equivalente a quase metade de toda a movimentação de contêineres em Santa Catarina.

A engrenagem que sustenta o terminal, no entanto, vai além da eficiência logística. Desde 2008, a operadora do porto investiu mais de R$ 13 milhões em programas de educação, subsidiando até 80% das mensalidades de cursos técnicos e superiores para seus trabalhadores. Um dos exemplos mais representativos desse investimento é Roger Sílvio Ferreira, 36 anos, que iniciou em 2019 na operação elétrica como auxiliar e hoje atua como engenheiro eletricista de manutenção.

“Comecei como responsável pelos contêineres refrigerados, o menor cargo da área elétrica. Sempre quis construir uma carreira sólida na empresa e fui avançando passo a passo”, recorda. “Houve momentos em que pensei em desistir, enfrentei dificuldades, mas perseverei e fui sendo reconhecido com o tempo. Subi degrau por degrau — foram dez cargos até chegar aqui.”

O avanço na carreira ocorreu em paralelo aos estudos. “Fiz um curso técnico em eletrotécnica e, a partir daí, realizei pequenos cursos em automação, sempre voltados para as áreas de automação e elétrica. Depois ingressei na graduação em engenharia elétrica, que também concluí. É a formação que corresponde ao meu cargo atual como engenheiro eletricista de manutenção.”

A partir do setor elétrico, Roger coordena a manutenção de equipamentos responsáveis por manter guindastes e empilhadeiras em operação contínua. Se esses sistemas pararem, toda a engrenagem logística é afetada — e o fluxo de mercadorias, que vai de alimentos a eletrônicos, também é interrompido.

O esforço para reter talentos é sustentado por uma cultura interna de desenvolvimento, conduzida pelo setor de Recursos Humanos. “Temos centenas de histórias como a do Roger, de profissionais que cresceram na empresa por estarem atentos às oportunidades”, afirma Mariana Régis Vargas, supervisora de RH. “Mais do que isso, muitos criaram suas próprias oportunidades dentro do ambiente de trabalho, propondo melhorias e contribuindo ativamente para a evolução da operação.”

Para o diretor-superintendente Osmari de Castilho Ribas, investir em capital humano é fundamental para sustentar a expansão de R$ 1,5 bilhão prevista até 2026. O plano inclui a aquisição de guindastes sobre pneus e a eletrificação de 18 equipamentos, com redução estimada de 96,5% nas emissões de CO₂.

“Nossa visão é oferecer aos profissionais a possibilidade de construir uma carreira aqui dentro. Investimos fortemente em qualificação e criamos condições para que continuem se desenvolvendo”, afirma. “Contamos com esse time na nossa trajetória de crescimento. O comprometimento, a motivação e a qualidade técnica deles têm se refletido diretamente nos resultados da empresa.”

Parte essencial do ecossistema formativo é o SENAI de Santa Catarina. Reconhecida em 2024 como a melhor unidade do país, a instituição atingiu 195 pontos em avaliação nacional que mede desde a qualidade da gestão à capacidade de inovação.

Com metodologia “mão na massa” e estrutura próxima à realidade das indústrias, o SENAI/SC capacita anualmente mais de 200 mil estudantes, e mantém taxa de empregabilidade superior a 90% entre os formados em cursos técnicos, como o de eletrotécnica, que impulsionou a carreira de Roger.

“O curso técnico é uma das portas mais rápidas para o mercado de trabalho e também o início de uma trajetória sólida dentro da indústria”, afirma Rômulo Thales Azevedo Ramos, gerente de Educação Profissional do SENAI/SC.

“Em Santa Catarina, temos uma indústria diversificada e dinâmica, e por isso investimos tanto em laboratórios atualizados e currículos conectados às demandas reais das empresas. Casos como o do Roger mostram que quando há formação técnica de qualidade, há também mobilidade social e profissional.”

A formação técnica permitiu a Roger compreender, ainda jovem, o funcionamento de sistemas elétricos e automatizados que hoje mantém sob sua supervisão como engenheiro. “O curso técnico no SENAI foi um divisor de águas na minha trajetória”, conta ele. “Foi ali que comecei a enxergar um caminho possível dentro da empresa.”

Fonte: ND+

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Portos

Portos do Brasil têm melhor semestre da história, com Santos (SP) liderando

Recorde do semestre é resultado da expansão comercial brasileira e da política de investimentos do Governo

A movimentação de cargas nos portos brasileiros foi recorde no primeiro semestre deste ano, chegando a 653,7 milhões de toneladas transportadas, volume 1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O porto público com maior movimentação foi o de Santos (67,9 milhões de toneladas), mas o que chama a atenção nos números levantados pela Antaq é o crescimento de 1.494,58% no Porto de Itajaí (SC), que retomou as operações após ficar praticamente parado no final de 2022. Por lá, foram movimentadas 1,7 milhão de toneladas.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, o recorde do semestre é resultado da expansão comercial brasileira e da política de investimentos do Governo Federal para o setor, que reflete, inclusive, na retomada das atividades do Porto de Itajaí.

“Encontramos em 2023 um porto praticamente abandonado em Itajaí, impactando fortemente na economia de Santa Catarina e do Sul do país. Sob orientação do presidente Lula reativamos as operações e retomamos a gestão do complexo, reestabelecendo a atividade econômica e emprego para a população do Estado”Sílvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos

Em maio, durante cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Silvio Costa Filho anunciou investimentos de R$ 844 milhões para modernização do porto de Itajaí até 2030. O pacote contempla dragagem do Rio Itajaí-Açu, readequação do molhe de Navegantes e construção de píer para navios de cruzeiro, entre outras obras estruturantes.

O próximo passo da transformação será a criação da Autoridade Portuária do Porto de Itajaí, medida que conferirá autonomia administrativa total ao complexo. Em junho, o MPor instituiu Grupo Técnico de Trabalho (GTT) para elaborar os aspectos da futura empresa pública federal, que substituirá a gestão transitória exercida pela Autoridade Portuária de Santos.

Contêineres

Também foi recorde o volume transportado no semestre em contêineres (78,1 milhões de toneladas) e em granéis sólidos (387,1 milhões de toneladas). “O crescimento tem sido constante em carga conteinerizada, o que mostra uma diversificação do tipo de mercadoria transportada”, explica o ministro, lembrando que, ainda este ano, o MPor vai promover o leilão do terminal de contêineres de Santos (Tecon Santos 10), que irá aumentar em 50% a capacidade do porto para este tipo de carga.

Responsável por 95% do comércio internacional brasileiro, os portos tiveram um crescimento de 2% na movimentação de carga de longo curso (importação e exportação). Entre os produtos mais transportados neste primeiro semestre estão o minério de ferro (190,5 milhões de toneladas e crescimento de 2,5% sobre o mesmo período do ano passado), óleo bruto de petróleo (104,1 milhões de toneladas e crescimento de 0,62%) e soja (93 milhões de toneladas e aumento de 5,2%).

Fonte: Panrotas

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Portos

Conselho de Autoridade Portuária do Porto de Itajaí empossa novo presidente e apresenta balanço do primeiro semestre de 2025

O Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do Porto de Itajaí empossou, nesta terça-feira (12), seus novos membros para o mandato 2025-2027, em cerimônia realizada no auditório da Superintendência, em Itajaí. O encontro contou com a presença do superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos, e tratou de pautas estratégicas para a gestão e operação portuária.

O novo presidente do CAP é José Alfredo de Albuquerque e Silva, representante do Ministério dos Portos e Aeroportos. Também tomaram posse Paulo Rogério Silva, titular pela Vigilância Agropecuária Internacional (VIGIAGRO); Silvano Domingos e Rodrigo Antônio Steffen, suplentes indicados pela Federação Nacional dos Portuários (FNP); e Ricardo de Souza, diretor de Operações do Porto de Itajaí, como representante da autoridade portuária.

Em seu discurso, José Alfredo destacou o otimismo com o atual momento do porto:

“O balanço apresentado me deixou bastante satisfeito. Depois de todos esses anos, o Porto de Itajaí tem um projeto consistente e que sinaliza a retomada de uma fase de crescimento e expansão”, afirmou.

O superintendente João Paulo Tavares Bastos reforçou a relevância do Conselho e da parceria com o Governo Federal:

“Com a constituição da empresa pública federal, as ampliações, o adensamento de cargas, a entrega do Píer Turístico e demais ações previstas para a expansão do porto, tenho plena convicção de que Itajaí voltará ao mapa do comércio mundial”, declarou.

Balanço semestral
Durante a reunião, foi apresentado o balanço do primeiro semestre de 2025, que registrou crescimento no faturamento, aumento na arrecadação de ISS e na movimentação de cargas, além do avanço de ações estratégicas iniciadas após o processo de federalização.

Outro ponto de destaque foi a atualização sobre os serviços de dragagem, essenciais para garantir a competitividade e a capacidade operacional do porto.

O encontro reafirmou o compromisso do CAP com a transparência, o planejamento e o fortalecimento contínuo das operações portuárias de Itajaí.

Fonte: Porto de Itajaí

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Portos

APM Terminals Pecém consolida o Ceará como hub estratégico

O terminal registra movimentação histórica de 389.024 TEUs; crescimento de 38,75% no primeiro semestre

A APM Terminals Pecém, no Ceará, registrou um desempenho histórico no período de janeiro a julho de 2025, consolidando o terminal como um dos principais hubs logísticos do país. Nesse período foram movimentados 389.024 TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), um crescimento de 38,75% em comparação aos 280.368 TEUs registrados no mesmo período de 2024.

A marca de 389 mil TEUs alcançada nesses sete meses reflete um desempenho excepcional e já sinaliza para um resultado anual muito superior ao recorde de 500 mil TEUs de 2024.

Além de fortalecer a posição do Ceará no cenário portuário nacional, o resultado reforça o papel estratégico do terminal na cadeia produtiva local, especialmente no momento em que a indústria cearense lidera o crescimento no Brasil, com alta de 39% no primeiro trimestre de 2025, segundo dados Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE.

“Este marco não apenas demonstra o potencial da APM Terminals Pecém, como também reflete nossa estratégia contínua de investimentos em infraestrutura, ampliação de capacidade e adoção de novas tecnologias. Esses pilares são essenciais para atender à crescente demanda e fortalecer a logística da região Nordeste, conectando o Brasil ao mundo, pela nova rota marítima direta para a Ásia”, afirma Daniel Rose, diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém. 

No mesmo período, a movimentação geral do Porto do Pecém também apresentou crescimento significativo: foram 11,3 milhões toneladas movimentadas de janeiro a julho, uma alta de 7% na comparação com 2024.

“O contêiner foi uma das estrelas do período e deve seguir crescendo acima de dois dígitos, impulsionado pelo e-commerce, pela safra de frutas e pela cabotagem, especialmente para atender à demanda da Black Friday e do Natal. Nosso serviço para a Ásia está ganhando força. Enquanto isso, avançamos no desenvolvimento de novos negócios como algodão, carne, minerais e granito, além de projetos estratégicos para a ZPE Ceará”, ressalta André Magalhães, diretor comercial do Complexo do Pecém.

Fonte: Modais em Foco

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Comércio Exterior, Informação, Portos

Túnel Santos-Guarujá recebe licença ambiental prévia e avança para leilão de concessão

Licença concedida pela Companhia Ambiental de São Paulo autoriza prosseguimento do projeto, aguardado há mais de 100 anos

O projeto do túnel Santos-Guarujá, uma das obras de infraestrutura mais aguardadas do país, avançou mais uma etapa com a concessão da Licença Ambiental Prévia pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A autorização é requisito fundamental para a realização do leilão de concessão, previsto para 2025, e assegura aos investidores a viabilidade ambiental e jurídica da obra, estimada em R$ 6,8 bilhões.

A licença confirma que o projeto atende às exigências ambientais, permitindo que avance para a próxima etapa. Apenas com essa autorização é possível iniciar as obras, que prometem transformar a mobilidade entre Santos e Guarujá e gerar ganhos para a logística e a economia da Baixada Santista.

“O túnel Santos-Guarujá é uma das obras mais importantes do Brasil e vai integrar de forma definitiva as duas cidades, melhorando a mobilidade, reduzindo o tempo de travessia e fortalecendo a economia da região”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Coordenada pelo Governo Federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a intervenção integra o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal) e prevê a ligação seca entre as duas cidades, separadas pelo estuário do Porto de Santos. O túnel terá 1,5 km de extensão, dos quais 870 metros serão imersos, com três faixas de rolamento por sentido, sendo uma exclusiva para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de acessos para pedestres e ciclistas.

O MPor tem atuado na articulação com órgãos ambientais e governos estadual e municipal para o andamento do projeto, além de apresentar a obra a investidores nacionais e internacionais. Em abril, o ministro Silvio Costa Filho esteve na Europa para conhecer projetos de referência e divulgar a iniciativa em agendas na Dinamarca, Holanda e Portugal.

O projeto, considerado a maior obra do Novo PAC, deve atrair grande interesse de investidores pela relevância logística e econômica que representa para o sistema portuário brasileiro e para a integração urbana da região.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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