Portos

Navio com guindastes elétricos segue da China ao Tecon Santos e marca nova fase de modernização

O Tecon Santos, administrado pela Santos Brasil, receberá em breve dois portêineres e oito RTGs elétricos enviados da China a bordo do navio Zhen Hua 28. Fabricados pela chinesa ZPMC, os equipamentos integram o projeto de ampliação, modernização e descarbonização do terminal, que soma investimentos de aproximadamente R$ 300 milhões.

Os novos portêineres chegam equipados com o sistema TPS (Truck Position System), tecnologia que orienta com precisão o posicionamento das carretas para embarque e descarga. O diferencial desta leva é a possibilidade de operação remota, permitindo que operadores deixem as cabines e atuem diretamente do centro de operações no prédio administrativo — modelo já em uso nos guindastes de pátio.

Com 50 metros de altura e 70 metros de lança, cada portêiner tem capacidade para movimentar simultaneamente dois contêineres de 20 pés, somando até 100 toneladas.

RTGs elétricos ampliam frota sustentável

Os novos RTGs elétricos se juntam às oito unidades já em operação no terminal. Considerados de última geração, eles também permitem operação remota, iniciada de forma pioneira no Brasil no final de 2024.
Nos próximos anos, outros 30 RTGs elétricos substituirão equipamentos movidos a diesel, garantindo mais segurança, ergonomia e redução expressiva de poluentes.

A expectativa é que cada unidade elimine cerca de 20 toneladas de CO₂ por mês, enquanto a substituição total da frota evitará a emissão de 713 toneladas mensais, reduzindo em 97% as emissões desses equipamentos no terminal.

Investimentos até 2031 reforçam plano climático

O programa de expansão do Tecon Santos começou em 2019 e prevê cerca de R$ 3 bilhões em investimentos até 2031, sendo R$ 2 bilhões já aplicados. O projeto está alinhado ao Plano de Transição Climática da Santos Brasil, que estabelece a meta de alcançar net zero até 2040.

Segundo Bruno Stupello, diretor de Operações de Terminais Portuários de Contêineres, a companhia trabalha para manter a competitividade do comércio exterior brasileiro por meio de tecnologia, produtividade e melhores condições laborais:
“Enquanto modernizamos nosso parque operacional, também aprimoramos o ambiente de trabalho, com treinamento rigoroso para que nossas equipes dominem essas novas máquinas”, afirma.

Os RTGs elétricos contam com 23 câmeras, scanners a laser, sensores e painéis com três telas, operados por joysticks e com possibilidade de trabalho em pé. Parte das funções já opera com nível assistido de automação, aumentando a precisão e a segurança.

Chegada dos equipamentos e início das operações

O navio Zhen Hua 28, que deixou a China no dia 15, deve atracar no Porto de Santos na primeira quinzena de janeiro. Os guindastes chegam montados no convés e serão descarregados diretamente para o cais por meio de trilhos.

As operações padrão estão previstas para começar em fevereiro. A operação remota, porém, depende de testes e treinamento das equipes e deve ser implementada gradualmente ao longo do ano, podendo levar até 12 meses.

FONTE: Santos Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Santos Brasil

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Portos

TCP atinge 1,5 milhão de TEUs antes do previsto e confirma ritmo de crescimento

A TCP – Terminal de Contêineres de Paranaguá ultrapassou, na madrugada desta sexta-feira (28), a marca de 1,5 milhão de TEUs movimentados em 2025. O volume foi alcançado 20 dias antes do registrado em 2024, quando o terminal se tornou o terceiro maior do país a atingir esse patamar anual.

O novo recorde ocorreu durante as operações do porta-contêineres CMA CGM Rodolphe, navio de 299 metros de comprimento, 48 metros de largura e capacidade para 9.400 TEUs.

Segundo o superintendente institucional e jurídico da TCP, Rafael Stein, o desempenho confirma a tendência de evolução: “Atingir 1,5 milhão de TEUs ainda em novembro está alinhado à nossa projeção de crescimento de 5% neste ano e demonstra o alto nível de eficiência do Terminal”.

Exportações e importações avançam

Entre janeiro e outubro, a TCP registrou 557.755 TEUs exportados, alta de 5%, puxada principalmente pelo agronegócio — carnes, congelados, madeira, feijão e gergelim. No sentido inverso, as importações somaram 546.880 TEUs, 2% acima do ano anterior, com destaque para os segmentos automotivo, químico, eletrônicos e maquinário.

Ampliação do calado aumenta capacidade dos navios

Em novembro, a Portos do Paraná homologou a portaria nº 224/2025, ampliando o calado operacional do canal de acesso ao Porto de Paranaguá de 12,80 para 13,30 metros. A mudança contou com estudos de simulação realizados pela TCP na USP e permite que cada navio transporte, em média, 400 TEUs adicionais.

Com as obras de derrocagem concluídas, a profundidade operacional já passou por três revisões desde 2024, saltando de 12,10 para 13,30 metros — incremento equivalente a 960 TEUs extras por embarcação.

Investimentos impulsionam desempenho

Nos últimos cinco anos, a TCP aportou mais de R$ 500 milhões em infraestrutura e equipamentos. Entre as entregas recentes estão:

  • Subestação elétrica isolada a gás concluída em 2023, apoiando o plano de descarbonização.
  • Inauguração, em 2024, do maior pátio reefer da América do Sul, com 5.268 tomadas.
  • Participação de 44% nas exportações de carne de frango e de 30% nas de carne bovina em 2025.
  • Certificação I-REC pelo uso de energia 100% renovável desde 2022.
  • Projeto piloto de eletrificação de RTGs, com redução de 97% das emissões por equipamento.
  • Aquisição de 17 Terminal Tractors (TT) e 11 guindastes RTG, formando o maior parque de máquinas entre os terminais brasileiros (69 TTs e 40 RTGs).

Para Stein, os resultados comprovam a eficácia da estratégia: “Seguiremos investindo para tornar o Terminal de Contêineres de Paranaguá uma referência global em eficiência logística”.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Porto de Sines entra no radar de Suape para parceria estratégica transatlântica

O Complexo Industrial Portuário de Suape iniciou tratativas para uma parceria estratégica com o Porto de Sines, em Portugal. Localizado em Setúbal e reconhecido como o maior porto artificial do país, Sines possui águas profundas capazes de receber embarcações de até 350 mil toneladas. Além disso, é o porto europeu mais próximo do Nordeste brasileiro, com distância náutica inferior à de Roterdã, Antuérpia e Vigo.

Em 2024, Sines movimentou 1,9 milhão de TEUs, alcançando seu recorde histórico — desempenho bem acima dos 646.804 TEUs de Suape, que também registrou seu melhor resultado anual. O porto português figura entre os 15 maiores da União Europeia, ocupando a 14ª posição.

Sinergias logísticas e industriais
Armando Monteiro Bisneto, presidente de Suape, esteve em Lisboa para participar da 4ª edição da CONIBEN e, durante a viagem, visitou o Porto de Sines. Segundo o executivo, chamou atenção a semelhança entre os complexos: ambos integram áreas portuárias e industriais, possuem polos de energia, infraestrutura ferroviária em expansão e projetos em energias renováveis, além de manterem refinarias.

Bisneto afirmou que, ao retornar ao Brasil, terá uma reunião com os gestores portugueses para formalizar o diálogo. Para ele, Sines pode se tornar um aliado estratégico na integração logística transatlântica, ampliando a competitividade de Suape.

Concorrência regional e expansão de rotas
A movimentação de Suape ocorre em um momento em que o Porto do Pecém (CE) já avança na cooperação com Sines desde 2024. Durante o Brasil Export daquele ano, o então CEO da administração portuária portuguesa apresentou Sines como a “porta atlântica” das exportações brasileiras. Os acordos firmados com o Pecém e a CSN envolvem ligação ferroviária pela Transnordestina, operação no terminal de minérios da CSN no Ceará e a futura instalação de uma siderúrgica em território português — movimentos que devem impulsionar o fluxo de minérios e grãos do Brasil para a Europa.

Hub europeu para frutas brasileiras
Em abril de 2024, Sines firmou um protocolo com a Abrafrutas, que representa cerca de 80% das exportações brasileiras de frutas frescas. A proposta é transformar a região em um hub logístico e industrial para recebimento, processamento e distribuição de manga, melancia, uva e mamão, atendendo mercados da Península Ibérica, norte da África e outros destinos da União Europeia.

Para Suape, avançar nessa aproximação pode abrir portas para atrair cargas do Vale do São Francisco, hoje escoadas por outros portos nordestinos.

Sines como gateway europeu
A localização de Sines na Costa Atlântica reduz o tempo de travessia e torna os custos logísticos mais competitivos. Durante a Intermodal South America, em São Paulo, o porto foi novamente apresentado como gateway europeu para cargas brasileiras, reforçando sua relevância no comércio transatlântico.

CONIBEN: protagonismo pernambucano
A 4ª edição da Conferência Ibero-Brasileira de Energia acontece nesta semana, em Lisboa, reunindo lideranças do Brasil, Portugal e Espanha para discutir transição energética, descarbonização, energias renováveis, armazenamento e inovação tecnológica. A coordenação da edição de 2025 está a cargo do pernambucano Reive Barros, diretor da Acropólis Energia.

Tecnologia assistiva e inclusão no mercado de trabalho
O 2º Seminário Pernambucano de Tecnologia Assistiva discutirá soluções para ampliar a participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Especialistas abordarão formação profissional, práticas acessíveis e ferramentas tecnológicas que reduzem barreiras. O evento, promovido pela Proacessi Consultoria, acontece nos dias 9 e 10 de dezembro, na Uninassau – Derby.

Crescimento do mercado global da música
Segundo MIDiA Research e Mordor Intelligence, o mercado musical mundial deve alcançar US$ 110 bilhões até 2032. A expansão do setor independente, projetada para crescer 6,4% ao ano até 2030, reforça o protagonismo das chamadas “eu-quipes”, em que artistas atuam de forma mais autônoma. A produtora Thainá Pitta, com experiência em eventos como AFROPUNK e The Town, lidera o projeto Independentes, que oferece suporte técnico e direção artística a profissionais do setor, atuando entre Salvador, São Paulo e Rio.

FONTE: Folha de Pernambuco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de Pernambuco

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Portos

Natal Solidário da Portos do Paraná retorna com meta ampliada para arrecadação de brinquedos

A Portos do Paraná deu início, nesta quarta-feira (26), à 2ª edição do Natal Solidário, ação que transformou o Palácio Taguaré em um ponto de celebração e solidariedade. Este ano, a meta é arrecadar 2,2 mil brinquedos novos para crianças em situação de vulnerabilidade social em Paranaguá.

Em 2024, a campanha reuniu 1,2 mil brinquedos destinados ao Projeto Very Good e outras organizações. Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o sucesso motivou a ampliação da iniciativa: “Queremos impactar ainda mais famílias neste ano”.

Quem desejar participar pode entregar os brinquedos já embrulhados, com indicação no pacote se o presente é voltado para menino ou menina.

A magia do Natal ganha vida no Palácio Taguaré

A abertura contou com a presença especial do Papai Noel, interpretado pelo colaborador Samir Amur Mattar Assad. Ele emocionou servidores e visitantes ao destacar o significado de cada gesto solidário: “A magia do Natal acontece quando alguém decide transformar o dia de outra pessoa”.

Nos dias 9, 10 e 11 de dezembro, das 18h às 20h30, Noel volta ao Palácio Taguaré para receber doações, tirar fotos e interagir com as famílias. O espaço estará preparado para acolher a comunidade e celebrar o espírito natalino.

Entidades beneficiadas e prazo para doações

Nesta edição, os brinquedos serão destinados inicialmente ao Grupo Very Good e ao Centro Cultural 5C. Outras entidades estão sendo avaliadas para integrar a lista de beneficiadas.

De acordo com Mônica Denardi, coordenadora de Assistência Médica e Social da Diretoria Administrativa e Financeira, o objetivo é ampliar o alcance da campanha: “Queremos levar um Natal mais feliz ao maior número possível de crianças”. As doações podem ser realizadas até 18 de dezembro.

Como participar do Natal Solidário da Portos do Paraná


Arrecadação de brinquedos
 Data: até 18 de dezembro
 Horário: 8h30 às 18h
 Locais: Palácio Taguaré e Palácio Dom Pedro


Encontro com o Papai Noel
 Datas: 9, 10 e 11 de dezembro
 Horário: 18h às 20h30
 Acesso: gratuito
 Locais de entrega: Palácio Taguaré e Palácio Dom Pedro

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Movimentação nos portos do Paraná cresce e soma 61,2 milhões de toneladas até outubro

Os portos paranaenses registraram 61.213.363 toneladas movimentadas entre janeiro e outubro, impulsionados principalmente pela soja (13.015.446 t), pelo farelo de soja (5.517.043 t) e pelo açúcar a granel (4.660.606 t).

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirma que o desempenho indica novo recorde. Segundo ele, o volume já representa 91,75% do total de 2024. A expectativa é fechar 2025 com mais de 70 milhões de toneladas movimentadas.

Milho puxa o avanço de outubro

O grande destaque do mês foi o milho, que atingiu 3.547.433 toneladas exportadas — salto de 275% em comparação a outubro de 2024 (945.174 t). Para o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira, o resultado reflete a forte produção estadual e a eficiência dos corredores de exportação, que operam sem filas ao longo do ano.

No total, foram movimentadas 5.867.284 toneladas em outubro, equivalentes a US$ 4,2 bilhões em valor FOB. A maior parte correspondeu às exportações, que somaram 3.552.621 toneladas. A soja em grão também teve alta relevante, alcançando 815.327 toneladas no mês.

Contêineres mantêm ritmo de expansão

A operação de contêineres registrou crescimento de 24% nos embarques, com mais de 890 mil toneladas enviadas por Paranaguá. No acumulado do ano, o volume ultrapassou 7,9 milhões de toneladas, variação positiva de 4%. As carnes de aves congeladas concentraram 25,8% das exportações nesse modal, totalizando 2.270.587 toneladas — posição que mantém Paranaguá como o maior corredor global de carne de frango.

O Porto segue líder nacional na exportação de óleo de soja, responsável por 63% dos embarques do produto no país até outubro, superando 860 mil toneladas destinadas ao mercado internacional. Nos granéis líquidos, foram 8.025.092 toneladas movimentadas no ano, crescimento superior a 3% sobre 2024.

Fertilizantes seguem como principais importações

Nos desembarques, os fertilizantes continuam liderando, com 916.109 toneladas recebidas em outubro — volume 18% inferior ao do mesmo mês de 2024. Ainda assim, no acumulado, o Paraná mantém a liderança nacional, com alta de 6% no ano.

O estado responde por pouco mais de 25% de toda a importação brasileira de fertilizantes. A meta, segundo Vieira, é se aproximar das 12 milhões de toneladas em 2025, comprovando a robustez da infraestrutura portuária.

Atracações e fluxo terrestre superam números de 2024

O número de atracações já ultrapassa todo o resultado do ano passado: foram 2.341 navios contra 2.298 em 2024. No pátio de triagem, o fluxo de caminhões cresceu 22%, com 444.177 veículos carregados com granéis sólidos, como soja e farelo.

O transporte ferroviário também avançou: a circulação de vagões aumentou 17% nos últimos 30 dias analisados, e o volume de cargas transportadas cresceu 33% em comparação com outubro de 2024. No acumulado do ano, há leve redução de 1% no número de vagões e queda de 0,4% nas cargas recebidas por ferrovia.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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China ganha espaço em licitações portuárias no Canal do Panamá apesar de pressão dos EUA

Companhias da China poderão participar do processo de licitação para a construção de dois novos portos no Canal do Panamá, afirmou o administrador da via interoceânica, Ricaurte Vásquez. A decisão ocorre mesmo diante das recentes pressões dos Estados Unidos, que ameaçam retomar influência sobre a rota estratégica.

A declaração contrasta com as afirmações do presidente norte-americano, Donald Trump, que insiste que o canal estaria sob controle de Pequim devido à operação das instalações de Balboa (Pacífico) e Cristóbal (Atlântico) pela empresa hong-konguesa Hutchison Holdings.

Disputa geopolítica aumenta atenção sobre novas licitações

Em meio ao cenário de tensão, a Hutchison concordou em vender ambas as terminales a um grupo liderado pela norte-americana BlackRock — movimento que gerou desconfiança em Pequim. Agora, empresas chinesas demonstram interesse direto nas novas obras portuárias, classificadas como estratégicas para o futuro da logística regional.

“Temos que estar abertos à participação de todas as partes interessadas”, declarou Vásquez a jornalistas. Questionado sobre a possibilidade de um agravamento das tensões caso as obras sejam concedidas a companhias chinesas, respondeu: “Primeiro precisamos ver como chegamos ao rio; depois decidimos como atravessá-lo”, numa metáfora sobre o andamento do processo.

Reuniões com consórcios começam na próxima semana

As reuniões com grupos interessados começam na próxima segunda-feira e integram o processo de concessão dos futuros portos de Corozal, no Pacífico, e Telfers, no Atlântico. Entre os participantes estão as hong-konguesas Cosco Shipping Ports e OOCL, além de empresas de outros países.

O Canal do Panamá planeja investir US$ 8,5 bilhões na próxima década para ampliar sua infraestrutura. Além dos novos portos, o plano inclui a construção de um gasoduto e de um novo reservatório. A expectativa é adjudicar os projetos em 2026 e iniciar operações em 2029.

Interesse global reforça importância estratégica do canal

Também manifestaram interesse empresas como PSA International (Singapura), Evergreen (Taiwan), Hapag-Lloyd (Alemanha), Maersk (Dinamarca) e CMA Terminals–CMA (França). Os principais portos panamenhos, todos próximos ao canal, são hoje administrados por concessionárias dos Estados Unidos, Taiwan, Hong Kong e Singapura.

Com 80 quilômetros de extensão, o Canal do Panamá responde por 5% do comércio marítimo mundial e tem como principais usuários justamente EUA e China. Washington transferiu oficialmente o controle da rota ao Panamá em 1977, concluindo o processo em 31 de dezembro de 1999, após quase um século de administração.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Porto de Itajaí fortalece parceria com Xangai após visita de comitiva chinesa

A Superintendência do Porto de Itajaí recebeu uma comitiva empresarial de Xangai, apresentada pela operadora global G2 Ocean, reconhecida internacionalmente por suas soluções de transporte marítimo e sua frota de embarcações multifuncionais. A reunião marcou mais um passo na ampliação da relação comercial entre Brasil e China, com foco direto no fortalecimento dos laços entre Itajaí e o principal centro econômico chinês.

China e Brasil buscam expandir operações pelo porto catarinense
O encontro teve como objetivo discutir a abertura de novas operações, a integração de logística internacional e a atração de investimentos estratégicos. A visita é resultado de uma agenda construída ao longo de novembro, iniciada em Xangai durante reunião conduzida por Marcelo Peres, assessor executivo do Porto de Itajaí. O diretor-administrativo, Celso Zuchi, reforçou o potencial da estrutura catarinense para receber cargas de alto valor agregado e avançar em novas parcerias comerciais.

Histórico de operações e novas oportunidades
Os representantes chineses já possuem experiência no Porto de Itajaí, especialmente em operações ligadas à BYD, além de movimentações de produtos siderúrgicos, contêineres e cargas de alto valor. A visita confirma o interesse em aumentar o fluxo bilateral e consolidar novas oportunidades na cadeia logística.

O encontro contou também com a participação de Antonio Carlos Guimarães, representante da SC Portos, fortalecendo a articulação estadual voltada à internacionalização da logística catarinense.

Porto vive fase de retomada e expansão
Segundo o superintendente João Paulo Tavares Bastos, o momento marca um novo ciclo para o porto. Para ele, Itajaí vive uma fase de “confiança e crescimento”, com a retomada de operações, atração de cargas mais qualificadas e ampliação das conexões internacionais. O dirigente destacou que a aproximação com Xangai e outros parceiros chineses fortalece a capacidade do porto de gerar empregos, impulsionar a economia local e recolocar Itajaí na rota dos grandes investimentos globais.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Porto Itapoá recebe certificação ABR-Log e avança na rastreabilidade do algodão brasileiro

O Porto Itapoá conquistou a certificação ABR-Log, concedida pela Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão). Com o reconhecimento, o terminal passa a integrar oficialmente a cadeia nacional de rastreabilidade do algodão, tornando-se um dos primeiros portos do País a aderir ao protocolo de boas práticas.

A certificação confirma que o porto cumpre rígidos requisitos de infraestrutura, segurança, responsabilidade socioambiental e excelência na movimentação e unitização de fardos.

Segundo Felipe Fioravanti Kaufmann, diretor Comercial e de Experiência do Cliente do Porto Itapoá, o selo reforça um compromisso estratégico. “O ABR-Log é uma das principais referências do setor. Integrar essa cadeia fortalece nosso compromisso com a sustentabilidade, a segurança operacional e o bem-estar dos nossos colaboradores”, afirma.

ABR-Log amplia rastreabilidade ao setor logístico

Criado pela Abrapa, o ABR-Log (Algodão Brasileiro Responsável – Logística) amplia ao segmento logístico os mesmos princípios da certificação ABR, já consolidada entre produtores rurais. O objetivo é garantir que toda a jornada do algodão — da colheita à exportação — siga padrões de ética, transparência e responsabilidade ambiental.

O sistema funciona de forma integrada: cada fardo recebe um QR Code, permitindo identificar origem, data de colheita, fazenda e unidade de beneficiamento. Com a participação dos portos, a rastreabilidade passa a incluir também as etapas de transporte e embarque internacional.

Itapoá cresce e se firma entre os principais portos exportadores

Embora o Porto de Santos continue liderando as exportações brasileiras de algodão, o Porto Itapoá alcançou o segundo lugar no ranking nacional no último ano. Até setembro, o terminal já havia movimentado cerca de 3.000 TEUs, volume seis vezes maior que o registrado no mesmo período de 2024.

Os principais destinos são países do Extremo Oriente, como China, Indonésia e Vietnã, além do Oriente Médio e do subcontinente indiano, com destaque para Paquistão, Turquia e Bangladesh.

Eficiência logística aliada à responsabilidade socioambiental

Com a nova certificação, o terminal consolida sua imagem como um dos portos mais modernos e sustentáveis do Brasil. Kaufmann destaca que o reconhecimento fortalece a criação de rotas definitivas para cargas como o algodão.

“Essa conquista posiciona o Porto Itapoá como um ambiente seguro, socialmente responsável e comprometido com a qualidade em toda a cadeia logística”, afirma o executivo.

O selo reforça a integração do porto com o agronegócio, amplia sua atuação em mercados internacionais e fortalece práticas alinhadas aos padrões mais avançados de responsabilidade socioambiental.

FONTE: Porto Itapoá
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Porto de Santos lidera exportação de carros no Brasil e supera recordes em 2025

O Porto de Santos consolidou sua posição como principal porta de saída dos automóveis brasileiros. Responsável por cerca de 55% das exportações de carros do País, o complexo divide sua operação entre o Ecoporto, na Margem Direita, e o terminal da Santos Brasil, na Margem Esquerda (Guarujá).

De acordo com dados da Autoridade Portuária de Santos (APS), obtidos via sistema Comex do MDIC, 108.657 veículos foram embarcados entre janeiro e setembro deste ano — um salto de 39% frente ao mesmo período de 2024. O volume já ultrapassa todo o acumulado do ano passado.

Em valor financeiro, o crescimento também impressiona: foram movimentados US$ 1,5 bilhão até setembro, avanço de 37% sobre 2024 e acima do total do ano anterior (US$ 1,3 bilhão).

Cadeia logística da Baixada Santista impulsionada

Para especialistas, o aumento das exportações fortalece toda a cadeia logística regional, que envolve terminais portuários, transportadoras, agentes de carga, seguradoras e empresas de serviços.

Segundo Lúcio Lage, diretor executivo da Process Log & Comex, cada embarque de automóveis ativa uma série de operações paralelas. “Cada navio carregado movimenta centenas de contêineres e serviços de logística, gerando liquidez e previsibilidade para o comércio exterior da região”, afirma.

Outros portos crescem, mas Santos segue dominante

Embora continue muito à frente de Paranaguá (PR), com 51.870 veículos exportados, e Suape (PE), com 28.099 unidades, Santos vê outros complexos portuários avançando com a diversificação logística das montadoras.

Rafael Cristelo, gerente geral da K Line no Brasil, destaca que o movimento comprova tanto a liderança de Santos quanto a expansão de terminais regionais. A empresa japonesa é líder no transporte marítimo de veículos no País.

Exportações brasileiras superam projeções

Dados da Anfavea mostram que o Brasil exportou 430,8 mil veículos até setembro, acima dos 398 mil do ano anterior e já superando a previsão inicial feita pela entidade.

A América Latina segue como principal destino. A Argentina concentra cerca de 50% das compras, seguida por México, Colômbia e Chile. Cristelo lembra que o mercado mexicano, segundo maior destino, enfrenta forte concorrência de veículos chineses, que já respondem por mais de 35% das vendas no país.

Terminal da Santos Brasil concentra operações

O Terminal Exportador de Veículos (TEV), operado pela Santos Brasil, responde por mais de 90% da movimentação de automóveis em Santos e cerca de 40% do total brasileiro. Com capacidade anual para 300 mil unidades, é o maior terminal do País.

Nos nove primeiros meses do ano, o TEV movimentou 194.468 veículos, alta de 35%. As exportações para Argentina, Colômbia, México e os embarques de veículos pesados para os Estados Unidos impulsionaram o desempenho.

A predominância das exportações se explica pela proximidade do terminal com o polo automotivo do ABC paulista e pelo custo tributário mais elevado para importações no Estado.

Ecoporto também registra avanço

O Ecoporto Santos, do Grupo EcoRodovias, movimentou 20.057 veículos entre janeiro e setembro — crescimento de 29% na comparação anual. Por ser um terminal multipropósito, sua capacidade destinada a automóveis varia conforme o perfil das cargas atendidas.

Setor exige mão de obra qualificada

A expansão das exportações abre espaço para empregos diretos e indiretos em logística. Etapas como vistoria, estufagem, conferência, documentação e seguros demandam equipes especializadas.

Lúcio Lage reforça que investir em qualificação técnica e em digitalização dos processos pode elevar ainda mais a competitividade regional. “Ambiente eficiente e previsível atrai investimentos e mantém operações em Santos”, diz.

Desafios para manter competitividade

Apesar da liderança, o Porto de Santos enfrenta gargalos logísticos, como acessos viários saturados, burocracia e custos elevados. Enquanto isso, portos de outros estados avançam com investimentos em automação e incentivos fiscais.

Lage aponta que obras estruturantes — como o túnel imerso Santos–Guarujá, melhorias ferroviárias e integração digital entre órgãos federais — são essenciais para preservar a vantagem competitiva do porto.

“A cooperação entre setor público, operadores privados e empresas é crucial para que Santos continue como o principal hub de exportação do País”, conclui.

FONTE: Datamar News/A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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TCP aumenta calado operacional em Paranaguá e ganha capacidade para embarcar 400 TEUs extras por navio

A TCP – Terminal de Contêineres de Paranaguá passou a operar com calado de 13,30 metros, ampliação que permite o embarque de até 400 TEUs adicionais por navio cheio. A mudança foi oficializada pela Portos do Paraná, por meio da Portaria nº 224/2025, após aprovação da Marinha do Brasil e da Praticagem. A atualização se baseia em estudos de simulação contratados pela empresa e realizados em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), após a conclusão da última campanha de derrocagem do canal.

Novos limites variam conforme tamanho dos navios
As regras atualizadas definem dois cenários de operação — maré zero e maré positiva. Para embarcações de até 300 metros (LOA), o calado passa de 12,80 para 13,00 metros em maré zero, podendo chegar a 13,30 metros com 30 cm de maré positiva.
Navios entre 336 e 366 metros mantêm 12,80 metros em maré zero, mas passam a operar com 13,10 metros com 30 cm de maré positiva, atingindo 13,30 metros quando a maré alcança 50 cm. São índices superiores aos dos terminais catarinenses, que operam entre 11,00 m e 12,20 m, dependendo do porte das embarcações.

Ganho direto de eficiência e ampliação da capacidade
O superintendente institucional e jurídico da TCP, Rafael Stein, explica que o novo calado permite transportar mais carga por viagem, ampliando a eficiência de armadores, importadores e exportadores, sem aumento de custos operacionais. Segundo ele, a conquista é resultado de um trabalho robusto de engenharia náutica para garantir segurança nas operações.

A TCP já recebe navios de 366 metros desde janeiro de 2024, quando o MSC Natasha XIII atracou no terminal — o primeiro porta-contêineres desse porte em operação no Brasil. Com a nova profundidade autorizada, navios dessa classe passam a operar com capacidade plena e maior regularidade.

Estudos técnicos garantem precisão e segurança
A análise técnica foi conduzida pelo Centro de Simulação e Treinamento em Manobras Marítimas da USP, utilizando modelagem avançada e simuladores de alta precisão. Foram avaliados cenários de atracação e desatracação em diferentes condições de maré, vento e corrente, incluindo embarcações de até 368 metros e 51 metros de boca.

Os estudos recomendaram a instalação de um novo sensor nos marégrafos, investimento feito pela TCP em parceria com a Paranaguá Pilots. A modernização aumenta a confiabilidade dos dados e melhora a definição das janelas de atracação, ampliando a segurança da navegação. Para o presidente do Sindicato dos Práticos, Julio Verner, o avanço coloca Paranaguá na rota dos grandes navios da nova geração.

Infraestrutura ampliada sustenta avanço do calado
Desde 2024, o canal de acesso passou de 12,10 para 12,80 metros em maré zero após a remoção de 20 mil m³ de rochas na região das Pedras Palanganas. O material foi reutilizado em obras públicas da região, em um processo acompanhado por monitoramentos ambientais.

Segundo Gabriel Perdonsini Vieira, diretor de Operações da Portos do Paraná, o aumento do calado amplia a competitividade do porto e reforça o desempenho positivo na movimentação de cargas.

Concessão do canal prevê profundidade de até 15,5 metros
O avanço ocorre em meio à transformação estrutural do canal de acesso. A concessão realizada em outubro prevê ampliar a profundidade para 15,5 metros nos primeiros cinco anos, além de aprimorar a sinalização náutica, realizar novas dragagens e modernizar a infraestrutura aquaviária. O investimento total é estimado em R$ 1,23 bilhão, acompanhado de redução de 12,63% na taxa Inframar, condicionada ao cumprimento de metas contratuais.

Para Stein, o novo limite de calado já traz ganhos imediatos e prepara Paranaguá para receber navios ainda maiores, alinhando o porto às tendências globais.

TCP fecha semestre com 744 mil TEUs e reforça protagonismo regional
A TCP encerrou o primeiro semestre de 2025 com 744.650 TEUs movimentados, mantendo-se como o maior terminal de contêineres do Sul e o terceiro maior do país, segundo dados da ANTAQ. A ampliação do calado consolida sua posição como hub estratégico do comércio exterior brasileiro e fortalece sua capacidade de operar embarcações de grande porte.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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