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WEG amplia presença na Índia ao adquirir fabricante Sanelec por US$ 5,2 milhões

A WEG anunciou a compra da fabricante indiana Sanelec Excitation Systems por US$ 5,2 milhões, passo que reforça a presença do grupo no mercado global de soluções para geração de energia.

Especialização em sistemas de excitação
A Sanelec atua no desenvolvimento e produção de reguladores automáticos de tensão e sistemas de excitação para geradores e motores síncronos — tecnologias essenciais para o funcionamento de usinas e operações elétricas de grande porte. A companhia emprega cerca de 40 colaboradores, registrou receita líquida de US$ 2,3 milhões em 2024 e alcançou margem Ebitda de 29%, indicadores considerados sólidos para o segmento.

Fortalecimento da Reivax no mercado indiano
A empresa indiana já era parceira exclusiva da Reivax, integrante do grupo WEG, no mercado local. A aquisição deve ampliar a atuação da marca no país e fortalecer sua posição entre fornecedores de soluções de controle e automação para geração de energia, com expectativa de crescimento no portfólio e na base de clientes.

Próximos passos da operação
A transação ainda depende do cumprimento de condições precedentes para ser concluída. O pagamento será realizado após o fechamento formal da operação, conforme informou a WEG.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

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Anac amplia cooperação internacional no Dubai Airshow 2025

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) marcou presença no Dubai Airshow 2025 com uma agenda voltada à ampliação de cooperação internacional e ao fortalecimento das relações com autoridades e empresas do setor aéreo mundial. A delegação brasileira foi liderada pelo diretor-presidente Tiago Faierstein e pelo diretor Antônio Mathias, acompanhados por especialistas da agência em encontros estratégicos com líderes da aviação global.

Reuniões bilaterais e expansão da conectividade aérea
Durante o evento, realizado de 15 a 19 de novembro, a Anac manteve reuniões com autoridades de aviação civil de países considerados estratégicos, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein. As conversas trataram da ampliação da conectividade aérea com o Brasil, além da troca de informações técnicas, processos de certificação de aeronaves e novas possibilidades de cooperação regulatória internacional.

Indústria aérea debate modernização tecnológica
A agenda incluiu também encontros com executivos da indústria global para discutir modernização de aeroportos, integração de soluções digitais, melhorias na experiência do passageiro e potenciais expansões de rotas internacionais para o Brasil. As conversas reforçam o alinhamento do país com tendências globais e práticas regulatórias mais eficientes.

Mobilidade aérea avançada ganha destaque
A mobilidade aérea avançada (AAM) foi um dos temas centrais desta edição do Dubai Airshow. A Anac participou de debates sobre certificação de produtos, requisitos de infraestrutura e modelos de governança necessários para o desenvolvimento e operação de aeronaves eVTOL, uma das maiores inovações do transporte aéreo mundial. O Brasil segue ganhando espaço nas discussões globais sobre essa nova frente tecnológica.

Indústria nacional reforça presença brasileira
A participação brasileira foi ampliada pelo estande do Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT-SJC), que reuniu empresas nacionais de tecnologia aeronáutica e espacial. A iniciativa destacou projetos brasileiros e posicionou o país na vanguarda das discussões sobre inovação e desenvolvimento sustentável no setor aéreo.

FONTE: Anac
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Anac

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BYD celebra 10 mil veículos produzidos na Bahia e acelera expansão no Brasil

A BYD Auto do Brasil alcançou um marco relevante: 10 mil veículos montados no complexo industrial de Camaçari (BA). O número foi atingido apenas seis semanas após a inauguração oficial da fábrica, realizada em 9 de outubro. No local, atualmente saem da linha de produção três modelos da marca: BYD Dolphin Mini, BYD King e BYD Song Pro.

O avanço da produção ganhou reforço neste mês, com a abertura do segundo turno de trabalho. O período noturno, formado por 120 colaboradores, marca uma etapa estratégica para ampliar a capacidade fabril e fortalecer a geração de empregos na região.

Capacidade ampliada e metas ambiciosas
Projetado para ser um dos maiores polos automotivos do país, o complexo de Camaçari pode fabricar 150 mil veículos por ano na fase inicial e chegar a 300 mil na etapa seguinte. Durante a inauguração, o fundador e CEO global da BYD, Wang Chuanfu, anunciou que a companhia irá dobrar a meta prevista. Em plena operação, a planta será capaz de produzir 600 mil veículos anuais.

Para Tyler Li, presidente da BYD Brasil, o ritmo acelerado confirma o potencial da operação baiana. Ele destaca que o volume alcançado em tão pouco tempo demonstra o comprometimento dos colaboradores, o foco em qualidade e a confiança do consumidor na marca.

Avanço dos elétricos e liderança no mercado
Enquanto ergue o maior complexo fabril da empresa fora da China, a BYD mantém forte aceleração na entrega de veículos às concessionárias de todas as regiões do país. Em pouco mais de três anos de atuação nacional, a marca já superou 100 mil carros 100% elétricos emplacados e consolidou liderança absoluta entre os BEVs no Brasil. De acordo com a Fenabrave, o desempenho da montadora supera em mais de sete vezes o da segunda colocada e representa quase o triplo da soma das marcas que ocupam da segunda à décima posição no ranking.

Para Alexandre Baldy, vice-presidente sênior e head de marketing e comercial da companhia, cada veículo elétrico BYD nas ruas significa menor emissão de poluentes, mais tecnologia e avanço da mobilidade sustentável. Ele afirma que o crescimento dos elétricos reflete uma transformação no comportamento do consumidor brasileiro e marca o início de uma nova era no setor automotivo.

Expansão da rede de concessionárias
A BYD segue ampliando sua presença no território nacional. Atualmente, a empresa contabiliza 200 concessionárias ativas em todos os estados e prevê alcançar 250 unidades nos próximos meses.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco/BYD

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BID Invest amplia acesso ao crédito para microempreendedores no Brasil com parceria com a Omni

O BID Invest firmou uma nova parceria com a Omni S.A., instituição especializada em financiamento para veículos e microempresas, com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito para microempreendedores no Brasil. A operação inclui a subscrição de R$ 200 milhões (cerca de US$ 40 milhões) em Letras Financeiras emitidas pela empresa, permitindo fortalecer a oferta de empréstimos para a compra de caminhões e motocicletas — essenciais para trabalhadores autônomos, micro e pequenas empresas e populações de baixa renda.

Segundo o BID Invest, a iniciativa contribui para impulsionar pequenos negócios, apoiar profissionais independentes e facilitar a aquisição de veículos utilizados para geração de renda.

Estrutura da operação

A captação totalizou R$ 500 milhões, divididos em duas séries. Investidores institucionais ficaram responsáveis pela Série 1, no valor de R$ 300 milhões, enquanto o BID Invest subscreveu integralmente os R$ 200 milhões da Série 2. Trata-se da primeira operação pública do BID Invest com Letras Financeiras — instrumentos de dívida de longo prazo utilizados por instituições financeiras brasileiras para reforçar suas fontes de recursos.

Por que o microcrédito enfrenta barreiras

No Brasil, microempreendedores ainda encontram dificuldades para acessar financiamento, seja pelo alto custo de transação bancária, seja pelo risco elevado associado aos seus perfis econômicos. A Omni, com seu modelo de agentes descentralizados e avaliação especializada, é vista como uma parceira estratégica para reduzir essas barreiras e ampliar o alcance do microcrédito no país.

Consultoria e fortalecimento das práticas ESG

Além do aporte financeiro, o BID Invest prestará consultoria para apoiar a criação de uma estrutura de títulos sustentáveis, além de desenvolver estudos para equilibrar a oferta de crédito entre diferentes grupos de clientes. O projeto também irá fortalecer as práticas ESG da Omni, preparando a instituição para futuras emissões de títulos temáticos.

A transação reforça o papel do BID Invest como agente catalisador de modelos financeiros mais resilientes, com impacto direto na saúde econômica de microempreendedores e na inclusão de comunidades vulneráveis.

FONTE: BID Invest
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BID Invest

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Ambev inaugura nova linha de produção de cervejas premium em SC e amplia capacidade em Lages

A Ambev colocou em operação, no sábado (22), uma nova linha de produção de cervejas premium na unidade de Lages (SC), dentro de um plano contínuo de modernização industrial. A ampliação busca acelerar a produção e atender à demanda crescente por cervejas premium e sem álcool, reforçando o papel estratégico de Santa Catarina no segmento.
Com a novidade, a fábrica passa de quatro para cinco linhas de envase, incluindo uma para garrafas, duas para latas e outra dedicada a long necks. A capacidade inclui rótulos como Stella Artois, Stella Pure Gold, Spaten, Corona, Corona Cero e Budweiser 0,0%.

Santa Catarina como polo estratégico da Ambev

Para Valdecir Duarte, vice-presidente de Supply da Ambev, a unidade catarinense é essencial para a operação no Sul:
“A localização estratégica da Cervejaria Santa Catarina nos permite atender diversos estados com agilidade. Os investimentos reforçam nosso compromisso de longo prazo com o estado e com a estratégia de liderar o crescimento das cervejas premium e sem álcool no Brasil”.

A presença da companhia tem forte impacto econômico na região. Desde o início das operações, mais de 14 mil empregos diretos, indiretos e induzidos foram gerados ao longo da cadeia produtiva. Dados do IBGE mostram que cada R$ 1 investido em uma cervejaria movimenta cerca de R$ 2,50 na economia nacional.

Investimentos e rede de distribuição

Santa Catarina ocupa posição estratégica não apenas na produção, mas também na fabricação de embalagens, fornecendo latas e garrafas para oito estados brasileiros. Desde sua inauguração, a unidade recebeu R$ 1,4 bilhão em investimentos.

A Ambev mantém ainda quatro centros de distribuição em Florianópolis, Joinville, Blumenau e Camboriú, além de oito revendedores parceiros no estado. A operação tecnológica também é destaque: o Ambev Tech, em Blumenau, funciona como um hub de inovação com mais de 500 colaboradores que desenvolvem soluções para toda a companhia.

A empresa segue fortalecendo sua presença cultural em Santa Catarina. É a cervejaria oficial da Oktoberfest de Blumenau e prepara o lançamento da Spaten Festbier, criada especialmente para a edição de 2025 do evento.

FONTE: Amanhã
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Amanhã

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América Latina ganha protagonismo global no mercado de data centers

Segundo um estudo da Cushman & Wakefield, empresa global de serviços imobiliários corporativos, várias cidades do continente — especialmente São Paulo, Santiago, Querétaro e Bogotá — consolidam-se como polos estratégicos na nova infraestrutura digital global.

O relatório, que analisa o desempenho do mercado de data centers nas Américas durante o primeiro semestre do ano, destaca que São Paulo, no Brasil, é o principal mercado desse segmento na região e funciona como um ponto central de troca de Internet (IXP), otimizando o tráfego regional e conectando com os Estados Unidos por meio de diversos cabos submarinos instalados desde 2018. Atualmente, opera com 346 MW e tem 254 MW em construção.

Em segundo lugar está Santiago do Chile, que vem se firmando como um centro regional chave com potencial para se tornar um mercado de alcance global. Os projetos de cabos submarinos têm sido fundamentais, como o que liga o Chile a Sydney (Austrália) e o cabo Curie, do Google, que conecta com Los Angeles. Hoje, a cidade possui 182 MW em operação e 95 MW em construção.

“O auge de Santiago começou em 2019 com a estratégia de transformação digital do governo, que avançou ainda mais com o lançamento do Chile Digital 2035 em 2022 e do Plano Nacional de Dados em 2024”, menciona o estudo. “Atualmente, o mercado atende principalmente à demanda local de colocation retail, com exceção do data center construído pelo Google em Quilicura”, detalha a análise da Cushman & Wakefield.

“Os centros de dados em operação são principalmente de colocation e hyperscale, com capacidade projetada para dobrar nos próximos dois anos. Um ponto de destaque é o uso de energias renováveis, que em 2025 atingiram 20%, juntamente com uma notável diversificação energética. Além disso, o Chile está entre os dez países com maior implantação de fibra óptica no mundo. Esses elementos consolidam a posição do país — e da América Latina — como um ator fundamental no ecossistema digital, não só no cenário regional, mas também global”, afirma Rosario Meneses, subgerente de Pesquisa de Mercado da Cushman & Wakefield Chile.

Dados recentes
Enquanto isso, Querétaro, no México, com 114 MW em operação e 81 MW em construção, beneficia-se de sua posição ao longo das linhas de fibra que conectam a Cidade do México a Monterrey e Dallas, o que o coloca diretamente na rota do crescimento digital graças à sua localização estratégica. Isso tem atraído investimentos de grandes players internacionais como Equinix, CloudHQ, AWS e Microsoft.

Por fim, em nível regional, Bogotá, na Colômbia, combina escala crescente, conectividade internacional de alto nível e incentivos governamentais, o que a torna um mercado emergente chave na América Latina, com grande potencial para atrair hyperscalers. Embora sua capacidade operacional ainda seja modesta em comparação com outras cidades, o mercado colombiano apresenta condições favoráveis para desenvolvimentos futuros. Atualmente, conta com 47 MW em operação e 54 MW em construção.

O relatório também destaca que, embora os maiores mercados globais continuem concentrados em polos como Virgínia do Norte, Pequim e Portland, os avanços na América Latina ganham terreno de forma constante, agregando diversidade e capacidade à infraestrutura digital global.

O estudo conclui que a demanda global de hyperscalers (Microsoft, Google, AWS) e operadores de colocation impulsiona uma expansão cuja próxima etapa será a integração de hubs maduros e emergentes, com a América Latina consolidando-se como uma região altamente dinâmica fora do eixo EUA–China.

FONTE: Todo Logistica News
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Dia do Empreendedorismo Feminino: Santa Catarina tem mais de 1,2 milhão de mulheres empreendedoras

Participação de mulheres no quadro societário das empresas aumentou em 2025, fortalecendo o empreendedorismo feminino

O Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, celebrado nesta quarta-feira, 19, é marcado pelo crescimento da participação de mulheres no comando e no quadro societário de empresas em Santa Catarina. Conforme dados da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), o estado tem mais de 1,25 milhão de mulheres empreendedoras, número que tem crescido nos últimos anos. 

As mulheres representam 38,2% do total de empreendedores considerando o volume de empresas ativas em Santa Catarina. No entanto, somente entre as empresas abertas em 2025 elas representam 40,8%. Ou seja, a participação de mulheres cresceu, principalmente com micro e pequenas empresas. Apenas neste ano foram quase 140 mil mulheres registradas como proprietárias ou sócias de empresas.  

“O crescimento da participação de mulheres liderando as empresas reflete a força e a capacidade feminina. Elas estão empreendendo mais, inovando e investindo. E o empreendedorismo feminino é uma das prioridades do governador Jorginho Mello e minha. Por isso investimos na criação e manutenção de iniciativas como o Pronampe Mulher e os programas Mulheres+Tec e Mulheres+Pesquisa. Ações essenciais para que as catarinenses tenham mais opções para criar suas empresas, garantindo sua independência e gerando emprego e renda”, destacou a vice-governadora Marilisa Boehm. 

Fonte: Jucesc

Mulheres na indústria, comércio e serviços

Conforme os dados da Jucesc, as mais de 1,25 milhão de empreendedoras catarinenses atuam em diversos setores econômicos. A maior parte empreende no comércio e reparação de veículos, com participação de 343 mil mulheres sócias e proprietárias. Na sequência aparecem os setores de indústria da transformação (158 mil) e atividades administrativas e serviços complementares (101 mil). 

Distribuição pelos principais setores econômicos

Total: 1,25 milhão

  • Comércio e reparação de veículos: 343 mil
  • Indústria da transformação: 158 mil
  • Atividades administrativas e serviços complementares: 101 mil
  • Alojamento e alimentação: 95 mil
  • Atividades profissionais, científicas e técnicas: 91 mil
  • Outras atividades de serviços: 87 mil
  • Saúde humana e serviços sociais: 70 mil
  • Construção: 56 mil
  • Atividades imobiliárias: 54 mil
  • Transporte, armazenagem e correio: 49 mil

Para a vice-presidente da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), Fabiana Everling, o empreendedorismo feminino gera um ciclo positivo na economia. “Esses números mostram sobretudo um grande empreendedorismo feminino e isso se dá por diversos fatores. A mulher saiu em busca do seu próprio negócio, de legalizar as atividades que eventualmente ela já desenvolvia sem essa formalização. A mulher tem se qualificado cada vez mais e aí ela empreende no seu próprio negócio. E, além de fazer a sua renda, ela gera renda, gera emprego”, destaca.

Empresária de São João Batista comanda indústria calçadista 

Uma das mais de 1,25 milhão de empreendedoras catarinenses é Suzana Santos, líder da fábrica que leva o seu nome e produz calçados femininos em São João Batista. Em todas as plantas da empresa, em Santa Catarina e na Bahia, são mais de 2,5 mil funcionários que trabalham na produção de sandálias, tênis, tamancos e rasteirinhas. 

“Hoje a gente atende em todos os estados e exporta para uma média de 25 países. A gente é uma empresa muito inovadora e pensa muito em evoluir, buscar as mudanças que o mercado pede, então a gente desenvolve os produtos de acordo com as necessidades do consumidor”, explica Suzana Santos. 

A indústria é familiar e hoje é tocada por Suzana e pelo seu irmão. Ela é responsável pela parte comercial, estilo, criativo, bem como marketing. Com o sucesso da marca, a empresa verticalizou a produção e passou a fabricar também parte da matéria-prima. Conforme Suzana, empreender em Santa Catarina tem diversas vantagens.

“Santa Catarina é um estado próspero, é um estado que tem muita oportunidade e mão de obra qualificada. Aqui a parte da logística é muito diferente, temos mais opções. A gente também está próximo da maioria dos clientes, daqueles estados que tem grande potencial de venda”, explica.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Leo Munhoz/SecomGOVSC

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Dívida da Braskem dispara para 14,7 vezes o EBITDA com prejuízo de R$ 26 milhões

A Braskem atravessa uma das fases mais delicadas de sua história. No terceiro trimestre de 2025, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 26 milhões, uma melhora frente à perda de R$ 592 milhões no mesmo período do ano anterior. O alerta, porém, está no balanço: a dívida líquida saltou para 14,76 vezes o EBITDA recorrente, quase o triplo da relação de um ano antes (5,76x), revelando uma estrutura financeira frágil e insustentável para uma empresa cíclica e de capital intensivo.

O EBITDA recorrente despencou 65% em relação a 2024, para US$ 150 milhões (R$ 818 milhões), enquanto a receita líquida caiu 19%, totalizando R$ 17,3 bilhões — reflexo de preços deprimidos de petroquímicos e alta ociosidade nas plantas. O fluxo de caixa operacional ficou negativo em R$ 334 milhões, e o consumo total de caixa chegou a R$ 2 bilhões, ampliando o desequilíbrio financeiro da companhia.

Margens pressionadas e mercado em retração

A crise é estrutural. O mercado petroquímico global segue com excesso de oferta — o chamado “efeito China” —, o que derrubou as margens de polietileno (PE), polipropileno (PP) e PVC entre 9% e 16% em comparação ao 3º trimestre de 2024. No Brasil, a taxa de utilização dos crackers de etileno caiu de 73% para 65%, afetada por paradas programadas no Rio de Janeiro e pela fraca demanda doméstica.

As vendas de resinas no mercado brasileiro recuaram 9%, somando 787 mil toneladas, enquanto as exportações avançaram na mesma proporção (+9%). Mesmo com ajustes operacionais e créditos tributários do REIQ, o EBITDA do segmento Brasil/América do Sul caiu de US$ 335 milhões para US$ 205 milhões.

Nos Estados Unidos e Europa, o cenário foi ainda pior: o EBITDA reverteu de lucro de US$ 71 milhões para prejuízo de US$ 15 milhões, pressionado por queda de 23% nos preços do PP e pela baixa atividade industrial. No México, a subsidiária Braskem Idesa também inverteu resultados, com EBITDA negativo de US$ 37 milhões, frente a lucro de US$ 80 milhões no ano anterior, devido ao alto custo do etano e à parada de manutenção de grande porte.

O nó financeiro

Com margens comprimidas e fluxo de caixa negativo, a Braskem passou a depender de financiamentos de longo prazo e alto custo. A dívida bruta atingiu US$ 8,4 bilhões em setembro, com prazo médio de nove anos, enquanto a posição de caixa (sem incluir a Idesa) somava US$ 1,3 bilhão. Em outubro, a empresa ainda utilizou uma linha de crédito rotativo internacional de US$ 1 bilhão, mas o balanço segue mostrando erosão de liquidez e da capacidade de investimento.

A administração aposta no Programa de Resiliência e Transformação, voltado ao controle de custos e racionalização de projetos. Um alívio temporário veio da redução da provisão do evento geológico de Alagoas, de R$ 5,57 bilhões em 2024 para R$ 3,8 bilhões, após acordo de R$ 1,2 bilhão com o Estado de Alagoas, que encerrou ações judiciais e quitou indenizações ligadas ao afundamento de solo em Maceió em 2018.

Mesmo assim, a empresa contabilizou encargo de R$ 435 milhões para hibernar sua planta de cloro-soda em Alagoas, no âmbito do plano Transforma Alagoas — medida voltada a tornar a produção de PVC mais sustentável, mas que evidencia uma redução estrutural das operações na região.

Crise setorial e medidas regulatórias

A indústria química brasileira opera com 39% de ociosidade, o maior nível em 30 anos, segundo a Abiquim. Para conter o colapso, o governo tem implementado medidas de proteção, como o Projeto de Lei PRESIQ (PL 892/2025) — já aprovado na Câmara — e a aplicação de tarifas antidumping provisórias sobre as importações de polietileno.

A Braskem considera essas iniciativas fundamentais para equilibrar a concorrência e preservar a produção nacional. O conselho da empresa também aprovou o Projeto Transforma Rio, um investimento de R$ 4,2 bilhões destinado a ampliar a capacidade de etileno e polietileno no Rio de Janeiro e aumentar o uso de etano como matéria-prima.

Tentativa de reversão

A atual gestão tenta reverter um ciclo negativo que não foi corrigido por administrações anteriores — nem mesmo após o boom da pandemia, quando a Braskem atingiu seu pico histórico. Em 2021, o EBITDA alcançou US$ 5,2 bilhões, impulsionado por margens recordes e escassez global de plásticos. Desde então, o ciclo virou: os preços caíram, a demanda enfraqueceu e a lucratividade evaporou. O desafio da nova liderança é restabelecer a estabilidade financeira em um setor que hoje luta pela sobrevivência.

Perspectiva crítica

Com o EBITDA sob pressão, a alavancagem em níveis históricos e a geração de caixa negativa, a Braskem enfrenta um ponto de inflexão. A empresa opera com liquidez apertada, margens reduzidas e um mercado global em retração, enquanto tenta preservar seu grau de crédito e atrair novos investimentos.

O cenário segue de tensão simultânea nos três pilares da petroquímica: demanda, margens e endividamento. Uma eventual recuperação dependerá da recomposição dos preços globais e da eficácia das políticas industriais brasileiras previstas para 2026.

FONTE: Brazil Stock Guide
IMAGEM: Reprodução/Brazil Stock Guide

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Santa Catarina registra recorde histórico com mais de 256 mil novas empresas em 2025

Santa Catarina atingiu um marco inédito no empreendedorismo. Entre janeiro e outubro de 2025, o estado registrou mais de 256 mil empresas abertas, o maior número da série histórica da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc). O resultado reflete o forte crescimento econômico catarinense, que segue acima da média nacional e apresenta o maior índice de formalidade do país.

As micro e pequenas empresas dominam o cenário e representam 95% das novas inscrições de CNPJ. Entre elas estão os Microempreendedores Individuais (MEIs), as microempresas (ME) e as Empresas de Pequeno Porte (EPP). Os setores de comércio, transporte, indústria, construção civil e serviços administrativos lideram a abertura de novos negócios no estado.

O governador Jorginho Mello destacou o desempenho como um reflexo do perfil trabalhador e inovador da população. “São milhares de catarinenses que arregaçaram as mangas e estão realizando o sonho de abrir o próprio negócio. O governo está cumprindo seu papel ao não aumentar impostos e desburocratizar a economia”, afirmou.

Comércio e serviços lideram o crescimento de novos negócios

Dados da Jucesc mostram que o setor de comércio e reparação de veículos lidera a abertura de empresas em 2025, com 45 mil novos CNPJs. Em seguida aparecem transporte (37,8 mil), indústria de transformação (25,5 mil), atividades administrativas (25,5 mil), construção civil (23,1 mil) e atividades profissionais, científicas e técnicas (22,7 mil).

Entre os novos empreendedores está Martinus Freitas, dono de uma cafeteria em Florianópolis inaugurada há sete meses. O espaço oferece cafés especiais, lanches e ambiente para trabalho remoto, além de uma vista privilegiada para a ponte Hercílio Luz. “Já tive outros negócios e nunca deixei de acreditar no empreendedorismo. Trabalhar com pessoas sempre foi a minha motivação”, contou.

Martinus também destacou a importância da gestão profissional. “Contamos com assessoria financeira, contábil e de marketing para saber exatamente onde estamos pisando”, afirmou.

Economia aquecida impulsiona o empreendedorismo catarinense

De acordo com o Banco Central, a atividade econômica de Santa Catarina acumulou alta de 4,9% em 2025, resultado superior à média nacional. O desempenho positivo dos setores de indústria, comércio e serviços tem estimulado o surgimento de novos empreendimentos em todas as regiões do estado.

Para o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, o cenário é resultado da combinação de crescimento econômico e formalização. “Santa Catarina vive um momento muito positivo, com PIB em alta, desemprego em mínima histórica e empreendedorismo crescente. O estado é o mais formalizado do país, o que se reflete na criação de novas empresas e no avanço dos MEIs”, afirmou.

Governo estadual aposta na desburocratização e agilidade

O Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) e da Jucesc, vem ampliando ações para desburocratizar o ambiente de negócios e estimular a abertura de empresas.

Entre as iniciativas está o Programa de Modernização do Ambiente de Negócios, sancionado em outubro, que amplia a lista de atividades econômicas de baixo risco. Com isso, muitas empresas agora podem iniciar as operações mediante autodeclaração, sem necessidade de licenças prévias, tornando o processo mais rápido e acessível.

Outra ação de destaque é o Programa Descomplica CBMSC, criado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, que reduziu para um dia o tempo de análise de projetos de prevenção e segurança contra incêndios. A medida trouxe mais agilidade, transparência e padronização aos processos em todo o estado.

Ambiente favorável impulsiona novos empreendedores

Com políticas públicas voltadas à simplificação, alta formalização e crescimento econômico consistente, Santa Catarina reforça seu papel de destaque como um dos estados mais empreendedores do Brasil. A combinação de inovação, capacitação e desburocratização vem estimulando o surgimento de novos negócios e consolidando o estado como referência nacional em desenvolvimento.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGENS: SecomGOVSC

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Lições do vinho: o que a enologia ensina sobre liderança e paciência no mundo corporativo

Antônio Carlos Matos da Silva transforma sua paixão pelo vinho em metáfora para gestão e tomada de decisão

Com mais de 30 anos de carreira em grandes companhias farmacêuticas, no Brasil e no exterior, o executivo Antônio Carlos Matos da Silva descobriu fora das salas de reunião uma nova forma de compreender a liderança. Ex-CEO para Equador e Chile em uma multinacional da área da saúde, ele encontrou no mundo do vinho uma fonte de inspiração para refletir sobre gestão, equilíbrio e propósito.

O vinho como metáfora da liderança

Em entrevista ao programa Humanamente Possível, do NeoFeed, Silva contou que sua paixão pelo vinho se tornou uma verdadeira escola de liderança. “Quando você visita vinícolas e conversa com quem está à frente do negócio — desde o cultivo até o blend — percebe que tudo tem a ver com o nosso dia a dia”, explicou. “Eu ficava intrigado com o fato de dois produtores vizinhos terem resultados tão diferentes.”

A partir dessa vivência, ele escreveu o livro Equilíbrio, Estrutura e Estratégia: Como a arte do vinho pode inspirar a gestão empresarial. A obra propõe uma reflexão sobre tomada de decisão, risco e liderança equilibrada, usando o processo de produção do vinho como analogia.

“Um enólogo precisa controlar temperatura e fermentação. Se aquece demais, o vinho ‘cozinha’; se esfria, não fermenta. O líder é igual — deve saber calibrar o clima do time, evitando tanto o estresse quanto a complacência”, compara.

Paciência e sensibilidade na gestão moderna

Silva, que hoje atua como conselheiro associado ao Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), defende que a gestão eficaz exige a mesma sensibilidade dos grandes enólogos: observar o ambiente, respeitar os ciclos e agir com propósito. Para ele, a paciência é um elemento essencial tanto na vinificação quanto na construção de empresas sólidas.

“Assim como o vinho precisa de tempo para amadurecer, uma organização consistente se faz com aprendizado contínuo e coerência nas decisões”, afirma.

Inovação inspirada na vinicultura

O executivo também vê na inovação um paralelo direto entre vinhedos e negócios. Ele cita a poda de inverno, técnica criada por um brasileiro que alterou o ciclo natural de colheita no país. “Com essa inovação, estados como São Paulo e Bahia passaram a produzir vinhos de alta qualidade fora do verão”, explicou.

Segundo Silva, essa adaptação ilustra como empresas podem evoluir quando entendem seus ciclos e buscam soluções criativas diante de limitações.

Reputação: o legado mais valioso

Entre todas as lições do mundo dos vinhos, o autor destaca uma em especial: a importância de cultivar uma reputação sólida. “A vida pode te tirar tudo — emprego, dinheiro — mas não a reputação que você constrói. Aquilo que você plantou, como uma videira com raízes firmes, é o que permanece”, conclui.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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