Informação, Logística, Notícias, Terminais de Cargas

Portonave realiza sétima operação de descarga de caça F-39 Gripen da Força Aérea Brasileira.

Excelência operacional, segurança e localização tornam o Terminal Portuário referência para operações especiais, como o recebimento de aeronaves da FAB desde 2020.

Vindo diretamente de Norrköping, na Suécia, o 10º caça F-39 Gripen da Força Aérea Brasileira (FAB), de matrícula FAB 4110, levou 21 dias para chegar em Navegantes, cidade de Santa Catarina, onde está localizada a Portonave, terminal portuário privado que realizou a operação de descarga da aeronave. O navio Fagelgracht, do armador Spliethoff, atracou nesta quinta-feira (12). A excelência operacional e os investimentos constantes em segurança da Companhia são essenciais para o recebimento do caça. Além disso, a proximidade com o Aeroporto Internacional de Navegantes é um fator estratégico, assim como a Avenida Portuária, que facilita o transporte terrestre da aeronave até o aeroporto.

A operação foi realizada de modo eficiente pela equipe da Portonave, com duração de cerca de 1h30. Outro aspecto crucial é a segurança portuária. A Companhia possui a certificação ISPS Code, conjunto de normas que atestam a segurança do recinto alfandegado, emitida pela Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos), e dispõe de infraestrutura e procedimentos rigorosos para as operações: conta com aproximadamente 400 câmeras de vigilância – com recursos de visão noturna, detecção de movimento e zoom de até 60 vezes – além de drones e viaturas para resposta rápida. Para a vistoria de contêineres, possui dois scanners, capazes de inspecionar cerca de 1 mil contêineres por dia. Em abril, dois novos e modernos scanners foram adquiridos, com operações previstas para iniciarem até julho.

Diversos procedimentos foram realizados para garantir o sucesso da operação: recebimento e segregação do caça em um local específico no cais, controle de acesso de pessoas com protocolos reforçados e integração e planejamento logístico com a FAB e órgãos de trânsito e de segurança pública locais. Essa foi a sétima operação de descarga de caça F-39 Gripen, o que evidencia a expertise da Portonave nesse tipo de carga especial. A primeira aeronave foi desembarcada pelo Terminal Portuário em 2020, e as demais de 2022 a 2024.

Sobre o caça
A aeronave representa um importante salto qualitativo e tecnológico para o aumento da capacidade operacional da FAB, pois é reconhecida pela eficiência, baixo custo de operação, elevada disponibilidade e tecnologia avançada. O F-39 Gripen é fabricado pela Saab, empresa sueca líder no segmento de defesa e segurança.

Transporte por terra
Após a descarga, o caça foi transportado até o Aeroporto Internacional de Navegantes por terra. O deslocamento de pouco mais de dois quilômetros aconteceu durante a madrugada no dia 12 de junho. Por questões de segurança, a aeronave é transportada da Suécia ao Brasil sem combustível. Assim, o translado até o aeroporto é realizado em terra, onde o caça é abastecido. No aeroporto, são realizadas instalações finais de equipamentos na aeronave e testes prévios ao voo.

Programa Gripen Brasileiro
O caça faz parte do Programa Gripen Brasileiro, uma parceria entre o Brasil e a Suécia que teve início em 2015, após a efetivação do contrato com a FAB, com o objetivo de desenvolver e produzir caças de última geração para a FAB. O contrato também oferece suporte logístico, sistemas e equipamentos relacionados, treinamento, armamentos e um acordo de cooperação industrial que se tornou o maior programa de transferência de tecnologia já feito pela Saab.

Cargas breakbulk
As aeronaves se enquadram na modalidade breakbulk, tipo de transporte especial para mercadorias de grandes dimensões. Com uma equipe capacitada para movimentar cargas especiais no Terminal Portuário, além dos caças, já foram movimentados helicópteros, trem, grandes geradores, máquinas, lanchas e até mesmo a maior montanha russa da América Latina e a roda gigante de Balneário Camboriú, tanto na importação quanto exportação.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007 como primeiro terminal portuário privado do Brasil. Faz parte do grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL) – que administra cerca de 70 terminais em cinco continentes. São 1,3 mil profissionais diretos e 5,5 mil indiretos. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), foi o mais eficiente em produtividade de navio no ano de 2024. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e desenvolve diversas ações e iniciativas voltadas aos aspectos ambientais e sociais.

Fonte: Portonave Assessoria de Imprensa

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Comércio Exterior, Inovação, Logística

Navio movido a vela metálica é usado para transportar açúcar brasileiro; conheça projeto

transporte marítimo também tem sua parcela de contribuição em emissões de CO2 equivalente. Mas o comércio mundial depende desse tipo de transporte e, por isso, algumas soluções para minimizar o impacto de navios gigantes circulando pelos oceanos para abastecer o mundo têm sido pensadas, como navio a vela.

Essa foi a opção da Cargill para transportar 72 mil toneladas métricas de açúcar a partir do Terminal Açucareiro Copersucar (TAC), no Porto de Santos. A embarcação, de nome Pyxis Ocean, é um navio a vela que partiu na última semana com destino à China e vai cruzar o globo usando o vento como combustível auxiliar.

Segundo a Alvean, subsidiária da Copersucar responsável pelo transporte, a tecnologia permite uma redução de até 30% no consumo de combustível em condições ideais, diminuindo a pegada de carbono do transporte marítimo.

O Pyxis Ocean é equipado com duas WindWings (enormes velas metálicas) que medem 37,5 metros de altura, equivalente a um prédio de 12 andares. As asas são instaladas verticalmente para capturar o vento e impulsionar o navio para a frente, como a lógica de qualquer veleiro. Assim, o motor do navio é menos exigido e utiliza menos combustível. Com isso, o navio consegue manter a velocidade ideal, com menos emissões.

O Pyxis Ocean é um projeto de cooperação entre a Cargill, a BAR Technologies, a Mitsubishi Corporation e a Yara Marine Technologies, e é o primeiro navio cargueiro a ser adaptado com as velas propulsoras.

O projeto WindWing recebeu financiamento do programa de pesquisa e inovação Horizon 2020, da União Europeia. De acordo com a Cargill, as WindWings podem ajudar os proprietários de navios a cumprir metas de descarbonização no transporte marítimo. A empresa destaca que, em uma rota internacional média, as WindWings podem poupar 1,5 toneladas de combustível por vela ao dia, com a possibilidade de poupar mais em rotas transoceânicas.

Segundo a Copersucar, a única adaptação no terminal para o Pyxis Ocean é que ele teve que atracar de bombordo – ou à esquerda – por conta da presença das velas fixadas na lateral onde normalmente os rebocadores atuam. Essa foi a primeira viagem feita para o transporte de açúcar. Por enquanto, não há previsão de novas viagens, que dependem da disponibilidade da embarcação.

Em setembro de 2023, o mesmo navio fez o transporte de 63 mil toneladas de farelo de soja até a Polônia saindo do Porto de Paranaguá, no Paraná.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Logística, Negócios, Portos

Antaq vê potencial de disputa acirrada por superterminal em Santos

Pelo menos quatro operadoras estrangeiras, dois grupos nacionais e dois investidores financeiros já manifestaram interesse pelo leilão do Tecon 10

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) já foi procurada por seis a oito grupos privados com interesse em participar do leilão do novo superterminal de contêineres no Porto de Santos (SP).

Segundo relatos feitos à CNN por autoridades diretamente envolvidas com os preparativos do leilão, isso demonstra que as restrições impostas pela Antaq não devem prejudicar a disputa pelo projeto.

Pelo menos quatro grandes operadoras estrangeiras já procuraram o governo brasileiro e a Antaq para falar sobre o Tecon Santos 10: a empresa chinesa de navegação Cosco; a também chinesa China Merchants, que opera um terminal de contêineres em Paranaguá (PR); a PSA, autoridade portuária de Cingapura e uma das maiores do planeta; e a filipina ICTSI, que já atua em Suape (PE) e no Rio de Janeiro.

Dois grupos brasileiros também manifestaram interesse: a JBS Terminais e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A JBS assumiu, no ano passado, a operação do Porto de Itajaí (SC). A CSN está à frente do terminal de contêineres de Itaguaí (RJ), com o Sepetiba Tecon.

Além delas, autoridades relataram à CNN o interesse de dois investidores do mercado financeiro: o BTG e o Pátria Investimentos. Se eventualmente participarem e vencerem o leilão, no entanto, eles precisarão contratar um operador.

Seja como parte da sociedade ou como operador contratado, a Antaq já decidiu vetar a participação – pelo menos na primeira etapa do leilão – de quem já movimenta contêineres em Santos.

Essa regra tira da disputa a francesa CMA CGM (dona da Santos Brasil), a suíça MSC e a dinamarquesa Maersk (controladoras da BTP) e a DPW (dos Emirados Árabes).

Em uma segunda etapa, se não houver lances na primeira fase, o leilão ficaria aberto para atuais operadores em Santos. Eles só poderiam assumir o Tecon Santos 10, porém, depois de se desfazer dos atuais ativos – exigência que também é objeto de críticas das empresas.

A Antaq definiu um pré-requisito: o operador do novo superterminal precisa de experiência prévia na movimentação de 100 mil contêineres por ano.

O Tecon Santos 10, quando estiver plenamente operacional, movimentará 3,5 milhões de contêineres anuais e ampliará em cerca de 50% a capacidade do maior porto da América Latina. O investimento esperado é de quase R$ 6 bilhões.

No despacho em que avaliza a modelagem aprovada pela Antaq, o secretário nacional de Portos, Alex Avila, afirma: “O Tecon Santos 10 deverá proporcionar ao mercado o melhor modelo de leilão para ampliação de capacidade do maior ativo portuário do país, em especial permitindo que proporcionalidades concorrenciais sejam tratadas de forma isonômica, buscando sempre a coerente e adequada aplicação das políticas públicas que dão lastro para a condução da expansão do setor”.

A modelagem seguiu para o Tribunal de Contas da União (TCU), onde está sendo analisada.

Fonte: CNN Brasil


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Comércio Exterior, Investimento, Logística, Portos

Beto Martins visita Itajaí e apresenta panorama da infraestrutura logística de SC 

O secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins, esteve na sede da Associação Empresarial de Itajaí (ACII) na última segunda-feira (09) para dialogar com empresários e lideranças locais sobre os principais desafios logísticos do Estado e os planos em andamento para ampliar sua competitividade no cenário nacional e internacional. 

Com uma agenda voltada ao desenvolvimento da infraestrutura, Martins destacou que Santa Catarina está em um momento decisivo. “Os desafios são muitos, mas o mais interessante disso é que agora estamos discutindo esses temas urgência que merecem”, afirmou. 

Portos, aeroportos, ferrovias e rodovias em foco 

Durante o encontro, o secretário fez um panorama das ações que o governo estadual vem conduzindo para modernizar e ampliar a infraestrutura dos modais de transporte, com destaque para iniciativas inéditas, como parcerias público-privadas e investimentos em projetos executivos. 

Entre os temas abordados, Martins ressaltou o esforço conjunto para garantir que os portos catarinenses possam receber navios de maior porte, ampliando a capacidade de movimentação de cargas. Hoje nenhum dos portos do estado tem capacidade para receber navios de contêineres com mais de 360 metros de comprimento, o que compromete a competividade com outros destinos do Brasil. “Isso é gravíssimo. Coloca Santa Catarina caindo da série A para a série B. Então estávamos prestes a cair para a Série B, porque os nosso portos não estão dotados dessa tecnologia e nada estava sendo feito para resolver isso. Já resolvemos Baía da Babitonga, com um acordo inédito, um case único no Brasil, onde o recurso vai ser privado. O próprio Porto de Itapoá vai colocar o recurso e nós vamos devolver esse valor em tarifas com um prazo alongado de mais de 15 anos. Isso é inédito no Brasil”, explicou, referindo-se à obra de dragagem na Baía da Babitonga.  

Sobre o Complexo Portuário de Itajaí, Martins foi enfático em dizer que o Estado está “torcendo para que a bacia de evolução de Itajaí, que também tem este problema possa ser resolvido no tempo e na urgência que o Governo Federal tem anunciado. O complexo Portuário de Itajaí é determinante para o resultado sócio-econômico e para a receita tributária do Estado”.  

Segundo informações divulgadas pela superintendência do Porto de Itajaí, em abril, foi assinada a portaria que cria uma comissão para acompanhar os estudos técnicos e a execução da remoção do casco do Pallas, um navio afundado próximo ao molhe norte há 130 anos. Os destroços da embarcação impedem as obras de ampliação do canal.  A remoção do casco submerso é considerada fundamental para a expansão da capacidade operacional do tanto em Itajaí, quanto em Navegantes. O planejamento prevê, além da retirada do navio, o alargamento do canal e a construção de uma nova bacia de evolução. (Fonte: Porto de Itajaí) 

Com a ampliação da capacidade dos portos outro desafio vem à tona: a estrutura das rodovias para escoamento das cargas. O secretário alertou que esse é um gargalo que ainda limita o desenvolvimento econômico do Estado. “Santa Catarina só não está mais desenvolvida porque enfrenta um colapso rodoviário sério, principalmente nas federais”, disse. Uma das soluções mais próximas é a construção de uma nova rodovia Florianópolis e Joinville, direcionada para veículos leves, o que pode desafogar momentaneamente a BR 101. A intenção é executar o projeto por meio da parceria público-privada. “A Via Mar não é um sonho, isso está em execução. Os projetos executivos devem ficar prontos até o final do primeiro semestre do ano que vem. O custo da obra deve chegar a 7 bilhões de reais”, explica. Já em relação à malha ferroviária, o Estado começou a se preparar com projetos executivos, prevendo uma reestruturação nacional futura.  

No setor aeroportuário, Santa Catarina registra crescimento expressivo no número de passageiros internacionais, que chega a 700% em três anos. Um dos fatores são os incentivos para as empresas de aviação, a exemplo da TAP, empresa portuguesa que recentemente lançou voos diretos entre Florianópolis e Portugal. “Santa Catarina tinha 160 mil passageiros internacionais em seus aeroportos em 2022. Dois anos depois, em 2024, nós já pulamos para 900 mil. Esse ano só nos primeiros quatro meses já passamos de 600 mil passageiros e vamos passar de um milhão e 200 no final de 2025, o que é um número que nenhum outro estado chegou perto”, ressalta Martins.  

Reforma tributária e riscos para a competitividade 

Em sua participação na plenária da Associação Comercial de Itajaí (ACII) o tema da Reforma Tributária foi perguntado pelo público. Beto Martins fez críticas à proposta que está em discussão no Congresso Nacional. Para ele, a medida representa um risco direto à competitividade do Estado, especialmente nos setores logístico e de comércio exterior. “Santa Catarina sempre usou os incentivos fiscais como ferramenta de atração. Com o fim dessa possibilidade, o Estado pode perder seu diferencial”, alertou. 

Apesar dos desafios, o secretário afirmou confiar na capacidade de reinvenção de Santa Catarina. “Somos resilientes e pensamos fora da caixa. E é isso que vamos precisar fazer de novo.” 

Plano Estadual de Logística e Transportes 

Durante o encontro desta segunda-feira (09), também foi apresentado o Plano Estadual de Logística e Transportes (PELT-SC), uma iniciativa estratégica voltada à modernização da infraestrutura de transportes em Santa Catarina. O plano tem como objetivo diagnosticar gargalos logísticos, propor investimentos prioritários e otimizar a integração entre os modais, com foco na redução de custos e no aumento da competitividade do Estado. 

Atualmente em fase de elaboração, o PELT-SC está sendo desenvolvido pelo Governo do Estado em parceria com a consultoria técnica da INFRA S.A. O contrato, firmado entre maio e setembro de 2024, prevê a conclusão dos estudos em até 18 meses. 

TEXTO E FOTOS: DAIANA BROCARDO 

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Logística

O transporte fluvial como eixo logístico estratégico

O presidente Yamandú Orsi destacou o potencial do transporte fluvial como eixo logístico estratégico, durante a apresentação do rebocador TFF Anglo em Fray Bentos.

O Uruguai vê no transporte fluvial uma oportunidade chave para diversificar sua matriz logística e reduzir os custos operacionais. Foi o que afirmou o presidente Orsi, que ressaltou que esse modo de transporte ainda tem um grande potencial a ser desenvolvido e concretizado.

A apresentação do rebocador TFF Anglo, da empresa Transportes Fluviales Fray Bentos, foi o cenário desses anúncios. A nova embarcação permitirá impulsionar barcaças carregadas com pasta de celulose no trecho Fray Bentos–Nueva Palmira, integrando rios e portos com eficiência.

Integração modal como desafio

Para Orsi, não se trata apenas de vontade política, mas de identificar os pontos-chave que permitam articular os diferentes modos de transporte. “É preciso encontrar a articulação com o transporte ferroviário, o rodoviário, o fluvial e os portos de águas profundas”, destacou o presidente.

Ele também fez um apelo para melhorar a organização institucional, promovendo espaços de coordenação entre os organismos públicos e privados ligados ao setor.

Compromissos do governo para potencializar o setor

A ministra dos Transportes e Obras Públicas, Lucía Etcheverry, reafirmou o compromisso do governo com uma logística sustentável. Ela destacou que a incorporação de tecnologia no transporte fluvial permitirá ampliar a capacidade e reduzir as emissões ambientais.

Entre os compromissos mencionados estão:

  • Reforçar a Direção Geral de Transporte Fluvial e Marítimo.
  • Incorporar tecnologias para ampliar sua operatividade.
  • Valorizar o Instituto Nacional de Logística (INALOG) como ator chave do ecossistema.

Com isso, o Uruguai dá um passo importante para consolidar uma rede logística mais eficiente, multimodal e ambientalmente responsável.

Fonte: Todo Logistica News

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Internacional, Logística, Negócios

Jorginho Mello vai à China para trazer fábrica de ônibus para Santa Catarina

Governador detalhou a missão que realizará no China e no Japão

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, anunciou nesta segunda-feira (9) que viajará à China para se reunir com diretores da montadora BYD e negociar a construção de uma fábrica para a montagem de ônibus no estado. A informação foi publicada em primeira mão pela Revista Exame, mais tradicional veículo de jornalismo de economia do Brasil.

“É a intenção. Temos conversa com eles, até pediram para não comentar muitos detalhes. Mas a grande ideia é trazer uma fábrica próxima de um dos nossos portos. Somos o único estado que temos seis portos”, disse Jorginho Mello.

A viagem do chefe do executivo catarinense está agendada para sexta-feira (13), e inclui também uma visita ao Japão e à China. Durante a missão, Jorginho discutirá não só os investimentos da BYD no estado, mas também possíveis parcerias com empresas chinesas para implementar serviços de manutenção de aviões. A ideia do governo estadual é criar uma empresa estatal para gerenciar voos entre os aeroportos estaduais e aliviar o transporte rodoviário.

Jorginho Mello vai à Ásia

“Queremos implementar voos regionais, com aviões menores de 20 lugares para passageiros e de carga. Você tira os acentos em 20 minutos e coloca carga para viabilizar os voos e ser superavitário”, explicou o Governador.

Além das questões industriais, Jorginho afirmou que a ampliação das exportações de carne bovina para o Japão e a China também estará na pauta da viagem. “Santa Catarina vende muito para o Japão e para a China carne bovina e suína. Na pauta da viagem está a discussão de ampliação da venda de carne bovina”, afirmou.

O governador também destacou que a guerra comercial iniciada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu uma janela de oportunidades para o Brasil, principalmente no setor de carnes.

O chefe do executivo afirmou ainda que o crescimento robusto do PIB catarinense, superior à média nacional e de outros países, atrai investidores.

“Estes países compravam muito dos Estados Unidos e com as tarifas temos uma janela de oportunidade para trazer. Temos frigoríficos muito bem montados em Santa Catarina dentro da exigência sanitária que o mundo exige, principalmente o Japão”, finalizou ele.

Fonte: Guararema News

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Investimento, Logística

Brasil redescobre seus rios e investe em hidrovias para logística eficiente

Enquanto isso, o transporte ferroviário enfrenta entraves que reforçam o papel estratégico das hidrovias. A operação da ferrovia Malha Oeste, para ligar Corumbá a Mairinque, em São Paulo, demandaria investimentos de 18 bilhões de reais, mas a concessionária Rumo já avisou que o baixo potencial de cargas em determinados trechos inviabiliza o projeto. É uma má notícia.

Investimentos privados podem, finalmente, destravar o modal, um dos transportes mais baratos e menos
poluentes — e ainda subutilizado no país.

O Brasil está redescobrindo seus rios. Com a iminente concessão de 600 quilômetros da Hidrovia do Paraguai, em Mato Grosso do Sul, o país dará um passo importante para destravar um dos modais de transporte mais eficientes e sustentáveis — e ainda subutilizado. O leilão, previsto para dezembro, marcará a estreia das concessões hidroviárias brasileiras e pode ser o impulso necessário para transformar a logística nacional. Hoje, enquanto 65% das cargas circulam por rodovias, apenas 5% seguem pelos rios, apesar de o país contar com 60.000 quilômetros de vias navegáveis, dos quais só um terço é realmente aproveitado.

Esse desequilíbrio poderá ser enfrentado a partir de iniciativas como a concessão do trecho entre Corumbá e Porto Murtinho. A extensão que será licitada — o Rio Paraguai entre a cidade de Corumbá e a foz do Rio Apa, em Porto Murtinho, mais o leito do Canal do Tamego — já é navegável. Em 2023, passaram pela hidrovia 8 milhões de toneladas de cargas. A partir de 2030, a movimentação poderá chegar a 30 milhões de toneladas com os investimentos do consórcio que assumir a concessão. Nos primeiros cinco anos, estão previstos 74 milhões de reais em investimentos na hidrovia, incluindo a construção de galpão industrial e a aquisição de draga, além de serviços de dragagem, balizamento, sinalização, gestão de tráfego e monitoramento hidrológico.

Para tornar viável esse avanço, a proposta de concessão passou por uma avaliação aberta. AAgência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) submeteu o modelo econômico a contribuições em duas audiências públicas, em fevereiro e abril. Nos próximos meses, o Ministério de Portos e Aeroportos deve encaminhar o edital para análise do Tribunal de Contas da União. Esse processo servirá de base para outras concessões hidroviárias planejadas, como as dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós, da Barra Norte (Amazonas) e da Lagoa Mirim (Rio Grande do Sul). Relator do processo e diretor da Antaq, Alber Vasconcelos diz que o grande ganho da concessão é a navegabilidade previsível. “A concessionária fará medições em tempo real do fluxo da água, e o usuário da hidrovia vai saber se poderá carregar uma barcaça com parte ou 100% da sua capacidade”, afirma Vasconcelos.

Enquanto isso, o transporte ferroviário enfrenta entraves que reforçam o papel estratégico das hidrovias. A operação da ferrovia Malha Oeste, para ligar Corumbá a Mairinque, em São Paulo, demandaria investimentos de 18 bilhões de reais, mas a concessionária Rumo já avisou que o baixo potencial de cargas em determinados trechos inviabiliza o projeto. É uma má notícia. Os trilhos seriam uma opção econômica ao transporte rodoviário do minério de ferro e do manganês extraídos da fronteira com a Bolívia. Cada vagão de trem tira três caminhões da estrada, segundo comparação da Antaq. Nesse cenário, a Hidrovia do Paraguai surge como alternativa viável, com um comboio típico carregando 48.000 toneladas — o equivalente a 430 vagões ou 1.200 caminhões.

Além dos benefícios logísticos, o modal hidroviário apresenta vantagens ambientais e econômicas. O estudo “Aspectos gerais da navegação interior no Brasil”, da Confederação Nacional do Transporte, mostra que o modal hidroviário emite 80% menos gás carbônico que o rodoviário e 14% menos que o ferroviário. Além disso, em média, o custo do frete hidroviário é 60% menor que o rodoviário e 30% inferior ao ferroviário. Ainda assim, especialistas defendem que a hidrovia deve ser vista como um elemento complementar, e não substituto, aos grandes eixos rodoferroviários de carga, como ressalta o consultor Frederico Bussinger, sócio da Pezco Economics.

Casos concretos reforçam essa perspectiva de sustentabilidade e eficiência. A operadora de serviços portuários e de logística Wilson Sons estima uma redução de 55% nas emissões com a operação do terminal hidroviário do Polo Petroquímico de Triunfo, no Rio Grande do Sul, em comparação com o transporte rodoviário. O terminal Santa Clara está em um canal que acessa o Lago Guaíba e a Lagoa dos Patos em direção ao porto de Rio Grande. “Com o modal hidroviário, desenvolvemos projetos logísticos mais competitivos do ponto de vista de custos, que oferecem menor risco de acidentes e de avarias para as cargas dos clientes, além de contribuir para a diminuição da emissão de gases causadores do efeito estufa”, diz Paulo Bertinetti, diretor-presidente do Tecon Rio Grande, operado pela Wilson Sons.

Mesmo em situações climáticas extremas, a hidrovia demonstrou resiliência. Um levantamento feito por
empresas da região detectou a necessidade de dragar apenas quatro pontos da Hidrovia do Paraguai durante a maior seca da região, no ano passado. “Então, mesmo no pior momento climático, não se enfrentariam grandes problemas de navegação”, afirma Adalberto Tokarski, presidente da Agência de Desenvolvimento Sustentável das Hidrovias e dos Corredores de Exportação (Adecon). “Mas o Estado não consegue suprir essa infraestrutura e oferecer segurança para uma navegação fluida o ano inteiro.” A dragagem é bancada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), com recursos limitados, e condicionada ao prazo de licitações públicas, nem sempre tão ágeis quanto às movimentações de mercado.

O setor privado, por sua vez, tem dado sinais claros de confiança no potencial das hidrovias. Impulsionada pela aquisição por parte do grupo J&F, em 2022, a mineradora LHG Mining investiu na ampliação da produção de minérios de ferro e manganês em Corumbá e Ladário, em Mato Grosso do Sul, passando de 2 milhões para 12 milhões de toneladas anuais. “Esse crescimento só foi possível porque contamos com o escoamento de 80% da produção pela Hidrovia do Paraguai, fundamental para a logística de exportação com custos e emissões muito inferiores a qualquer outro modal”, diz Darlan Carvalho, diretor de logística da LHG.

Outro exemplo relevante na mesma região é a operação da Hidrovias do Brasil. Em 2023, a empresa
transportou 4 milhões de toneladas de minério de ferro, grãos e fertilizantes. Mesmo com a seca histórica do rio, que impede as embarcações de trafegar com carga total, o desempenho foi compensado com ajuda da frota de empurradores da Hidrovias do Brasil, aptos a navegar com calado de 6,5 pés (cerca de 2 metros), amenizando o impacto causado pela seca. A Hidrovias do Brasil também opera com transporte hidroviário no Pará. Em abril, a Ultrapar – maior acionista da empresa – injetou aproximadamente 1,2 bilhões de reais em outubro do ano passado.

Para entender o potencial do transporte hidroviário brasileiro, basta observar as referências globais. O Rio
Mississippi, onde circulam 669 milhões de toneladas de carga por ano nos Estados Unidos, é usado como
referência do potencial hidroviário. São 6.900 quilômetros de hidrovias de uso comercial, das quais se retiram cerca de 80 milhões de metros cúbicos de sedimentos ao ano por meio de dragagem. Em comparação, o desafio brasileiro é irrisório. O volume no Rio Paraguai chega a cerca de 400.000 metros cúbicos, mero 0,5% da dragagem feita pelo Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos, que administra o sistema americano.

A Europa e a China também servem como modelos de eficiência e integração. Na Europa, a infraestrutura
hidroviária é reconhecida pela grandiosidade das obras de engenharia, como eclusas e elevadores de navios, e pela integração com outros meios de transporte. O custo do modal hidroviário europeu é, em média, 80% inferior ao do rodoviário, segundo relatório elaborado pelo Instituto de Engenharia. A única estrutura semelhante em águas brasileiras é a eclusa de Tucuruí, localizada no Rio Tocantins, no Pará, conforme afirma Moacir de Freitas Júnior, professor do Centro Paula Souza de São Paulo, que estuda a infraestrutura hidroviária da Europa. Assim mesmo, a eclusa permanece sem uso desde a sua inauguração, em 2010. Outro exemplo vem da China, onde metade da produção é escoada por hidrovias, complementa o relatório do instituto. Para um país de dimensões continentais como o Brasil, que pretende ser recordista na produção de commodities, o caminho para aumentar a eficiência passa necessariamente pelas águas.

(*) Leandro Steiw é Jornalista

Por Leandro Steiw.

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Comércio Exterior, Evento, Logística, Negócios, Networking

BWin Tech dobra de tamanho e fortalece presença no setor com participação marcante na Intermodal 2025 

A corretora de seguros BWin Tech deixou sua marca na Intermodal South America 2025 ao participar, pelo segundo ano consecutivo, do maior evento das Américas nos setores de logística, transporte de cargas, intralogística e comércio exterior, em abril. Em um cenário que reuniu os principais players do mercado, a empresa destacou seu crescimento acelerado, inovação em serviços e uma abordagem estratégica que vem transformando a forma como o seguro é percebido no setor logístico.  “Falar da BWin é lembrar que, nos últimos dois anos, estivemos nesta feira maravilhosa. A Intermodal se tornou parte da nossa história”, destaca Carla Kuhn, Partner & Business Development Director da BWin Tech.  

A BWin integrou o espaço RêConecta, no estande G100, um hub de conexões estratégicas que reuniu mais de 10 empresas de diferentes segmentos do setor. Com estrutura moderna, ativações de marca e ambiente de networking, o espaço foi palco de negócios, trocas de conhecimento e aproximação com tomadores de decisão de todo o Brasil. 

Segundo Carla, o principal objetivo foi aumentar sua visibilidade no mercado, receber clientes para apresentar a evolução da marca e gerar novas oportunidades de negócios. E o resultado superou expectativas. “Fechamos dois contratos com clientes que já estavam em negociação e abrimos novas oportunidades que seguimos nutrindo no CRM. A feira foi um divisor de águas para nós.” 

Seguro como ferramenta estratégica na logística 

Durante o evento, a BWin apresentou soluções inovadoras em seguros para logística e comércio exterior, destacando sua atuação baseada em conhecimento técnico e foco em mitigação de riscos com mais eficiência e rentabilidade. A proposta da empresa é ir além da proteção, oferecendo segurança como alavanca estratégica para as operações logísticas. “Queremos mostrar formas diferentes de ver o seguro: como oportunidade de negócio, diferencial competitivo e impulsionador de resultados,” explica Carla.  

A receptividade do público foi positiva, com destaque para a presença de influenciadores e decisores de empresas em busca de novas soluções. A visibilidade alcançada na feira também refletiu diretamente nas redes sociais e na percepção de marca da BWin, reforçando sua imagem de empresa em expansão. “Acreditamos que muitos negócios são impulsionados pela imagem. Estamos dobrando de tamanho a cada ano e a Intermodal tem papel central nesse crescimento.” 

RêConecta: um elo entre negócios e propósito 

A presença da BWin no evento foi viabilizada pela parceria com o RêConecta News, um portal digital que conecta, informa e fortalece o ecossistema do comércio exterior e da logística. Mais do que notícias, o RêConecta promove eventos, networking e ações de valorização profissional, como o projeto Divas do Comex & Log. 

O espaço coletivo do RêConecta se consolidou como um ponto de referência dentro da Intermodal, reforçando a força da inteligência colaborativa e do trabalho em rede. Para a BWin, a parceria representa alinhamento de valores e visão de futuro. “Somos incansáveis e imparáveis quando tratamos nosso negócio com integridade e respeito. A Intermodal nos dá isso: visibilidade, conexões e propósito. Estamos aqui para mudar vidas,” ressalta Carla.  

Próximos passos: expansão e impacto 

Após a participação na Intermodal 2025, a BWin foca na aceleração dos contatos comerciais, expansão da equipe de vendas e na estruturação de novas filiais, em Curitiba e Espírito Santo. O compromisso é seguir gerando oportunidades, fortalecendo o mercado e promovendo transformação através do seu modelo de negócios. “Geramos melhorias para nossos clientes e potencializamos empresas. Nossa cultura se expande no atendimento. Podemos mudar o mundo com resultados e bons exemplos,” finaliza Carla Kuhn, Partner & Business Development Director da BWin Tech.  

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Logística, Portos

Porto de Santos terá tráfego monitorado por torre com radar marítimo; sistema começa a operar em dezembro

Trata-se do Sistema de Gerenciamento e Informações do Tráfego de Embarcações (VTMIS); licitação deve ser aberta neste mês

O monitoramento em tempo real do trânsito de embarcações no Porto de Santos será intensificado a partir de dezembro, quando o Sistema de Gerenciamento e Informações do Tráfego de Embarcações (VTMIS, na sigla em inglês) iniciará as operações. A licitação deve ser aberta neste mês e o investimento previsto é de R$ 100 milhões.

A autorização que faltava para dar início às instalações dos equipamentos na Ilha da Moela, em Guarujá, foi obtida nesta terça-feira (3), em acordo entre a Autoridade Portuária de Santos (APS) e a Marinha. O termo de cooperação técnica foi assinado entre o presidente da APS, Anderson Pomini, o comandante do 8º Distrito Naval, vice almirante Marco Antônio Ismael Trovão de Oliveira, e o capitão dos Portos de São Paulo, Marcus André de Souza e Silva.

“Conseguimos as autorizações dessas torres para quatro locais. A licitação do sistema será feita este mês e o início da implementação do sistema será em dezembro”, diz Pomini, acrescentando que o sistema será integralmente implantado e custeado pela APS.

“Esse sistema é tão complexo e importante para a navegação brasileira que exige a integração de todas as autoridades”, afirma Pomini, explicando que será montada uma sala na sede administrativa do Porto que contará com profissionais da Praticagem, Receita Federal, Polícia Federal e Marinha

“O VTMIS busca eficiência para as manobras de entradas e saídas dos navios, mas é um sistema que conta com quatro torres permitindo que as instituições compartilhem 100% das informações geradas e monitoradas diuturnamente pelo sistema”, ressalta o presidente da APS.

Já o capitão dos Portos lembra que o sistema vai permitir o acompanhamento, monitoramento e vetoramento (orientação) em tempo real de todas as embarcações que estão entrando e saindo do Porto de Santos, “contribuindo ainda mais para a segurança da navegação sob a ótica da Autoridade Marítima que é a Marinha”.

A Ilha da Moela, sob administração da Marinha, fica próxima à área de fundeio de navios. Dotada de um farol do século 19, é ponto de referência aos navegantes na região. O acordo permite à administração portuária realizar obras de infraestrutura e instalar equipamentos e sensores do VTMIS na Ilha.

Na ilha
A Ilha da Moela receberá uma torre do VTMIS, com radar marítimo, equipamentos meteorológicos e câmeras eletro-ópticas. Os investimentos atenderam todas as exigências previstas pelos órgãos de controle. Essa estação-radar do VTMIS e os demais equipamentos serão alimentados por energia solar fotovoltaica.

Fonte: A Tribuna

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Comércio Exterior, Gestão, Industria, Logística, Negócios, Sustentabilidade, Tecnologia

O ESPECIALISTA: ANDREY LEANDRO 

De executor a estrategista de supply: a transformação das compras internacionais no Brasil 

Há pouco mais de uma década, bastava importar para vender. O Brasil vivia um boom de consumo e um mercado menos competitivo, onde praticamente tudo o que se importava se vendia. Mas o tempo passou, os players aumentaram e os desafios se multiplicaram. A globalização acelerada, somada à instabilidade econômica e às rupturas logísticas, como a pandemia, exigiu muito mais do que apenas bons fornecedores e negociações de preço. Foi o início da transformação: o comprador precisava deixar de ser um executor de pedidos para se tornar um estrategista de supply

Essa mudança não foi apenas de nomenclatura — foi de mentalidade, estrutura e visão. Vivenciei isso de perto ao longo dos últimos 15 anos, enfrentando decisões críticas em momentos de crise e de crescimento. Aprendemos que o sucesso de uma operação de compras internacionais está diretamente ligado ao alinhamento com o time comercial, ao entendimento do mercado consumidor e, principalmente, à capacidade de planejar com meses de antecedência a demanda futura, mesmo diante de um cenário incerto. Ou seja, integrando compras, vendas e estratégia. 

Hoje, o profissional que atua nessa área precisa ser multifuncional: entender de logística, regulação, finanças, tecnologia e, sobretudo, de comportamento humano. Saber o que o time comercial precisa vender e o que o cliente final deseja comprar se tornou tão importante quanto conseguir o melhor lead time ou condição comercial. 

Nesse contexto, o Brasil forma alguns dos compradores mais resilientes do mundo. Afinal, navegamos diariamente por mares turbulentos: câmbio volátil, mudanças regulatórias, burocracia alfandegária, gargalos logísticos e, por vezes, interpretações subjetivas das autoridades. Ainda assim, seguimos entregando resultados, porque combinamos planejamento, tecnologia, relacionamento e, claro, muita criatividade. 

O futuro aponta para uma jornada ainda mais estratégica. A digitalização, a automação, a sustentabilidade e os novos acordos comerciais vão moldar os próximos anos. E quem quiser se destacar nesse cenário precisará ir além das hard skills. Será necessário cultivar autoconhecimento, networking e resiliência. Porque o sucesso duradouro não vem em 10 segundos, como um vídeo viral. Ele é construído dia após dia, com visão, paciência e propósito. 

Para evoluir, o mindset também precisa mudar: 

  • Do foco no resultado imediato → para a valorização do processo. 
  • Da busca por cargos→ para a entrega de valor real. 
  • Da pressa → para a construção consistente. 

É por isso que, mais do que ser apenas um bom comprador que simplesmente monta um pedido e negocia o preço, acredito que, na importação, é preciso ser um estrategista de supply — um conector de soluções globais. Sourcing internacional é muito mais do que encontrar preços baixos: é encontrar parceiros confiáveis, tecnologias de ponta e soluções sob medida que tragam resultados reais. 

Atuo como um hub global de sourcing, com presença forte na Ásia e parceiros estratégicos em todo o mundo. Da prospecção e homologação de fornecedores, passando por auditorias, inspeções e negociações, até o acompanhamento logístico e técnico da produção, minha missão é transformar o acesso a mercados internacionais em vantagem competitiva sustentável. 

Já ajudei indústrias a dobrarem sua produção com o mesmo número de colaboradores, graças à introdução de máquinas mais modernas e automatizadas. Também eliminei elos da cadeia de fornecimento, proporcionando reduções de até 40% no custo final de produtos. 

Trabalho com profundidade técnica, sensibilidade cultural e estratégia comercial para garantir que cada decisão de sourcing seja segura, eficaz e orientada ao crescimento. 

Sourcing internacional é uma alavanca de crescimento quando bem-feito — e estou aqui para fazer isso com você! 

QUEM É ANDREY LEANDRO? 

Andrey Silvino Leandro é um profissional com mais de 15 anos de experiência em compras internacionais, sourcing e desenvolvimento de fornecedores. Atualmente, é fundador da Marco Polo Trade Experts, empresa especializada em conectar empresas brasileiras a fornecedores globais, facilitando processos de importação e promovendo soluções estratégicas no comércio exterior. Reconhecido por seu networking global e visão estratégica, Andrey é um facilitador de importações e um conector de soluções globais, com profundo conhecimento em logística, regulação, finanças e comportamento de consumo. Sua trajetória é marcada por resiliência, inovação e uma abordagem integrada entre compras, vendas e estratégia. 

Graduado em Relações Internacionais pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI/SC), com pós-graduação em Gestão Organizacional, Logística e Comércio Exterior pela mesma instituição. Além da formação no Program for Management Development (PMD) – um programa internacional de Direção Geral voltado a executivos e diretores no IESE Business School – onde foi exposto a decisões de alta complexidade, exigindo uma visão estratégica e integrada da gestão empresarial. Provocado a pensar de forma inovadora os desafios organizacionais, aprimorar a liderança e fortalecer a capacidade de execução, além de ampliar a rede global de relações. 

Contato:
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